Pixie Lott, Use Somebody (mudou…, não gostei muito da outra)
Março 27, 2010
Pixie Lott, Use Somebody (mudou…, não gostei muito da outra)
Março 27, 2010
De acordo com a sondagem umbilical, o líder desejável por parte do público deste blogue para o PSD seria Paulo Rangel (47% dos 636 votante, sendo que 31% declarou ser de esquerda e não se interessar). Mas 43% prevêm que será Passos Coelho a vencer (23% dos 516 que votaram na segunda sondagem continuam a dizer que são mesmo de esquerda).
Isto, em termos práticos, excluindo os esquerdistas umbilicais, significa que Passos Coelho vencerá com algo na acima dos 60% contra cerca de 35% de Paulo Rangel
Passou pouco da meia-noite, logo se verá se bate certo.
Março 26, 2010
National Lottery operator Camelot sold to Canadian teachers’ pension fund
National Lottery operator Camelot is to be sold to a pension fund which looks after the interests of 289,000 Canadian teachers.
Março 26, 2010
Acho que já usei por aqui este estudo (por vezes, fico sem perceber se alguns estudos diferentes não são o mesmo), já de 2008, mas é sempre interessante revisitar o húmus de onde brota a atitude bem pensante que confunde a compreensão do fenómeno para o solucionar, com a desculpabilização, usando os argumentos de uma forma que oscila conforme o interesse do momento.
(…) a existência de um grupo restrito de alunos fortemente desenquadrados, pode colocar em causa os ambientes de trabalho de toda a escola, revelando alguma fragilidade da organização escolar. A análise dos dados deste conjunto de escola serviu ainda para evidenciar que as explicações das situações de violência centradas em eventuais características patológicas dos agressores ocultam o facto de estas situações possuírem uma elevada diversidade e
radicarem em factores bastante variados. Deste ponto de vista não faz sentido falar de escolas violentas mas sim de situações e percursos que levam à violência ou produzem violência, sendo que a atenção dada pelos os contextos escolares aos diversos tipos de ocorrências e a forma como estes se encontram organizados para lidar com estes acontecimentos é decisiva. (p. 17)
Março 26, 2010
Num momento em que se percebe que certas teorias desculpabilizadoras fracassaram – como já tinham fracassado algures – é bom que recordemos que entre nós o seu período áureo é muito recente e teve o beneplácito implícito do poder político que chamou a si a promoção de investigações e estudos que de forma quase explícita arrancavam com o preconceito de ser o «sistema educativo» o responsável pela violência que nele se verifica.
Ou seja, a violência não seria causada por factores a montante da escola, ou em seu redor, mas em virtude do seu próprio funcionamento enquanto instituição de massas. No fundo, esta afirmação, significa que os seus defensores padecem, sem o notar, de um preconceito maior do que aqueles que pretendem denunciar, pois ao atribuírem a violência à massificação estão a dar a entender que aquela resulta da incorporação no sistema educativo dos que antes eram excluídos.
Parece ser esta a tese de estudos de João Sebastião, nomeado director do Observatório da Segurança Escolar no anterior mandato, como este de 2004, com o título «Escola e Violência: conceitos, políticas, quotidianos» que pode ser encontrado a partir daqui.
A perspectiva sociológica sublinha a importância da complexidade do fenómeno e a necessidade de nas pesquisas desenvolvidas sobre o fenómeno da violência escolar serem consideradas dimensões tão diferenciadas como institucional, organizacional, simbólica, relacional e pedagógica.
Apesar da chamada de atenção para as condições sociais, económicas e culturais das famílias e área de residência dos alunos, procurando assim contextualizar o fenómeno da violência escolar, os diferentes autores rejeitam que a análise se possa centrar exclusivamente numa leitura marcada pela anterioridade e exterioridade do fenómeno da violência relativamente à realidade escolar. Sublinham a necessidade de questionar o funcionamento do sistema educativo, entendendo a violência como uma das consequências do processo de massificação do sistema de ensino.
Março 26, 2010
Projectos de revisão do Estatuto do Aluno baixam à Comissão de Educação
Não me parece que nada de especialmente relevante resulte desta ida à Comissão de Educação. Do debate restam alguns argumentos válidos (como não ser correcto prever apenas a penalização dos alunos economicamente carenciados pelo incumprimento dos deveres escolares), uma evidência (o Estatuto do Aluno foi o fracasso anunciado), um certo desvario (a argumentação de Ana Drago resvalou para um plano estranho…) e a incerteza quanto ao resultado de tudo isto.
Da última vez que a Assembleia da República legislou nesta matéria – relembre-se que a lei 3/2008 tem origem no Parlamento – o diploma sofreu mais entorses do que os joelhos do Ronaldo (o brasileiro) e ficou com mais imprestável do que o Caicedo (aquele jovem forte e moreno que passou por Alvalade).
O importante é saber criar normativos claros nos objectivos e processos, restituindo à Escola a sua indispensável dimensão de espaço de trabalho e convívio em respeito efectivo por todos os agentes envolvidos.
Março 26, 2010
Discussão da avaliação segue na AR
Com as negociações entre Ministério da Educação e sindicatos na recta final – ainda não foi ontem que ficou definida a versão final do novo estatuto – já está garantida a continuidade do debate na Assembleia da República.
Bloco de Esquerda e PCP assumem a intenção de levar ao Parlamento aspectos relacionados com as carreiras e a avaliação que continuam a gerar descontentamento entre os professores. E o primeiro alvo já está definido: eliminar as quotas (25%) para as menções de “muito bom” e “excelente” na avaliação de desempenho.
“Nós temos o compromisso de trazer à Assembleia da República a questão das quotas, que gerou enorme confusão nas escolas no 1.º ciclo de avaliação [que acabou em Dezembro]“, confirmou ao DN Ana Drago, do Bloco de Esquerda. “E posso dizer que vamos fazê-lo em breve.”
Março 26, 2010
O pedido, com dados sobre as medidas disciplinares tomadas, chegou nos dias 23 e 24 pelo menos a algumas escolas com uma tabela anexa em Excel para resposta até ontem.
Março 26, 2010
Março 26, 2010
Chumbawamba, Tubthumping
Março 25, 2010
O tema de amanhã vai ser o das directas do PSD. Ficam aqui duas mini-sondagens, para aferir do grau de preferência dos leitores do Umbigo em matéria de candidatos do PSD, assim com o de expectativas de vitória (o que é uma coisa diferente).
Março 25, 2010
Inquérito aos candidatos à liderança do PSD: Qual o papel da escola pública e da privada?
A resposta de Castanheira Barros é assim a modos que coiso. Sei lá. Acho que. Não sei bem. Talvez. Ou pelo contrário.
A de Aguiar Branco é mais ou menos pela mesma bitola. Trocaria o talvez pelo quiçá. Ou vice-versa.
Paulo Rangel defende uma espécie de back to basics, com algo que toca ao coração de muitos professores, mas com um – talvez involuntário – deslize, parecendo que a escola pública só serve mesmo «para os estratos sociais mais desprotegidos».
Passos Coelho responde com fórmulas redondas, quase consensuais em termos teóricos mas escassas em termos concretos.
Março 25, 2010
Podem querer esconder, camuflar ou disfarçar a situação, mas este é um fenómeno evidente, que não tem sido devidamente encarado porque há quem ache que faz parte da normalidade escolar ou então que o conceito não é claro. Se o traduzirmos por coação física e/ou psicológica continuada ajuda?
Professora diz que bullying existe em todas as escolas e atinge todas as classes sociais
O bullying é um fenómeno que existe em todas as escolas, em maior ou menor grau, atinge todas as camadas sociais e para o qual os professores não estão preparados, alerta a professora Alice Carrilho.
Março 25, 2010
Março 25, 2010
Março 25, 2010
Março 24, 2010
OK Go, This Too Shall Pass
You know you can’t keep lettin’ it get you down
And you can’t keep draggin’ that dead weight around.
If there ain’t all that much to lug around,
Better run like hell when you hit the ground.
When the morning comes.
When the morning comes.
Março 24, 2010
Março 24, 2010
Na sequência de uma troca de mails com o Arlindovsky alimbri-me que há 2 semanas (10 de Março) me pediram que analisasse e apresentasse propostas para as sessões do CME do concelho onde lecciono que se vão realizar durante 2010 (a próxima é na pausa lectiva, no próximo dia 6, lá estarei à espera que se enganem sucessivamente no meu nome…).
Respondi no dia 14, com as ditas cujas sugestões e aproveitei para pedir se me enviavam a Carta Educativa do Concelho em formato papel ou pdf, já que está online, mas sem opção aparente de download. De qualquer maneira são 366 páginas, seria uma cortesia que os conselheiros a ela tivessem direito, sem gastarem 3 tinteiros e uma resma de folhas a imprimi-la.
Até hoje, dia 24, nada recebi, nem um mail a mandar-me catar. Reenviei o pedido, não vá ter caído directamente na caixa de spam.
Março 24, 2010
Dei hoje, entre papelada variada, com esta publicação, datada de 1992, da DGEBS que procurava demonstrar a importância da autonomia – definida na página 7 como «capacidade para efectuar opções construtivas, elaborando as suas próprias normas, encontrando um caminho original» – para a vida das escolas.
Pretendia ainda funcionar como um roteiro para a implementação do decreto-lei 43/89, uma das peças da reforma de Roberto Carneiro, e tinha passagens de um lirismo típico daqueles tempos de esperançosa esperança:
Ora, é pela sua própria natureza que a autonomia não se explica, vive-se. E mesmo quando, uma vez praticada, surja a necessidade de questionar, pontualmente, os seus limites, há que considerar que a prática da autonomia gera mais autonomia.
Uma explicitação sobre as balizas da autonomia remeteria, aliás, para um horizonte fixo, inadequado a um contexto que se pretende de inovação. Qualquer resposta cristalizaria no momento em que fosse dada e perderia a oportunidade no momento seguinte.
[acreditem, até lacrimejo ao ler estes parágrafos, prenhes da tal esperançosa esperança]
Do mesmo modo, a publicação do Dec.-Lei nº 43/89 não pode ser entendida como a concessão da autonomia às escolas. Trata-se de um acto de responsabilização que só ganha sentido quando assumido pelos próprios [sic].
Querem mais? Aguentam? Olhem lá na mesma página este pequeno condensado do nascente eduquês que marcou tanto a década de 90, herdeiro directo de algumas prosas seminais (eu sei, estou a abusar…) de idos de 70, ali logo à esquina do pós-revolução.
Finalmente, ao assumir-se como responsável pelos processos educativos, a escola constrói verdadeiras dinâmicas de investigação-acção, constituindo-se como pioneira de processos de inovação e, afinal, como local privilegiado de intervenção pedagógica e de mudança cultural.
Ao fim de 20 anos temos quantos contratos de autonomia? Uma das razões? Catalepsia patológica em virtude de…
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