Seria descortês fazê-lo antes da publicação em papel, que eu sempre venero:
Professores queixam-se de «pressões» para não dar negativas
«Há pressões, sempre houve», garante Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, que publicou o cabeçalho dos testes de uma escola básica, onde os alunos devem assinalar com uma cruz o grau de dificuldade da avaliação.
Março 31, 2010 at 7:52 pm
O que muita gente gramava era voltar ao antigamente em que se chumbava a torto e a direito e até se ficava bem na fotografia. Tive professores no liceu que me recomendavam explicadores para ultrapassar as minhas dificuldades (normalmente eles próprios, em voz baixa para ninguém ouvir…).
Se o Doutor Paulo Guinote consegue resistir às pressões, preenchendo as papeladas que forem necessárias para justificar as classificações que atribui aos seus alunos, por que razão os outros (com a excepção dos contratados) não conseguem? Eu adianto a resposta: porque 80% deles não se quer aborrecer. E desta forma são cúmplices com a política do ME que todos dizem abominar.
Março 31, 2010 at 7:55 pm
A pouca vergonha não tem limites.
pelos meus lados o currículo e o programa das disciplinas deixou de se usar
foi impingido aos professores um modelo de contrato a assinar com os alunos, se eles atingirem os objectivos/competências que constam do contrato têm o 3.
os alunos não são do ensino especial e os pais não sabem nada disto, mas a turma pertence ao projecto Fénix e os professores estão obrigados ao segredo, supostamente imposto pela DREAL e não devem divulgar nenhum do material realizado.
um colega mostrou-me a folha do contrato, era uma folha bastante colorida, parecia um diploma a brincar
claro que nada disto passou pelo conselho pedagógico
Março 31, 2010 at 7:59 pm
#1, porque as escolas não são todas iguais e os directores podem fazer uma grande diferença!!
Março 31, 2010 at 8:15 pm
É já dentro de momentos no Jornal da Noite da SIC: relatos impressionantes de agressões de alunos a professores (C/ imagens).
Março 31, 2010 at 8:31 pm
Pressões – Há de toda a forma e feitio.
1 – o período passado tinha 3 neg em 20 alunos (ditos normais). Resultado: – uma reunião de grupo pós laboral para analise e def de estratégias de recuperação.
1.1 – Como é bom advinhar ontem já tinha colegas a perguntar-me se não era melhor eu rever as classificações propostas. As neg agora eram 5 e por isso já adivinhavam mais reuniões …. reformular estratégias …
Acreditem que a uma aluna de meio mais “frágil”, mas que veio à maioria das aulas, eu aceitava com bom um trabalhinho, sorriu e disse que não. Voltei a simplificar e tentei uma oral, recusou …. acabei mesmo por tentar uma conversa informal fora das aulas, sobre a matéria, obviamente, mas nem assim aquela alma aceitou falar dos assuntos tratados….
Março 31, 2010 at 8:34 pm
Mas se se chumbarem os TEIP, os NER, os EFAS, os NO e afins, onde é que o senhor inginheiro iria buscar as estatisticazinhas de sucesso, hein???
O que interessa são os numerozinhos, meus amigos, os numerozinhos…
Março 31, 2010 at 8:43 pm
Boa noite a todos os colegas que estão de FÉRIAS em resorts de luxo, assim comme moi-même.
Março 31, 2010 at 8:44 pm
Os pobrezinhos que não podem ir…olhem…temos pena!! Tivessem ido para a política!!
Março 31, 2010 at 8:46 pm
ela deixou (bem melhor estaria o ensino se maria de lourdes pura e simplesmente nao tivesse feito nada nada)isto entregue aos bichos… parece a quinta dimensão…
Março 31, 2010 at 8:49 pm
E agora só falo de assuntos de férias: praia; spas; alimentação calma e saudável; leituras; passeios pedestres, desportos radicais; descanso.
Março 31, 2010 at 8:54 pm
Olá caneta de férias: eu estou nas Caraíbas… e tu? Ah, que belas férias para descansar do não fazer nada cansativo do dia a dia!!!
Março 31, 2010 at 8:57 pm
Avaliação: Fenprof pede negociação suplementar do diploma
Federação diz que pretende «acautelar de direitos postos em causa»
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu esta quarta-feira ao Governo a negociação suplementar do diploma que regulamenta a avaliação de desempenho, tendo em vista a introdução de melhorias e o «acautelar de direitos postos em causa», noticia a Lusa.
«Sendo verdade que a segunda versão do projecto de decreto regulamentar apresentado pelo Ministério da Educação, tal como a primeira, cumpre o que, em princípios gerais, constará do Estatuto da Carreira Docente, ela continua a manter aspectos que se consideram perniciosos, se implementados, ao bom desempenho profissional dos docentes e ao bom funcionamento das escolas», afirma a Fenprof, em comunicado.
Segundo o sindicato, que afirma querer «acautelar direitos que estão a ser postos em causa» no diploma, continuam a persistir dois problemas que se podem traduzir em «prejuízos efectivos para os docentes».
A Fenprof refere-se, designadamente, aos docentes que mudam de escalão e aos meses que teriam de aguardar para a passagem de escalão, tendo em conta os processos de avaliação intercalar.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/professores-docentes-avaliacao-tvi24/1151684-4071.html
Março 31, 2010 at 8:57 pm
Olá Ana,
estou na paradisíaca praia de Muro Alto, no Resort Nannai que é um erdadeiro refúgio de luxo, conforto, privacidade e diversão.
Março 31, 2010 at 9:02 pm
#11 e #12
Eu estou no meu Resort pessoal, no Algarve. Este resort proporciona-me tudo o que preciso, conforto, privacidade e diversão. O luxo é estar com a brincalhona e o Terras.
Março 31, 2010 at 9:26 pm
Bom noite, colegas, já estou nas Sheychelles…
Março 31, 2010 at 9:28 pm
A Fenprof se ganhasse juízo já tinha processado a MLR e o JS por burla!
Março 31, 2010 at 9:28 pm
Fritz, tb de férias???
Março 31, 2010 at 9:35 pm
Tive que justificar o nível 2 a um aluno com NEE, apesar de estar verificado que somente compareceu a duas aulas. Isto porque nível 1 era capaz de me levar a tribunal…
Março 31, 2010 at 9:35 pm
#1,
Reconheço a justeza das suas queixas, que não posso partilhar enquanto aluno se não num caso (mas a proposta nunca me foi feita a mim, sabe-se lá porquê…), mas que conheci enquanto professor, tendo mesmo motivado uma reacção minha a esse propósito ainda era eu contratado e a colega em causa uma efectiva que assim agia.
Mas não me parece que ainda se viva nesse tempo, excepto como excepção e ninguém quer lá voltar.
O que não parece muito correcto é querer promover o sucesso a todo o custo, só colocando o ónus a prova nos professores.
Março 31, 2010 at 9:37 pm
#18,
Dizes tu…
Tenho algumas estórinhas muito giras em torno desse mítico nível 1.
O segredo está em recolher “evidências” e não nos encolhermos, embora um caso de NEE seja mais complicado, tudo dependendo…
Março 31, 2010 at 9:38 pm
… e aproveito para dizer que esta noite estou em Fafe.
Março 31, 2010 at 9:42 pm
#20
Pois, o aluno perde-se e não encontra a sala. E eu náo devo abandonar a turma para o procurar.
Além disso, não me foi facultada qualquer formação para lidar com a situação dele conseguir encontrar a sala.
Março 31, 2010 at 9:50 pm
#1
80%? ó meu os professores nao fazem nenhum… são uns bandidos uns malandros….
Março 31, 2010 at 9:52 pm
eu até acho que em vez das 8 horas a mais na escola deviam ser obrigados a ir aos sábados.. aí sim se veria quem realmente queria trabalhar!!!!!!
Março 31, 2010 at 10:07 pm
17-É verdade, vim cá dar umas explicações aos gentios…
Março 31, 2010 at 11:56 pm
Caro Paulo
Porque nisto h´sempre dúvidas, bota aí dois inquéritos:
Já alguma vez se sentiu, como professor, pressionado de alguma forma, a promover sucesso meramente estatístico?
Como professor, sente que no ME e nas escolas funcionam mecanismos de pressão para se obter sucesso meramente estatístico?
Suponho que a sondagem rondará os 100%, mas valerá a pena mostrar a reaçidade