Para onde vai a escola pública?
A escola pública é, talvez, a maior conquista educacional da sociedade portuguesa das últimas três décadas. Uma escola democrática, inclusiva, de todos e para todos, que valorize a cidadania, a aprendizagem, a formação e a educação de crianças e jovens, não pode ser mais um dos mitos elaborados no seio das ciências da educação.
Antes é uma realidade que se tem vindo a construir dia a dia, com muito esforço e sacrifício de toda a comunidade escolar, porque é um princípio por que vale a pena lutar, já que fortalece a democracia e a construção de um mundo com mais harmonia e mais respeito pela natureza e pela pessoa humana.
Os professores estão de parabéns. Com a defesa da escola pública têm dado, mais do que ninguém, um contributo inigualável para o atenuar das desigualdades sociais e para a futura construção de um Portugal, também ele menos desigual.
Não estranha, pois, que nesta infeliz conjuntura de desalento e de fortes emoções, os profissionais do ensino com mais consciência social e cultural vejam os perigos que espreitam a esta escola democrática, erguida sobre a estrutura de um ensino elitista que o Portugal do após 25 de Abril herdou da ditadura.
Porém, o então ainda sonho de pensar uma escola que promovesse a igualdade de oportunidades e atenuasse as desigualdades sociais viria a revelar-se como uma das grandes motivações para a acção das últimas décadas do século XX.
Conseguiu-se ainda pouco? Estamos a trabalhar para resultados que apenas serão visíveis daqui a duas ou três gerações? As políticas educativas encheram o caminho de obstáculos difíceis de ultrapassar?
É verdade: nas respostas a estas questões temos que dar o nosso acordo. Todavia, isso não invalida que, mesmo os mais cépticos, não reconheçam que as democracias europeias estão longe de poder inventar uma outra instituição pública capaz corresponder, com tanta eficácia, às demandas sociais, quanto o faz ainda hoje a escola pública de massas. Mesmo sabendo-se que há fenómenos, mais ou menos recentes, que colocam em causa os pressupostos dessa mesma escola pública, como o são o aumento da violência nas escolas e generalização do bullying (sobretudo o mais sagaz e traiçoeiro, que é o que utiliza a internet e as SMS), o abandono e o insucesso escolar, a reprodução das desigualdades dentro da comunidade educativa, a incapacidade de manter currículos que valorizem para a vida, a erosão das competências profissionais dos docentes, acompanhada pela perda de estatuto remuneratório e social.
Infelizmente, hoje a vida nas escolas é muito menos atraente para quem nelas estuda e trabalha e a desmotivação dos professores e dos educadores acentuou-se com as medidas de política educativa que desvalorizaram a educação, que menorizaram a profissionalidade docente, e que, invariavelmente, conduziram à degradação das condições de trabalho de quem ensinava e de quem aprendia.
Todos sabemos, ou julgamos saber, como deve ser e o que deve ter uma escola pública que promova a aprendizagem efectiva dos seus aprendentes e o bem-estar e a profissionalidade dos seus formadores.
Todavia, há um grave problema que introduz toda a entropia nas escolas: é quando os governos se deitam a fazer contas sobre quanto custa garantir esses direitos. Sobretudo, quando a classe política sabe que o investimento em educação só produz efeitos a longo prazo, o que não se compagina com a gestão do calendário dos seus curtos ciclos eleitorais.
Não queremos uma escola que seja de baixa qualidade. Por isso, estamos com todos quantos defendem ser urgente relançar a defesa dos princípios fundadores da escola pública. Uma escola que seja exigente na valorização do conhecimento e promotora da autonomia pessoal. Uma escola pública, laica e gratuita, que não desista de uma forte cultura de motivação e de realização de todos os seus membros. Uma escola pública que, enfim, se assuma como um dos pilares da democracia e como um dos motores da construção de um país onde seja orgulhoso viver e conviver.
Formar a geração de amanhã não é tarefa fácil. Mas será certamente inconclusiva se avaliarmos a escola e o trabalho dos professores apenas segundo critérios meramente economicistas, baseados numa filosofia de desenvolvimento empresarial.
A escola é muito mais que isso: é filha de um outro espaço social e de um outro tempo matricial. Defender a escola pública, nesta conjuntura de compreensível desilusão, é muito urgente. Por tudo isso, é importante que se continuem a exigir políticas públicas fortes, capazes de criar as condições para que essa escola democrática seja, de facto, universal, gratuita e gratificante, e que se assuma, sem tibiezas, que o direito ao sucesso de todos é um direito fundador da Democracia e do Estado de Direito.
João Ruivo
ruivo@ipcb.pt
Março 28, 2010 at 4:58 pm
Subscrevo!
Gostaria de saber se se encontram abertas as inscrições para os jogos florais?
Se tal se confirmar, também envio uma redacção a dizer o mesmo que todos dizem.
Março 28, 2010 at 6:32 pm
Para lado algum..ou melhor para um buraco sem fundo…Alguém ainda tem dúvidas?
Março 28, 2010 at 6:39 pm
Vai para onde a mandarem. A pergunta não faz sentido.
Março 28, 2010 at 6:53 pm
Isso de o que nós fazemos contar já era…de sermos um parafuso na engrenagem e que sendo diferentes a podemos alterar…Tretas,..quando muito retardar…pode quem manda..manda quem pode…a única forma de se alterar algo nos dias que correm só à bruta…lamento dizê-lo…não é que concorde com isso..é simplesmente uma constatação…
Todas as revoluções e fizeram com armas e violência.,..não vejo em que a nossa dita revolução tenha alterado que as mudanças se façam sem isso ocorrer…quando muito hoje fala-se mais..discute-se mais, reúnem-se mais.mas no fundo faz-se quase o mesmo…no fundo hoje esta frase faz cada vez mais sentido..
Um homem com fome não é um homem livre
Stevenson, Robert
Março 28, 2010 at 6:58 pm
Caro João Ruivo, não sendo eu aluno nem professor, diga qual o meu papel na qualidade de avô…Onde posso ajudar, para além das propostas que já fiz?
http://conversavinagrada.blogspot.com/2010/03/educacao-as-minhas-6-propostas.html
Março 28, 2010 at 7:03 pm
À cova escura vai parar…
Março 28, 2010 at 7:03 pm
Março 28, 2010 at 7:06 pm
A resposta:
Março 28, 2010 at 8:03 pm
Oito crianças suspeitas de incendiar escola
PSP identificou menores por vandalismo em salas de aulas na escola de Olhão
Oito crianças são suspeitas de ter incendiado a uma sala de aula na escola de Olhão que ardeu há duas semanas. Segundo a PSP os menores usavam a escola à noite para brincadeiras. Algumas das crianças são alunas na escola.
Os menores têm entre sete e treze anos e devido aos estragos efectuados cerca de 40 crianças ficaram sem aulas. Além do incêndio, os menores ainda vandalizaram uma outra sala de aula.
Como se trata de menores não houve qualquer detenção e os processos foram entregues ao Tribunal de Menores, que poderá responsabilizar as crianças.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/incendio-criancas-olhao-escola-tvi24/1150853-4071.html
Março 28, 2010 at 8:11 pm
Colegas
Viram a reportagem na sic sobre a nova cirurgia para aumento do pénis? Podeis aproveitar a pausa lectiva e aproveitar esta fantástica cirurgia…
Março 28, 2010 at 8:23 pm
#11
Por acaso vi. Mas eu não preciso porque o meu ainda estica bem!
Março 28, 2010 at 8:24 pm
aliás #10
Março 28, 2010 at 8:24 pm
Antes ir para o Algarve incendiar escolas …
Março 28, 2010 at 8:25 pm
Amadora: Agrupamento Dr. Azevedo Neves, na Damaia
Director de escola gere empresa
José Biscaia, director do agrupamento escolar Dr. Azevedo Neves, na Damaia, Amadora, incorre numa ilegalidade ao acumular funções com a gerência de uma empresa. Na Conservatória do Registo Comercial (CRC) de Sintra, José Biscaia consta como co-proprietário e gerente da firma Série Têxteis, Lda, apesar de a lei obrigar os directores de escolas a exercerem essa actividade a tempo inteiro.
“O exercício das funções de director faz-se em regime de dedicação exclusiva”, determina o artigo 26º do Decreto-lei nº 75/2008, que regulamenta o regime de gestão das escolas. O mesmo artigo esclarece que “o regime de dedicação exclusiva implica a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não”.
O pai de um aluno da escola denunciou ao CM que foi sete vezes à escola tentar falar com o director, mas que este nunca estava. Os serviços escolares chegaram a dizer ao encarregado de educação que o director só estava na escola de manhã porque à tarde ia para a empresa.
Uma situação confirmada pelo CM, que na segunda–feira ligou às 15h15 para a escola, sendo informado DE que José Biscaia não estava. Uma chamada para a Série Têxteis foi suficiente para encontrar o director. “Apanhou–me por acaso, vim tratar de uns exames médicos”, justificou. Ao CM, José Biscaia garantiu ter “abdicado da gerência [da empresa] a 30 de Junho de 2001, como ficou registado em acta”. Questionado sobre o facto de na CRC de Sintra constar ser ele o gerente da firma, José Biscaia afirmou: “A Inspecção-Geral da Educação já disse que existe jurisprudência que diz que não é preciso este acto ser averbado como acto notarial.”
O director afirmou ainda que continua a ser “sócio maioritário” da firma, defendendo que “a lei não o impede”, e que a gerência é exercida pela filha. Quanto ao seu horário na escola, José Biscaia garante que “cumpre mais de 50 horas”, apesar de estar obrigado a fazer “37 horas”.
O Correio da Manhã questionou o Ministério da Educação sobre este caso, mas não obteve resposta.
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=CCF9F334-E6A5-41B9-8700-F424747FCC90&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E
Março 28, 2010 at 8:27 pm
#13
Venham à cidade da Tia Anica. Eu agradeço!
Março 28, 2010 at 8:28 pm
O ofício do professor na Alemanha
BERND FICHTNER∗ E MARIA BENITES∗∗
“É importante também destacar que na Alemanha toda a formação é gratuita da 1a série até a Universidade, todo o estudo é publico e gratuito. Existem algumas poucas escolas privadas (como as Escolas Waldorf e internatos para a classe alta), mas é um número insignificante em relação ao sistema educacional público.
Na formação universitária existem algumas poucas universidades privadas, nas áreas de Medicina e Direito.”
“O sistema escolar então é uma função publica, todos os professores são funcionários públicos”
“Na Alemanha, o trabalho do professor é uma das profissões melhores pagas do país. O salário inicial de um professor de Escola Elementar é de aproximadamente 4.000 Euros; de Escola Secundaria I, de 3.500 Euros; de Escola Secundaria II, de 4.000,00 Euros. Na Universidade, um Professor Assistente ou Adjunto tem mais ou menos um salário de 4.500 Euros e um Professor Catedrático, 6.000 Euros. Além dos salários, há benefícios por família, antiguidade e cargo ocupado. E todos são funcionários públicos com dedicação exclusiva. Quer dizer, um
professor não pode trabalhar em duas escolas ou duas universidades ou ter um outro trabalho além daquele para o qual foi concursado. Talvez seja importante saber que o salário mínimo na Alemanha é de 650 Euros, ou seja, a diferença entre os maiores e os menores salários não é muito grande.
Um outro fator muito importante é que toda a rede educacional é concursada, desde o professor até o diretor de escola, os coordenadores pedagógicos. Somente o Ministro de Educação e muito poucos cargos são mudados a cada mudança de governo, ou seja, as mudanças políticas quase não interferem na estrutura administrativa ou pedagógica.”
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/viewFile/431/327
Março 28, 2010 at 8:29 pm
#1
Uma escola democrática, inclusiva, de todos e para todos, que valorize a cidadania, a aprendizagem, a formação e a educação de crianças e jovens, não pode ser mais um dos mitos elaborados no seio das ciências da educação.
Rónhónhónhó. É a busca destes ideais que tem justificado todos os disparates.
Março 28, 2010 at 8:29 pm
# 10
para que quereis “mais penis”? À frente ou atrás, se fores como o outro de certeza que é atrás!…
Março 28, 2010 at 8:29 pm
Sobre o financiamento da Educação: condicionantes globais e realidades nacionais *
“O subfinanciamento do ensino português parece ter sido uma quase constante desde que o Estado português, em meados do século XVIII, foi um dos pioneiros em assumir a responsabilidade pelo ensino popular. Este subfinanciamento crónico é ainda mais evidente quando comparado com a situação ocorrida noutras países em período análogo.”
“Em traços gerais, Portugal é um dos países europeus com os mais baixos índices de investimento educativo nos 150 anos que separam o meio do século XIX (1850) e o fim do século XX, período este que foi decisivo na construção dos sistemas educativos europeus. Na década de 1960, Portugal investia na Educação entre 1/4 e 1/3 daquilo que investia a generalidade dos países europeus, situando-se, face a estes, no último lugar das despesas com o ensino. Foi a ruptura democrática de 1974 que iniciou uma visível e sustentada alteração nesta situação.”
“Verifica-se que a II República, nascida da revolução de Abril, aumentou a parte da despesa pública dedicada à educação ainda que com oscilações sensíveis ao longo de trinta anos. Relativamente à relação dessa despesa com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita regista-se uma subida mais ou menos constante, que quase quadruplicou neste período.”
“Quanto aos anos mais recentes, a OCDE apresenta Portugal na quinta posição entre os países que mais aumentaram as suas despesas com a educação entre 1995 e 2001.”
“Todavia, no período seguinte, esse crescimento parece regredir consideravelmente, remetendo o país para a 17ª posição quanto ao conjunto do crescimento no período compreendido entre 1995 e 2004. De facto, entre 1995 e 2000, Portugal tem um aumento de investimento entre os seis melhores, mas de 2000 a 2004 tem o pior crescimento.”
“Esta quase paragem no crescimento do investimento na Educação teve provavelmente várias razões. As dificuldades orçamentais e as medidas decorrentes da subordinação ao “Pacto de Estabilidade e Crescimento” da UE influíram neste processo, assim como a mudança de governo ocorrida em 2002.”
“Todavia, parece importante considerar algum discurso político-ideológico que se afirmou, em Portugal, neste período e que teve importância na fundamentação de medidas de desinvestimento financeiro na Educação.
Correspondendo ao propósito de limitar as despesas com o sistema educativo, foi produzida uma retórica, que subsiste ainda hoje, assente essencialmente em dois argumentos: o primeiro, que Portugal investe muito na Educação, ‘como se fosse um país europeu rico’ e, o segundo, que os resultados educativos não correspondem a esse elevado investimento.”
“Mais rigoroso é verificar qual a despesa que Portugal tem com cada aluno (desde a educação pré-escolar até ao ensino superior), comparativamente com a média da OCDE em USD convertidos para o mesmo padrão de poder de compra. Esses dados permitem comparar a despesa que Portugal tem, em cada ano, com a média da OCDE (gráfico 3). Podemos, assim, verificar que Portugal continua a investir anualmente, em cada aluno, significativamente menos do que a média dos países da OCDE. Tanto em 2004 como em 2003 Portugal, quanto a este indicador de despesa por aluno, ocupava o 23º lugar, em 34 países, com uma despesa por aluno inferior a metade da realizada pelos EUA (gráfico 4).”
“Os dados do PISA parecem assim indicar que, dentro dos condicionalismos sócio-económico-culturais existentes em Portugal, a escola portuguesa realiza uma acção meritória, designadamente na sua capacidade de valorizar a aprendizagem dos alunos, sobretudo quando estes têm um ESEC mais desfavorável.
O PISA 2006 apresenta um quadro comparativo entre 4 países onde estes factores estão sintetizados (gráfico 8).”
“Dentre as várias implicações destes dados a que parece merecer uma especial atenção é, de facto, o significativo impacto que a grande desigualdade sócio-económica-cultural tem sobre os resultados académicos dos estudantes portugueses. Tal é consistente com os dados da OCDE (2008) acerca do índice de desigualdade que situam Portugal como um dos países onde a desigualdade é mais acentuada, apenas ultrapassado pela Turquia e pelo México (ver gráfico 9). É também consistente com o atraso educacional e cultural existente em Portugal há 30 anos, isto é, na geração dos pais dos actuais alunos.”
“É, essencialmente, a partir de 2000 que se assiste a uma ofensiva ideológica de um conjunto de forças diversas, directa ou indirectamente ligadas aos interesses económicos, que defendem uma determinada agenda para a educação.”
“Esta corrente teve representação directa, eventualmente mais retórica do que efectiva, no governo da educação portuguesa entre 2002 e 2004.
Por outro lado, emerge um discurso mais articulado com os interesses económicos directamente referenciados ao ideário neo-liberal que defende um conjunto de reformas estruturais para a Educação portuguesa.”
“O baixo nível, à partida, da população portuguesa (como está reflectido na muito baixa percentagem das gerações mais velhas, incluindo a de 35-54 anos de idade, que completou o ensino secundário) tem sido o maior obstáculo para a realização de progressos na educação. Em 2003, 62,8% dos alunos com 15 anos avaliados pelo PISA tinham a mãe que não havia completado o ensino secundário (25,7% na OCDE). Os resultados do PISA também mostram que as variáveis sócio-económicas (estatuto ocupacional dos pai, nível educativo dos pais, etc) contam em 21% para a variação dos resultados dos estudantes, o que é uma das maiores percentagens na OCDE. Uma vez introduzida a correcção relativa à educação dos pais, os resultados obtidos pelos estudantes portugueses no “ranking” do PISA são comparativamente bons.”
“Pelos próprios dados divulgados pela OCDE neste seu relatório (cf. gráfico 14) podemos verificar que os salários dos docentes, no início de carreira, estão em 24º lugar, em 30 países, sendo apenas mais elevados do que os dos professores da Nova Zelândia, do México e de quatro países do antigo ‘bloco da influência soviética’. Após 15 anos de serviço, portanto a meio da carreira, o salário dos professores portugueses continua a ser dos mais baixos da OCDE (20º lugar) e apenas melhora significativamente no fim da carreira, o que provavelmente decorre de se tratar de uma carreira mais longa do que a generalidade das outras e com os impulsos salariais mais significativos nos últimos patamares (8º, 9º e 10º). Um estudo rigoroso teria que considerar quanto é que efectivamente os professores auferem ao longo de toda a sua carreira”
“As despesas com a função educação, em termos reais (considerando o valor da inflação indicado pelo INE e, para 2008, pelo Banco de Portugal) cresceram até 2002, tendo vindo a diminuir consideravelmente desde então. Assim a variação anual verificada neste período de tempo teve uma regressão especialmente acentuada nos três últimos anos.”
“o peso das despesas com pessoal no conjunto das despesas do Ministério da Educação baixou entre 2003 e 2008 de 83,4% para 77%.”
“Esta evolução das despesas com pessoal poderia ter como explicação possível um eventual decréscimo do número de professores os quais constituem o essencial do pessoal do Ministério da Educação. Todavia as estatísticas disponíveis no site do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação não comprovam esta hipótese. De facto, considerando o período entre 2003 e 2007, terá existido um ligeiro decréscimo no número de docentes da educação pré-escolar (de 10.644 para 10.123) e do 1º CEB (de 34.516 para 31.209), mas nos restantes ciclos houve um aumento no número de docentes, pelo que, globalmente, em todo o Ministério da Educação, o número de docentes aumentou de 152.340 para 156.522.
Assim, a significativa diminuição verificada nas despesas com pessoal na Educação, num período em que existem mais cerca de 4.000 professores, parece só poder ser explicada com a existência de uma significativa diminuição dos salários reais dos docentes e de outro pessoal da Educação. Os dados parecem mesmo indicar que esse é o factor determinante para a diminuição global das despesas com a Educação.”
“Poderíamos pensar, se a ingenuidade nos fosse consentida, que a hipervalorização que tem sido feita da percentagem da despesa com a Educação que está afecta ao pagamento dos professores também se baseia num insuficiente conhecimento da realidade.”
“De facto, a percentagem do orçamento educativo necessário para os salários dos professores é ligeiramente (1 ou 2%) acima da média da OCDE, mas isso tem bastante a ver com o facto de o Orçamento educativo português ser, em termos reais, significativamente inferior à média da OCDE. Conforme verificámos anteriormente, só quando esse orçamento é relacionado com o baixo PIB per capita português é que Portugal parece ocupar uma situação média de financiamento educativo.”
“No entanto, o discurso preponderante nos anos recentes tem apontado os vencimentos dos professores como um factor central no bloqueio do progresso educativo. José Manuel Fernandes, director do Público, defendia, em 2001, a necessidade de «suspender as progressões automáticas, proceder à avaliação (das escolas e dos profissionais), distinguir os bons dos maus, premiar os que merecem e quebrar a engrenagem infernal que faz crescer os custos sem correspondência nos resultados é o mínimo que se poderia exigir a qualquer ministro da Educação»
Igual visão parece ter tido a OCDE”
“Ora, contrariamente ao que vulgarmente é difundido, o sistema educativo português, também em virtude do secular sub-investimento na educação, não tem margens significativas de manobra. Como se pode ver pelos dados anteriormente referidos, o essencial das verbas utilizadas assegura as despesas de funcionamento mínimo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.”
“As verbas para inovações ou para medidas de desenvolvimento curricular são muito reduzidas, assim como o são, efectivamente, as despesas com a administração do sistema.”
“Então, nestas circunstâncias concretas, como corresponder às orientações e metas globalmente traçadas para o país sem proceder a um aumento de investimento na Educação ?
“A resposta dos governos portugueses nos anos recentes parece ter sido a de poupar nas despesas com os professores o suficiente para realizar algumas reformas,mesmo que tal seja dificultado pelo facto de o ensino secundário carecer ainda de se expandir implicando um crescimento no número de docentes.”
“A análise da evolução das despesas por acções mostra-nos que as reformas que mobilizaram algum investimento entre 2005 e 2008 foram os complementos educativos (ensino de inglês no 1º ciclo), o ensino profissional e as “Novas Oportunidades” (EFA e CRVCC).”
“Em conjunto, estas três medidas terão custado em 2007 e 2008 cerca de 543 Milhões de Euros (a preços de 2006). Nos mesmos anos de 2007 e 2008, o Estado poupou, relativamente a 2006 (também a preços constantes), cerca de 1099 Milhões de euros em pessoal.”
* Vasco Graça
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n13/13a04.pdf
Março 28, 2010 at 8:29 pm
Será que o meu diretor também tem uma fábrica de texteis?
Março 28, 2010 at 8:29 pm
director
Março 28, 2010 at 8:31 pm
“E.U. levanta demitir professores de escolas com piores resultados”
http://www.elpais.com/articulo/educacion/EE/UU/plantea/despedir/docentes/colegios/peor/resultado/elpepusocedu/20100322elpepiedu_1/Tes
Março 28, 2010 at 8:31 pm
# 15
Conheces alguém de apelido “Anica”?
Por estas bandas existem muitos “Anicas” …
Março 28, 2010 at 8:32 pm
Hum!
Graça, Vasco? militante do PS, chefe de gabinete de exgovernante, hum!
Muitas dúvidas socretinas!
Março 28, 2010 at 8:33 pm
11
Tchiiiii!!!!
Março 28, 2010 at 8:34 pm
O mistério de Agatha Christie, em 73 livros
http://www.elpais.com/articulo/cultura/misterio/Agatha/Christie/73/libretas/elpepucul/20100327elpepicul_3/Tes
Março 28, 2010 at 8:35 pm
no comentário 17 o smilie pretendido era o
Março 28, 2010 at 8:36 pm
#23
Prima, nem parece teu. Então de onde é a verdadeira, a pura (sabe Deus!…) Tia Anica?
Não conheces a canção?
“Tia Anica, Tia Anica,
Tia Anica de L**lé´!
Março 28, 2010 at 8:37 pm
# 28
Loulé.
Março 28, 2010 at 8:38 pm
Temos de nos encontrar. Pensava estarias pela kapital. Dei-te m/ telem mas não me ligaste …
Março 28, 2010 at 8:41 pm
# 28
Adivinha.
Por aqui, «os tipos comem dentro da gaveta» …!
Março 28, 2010 at 8:42 pm
http://www.lemonde.fr/culture/article/2010/03/27/le-manuscrit-vole-de-pasolini_1325098_3246.html
Le manuscrit volé de Pasolini
Março 28, 2010 at 8:43 pm
# 24
É “zeze” ou “lele …
… da cuca”?
Março 28, 2010 at 8:45 pm
Les jeunes profs seront mieux payés
Em França, claro!
Março 28, 2010 at 8:48 pm
“professores estagiários irão receber, um salário líquido médio mensal de 2 027 euros ”
Em França, claro!!!!!!!!!!!!!!!!!
Março 28, 2010 at 8:48 pm
O trabalho de investigação do Vasco Graça foi postado pelo Paulo aqui no Umbigo e merece, pelas questões únicas que trata, a máxima credibilidade. É uma abordagem essencial no desmontar da trapaça destes desgovernantes e acolitos.
Já o tinha lido e divulgado!
Março 28, 2010 at 8:48 pm
# é da c***
Março 28, 2010 at 8:50 pm
Do sul, o que se sabe é que se abriu uma nova barra, na Fuzeta, mesmo em frente à praia dos tesos. O mar é implacável. Sem IVA.
Março 28, 2010 at 8:51 pm
Para desmontar um governante nada melhor que um exgovernante…
Março 28, 2010 at 8:51 pm
As antigas gerações foram bastante poupadinhas nos gastos com o ensino, quando comparadas com outros países europeus. O resultado está à vista, no atraso que levamos em quase tudo o que é desenvolvimento e qualidade de vida. Mas os políticos que nessas gerações foram poupadinhos também já cá não estão para ver o resultado.
O problema é que não somos gente de aprender com os erros da história e continuaremos condenados a repeti-los sem cessar.
Março 28, 2010 at 8:55 pm
40
João, é a nossa sina: cometer sempre os mesmos erros.
Março 28, 2010 at 8:55 pm
#29
Bingo!
#31
És de Tavira?
Março 28, 2010 at 8:58 pm
http://oestadodaeducacao.blogspot.com/2010/03/chegamos-ao-final-do-2-periodo-e-os.html
Este blogue Hiperligado a partir daqui BLOGUES
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quinta-feira, 25 de Março de 2010
Alegremente, a farsa continua
Chegamos ao final do 2º período e as escolas continuam a funcionar, no que diz respeito à avaliação docente (e a quase tudo…), exactamente como se nada neste País tivesse acontecido. Isto é, continua-se a funcionar exactamente como se Maria de Lurdes Rodrigues ainda fosse ministra da Educação, como se não tivesse havido eleições, como se o PS não tivesse sofrido uma perda eleitoral de meio milhão de votos e como se não tivesse perdido a maioria absoluta.
A vergonhosa e incompetente legislação sobre o Estatuto da Carreira Docente, sobre….
ler o resto do artigo do Mário Carneiro
Março 28, 2010 at 9:02 pm
BRINCALHÃO E ESTA HEIN?
Março 28, 2010 at 9:04 pm
O FESTIVAL DA BIG DICK..
Março 28, 2010 at 9:08 pm
44
Boa prenda para a Páscoa.
Março 28, 2010 at 9:10 pm
#43,
EXACTAMENTE!!!!!
Boa, Mário Carneiro!
Março 28, 2010 at 9:12 pm
Digo, #43
Março 28, 2010 at 9:12 pm
#44 e #45
Hey Duck, you´re a dick expert!
Março 28, 2010 at 9:14 pm
EU SEMPRE AQUI DISSE QUE A NOVA LEGISLAÇÃO, FOSSE ELA O QUE FOSSE, NÃO SAIRIA ANTES DA PÁSCOA…AGORA DIGO QUE A MESMA NÃO SAIRÁ ANTES DE Maio ou mesmo Junho …Apostam?
Março 28, 2010 at 9:19 pm
Não brincas…mas gostava que por cá fizessem um desfile como aquele que fazem no Japão…era bonita a festa pá…podiam dar um toque original fazendo também um desfile de vaginas..eh..eh…olha este…
Março 28, 2010 at 9:28 pm
#51
Março 28, 2010 at 9:30 pm
Dizem que os tipos de Tavira «comem dentro da gaveta»
Imagine-se a “espécie”, até entre eles !
Março 28, 2010 at 9:33 pm
# 52
A brincalhona tem o m/ mail. Envia-me o teu telem e ligo-te já.
Vais-te rir. Imenso.
…
Março 28, 2010 at 9:37 pm
Fora do tópico, mas não resisto.
Frase da noite:
“Hulk é um bom menino” (Jesualdo Ferreira na SICN).
Março 28, 2010 at 9:43 pm
Para onde vai a escola pública???
Vejamos.
Público: «Provedoria investiga requalificação das escolas»
Procedimentos da Parque Escolar, que está a gerir a maior fatia do investimento público do país, vão ser investigados. BE reclama acesso às actas do conselho de administração da empresa
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/publico-jornal-publico-quiosque-imprensa-jornais-tvi24/1150742-4071.html
Ministra garante que empresa Parque Escolar cumpriu a lei
Isabel Alçada diz não ter “conhecimento oficial” de qualquer investigação da Provedoria de Justiça aos procedimentos da Parque Escolar na adjudicação de obras
http://www.tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ministra-garante-que-empresa-Parque-Escolar-cumpriu-a-lei.rtp&article=331711&visual=3&layout=10&tm=8
Onde pára o Tribunal de Contas?
http://www.5dias.net/tag/parque-escolar/
Escola Secundária Poeta António Aleixo
A Escola Secundária Poeta António Aleixo funciona num edifício construído em 1964. Era então Liceu Nacional de Portimão. Já foi alvo de várias remodelações , a última das quais há bem pouco tempo, quatro, cinco anos, que apetrecharam a escola de todas as valências e funcionalidades. Ouso até dizer que poucos serão os edifícios escolares, mesmo os mais recentes, que se lhe podem comparar. Alberga cerca de mil e trezentos alunos. Estão projectadas obras que visam ocupar quase todo o espaço livre que existe, vulgo recreios, duplicando a população escolar (o que é nitidamente uma medida sensata e inteligente, visto ser fácil gerir uma comunidade tão sensível, cada vez mais sensível…), descaracterizando o edifício e a zona onde este se insere. Preço orçamentado: 25 milhões de euros. Uma bagatela.
Comentário de João A.
Data: 23 de Março de 2010, 21:08
Já que foi dado um destaque inesperado ao comentário que deixei noutro post, deixai-me acrescentar que esta Escola Poeta António Aleixo é realmente modelar nas instalações e na articulação dos espaços que a constituem. Não há alunos à chuva quando se deslocam de um para outro módulo porque… é uni-modular; tem um elevador instalado há quatro anos para facilitar a vida a quem tiver problemas de locomoção; tem um pavilhão polivalente, construído há quatro anos, a aumentar as capacidades na área da Ed. Física já razoáveis com os dois ginásios originais; tem auditório equipado com o que de mais recente se usa na área do Audio-visual. O estado de conservação é notável e espaço envolvente tem vastas zonas verdes que irão desaparecer, pelo que se pode ver na maquete.
Claro que as obras permitirão aumentar a população escolar para cerca de dois mil e quinhentos alunos, quase o dobro dos que tem actualmente. Numa época em que a conflitualidade da população escolar é cada vez visível, esta alteração é uma decisão de alto risco.
A insanidade mental dos decisores é cada vez maior.
Este é apenas mais um exemplo dos efeitos dessa insanidade.
Custo – 25 milhões.
http://www.5dias.net/2010/03/23/escola-secundaria-poeta-antonio-aleixo/
Março 28, 2010 at 9:43 pm
Público: «Provedoria investiga requalificação das escolas»
Procedimentos da Parque Escolar, que está a gerir a maior fatia do investimento público do país, vão ser investigados. BE reclama acesso às actas do conselho de administração da empresa
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/publico-jornal-publico-quiosque-imprensa-jornais-tvi24/1150742-4071.html
Ministra garante que empresa Parque Escolar cumpriu a lei
Isabel Alçada diz não ter “conhecimento oficial” de qualquer investigação da Provedoria de Justiça aos procedimentos da Parque Escolar na adjudicação de obras
http://www.tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ministra-garante-que-empresa-Parque-Escolar-cumpriu-a-lei.rtp&article=331711&visual=3&layout=10&tm=8
Março 28, 2010 at 9:44 pm
Onde pára o Tribunal de Contas?
http://www.5dias.net/tag/parque-escolar/
Escola Secundária Poeta António Aleixo
A Escola Secundária Poeta António Aleixo funciona num edifício construído em 1964. Era então Liceu Nacional de Portimão. Já foi alvo de várias remodelações , a última das quais há bem pouco tempo, quatro, cinco anos, que apetrecharam a escola de todas as valências e funcionalidades. Ouso até dizer que poucos serão os edifícios escolares, mesmo os mais recentes, que se lhe podem comparar. Alberga cerca de mil e trezentos alunos. Estão projectadas obras que visam ocupar quase todo o espaço livre que existe, vulgo recreios, duplicando a população escolar (o que é nitidamente uma medida sensata e inteligente, visto ser fácil gerir uma comunidade tão sensível, cada vez mais sensível…), descaracterizando o edifício e a zona onde este se insere. Preço orçamentado: 25 milhões de euros. Uma bagatela.
Comentário de João A.
Data: 23 de Março de 2010, 21:08
Já que foi dado um destaque inesperado ao comentário que deixei noutro post, deixai-me acrescentar que esta Escola Poeta António Aleixo é realmente modelar nas instalações e na articulação dos espaços que a constituem. Não há alunos à chuva quando se deslocam de um para outro módulo porque… é uni-modular; tem um elevador instalado há quatro anos para facilitar a vida a quem tiver problemas de locomoção; tem um pavilhão polivalente, construído há quatro anos, a aumentar as capacidades na área da Ed. Física já razoáveis com os dois ginásios originais; tem auditório equipado com o que de mais recente se usa na área do Audio-visual. O estado de conservação é notável e espaço envolvente tem vastas zonas verdes que irão desaparecer, pelo que se pode ver na maquete.
Claro que as obras permitirão aumentar a população escolar para cerca de dois mil e quinhentos alunos, quase o dobro dos que tem actualmente. Numa época em que a conflitualidade da população escolar é cada vez visível, esta alteração é uma decisão de alto risco.
A insanidade mental dos decisores é cada vez maior.
Este é apenas mais um exemplo dos efeitos dessa insanidade.
Custo – 25 milhões.
http://www.5dias.net/2010/03/23/escola-secundaria-poeta-antonio-aleixo/
Março 28, 2010 at 9:44 pm
Onde pára o Tribunal de Contas?
http://www.5dias.net/tag/parque-escolar/
Março 28, 2010 at 9:44 pm
Pois…estão a ver como na escola é a mesma coisa..se Professor Jesualdo acarinha a bestialidade depois os putos seguem o exemplo…ainda vai diz que o Bruno Alves está a pensar em seguir a vida religiosa na ordem das Carmelitas…
Março 28, 2010 at 9:45 pm
Onde pára o Tribunal de Contas??
http://www.5dias.net/tag/parque-escolar/
Março 28, 2010 at 9:46 pm
Onde pára o Tribunal de Contas???
http://www.5dias.net/tag/parque-escolar/
Março 28, 2010 at 9:48 pm
Brincas, estás aí?
Março 28, 2010 at 9:49 pm
#55, essa parece do Scolari.
Março 28, 2010 at 9:49 pm
Oi, Reb!
Março 28, 2010 at 9:50 pm
Oi!
Cheguei, pus-me a ler os comentários e parti-me a rir com um que escreveste no post de baixo.
Março 28, 2010 at 9:50 pm
Estou farta de conversa .A escola Pública só terá qualidade quando voltar a ter padrões de exigência altos. Se os meninos sabem que vão passar com sete negativas como é que a Escola há -de melhorar ??? Se o que conta são as estatísticas os professores podem falar ,falar ,elaborar planos e mais planos…nunca poderão mudar nada !
Março 28, 2010 at 9:52 pm
Era qq coisa sb os alunos avaliarem o teu instrumento.
Março 28, 2010 at 9:58 pm
Que saudades do Valter, do tempo em que as Leis mudava todos os dias; de manhã, quando os presidentes do CE chegavam à Escola, havia sempre uma nova circular ou despacho para dirigir. Agora não há Leis nem despachos. Está tudo parado.
Março 28, 2010 at 10:00 pm
A escola de massas não pode ter a exigência de uma escola de elites…OU ENTÃO VAMOS AO ENCONTRO DA FRASE DO SALAZAR: SE TODOS SOUBEREM LER O ENSINO DESVALORIZA-SE…
Temos de lidar com o facto de as massas não poderem ser ensinadas na sua totalidade…façam escolas comerciais, técnicas, profissionais etc..mas façam..a tradicional não serve e dificilmente alguma vez servirá..
Bem vou para a caminha que amanhã ás 8,30 tenho de estar na escolinha a ter reuniões…e ainda vou pensar numa notinhas…Carpe Noctem…Deixo esta para dormirem bem…
Março 28, 2010 at 10:02 pm
Para o brincas..e Américo..
Março 28, 2010 at 10:08 pm
A escola/ensino/educação em Portugal pararam, algures a meados da primeira década do Século XXI. Os historiadores é que sabem explicar.
Março 28, 2010 at 10:14 pm
#63
Olá Reb!
Estive a falar com a Ana Henriques.
Vê lá tu que ela é de Tavira. Aqui tão perto de mim e eu a pensar que estava mais para os lados de Setúbal!
Vocês também não se conhecem.
Temos que nos encontrar.
Isto do Umbigo é um mundo!…
Março 28, 2010 at 10:20 pm
Se a escola pública tivesse uma qualidade reconhecida e generalizada, não precisava de movimentos de defesa. Impunha-se naturalmente.
Março 28, 2010 at 10:21 pm
“Para onde vai a escola pública?”
Não vai, porque não se move. Nem quero saber. Até amanhã.
Março 28, 2010 at 10:22 pm
Para onde vai a escola pública?
Estudar para o privado, obviamente.
Março 28, 2010 at 10:23 pm
Bom pessoal, vou dormir que amanhã tenho a reunião da minha DT, logo pela manhã. e preciso de prepará-la lá pelas 6.00 horas da madrugada.
Buenas noches y hasta mañana!
Março 28, 2010 at 10:28 pm
A mim quer-me parecer que as qualidades que atribui à escola pública foram conseguidas até 1970-74: «inclusiva, de todos e para todos, que valorize a cidadania, a aprendizagem, a formação e a educação de crianças e jovens».
Actualmente de “inclusiva tem apenas o nome mais a grave e triste realidade de ser um depósito onde se misturam estudantes com delinquentes…
Quanto a cidadania estamos conversados e sobre aprendizagens os estudos internacionais deixam tudo a nu…
A classe média e média alta foge para o colégios privados e só famílias de posses conseguem manter os filhos na universidade.
A escola pública de que fala é já uma fantasia… Foi destruída por mais de 25 anos de governação no ME dos campeões da democracia: diga rataria do Largo…
Março 28, 2010 at 10:31 pm
64:Não se invoca o meu nome em vão (de escada)
Março 28, 2010 at 10:33 pm
#73:
Rataria do Largo e da outra, que se diz social-democrata, também.
Nunca esquecer que o PSD tem tantas ou mais responsabilidades nas políticas educativas das últimas décadas quanto o seu parceiro do centrão.
Março 28, 2010 at 10:34 pm
a escola publca não vai a lado algum, os melhores alunos vão para a privada
Março 28, 2010 at 10:38 pm
Vão para a privada? E acabam o 12º com notas altas compradas….
Março 28, 2010 at 10:39 pm
Março 28, 2010 at 10:49 pm
o minino da privada?
Março 28, 2010 at 11:30 pm
A escola pública, tal como as casas de banho públicas, deixará progressivamente de ser mantida e apresentará níveis de higiene cada vez mais baixos, a ponto de mesmo os mais “necessitados” se absterem de as frequentar. Depois fecham definitivamente e são substituídas por contentores automatizados que custarão um balúrdio e onde os incautos ficarão encravados ao tentarem saír ou perderão a moeda sem que a porta se abra para entrarem. Nesse momento é que se irá constatar a “borrada” que fizeram.
Março 28, 2010 at 11:34 pm
Digo:
As escolas públicas, tal como as casas de banho públicas, deixarão progressivamente de ser mantidas e apresentarão …
Março 29, 2010 at 1:39 am
Depois de ler #16 quero deixar a “informação” extraída do jornal “Público”:
“Neste país, os professores dos 12 graus de ensino antes dos níveis politécnico e universitário são seleccionados por decisão dos conselhos de escola, organismo com representantes da autarquia e dos pais, mas também com um elemento indicado pelos professores e outro pelos alunos.
Nos 12 primeiros graus escolares, cada escola é avaliada pelo seu desempenho – mas não unicamente com base nas notas averbadas pelos alunos em exames nacionais – e as que registarem melhores índices de desempenho têm direito a um reforço do orçamento.
Em Helsínquia, onze por cento dos alunos são filhos de imigrantes.
Estas crianças têm direito a aulas na sua língua materna, sendo os respectivos professores seleccionados pelas comunidades estrangeiras residentes em cada localidade do país, a partir de uma lista fornecida pela autoridade local finlandesa.
Nas conversas que teve na escola, José Sócrates ficou ainda mais espantado quando ouviu que na Finlândia os melhores alunos “querem ser professores”. “Não é por causa do salário, que não é muito elevado. Ser professor significa respeitabilidade social”, explicou uma das directoras da Escola Básica de Ressu.”
Na Finlândia, todo o ensino é financiado pelo Estado.
http://www.publico.pt/Media/jose-socrates-impressionado-com-sistema-de-ensino-na-finlandia_1249836
Março 29, 2010 at 1:52 am
Trabalho numa escola pública e tenho excelentes alunos. Aqui mesmo, “formados” no mundo real.Sobrevivem heroicamente no meio dos que não ligam nenhuma e esperam que a escola os passe sem que para isso tenham desenvolvido qualquer esforço.
Os excelentes de que falo vão chegar à Universidade e vão ser melhores, muito melhores do que os que vêm das privadas. Os outros, os que não ligam nenhuma, vão ser os excluídos do futuro. Tenho pena, mas não posso fazer nada contra a cultura do facilitismo com que os andam a enganar.
Março 29, 2010 at 2:27 am
Privado pesa 13,5%
Um dado curioso é que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média da OCDE em
todos os graus de ensino. + No primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5 por cento (2,9 por cento na OCDE). No terceiro ciclo, o peso do privado baixa para os 5,5 por cento (3 por cento na OCDE), voltando a subir no secundário para os 13,5 por cento (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e nalguns graus de ensino nos Estados Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399604&idCanal=58
Março 29, 2010 at 2:30 am
“Os excelentes de que falo vão chegar à Universidade e vão ser melhores, muito melhores do que os que vêm das privadas.” – 83
Há mais de 3 décadas que assim é.
Março 29, 2010 at 2:40 am
O sistema de Ensino é, seguramente, a maior conquista da sociedade portuguesa das últimas três décadas.
Março 29, 2010 at 2:48 am
Os alunos excelentes que vão chegar à Universidade e vão ser melhores, muito melhores do que os que vêm das privadas,
são de todas as cores, raças, credos e origem social – cumpre-se um dos mais belos ideais concretizados da Escola Portuguesa.
O Caminho faz-se Caminhando.
Março 29, 2010 at 3:59 am
”
“Os excelentes de que falo vão chegar à Universidade e vão ser melhores, muito melhores do que os que vêm das privadas.” – 83
Há mais de 3 décadas que assim é.”
De acordo!
A escola ainda é dos poucos locais onde tem restado um pouco de justiça e de valorização do trabalho (dos alunos)!
No entanto… não os ensinámos para sobreviverem num mundo de aparência, mentira e má fé…
Descobrirão, tristemente, que a manutenção do trabalho/ responsabilidade e dedicação que tiveram, na realidade social – de empregabilidade – de trabalho actual só lhes valerá se emigrarem… ficando por cá ou se acomodam e deixam andar, ou não fazem ondas e obedecem, ou “albardam o burro à vontade do dono”, ou “lambem o rabo” a alguém influente ou serão eternos revoltados sem perspectiva de futuro na linha do horizonte!
Março 29, 2010 at 8:24 am
Discurso com o tom nostálgico de quem sabe, um saber que não quer assumir, da degradação irredutível da escola pública. Também, por culpa de uma péssima selecção dos seus profissionais. Seria interessante ver que percentagem de professores, sobretudo mais velhos, foram formados em universidades de treta, creio que são muitos (na mesma do Sócrates, por ironia do destino).
Março 29, 2010 at 10:26 am
#64
“eça é que é eça”
que saudades das chuvas de papelada com novas regras quando ainda não tínhamos aprendido as anteriores…
Março 29, 2010 at 2:03 pm
#88
“A escola ainda é dos poucos locais onde tem restado um pouco de justiça e de valorização do trabalho (dos alunos)!
No entanto… não os ensinámos para sobreviverem num mundo de aparência, mentira e má fé…
Descobrirão, tristemente, que a manutenção do trabalho/ responsabilidade e dedicação que tiveram, na realidade social – de empregabilidade – de trabalho actual só lhes valerá se emigrarem… ficando por cá ou se acomodam e deixam andar, ou não fazem ondas e obedecem, ou “albardam o burro à vontade do dono”, ou “lambem o rabo” a alguém influente ou serão eternos revoltados sem perspectiva de futuro na linha do horizonte!”
Pois, as elites reproduzem-se nos lugares de decisão, nos altos cargos da administração e gestão… E não são os melhores, como já vimos, são os privilegiados que este país consente como se de uma coisa natural se tratasse.
Março 29, 2010 at 3:38 pm
Leio hoje, no “Público”
http://jornal.publico.pt/noticia/29-03-2010/numeros-19086830.htm
“A economia não registada em Portugal representará 22 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo revelou no parlamento Carlos Pimenta, do Observatório de Economia e Gestão e Fraude da Universidade de Economia do Porto. Ou seja, a evasão fiscal, branqueamento de capitais, contrafacção, o tráfico de armas, drogas e seres humanos, entre outros crimes, rondará os cerca de 33 mil milhões de euros, já que o PIB ronda os 166 mil milhões de euros”
Os meus comentários: Tão importante actividade a quantos postos de trabalho corresponderão? Destes quantos serão pais de alunos vossos?
A minha conclusão: Não se actue na sociedade e continuaremos a sofrer na escola e…no bolso!
Março 29, 2010 at 10:33 pm
A escola vai pró galheiro!
Março 29, 2010 at 10:33 pm
A escola pública, claro!