Eu ainda não divulguei ainda uma troca de mails que tive com o colega Manuel Henrique Figueira, adepto da corente da Escola Moderna e que muito parece ter-se aborrecido com umas declarações que fiz há um par de semanas paera o Expresso contra as aulas de 90 minutos nos 2º e 3º CEB por considerá-las contraproducentes.
Escreveu-me ele (e mandou para a jornalista) um conjunto de considerações em que acusava a minha visão de estar parada no tempo do modelo do mestre-expositor na sala de aula, que debita na matéria e não sabe como aproveitar o tempo de uma aula mais longa.
Nada de mais errado, disse-lhe eu. Aquilo de que tenho consciência é que, com uma aula semanal de 90 minutos de História nenhum método funciona de molde a tornar atractiva a disciplina e eficaz a leccionação de um programa extenso. Respondi-lhe, e reafirmo, que prefiro 2 aulas de 50 minutos do que uma semanal de 90, 100 ou 120, exactamente para ser possível abordar uma tema de forma teórica não muito alongada, com trabalho prático complementar.
Dito isto, não é que hoje leio, nas páginas do Público, o especialista João Formosinho, afirmar que as aulas de 90 minutos é que são óptimas, porque as de 50 minutos no 3º CEB só dariam «para transmtir matéria, não dando espaço a outras actividades em sala de aula»?
Mas em que mundo vive João Formosinho? Acaso ele supõe que, no contexto de uma turma de 3º CEB, na generalidade das disciplinas, alguém, em algum momento, faz exposições de 50 minutos, ou 40 ou mesmo 30? Acaso ele pensa que se vive, nos 7º a 9º anos, o ambiente sereno (estou a esconder o sorriso…) e reflexivo de uma aula de um curso universitário, daquelas de 2 ou 3 horas, em que o mestre debita, perante o tédio geral, a sua sapiência, quantas vezes servida em tons mornos?
Ressalve-se desde já que nunca assisti a nenhuma aula ou conferência de João Formosinho (falha minha), investigador que respeito e admiro por alguns dos seus estudos. Mas duvido que, por muito cativante que seja, consiga lidar de modo satisfatório, por poucas semanas que seja, com uma turma média (nem falo das problemáticas), real, de uma qualquer EB 2/3 ou Secundária.
E é essa clivagem imensa que divide os teóricos que abordam estas questões do lado da reflexão livresca, com base em números, estudos e experiências-piloto controladas , e quem trabalha no terreno com os alunos reais, com rosto, voz, corpo e olhar, sem que isso implique perda de capacidade de reflectir sobre a sua profissão.
Há quanto tempo não assiste João Formosinho a aulas no Ensino Básico? Tem João Formosinho, em mãos, algum estudo que, com base na opinião de professores e alunos, demonstre a justeza do modelo único da aula de 90 minutos para o currículo do 3º CEB?
Ou será mais isento – nas suas palavras – ouvir apenas os especialistas, sem o ruído da vida real?
Não me venham dizer que os professores básicos só conseguem ver o seu quintal, como há uns anos alguns comentadores e opinadores gostavam de dizer. Mesmo que assim fosse, o seu (meu) quintal é exactamente o quintal onde as coisas se passam.
Sim, é verdade que os 90 minutos funcionam em algumas disciplinas e em alguns momentos de outras.
Mas sim, também é verdade que é muito difícil achar adeptos desta modalidade, em especial com currículos fragmentados em fatias disciplinares semanais de 90 minutos ou mesmo com duas fatias dessas.
Afirmo com toda a clareza que, exactamente para combater a tentação do vício do magister dixit me são muito mais úteis 3 ou 4 aulas semanais de 50 minutos do que duas de 90 e por ceerto duas de 50 minutos distribuídas numa semana são muito mais eficazes, sob quase todos os pontos de vista, do que uma aula isolada de 90 de semana em semana.
O problema é que os especialistas, pelo menos alguns, do alto da sua cátedra, dizem que não. Que as aulas de 90 minutos servem porque 50 deles são para «transmitir matéria».
Querem exemplo maior de magister dixit?
Março 22, 2010 at 3:21 pm
O que é “escola moderna”? Quem a definiu? Baseado/a em que teoria/s?
Março 22, 2010 at 3:24 pm
Olha pode ser que aqui tenhas a resposta…
Março 22, 2010 at 3:24 pm
Mas são esses teóricos os formadores de professores nas universidades…
Março 22, 2010 at 3:36 pm
Um investigador deve investigar. Muito mal está o investigador que só baseia a sua investigação em modelos teóricos que encaixam em realidades sociais diferentes da nossa.
Um investigador deve ir ao terreno, e usar deferentes metodologias de investigação (quantitativas, qualitativas, etc.) e fazer triangulações.
Pegando nas tuas palavras eu diria: Há quanto tempo João Formosinho não lecciona no Ensino Básico? Tem João Formosinho, em mãos, algum estudo que, com base na opinião de professores e alunos, demonstre a justeza do modelo único da aula de 90 minutos para o currículo do 3º CEB, no contexto educativo de Portugal?
Poderá eventualmente alguém dizer-me: “e tu, brincalhão, que sabes sobre o assunto?”.
Ao, que desde já respondo, que já experimentei aulas de 50 minutos e aulas de 90 minutos, utilizando as mesmas e diferentes metodologias/estratégias de ensino e verifico que a aprendizagem resultou sempre melhor com as aulas de 50 minutos.
OK, sou eu e o meu umbigo. Mas, é estranho que tantos umbigos manifestem a mesma opinião que o meu!
Março 22, 2010 at 3:36 pm
Relembro aos amigos desta tertúlia, um post antigo do “Umbigo”:
http://educar.wordpress.com/2008/02/26/joao-formosinho-sai-da-hibernacao/
Março 22, 2010 at 3:37 pm
Gostava de saber o percurso destes alunos depois de saírem desta experiência de engenharia social: estilo de vida, sucesso profissional, adaptação social, para perceber o que beneficiaram com este modo de ensino e o que os distingue dos outros.
Só assim se poderia ultrapassar a mera propaganda e a pura especulação que este vídeo exibe.
Março 22, 2010 at 3:43 pm
…e os resultados que obtiveram em exames nacionais…
Março 22, 2010 at 3:46 pm
Em tempos, ouvi bem o João Formosinho, várias vezes, com um discurso bem agradável e suportável por 90 minutos. Daqueles que não se perdiam em congressos e afins, por irem de encontro ao que nos vai na alma e na pele.
Dadas as modificações que o último/anterior governo implicaram no discurso dele e da sua Srª, as últimas vezes que tive oportunidade de os ouvir levar-me-iam a sugerir as aulas de 10 minutos. Seriam o suplício tolerável.
Março 22, 2010 at 3:47 pm
Este país está cheio de imbecis e a Comunicação social dá-lhes ouvidos e cobertura. Deviamos convidar esses doutores da treta para leccionarem, cumprindo o programa de História do 7º ano de escolaridade, com 1 aula de 90 minutos semanais. Se para planificar fartamos de mentir, e todos o sabem, porque o programa não encaixa nos tempos disponíveis. Todos os anos ficam registados em actas, que ficam arquivadas, as queixas de que não é possivel treinar as “competências” imaginadas em gabinetes se temos um programa para cumprir, que acaba também por ser abordado de uma forma superficial.
Março 22, 2010 at 3:49 pm
E se esta gente toda fosse plantar batatas dispendendo 90 minutos de cada vez? Talvez conseguisse aprender alguma coisa: por exemplo, que a experiência serve para alguma coisa!…
Março 22, 2010 at 3:52 pm
A realidade a ter de se encaixar nos pressupostos teóricos…
Se esses “investigadores” tivesem espelho, veriam o seu próprio reflexo…
Março 22, 2010 at 3:52 pm
Subject: Não importa a morte… o ‘prof’ até era louco!
Está a circular por mail.
Também concordo que merece ser divulgado. Aqui, no blogue, chega mais rápido a muita gente. Esta é a minha modesta contribuição para recordar este nosso colega e é a forma de manifestar a minha revolta!
Merece ser divulgado. É o mínimo que devemos fazer!
Não importa a morte… o ‘prof’ até era louco!
I
·
“Segundo os jornais ‘Público’ e ‘i’, o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: ‘Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio’, disse o licenciado em Sociologia.
O ‘i’ coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma ‘fragilidade psicológica há muito tempo’.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O ‘prof’ era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. ‘Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa’, afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O ‘prof’ era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste ‘timing’, a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifes, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num ‘oito’ por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de ‘bullying’?
De que valem as obras nas escolas, os ‘Magalhães’, a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do ‘Filho Pródigo’ do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?
Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje.”
Março 22, 2010 at 4:04 pm
Paulo, é sobreponível o que se disse sobre o 3ºciclo ao secundário. cada vez mais é mais dificil “fazer render” as aulas de 90m.
a capacidade de atenção dos nossos jovens tem diminuido de ano para ano…
talvez gravar-lhes as aulas nos mp3 em que andam sempre pendurados?
Março 22, 2010 at 4:18 pm
Não percebo a troca de argumentos.
É simples:
Uma disciplina de cariz teórico deve ter uma aula mais reduzida, sou da opinião que devem ser 60 minutos. Uma disciplina mais prática deve ter os 90 minutos.
No fim desta nova gestão dos tempos deve proceder-se à reorganização da componente lectiva dos docentes. 20 horas lectivas de 60 minutos.
Acabavam-se as tretas dos horários de 45 ou 50 minutos.
É tão difícil perceber isto?
Março 22, 2010 at 4:19 pm
http://silenteduck.wordpress.com/2010/03/22/a-escola-da-ponte-uma-utopia-ou-um-enorme-logro/
Março 22, 2010 at 4:53 pm
Afinal de contas, a quem interessam as aulas de 90 m e porquê, se tanto os alunos como os professores as acham um disparate? Serão os cinco minutos “supervenientes” em cada quarenta e cinco, que vão aumentar mais uns tempos lectivos em cada professor, que movem os interessados?
Março 22, 2010 at 5:02 pm
Estava João Formosinho tão descansado debaixo da sua redoma, onde só chega “material” depois bem filtrado, antes que “contamine” o “microclima”, quando aparece Paulo Guinote a querer destruir-lhe os filtros!
“Há quanto tempo não assiste João Formosinho a aulas no Ensino Básico?”, pergunta.
E se assistir, que escolas escolhe?
E porque raio se há-se pensar que toda a gente tem de aprender tudo experimentando?
Não consigo entender o excessivo desprezo pela transmissão dos saberes acumulados e que tantas vezes contribui para a aprendizagem do “saber ouvir o outro” que está pelas horas da morte.
Março 22, 2010 at 5:14 pm
# 6
Um (O) filho dele, aluno dessa «école» é, actualmente, subdirector na minha escola (…)
Ás vezes, surgia aqui pelo Umbigo …
Março 22, 2010 at 5:27 pm
#18
e? ana, desenvolve!
Março 22, 2010 at 5:30 pm
No fundo, aquilo que nós todos já suspeitávamos…as vezes segue pela “adultidade” fora…
A fascinating study published in the current issue of Science helps fill in a bit of the picture, drawing evidence from that research-friendly fellow mammal, the mouse. The authors, a team from State University of New York Downstate Medical Center, wanted to look at whether the ability to learn is affected by changes in brain chemistry that occur at puberty. They devised a relatively complex task (at least for a mouse) that requires learning how to avoid a moving platform that delivers a very mild shock.
“This is higher-order learning and it takes multiple trials to learn,” explains Sheryl Smith, professor of physiology and pharmacology at Downstate. Prepubescent mice mastered the task quickly. Post-pubescent mice also did quite well. But mice in the throes of puberty, which occurs at age five weeks, couldn’t seem to get it through their furry little heads.
in http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1973532,00.html?xid=rss-topstories&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+time%2Ftopstories+%28TIME%3A+Top+Stories%29
Março 22, 2010 at 5:32 pm
Formosinhos, tolinhos e outros inhos sabem tanto, tanto, que nunca se viu nada de aproveitável a não ser a treta dos textículos que vomitam. Ninguém os impede de darem aulas de 50+50 sem intervalo. Vão ter sucesso garantido! Formosinhos e sucedâneos do regime! Já tiveram o vosso tempo e viu-se a vossa magistral obra!…
Março 22, 2010 at 5:37 pm
Pessoalmente, como professor de Matemática, prefiro as aulas de 90 minutos. Permite mais tempo seguido de trabalho intensivo e prático.
Mas, a realidade é que, entre o preferir e o mundo real, vai uma diferença substancial.
Com uma turma de alunos aplicados (na minha escola, os últimos alunos aplicados saíram no ano passado e durante os próximos três anos não está previsto haver alunos assim), 90 minutos de aula correm bem e rendem agradavelmente.
Com uma turma de alunos “normais”, dos 90 minutos, uns 20 já são desperdício de tempo, com os miúdos a explodirem de ansiedade para chegar o toque de saída, pelo que praticamente se aproveitam apenas uns 60-70 minutos (se não vierem aluados) da aula.
Numa turma de alunos aluados (que começam a estar em ligeira maioria no universo das nossas escolas públicas), sacar 40 minutos úteis de um total 50 minutos de uma aula de antigamente, é uma proeza merecedora de um copito de champanhe no final do dia.
Março 22, 2010 at 5:38 pm
Vejam…
http://bulimunda.wordpress.com/2010/03/22/children-full-of-life-1-of-5-mais-um-episodio-da-escola-made-in-japan-curioso/
Março 22, 2010 at 5:46 pm
Aulas de 50+50 minutos.
Hoje em dia, aulas de 90 minutos são, na maior parte dos casos, um suplício.
O senhor Formosinho e outros não sabem o que é dar aulas em básicas e secundárias deste país. Onde é que se consegue que os alunos estejam atentos a 50 minutos de exposição?!!!! Desçam à realidade e ouçam quem está no terreno.
Já agora, desenvolver actividades com Programas gigantescos e sujeitos a exame nacional? Muito difícil!
Março 22, 2010 at 5:48 pm
cansaço…cansaço…cansaço…
teorias, teorias, parvoiçes, idiotices e afins..
cansaço!
Março 22, 2010 at 5:50 pm
Mainada!.
O Formosinho nunca assistiu a uma aula no básico.
Vamos convidá-lo?
Pode assistir, mas sem relógio.
Agora mais seriamente: em Portugal não se faz balanços. Acrescentam-se remendos.
Há qtos anos existem as aulas de 90 minutos? Alguma vez foi feito algum inquérito a professores e alunos sobre isso?
Algumas vez se tentou fazer algum estudo sb as melhorias na aprendizagem desde que algumas passaram a ter, por exemplo, uma única aula de História por semana?
Falam tanto em Psicologia e Pedagogia, alguém questionou sobre a capacidade de atenção e de trabalho de alunos de 10 anos, ou de 12, ou de 15??
Finalmente, existirá algum outro país do mundo onde as aulas durem tanto tempo??
E ainda, sobre a comparação do Paulo com as aulas na universidade ( as únicas que o Formosinho conhece), vou-vos contar que achei uma maravilha uma foto que a minha filha tirou numa aula dessas, de manhã, num anfiteatro, com todos os alunos a dormirem, enqto o professor dava a palestra ( vulgo= aula).
Março 22, 2010 at 5:52 pm
Não existe Reb …no máximo 60 minutos…somos originais naquilo que não devíamos ser…
Março 22, 2010 at 6:07 pm
Sobre o porquê de ser favorável às aulas de 50 minutos no 3º ciclo não me vou alongar. Fui favorável às de 90, experimentei e concluo que apesar de não ter sido grande vítima de indisciplina grande parte dos casos se deve à falta de apanhar ar, de ambas as partes. Isto para referir apenas um aspecto, o mais em voga de momento.
No entanto esta frase fez-me de facto rir: “Acaso ele pensa que se vive, nos 7º a 9º anos, o ambiente sereno (estou a esconder o sorriso…) e reflexivo de uma aula de um curso universitário, daquelas de 2 ou 3 horas, em que o mestre debita, perante o tédio geral, a sua sapiência, quantas vezes servida em tons mornos?”
Na Universidade onde lecciona/investiga tão sapiente Professor tenho assistido a tudo menos a serenidade ou aulas de 2 horas.
Os alunos atendem telemóveis com a maior das descontracções, consultam sites que nada têm a ver com o assunto da aula, põem a conversa em dia com os colegas e quando se fartam ausentam-se da sala o tempo que acharem necessário, voltando se assim o entenderem. Sei que a maior parte dos meus colegas recusar-se-ia a leccionar em tal ambiente.
Os professores são pagos para leccionar aulas de 2 horas, mas chegam por norma 15 a 30 minutos após o início e se assim o entenderem saem antes do fim. Por vezes não aparecem, sem qualquer pré-aviso, repondo, quando repõem, a aula no horário que mais jeito lhes dá, etc. Qual o controlo exercido? Não faço ideia. De certo não serão os alunos a queixarem-se.
O parco uso das novas tecnologias não vai além do que se fazia com o acetato na década de 70. Outras inovações? Não me foram dadas a observar.
Sugestão para o Professor Formosinho e seus adeptos, que sejam a nossa sombra durante um mês e depois voltamos a falar.
Março 22, 2010 at 6:28 pm
#28-O formosinho e seus sequazes…
Março 22, 2010 at 6:47 pm
#28
Fala quem sabe.
Para todos os formosos cromos: há sempre alguém que vos conhece.
Março 22, 2010 at 6:54 pm
Também prefiro as aulas de 50 minutos para a disciplina de História no 3º ciclo.
Com outras condições e outros alunos julgo que seriam proveitosas as aulas de 90. No entanto, a aula tipo “magister dixit” dependerá mais do tipo de professor do que do tempo que dispõe.
Aliás, o próprio Paulo Guinote, crítico desse método, acaba por favorecer a deriva escolástica do Umbigo, quando reage imediatamente aos comentários que mmanifestam opiniões divergentes do “magister”. Por issso, ultimamente, a maioria dos comentários não passam de glosas ou paráfrases, ou seja, a mais anacrónica escolástica.
Março 22, 2010 at 6:55 pm
E ainda vêm estes senhores o Superior “mandar bitaites” sobre o Básico e Secundário. Mandem-nos para cá uns dias!!!
Março 22, 2010 at 7:01 pm
#31
Demasiado contundente para com os comentadores. Com o Paulo, é lá convosco.
Agora vou fugir antes que leve na mona.
Março 22, 2010 at 7:12 pm
Paulo Faz um post sobre este artigo..muito interessante…
Frustrated pupils ‘bored by their factory schools’
By Richard Garner, Education Editor
Pupils are being turned into “a seething mass of bored, frustrated, alienated children” by today’s education system, a leading professor will claim tonight.
James Tooley, a professor of education policy at Newcastle University, will say modern state schools are built on a “factory model” which denies students the chance of an individual education tailored to meet their needs.
Related articles
* One in seven secondary schools branded inadequate
* Search the news archive for more stories
“The innovation required to transform education is dismally lacking in current schooling,” Professor Tooley will say, as he presents one of a series of lectures on education policy, jointly sponsored by The Independent and the Learning Skills Foundation.
“One of the most startling deficiencies of schooling today is that the majority of it is still carried out with 20 to 30 children of the same age in a classroom with one teacher. It is the factory model that was there when I was a child and my father and grandfather before me.”
Professor Tooley advocates the dismantling of the current system and says private providers should be encouraged to set up their own schools. Children should be urged to learn at their own pace through the internet, where they could access curriculum material prepared by academics from elite universities such as Oxford and Cambridge.
The Government, Professor Tooley believes, has over the years “crowded out this sort of entrepreneurial thinking from education”.
“It is a truism, but nonetheless again worth repeating, that many children are languishing in schools where education standards are far too low and their educational and life prospects are dramatically hindered as a result,” he will claim. The academic says the advantage of a “competitive market” system of education is that it automatically sets up accountability “between sellers and buyers”.
He says it is wrong to assume that parents from poor homes will not contribute financially to their child’s education – citing examples from Africa, India and China where even the least well-off parents are prepared to pay.
Professor Tooley advocates a state-funded voucher system which would let parents buy a place for their child at a school of their choice.
Tirado daqui…
http://www.independent.co.uk/news/education/education-news/frustrated-pupils-bored-by-their-factory-schools-1918845.html
Março 22, 2010 at 7:14 pm
#31
“Aliás, o próprio Paulo Guinote, crítico desse método, acaba por favorecer a deriva escolástica do Umbigo, quando reage imediatamente aos comentários que mmanifestam opiniões divergentes do “magister”. Por isso, ultimamente, a maioria dos comentários não passam de glosas ou paráfrases, ou seja, a mais anacrónica escolástica.”
Por acaso acha que somos todos débeis mentais?
Por que não cria o seu próprio blog e não vende as suas pipocas a quem as quiser comprar?
Março 22, 2010 at 7:15 pm
Actual 10 de Março..foca muitos dos pontos que aqui discutimos…e toca no cerne da questão: A ESCOLA FÁBRICA…
“One of the most startling deficiencies of schooling today is that the majority of it is still carried out with 20 to 30 children of the same age in a classroom with one teacher. It is the factory model that was there when I was a child and my father and grandfather before me.
Março 22, 2010 at 7:20 pm
Escola Fábrica e ensino personalizado. Duas coisas impossíveis de conciliar IMHO.
Mas o factory model, por muitos defeitos que tenha, ainda é o modelo que o status quo prefere. It’s all about the money…
Março 22, 2010 at 7:22 pm
VER LINKS NO ARTIGO…ESTE É PARTICULARMENTE GIRO..PASSE O TERMO..
Half the schools inspected since the beginning of the school year have failed to get good marks from inspectors for the first time ever, figures revealed today.
They showed that one in ten of the 2,140 schools inspections were branded as “inadequate” – with the figure rising to as many as one in seven amongst secondary schools.
Março 22, 2010 at 7:24 pm
35# O Luís ainda está na face do toca e foge.
Provavelmente se criasse um blog era para estar às moscas.
Março 22, 2010 at 7:25 pm
DA ETIQUETA FACTORY ATÉ SAÍRAM COISAS BOAS…O ANDY VALORIZOU ESSE TERMO..AGORA TUDO O QUE IMPLIQUE FACTORY DESUMANIZA…Tchi…grandes outra vez…
Março 22, 2010 at 7:25 pm
Penso que o problema da duração das aulas está mal formulado. A duração das aulas devia ser deixado à autonomia das escolas. A nível central dever-se-ia definir a duração máxima da carga lectiva semanal e cada escola escolheria o seu modelo. Este é um caso concreto em que a autonomia deveria ser reclamada pelas escolas.
Quanto à opinião do Gundisalbus sobre o estilo “magister dixit” do Paulo Guinote estou à vontade para falar porque não me coíbo de de lhe criticar as suas opiniões ou de as elogiar quando é o caso disso. De facto, por vezes, o Paulo convive mal com a divergência. Mas também já o vi, muitas vezes, manter uma calma búdica perantes comentários insultuosos e rasteiros. E não foram tão poucos quanrtom isso. Os comentadores residentes do Umbigo são, por norma, bem mais extremistas nas suas posições do que o autor do blogue.
Todavia, na matéria em apreço, prezo muito mais uma opinião fundamentada e reflectida de um profissional do terreno do que uma avaliação estratoférica do tipo daquela que João Formosinho expressou.
Gostaria de, isso sim, de ouvir mais detalhadamente as razões e as sugestões do colega colega Manuel Henrique Figueira no que respeita a esta matéria da duração das aulas.
Março 22, 2010 at 7:26 pm
Atenção que o Ofsted ( de onde provêm os inspectores) é a mais burrocrata das instituições. Muitas das inspecções são de auditorias de cariz inimaginável para as escolas portuguesas. Em Inglaterra, existe um audit overload e quem não cumpre as regras processuais tem avaliação fraca. Mesmo que a escola, por outros parâmetros, seja razoável
Março 22, 2010 at 7:28 pm
Pois Alt… por isso é que eu destaquei esse ponto…no artigo diz-se que estão a pensar fazer um boicote aos exames do 60 ano creio Mat e Inglês…é que os resultados estão cada vez piores…
Março 22, 2010 at 7:28 pm
Digo 6º ano…
Março 22, 2010 at 7:31 pm
..nós inventamos coisas que nem os tutsi imaginariam…
Março 22, 2010 at 7:32 pm
..no que se refere ás aulas de 90 minutos…
Março 22, 2010 at 7:33 pm
#2 Independentemente dos juízos de valor acerca dessa escola (só os faria estudando o caso com algum cuidado, nunca através de um vídeo de promoção), devo dizer que as escolas por onde ultimamente tenho andado estão completamente fechadas a qualquer tipo de inovação.
A não ser que se tenha por inovação a produção de papelada que serve de escudo contra as queixas dos EE. ~
Sim, porque nas escolas por onde tenho andado os EE só aparecem para se queixar dos professores quando os educandos têm más notas, sobretudo em disciplinas de exame.
Nada do que que nesse vi nesse video me é
estranho. Mas é tudo absolutamente impossível de aplicar nas escolas por onde tenho andado.
Direi mesmo que, de acordo com a minha experiênciama inovação, por pequena que seja, está completamente ausente das salas de aula, sobretudo, repito, das disciplinas com exame no fim do ano.
Março 22, 2010 at 7:35 pm
silenteduck
Sim, porque para passar nas auditorias estapafurdias, muitos profs preferem omitir o que realmente se passa. Chegam os resultados os exames e já não há maneira de esconder. Mesmo que o problema seja o facto dos professores terem um sem numero de checklists, filling forms, timesheets para elaborar e preencher e provar que estão a ensinar de acordo com os parâmetros estabelecidos. Mas tempo para preparar aulas, isso ai torna-se um luxo.
Espero bem que por cá não se venha a cair nessa parvoíce burocrática. Mas os sinais não são promissores.
Março 22, 2010 at 7:36 pm
Muito interessante..Tirado daqui…
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/lugares/arq.html
O progresso da arquitectura escolar vai estar sobretudo articulado com o desenvolvimento da Psicologia e com as transformações da Ideia de Escola.
Do ponto de vista da Psicologia, o estudodas relações entre a criança e o espaço escolar é muito recente e incompleto. O seu desenvolvimento fica a dever-se sobretudo à Psiquiatria e à atenção por ela prestada às crianças inadaptadas, mais sensíveis ao espaço envolvente. Reconhece-se então que o espaço escolar tem de ser pensado de modo a favorecer o desenvolvimento físico e intelectual das crianças e adolescente.
Quanto à relação com a Ideia de Escola, o ponto de partida é o de que, se a escola é a lugar onde a criança faz o seu primeiro contacto com o meio social, é natural que as determinações típicas desse espaço (cores, formas, dimensões, materiais utilizados, etc.) exerçam sobre a criança uma forte influência. Nesse sentido, podem distinguir-se duas grandes concepções de escola na sua relação com a arquitectura:
1. escola deve ser uma instituição separada do mundo exterior, um local de protecção face a influencias nefastas e contraditórias com os princípios educativos dos mestres. A escola deve por isso rodear-se de muros mais ou menos elevados, de grades, se for necessário. Um espaço onde os pais entregam os filhos aos cuidados de estranhos, onde eles mesmos não são autorizados a entrar, ou onde só entram em determinados dias. Ao arquitecto cabe criar condições que facilitem a vigilância, que impeçam a fuga, que favoreçam a disciplina: longos corredores rectilíneos, pátios amplos, sem recantos, salas de aula iluminadas, rectangulares, nas quais o mestre, no seu estrado, possa dominar o auditório. No limite, esta escola tende a assemelhar-se a uma caserna, a uma fábrica, a um quartel, a um hospital, ou seja, um lugar de encarceramento. Como mostra Foucault, modelo final é o do panóptico. Tudo deve poder ser visto e controlado. Todos os gestos devem poder ser minuciosamente observados.
2. a escola deve ser um prolongamento da casa familiar, os espaços de ensino devem ser agradáveis. A vigilância deve ceder lugar à autodisciplina. Novos princípios que vão estar na base de novas formas arquitecturais. Os longos corredores diminuem de tamanho ou desaparecem, os espaços de trabalho articulam-se com espaços de lazer, os espaços de recreio tornam-se mais soltos. O recreio, o pátio tendem a constituir-se como espaços de repouso e locais de encontro dos alunos. As salas de aula distribuem-se em blocos articulados por pátios e jardins e, dentro da sala de aula, os alunos devem poder contornar os professores, trabalhar em pequenos grupos. As antigas carteiras cedem lugar às mesas móveis. Ao lado dos ginásios, surgem as salas polivalentes que servem para reuniões, para teatro e música, para bailes e festas. No limite, a escola procura ser um lugar, não tanto de trabalho mas de jogo, de alegria. A escola deve abrir-se para a natureza, plantar árvores, flores que os alunos ajudarão a plantar, relva que os alunos se habituarão a respeitar. Todo o gigantismo deve ser eliminado. O aluno deve ser respeitado na sua individualidade e não reduzido à categoria de um número.
Março 22, 2010 at 7:37 pm
Não sou contra as aulas de 90m no ensino secundário. Falo da disciplina de Português. Em algumas turmas do ensino profissional seria preferível ter aulas de 60 m. Não sou favorável a aulas de 45 m. Mas 90m de Língua Portuguesa aos CEF, uma vez por semana, é de bradar aos céus. Este ano tenho uma turma de CEF que tem aula de FLP à 3ª feira. Calharam os feriados de Dezembro à 3ª, visita de estudo. Resultado? Dei uma aula neste mês. Este período cheguei a estar 3 semanas sem dar aulas a estes alunos, dadas as visitas de estudo. Claro que tenho que repor todas as aulas. Mas onde fica a continuidade do meu trabalho com esta turma?
Bom, se não der muitos níveis negativos parece que não há problema!? Triste realidade esta.
Março 22, 2010 at 7:37 pm
#35
Depois de ter feito a primeira comunhão em Lagos, é natural esse estado de espírito.
Quando for o crisma (no restaurante Alcanena), beijar o anel do bispo e levar a estalada ritual (ou um caldo no toutiço), tornar-se-á num seguidor ainda mais fanático, pronto a expulsar os infiéis (“porque não cria o seu próprio blog ?”).
Março 22, 2010 at 7:41 pm
Do site da Olga Pombo…já colaborei brevemente com ela há uns 4/5 anos atrás. Lembro-me do comentário de um amigo meu que foi tirar o Ens Fisica e Quimica e a teve como professora. Ela dizia nas aulas ” A minha visão da escola é muito diferente dos meus colegas do Dep.Educação, mas eu sei disso.Eles é que preferem não saber”. Os colegas deverão ser os constructivistas, sociológos, pedagogos adeptos de outras correntes…
Março 22, 2010 at 7:46 pm
Uma coisa parece estar a escapar a muita gente:hoje existe um enorme défice de atenção E CONCENTRAÇÃO ..A DISPERSÃO É ENORME…a parafernália de meios e gadgets electrónicos dispersam a atenção de uma forma como nunca se viu..depois a TV digital com 300 ou 400 canais…o viver fast an fast..a escola +é muito lenta…demora tempo demais….daí os tais RVCC Novas oportunidades Cefas etc…queria ver se esses cursos durassem o mesmo tempo dos os outros qual era a sua frequência..logo aulas de 90 minutos só a zombies..ou a putos finlandeses..mesmo a esses não sei pois não as têm…
Março 22, 2010 at 7:50 pm
Bem vou à janta..e de depois ainda os testes..volto logo de fugida..lá pelas 22..ou um pouquinho antes…deixo esta…nós profs daqui a uma meia dúzia de anos…ou mesmo já hoje..
Março 22, 2010 at 7:53 pm
Com as aulas de noventa minutos, há menos intervalos. Poupa-se no pessoal auxiliar.
Com aulas de substituição, também se poupa no pessoal auxiliar (as escolas parecem aldeias abandonadas, excepto nos intervalos).
Se acabarem ambas, vai ser uma machadada no “pec”.
Março 22, 2010 at 7:54 pm
Misturem atarax na sopa do refeitório..fica mais barato..
Março 22, 2010 at 7:55 pm
Ensino L.E. a uma turma de 9º ano ,um bloco de 90 minutos por semana.Não consigo dar o programa todo ,nunca consegui.Os alunos não se concentram durante 90 minutos ,nem os do Secundário .Sempre fui contra as aulas de 90 minutos .
Março 22, 2010 at 8:02 pm
90 minutos para actividades de laboratório, aulas de artes, tecnologias e desporto fazem, para mim, todo o sentido.
90 minutos para aulas mais “tradicionais” parece-me uma aberração.
O João Serra fala nas poupanças de funcionários com as aulas de 90 minutos. Deve ser por isso que numa escola aqui perto da minha residência, a Escola segura de vez em quando tem que aparecer pois elementos estranhos à escola entram por onde não devem.
Março 22, 2010 at 8:04 pm
#39
Tiro ao lado.
Março 22, 2010 at 8:13 pm
Banda sonora para alegrar os magister dixits
Março 22, 2010 at 8:14 pm
Uma coisa parece estar a escapar a muita gente:hoje existe um enorme défice de atenção E CONCENTRAÇÃO ..A DISPERSÃO É ENORME…a parafernália de meios e gadgets electrónicos dispersam a atenção de uma forma como nunca se viu…
Escapa porque não estão no terreno e têm preguiça de fazer os estudos que lhes competia… é mais fácil debitar teorias.
59# mostra lá o teu blog…
Março 22, 2010 at 8:24 pm
Os Magalhães deveriam ter vindo só com um sistema operativo (eram mais fiáveis)e ajudavam os alunos a iniciarem-se em programas educativos evitando os jogos que já têm em outras plataformas. Contudo aquilo foi um golpe de campanha e não um instrumento
devidamente acautelado para fins pedagógicos.
Março 22, 2010 at 8:27 pm
http://www.youtube.com/watch?v=451Ni-BZ-Ms&feature=related
Mais 2 temas para desanuviar o ambiente tenso.
Cherioo
Março 22, 2010 at 8:33 pm
#61
Ó Coeh, isso já é estrabismo. Outra vez ao lado. Vê #31, #33 e #35.
Março 22, 2010 at 8:35 pm
#51
Está enganado. Em Lagos foi o baptismo. Ainda tenho que frequentar muita catequese para poder fazer a primeira comunhão.
Sou delegado sindical da SPZS na minha escola. Aceitei sê-lo só para divulgar os papéis que para lá mandam. Isso não implica que seja acéfalo, como muitos sindicalistas, que só conseguem dizer o que o bispo do bigode diz. Nesse aspecto é capaz de já ter mais sacramentos do que eu.
Passe nem que tenho que ir tratar do GUNDISALBUS!
Março 22, 2010 at 8:36 pm
João Formosinho tem uma tirada de génio:
Se em outras alturas, como nas reformas de Roberto Carneiro ou de Marçal Grilo, houve a preocupação de ouvir os professores, desta vez ainda não se sabe como é que a tutela irá gerir este processo, que deverá entrar nas escolas já no próximo ano lectivo. João Formosinho pensa que “a sociedade não está mobilizada”. (Público de hoje)
A sociedade não está motivada para o debate, logo não vale a pena ouvir ninguém. Mobilizar a sociedade para o debate faria com que a reforma não pudesse estar pronta para o próximo ano. Genial. Mais uma reforma para ser reformada em breve – é só vir outro governo ou o vento mudar.
Março 22, 2010 at 8:39 pm
Agora estamos todos mais ou menos proibidos de «debitar» o um esmo de «dar matéria». Agora «desenvolvem-se competências» com o auxílio de «ambições estratégicas» e de «tarefas»…
Março 22, 2010 at 8:40 pm
OOOOOOOPS! Corrijo a bacorada da primeira linha – ” «debitar» ou mesmo de «dar matéria» “
Março 22, 2010 at 9:00 pm
#66-Pois…Deviam acabar com as eleições também.Viu-se que a sociedade não estava mobilizada e ganhou o boneco de pau.
Março 22, 2010 at 9:01 pm
Ui,que número!
Março 22, 2010 at 9:15 pm
Os defensores das aulas de 90 minutos erram no essencial. Erram em não compreender a própria psicologia humana e os mecanismos de exaustão ergonómica! Enfim, só lamento que quem se arvora em “inteligente” e sabedor despreze o essencial da condição humana. Os seres humanos precisam de pausas. E isso perceberam logo os primeiros estudiosos da relação do homem como o meio de trabalho.
Continuamos a ter ideias contra natura…muito típicas das modernas psicologias…modernas, ditas modernas.
Março 22, 2010 at 9:17 pm
É repetido mas leiam bem a análise que está aqui contida…Volto daqui a uma hora..
Muito interessante..Tirado daqui…
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/lugares/arq.html
O progresso da arquitectura escolar vai estar sobretudo articulado com o desenvolvimento da Psicologia e com as transformações da Ideia de Escola.
Do ponto de vista da Psicologia, o estudodas relações entre a criança e o espaço escolar é muito recente e incompleto. O seu desenvolvimento fica a dever-se sobretudo à Psiquiatria e à atenção por ela prestada às crianças inadaptadas, mais sensíveis ao espaço envolvente. Reconhece-se então que o espaço escolar tem de ser pensado de modo a favorecer o desenvolvimento físico e intelectual das crianças e adolescente.
Quanto à relação com a Ideia de Escola, o ponto de partida é o de que, se a escola é a lugar onde a criança faz o seu primeiro contacto com o meio social, é natural que as determinações típicas desse espaço (cores, formas, dimensões, materiais utilizados, etc.) exerçam sobre a criança uma forte influência. Nesse sentido, podem distinguir-se duas grandes concepções de escola na sua relação com a arquitectura:
1. escola deve ser uma instituição separada do mundo exterior, um local de protecção face a influencias nefastas e contraditórias com os princípios educativos dos mestres. A escola deve por isso rodear-se de muros mais ou menos elevados, de grades, se for necessário. Um espaço onde os pais entregam os filhos aos cuidados de estranhos, onde eles mesmos não são autorizados a entrar, ou onde só entram em determinados dias. Ao arquitecto cabe criar condições que facilitem a vigilância, que impeçam a fuga, que favoreçam a disciplina: longos corredores rectilíneos, pátios amplos, sem recantos, salas de aula iluminadas, rectangulares, nas quais o mestre, no seu estrado, possa dominar o auditório. No limite, esta escola tende a assemelhar-se a uma caserna, a uma fábrica, a um quartel, a um hospital, ou seja, um lugar de encarceramento. Como mostra Foucault, modelo final é o do panóptico. Tudo deve poder ser visto e controlado. Todos os gestos devem poder ser minuciosamente observados.
2. a escola deve ser um prolongamento da casa familiar, os espaços de ensino devem ser agradáveis. A vigilância deve ceder lugar à autodisciplina. Novos princípios que vão estar na base de novas formas arquitecturais. Os longos corredores diminuem de tamanho ou desaparecem, os espaços de trabalho articulam-se com espaços de lazer, os espaços de recreio tornam-se mais soltos. O recreio, o pátio tendem a constituir-se como espaços de repouso e locais de encontro dos alunos. As salas de aula distribuem-se em blocos articulados por pátios e jardins e, dentro da sala de aula, os alunos devem poder contornar os professores, trabalhar em pequenos grupos. As antigas carteiras cedem lugar às mesas móveis. Ao lado dos ginásios, surgem as salas polivalentes que servem para reuniões, para teatro e música, para bailes e festas. No limite, a escola procura ser um lugar, não tanto de trabalho mas de jogo, de alegria. A escola deve abrir-se para a natureza, plantar árvores, flores que os alunos ajudarão a plantar, relva que os alunos se habituarão a respeitar. Todo o gigantismo deve ser eliminado. O aluno deve ser respeitado na sua individualidade e não reduzido à categoria de um número.
Março 22, 2010 at 9:17 pm
GUNDISALBUS e Luis são a mesma pessoa?
Já tem havido truques desses.
Março 22, 2010 at 9:18 pm
GUNDISALBUS e Luis são a mesma pessoa?
Março 22, 2010 at 9:20 pm
São heterónimos…
Março 22, 2010 at 9:25 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/03/22/children-full-of-life-1-of-5-mais-um-episodio-da-escola-made-in-japan-curioso/
Março 22, 2010 at 9:38 pm
Fazer um comentário nesta posição não tem relevância…
Março 22, 2010 at 9:38 pm
uma questão
se as crianças do 1º ciclo que, por factores naturais associados à faixa etária, são muito mais propensos à dispersão da atenção chegam a ter blocos de 120 mn, por que é que os adolescentes do 3º ciclo não se escoram com blocos de 50 mn (que, bem espremidos, encolhem para 40 mn)?
Março 22, 2010 at 9:40 pm
São dispersões diferentes.
Março 22, 2010 at 9:43 pm
dispressões e diz pressões?
Março 22, 2010 at 9:46 pm
Mesmo assim aí vai uma outra posição:
Uma aula deveria ter a duração adequada à resolução de um argumento, uma questão, um problema, um axioma … um átomo de conhecimento (30 – 45 min.)
As aulas práticas, de aplicação de conhecimentos adquiridos, de apresentação de trabalhos, de debates, de experimentação laboratorial, de resolução de exercícios devem ter o tempo bastante para ser consequente. (120 – 145min)
Como gerir? Isso já é para o debate!
Março 22, 2010 at 9:46 pm
Venham os Joões Formosinhos e todos os estudiosos-especialistas das facs dar aulas, durante uma semaninha, com o nosso horário ao 3º ciclo. Venham! Pago para ver.
Março 22, 2010 at 9:47 pm
Turmas de 28 adolescentes do 3º ciclo e Secundário. Concentração?
Março 22, 2010 at 9:48 pm
Apesar de serem realidades diferentes, tudo o que foi dito a favor das aulas de 50m para o básico é válido para o secundário.
A ideia de que se pode fazer trabalho individual sério na aula em disciplinas teóricas como a filosofia, por exemplo, é um disparate. O trabalho sério exige tempo não compartimentado, calma, algum conforto, etc.
E os limites de concentração não aumentam só porque se muda de actividade. A menos que as actividades que os Formosinhos deste mundo têm em mente sejam apenas de relax.
Março 22, 2010 at 9:48 pm
Qual é o problema de serem aulas de 50+50m? Dá para alguma exposição e exercícios práticos com a vantagem de um intervalo para carregar/descarregar energias.
Março 22, 2010 at 9:52 pm
#84
precisamente…
já o tinha dito em #13
Março 22, 2010 at 9:52 pm
concordo com o Renato
Março 22, 2010 at 9:55 pm
Eu bem sei, quando assisti a aulas do Mestrado, há 3 anos, uma seca, a maioria. Dei por mim a pensar, muitas vezes, se eles aguentariam os meus alunos. Uma senhora Prof. Dra. gritava desorientada com um barulhito…ai se eles fossem às escolas do 3º ciclo…
Março 22, 2010 at 9:58 pm
De acordo com kafkazul, em 41, quanto à definição do tempo de duração das aulas a ser feita pelas escolas, num quadro de autonomia, embora tendo em conta uma carga horária semanal definida pelo ME.
O que me parece, cada vez mais, é que, para a grande maioria dos alunos, na escola, tudo tem que ser rápido, fácil e divertido.
Uma outra ideia recorrente em algumas pedagogites modernas é aquilo que me parece ser uma espécie de desprezo pelos manuais escolares… Devem pensar que o professor ainda se senta na cadeira e lê a sebenta. Mas isto é toda uma outra história!
Março 22, 2010 at 10:00 pm
Na época em que se decidiram por aulas de 90, sem consulta aos intervenientes, estavam as empresas, sobretudo as fabris e industriais (onde se exige alto poder de concentração), a implementar a obrigatoriedade das pausas; hoje em dia os operários são obrigados a abandonar o local de trabalho quando toca a campaínha da pausa, porque assim produzem mais e o número de acidentes de trabalho decresce.
Março 22, 2010 at 10:03 pm
E os meus alunos com os membros inferiores desproporcionados, para as mesas e cadeiras onde têm q permanecer durante 90 minutos, acaso pensarão nisso os especialistas?
Março 22, 2010 at 10:08 pm
Interessante..
http://www.edteck.com/blocks/2_pages/teacher.htm
Março 22, 2010 at 10:08 pm
Caro João Serra, é verdade.
Os complementos de repouso são essenciais nas empresas, isso já há muito tempo que se sabe. E que não são iguais para todas as actividades, mas por exemplo, na industria existe um sistema (o MTS) que impõe isso com enorme rigor, dependendo das tarefas, posto de trabalho, condições de sequência no processo de fabrico,etc.. E que a Inspecção de TRabalho costuma verificar isso ao mílimetro.
Sem dúvida que nunca ninguém se dignou a pensar ou a estudar se os complementos de repouso para professores definidos à la gardere pelo Ministérioe , por maioria de razão, para os alunos, são os mais adequados ao ensino.
Se existe literatura que com rigor em termos laborais defenda os 90 minutos, ela que apareça(eu não encontro nada no Science Direct).
Março 22, 2010 at 10:09 pm
TEACHER’S NOTE: Here’s an adaptation of a resource someone passed on to me relating to how to deal with switching to 90-minute blocks.
For those who were interested in tips on the “nuts and bolts” of doing it:
Ver aqui…
http://www.cbv.ns.ca/sstudies/activities/management/4.html
Março 22, 2010 at 10:13 pm
And…
TEACHING IN A 90-MINUTE BLOCK: TOOLKIT OF
LEARNING ACTIVITIES FOR GRADES 6-12 ADOLESCENTS
By Melinda Stephani
Teaching adolescents in an 80 or 90-minute block of time is very different from teaching in a typical 45 or 50 minute class period. A successful teacher can’t just teach 2 traditional lessons back to back. One element of comprehensive and helpful planning is the use of creative teaching-learning methods. Another is the incorporation of Total Physical Response, explained below.
Why do we need to consider various learning activities? Because without them, lessons can quickly become dull, repetitious and boring. Boring lessons lead to bored learners who can easily fall into a pattern of inattention and off-task behaviors. Most importantly, they just don’t learn as much with single-activity lessons. Our students are bombarded by 21st century media which offers them slick, colorful, attention-grabbing shows to listen, watch and participate in. The old system of standing up and lecturing for 45 minutes while kids take notes is gone, even with fancy Power Point presentations. And then we ask them to “read the five pages and write out the answers to the Section Review on page 27.” Dull, to be sure! And then we wonder why our kids get off-task! By using multiple learning activities, we help guide our students into higher order thinking and learning skills and tap into the multiple intelligences. Researcher Howard Gardner taught us that aspect of learning. Consult Marzano’s chart to see which types of activities bring about the greatest student learning—comparing and contrasting, listing similarities and differences and summarizing and note-taking are the top areas where learning occurs.
Teaching in the 90-minute block also demands the incorporation of TPR—Total Physical Response. TPR suggests the thought of, “What the body does the mind will follow.” TPR involves the planned movement of the students within the classroom on a regular basis to keep students on-task and focused. The average 16 year old who sits in one place and doesn’t get out of the seat for 90 minutes will invariably daydream, become off-task, or worse, put their heads down on their desks and fall asleep! The successful teacher plans for opportunities for the student to get up and move, to change groups, to walk to the front of the room to pick up a handout, to participate in a “Corners” activity or other planned movements. Although TPR is often used to teach a foreign language, it is helpful for our needs, too.
Creative teaching methods must be incorporated into all lessons. Remember, all learners only remember 15% (tops!) of what we hear, so it’s vitally important to get the learners into the material themselves! Just who learns the most from a lesson? Why, the teacher, of course, and that’s because you dig and dig into the material many different ways in order to MASTER it and then figure out how to PRESENT it while getting the students to LEARN it themselves. Why not think of using mew methods (even if you’re scared the kids’ reactions at first) to help them “get into the lesson” more?
Março 22, 2010 at 10:13 pm
Tirado daqui…
[DOC]
Teaching in a 90-minute Block: Learning Activities for Grades 9-12 …
-
Março 22, 2010 at 10:14 pm
Ponham no google que vai directo lá…
Março 22, 2010 at 10:18 pm
Pelos vistos, não é só em Portugal que existem eduquêses.
Março 22, 2010 at 10:21 pm
Já assistiram a alguma aula de JFormosinho ? Garanto-vos que é uma MISSA , lida e de fraca qualidade……. Se estivesse à frente de uma turma do 3º CEB, ao fim de 10 minutos estava bulimizado… São estes os Teóricos da treta que arruinaram e continuam a arruinar o País e a Educação !!! Corja !!
Março 22, 2010 at 10:23 pm
Gostei da parte to fall asleep. Em Portugal isso não acontece. Abrem a matraca e não se calam. Eu conheço um pouco do Canada, embora apenas o meio universitário e laboral(estive lá num post-doc 2 anos e meio). No entanto, apesar de tudo, os alunos canadianos tem uma atitude completamente diferente relativamente à educação. Isto comparado com os nossos alunos.
Março 22, 2010 at 10:23 pm
#91, tens toda a razão.
Aquelas cadeiras têm o assento grande de mais para os pequenitos e pequenas de mais para os grandes.
Algumas das minhas alunas de 5º ano sentam-se com as pernas cruzadas pq não chegam ao chão, se estiverem encostadas.
Eles vão crescendo mas as cadeiras são as mesmas.
Um colega de 9º ano contou-me que os mais espigadotes têm de se curvar todos para escrever.
E a falta de tempo para actividade motora?
Estão 90 minutos sentados; intervalo para comerem ( fila enorme no bufete); nova aula de 90 minutos sentados, um intervalito para ir à casa de banho e nova aula de 90.
Ainda dizem que os miúdos andam a ficar obesos….ou, então, hiperactivos…
Março 22, 2010 at 10:26 pm
O melhor é não lhes dar idéias. Se conhecerem o TPR (Total Physical Response), ainda criam grupos de trabalho para discutir o assunto e depois implementam acções de formação com pptês.
Março 22, 2010 at 10:30 pm
Retirado do comentário 92…isto já vem de longe nos States..e pelas datas ou eu me engano ou os Mestrados bostonianos dos idos de 90 têm alguma coisa a ver com isto…
Teaching For Ninety Minutes
Seward High School, located in Seward Nebraska, a community of approximately 6,000 people, looks pretty much like any other Midwestern high school. Like many high schools, the teachers and administrators have been actively involved in school improvement initiatives to improve student learning.
In the fall of 1991, driven by a district Strategic Plan developed by staff and community members, the high school was challenged to deliver learning to students in a more flexible environment. Faced with many challenges such as increasing students enrollment, limited resources, and ever-increasing student needs, various committees were formed to study curriculum offerings, staffing, facility needs, and students scheduling. As a result of the committee work, the staff began to explore the possibility of moving to an alternative scheduling format. In April of 1993, the decision was made by the staff and board of education to move to an alternative schedule, more specifically, an intensive block schedule utilizing four, 90 minute periods, for the 1994-95 school year.
As the block schedule format began, an evaluation committee was formed to assess the impact of the intensive block schedule. A comprehensive set of strategies, mostly quantitative in nature were developed. To provide a more complete picture of the intensive block schedule, Ann Lyon, curriculum director for Seward Public Schools, and I decided to conduct companion qualitative studies focusing on teaching and learning in the 90 minute format. Ann would ask students the question, “What is it like to be in 90 minute classes?” and I would ask teachers, “What is it like to teach for 90 minutes?”
Março 22, 2010 at 10:30 pm
Bem volto daqui a um bocado…
Março 22, 2010 at 10:32 pm
Estaremos no bom caminho em relação a este problema quando conseguirmos equacionar a duração das aulas com:
— A autonomia curricular da escola
— A organização do espaço físico da escola
— A especificidade da área curricular
— O nível etário dos alunos
Mas não avançaremos enquanto não percebermos que a evolução tem de ser feita simultaneamente nos vários aspectos. O actual sistema não admite mais remendos.
Não adianta continuar a levantar questões relativamente ao incómodo de ter os meninos trancados e atentos durante 90 minutos porque é óbvio que nem 50 minutos os conseguem manter nesse estado cataléptico. Mas esse argumento deve ser ultrapassado pela análise concomitante das alterações necessárias a introduzir no espaço e no mobiliário, na forma de interacção com o exterior, na organização do currículo, etc.
Infelizmente não se vê grande abertura para equacionar os fundamentos das coisas da parte dos professores quanto mais dos outros protagonistas.
Março 22, 2010 at 10:37 pm
Quem defende as aulas de 90m?
Para começar os Directores. Durante grande parte do dia a escola parece o céu.O inferno transferiu-se para dentro das salas de aula. Depois são os “Formosinhos” que cada vez que se expõe mostram um tal desfasamento que chega a ser constrangedor. É normal que esses Formosinhos tenham a coragem de afirmar que não vão ouvir os professores porque a sociedade não está mobilizada? Concluiu isso a partir de algum “estudo”? Porque insistem em fazer aquilo que os professores garantem que não funciona?
Março 22, 2010 at 10:37 pm
Infelizmente já assisti a aulas do Doutor Formosinho, foi meu professor na UM, eduquês com eduquês e mais eduquês, dormiamos com almofadas de eduquês.
Março 22, 2010 at 10:40 pm
#105, pq temos de inventar a roda se ela já foi inventada?
Que ideia essa de estar sempre a inventar, a mudar.
Que tal aproveitar aquilo que funcionou bem mas foi retirado para se poder dizer que se inovou?
Março 22, 2010 at 10:40 pm
#107, ai sim, Olinda? Era um bom “magister dixit”?
Março 22, 2010 at 10:42 pm
excelente texto! ainda hoje estivemos a falar sobre isto mesmo e o consenso foi geral: regresso das aulas de 50m JÁ!!
Março 22, 2010 at 10:43 pm
Pois Reb, apanhavamos cada seca, mas eramos jovens e curtíamos o men
Março 22, 2010 at 10:45 pm
#111, estou a ver que o man tinha atributos, afinal…
Março 22, 2010 at 10:49 pm
A mulher dele ainda é mais eduquesa:
http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:PuUyCOfnR5IJ:www.esep.pt/crap/difusao/pdfs/pdfs_2009/pdfs_27a30abr09/cei86.pdf+julia+formosinho%2Bentrevista&hl=pt-PT&gl=pt&pid=bl&srcid=ADGEEShVLn22nrkU5YwKYyFUPUeykmGZq9Cuz93dQVx70iOKsw_VPV0eCWTwiN_D_0IX36e-ra6b575TyOPEeyYcKfNQkkPKKldg6UsMF9NCCCu46vCFlOvzCe3QDKMXXizuWq0U0sX6&sig=AHIEtbTKT7ADdwXH2s0860Rdk5dmByxUFA
Março 22, 2010 at 10:49 pm
108
Claro que não precisamos. Basta voltar a pensar que o homem é a medida de todas as coisas desde que respeite profundamente o habitat que o sustenta. O problema é que com 90 minutos ou 60 isso não está a ser feito.
Março 22, 2010 at 10:52 pm
Reb, podes ver o aspecto aqui, embora já tenham passado 20 anos:
http://cie-uma-arae.weebly.com/prelectores.html
Março 22, 2010 at 10:56 pm
#115, Livra!!!
Não tem nada de “formoso”.
Março 22, 2010 at 10:57 pm
#114, continue a fazer de conta que não percebe o que eu quis dizer…
Março 22, 2010 at 10:58 pm
Este resHarpic não descola..
Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles
Stael
Março 22, 2010 at 11:00 pm
É interessante a comunicar
Março 22, 2010 at 11:22 pm
#73, #74
Irra! Atina, meu. Ainda por cima, repetes-te. O que é que não percebes em #33?
Março 22, 2010 at 11:38 pm
O Formosinho é aquela sinistra criatura que ouvi num Prós e Prós da Fati????
CREDO!
Março 22, 2010 at 11:43 pm
Reparem ao lado de quem o dr Formosinho está sentado neste fantástico ataque público aos Professores
Março 22, 2010 at 11:49 pm
118
Tens de resolver isso pá. Ainda te vai pôr doente.
Março 22, 2010 at 11:52 pm
Não conhecia o «famoso» Zé Pacheco (#2), pai do filho André.
Condiz.
Sou uma ferverosa “desadepta” dessas tangas por duas ordens de ideias: por esclarecimento técnico altamente especializado e por esclarecimento filosófico ou político.
Março 23, 2010 at 12:03 am
Seguramente há uns 23/24/25 anos tive acesso a inúmeros investigações de “ponta” em que o actual “circo” de idiotices tidas como actualmente muito “inovadoras e tal” ERAM tidaS COMO ALTAMENTE PREJUDICIAIS NO ENSINO-APRENDIZAGEM.
Março 23, 2010 at 12:14 am
125
Mas também daí para cá as neurociências contestaram a própria investigação sobre o assunto que se conhecia há uns 25 anos.
A escola da Ponte é um projecto antigo e a questão é saber se aquilo resulta ou não naquele contexto específico.
Março 23, 2010 at 12:30 am
Fui ao Goggle e cliquei ao acaso.
Surgiu-me esta pérola:
“Tem a palavra – João Formosinho
Dilemas Organizacionais e o estatuto dos professores*
CONCLUSÃO
Concluímos relembrando o dilema organizacional que a escola de massas vive. Tal dilema consiste, na essência, entre manter a estrutura e a tecnologia herdadas da escola secundária de elite (liceu) ou reconceptualizar-se organizacionalmente com base numa nova realidade de heterogeneidade humana, discente, docente e contextual.
Em relação aos professores, tal dilema traduz-se em manter a indiferenciação da função docente e o igualitarismo da relação profissional ou em reconceptualizar-se na base da especialização e da hierarquização de funções.
A escola de massas, como qualquer outra organização complexa, só pode responder adequadamente às novas e diferentes clientelas aceitando o desafio da diferenciação, de modo a poder oferecer aos novos clientes serviços educativos que realmente se adequem às suas necessidades.
* texto com numerosas supressões, originalmente publicado na
Revista Portuguesa da Educação, O Dilema Organizacional da escola de massas, Agosto 1992″
Na qualidade de psicossocióloga, afirmo que o dr Formosinho entrou no meu sector de especialização académica e que esta sua dissertação nada tem de científica, mas de puro “paleio”.
Março 23, 2010 at 12:41 am
# 126
Muitos destas investigações já tinham duplo reconhecimento científico: psicológico (nos vários domínios) e dos ramos das neurociências (à época designadas de Psicofisiologia e Neurobiologia).
Pertenci ao grupo pioneiro do Hospital de Santa Maria, núcleo de investigação pioneiro em Portugal nestes domínios.
Março 23, 2010 at 12:42 am
Relativamente à escola da Ponte a mim pareceu-me um projecto interessante para o 1º Ciclo. Quando visitei a escola achei interessante não ter divisórias a fechar as salas e os alunos estarem em tarefas diversificadas.
Março 23, 2010 at 12:45 am
Estou plenamente de acordo que
“A escola de massas, como qualquer outra organização complexa, só pode responder adequadamente às novas e diferentes clientelas aceitando o desafio da diferenciação, de modo a poder oferecer aos novos clientes serviços educativos que realmente se adequem às suas necessidades.”
é “puro paleio”.
mas cuidado porque maior perigo é podermos vir a ser confrontados com
“A escola de massas só pode responder adequadamente às novas e diferentes DIRECTIVAS aceitando o desafio da INdiferenciação, de modo a poder oferecer aos nossos clientes serviços educativos que realmente se adequem às NOSSAS necessidades.”
Março 23, 2010 at 12:53 am
Independentemente dos resultados, a Escola da Ponte representou uma investida contra o autoritarismo na educação e isso há muitos sectores que não lhe perdoam.
Março 23, 2010 at 12:47 pm
# 131
É pateta?
Março 23, 2010 at 2:03 pm
Acima de tudo sei ser paciente.
Março 24, 2010 at 7:58 pm
Olá a todos!
Isto da duração das aulas quanto a mim é assim: Dê-se autonomia às escolas e cada uma decide se faz as aulas com tempos de 45, 50 60, 110 ou 123 minutos!! É preciso andarem as luminárias catedráticas da velha e da nova escola a discutir isto?
Quanto ao ministério só tem de impor duas coisas: Que o programa das disciplinas seja dado na íntegra e que se desenrole num numero total de horas anuais que vá das tantas às tantas… Mais simples que isto?
Junho 8, 2010 at 10:32 am
Cumprimentos a todos!
Relativamente às aulas de 90 minutos, gostaria de referir que, todos os que as defendem, certamente nunca leccionaram cursos CEF, em que a capacidade de atenção/concentração dos alunos não vai além dos 15/20 minutos! O restante é indisciplina e má educação!
Dário Baptista (professor)