Estou um bocado cansado, está aí a última semana de aulas (testinhos todos feitos e corrigidos, faltam os meneios da avaliação dos cadernos e autoavaliação da praxe) com toda a ganga de papelada por preencher e até tenho muito bom livrinho para ler, incluindo umas bandas desenhadas simpáticas, mas há dois assuntos que algumas incidências dos últimos dias me aconselham a desenvolver om um pouco mais de atenção.
A saber:
- Até que ponto a auto-regulação pode ser um mecanismo de autonomia (mesmo que progressiva) da classe docente em relação à indiferenciação que se pretende para todos os funcionários do Estado e como essa autonomia se pode tornar algo permanente e não transitoriamente decorrente de acordos.
- A exposição factual do que se tem passado neste primeiro trimestre e 2010 em matéria de negociações entre sindicatos e ME, apresentando a leitura que é feita a nível oficial pelo movimento sindical (ou parte dele, com implícita validação da tutela) e aquilo que algumas (bastantes em alguns círculos) pessoas melhor informadas e consideram ser a minha teoria da conspiração.
Como se nota, passa por aqui um desejo de provocar algum aclaramento de posições – quiçá mesmo um debate a rasgar - nem que seja na base da boa e velha discussão sobre o que andamos aqui a fazer, qual o papel das vanguardas e rectaguardas, para não falar das massas, sejam as humanas sejam as outras, aquelas mesmas que dão um certo jeito às ditas cujas humanas para que possam continuar a comprar melões na praça, daqueles grandes que não cabem em fruteiras sem asas.
Para que conste: mesmo em rascunho, não serão usadas canetas Montblanc exactamente por causa da carência da segunda espécie de massas ou então porque a canalização do magros excedentes se faz para material supérfluo, nomeadamente livralhada.
Março 21, 2010 at 7:48 pm
Tb encontro contradições nisto.
Primeiro, temos um Estatuto de funcionários públicos ( ou trabalhadores com funções públicas, como se diz agora); depois pensa-se na auto-regulação da carreira. A ser tida em conta esta ideia, o Estatuto teria de contemplar essa especificidade.
Em que ficamos?
Março 21, 2010 at 10:45 pm
Os dois temas a desenvolver apresentam-se suficientemente enviesados e retorcidos para fazer juz a uma conhecida frase de Oscar Wilde: “Turvam-se as águas para que pareçam mais profundas”.
Dois reparos prévios:
1º – A autonomia da profissão docente não decorre de acordos pontuais. Está no ECD e foi uma árdua conquista que o acordo recente permitiu defender, para já.
2º – O recuo do ME e do Governo deve-se, em primeiro lugar, à pronta e determinada resposta da Fenprof. Não perceber isto, leva naturalmente a explicações fantasiosas.
E uma nota adicional:
O comunicado da Fenprof sobre indisciplina e violência nas escolas teve destaque em toda a comunicação social, mas foi omitido aqui. E, mais curioso ainda, os umbiguistas que se vangloriam de “pensar pela própria cabeça” comentar o comunicado sem conhecer antes a opinião do responsável pelo blog. Como não houve, calaram-se.
Março 21, 2010 at 10:46 pm
digo: não se atreveram a comentar
Março 21, 2010 at 10:50 pm
Olhem-me este #3, armado em fqp.
Março 21, 2010 at 10:50 pm
#2,
Boa noite.
Novamente a fazer turnos?
Caro amigo, não estou muito vocacionado para conversa da treta e muito menos para escritas da História encomendadas.
Por exemplo, ainda não anotei por aqui de forma muito acutilante um certo e determinado documento do Conselho de Escolas, que parece decalcado de algumas posições da Fenprof.
Terá havido “mediador”?
Já agora: esse comunicado agora engalanado como se fosse uma peça maior de qualquer coisa, deveria ser imensamente destacado aqui por alguma razão em especial?
Acaso lhe deram a ideia que o “Umbigo” se tinha tornado uma subsecção de alguma organização?
Se lhe disseram isso ou o enganaram ou enganaram-se.
O resto são provocações às quais respondo com a bonomia ácida de quem conhece essas tácticas desde a “indolescência”.
Março 21, 2010 at 10:51 pm
fcp.
Hehe.
Março 21, 2010 at 10:57 pm
#5
Como sei que aqui não se pratica deliberadamente a censura por omissão e são apenas coincidências, agradeço que me informe a que horas posso comentar, sobre que temas e em que termos.
Ou que assuma, sem suterfúgios, que só há espaço de antena para os yes men.
Março 21, 2010 at 11:01 pm
Hei! FCP, nada! É do fígado, mesmo. Acho.
Março 21, 2010 at 11:01 pm
#7,
Ui, ui, ui…
Que sensibili!
E as Yes woman?
E Yes boys and girls?
And the fracturating ones?
Março 21, 2010 at 11:07 pm
E perguntados, aos costumes disseram nada.
Durmam bem.
Março 21, 2010 at 11:15 pm
#10,
Mas o que é que há a responder?
Acaso a chuva não molha?
O ar não se respira?
O fogo não arde (mesmo quando não se vê)?
Nota-se por aqui uma certa amargura.
Embora engorde há sempre a hipótese de fazer como eu que “é mais bolos”.
Março 21, 2010 at 11:20 pm
#7
Dá um tiro nos miolos que isso passa.
Em tempo, coloca os miolos dentro do cano, só assim poderá ser que não falhes.
Março 21, 2010 at 11:22 pm
Já ninguém dorme bem se não forem os drunfos Gundi…a bem dizer enquanto nós nos degladiamos sobre o caminho a seguir outros tratam de escavacar totalmente esse caminho…logo quando chegarmos a uma conclusão qualquer caminho de cabras serve…porque só isso vai restar…The big sleep..
Março 21, 2010 at 11:29 pm
Este tema, que merece toda a atenção, deve ser bem pensado.
Caso contrário, é mais 1 edifício, uma discussão sobre regionalização: sim ou não?