ACTO DE CONTRIÇÃO

O crítico não deve dizer apenas mal disto e daquilo, ou de fulano e sicrano. Também deve dizer tudo o que ache positivo ou esteja a ser bem feito, no domínio que escolheu para criticar.

Eu pecador me confesso. Por isso vou hoje tentar redimir-me dos possíveis pecados ou excessos críticos.

Vou esforçar-me por dizer bem das pessoas e das instituições que já critiquei se calhar exageradamente.

Começo pela pessoa que mais tenho visado com as minhas críticas: José Sócrates, o primeiro ministro de Portugal.

Vou procurar dizer tudo aquilo que se poderá considerar positivo na política desenvolvida por Sócrates desde que é Primeiro Ministro deste país.

Ora, em minha opinião…Sócrates fez bem… tudo isto que vou dizer, sem qualquer hesitação. Entre outras coisas, Sócrates fez …, isto é… bom…, … ou seja…, ( desculpem, mas não me lembro agora de nada…).

Lá estou eu a exagerar…

Mas sendo um pouco mais justo com Sócrates, sempre direi que, sem ele no governo, Portugal teria hoje em dia muito menos diplomados com o 12º ano ( embora a saber exactamente o mesmo que sabiam com a quarta classe).

Sem Sócrates no governo, a Mota Engil não teria contratado o mais influente administrador que já teve ( Um senhor que se demitiu do governo Guterres, sem ninguém ter percebido porquê…), e, portanto, seria uma empresa menos cotada na Bolsa…

Sem o Engenheiro Sócrates no governo, a Justiça não seria tão célere a resolver certos processos ( mesmo que seja, pela destruição de provas ou de arquivamentos).

E mais:

Sem este primeiro ministro, que seria de certos políticos de carreira, hoje tão importantes, como A. Santos Silva, José Lello, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão, e outras  sumidades assim?

Concluindo, Sócrates não é como dizem uns ( sendo um deles eu próprio)  um político assim tão mau; ou, como dizem outros, um político assim  tão extraordinário.

Sócrates, em minha opinião, é apenas um político um pouco abaixo do medíocre, e nada mais. E asseguro-vos que, agora, não estou a exagerar.

Cunha Ribeiro