PLANO DE EMAGRECIMENTO COMPULSIVO (PEC)

O que está agora na moda, caro leitor, é o famigerado PEC, ou seja, um plano económico-financeiro do governo que, com todas as letras, se chama: Programa de Estabilidade e Crescimento, o qual, num horizonte (por agora…)  de quatro anos, pretende colocar os portugueses que trabalham por conta de outrem na ordem, congelando-lhes os salários, e obrigando-os a pagar mais impostos, para que as contas públicas sejam decentes e aceitáveis aos olhos da “Corte” pluto-burocrata que se acastelou em Bruxelas.

Mas que coisa é esta chamada PEC? Para mim, que sou quase leigo em matéria de siglas, e cada vez mais me sinto perdido no que verdadeiramente significam (veja-se as várias mudanças que sofreu a sigla  PS,  cada vez mais parecida com PSD, ou mesmo CDS… Ou a sigla ONU, a que chamam Organização das Nações Unidas, mas mais parece uma espécie de Organização  Nacional de Utopias), para mim, dizia,  o PEC pode querer dizer outra coisa qualquer, menos aquela que o governo quer que diga. Na verdade, a sigla do momento, PEC, significa, em minha opinião, apenas o seguinte:  PLANO DE EMAGRECIMENTO COMPULSIVO.

E que espécie de Plano é então este? Muito simples de explicar:  Primeiro: – Trata-se de um PLANO “inventado” pelos ricos,  para continuarem a viver de “pança” abastada à custa dos pobres; Segundo:   -  É um Plano de EMAGRECIMENTO, porque os pobres vão ser obrigados a “fugir” do super-mercado e a desligar a arca frigorífica, visto os  seus vencimentos  terem sofrido um arrefecimento súbito, congelando por tempo indeterminado. Com a agravante de uma espécie  impostos com outro nome lhes subtraírem  uns “cifrões” de “gelo” ao salário, para derreter em cocktails de ricos; Terceiro:  -  É COMPULSIVO porque os pobres deste desgraçado país não vão ter outro remédio  senão cumprir o diabo do Plano, pois não se está a imaginar, pelo menos proximamente, outra “roubalheira” de cravos, como aquela que ocorreu há um pouco mais de três décadas… 

Ainda têm dúvidas sobre a extraordinária “ bondade”  com que o governo concebeu este PLANO?   Pois  não tenham que  eu também não… Sobretudo depois de ouvir o ”estrangeiro” mais “proburguês”  de BRUXELAS ( O D.R. ) dizer que o PEC está muito bem concebido…

Pois está, Sr Comissário Barroso… Pois está…

Cunha Ribeiro