Agora há quem ande a dizer que há coisas introduzidas para retirar em seguida, para dar a ilusão de cedência do ME. Mas, mesmo que retirem TUDO o que introduziram esta semana, isso significa que não cederam em NADA nestas negociações.
Se os sindicatos alinharem na encenação, afirmando depois que foi uma grande conquista o não ficar lá o que não estava, é lá com eles.
FENPROF reúne esta 5ª feira com Secretário de Estado sem abdicar de reunião com a Ministra
A FENPROF solicitou (dia 16) uma reunião com a Ministra da Educação para esta quinta-feira, à tarde. Ainda durante o dia 16 (terça-feira) a reunião foi marcada para as 15 horas desta quinta-feira, dia 18, mas sem a presença da governante que, alegando impedimento de agenda, será substituída pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
Março 18, 2010 at 3:57 pm
Este é o erro em que os sindicatos têm caído nos últimos anos: pensam que ganham, mas apenas conseguiram que fossem retiradas algumas propostas radicais e substituidas pelas que o Governo realmente queria…
Março 18, 2010 at 4:05 pm
É o que se chama de encornamento.
Março 18, 2010 at 4:12 pm
# 2
Não. Nem tanto.
É mais o que se chama a técnica dos saldos (como o tinha já afirmado em posts mais antigos).
Já antes a utilizaram e, provávelmente, irão usar novamente. Depende de nós sairmos da letargia ou continuarmos a olhar para a biqueira dos sapatos.
Já deixámos,impávidamente,
Março 18, 2010 at 4:14 pm
desculpem
cont.
um ardil ser concretizado. Vamos, agora, cair noutro?
Março 18, 2010 at 4:15 pm
É importante salvaguardar os direitos dos que querem aprender (ou que simplesmente querem manter a sua integridade psicológica e/ou física). No fundo é importante que a escola seja um espaço de decência.
-> Afastar da escola (espaço físico), por algum tempo, com e-learning (obrigatório e gratuito) como solução. Isto para os alunos mais crescidos.
-> Para os que não podem ficar em casa com o computador, multas para os pais, já que é de desrespeito ao Estado que estamos a falar, de uma forma muito mais grave do que estacionar mal um carro.
Março 18, 2010 at 4:21 pm
A estarégia do ME é retirar o acordo da noite de dia 7 sem sofrer as consequências negativas na opinião pública da sua responsabilidade.
Lembram-se da notícia do Expresso sobre a despesa anual do acordo com os sindicatos?
Março 18, 2010 at 4:30 pm
# 1
É, não é?
Desde que me lembro que, repetidamente, os sindicatos caem neste tipo de erro… Não há meio de o evitarem com a experiência adquirida.
Outro dado adquirido, todo o santo ano, são uns diazitos de greve avulsos assim como que por causa do direito do funcionário público a ter o coiso do direito da cena do estatuto do trabalhador e técnicos superiores para as coisa dos aumentos e mais as reformas e coiso. Vai-se a ver nunca se percebe no que é que dá, se ficou alguém melhor ou não e dá-nos aquele amargo de boca quando vem aquele pensamento recorrente à cabeça “Rais’me parta se não é com o dinheiro que me descontam destes dias de greve que me vão pagar o aumento de 0,025%, daqui a 7 anos…”.
Março 18, 2010 at 4:34 pm
As greves as avaliações não resultam mas reuniões de conselhos de turma que durem uma semana ou mais nada apodem fazer. Chama-se a isso greve de zelo.
Março 18, 2010 at 4:34 pm
“Não Era Melhorem Irem Comer Uns Tramoços e Minuins?”
Atão, num éra!!! Amais umas mines!
Março 18, 2010 at 4:48 pm
# 7
Só há uma diferença: todas as alterações contemplam uma normazita transitória especial para sindicalistas… é cá uma coisa que me fica… claro que os sindicalistas são importantes, mas com estas “conquistas” todas e com o sumo que delas sai…
Março 18, 2010 at 5:06 pm
Hoje tive reunião sindical na escola com o subpresidente do SPGL ( o nome é esquisito e esqueço sempre).
Muito simpático, por sinal.
Bem, mas o que fiquei a perceber foi isto:
1. Algumas questões deste projecto de estatuto foram lá colocadas para virem a ser moeda de troca nas negociações. Falou especialmente das questões de “mobilidade”.
2. O pior deste assunto “mobilidade” seria o seguinte: se , por acaso, um de nós decidisse mudar para outra zona, por lá ficaria 4 anos e não poderia regressar ao “mapa” da antiga escola. Cá para mim, isto é o mesmo que concorrer e querer manter vaga na escola anterior. Não percebi lá muito bem. Apenas, que deixa de haver as tais situações de destacamentos e requisições.
3. A mobilidade intra-carreiras permitiria que fossemos deslocados para outros serviços que não escolas, e vice-versa. Ou seja, perdia-se a “identidade docente”.
Aliás, lembrou-nos que já não somos funcionários públicos, mas sim “trabalhadores em funções públicas”.
4. Os mais desprotegidos são os contratados que ficam directamente dependentes do M. da Justiça.
Perguntei se não era o mesmo para os dos 2 escalões intermédios. Disse-me que os das notas mais altas não tinham esse problema e os outros tinham as tais percentagens. Isso já sabíamos.
5. Disse que o Ventura é muito esperto e é ele que trata de tudo. A Alçada é uma “totó” ( sic) que não sabe o que diz…
E foi mais ou menos isto…
Em seguida falou-se das apreciações intercalares e de como o simplex ainda vigora para os contratados.
Depois saí. Tinha aulas.
Março 18, 2010 at 6:44 pm
“Este é o erro em que os sindicatos têm caído” lamento, mas não acredito que tenham caído em erro algum. Eles sabem muito bem o que fazem. A política é mesmo assim. Pouco séria. Os cozinhados são feitos entre eles (sindicatos e ME) e o resto é para inglês ver. Entendimento parte II, ou III, ou IV.
Março 18, 2010 at 7:01 pm
Todos vamos sendo ludribiados, uma ou outra vez…
Eu, por exemplo, já comi muito porco “branco”, pensando que estava a comer postas de Barroso…
Março 18, 2010 at 7:07 pm
#11
Não é sub-presidente, é vice-presidente.
o nome é esquisito, mas engraçado.
Não é para dizer.
assim como não se diz que chamou tótó à ministra.
Pode ofender os tótós.
Março 18, 2010 at 8:06 pm
O que eu não entendo é como pode o simplex ( decreto-regulamentar do 2/2008) ainda estar em vigor.
Julgava que, qdo um decreto-lei era revogado ( substituído por outro), os decretos que o regulamentavam tb caíam…
Março 18, 2010 at 8:14 pm
Essa dos tremoços…era nas casas de meninas antigamente.
Não há casas de passe? Temos o ME,é o mesmo!
Março 18, 2010 at 8:19 pm
Tenho tantas saudades de comer tremoços com as cervejolas!
Às vezes peço. Riem-se. Já ninguém oferece um pratinho de tremoços…
Março 18, 2010 at 9:19 pm
Espertinhos…. metemos uns pontos inaceitáveis o pessoal começa a fazer barulho, e nós bonzinhos retiramos para ficar TUDO como queríamos… porreiro pá !!! Assim é que é negociar….
Março 19, 2010 at 2:26 am
#15
E caem. (Também) por isso é que ainda não há novo estatuto. Quando publicarem o novo ECD ficamos sem Decreto Regulamentar, até que façam outro.
Março 19, 2010 at 10:04 am
#19
Ou não, se nas disposições transitórias se disser que se mantêm em vigor até que haja novos. Não era a primeira vez.