Março 2010


Devendra Banhart, Baby

Recebi por mail, com 10 exemplos  (aqui só incluo sete por alguns não conterem descrição, mas apenas identificação do material), tudo acompanhado com documentação visual a comprovar que não uso, por levantar algumas questões que podem ser delicadas, a menos que eu retire a identificação da escola.

Confesso-me culpado ocasional do «Boa Sorte», mas justifico com o facto de, em alguns casos, se tratar mesmo de sorte o preenchimento correcto de algumas respostas…

Partilho a embirração miltante quanto aos 3-, 3+ e congéneres em especial quando atribuídos no 3º período (pois!!!).

Caro Paulo!

Na sequência post “Coisas Incómodas” envio-te mais algumas coisas que fazem parte de um conjunto de peças a que vou dar o título de “Museu dos Horrores das Práticas Educativas”.

1 – Cabeçalho – Considero que as fichas de avaliação não dependem da sorte mas do conhecimento. Ao desejar-se boa sorte porventura, na correcção, o professor considera a possibilidade de se ter azar?
Será uma questão de sorte ou azar?

2 – FAA diária – Todos os dias, em que têm a disciplina, os alunos têm que preencher a ficha de auto-avaliação diária que, naturalmente, constituirá o registo de observações aula-a-aula do professor. Será?
No final de cada período por que se pede a auto-avaliação ao aluno?

3 – FAA diária 2 – Outra versão um pouquinho mais rigorosa.

4 – Mat. – Uma Ficha de Trabalho Fomativa com Classificação, que é dada para os alunos se prepararem antes da Ficha Sumativa e que vale, mais ou menos 10%, dos 80% atribuídos à componente do conhecimento. Ou seja, não vale nada!…

(…)
7 – Teste de Geografia, muito completo e com a Informação de MUITO BOM -. Presumo que deva haver o MUITO BOM +, ou, quem sabe, o XL?

8 – Final do teste referido em 1, onde se reitera a BOA SORTE. Se calhar é mesmo precisa, para além dos conhecimentos ou competências, ou lá o que o professor quiser…

9 – Ficha de Trabalho Formativa 2 – Outra ficha idêntica à referida em 4, com uma correcção do cabeçalho para melhor!… Agora já não fala em Observação mas em Classificação. Saberá esta gente o que se pretende duma Ficha de Trabalho, duma Ficha Formativa, duma Mini Ficha de Avaliação, ou de um Teste de Avaliação?

(…)

A. F.

Constâncio alerta para descida do nível de vida

Interrogo-me eu: Como é possível este nível de acuidade intelectual num cérebro só?

Uma questão de princípio…

Eis a minha tomada de posição, apresentada ou a apresentar nos diversos conselhos de turma de que sou membro, em que, no âmbito das provas de recuperação, decido deixar de ser marioneta deste perverso sistema educativo:

(Continua…)

Mais uma cavadela, mais uma minhoca.

O Governo quer agilizar os procedimentos disciplinares. Actualmente, os professores não têm a formação jurídica necessária para todos os passos necessários de um procedimento instaurado a um aluno.

Quanto a outros pormenores da notícia, repito pela enésima vez que, apesar dos defeitos do diploma, ou muita gente nunca leu o Estatuto do Aluno ou teve dificuldade em colocar algumas medidas que lá estão em prática.

Em matéria discipoinar, o 270/98 era ainda mais burocrático e moroso nos procedimentos.

Lamento, mas os procedimentos só não são mais céleres quando o órgão de gestão de encolhe.

Seria descortês fazê-lo antes da publicação em papel, que eu sempre venero:

Professores queixam-se de «pressões» para não dar negativas

«Há pressões, sempre houve», garante Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, que publicou o cabeçalho dos testes de uma escola básica, onde os alunos devem assinalar com uma cruz o grau de dificuldade da avaliação.

Fenprof satisfeita com alterações propostas ao Estatuto do Aluno

Quantos professores, e outros interessados, tomaram conhecimento delas? Que tipo de debate foi feito?

E o que garante que as propostas – sejam elas quais forem, que não sabemos exactamente -  não levam com um bravo deputado da Nação em cima e se tornam outra coisa?

Já agora, por diversas razões, a criação de mais um Observatório parece-me absolutamente inútil, até por já existirem estruturas com este tipo de função.

Quanto à recolha dos dados, seria interessante que, por uma vez, tivessem critérios coerentes durante mais tempo do que levava a cassete da Missão Impossível a autodestruir-se

Conforme os elementos que forem chegando:

  • Critérios de certificação em TIC.
  • Avaliação dos órgãos de gestão.

A programação segue dentro de momentos…

Público, 31 de Março de 2010

Denúncia interessante e útil até ao ponto em que se relacione o desespero individual ao clima de desrespeito e ofensa sistemática a que muitos docentes têm sido submetidos ao longo dos anos, não estando isento dessa responsabilidade a tutela. Relacionar directamente à avaliação do desempenho, já me parece mais…

Nome de Durão Barroso envolvido no negócio dos submarinos por investigação alemã

Durão nega “qualquer intervenção directa” na compra dos submarinos

Apenas dois detalhes:

  • Repare-se na expressão “qualquer intervenção directa“. Nem é necessário um diploma das NO em hermenêutica do discurso político enrolado para perceber que coiso. Mas indirecto.
  • É patético ver Ricardo Rodrigues falar destas notícias com car de caso, quando há pouco desvaloriza outras notícias quando envolviam o engenheiro. Serei só eu a achar que este ditoso deputado da Nação tem um certo ar de perú a quem ainda não anunciaram o Dia de Graças?

Cravinho: “A corrupção política está à solta”

Guardei para divulgar perto do acontecimento e o resultado é que não reparei que as inscrições eram limitadas e tinham prazo :( .

Em anexo remetemos informação sobre 2 actividades no âmbito do TEIP de Darque:

Dia 1 de Abril (Manhã) – seminário com Luís Picado (Doutorado em Psicologia, professor da U. Lisboa) sobre indisciplina (SIRD – Darque)
Dia 9 de Abril (Manhã e Tarde) – seminário sobre autismo organizado em parceria com a associação dos amigos dos autistas (Biblioteca da Escola EB23 Carteado Mena – Darque)

A todos os destinatários deste mail desde já convidamos a estar presentes nas iniciativas e pedimos a melhor colaboração na divulgação (sinalizando as datas e eventos junto de quem lhes possa parecer que neles tenham interesse).

Dado o interesse geral da actividade de dia 1 de Abril permitimo-nos destacar o interesse mais específico para o Ensino Especial, Pré-escolar e 1º ciclo do seminário de dia 9 de Abril.

Temos todo o gosto em partilhar estas actividades com o máximo de participantes possível contudo salientamos que tendo as salas capacidades limitadas seria útil confirmarem a presença (via telefone para o agrupamento).

Para qualquer assunto podem contactar a direcção do agrupamento ou a coordenadora do TEIP (Selma Rego).

Agradecendo desde já a colaboração na divulgação e a presença,

Luís Sottomaior Braga
Director do Agrupamento

Anexo: SeminarioIndisciplina.

Não comprei em papel para guardar no Museu dos Horrores, mas está online a notícia que vem na p. 10 do Público em que Isabel Alçada é citada como pretendendo eliminar as repetências por serem «um mal que gera conflitualidade».

Só a força e poder do argumento chegam para esmagar qualquer um.

Olhe, cara senhora ministra, elimine o engenheiro do cenário político e muita conflitualidade desaparecerá do país. Se o argumento é esse, estamos conversados.

Mas como não é, como a verdade é outra e já por demais falámos deste assunto e eu escrevi por aqui, vou resumir-me ao essencial de forma curta e grossa.

  • Pelas bandas do ME, em especial no âmbito de um grupo de amizades longas a que a actual ministra não será estranha, existe uma enorme confusão (será mesmo?) acerca do trajecto dos sistemas educativos modernos e entre o culminar de um processo e o próprio processo. A eliminação das repetências no Ensino Básico foi uma consequência – o produto – em diversos países, da maturação do processo de alfabetização e de literacia das populações, não o processo que levou a essa maturação. Não conheço, e olhem que li muita coisa sobre isto, acreditem, nenhum estudo que demonstre uma relação causal entre eliminação de repetências e desenvolvimento educacional de um país. A relação é inversa. Atingida a velocidade de cruzeiro, é possível tal medida. Antes é um erro crasso, trágico mesmo, em virtude da cedência a uma pressão virada para o sucesso estatístico.

  • Uma medida deste tipo, no actual momento e contexto educativo, será a pedra de toque para o completo desmoronamento de uma cultura de rigor na Escola Pública, só servindo para a tornar uma escola de 2ª ou 3ª categoria destinada a acolher os coitadinhos de um tipo (social e economicamente desfavorecidos) ou outro (líricos ou românticos que ainda acham que devem ser coerentes com os seus princípios…), enquanto o sector privado florescerá por oferecer um outro modelo de escola. Para além disso, a eliminação de barreiras à progressão será – repito-o, sem qualquer dúvida – uma medida que agravará ainda mais a erosão de um clima de responsabilidade e empenho em todos aqueles – professores e alunos, antes de mais – preocupados em manter um maior grau de rigor e dificuldade no seu trabalho. Ao forçar uma indiferenciação do sucesso a todo o custo, com uma escala de valorização do mérito curta e sem qualquer tipo de destaque e recompensa, a tentação será o acomodamento da maior parte e a fuga dos elementos que se sintam mais visceralmente ofendidos por esta cultura laxista e pretensamente inclusiva. Para além disso, não haverá qualquer tipo de Estatuto do Aluno ou medida de qualquer tipo que sirva de barreira ao aumento da indisciplina e demissão do envolvimento das actividades lectivas, quando não existe qualquer medida sancionatória e o clima geral do país é de descalabro ético e moral.

Mais vale mesmo passarmos um diploma universitário a cada criança no momento em que nasce, datado do dia do seu 21º aniversário, mesmo que calhe a um domingo.

Ahhhhh…. ia-me esquecendo… e transformem os professores em transportadores de material e animadores de recreios. Ou substituam-nos por tarefeiros pagos com o ordenado mínimo à medida que nos formos aposentando ou demitindo de funções.

Agora é que eu quero ver a reacção de algumas e determinadas personalidades se esta medida for mesmo em frente…

Reforça o espírito de grupo e permite poupanças à unidade de gestão.

Al Williamson, Flash Gordon

Hot Chip, One Life Stand

É uma proposta e, como se sabe, na revisão ou revogação da lei 3/2008a.k.a. Estatuto do Aluno – é o Parlamento que decide, mas os sinais a partir da 5 de Outubro são no sinal do parado-paradinho, dizer que se mexe, mas não mexer.

Aliás, porque o anúncio de se passar a fazer a diferenciação entre faltas justificadas e injustificadas era mera cosmética (a tipificação - como agora se diz – das faltas justificadas, que conduz à definição por omissão das injustificadas, já estava no artigo 19º) e o mesmo se passava com o anunciado reforço dos poderes dos directores para suspender preventivamente (artigo 47º).

Portanto, resta uma mão cheia de nada e outra aberta para o peditório das palmas de um público distraído.

Quanto às «significativas mudanças» nas punições, fico sentado à espera para ver… até porque… o resto da conversa é daquele tipo (bocejo, bocejo, bocejo) muito característico do eduquês mais vazio de conteúdo.

Ou seja: o aluno não chumba (ou fica retido ou não transita ou…) por faltas, mas por causa das aprendizagens que não fizer, se as fizer passa, mesmo que falte, sendo que faltando o mais certo é não realizar as aprendizagens que o levam a reprovar (chumbar, ficar retido, não transitar…) por causa das aprendizagens não realizadas e não por causa das faltas que, por si só, não são razão para…

E o conselho de turma é que parece que deve impedir o aluno de faltar. Bem estava a colega de Almodovar que ontem disse que os DT lá da escola dela vão à casa dos alunos, só restando saber se fazem guia de marcha ou recebem gasolina e/ou gaspeantes em espécie ou géneros…

Confusos? Não fiquem. Já estávamos todos, basta permanecermos.

Eis excerto da peça da TSF:

A ministra da Educação revelou, esta terça-feira, que os alunos com excesso de faltas não vão reprovar automaticamente, por considerar que o Estatuto do Aluno defende apenas a aprendizagem.

«A nossa proposta de Estatuto [do Aluno] não inclui a reprovação por faltas. A reprovação decorre da insuficiência da aprendizagem se assim o conselho de turma o entender», afirmou a ministra, em declarações aos jornalistas, no final de uma audição na Comissão de Educação da Assembleia da República.

A governante acrescentou que «se o conselho de turma verificar que há uma aprendizagem o aluno passa», mas a escola deverá «impedir que o aluno repetidamente falte à escola», porque se isso acontecer, «naturalmente que não vai conseguir aprender».

«Sentimos que não devemos associar a ausência da escola à repetência», reiterou.

O novo Estatuto do Aluno, que, de acordo com a ministra da Educação, prevê mudanças significativas nas punições, vai seguir para Conselho de Ministros «muito em breve».

Eu aposto, e não me importo de apostar big time, que se fosse passada a pente fino, a maior parte dos procedimentos para a escolha do(a)s Directore(a)s encalhava no Tribunal.

Bombeiros anulam eleição de director escolar

Tribunal administrativo entende que o representante dos bombeiros deveria ter sido indicado pela direcção e não pelo comandante.

Para mim a utilização do termo bullying só tem a vantagem de resumir num termo a expressão mais longa «coacção física e/ou psicológica exercida, de forma continuada, por um indivíduo ou grupo de indivíduos sobre outro indivíduo ou grupo de indivíduos».

Pode acrescentar-se que os agressores o fazem em virtude de uma situação de vantagem ou domínio (físico, de número…) mas não é indispensável.

O que significa, já sabemos há muito.

Tipificar, se for no sentido de escrever 34 alíneas a explicar que chamar todos os dias caixa-d’óculos a alguém não conta como bullying mas calduços bem assentes no cucuruto já conta, também acho assim como que perda de tempo.

Governo avança com tipificação do bullying como crime

Consta que já não há bilhetes, logo agora que valia mesmo a pena voltar tantos anos (17!) depois da ZOO TV Tour…

Interpol na primeira parte dos concertos dos U2 em Portugal

O grupo rock norte-americano Interpol vai assegurar a primeira parte dos dois concertos que os U2 vão dar em Outubro em Coimbra, anunciou a promotora Ritmos & Blues.

Os concertos dos U2 em Portugal estão marcados para os dias 2 e 3 de Outubro no Estádio Cidade de Coimbra e estão esgotados há vários meses.

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