Fevereiro 2010


Alberto João Jardim justificou há pouco na RTP1, perante Judite de Sousa, o não pedido do estado de calamidade para a Madeira pelas seguintes razões:

  • Não é necessário para receber os fundos comunitários.
  • Seria uma calamidade para o turismo.

Estamos conversados.

… para acudir ao senhor deputado:

Isabel Alçada diz que projecto do Parque Escolar trará benefícios públicos

(…)

Durante a audição da ministra nas comissões de Educação e Ciência e Orçamento e Finanças a propósito do Orçamento do Estado para 2010, que ainda decorre, o deputado Bravo Nico, do PS, considerou que “este é um orçamento que vai para dentro da sala de aulas e se senta à secretária com o aluno”.

No Ad Duo, a partir de uma ideia igualmente do Arlindovsky.

Será que o ME aceita a progressão ao 5.º e 7.º escalão sem contingentação até final de 2011?

Isto está a ficar giro, penso eu de que…

O Arlindovsky também me mandou dizer que está quase a soltar a franga:

Este post é meio esotérico, mas já este é delicioso.

Soares Carneiro renuncia ao cargo de administrador executivo da PT

Li este fim de semana no Expresso, Fernando Nobre a pedir – e muito bem . para o debate político sobre as presidenciais ser elevado.

Assim não vamos lá:

“Manuel Alegre? Mordidelas de mosquitos não me importunam”

PT queria pagar silêncio de Moniz

Escutas entre Penedos e Rui Pedro Soares mostram receio pelos “estragos” que uma comunicação do director da TVI poderia fazer no “esquema”.

Afinal não era enganar o público e a empresa, era apenas o Figo. Ou seja, eu não sou esse tipo de mentiroso, sou outro, mas mentiroso na mesma.

Lindo.

João Carlos Silva alega que quis fintar Figo na Taguspark

Caso Figo. O gestor vai esta semana explicar à administração da empresa a sua versão das escutas em que foi apanhado a falar do negócio

Tudo não passou de um plano para enganar Luís Figo. Esta é a explicação que o administrador executivo, João Carlos Silva, deverá dar aos accionistas da Taguspark sobre as escutas telefónicas que levaram o DIAP a suspeitar que o contrato publicitário entre a empresa e o ex-jogador tivesse servido para “pagar” o apoio político a José Sócrates.

Fonte próxima do gestor – que negociou o acordo à revelia do Conselho de Administração, mas não da Comissão Executiva da Taguspark – disse ao DN que nas conversas telefónicas com o advogado Paulo Penedos, já publicadas na imprensa, João Carlos Silva discutia como seria preciso “tapar os olhos” aos agentes de Figo, para “pôr aquilo a render dinheiro”.

Segundo a mesma fonte, o ex-jogador terá começado por exigir 250 mil euros por ano durante cinco anos (1250 euros), nessas negociações. O contrato, que alegadamente foi assinado, é de três anos e tem um valor de 750 mil euros (distribuídos da seguinte forma: 350 mil, mais 200 e mais 200) e uma cláusula sobre a renúncia.

“A ideia”, explica, “era que Figo gravasse um vídeo publicitário no primeiro ano – e as principais coisas da campanha – e depois denunciava-se o contrato para não lhe pagar o acordado, nos restantes anos.”

Franquin/Batem, Marsupilami

That Petrol Emotion, Big Decision

Mas confesso que não consegui ainda perceber porque a chuva e o vento me estreitaram a banda ao ponto de não conseguir ouvir o que queria para escolher a musiquinha da noite.

Do anonimato na blogosfera

Eu confesso que reduziria a Formação Cívica a 45 minutos e, quanto muito, manteria 90 minutos para algo como o Estudo Acompanhado mas nos moldes inicialmente idealizados e não como extensão de outras disciplinas. Quanto a projectos, se são transversais e transdisciplinares, não precisam de uma área específica.

Está disponível no Blog deAr Lindo.

Em comentário a um post anterior, o kafkazul escreve que entre os professores em exercício nas escolas não é possível colher uma opinião unânime sobre a orientação de qualquer reforma curricular.

Eu concordaria quanto ao unanimismo, mas discordaria quanto à possibilidade de conseguir consensos muito alargados. Claro que sempre com descontentes, mas muito alargados.

No meu comentário em resposta adiantava que é possível encontrar esse tipo de consensos amplos, na ordem dos 70-80%. Garanto que não tinha ainda espreitado os resultados globais da sondagem de ontem sobre a duração preferida para as aulas nos 2º e 3º CEB.

Há poucos minutos eram os seguintes:

Como é fácil perceber-se, a alteração da duração das aulas – feita com base num projecto inicialmente pensado para o Ensino Secundário - foi feita sem grande concordância dos professores e, apesar dos anos já passados, a maior parte não parece convencido da bondade da experiência.

Falando por experiência própria, enquanto professor de LP, HGP e TIC, eu diria que a experiência só reulta razoavelmente nas aulas de TIC. Quanto a Língua Portuguesa, considero que 50+50, com intervalo, é uma solução muito melhor. E quanto a HGP discordo que, com a actual carga horária (90+45 ou apenas 90 num dos anos do 3º CEB), a opção pelos 90 minutos seja útil.

Esquece-se tantas vezes que os miúdos entre os 10 e os 12-13 anos têm um atention span que não se compadece com blocos de 90 minutos e que o trabalho numa disciplina teórica nem sempre pode ser fragmentado de um modo que acabe por reduzir uma aula de 90 minutos a uma parte verdadeiramente significativa em termos de aprendizagens de apenas 30 ou mesmo 40. Não vale a pena dizer-se que se podem fazer fichas, pintar mapas, etc, etc. Isso será verdade, mas não é menos verdade que dessa forma se torna quase impossível cumprir minimamente qualquer programa disciplinar.

Mas não é só quanto à duração das aulas que se podem encontrar consensos. A redução das ACND também é algo quase pacífico, mas sobre isso se seguirá, do mesmo modo, uma sondagem, assim como sobre temas eventualmente menos consensuais como a transformação de certas áreas transversais em espaços curriculares creditados.

Até podiam ser advogados, sapateiros ou lavradores. Mas é estranho, muito estranho, quando particulares se colocam a caminho e chegam onde não chegam os meios de protecção civil.

Eu sei perfeitamente que a ajuda precisa de ser preparada, mas há algo que me escapa nisto tudo.

Por exemplo: não há um helicóptero no arquipélago? Que, pelo menos, pudesse sobrevoar o local para avaliar a situação e fazer-se ouvir?

O excerto seguinte é de uma notícia da TSF sobre a situação em Curral de Freiras.

Entretanto, a TSF falou com o director da escola de Curral das Freiras que esteve este domingo de manhã na localidade e que contou que no caminho para este local encontrou muitas derrocadas e deslizamentos e «pessoas a chorar».

Joaquim Sousa adiantou ainda que os habitantes locais ficaram com mais esperança quando viram o director da escola, mais dois professores, porque «não estavam claramente sozinhos» e porque «atrás de nós vinha muito mais gente e o socorro ia chegar».

«Aquela população podia contar com todos nós não só no concelho, não só na região, mas no país todo estávamos com olhos virados para eles. Certamente que o socorro não ia faltar», acrescentou.

Este professor deu ainda conta de informações que falam mortos e desaparecidos, mas também na «vontade de reconstruir tudo».

Joaquim Sousa confirmou ainda que as escolas e o centro de saúde locais estão de pé, mas lembrou que as «pessoas estão ansiosas por ajuda» e que na zona da Seara Velha as coisas foram mais complicadas.

Questionado sobre como chegou a Curral das Freiras, este professor disse que teve de «passar por quebradas, árvores caídas, rios de lameiro e pedras que caíam à nossa volta».

Dutch cabinet, Balkenende’s fourth, collapses

The Dutch coalition government fell in the early hours of Saturday morning because it could not come to an agreement over whether to extend the Netherlands’ military mission in Afghanistan.

Repare-se na singeleza da declaração do PM. Tenha ou não razão, as coisas são descritas de modo factual. Desentenderam-se, não há confiança, cada um vai à sua vida. Outros hábitos. Outras formas de viver a democracia política.

Balkenende’s statement after cabinet meeting

Arquivamentos desmentem PGR

Despacho assinado por Pinto Monteiro contraria o que o próprio disse em comunicado. Afinal, a não-divulgação não se deveu à escutas de Sócrates.

PGR mentiu ao Parlamento

Pinto Monteiro recusou ao PSD despacho, alegando que continha escutas de Sócrates. Mas estas não constam.

Durante os últimos meses, o procurador-geral da República recusou (até ao grupo parlamentar do PSD) o acesso aos despacho de arquivamento ao crime de atentado contra o Estado de d ireito, alegando que os documentos continham escutas entre Armando Vara e José Sócrates, mandadas destruir pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento. E, caso as revelasse, estaria a violar a decisão de destruição. Porém, num dos despachos em causa, a que o DN teve acesso, em lado algum aparecem as conversas entre Sócrates e Vara.

Aliás, na página 3 do despacho de 18 de Novembro, cujas conclusões foram reveladas esta semana pelo DN, Pinto Monteiro revela que nem levou em consideração as escutas entre Vara e Sócrates que, conjugadas com as restantes já conhecidas, levaram o procurador João Marques Vidal e o juiz de instrução António Costa Gomes a considerar que estava em causa um crime de atentado contra o Estado de direito.

Este dado novo, que consta do despacho do procurador-geral de 18 de Novembro de 2009, contraria frontalmente as informações por si prestadas nos últimos meses, quer em notas à comunicação social quer em resposta aos deputados do PSD, Fernando Negrão e José Pedro Aguiar-Branco. Refira-se que, por duas vezes, estes deputados requereram acesso aos despachos de Pinto Monteiro.

Vejo, sem querer acreditar, na RTP1 o bonzo jardinesco a dizer que se não deve dramatizar lá para fora a situação da Madeira até porque não se fizeram sentir efeitos assinaláveis no sector hoteleiro e, portanto, não há necessidade de não sei quê os mercados externos.

Pelos vistos, as dezenas de mortos não contam, desde que os hotéis estejam a funcionar sem grande perturbação.

Serei só eu com uma vontade incontida de esmurrar alguém, sem me procupar com os punhos de renda do politicamente correcto?

Temporal na Madeira – mapa interactivo

Madeira: 40 mortos, 70 feridos e 248 desalojados

A incompetência e ganância humanas também:

Erros urbanísticos que agora se pagam muito caro

Ambientalistas denunciam projectos que roubaram espaço às ribeiras que transbordaram.

Os madeirenses que vivem na Baixa do Funchal tentam reorganizar a vida, depois de verem casas inundadas, carros albaroados, estradas e pontes destruídas. Os que moram nas zonas altas nem querem imaginar o que vão encontrar quando descerem a encosta até à Marina. E há quem aponte o dedo às opções urbanísticas, como os ambientalistas

“A forte pluviosidade contribuiu para o que aconteceu, mas não é a única causa. Há um agravamento da situação devido aos erros do ordenamento do território que se têm cometido na ilha, em participar na costa sul que é a zona onde reside mais de um terço da população”, critica Hélder Spínola, dirigente da Quercus na Madeira.

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