Não se muda o programa, depois logo se vê, agora reajusta-se que é para ficarmos no início do caminho para uma direcção que não sabemos bem qual é.

E reajustemos de acordo com Inês Sim-Sim aquilo que fazíamos já de acordo com as orientações de Inês Sim-Sim. Que é consultora ou algo asim d0 ME para esta matéria desde que eu me lembro professor da disciplina.

Mas não seria melhor definirem as metas de aprendizagem em articulação com o programa da disciplina? É que programa está homologado há muitos meses, resultando de um trabalho perfeitamente independente do que está a ser feito agora! E agora? As metas seguem o programa ou vice-versa?

Já agora, alguém acredita mesmo que algo será feito nesta matéria sem ser o que Inês Sim-Sim disser que é para fazer? Alguém acredita que Isabel Alçada decretará algo diverso?

E como vai ser com as outras disciplinas? Alteram-se as metas mas não os programas?

Programas de Português do básico serão ‘ajustados’

Coordenadora das metas de aprendizagem da disciplina diz que ME pode rever programas, cuja aplicação foi adiada para 2011.

Os novos programas de Português do ensino básico – cuja aplicação foi adiada um ano pelo Ministério da Educação, para 2011 – poderão ainda ser alvo de “alguns ajustes”, para reflectirem a reorganização curricular e as metas de aprendizagem que estão a ser traçadas para esta disciplina. Quem o diz é Inês Sim Sim, da Escola Superior de Educação de Lisboa.

A especialista – que coordena os programas de formação dos professores de Português do 1.º ciclo e lidera o grupo de trabalho que está a definir as metas de aprendizagem da disciplina – lembra que os programas estão “organizados por ciclos”. Já os referenciais para o tipo de conhecimentos que os alunos devem obter, em áreas como a escrita e domínio da leitura, “têm por base os ciclos”, mas chegarão a tipificar o tipo de conhecimentos a obter “ano a ano”.

Inês Sim Sim ressalva que o seu papel é de consultora do Ministério, ao qual caberá decidir, ou não, avançar para a revisão do programa. E diz que a ambição, assumida pela ministra Isabel Alçada, de melhorar as aprendizagens não depende necessariamente de grandes alterações. “Os programas são linhas descritivas do que os professores têm de ensinar. As metas são objectivos mínimos para os alunos atingirem”, explica.