Relembremos que o acordo foi apresentado pelos sindicatos signatários como uma fase indispensável para desbloquear a negociação de outras matérias.
Foi nessa, e acho que quase só nessa, condição que muita gente deu o benefício da dúvida ao dito acordo, assinado às pressas naquela noite de 7 para 8 de Janeiro. Falo por mim, que achei estranho o que se passou mas quis acreditar que algo mais nasceria do acordo.
Será que afinal os que na altura gritaram aqui-d’el-rei é que tinham razão?
Expliquem-nos lá agora se é apenas a ministra que tem explicações a dar…
Fenprof: Isabel Alçada deve uma explicação aos docentes
Fevereiro 25, 2010 at 4:42 pm
Eu gritei.
Fevereiro 25, 2010 at 4:53 pm
sem comentários.
Quem deveria dar explicações seria quem assinou a merd@ do acordo sem garantias nenhumas…Basta recordar a suspensão da avaliação cujo despacho ainda se encontra em vigor e será aplicado aos contratados e a quem mudar de escalão durante este ano lectivo…
Fevereiro 25, 2010 at 5:03 pm
Ontem, na minha escola, houve reunião do director com todos os que, supostamente, necessitam de avaliação intercalar (já ouvi falar em «apreciação intercalar», que não é bem a mesma coisa). Para mal dos meus pecados, estou nesse rol. Voltei a ser confrontada com os malfadados objectivos individuais, que terei de entregar até dia 8 de Março. Escusado será dizer que ando «doente» com tudo isto. No ano lectivo passado, sucederam as maiores «loucuras» e injustiças na minha escola. Fiz todas as greves, fui a todas as manifestações, insurgi-me contra toda esta farsa mascarada de «promoção da melhoria do ensino e da aprendizagem», não pedi (só o verbo me causa arrepios na espinha) Muito Bom ou Excelente. Agora, graças a um fabuloso acordo com os Sindicatos (que, a propósito, não me representam), vejo-me nesta vergonhosa situação – tenho de engolir um sapo do tamanho de um boi! Ou isso ou fico a marcar passo para sempre! Não aspiro a ser mártir! Estamos fatalmente encerrados nesta «austera, apagada e vil tristeza» e, temo, sem grandes esperanças de sairmos dela brevemente. Quem me dera ter coragem para não entregar coisa alguma e marimbar-me para tudo isto…
Fevereiro 25, 2010 at 5:20 pm
#3
Bem, Rosa martins, resta-lha a consolação de q não está sozinha. Na minha escola, não há NINGUÉM com quem fale q não esteja como nós. Que fazer, face a este quadro deplorável?
Eu dou aulas o melhor q posso, porque os alunos merecem todo o meu respeito.
Sou exigente com o comportamento, porque estou, de tal forma cansada, q não aguento nenhum barulhinho.
Fiz teste hj e já vi meia dúzia, portanto cumpro os prazos para poder exigir reciprocidade.
Reuniões: falto a todas as q posso.
OI: se não são obrigatórios não entrego.
Mal acabam as aulas fujo para casa.
Faço requerimentos e declarações por tudo e por nada.
E tento rir o mais possível, prq o bom humor faz bem à bílis.
Fevereiro 25, 2010 at 5:30 pm
#2:
Volto a insistir: se a ADD não foi suspensa, ao PSD o devemos. Não me vou cansar de chamar a atenção para este porMAIOR. Até porque continuo a ver que o namoro de alguns supercontestatários dos movimentos de professores com esse partido continua…
Também acho que é preciso maior firmeza da parte da FENPROF, mas isso só é possível se a classe começar a acordar e a unir-se em torno de todas estas questões que nos afectam e que continuam por resolver.
Fevereiro 25, 2010 at 5:39 pm
#5
Tem razão António. O PSD granadeirou-nos!!
Fevereiro 25, 2010 at 6:09 pm
os adiantados mentais deste país, desde o Mário Nogueira até ao Rui Pedro Soares, são os verdadeiros responsáveis pela miséria em que nos encontramos.
E se um ganha 2 milhões de euros por ano enquanto o outro se contenta com muito menos, nem por isso estão intelectualmente distantes, uma vez que ambos colaboram em esquemas político-mafiosos para nos enredar e manipular.
Uma vergonha e uma lição histórica: esta gentinha medíocre e invertebrada que coloniza todas as instituições do país, corresponde à elite dos partidos e ainda tem a confiança de 50% dos portugueses…
Fevereiro 25, 2010 at 6:16 pm
#3,
É mesmo “apreciação” e não “avaliação”.
Agora o que isso significa exactamente não se sabe.
O problema não é a suspensão ou não da avaliação.
Se tivesse sido suspendida nem ninguém poderia ainda progredir, depois de ter feito o – pouco, médio, muito ou nada – que fez.
Vai mais fundo do que isso.
Mas terá de vir à superfície.
A mim disseram-me que algo mais haveria em virtude do “acordo”.
Assim como que uma espécie de acordo paralelo de cavalheiro(a?)s.
MAs parece que…
Fevereiro 25, 2010 at 6:21 pm
Há uma maneira de darmos uma vassourada em toda esta prepotência de políticos incompetentes e corruptos que nos tratam como funcionários servis.
Nós somos professores. A nossa função é construir, juntamente com as famílias, cidadãos verdadeiramente livres e independentes.
Nunca o conseguiremos se nós próprios não formos livres e independentes.
Demos as mãos, em cada escola, para conseguirmos bons resultados. Se quisermos, por todos, sabemos e somos capazes de o conseguir.
Depois exijamos sermos avaliados pelos resultados. E só pelos resultados!
Com que argumentos ficariam eles para nos imporem o seu jugo burocrático e a sua arbitrariedade interesseira.
Afinal quem são eles ao pé de nós?!
Fevereiro 25, 2010 at 6:25 pm
#7
Então de que estamos à espera para lançar uma campanha de
- NÃO AO VOTO?!
Fevereiro 25, 2010 at 6:25 pm
Eu apenas posso dizer que me sinto “encornado”…
Fevereiro 25, 2010 at 6:27 pm
… não sei se por “Ela”, por “Eles” ou por “Ela” e por “Eles”!
Fevereiro 25, 2010 at 6:27 pm
#5-Absolutamente de acordo.
Fevereiro 25, 2010 at 6:28 pm
#11-Não estou encornado porque não me deito com o PSD.
Fevereiro 25, 2010 at 6:35 pm
#14,
Eu também não. Se o fizesse, sentir-me-ia co-responsável!
Fevereiro 25, 2010 at 6:42 pm
Parece-me que o António Duarte também tem razão quando apela ao “despertar” e à “união”. Só que eu, infelizmente, considero isso praticamente impossível entre nós, excepto se… para quê repetir?
Voltem as aulas assistidas obrigatórias para todos, com grelhas e mais grelhas; retirem-nos o 13º mês; congelem-nos as carreiras; acrescentem-nos horas de permanência nas escolas; … Assim, talvez volte tudo à rua!
Fevereiro 25, 2010 at 6:49 pm
#8,
Realmente é espantoso como o legislador, ao introduzir a expressão “apreciação intercalar” gerou a maior das confusões e abriu as portas ao livre arbítrio, desde as DRE’s até aos Directores! Sei que estão a desenvolver-se procedimentos diversos, conforme as escolas.
Fevereiro 25, 2010 at 6:52 pm
Para além de todo essa m. que ali anda por S. Bento, a verdade é que quem nos ‘encornou’ (para utilizar terminologia de topo) foram os sindicalistas, pois eles é que deveriam ter garantido as coisas para não se chegar ao ponto a que se chegou…
Fevereiro 25, 2010 at 6:58 pm
Não entendo bem a notícia. Se a senhora ministra “reconheceu publicamente a necessidade de alterar os horários de trabalho dos docentes e garantiu que isso aconteceria” (sic), se tal não vai acontecer, tem explicações a dar. Mas no parágrafo anterior da notícia lê-se que eventuais ajustamentos nos horários são remetidos para o diploma legal que irá estabelecer a organização do próximo ano lectivo. Ora, este diploma, a alterar horários docentes carece de negociação com os sindicatos, pelo que, para já, parece que nesta matéria nada há (ainda) para explicar.
Quanto ao acordo (propriamente dito) acho que os sindicatos têm muito para explicar, mas há um mês, essa não era a opinião maioritária.
Fevereiro 25, 2010 at 6:59 pm
#18
a mim não, qu’eu não me deito c’os sindicalistas!!!!
Fevereiro 25, 2010 at 7:01 pm
o q se terá passado naquela noite de 7 para 8?
Fevereiro 25, 2010 at 7:04 pm
Só o PSD…? e os sindicatos??? O que lhes deram?? pois desde o dia 7/8 de Janeiro ficaram ainda mais adormecidos… agora é a gestão das escolas….e esquecem o que está para corrigir…
Fevereiro 25, 2010 at 7:07 pm
Já nem ouço o que diz a Leopoldina…
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/o-rebanho-e-os-pastores/
Fevereiro 25, 2010 at 7:08 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/24/the-national-fake-empire-que-e-o-nosso-como-sempre-o-foi/
Fevereiro 25, 2010 at 7:08 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/campanha-choque-anti-tabagica-em-franca-iam-your-master/
OLHEM SE FOSSE CÁ…
Fevereiro 25, 2010 at 7:09 pm
Por mim, isto e o resto já estava resolvido.
Mas não, há que ser educado com os palermas, têm dito e repetido.
Vegetais!
Fevereiro 25, 2010 at 7:09 pm
Excelente vídeo e excelente música..o retrato dos nossos dias…http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/massive-attack-angel-video/
Fevereiro 25, 2010 at 7:12 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/massive-attack-angel-video/
Fevereiro 25, 2010 at 7:14 pm
O que se passou naquela noite foi isto..é repetido mas encaixa…
Fevereiro 25, 2010 at 7:14 pm
Vou à janta inté…
Fevereiro 25, 2010 at 7:15 pm
Fiquem com esta…a batalha da educação..
Fevereiro 25, 2010 at 7:39 pm
Confesso que estou um tanto farta de ver culpabilizados os zecos que estão nas escolas pelo menor sucesso da nossa “luta”, digamos assim.
Depois de duas manifes com mais de 100 000 nas ruas de Lisboa e duas greves superiores a 90% (mais acordados é dfícil, hão-de convir!), que sequência foi dada a esse potencial de revolta?
Não teremos ouvido umas canções de embalar?
Compreendo que não se pode manter o nível de “luta” no máximo o tempo todo… Mas não me lixem!
Fevereiro 25, 2010 at 7:41 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/quem-e-o-grande-exemplo-da-tua-vida/
Fevereiro 25, 2010 at 7:42 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/25/tragedia-na-madeira-um-desastre-ja-anunciado-ha-dois-anos-versao-5-minutos-depois-e-gritar-que-houve-desgraca-mas-antes-e-so-bla-bla/
Fevereiro 25, 2010 at 7:48 pm
Volto a dizer, não é só culpa do PSD. Este deu 1 prazo. Os sindicatos deixaram ultrapassar esse prazo e depois à ultima hora vieram com a tanga do possível e tal ….estes tb nos encornaram ou deixaram-se encornar ou foram encornados.
O encornanço é a palavra mais em voga nestes dias.
Fevereiro 25, 2010 at 7:55 pm
Hoje, na minha escola, tb apareceu um papel destinado a “contratados” e professores em fase de “apreciação intercalar”.
Estava por lá muita gente a ver e a falar do assunto.
Não li.
Amanhã lerei.
Somos todos uns “granadeiros”.
Se isto volta a aquecer?
Acredito que sim, qdo se implementar o novo/velho modelo de avaliação e começarmos a dar em doidos outra vez.
Talvez recomecem as moções, depois uma manif ( mais pequena), talvez, até, um dia ( ou meio dia )de greve.
Em seguida, os sindicatos negociarão, com a amável ministra, mais uma saída para a crise…
Fevereiro 25, 2010 at 8:08 pm
http://arlindovsky.wordpress.com/2010/02/25/ecd-versao-24-fevereiro-2010/
Fevereiro 25, 2010 at 8:16 pm
E aquela hipótese da greve de zelo?
Ir para a escola, entrar na sala mas não dar aula?
Bernardo da Gama Lobo Xavier, Curso de Direito do Trabalho, p. 186, nota 1:
«As “greves de zelo” caracterizam-se por um abrandamento da actividade produtiva que, em vez de resultar da abstenção do trabalho ou do não cumprimento das directivas patronais ou dos ritmos de trabalho estabelecidos, é causado – ao contrário – pela aplicação minuciosíssima, literal e chicaneira dos regulamentos existentes. O exemplo clássico é das «greves de zelo» do pessoal das alfândegas, que podem fazer as revistas e controlos com lentidão exasperante».
Continua o mesmo autor, na página 187, a propósito da greve de zelo:
«Certos profissionais resolvem dar um cumprimento rígido aos regulamentos dos serviços, causando assim enormes atrasos»;
«Não há propriamente uma abstenção da prestação do trabalho, mas a sua execução em termos anormais».
A. L. Monteiro Fernandes, Direito do Trabalho, vol II, 3.ª edição, p. 252, define assim a greve de zelo: «as tarefas ou funções são efectivamente exercidas, embora de modo tão detalhado e minucioso que acabam por causar a desorganização do processo produtivo».
Fevereiro 25, 2010 at 8:33 pm
Isto é pouco…
“Em declarações à agência Lusa, Mário Nogueira disse que existem, sobretudo, dois aspectos que separam a FENPROF e o Governo relativamente a esta matéria: o horário dos professores e uma penalização aos docentes que estavam no anterior primeiro escalão de titular.
“Se o Ministério se mantiver inflexível e não alterar aspectos da componente não lectiva e da organização dos horários terá de explicar por que razão reconheceu que os professores precisavam de mais tempo para os alunos”, afirmou.”
Explicar só??
Fevereiro 25, 2010 at 9:08 pm
#38:
Na nossa profissão, a única ocasião propícia a uma greve desse tipo é a das avaliações, de preferência as avaliações finais.
Desde que haja um envolvimento activo da maioria dos professores, é perfeitamente possível estar duas horas a discutir exaustivamente a situação de um aluno, e no fim concluir que se esgotou o tempo da reunião, pelo que tem de ser marcada outra para daí a um dia ou dois. Isto multiplicado por dezenas de conselhos de turma, com exames à porta, férias marcadas, etc, desorganiza completamente o sistema.
Claro que isto também se torna desgastante para alguns professores. E na prática poderia levantar problemas que agora nem conseguimos imaginar, pelo que o êxito implicaria sempre a existência de grande coesão entre a classe.
Fevereiro 25, 2010 at 9:10 pm
#39:
Também acho pouco.
Temos de ser muitos a mostrar que queremos mais…
Fevereiro 25, 2010 at 9:14 pm
Pérolas do eduquês: a avaliação de alunos
Continua a enxurrada legislativa do Ministério da Educação. Depois de ter remodelado as cortinas e os tapetes do gabinete, a nova ministra já inaugurou o seu primeiro “despacho normativo”: o 6/2010, que regulamenta a avaliação dos alunos e que vem substituir o 1/2005 e as alterações do 18/2006 e do 5/2007. Isabel Alçada demonstra assim que não quer ficar atrás da sua antecessora, e que é uma continuadora do ensino socialista que tem vindo a ser aplicado aos alunos portugueses desde 1974.
O “6/2010″ ou o “6″, como ficará conhecido na gíria das escolas, é mais um documento palavroso, escrito em eduquês, e que obedece à habitual esquizofrenia a que são sujeitos os milhentos regulamentos emanados do Ministério da Educação: foi elaborado por burocratas, “pedagogos” e “especialistas em avaliação” e será aplicado por vulgares professores. Os três primeiros nunca meteram os pés dentro de uma aula, e os últimos nunca elaboraram um “despacho normativo”. A confusão perfeita.
Sobre o conteúdo também não há surpresas. A finalidade é complicar e burocratizar, não só a vida dos professores, mas principalmente os chumbos. Exemplo disso são os artigos 7, 10 e 13 que passam a ter a seguinte redacção:
7 — Intervêm no processo de avaliação:
a) O professor;
b) O aluno;
c) O conselho de docentes, no 1.º ciclo, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos;
d) Os órgãos de gestão da escola ou do agrupamento de escolas;
e) O encarregado de educação;
f) O docente de educação especial e outros profissionais que acompanham o desenvolvimento do processo educativo do aluno;
g) A administração educativa.
10 — O percurso escolar do aluno deve ser documentado de forma sistemática no processo individual a que se refere o artigo 16.º da Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro, que o acompanha ao longo de todo o ensino básico, proporcionando uma visão global do percurso do aluno, de modo a facilitar o seu acompanhamento e intervenção adequados.
13 — No processo individual do aluno devem constar:
a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno;
b) Os registos de avaliação;
c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam;
d) Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;
e) Os programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno ser abrangido pelo Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro;
f) Uma auto -avaliação do aluno, no final de cada ano, com excepção dos 1.º e 2.º anos, de acordo com critérios definidos pelo estabelecimento de ensino;
g) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.
No ponto 7 dá-se continuidade à avaliação colectivista: todos participam. O professor é apenas um de entre os vários elementos que darão palpites nesta matéria. Um mero peão ao serviço do “sucesso” e da construção da Escola Socialista.
No 10 e no 13 a ênfase vai para a recolha e acumulação de papel. Mas de forma sistematizada, pelo que os docentes, que são quem vai realizar essa tarefa, devem ser zelosos no seu cumprimento.
Estes três artigos serão vigiados pela “administração educativa”, que é quem tem a tarefa de verificar se a mentira está a ser bem organizada.
http://www.lisboa-telaviv.blogspot.com/2010/02/perolas-do-eduques-avaliacao-de-alunos.html
Fevereiro 25, 2010 at 9:17 pm
Mais uma treta assinada pelos sindicatos. Só asneira!
Fevereiro 25, 2010 at 9:27 pm
Volto a concordar com o António Duarte. As greves de um dia não chegam. A greve às avaliações é remédio santo. Mas aqui há uns anos, o Me lançou cá para fora o famigerado despacho 9 que permitia que fossem lançadas as avaliações sem quorom dos CT. Não sei se tal aberração ainda está em vigência…
Fevereiro 25, 2010 at 9:34 pm
Enquanto funcionário público e a bem da Nação até aceito o congelamento do tempo para progressão entre Agosto de 2005 e Janeiro de 2008. Não aceito o “esquecimento” por parte dos sindicatos da recuperação do tempo de serviço entre transições de carreiras. 1º Qual é a percentagem de professores que se encontram a meio da carreira? 2º Quem sai mais prejudicado com a transição entre carreiras? 3º – No acordo de princìpios quem fica minimamente salvaguardado?Professores acima do indice 245? Já agora quais os indices de vencimento da maioria dos dirigentes sindicais? São estes os representantes legitimos dos professores? Tem graça!Greve no dia 4 de março? Vão gozar com o parceiro! Tentam é desviar as atenções dos professores para o quanto foram enganados!
Fevereiro 25, 2010 at 9:40 pm
O congelamento é uma burla!Aliás o partido sodomita é um bando de salteadores!
Fevereiro 25, 2010 at 9:41 pm
Palhaçada das palhaçadas!< Agora os Sindicatos estão preocupados com a redução de alunos integrados na Educação Especial! Procuram desviar atenções dos erros de "Legitimos" representantes dos professores! Não será que o no "saco" da Educação especial cabia qualquer situação?
Fevereiro 25, 2010 at 9:45 pm
Agurdamos da parte dos Sindicatos uma bandeira na defesa exclusiva dos professores do 2º e 3º ciclos, os tais que têm um horário “apetecido” de 22 horas, mas que podem ter 200 alunos!
Fevereiro 25, 2010 at 9:45 pm
#38
#40
Há-de haver sempre qualquer coisa no quadro legislativo para torpedear algumas boas intenções. Por exemplo, vejamos esta ideia: “…é perfeitamente possível estar duas horas a discutir exaustivamente a situação de um aluno, e no fim concluir que se esgotou o tempo da reunião…”
Vejamos o que dizem os seguintes números, do artigo 14.º, do CPA, sobre os órgãos colegiais:
2 – Cabe ao presidente do órgão colegial, além de outras funções que lhe sejam atribuídas, abrir e encerrar as
reuniões, dirigir os trabalhos e assegurar o cumprimento das leis e a regularidade das deliberações.
3 – O presidente pode, ainda, suspender ou encerrar antecipadamente as reuniões, quando circunstâncias
excepcionais o justifiquem, mediante decisão fundamentada, a incluir na acta da reunião.
O presidente (Director de Turma), no rigor da Lei, não fica com muito espaço de manobra… se assim for entendido pelas “chefias”.
Fevereiro 25, 2010 at 9:52 pm
Aguardo ansiosamente por uma reunião de algum sindicto no Agrupamento! Corridos!
Fevereiro 25, 2010 at 10:06 pm
A este respeito só posso acrescentar…
http://porquemedizem.blogspot.com/2010/02/divisao-do-porco.html
Concordo ipsis verbis com o Fafe em #26…
Fevereiro 25, 2010 at 10:14 pm
#49:
Se os colegas não lhe derem as notas, o DT não as pode inventar. E também há legislação que diz que a situação de cada aluno deve ser analisada pelo CT, que este é colectivamente responsável pelas notas e não define limite de tempo para dedicar a cada um.
Comecei por dizer que este tipo de luta exige coesão e solidariedade entre todos os que lutam por uma causa comum.
E há ocasiões em que, perante um poder injusto, prepotente e desprezível, como é, cada vez mais e à vista de toda a gente, o poder socratino, é preciso ter a coragem de pura e simplesmente desobedecer.
Sem medos, pois não é um governo minoritário e acossado que se vira contra 150 mil pessoas.
Fevereiro 25, 2010 at 10:17 pm
#52, neste momento, se houvesse 150 dispostos a isso, eu já me dava por muito contente…
Fevereiro 25, 2010 at 10:22 pm
#53: Mas nós de 150 mártires também não precisamos. A nossa força ou é uma força colectiva ou então andaremos sempre a aprofundar divisões entre colegas, com uns “espertos” pelo meio a entregar OIs e pedir aulas não sei quê para tentar passar à frente dos outros.
Fevereiro 25, 2010 at 10:47 pm
#54, tivemos essa oportunidade.
Perdemo-la.
Porquê?
Fevereiro 25, 2010 at 10:48 pm
Ocasiões como as que vivemos em 2009 acontecem uma vez por geração, julgo….
Fevereiro 25, 2010 at 11:09 pm
Pois! Estes energúmenos dos sindicatos andam a tratar da vida deles e daquia apouco estão a convocar a malta outra vez para dar nas vistas. E a malta lá vai, em procissão, mas com pouca convicção. Se há os adesivados à ADD também há os adesivados aos autocarros dos sindicatos, entre muitos outros. Porque quando é para pegar nas próprias perninhas… népia! Isto já mete nojo!
Fevereiro 25, 2010 at 11:17 pm
Na minha escola, houve uma reunião sindical à pouco tempo, em que estavam 8 professores, 4 que representavam um grande Agrupamento de Escolas, e os restantes eram do Órgão de Gestão!
Mas o mais insólito foi quando se procedeu à escolha do delegado sindical… o mesmo saiu do grupo que pertencia ao Órgão de Gestão.
É pois uma situação interessante, se tivermos algum problema de cariz sindical, por exemplo por incumprimento da Gestão, fazemos queixa a quem?…
Ao delegado sindical que faz parte do Órgão de Gestão!
Fevereiro 26, 2010 at 11:52 am
#58
Muito bem vista a incompatibilidade.
Mas também é incompatível com a competência de professor, escrever “… houve uma reunião sindical À pouco tempo…”.
Peço que me corrijam também, quando for caso disso. Isso também é muito importante nesta Sala de Professores…
Fevereiro 27, 2010 at 12:48 am
#59 Peço desculpa pelo erro que tanto o incomodou!
Errar é humano, também para os professores, especialmente para aqueles que trabalharam várias horas seguidas, e ainda guardam algum tempo para “passear” aqui pelo blogue.
Fevereiro 27, 2010 at 1:01 pm
Querida colega!
Não é uma questão de incómodo. É uma questão de profissionalismo solidário.
Reinvindicamos incansavelmente os nossos direitos. Mas teríamos mais força, se, a par, pudéssemos exibir o cumprimento integral dos nossos deveres.
É nosso dever sermos competentes. Se nos ajudarmos mutuamente, o objectivo fica mais próximo.
É por isso que, quando chegar a vez de a colega me corrigir, eu não ficarei melindrado, mas agradecer-lhe-ei, sem ironia.
Não acha que este espírito e esta prática enriqueceria ainda mais este blogue…de professores?
Bom fim-de-semana para si!