Li este fim de semana no Expresso, Fernando Nobre a pedir – e muito bem . para o debate político sobre as presidenciais ser elevado.
Assim não vamos lá:
“Manuel Alegre? Mordidelas de mosquitos não me importunam”
Fevereiro 22, 2010
Li este fim de semana no Expresso, Fernando Nobre a pedir – e muito bem . para o debate político sobre as presidenciais ser elevado.
Assim não vamos lá:
“Manuel Alegre? Mordidelas de mosquitos não me importunam”
Fevereiro 22, 2010 at 1:45 pm
A entrevista até está interessante. E não me parece que, contextualizada, a expressão “mordidelas de mosquitos” tenha como destinatário óbvio Manuel Alegre.
É mais uma daquelas que se atiram para o ar e quem quiser que enfie o barrete…
Fevereiro 22, 2010 at 1:51 pm
Os títulos que os jornalistas escolhem deturpam tudo, infelizmente.
Eu gostei MUITO desta entrevista e há muito que não concordava a 100% com as palavras de alguém que se dispõe a entrar no mundo da política.
Salineto estas:
“Quero incluir toda a gente num projecto nacional. Não estou aqui para dividir entre esquerda, centro e direita. Isso não me interessa. Eu vou por valores. Há muita gente que ainda não entendeu que já ninguém acredita nessas coisas da direita e da esquerda: acreditam em valores, em pessoas com carácter e com coluna vertebral”
ou estas:
“Era bom que houvesse um curso de civismo desde a pré-primária até ao pós-doutoramento, para as pessoas entenderem que têm direitos para si e deveres para com os outros e para com o país. Portugal somos todos nós. Eu quero dizer aos cidadãos que têm de assumir o seu papel no Estado, porque a política não esgota nos partidos. Isto pode levar uma ou duas gerações, mas deveria acontecer numa geração, no máximo. Porque a aceleração na mudança do mundo é radical. Não temos mais tempo a perder, senão Portugal afasta-se cada vez mais das médias europeias.”
Fevereiro 22, 2010 at 1:52 pm
“Não acredito no fatalismo lusitano: tudo depende da organização, do trabalho, exigência, esforço e premiar o mérito. E também é preciso profissionalismo e respeito pelas regras.”
Fevereiro 22, 2010 at 1:54 pm
Como se faz na Suiça, por exemplo:
“A democracia representativa é o menos mau de todos os sistemas, mas isso quer também dizer que a democracia é perfectível com uma componente de democracia participativa, de auscultação da população em debates importantes. Não quer dizer que tenhamos de chamar os cidadãos todos os meses, mas nos assuntos relevantes do Estado, não há que ter medo. Caso contrário, continuamos a olhar para eles como uma massa amorfa, uma carneirada que só dá o seu parecer de quatro em quatro anos.”
Fevereiro 22, 2010 at 2:06 pm
Sobre o seu livro “Humanidade”: A cidadania global solidária…
A maior ênfase deste livro?
A questão da cidadania global solidária. A democracia representativa pode ser aperfeiçoada com uma quota parte de democracia participativa. (…)É a minha verdade, não é absoluta mas é aquela que eu acredito que devo exprimir porque a minha idade e a minha vivência global dá-me o dever de o fazer. Senti também o imperativo de escrever o que escrevi com toda a frontalidade. Escrevi aquilo que penso. A menos que mudemos de paradigma, de comportamento humano e de sociedade acho que está lá exactamente aquilo que sinto. Este livro é apenas isso.
Fevereiro 22, 2010 at 2:14 pm
[...] Mas, graças ao título da entrevista, até o P. Guinote já acha que assim não vamos lá. [...]
Fevereiro 22, 2010 at 2:23 pm
Paulo,
quer-me parecer que o título escolhido já está a conseguir o efeito pretendido – baixar o nível do debate.
Lendo a entrevista não vejo onde é que Fernando Nobre chama mosquito a Manuel Alegre, como é sugerido pelo título escolhido.
http://fjsantos.wordpress.com/2010/02/22/falta-de-rigor-ou-provocacao-barata/
Fevereiro 22, 2010 at 2:39 pm
Não é o Nobre que baixa o discurso é a politica que faz baixar o discurso…os politicos actualmente são seres rastejantes que como vampiros sugam ..sugam..deixam uns múserós restos para o dito povo nda mais…o Nobre por muito que me custe vai ser engolido por a podridão da politica…
A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares
Os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno
Thoreau , Henry
Fevereiro 22, 2010 at 2:56 pm
#8: pois!
Ninguém é suficientemente ingénuo ao ponto de desconhecer que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele e, atendendo à conjuntura em que se encontra este pobre país, também sabemos que sem ovos não se fazem omeletas!
Fevereiro 22, 2010 at 3:12 pm
Quero esclarecer, antes de mais, que, neste momento, não tenho quaisquer decisões tomadas acerca do meu sentido de voto nas próximas eleições presidenciais, excepto nisto: não votarei em Cavaco Silva. Aliás, se bem me recordo, não votei em nenhum dos potenciais candidatos elegíveis nas últimas eleições.
Li, com muita atenção, a entrevista de Fernando Nobre ao jornal “I”. Não vislumbrei qualquer intenção, directa ou indirecta, de atingir M. Alegre com a expressão que faz o título da dita. Parece-me, aliás, de uma infelicidade muito grande, para não ir mais longe…
Quanto ao conteúdo geral da entrevista, devo dizer que considero o seu nível muito elevado e as ideias expressas interessantes. Mesmo as referências a M. Alegre me parecem muito ajustadas.
Independentemente de apoiar ou não a sua candidatura, tenho por este homem um respeito e uma admiração muito grandes que não me permitem conceber sequer a possibilidade de ele estar a ser manipulado por quem quer que seja e utilize linguagem ofensiva ou de nível menos adequado.
Dos restantes, não me atrevo a dizer o mesmo…
Fevereiro 22, 2010 at 3:39 pm
O republicanismo no seu melhor…
Fevereiro 22, 2010 at 4:07 pm
Viva o Dr.Fernando Nobre.
Fevereiro 22, 2010 at 4:52 pm
Já foi aqui dito que as palavras do Dr. Fernando Nobre foram descontextualizadas. E foram. Para vender jornais vale tudo.
A frase completa da qual foi retirado o abusivo título foi esta:
“Não quero demitir-me, ou acomodar-me. Se vencer, venci. Se perder, perdi. É esse o jogo democrático. Eu neste processo ponho-me à chuva. Vão chover picaretas e já começou. Mas espero que o debate seja noutro patamar, porque não vou responder a essas coisas. O Dr. Manuel Alegre pode dizer que não me conhece, mas à volta dele há quem me conheça. Eu quero é que se discutam projectos para Portugal. Se não vencer, que vença alguém com um projecto que possa mobilizar Portugal. Demonstrem-me isso. Quanto ao resto, todos os disparates são permitidos e até já ouvi umas bocas sobre não ser português, por ter nascido em Angola. Eu nasci português e sempre tive bilhete de nacionalidade português desde o meu nascimento. Vamos lá parar com as baboseiras e pôr a discussão no patamar das ideias. Eu ando desde que nasci em países onde há muitos mosquitos. Picadelas de mosquitos não me importunam. Eu só reagirei se for mordido por um crocodilo.”
E ainda dizem que há falta de liberdade de expressão em Portugal. Em primeiro lugar, o que existe é, antes do mais, falta de profissionalismo.
Fevereiro 22, 2010 at 4:54 pm
Parece evidente que a máquina do PS está a largar lebres incendiadas para queimar o terreno que lhe interessa, neste caso concreto, o grande poeta oficial do futebol luso, Manuel Alegre.
O Fernando Nobre está a servir-se do seu próprio capital institucional para se projectar numa via de desespero cívico, depois de ter dormido com toda a camarata dos agentes políticos, agora considerados “incapazes”.
Quais são os seus objectivos políticos? Influenciar os partidos????!!!!!!
Dar lições de moral ao Capital????!!!!!!!
Diz coisas banais com que muitos concordam, mas falta-lhe tanto aquilo com que se compram os Figos, como aquilo com que se matam as lebres.
Mas num país em que o apoio a um General ultra-fascista como Humberto Delgado é ainda incensado, já nada me admira.
Fevereiro 22, 2010 at 5:30 pm
Claro que a Nobreza e a Alegria, são duas caracteristicas importantes em qualquer candidato…Porém será que algum dos visados reune essas duas caracteristicas?
Fevereiro 22, 2010 at 5:34 pm
Também ainda não decidi o meu sentido de voto. Acredito em pessoas como o Dr. Fernando Nobre.
Há algo que de resto tenho a certeza: ou mudamos rapidamente e passamos a participar mais activamente na vida do país, ou a morte lenta é uma certeza.
Os partidos estão cheios de meninos e meninas da vida fácil. Jotinhas protegidos pelo cartãozinho, que ocuparam todos os lugares, criaram um estado paralelo, com institutos, fundações, empresas municipais, dirigidas pelos filhinhos dos presidentes, e outors locais de função mais do que duvidosa, que têm apenas servido paraalimentar clientelas partidárias. Faça-se o seguinte estudo: em cada localidade deste país, veja-se quem está à frente de CGD, IEFP,e quejandos.
Fevereiro 22, 2010 at 5:36 pm
#7
Inteiramente de acordo!
Fevereiro 22, 2010 at 6:02 pm
Podemos descrer de tudo.
Podemos, até, ter-nos de tal forma habituado à crítica que já não enxergamos para além disso.
Podemos ter desistido da esperança.
Qto a esta candidatura, alguém vislumbra outra mais honesta?
Ainda que venham todos os oportunistas colar-se, ainda que venha a ser uma “guerra”, será que as palavras deste homem ( e as acções, já agora) nos são indiferentes?
O que queremos nós?
Continuar a dizer que o capitalismo é que comanda a vida, ponto final?
Queremos uma “revolução socialista”?
Queremos a esquerda? A direita?
Não os conhecemos a todos muito bem??
Queremos o Alegre?
Eu já tive esperanças nesse homem. Depois daqueles votos todos, criou-se um Movimento. O que fez? Não será o Alegre mais um político que vai dando uma no cravo outra na ferradura, mas que não larga o PS e tudo fará para impedir o PSD de avançar?
Este Nobre tem uma visão alargada do mundo, não está preso à intriga palaciana portuguesa.
Quem já viu tudo o que se pode ver do pior que existe pelo mundo, será esmagado pela parvónia deste rectângulo?
Qdo ele defende uma democracia participada, a política feita pelos cidadãos, o país de todos, não é o que todos queremos?
Queremos o quê, então?
Ou não queremos nada?
Fevereiro 22, 2010 at 6:03 pm
Cuidado, que o cepticismo corroi a alma!
Fevereiro 22, 2010 at 6:11 pm
#16: nem mais. A rede tem a malha muito apertada, daí o meu comentário anterior.
Mas o mito sebastiânico é muito do agrado dos portugueses!
Fevereiro 22, 2010 at 6:19 pm
Eu gostaria de ver o Paulo Portas a candidatar-se.
Acho que o fogo combate-se com contra-fogo, e nao regando com agua benta.
Fevereiro 22, 2010 at 6:26 pm
#18
Subscrevo.
Acrescento:
- Há algum candidato que conheça melhor o MUNDO REAL?
- Há algum candidato que conheça melhor o PAÍS REAL?
- Há algum candidato com melhores intenções?
- Há algum candidato mais credível?
- Então, se somos inteligentes e não parasitamos o regime nem somos candidatos a tal, de que estamos à espera?!
Fico à espera de melhor análise.
Fevereiro 22, 2010 at 6:32 pm
Finalmente aparece na política alguém com lucidez e valores. O problema é que já lhe estão a fazer a cama.
A começar pela imprensa e a acabar naqueles que, como nós, aqui reivindicamos constantemente pela transparência, pela decência, pela justiça, pelos valores da democracia, mas que, afinal, não queremos…
Que pena!
Será que esta vai ser uma oportunidade perdida (nossa, dos cidadãos, claro, porque FN não perde nada)
Fevereiro 22, 2010 at 7:14 pm
Boa, Dr. Fernando Nobre!
Tem o meu voto.