… para acudir ao senhor deputado:
Isabel Alçada diz que projecto do Parque Escolar trará benefícios públicos
(…)
Durante a audição da ministra nas comissões de Educação e Ciência e Orçamento e Finanças a propósito do Orçamento do Estado para 2010, que ainda decorre, o deputado Bravo Nico, do PS, considerou que “este é um orçamento que vai para dentro da sala de aulas e se senta à secretária com o aluno”.
Fevereiro 22, 2010 at 7:08 pm
Claro,sempre para o mesmo…público.
Fevereiro 22, 2010 at 7:11 pm
Clap..clap…cLAP…and the winner is…the donkey people…hi..hon..hi..hon…Mas tomam-nos por débeis mentais ou quê?
Fevereiro 22, 2010 at 7:14 pm
Claro…
PÚBLICO 21.02.2010, por Tiago Mota Saraiva
Em 2007, Maria de Lurdes Rodrigues iniciou o processo de transferência da maioria das escolas que eram propriedade do Estado para uma empresa pública (Parque Escolar EPE.). À empresa competiria requalificar o nosso parque escolar, ficando progressivamente proprietária dos edifícios e das suas formas de exploração comercial.
Se tivermos em consideração que normalmente os complexos escolares e espaços exteriores adjacentes estão implantados em centros urbanos consolidados e são objecto, na maioria dos casos, de uma enorme pressão imobiliária, é fácil de concluir que teria sido mais prudente realizar uma discussão pública prévia e participada que pudesse envolver a comunidade escolar, técnicos e municípios. Por outro lado, as nomeações para a administração da Parque Escolar EPE, entre ex-dirigentes da REFER e ex-directores de construtoras, não foram um sinal positivo no que diz respeito à gestão do património, ainda, público.
Os piores receios confirmaram-se. Três anos de acção da Parque Escolar revelam como se pode transformar um programa de requalificação escolar num obscuro processo de utilização de dinheiros públicos.
Neste texto faltar-me-ão linhas para abordar as inúmeras queixas da comunidade escolar sobre as escolas “requalificadas”, avaliar o custos extraordinários que a precipitação eleitoralista infligiu ao processo, explicar o artifício processual que fez com que meia dúzia de empresas de construção dominassem praticamente todas as empreitadas ou conceber um exercício disciplinar sobre a oportunidade desperdiçada de se pensar os edifícios escolares para os próximos cinquenta anos – à imagem do que foi feito no programa análogo em Inglaterra, Building Schools for the Future.
Entretanto, um grupo de jovens arquitectos do qual faço parte decidiu lançar uma petição on-line para denunciar a forma como o programa que concentrou a maioria das obras públicas dos últimos dois anos está a ser gerido.
No que diz respeito à encomenda de prestações de serviços de projecto, socorrendo-se de uma série de malabarismos jurídicos e perante o silêncio complacente das ordens profissionais, o Governo deu mãos livres aos administradores da Parque Escolar para decidir a quem adjudicar milhões de euros. O caso ainda resulta mais absurdo quando, apenas seis meses após a entrada em vigor do novo código de contratação pública (no qual está previsto, por exemplo, um procedimento de concurso de prestação de serviços realizável em 24 horas), o Governo anuncia um regime de excepção para a Parque Escolar que, sob o pretexto da urgência, permite que as decisões de contratação possam ser decididas sem as mínimas condições de transparência. Aquilo que nas declarações do presidente da Parque Escolar é visto como a “parte mais injusta” do programa é, no fundo, a suspensão do Estado de direito e o abdicar de uma das suas premissas fundamentais na escolha do adjudicatário: o interesse público.
A desconfiança reina. Por que terão sido adjudicados 25 projectos de arquitectura a apenas três empresas de projectistas? Qual será a justificação para que 12 empresas de arquitectura concentrem mais de 19,30 por cento da encomenda?
Na sequência da petição, a Parque Escolar veio anunciar que umas migalhas serão objecto de concurso público. As outras ficarão novamente ao abrigo de um procedimento limitado de prévia qualificação, que não será mais do que uma forma da actual administração continuar a nomear os seus escolhidos.
Bem sei que os nossos padrões de escândalo público têm sofrido sérias mutações nos últimos anos. Por toda a Europa, as escolas públicas são entendidas como equipamentos que devem ser submetidos a concurso, para que se escolha o melhor projecto. Só o clima de total impunidade que grassa no nosso país permite que o Conselho de Administração da Parque Escolar não seja imediatamente demitido, quando justifica as suas escolhas pelo facto de entender que existem poucas empresas em Portugal habilitadas a projectar escolas.
Fevereiro 22, 2010 at 7:31 pm
http://porquemedizem.blogspot.com/2010/02/ministra-de-que.html
Fevereiro 22, 2010 at 8:04 pm
Isto sim é uma escola e educação..sim senhor estavamos em 1950..
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/22/1950s-idea-of-schools-for-the-future-muito-mais-util-do-que-as-ditas-novas-oportunidades-ou-cefas/
Fevereiro 22, 2010 at 8:18 pm
Sempre que um político português debita alguma pérola gosto de investigar a personagem:
Nome Completo
José Carlos Bravo Nico
Data de Nascimento
11-09-1964
Habilitações Literárias
Licenciatura em Ensino de Física e Química
Mestrado em Ciências da Educação-Área de Análise e Organização do Ensino
Doutoramento em Ciências da Educação
Frequência da Licenciatura em Engenharia Agrícola
Frequência da Licenciatura em Hortofruticultura
Profissão
Professor Universitário
Cargos que desempenha
Deputado na XI Legislatura (desde 2009)
Vice-Presidente do Conselho Científico do Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora (desde 2007)
Investigador-Responsável no Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora (desde 2005)
Professor Auxiliar no Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora (desde 1991)
Director da Universidade Sénior Túlio Espanca/Escola Popular da Universidade de Évora (desde 2009)
Presidente da Suão – Associação para o Desenvolvimento Comunitário (desde 1998)
Coordenador da Escola Comunitária de São Miguel de Machede (desde 1998)
Cargos exercidos
Pró-Reitor da Universidade de Évora (2001-2005)
Director Regional de Educação do Alentejo (2005)
Coordenador do Observatório do Desenvolvimento do Alentejo (2001-2005)
Presidente da Junta de Freguesia de São Miguel de Machede (2001-2005)
Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Évora (2001-2005)
Membro do Conselho Municipal de Educação de Évora (2001-2005)
Presidente da Direcção do Coral Alentejano da Universidade de Évora (1996-2007)
Deputado na X Legislatura (2005-2009)
Deputado Relator para a Ciência, na X Legislatura (2008-2009)
Presidente da XVI Conferência Interparlamentar Eureka (2009)
Obras Publicadas
(…)
http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?ID=2729
Fevereiro 22, 2010 at 8:20 pm
Interessante também é investigar a Actividade Parlamentar e Processo Legislativo da personagem, nomeadamente este Requerimento:
http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=47232
Fevereiro 22, 2010 at 8:24 pm
A personagem tem um Umbigo grande:
Bem vindo à página pessoal de José Carlos Bravo Nico
http://www.bravonico.com/
Fevereiro 22, 2010 at 8:31 pm
Este é o PS em estado de delírio comatoso.
Fevereiro 22, 2010 at 8:32 pm
A besta do jardim igual a si próprio na RTP 1 e a Judite a amochar..
Fevereiro 22, 2010 at 8:35 pm
E este bravonico é um deputado que fará tudo para não ter de ir para dentro da sala de aulas, pois prefere sentar-se à secretária com o poder…
Fevereiro 22, 2010 at 8:40 pm
Bravo Nico: um menino à procura de uma carreira política. Desde sempre, saliente-se.
Fevereiro 22, 2010 at 8:48 pm
#8
Livresco, vc é um verdadeiro jornalista de investigação!
Fevereiro 22, 2010 at 8:48 pm
#10,
A noção de calamidade do homem é calamitosa.
Fevereiro 22, 2010 at 9:09 pm
… segundo consta, senta-se ao colo do aluno. Mesmo que seja aluno só de domingos.
Fevereiro 22, 2010 at 9:21 pm
então só chega à sala de aula e senta-se à mesa com o aluno…e quando ele vai à casa de banho, o orçamento fica na sala à espera, ou…não me digam que não vai haver papel higiénico. Conversas da dita, ditam respostas da mesma índole. Vale dizer tudo desde que seja para puxar o lustro ao cágado. Ou será cagado.
Fevereiro 22, 2010 at 9:25 pm
Bravo,Nico! Um MARarruano Doutorado…
Fevereiro 22, 2010 at 9:40 pm
Estaremos perante um princípio da privatização das escolas públicas?
http://www.alertaconstante.blogspot.com/2010/02/parque-escolar.html
Fevereiro 22, 2010 at 9:58 pm
O deputado Bravo Nico não é aquele que se parece com o Diácono Remédios?
Fevereiro 22, 2010 at 9:59 pm
Não se parece é o próprio…
Fevereiro 22, 2010 at 10:06 pm
Ninguém comenta os “Sinais de Fumos”?
Fevereiro 22, 2010 at 10:52 pm
Como é que o orçamento se senta ao lado dos outros alunos?? O Menino Orçamento?
Era o que faltava!
( vou adoptar esta frase do Sócrates)