Estava uma tarde de domingo de Carnaval muito fria em Lisboa quando, ainda no Hotel Tivoli, ali para os lados do Parque das Nações, o meu filho sugere que se vá visitar o Oceanário. A ideia não foi recebida com muito ânimo pois, o menino já lá deve ter ido umas boas dezenas de vezes na sua dúzia de anos de existência. Como toda argumentação contrária à visita falhou, até porque também nos estava a apetecer ir ver, mais uma vez, a pujança da biodiversidade a andar aos círculos nos aquários, lá nos pusemos a caminho.
Durante o caminho várias ocorrências me pareceram estranhas ou, no mínimo, pouco comuns, apesar da época carnavalesca. Vimos, abrigada na pala do Pavilhão de Portugal, uma mulher com uma barba de fazer inveja ao Karl Marx. Tivemos o cuidado de passar a alguns metros para verificar se não era um folião qualquer que, de tão bem caracterizado, facilmente nos levava ao engano. Ficou confirmadíssimo, pela minha esposa, de que se tratava duma colossal anormalidade hormonal, que a faz estar num Carnaval todos os dias. Depois, já no passeio à beira-rio, verificamos a poucos metros de nós um corvo-marinho-de-crista que não teve qualquer reacção à nossa passagem e se manteve impávido, permitindo que lhe tirasse todas as fotografias que me apeteceu, uma vez que, como apaixonado pela ornitologia, nunca tinha estado tão perto dum exemplar desta espécie. Desta forma, ainda antes de chegar à bilheteira do Oceanário, já dava por bem decidida mais esta visita, pois lá tivemos que explicar ao meu filho as razões que estão por detrás destas aberrações que a natureza nos atravessou no caminho.
Em pouco tempo estávamos na fila para os bilhetes, quando a trilogia de acontecimentos fica completa, na altura em que a minha esposa tem um “ai” e fica lívida com a presença de uma besta animal que nunca seria suposta encontrar-se naquele local. Voltei-me, para saber a razão de tal mal-estar, quando ela me diz ao ouvido “olha, disfarçadamente, para trás de mim”, enquanto o meu filho falava alto e em bom som, de forma mais indiscreta possível, “que tens mãe? Estás bem?”. Tendo já verificado a razão para tal alarme do sistema nervoso simpático da minha esposa, também o meu organismo reagiu como se estivesse em presença duma ameaça à minha integridade física. O coração disparou, as mãos suaram, o sangue fugia-me por todos os lados do meu corpo, a saliva secou na minha boca. Que outra reacção poderia eu ter perante um animal tão abjecto? Tinha terminado ali mesmo, ainda na bilheteira, a minha visita ao Oceanário para me concentrar nas possíveis formas de eliminar tamanha besta.
Ainda na bilheteira, comecei por tirar umas fotografias ao meu filho, mas punha no foco da máquina na besta, ao que a criança desconfiada me perguntava, se tinha sido a ele que eu tinha tirado as fotografias. Dizia que sim mas a minha expressão facial revelava que não.
Passei toda a visita a observar os movimentos da besta que trazia consigo uma cria duns três anos de idade à qual tratava por “querida” e esta respondia por “papá”, e uma rapariga com uma vintena de anos de idade para a qual não dirigia muito a sua atenção.
Juro que não fiz outra coisa, na visita ao Oceanário, do que pensar em como a eliminar, sem causar grande alarido entre os visitantes. Mas a segurança em que estão os seres marinhos também não ajuda à insegurança das pessoas, pelo que qualquer crime seria facilmente notado. Na minha cabeça passaram vários cenários, que para meu espanto, nunca tinha experimentado, e uma vontade descontrolada de:
- esborrachar-lhe o crânio contra um vidro de um aquário;
- atirá-lo para o aquário principal onde se encontram alguns tubarões que podiam chamar-lhe um pitéu;
- cortar-lhe, com o meu canivete suíço, uma carótida quando no meio de uma multidão tal se proporcionasse;
Compreendi o que sentem os bombistas suicidas quando se lançam sobre um alvo qualquer e matam, indiscriminadamente, tudo o que os rodeia. Desejei, naquele visita, ser um deles.
Mas a minha condição de ZECO reduziu-me a uma insignificância aterradora ao cometer o crime de não conseguir eliminar a besta chamada JORGE PEDREIRA pelo que, ainda que os restantes ZECOS me possam absolver de tal crime, nunca mais me perdoarei.
Nota: Existem fotos que provam que cometi o crime de não acabar com a besta.
Condemam-me ou absolvem-me?
Por favor, digam-me qualquer coisa, pois vivo neste sentimento de culpa.
A confissão pública, só por si, já me põe mais leve…
Brincalhão estiveste no Oceanário no Carnaval e no hOTEL TIVOLI? Devemos ter-nos cruzado então..estava em Lisbos no OLISSIPO E FUI VISITAR O OCEANÁRIO…
ERAS TU O TIPO QUE GRITAVA CONSTANTEMENTE NA FILA DO OCEANÁRIO : O SÓCRATES É GAY!…
#18
Estive no Oceanário no domingo à tarde, por volta das 3 horas.
Por acaso não era eu, mas se tivesse ouvido alguém a gritar tal slogan, ter-se-iam ouvido no mínimo duas voves!
Tive sorte Brincalhao ..ás 14 e 30 estva eu a sair do Ocenário…então estvas no Tivoli..? Estavamos perto…do Olissipo ao Tivoli são cem metros..devemos ter passdao um pl,eo outro no Vasco da gama..estive lá de sábado á quarta feira…
QUANTO Á BESTA PODIAS TER POSTO UMA CASCA DE BANANA JUNTO AO TANQUE DAS PIRANHAS…E daí pobre das piranhas…
Fevereiro 21, 2010 at 8:32 am
bom dia!! e as melhoras!!
Fevereiro 21, 2010 at 8:42 am
Bom dia!
Chuva e vento, o céu está cinzento chumbo mas ouço os passarinhos a cantar…
Fevereiro 21, 2010 at 8:54 am
Bom dia!
A chuva já passou e vento não houve
Passarinhos não os ouço
Só silêncio.
Fevereiro 21, 2010 at 9:52 am
Bom dia..chuva….
Eu não procuro. Descubro
Picasso, Pablo
Fevereiro 21, 2010 at 9:52 am
Para alegrar o dia..
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/21/jimi-hendrix-rare-67-03-07-belgium/
Fevereiro 21, 2010 at 9:52 am
A ler…
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/21/o-meu-mundo-nao-e-como-o-dos-outros/
Fevereiro 21, 2010 at 9:53 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/02/21/frase-do-dia-em-que-a-madeira-sofreu-uma-grande-tragedia/
Até logo…
Fevereiro 21, 2010 at 10:18 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/06/29/japanese-high-school-vejam-a-enorme-tecnologia-que-existe-nas-salas-de-aula-o-metodo-inovador-assim-percebe-se-a-razao-do-nosso-atraso/
Fevereiro 21, 2010 at 10:48 am
Bom dia, com muita chuva e vento pelos Algarves.
….
Mudanças prometidas para o 3º Ciclo vão ser são um mero ajuste
http://www.publico.pt/Educação/mudancas-prometidas-para-o-3º-ciclo-vao-ser-um-mero-ajuste_1423691
Ajustar o que está mal, mal ficará!…
Fevereiro 21, 2010 at 10:51 am
Gude Mórningue!
Fevereiro 21, 2010 at 10:57 am
Bom Dia.
Muita chuva!
E na Madeira…?
Fevereiro 21, 2010 at 10:59 am
Bom dia…
Fevereiro 21, 2010 at 11:09 am
Confissão de um crime no Oceanário de Lisboa
Estava uma tarde de domingo de Carnaval muito fria em Lisboa quando, ainda no Hotel Tivoli, ali para os lados do Parque das Nações, o meu filho sugere que se vá visitar o Oceanário. A ideia não foi recebida com muito ânimo pois, o menino já lá deve ter ido umas boas dezenas de vezes na sua dúzia de anos de existência. Como toda argumentação contrária à visita falhou, até porque também nos estava a apetecer ir ver, mais uma vez, a pujança da biodiversidade a andar aos círculos nos aquários, lá nos pusemos a caminho.
Durante o caminho várias ocorrências me pareceram estranhas ou, no mínimo, pouco comuns, apesar da época carnavalesca. Vimos, abrigada na pala do Pavilhão de Portugal, uma mulher com uma barba de fazer inveja ao Karl Marx. Tivemos o cuidado de passar a alguns metros para verificar se não era um folião qualquer que, de tão bem caracterizado, facilmente nos levava ao engano. Ficou confirmadíssimo, pela minha esposa, de que se tratava duma colossal anormalidade hormonal, que a faz estar num Carnaval todos os dias. Depois, já no passeio à beira-rio, verificamos a poucos metros de nós um corvo-marinho-de-crista que não teve qualquer reacção à nossa passagem e se manteve impávido, permitindo que lhe tirasse todas as fotografias que me apeteceu, uma vez que, como apaixonado pela ornitologia, nunca tinha estado tão perto dum exemplar desta espécie. Desta forma, ainda antes de chegar à bilheteira do Oceanário, já dava por bem decidida mais esta visita, pois lá tivemos que explicar ao meu filho as razões que estão por detrás destas aberrações que a natureza nos atravessou no caminho.
Em pouco tempo estávamos na fila para os bilhetes, quando a trilogia de acontecimentos fica completa, na altura em que a minha esposa tem um “ai” e fica lívida com a presença de uma besta animal que nunca seria suposta encontrar-se naquele local. Voltei-me, para saber a razão de tal mal-estar, quando ela me diz ao ouvido “olha, disfarçadamente, para trás de mim”, enquanto o meu filho falava alto e em bom som, de forma mais indiscreta possível, “que tens mãe? Estás bem?”. Tendo já verificado a razão para tal alarme do sistema nervoso simpático da minha esposa, também o meu organismo reagiu como se estivesse em presença duma ameaça à minha integridade física. O coração disparou, as mãos suaram, o sangue fugia-me por todos os lados do meu corpo, a saliva secou na minha boca. Que outra reacção poderia eu ter perante um animal tão abjecto? Tinha terminado ali mesmo, ainda na bilheteira, a minha visita ao Oceanário para me concentrar nas possíveis formas de eliminar tamanha besta.
Ainda na bilheteira, comecei por tirar umas fotografias ao meu filho, mas punha no foco da máquina na besta, ao que a criança desconfiada me perguntava, se tinha sido a ele que eu tinha tirado as fotografias. Dizia que sim mas a minha expressão facial revelava que não.
Passei toda a visita a observar os movimentos da besta que trazia consigo uma cria duns três anos de idade à qual tratava por “querida” e esta respondia por “papá”, e uma rapariga com uma vintena de anos de idade para a qual não dirigia muito a sua atenção.
Juro que não fiz outra coisa, na visita ao Oceanário, do que pensar em como a eliminar, sem causar grande alarido entre os visitantes. Mas a segurança em que estão os seres marinhos também não ajuda à insegurança das pessoas, pelo que qualquer crime seria facilmente notado. Na minha cabeça passaram vários cenários, que para meu espanto, nunca tinha experimentado, e uma vontade descontrolada de:
- esborrachar-lhe o crânio contra um vidro de um aquário;
- atirá-lo para o aquário principal onde se encontram alguns tubarões que podiam chamar-lhe um pitéu;
- cortar-lhe, com o meu canivete suíço, uma carótida quando no meio de uma multidão tal se proporcionasse;
Compreendi o que sentem os bombistas suicidas quando se lançam sobre um alvo qualquer e matam, indiscriminadamente, tudo o que os rodeia. Desejei, naquele visita, ser um deles.
Mas a minha condição de ZECO reduziu-me a uma insignificância aterradora ao cometer o crime de não conseguir eliminar a besta chamada JORGE PEDREIRA pelo que, ainda que os restantes ZECOS me possam absolver de tal crime, nunca mais me perdoarei.
Nota: Existem fotos que provam que cometi o crime de não acabar com a besta.
Condemam-me ou absolvem-me?
Por favor, digam-me qualquer coisa, pois vivo neste sentimento de culpa.
A confissão pública, só por si, já me põe mais leve…
Fevereiro 21, 2010 at 11:12 am
Bom dia!
Fevereiro 21, 2010 at 11:22 am
Adorooooooo!!!!!
Fevereiro 21, 2010 at 11:22 am
Bom dia…
Fevereiro 21, 2010 at 12:10 pm
Brincalhão estiveste no Oceanário no Cranval e no hOTEL TIVOLI? D
Fevereiro 21, 2010 at 12:12 pm
Brincalhão estiveste no Oceanário no Carnaval e no hOTEL TIVOLI? Devemos ter-nos cruzado então..estava em Lisbos no OLISSIPO E FUI VISITAR O OCEANÁRIO…
ERAS TU O TIPO QUE GRITAVA CONSTANTEMENTE NA FILA DO OCEANÁRIO : O SÓCRATES É GAY!…
Fevereiro 21, 2010 at 12:24 pm
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2010/02/segurem-me-senao-salto-nao-nao-saltes.html
ahahahhhhhhhhh!
Fevereiro 21, 2010 at 12:29 pm
#18
Estive no Oceanário no domingo à tarde, por volta das 3 horas.
Por acaso não era eu, mas se tivesse ouvido alguém a gritar tal slogan, ter-se-iam ouvido no mínimo duas voves!
Fevereiro 21, 2010 at 12:32 pm
# 13
Ó primo,
Avaliaste bem da possibilidade duns murros valentes na besta, sem teres posteriores chatices claro?
Fevereiro 21, 2010 at 12:39 pm
Tive sorte Brincalhao ..ás 14 e 30 estva eu a sair do Ocenário…então estvas no Tivoli..? Estavamos perto…do Olissipo ao Tivoli são cem metros..devemos ter passdao um pl,eo outro no Vasco da gama..estive lá de sábado á quarta feira…
QUANTO Á BESTA PODIAS TER POSTO UMA CASCA DE BANANA JUNTO AO TANQUE DAS PIRANHAS…E daí pobre das piranhas…
Fevereiro 21, 2010 at 12:41 pm
Bem vou ao almoço e ver testes volto logom pleo fim da tardinha…carpe diem…fiquem com esta…
Fevereiro 21, 2010 at 6:39 pm
# 23 Buli eh eh
Tu muito gostas deste desporto de Inverno! Eh eh