A ‘central’ do Governo
A história da tal ‘central’ de propaganda do Governo pode parecer uma brincadeira, mas não é: nos últimos anos o Governo de José Sócrates usou meios públicos para fazer propaganda e campanha eleitoral.
Quais? Assessores, chefes de gabinete, membros do Governo usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político. Como o CM demonstra nesta edição, o Governo alimentou blogues de campanha eleitoral daquela forma, mas também outros que antes e depois do tempo de eleições continuaram a ser a barriga de aluguer de argumentários e documentos pré-fabricados. Há preparação para responder a questões difíceis, por exemplo com perguntas e respostas sobre o caso BPN, ou manipulação de números sobre o investimento público, como o TGV. É tudo à vontade do freguês… Para quem ainda há menos de 15 dias enalteceu os valores da ética republicana este é um caso politicamente desastroso e de uma legalidade muito duvidosa. A utilização de meios do Estado, pagos pelos contribuintes, não consta de nenhum manual de história como um dos ‘valores’ do dito ideal republicano. O pagamento aos serventuários com as habituais benesses de nomeação para cargos também não. Mas com tal Governo tudo é possível…
Eduardo Dâmaso
Fevereiro 17, 2010
Mais Um Que Se Coloca A Jeito
Posted by Paulo Guinote under Informação, Liberdade?, Opiniões, Política[10] Comments
Fevereiro 17, 2010 at 9:50 pm
“Venezuela & Capitalismo Maçónico, L.da”
Fevereiro 17, 2010 at 9:54 pm
Até aqui pelo Umbigo eles andam…
Fevereiro 17, 2010 at 10:20 pm
Eles andem aí, andem
Já andarem mais , mas inda agora vi um ali mais abaixo
Fevereiro 17, 2010 at 10:33 pm
Eles vão e voltam…
Fevereiro 18, 2010 at 12:02 am
Ouvi parte das declarações do JMF na Comissão de Ética na AR.
É totalmente inadmissível um PM manter-se ainda em funções, (somente) com as declarações que o ex director do Público proferiu.
….
Fevereiro 18, 2010 at 12:20 am
O tipo de «argumentos» das SS …
Escutas: Santos Silva atribui ataques a quem não aceitou derrota
http://www.tvi24.iol.pt/politica/pacheco-pereira-santos-silva-escutas-tvi24-debate/1140083-4072.html
Como se:
… a Democracia se esgotasse numa cruz num papelucho de 4 em 4 anos;
… não estivéssemos a par de que a campanha eleitoral para as legislativas foi uma autêntica farsa, com a CS toda controlada;
… não fosse ele o meu/nosso empregado e nessa qualidade ser seu dever dar-me(-nos) todas as explicações que lhe solicitamos.
Fevereiro 18, 2010 at 12:43 am
Mais cedo ou mais tarde, vão ter de fazer uma colecta de materiais preciosos, para sustentar os reis do País. Na monarquia só havia um Rei, agora há muitos. E não há conhecimento de Reis nomeados por fax.
Fevereiro 18, 2010 at 10:00 am
# 2
Sim, sim! Até por aqui andam e andaram e de vez em quando aparecem. Cadê eles agora?
Fevereiro 18, 2010 at 10:14 am
Guilherme Silva, vulgo Espectro, R de Reformas e outros nicks de lambe-botas, em
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=8590
«2. Maria de Lurdes Reis Rodrigues, personalidade nacional
Lisboeta de 50 anos, doutorada em Sociologia pelo ISTE, Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação do Governo liderado por José Sócrates, é hoje, seguramente, uma das mais contestadas do executivo. Para onde se mexa, logo meia dúzia de candidatos à delinquência juvenil e professores marionetas lhe vomitam insultos ou impingem as televisões com cartazes chocarreiros, numa romaria de orquestra e megafone curiosamente antecedidos, horas antes, por SMS anónimos para telemóveis de alunos, professores e até pais, incitando as turbas ao motim com palavreado rançoso e malcriadão.
Não sou suspeito porque, como professor universitário, membro do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, filiado na FENPROF, estudo, linha a linha, as reformas da Ministra e as motivações dos putativos contestatários, os quais, de resto, ameaçam fogo posto para o ano lectivo em curso.
Sou insuspeito, insisto: co-participei activamente, na faculdade (em Coimbra) em dezenas de greves, liderei insurreições, co-organizei a única greve geral a exames do país (Coimbra, 1969), estive nos piquetes, desafiei os polícias com cães e os cães polícias. Paguei a ousadia à bastonada ou com os ossos na cadeia. Arrependo-me de nada.
Maria de Lurdes Rodrigues – é bom recordar, embora a coisa não seja pacífica – recusou-se a embalsamar o “Acordo de Bolonha”, que Portugal subscreveu com outros 28 países, mais de 80% dos quais já o aplicam pacificamente há vários anos. Bolonha comporta vantagens iniludíveis, mas impõe comportamentos e organizações curriculares quase draconianas. A Ministra fez a pega de caras.
Os professores, de ora em diante, avaliam os seus alunos, como sempre fizeram, mas terão de submeter-se à avaliação do seu comportamento profissional.
Os competentes ver-se-ão recompensados, profissional e financeiramente.
Os medíocres ou calões permanecerão na cepa torta.
Quem, no perfeito juízo, pode questiona uma coisa destas?
São ou não avaliados e inspeccionados os médicos? E os farmacêuticos? E os magistrados? E as polícias? E os desportistas?
Maria de Lurdes Rodrigues ri pouco, apesar de ser uma mulher segura de voz doce. Ouvirá clamores de rua, saberá de escolas sequestradas a cadeado, mas levará por diante, espero, o que muitos outros ministros antes dela rosnavam nos corredores. Por cobardia e laxismo, endossaram a factura justamente para esta mulher que ficará na história da resistência à bandalheira.»
Fevereiro 18, 2010 at 10:27 am
Porfírio Silva, MFerrer, Câncios, tudo a gemer pelos tachinhos que voam
Gulosos, que já tanto abicharam e querem abichar ainda mais! Que sorte têm em viver num país onde não se rapa o cabelo a traidores nem se metem bandidos na cadeia…
FsDP!