Segredo de Justiça: jornalistas absolvidos
Violações no processo Casa Pia sem provas
O Tribunal de Oeiras absolveu esta segunda-feira as duas dezenas de jornalistas das redacções da SIC, TVI, Expresso, Visão, Grande Reportagem e Lux que estavam acusados de ter violado o segredo de justiça no processo Casa Pia.
O tribunal considerou que, em sede de julgamento, não se fez prova dos factos constantes do despacho de pronúncia.
Entre os jornalistas que estiveram em julgamento contam-se os directores da SIC Alcides Vieira e Ricardo Costa, o ex-patrão da TVI José Eduardo Moniz e o antigo director do Expresso José António Saraiva, além de nomes como Pedro Camacho, Felícia Cabrita, Lourenço Medeiros, Ana Leal, Mário Moura ou Manuela Moura Guedes.
Os arguidos estavam acusados por um ou mais crimes de violação do segredo de justiça, ou seja, por terem alegadamente tomado contacto indevido com matéria processual coberta pelo segredo da investigação relativa ao processo de pedofilia da Casa Pia de Lisboa.
Fevereiro 17, 2010
Afinal… Não Houve Violação…
Posted by Paulo Guinote under Imprensa, Justiça, Liberdade?[18] Comments
Fevereiro 17, 2010 at 9:57 pm
Sinto-me violado, suas excelências é que não.
É verdade que eu pago a suas excelências, mas recibo não.
Fevereiro 17, 2010 at 10:01 pm
O que tinha a sua piada era o tribunal decidir quanto a pedófilos. Mas disso tem medo ou conveniência, nunca vi um tribunal mais pedófilo do que este!
Fevereiro 17, 2010 at 10:10 pm
“segredo da investigação relativa ao processo de pedofilia da Casa Pia”
Não há segredo nenhum, foram ao cu a meninos protegidos pelo governo e houve protegidos pelo governo que.
Há que fazer o mesmo ao governo, Amurabi.
Fevereiro 17, 2010 at 10:31 pm
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Vou dormir, porque faz parte.
Se eu não voltar é porque os gajos vieram cá.
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Fevereiro 17, 2010 at 10:34 pm
Boa noite…
Fevereiro 17, 2010 at 10:39 pm
#3-descansa,que não fazem outra coisa!
Fevereiro 17, 2010 at 10:43 pm
Os deputados vão levar nove semanas e meia a interrogar 50 e tal pessoas no parlamento.
Para quê? não terão mais que fazer?
Ainda não viram o filme todo? Paninhos quentes e saquinhos de gelo não curam os males do Pais.
Fevereiro 17, 2010 at 10:47 pm
http://gataescondida.wordpress.com/2010/02/17/6817/
Fevereiro 17, 2010 at 10:48 pm
#3,
Tivemos oportunidade há uns meses. Ninguém o fez.
Fevereiro 17, 2010 at 10:51 pm
Os meninos não têm dinheiro para subornar esta corja. Aqueles a quem os Estado devia proteger e de quem o Estado e altas individualidades se serviram,não conseguem fazer ouvir a sua voz. Daqui a dez anos ainda nada estará decidido e há muita gente a colaborar nesta farsa. Alguns dos Senhores continuam a fazer-se acompanhar por jovens, lá para os lados do El Corte Inglés, carregadinhos de sacos e com belos carrinhos…um vómito
Fevereiro 18, 2010 at 1:12 am
O chamado caso das escutas, no processo Face Oculta, é neste momento meramente político – PGR
http://www.aeiou.visao.pt/pgr-explica-porque-arquivou-escutas-do-face-oculta=f548427
IHIHIHIHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Não é anedota.
Fevereiro 18, 2010 at 1:26 am
Portugal = peadophiles (and corrupts) paradise
VÍDEO
http://www.criticademusica.blogspot.com/search/label/Casa%20Pia
Fevereiro 18, 2010 at 1:28 am
Director do “Sol”: “A cúpula da justiça tentou camuflar escutas”
http://www.ionline.pt/conteudo/46083-director-do-sol-a-cupula-da-justica-tentou-camuflar-escutas
Fevereiro 18, 2010 at 7:10 am
Casa Pia? O que é isso?
Fevereiro 18, 2010 at 9:57 am
Só falta dizer que os miúdos da Casa Pia foram abduzidos por ETs e levados para naves espaciais. Na realidade esses ETs, para se parecerem mais com os humanos, tinham tomado a identidade dos acusados.
Tudo isto é filme.
Fevereiro 18, 2010 at 10:32 am
Segredo de Justiça…
O segredo de justiça é um bordel. Só que este legal.
Tudo o que me cheira a segredo em coisas de interesse público, eu abomino.
Seja na justiça, seja na política, seja na avaliação dos professores…
Viva a transparência!
Fevereiro 18, 2010 at 11:24 am
Toda essa canalha de violadores de crianças deve ser devidamente julgada e condenada, assim que a democracia for restaurada. Não podem continuar por aí impunes, como o Ritto e outros bandalhos!
Fevereiro 18, 2010 at 4:04 pm
A pirâmide está totalmente invertida.
O Ministro da Justiça é que devia apresentar-se no tribunal para esclarecer se autorizou a difusão dos segredos de justiça, e, se não autorizou, que providências tomou para averiguar a responsabilidade do pessoal que tem à sua guarda os documentos e quanto auferiu pela venda clandestina dos altamente secretos.
Exactamente o mesmo problema da PT. O Rui Pedro Soares, em vez de interpor uma providência cautelar ao Sol, deveria tê-la posto ao Estado, porque o Estado não cuidou do amado e propalado segredo de justiça que é uma espécie de segredo de Polichinelo.
Em suma, chamar o Estado, mas, para esconder a sua ineficiência e incapacidade, vão à arraia miúda, ou chamar ribalta os directores dos jornais. É um teatro montado à feição do poder.
É como o teatro dramático do professorado.
A peça teve vários actos:
1.º acto – O Estado tem necessidade de saldar as dívidas conquistadas pelo dinheiro abusivamente malbaratado e lança um dado com os nomes das profissões em cada face.
2.º acto – A face indica Professores, então vamos cortar aí no ganha pão deles, mas não pode ser aleatoriamente para não dar a impressão de má vontade. Vamos criar um problema aparentemente lógico, que levante celeuma, e depois aparecemos como os capazes de o resolver.
3.º acto – O Estado já criou o problema, qual é o de classificar os professores para melhorar o ensino (o que significa criar na mente da sociedade civil que os professores são uns madraços e por isso não ensinam nada).
4.º acto – Instalado este ambiente também nas escolas (como os professores são maus, os alunos queixam-se aos pais, e os pais vão às escolas bater nos professores), o Estado vai resolver o problema debitando umas quantas folhas com questionários que os professores devem preencher, para o Estado calcular o item em que deve ser classificado e, consequentemente passa a auferir o vencimento de acordo com as respostas certas ou erradas ao questionário.
5.º acto – O professorado descobriu a marosca do Estado e não está pelos ajustes, pelo que resolve falar com a única voz que o Estado entende, as manifestações.
6.º acto – A resposta do professorado incomoda o Estado que proclama nas entrevistas, no Parlamento, e na televisão (diariamente 3 vezes, de manhã, à tarde, e à noite) que o seu interesse é melhorar o ensino (não é, mas faz de conta que é) e, contra isso, não há manifestação que o vença.
7.º acto – Agora diz enfaticamente que ninguém é igual aos outros, portanto, não podem todos os professores ganhar a mesma coisa e a tabela vai ficar estabelecida doa a quem doer mesmo que um professor com 20 anos de serviço passe a ganhar menos que um professor acabado de entrar no ensino. Vamos assim melhorar o ensino, piorando o professorado.
8.º acto – Os efeitos perversos inesperados incomodam o Estado que vê a solução de piorar o vencimento dos professores com muita dificuldade, e vai ao Parlamento apresentar quadros fictícios, travestidos como sendo da OCDE, a mostrar a não menos fictícia melhoria do ensino, e que já conseguiu as fictícias classificações de 90% dos professores. Isto tem muita lógica porque o Estado também vive num país fictício, feito à sua imagem.
9.º – De atropelo em atropelo, e porque a Ministra não soube suavizar o ambiente, e porque actuou como se fosse um General, teve que despedi-lo e chamar para o seu lugar quem temperasse melhor o ambiente.
10.º – O drama continua em actuação, e o Estado ainda não sabe como acabar a peça tão mal engendrada.
Como o teatro tem dois palcos, no outro, foi jogado o dado das profissões e a face virada para cima indicou Funcionário público, mas aí a peça morreu à nascença, porque os funcionários não entenderam o desenrolar da mesma e foram classificados à força, com as inevitáveis consequências:
Criou ingratos e descontentes.
Afinal é essa a função do Estado fictício.