What is the real secret of a good school?
How do you turn a sink school into one of the country’s best state academies? We meet the head who made it happen.
Fevereiro 16, 2010
O Verdadeiro Segredo De Uma Boa Escola?
Posted by Paulo Guinote under Escolas, Inglaterra[18] Comments
Fevereiro 16, 2010 at 10:56 pm
Excelente artigo. Destaco esta parte:
“What makes a good school? Perhaps it is just a good head, after all. One teacher whispers to me as I leave: “It’s all her, you know. Her vision. I don’t know anyone else who could have achieved all this. Down to the last tile.”
Ou seja, liderança forte. Mas isto é anátema para os seus ouvidos. Nunca o vi defender algo minimamente semelhante a isto. Bem pelo contrário. O que sempre gostou de salientar foi a deriva autoritária que se encerra por detrás dos líderes fortes. As suas posições parecem configurar a defesa de uma espécie de “basismo de iluminados”. Professores auto-determinados, que se sentem bem na sua pele de educadores, mas sem se subordinarem a orientações estratégicas traçadas superiormente.
Fevereiro 16, 2010 at 10:58 pm
#1,
Incorrecto.
Sou é contra as lideranças falsamente iluminadas.
Curiosamente, nunca tive qualquer problema com as lideranças da dezena de escolas por onde passei.
Verdade se diga que também não lhes causei problemas que eu próprio não estivesse em condições de solucionar.
Com alunos, não me recordo de nada relevante.
Com colegas, talvez…
Fevereiro 16, 2010 at 11:24 pm
Gostei particularmente
- da importancia dada aos pormenores
- da separação rapazes/raparigas
- da resposta à possibilidade da cabeça coberta (e sobretudo de um comentador que fala da burqa).
Os modernaços devem ficar a ferver…
Fevereiro 16, 2010 at 11:30 pm
A qualidade da liderança é incontornável e a sua discussão não creio que tenha sido feita nos melhores termos até à data. Por um lado, Maria de Lurdes Rodrigues e a sua equipa exibiam, a respeito desta questão, uma ignorância difícil de igualar. Mas, do lado sua da contestação, também não houve sempre serenidade suficiente. É minha opinião que, sem que desenvolva nas escolas capacidade de liderança, todos os outros problemas, incluindo o muito propalado “sistema de avaliação”, ou a “autonomia”, igualmente não encontrarão solução. Também por isso, não compreendi as reticências daqueles que tiveram a oportunidade de se candidatar aos lugares de direcção das escolas e optaram por não o fazer. Num país onde os professores tiveram a oportunidade – porventura rara – de participar na gestão das escolas durante mais de trinta anos, não usar extensivamente essa rica experiência foi, na minha opinião, uma clara falha de liderança.
Fevereiro 16, 2010 at 11:38 pm
A separação dos rapazes e das raparigas. Abençoadas cabeças que o final do século XX pariu. Penso que a castração química também não será de desprezar. Gu a abrasão da genitália. Deve ser isto que leva ao renascimento nórdico: uma secreta identificação com a auto-repressão nas suas formas mais assépticas.
Fevereiro 16, 2010 at 11:39 pm
Paulo Guinote disse:
“Sou é contra as lideranças falsamente iluminadas.
Curiosamente, nunca tive qualquer problema com as lideranças da dezena de escolas por onde passei.”
Registo que nunca teve problemas com as lideranças das escolas nas quais foi professor. Todavia, a questão que lhe coloco é saber se algumas dessas lideranças se assemelhou vagamente à que é descrita no artigo que referenciou.
A minha experiência diz-me que uma parte significativa dos presidentes dos conselhos directivos, agora directores, se limita a fazer a gestão do quotidiano. Alguns são, como diz, falsamente iluminados e tendem a exibir tiques de autoritarismo. Ainda por cima num contexto de concentração de poderes.
Mas não tenhamos grandes ilusões: os bons líderes incomodam, principalmente aqueles professores que funcionam em piloto automático. Na minha carreira conheci somente duas pessoas que se aproximaram um pouco do que considero ser um bom líder no contexto da escola pública. Acho que tive sorte.
Fevereiro 16, 2010 at 11:50 pm
… ó kafka enredado em processos …
páre lá para pensar um bocadinho.
Segundo certos critérios o Futebol Clube do Porto é, mais do que um caso de sucesso, uma verdadeira nação. Pergunta: escolheria o Pintinho para modelo de educação dos seus filhos?
A senhora conseguiu alguma coisa? Pois conseguiu. Nem era precisa ir tão longe porque posso citar-lhe exemplos iguais (à escala) em Portugal.
Mas se o sucesso implica pôr os miúdos e as miúdas a almoçar em horários diferentes há uma coisa que lhe garanto: espere 20 anos e depois diga-me onde é que eles estão! esse sistema funcionava bem no passado sabe porquê? Porque os homens e as mulheres não trabalhavam juntos.
Fevereiro 17, 2010 at 12:05 am
É verdade, nunca mais vi por cá o Américo.
Por onde andará?
Fevereiro 17, 2010 at 12:11 am
#6,
Como não funciono em piloto automático… acabo a provocar problemas mas, como disse, raramente às lideranças ou aos alunos.
Com o tempo, alguns colegas habituam-se ao inesperado e ao confronto… os do piloto automático.
Fevereiro 17, 2010 at 5:17 am
GOSTAVA É QUE FALASEM QUE NÃO É NECESS´RIO TANTO ORGÃO DE GESTÃO PARA ESCOLAS TÃO PEQUENAS.
POR QUE NÃO UM ORGÃO DE GESTÃO POR UM GRUPO DE ESCOLAS COM PELO MENSO 1500 ALUNOS?
QUANTOS GESTORES INUTEIS SERIAM DISPENSADOS?
POR QUE NÃO SÓ UMA SECRETARIA PARA ESTE GRUPO DE ESCOLAS?
CONCERTEZA QUE SABEM QUE A GESTÃO DE UMA ESCOLA TEM MAIS GESTORES QUE UMA CAMARA MUNICIPAL DE PEQUENA DIMENSÃO.
COM ESTA PEQUENA E CERTA MEDIDA POUPA-SE QUASE 0,5 DO DEFICE!!!!!!!!!!!
Fevereiro 17, 2010 at 9:09 am
Eu funciono em piloto automatico.
Sobretudo durante a viagem e na aproximacao a pista.
Mas ha alturas em que tem de se fazer override, meter ou tirar flaps, aumentar ou diminuir a potencia dos motores.
O que eu nao gosto e que venham pilotos que passam o tempo no simulador e controladores de radar, mandar mudar de rota cada vez que vao a casa de banho.
E que depois quando ha turbulencia venham dizer que a culpa e do piloto, e que este tem de ser avaliado pelos abanoes que o aviao sofreu.
Fevereiro 17, 2010 at 10:07 am
#10,
Já trabalhei – há 20 anos – numa Cãmara, mas muitos amigos trabalham.
Acredite que o desperdício nessa matéria é muito maior numa autarquia.
Que um órgão de gestão poderia ter só 3 pessoas isso é certo.
E nenhuma a tempo inteiro, em minha opinião.
Fevereiro 17, 2010 at 10:18 am
# 11
Gostei do seu texto!!!
Fevereiro 17, 2010 at 10:38 am
#11
Gramei a metáfora.
Comentando agora as lideranças: ligada a outras instituições que não exclusivamente a escolar, a minha, apenas encontrei um líder. A liderança é visceral e naturalmente se auto regula, porque a maioria dos líderes é construída à martelada e por força de um qualquer buril rombo. Voz “grossa”, gestos largos, olhar distorcido para com aqueles que se “nanomizam” e voz “debilóide”, gestos engessados, olhar cabisbaixo, perante um superior, sobretudo externo à instituição. Convivi com isto, aliás, assisti e continuo a assistir. Não sou prof ligada a “automáticos”, tenho provas dadas e talvez por isso mesmo saiba marcar o meu terreno, sem que isso me iniba a capacidade de analisar o comportamento humano a nível das lideranças e não só. E o que observo desgosta–me: sei das grandes fragilidades (porque já fiz parte “deste” C.E.) que se escondem sob o manto da “autoridade”.
Rebatendo, no entanto, a minha afirmação inicial, que continuo a defender, será que um líder se “constrói”, ou como agora sói dizer–se : se “formata”?
Fevereiro 17, 2010 at 11:15 am
Ou seja, não se comenta o essencial. Apenas as lateralidades. #1 tem razão: quem mexe nas rotinas e na preguiça não serve.
Fevereiro 17, 2010 at 1:17 pm
Liderança necessária e suficiente:
- criar condições para os professores planificarem em conjunto as lições de cada dia;
- com base nisso, os professores avaliar-se-iam mutuamente, ficando para o director o voto de qualidade.
O resto é serviço administrativo.
Fevereiro 17, 2010 at 1:26 pm
Nós nem gestores suficientes temos para as grandes empresas quanto mais para milhares de escolas.
Fevereiro 17, 2010 at 1:28 pm
O problema é que no ensino português oscila-se entre as pretensas ciências da educação e uma tendência para encarar a gestão escolar como se de economia doméstica se tratasse.