Por cá nem é bom recordar as férias secretas e os amores secretos e tudo o que é secreto e surge, quase em tempo real, na primeira página, com a cumplicidade dos que afirmam que tudo era secreto.
Depois a berraria em locais públicos é que se apresenta como privada.
Private lives should never belong to the public
Politicians have to pander to the relentless appetite for disclosure. But knowing too much can lead to bad mistakes.
A friend of mine who works in psychotherapy has seen politicians as patients. He tells me that they are in a constant muddled internal debate about what to show to the world; in which of the three boxes to place the parts of their lives, the public, the private and — above all — the public/private.
You have to be “human” or “easy in your skin” so you display to the voters your family in gobbets, you share your humanity a little, express a doubt or two (but not three).
Keep something back. Just enough, and no more.
Fevereiro 16, 2010 at 11:41 pm
Um político não ser capaz de resguardar das vistas do público aquilo que pertence genuinamente à sua privada (não confundir com participação em actos que contrariam aquilo que o próprio afirma) é um político imaturo. Nada admira que um dia vá parar ao psiquiatra.
Fevereiro 17, 2010 at 12:14 am
Ao longo dos anos, as folhas de revistas e jornais, os sons da rádio e os écrans da TV foram-se abrindo e foram sendo aproveitados pelos políticos, depois de o mesmo ter acontecido ao Jet 7 do croquete.
Assim se ganham e perdem eleições e poderes vários.
E isso paga-se, não só mas também, no psiquiatra.
A opinião pública delicia-se com a abertura, a simplicidade e a empatia.
Álvaro Cunhal e mais uns poucos conseguiram separar as águas. Gente estranha que não mostra a família, não mostra nada. Nem o hall da casa.
Segundo julgo saber, nunca foram ao psiquiatra. E se foram, ninguém soube.
Fevereiro 17, 2010 at 12:44 am
A construção de uma imagem social é hoje uma questão de marketing…
aquele que aparece e se expõe é citado/lembrado/votado… a quantidade acaba por ser sinónimo de qualidade. O político que ninguém conhece ninguém escolhe.
Quais os planos, a roupa, as ocasiões, o nº de vezes, o tempo de antena… não são deixados ao acaso…
quando Obama discursa nada é deixado ao acaso… os ângulos em que o público aparece, as expressões, o assentimento com a cabeça… enfim.
A opinião pública é completamente manipulada aqui e em qq lugar.
Se escapa aquilo que não é suposto escapar… só por burrice do político. Berlusconi é “perito” nisso.
Por cá são todos discretos e o nosso 1º é exímio… na sua vida privada.
O que sai é o que ele quer que saia.
As negociatas são erros do sistema composto por “amigos” mt burros.