Janeiro 2010


Peço desculpa a quem me enviou os materiais por não ter sido possível ir em busca da declarações da ditosa MLR conforme solicitado, mas desenvolveu-se-me um eczema atópico mal digitei tal coisa no Google.

Bom dia, Paulo!
Votos de uma excelente semana de aulas.
Envio-lhe em anexo algumas fichas de avaliação que imprimi, a partir da aplicação informática criada pelo Ministério.
Estas demonstram como é possível obter a menção final de Muito Bom, obtendo essa classificação em apenas QUATRO parâmetros entre QUINZE.
Mais ainda, é possível ser-se “Muito Bom”, mesmo que se obtenha a classificação de “Regular” na adequação das estratégias e dos conteúdos e na avaliação que se faz dos alunos. O professor Muito Bom é aquele que avalia mal o seus alunos.
Mudando apenas um parâmetro (baixando o das TIC para Bom), a menção final já será BOM.
Não lhe estou a mandar nada que seja desconhecido para o Paulo.
Gostaria que isto fosse utilizado numa peça jornalística, tipo:
“Afinal, de que se queixam os professores?”
1. Foram praticamente todos avaliados.
2. A percentagem de Regulares foi residual.
3. Muitos deles obtiveram classificações de mérito.
Porque não querem esta avaliação?

Intercalar isto tudo com uns excertos de citações da anterior Ministra, onde esta fala de RIGOR, de MÉRITO e de DISTINÇÃO.
C.

Tal como com o Magalhães, não é a bondade da ideia e até dos objectivos que está em causa, mas as questões laterais da agilização dos processos…

Do Portal do Governo:

Decreto-Lei que prorroga até 31 de Dezembro de 2010 a aplicação das medidas excepcionais de contratação pública, permitindo a adopção do procedimento de ajuste directo para a celebração de contratos de empreitada de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços, no âmbito da prossecução do objecto da Parque Escolar, E. P. E., alterando o Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro

Este Decreto-Lei prorroga até 31 de Dezembro de 2010 a aplicação das medidas excepcionais de contratação pública, permitindo a adopção do procedimento de ajuste directo para a celebração de contratos de empreitada de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços, no âmbito da prossecução do objecto da Parque Escolar, E. P. E., alterando o Decreto-Lei que estabelece medidas excepcionais de contratação pública, a vigorar em 2009 e 2010.

Com este diploma é, assim, possível assegurar as condições necessárias e indispensáveis à execução do plano de intervenções de reabilitação a desenvolver no ano de 2010 (lançamento da fase 3 do Projecto de Modernização das Escolas Destinadas ao Ensino Secundário) bem como a conclusão de intervenções englobadas nas fases anteriores do Programa que se encontram em curso.

Ler à luz de elementos como os seguintes:

Dez empresas representam 95% do total da dívida das empresas públicas

(…)

A Refer lidera a tabela das empresas com maiores compromissos adicionais, calculados pelos economistas do BPI, dentro do Sector Empresarial do Estado (SEE), com um peso de 26 por cento, correspondente a quase nove mil milhões de euros, com os transportes a dominarem a lista.

Segue-se o Metro de Lisboa (16,8 por cento, perto de 5,5 mil milhões de euros), o Parque Escolar (13,6 por cento, cerca de 4,5 mil milhões de euros), a Comboios de Portugal – CP (11 por cento, sensivelmente 3,8 mil milhões de euros), os Hospitais EPE (8,2 por cento, quase três mil milhões de euros), o Metro do Porto (7,5 por cento, 2,5 mil milhões de euros), a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva – EDIA (3,8 por cento, cerca de 1,2 mil milhões de euros), a Estradas de Portugal (2,8 por cento, quase mil milhões de euros), a RTP (2,7 por cento, perto de mil milhões de euros) e a Carris (1,8 por cento, cerca de 600 milhões de euros).

Relatório da OCDE elogia remodelação de escolas

(…)

O PÚBLICO teve acesso apenas ao sumário do documento, que foi encomendado pelo Ministério da Educação e parcialmente elaborado com o apoio da Parque Escolar, a empresa pública criada em 2007 e responsável pelo programa. A equipa da OCDE esteve em Portugal, entre Março e Junho do ano passado, a recolher dados no terreno.

Uma das questões levantadas pelo relatório reporta-se aos custos a longo prazo de “energia, limpeza e manutenção” de algumas escolas, que poderão ser “desnecessariamente grandes”.
Por outro lado, o documento elogia a qualidade de acabamento dos edifícios observados, mas nota que “o design poderá, em alguns casos, não ser tão flexível e encorajador de práticas inovadoras do século XXI como seria de esperar”.

O programa de remodelação das escolas secundárias significa um investimento de 2450 milhões de euros, entre 2007 e 2011, com o objectivo de modernizar 205 escolas de um total de 322. Apesar de elogiar a capacidade do Estado português para conseguir verbas europeias para este projecto, o relatório sublinha que “permanecem questões relativamente à provisão de fundos” para as escolas não incluídas na primeira vaga de remodelação e que “é expectável que apresentem, dentro de alguns anos, as mesmas deficiências que algumas das que estão agora a ser remodeladas”.


Medidas anti-crise ficaram a meio caminho

(…)
- Escolas

O programa de modernização de escolas é um dos mais bem sucedidos, estando a contribuir para dinamizar o mercado da construção civil. Orientado para a reabilitação de escolas secundárias e lançado pela empresa Parque Escolar, criada para o efeito, o programa tem assentado num modelo de empreitada tradicional, o que fez com que não sofresse com a crise de crédito, porque é o Estado a financiar o programa.

É que eu tenho por aqui papéis de órgãos de gestão a pedir que sejam definidos até final do mês, depois da ministra ter afirmado que estas coisas eram para esperar.

E sei de outras paragens em que isto já foi pedido e respondido.

O argumento é que o simplex3 está em vigor e uma comunicação da titela, por si só, em especial mais pela comunicação social do que pelas vias normais, não altera a lei.

E, por exemplo, há muitas escolas aqui pela zona da DRELVT que alegam que não receberam nada.

Portanto, vá lá, colaborem com mais um levantamento umbilical, e mandem-se por mail (guinote2@gmail.com, se possível com cópia de algum documento comprovativo) ou depositem na caixa de comentários, sem se dispersarem por outros assuntos que é para não encobrir o assunto, que é relevante e anda a ser esmiuçado.

A privacidade dos remetentes será obviamente respeitada, sempre que solicitado.

Caro Paulo Guinote,

É altura de começarmos a apresentar  situações concretas das vantagens deste acordoassinado entre os Sindicatos e o Ministério. Vejamos o regime transitório e vejamos, também,a minha situação particular. (Como não disponho de dados gerais, não pertenço à direcção denenhum Sindicato nem à equipa do Ministério da Educação, só posso partir do meu casoconcreto).
Tenho 24 anos e sete meses de serviço lectivo, considerando o ano de 2009. Tenho sete anosde permanência no índice 245. Descontando os 28 meses do congelamento, ficarei posicionada no novo 6º escalão, onde terei de permanecer mais quatro anos até aceder, imaginemos que consigo à primeira, ao escalão seguinte. No total, permaneço onze anos no índice 245!
Qual é a moral de uma lei que me penaliza duas vezes pelo mesmo factor? Eu explico, nãoacedi ao índice 299 porque estava congelada e não avanço, novamente, porque no passado estive congelada. Parece justo? Parece negociável e passível de acordo?
A.

…será possível deixcarem-me aqui ou mandarem-me novas das obras feitas pela Parque Escolar e que estão a decorrer ligeiramente pior do que o esperado, em particular quanto às poupanças no material e deficiências variadas pouco tempo depois (ou antes) das inaugurações?

Leonardo da Vinci, Estudo dos Movimentos e Posições dos Gatos

Parlamento vai discutir quotas da avaliação

Professores pedem aos partidos que aprovem fim das quotas, o que teria efeitos em toda a função pública.

Depois da luta com o Ministério da Educação (ME) e da assinatura de um acordo, os sindicatos voltam-se agora para a Assembleia da República para conseguir o que a tutela não lhes garantiu ainda: o final do sistema de quotas na avaliação e a recuperação dos dois anos e quatro meses de carreira que foram congelados. Pode estar à vista uma nova luta, já que só o Bloco de Esquerda (BE) e o PCP dizem abertamente que vão defender estas reivindicações que teriam consequências na avaliação de toda a administração pública (AP), enquanto os restantes partidos também não fecham a porta.

Não estão mesmo a ver o PSD a esquivar-se como da outra vez, agora que estão  com tanto sentido de Estado e preocupados com as poupanças?

Bom, a menos que a poupança não interfira com o JArdim:

Dinheiro para a Madeira ameaça Orçamento do Estado

(…)

No momento preciso em que o Orçamento de Estado parece ter apoio garantido à Direita, esta passou a ser “a questão política central” – podendo conduzir a um bloqueio parlamentar. E, até aqui, há mesmo um impasse absoluto: o Governo nada quer, a oposição não cedeu. “Quarta-feira”, diz ao DN Guilherme Silva, deputado do PSD, “é a hora da verdade”.

Dave Matthews Band, The Space Between

7,5€ e 5€, respectivamente. Aceita-se…

Sócrates defende que requalificação das escolas é uma forma de combater a crise

O primeiro-ministro defendeu este sábado que o investimento público que está a ser feito na requalificação do parque escolar é uma forma de combater a crise e aumentar o número de postos de trabalho. José Sócrates convidou mesmo os portugueses a visitar as escolas.

Então vamos lá a isso:

“Garcia da Orta” cai aos pedaços

Tombaram tectos e portas na escola renovada

Queda de tectos, fugas de gás e infiltrações de água estão a assustar os alunos da Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto. Os incidentes sucedem-se, em pavilhões inaugurados no ano passado, e a Parque Escolar anunciou uma auditoria externa.

A descrição de tudo o que tem acontecido nos pavilhões estreados este ano lectivo ocupa meia folha A4 e, para a Associação de Pais de Pais e Encarregados de Educação da Garcia (APGO), que ontem promoveu uma conferência de Imprensa à porta da escola, o que está a acontecer “não tem explicação e são falhas gravíssimas num equipamento novo”.

Curto-circuito encerra escola na Guarda

A Escola Secundária Afonso Albuquerque, na Guarda, foi evacuada esta sexta-feira de manhã devido ao risco de incêndio que teve origem numa avaria nos quadros eléctricos da escola.

Em declarações à Lusa, o coordenador do serviço municipal de Protecção Civil, Granja de Sousa, afirmou que a evacuação ocorreu com normalidade e que se prevê “que ainda hoje o problema fique resolvido pela EDP, ao nível  do exterior, e pela escola, na parte interior, ao nível dos quadros eléctricos  que colapsaram”.

(…)

A escola está em obras ao abrigo do Programa de Requalificação do Parque Escolar, que engloba a construção de dois novos blocos e de um pavilhão desportivo, bem como a recuperação dos edifícios já existentes.

Soares dos Reis precisa de material

(…)

É o subdirector da instituição, José António Fundo, que denuncia a situação, ao JN, explicando que é preciso os professores “fazerem das tripas coração” para conseguirem dar aulas. Em causa, segundo o docente, está “a responsabilidade da Parque Escolar que, unicamente, requalificou e modernizou a antiga escola secundária Oliveira Martins”.

“Por mais que a parceria com a Parque Escolar tenha sido essencial para a mudança da escola da Rua da Firmeza, esta não é responsável pelos equipamentos”, afirmou José António Fundo. “Embora a escola tenha uma reggie com os materiais mais modernos, os alunos têm apenas à disposição uma única câmara de vídeo”.

Gil Vicente com projecto estranho, má construção e fiscalização nula

Secundária da Graça foi abrangida pelo programa de modernização, mas a comunidade escolar sente-se defraudada com a qualidade dos trabalhos.

Ninguém assume a responsabilidade, pelo que é exposto, por péssimos projectos e construção, iniciada em Julho de 2008. A dona da obra é a Parque Escolar, sociedade de capitais públicos constituída para coordenar a renovação das escolas, que até 2011 abrangerá mais de 200 obras e gastará 1200 milhões de euros. A fiscalização compete ao Ministério da Educação, que até agora, segundo o conselho geral do Gil Vicente, nada fez.

Sempre que chove, a água cai nos soalhos de um dos novos edifícios já em utilização na escola secundária com 2º e 3º ciclos de Gil Vicente, na estreita Rua da Verónica, que sobe desde o Campo de Santa Clara até ao Largo da Graça, em Lisboa. A comunidade escolar sente-se incomodada e os corpos directivos e o conselho geral dizem-se impotentes para resolver a situação. Esta, e muitas outras, pois o rol das queixas escorre em 12 páginas. Vai assinado pela direcção, conselho geral, associações de pais e estudantes. Inclusivamente, já foi apresentado no Parlamento pelo PCP.

Mas há mais…

Se espiolharem bem, é mais grave do que o Magalhães

O Livresco está a tentar reanimar aquele meu velho disco moribundo. Parece que não está morto e até respira, mas está pouco cooperante.

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES

Continuando a temática na ordem do dia e a gerar posicionamentos divergentes entre os diversos actores envolvidos, ocorreu-me fazer algumas considerações relativamente à avaliação de professores.

Os professores desejam a avaliação, mas desejam sobretudo que essa avaliação seja um momento de dignificação do acto educativo e do educador, enquanto pessoa e profissional!

Para que a avaliação seja direccionada nesse sentido é indispensável expurgá-la, não apenas de aspectos excessivamente burocráticos, mas, acima de tudo, de todo e qualquer mecanismo de natureza discricionária que possa conduzir à arbitrariedade, que permita situações de favorecimento pessoal associados à luta de poder existente nas escolas. A avaliação não pode ficar prisioneira dessas querelas e ser usada como instrumento gratificador ou penalizador dos docentes.

Nesse sentido, com ou sem objectivos individuais, com ou sem aulas assistidas, é fundamental encontrar uma fórmula que garanta que a avaliação dos professores é efectivamente um mecanismo de promoção da qualidade e do mérito, em prol de um ensino público de qualidade.

Para que tal aconteça, é necessário despir o processo avaliativo de critérios de subjectividade e dotá-lo de instrumentos que garantam total isenção.

Aqui surge a questão de quem vai avaliar os professores. Seria de todo interesse que a avaliação fosse levada a cabo, na minha perspectiva, por uma comissão constituída por um elemento especializado, externo à escola e nomeado pelo ME, uma elemento indicado pelo Conselho Pedagógico e um professor escolhido pelo docente avaliado e conhecedor do trabalho por este desenvolvido. Penso que assim estaria encontrada uma fórmula equilibrada com efectivas garantias de qualidade e isenção da avaliação dos professores.

Havendo justiça no processo, haverá paz nas escolas!

Henrique Monteiro

* – A confirmar. Se confirmarem, é adequado pensar-se que será em conjunto.

Primeiro objectivo cumprido: usar prolegómeno no título de um post.

Agora as coisas mais sérias.

Sobre a reforma curricular, antes da definição de cargas horárias ou mesmo dos conteúdos programáticos (e tenham em atenção que não é compreensível definir-se um programa sem se saber quantas horas existirão para ele ser leccionado…) há que tomar uma opção de fundo relativa à filosofia da reforma que se pretende.

Há duas hipóteses básicas:

  • A reforma modernaça, toda adepta das teorias em voga nos anos 90 e já novo milénio, em que aquilo que mais interessa sãos as transversalidades, interdisciplinaridades e articulações variadas, traduzindo-se essa perspectiva na irrupção de Áreas e Educações para todas as cores e sabores no currículo, de preferência com uma avaliação soft de tipo qualitativo e pouco formal, melhor ainda se for sem efeitos na (não) progressão dos alunos. É o tipo de reforma em que à excepção da Língua Portuguesa, Matemática – por causa dos exames internacionais – todas as áreas ditas tradicionais perdem horas em favor das Educações para a Saúde (que entra pelas Ciências Naturais dentro) ou para a Cidadania (que destrona a História), assim como para aqueloutras coisas que dão pelo nome exemplar de áreas curriculares não disciplinares. É aqinda o tipo de reforma que traz consigo uma imensa carga ideológica vocacionada para o sucesso, em que as TIC entram como se fossem chave-mestra e panaceia para todos os males, como se fosse possível aprender apenas googlando, escrever e calcular porque se conhecem as funções do Word e Excel, criar e conceber um trabalho porque se é exímio nos efeitos do Powerpoint, Moviemaker ou Photoshop. Em que, se a coisa for bem pensada, jogar Sims substitui a Geografia. É uma reforma curricular em que se defende a existência de grandes áreas do saber e em que, dessa forma, recuamos uns milhares de anos na diferenciação disciplinar, preterida pela ideologia da indiferenciação do conhecimento. É o tipo de reforma que, em defesa da modernidade pós-pós-moderna, se esquece que o presente e o futuro próximo exigem polivalência do trabalhador raso, mas uma cada vez maior especializaçção do trabalhao qualificado. É uma reforma curricular destinada a desenvolver competências primárias, transmitir conhecimentos ultrabásicos e em que os alunos ficam preparados para um pouco de tudo e em especial para nada.
  • A reforma mais conservadora, que combate a fragmentação disciplinar existente por exemplo no 3º ciclo com o reforço das disciplinas nucleares e fundamentais na formação do indivíduo (Línguas, Matemática, Ciências Naturais e Ciências Sociais e Humanas, Artes), na base de programas adequados a uma carga horária condigna, deixando para o plano da frequência voluntária as tais áreas transversais, que os alunos poderiam escolher de acordo com os seus interesses. Seria uma reforma menos adepta da modernidade, mas em que o currículo seria mais flexível e em que as escolas poderiam escolher a composição de pelo menos 20% de um currículo que, no 3º ciclo, poderia ter 7 a 8 disciplinas obrigatórias e 2 a 3 opcionais de um leque de 5 ou 6, podendo os alunos frequentar livremente aquelas que entendessem, desde que existissem condições para isso. Em que poderia funcionar, nessas áreas de tipo opcional, um sistema de créditos. Claro que, como defendo há algum tempo, acho que este tipo de reforma deveria abranger um ciclo de escolaridade mais longo, que agregasse os 2º e 3º ciclos do ensino básico. Em que a estrutura dos 12 anos de escolaridade obrigatória fosse de 4+5+3, 4+4+4 ou uma configuração similar (talvez mesmo 5+5+2) que resguardasse um primeiro ciclo de iniciação não excessivamente alongado, um segundo ciclo de aprofundamento e diversificação dos conhecimentos e um terceiro (o actual secundário) de especialização em áreas de encaminhamento pré-universitário (neste caso o modelo mais adequado até seria o de 5+5+2).

Sei que nenhuma opção é a ideal, mas julgo que as coisas andariam (andarão?) mal, muito mal, se a ideia vencedora for a do alongamento do primeiro ciclo para seis anos numa lógica de alongamento do que já existe, comprimindo-se um segundo ciclo de estudos (que substituiria a lógica dos actuais 2º e 3º CEB) para três anos com predomínio da ideologia das grandes áreas do saber e um terceiro ciclo (actual secundário) que pouco adiantaria em termos de preparação pré-universitária. É verdade que tudo, desde o alastramento da lógica dos planos de recuperação e das variadas medidas paliativas contra o insucesso aos actuais 10º a 12º ano até à proliferação dos cursos ditos técnico-profissionais com uma avaliação maneirinha, indica que a solução será por uma escolaridade obrigatória fast-lane para exibir sucesso na Europa e pseudo-qualificações estatísticas.

Seria mau, muito mau que assim fosse. Seria a tentativa de queimar etapas num percurso educacional que deveríamos fazer de forma sustentada e com alicerces fortes, sem querer começar por pintar a casa e colocar o telhado quando ninguém sabe se a instalação eléctrica e as canalizações funcionam. E, mais grave, sem que se saiba se há alguém para as colocar em funcionamento.

Caro Paulo,
Tendo em conta os novos programas de Português para o ensino básico, os resultados dos estudos nacionais e internacionais sobre o ensino da Língua Materna e da Matemática, há muito que tenho reflectido sobre uma eventual e necessária mudança a curto prazo da matriz curricular para este grau de ensino.
Segue em anexo uma proposta.

Atenciosamente,

Cristina F


Rembrandt, Leão Descansando (1650-52)

Tim Burton, Alice in Wonderland

F-A-B-U-L-O-S-O

Agradecendo ao António Cavalhal a referência:

1001 discos que hay que escuchar antes de morir

Dá para fazer download de todos. O link dá para a primeira parte. Este é o link para a 14ª parte, que não percebi se é a última que está disponível até agora.

Sobre este caso tenho mais documentação, sendo a integral reprodução autorizada pelo avaliado em causa.

Mas a questão é: em que parte da legislação se baseia este critério?

O Mosteiro dos Jerónimos visto em 3D.

Depois de ter passado toda a década de 90 a guiar por lá visitas, a escolas do interior do país, nos finais das semanas de Março a Junho, confesso que este tipo de visita é muito menos desgastante.

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