Janeiro 2010


Não sou um fervoroso apoiante do sindicalismo que temos, mas há declarações que primam por um anti-sindicalismo confrangedor nos seus preconceitos.

Braga da Cruz até é autor de um estudo interessante sobre a profissão docente, publicado há já muitos anos na Análise Social, poderia ser menos básico nas suas análises.

A perda de autoridade dos professores foi causada, isso sim, pela conjugação da pressão do ME no sentido do professor ser responsabilizado por tudo o que corre mal numa escola ou sala de aula e por práticas defensivas (individuais ou de grupo) de uma quantidade variável de docentes.

Neste caso particular, não consigo discernir o nexo causal que coloque culpas nos sindicatos. Disso, acho eu, estão inocentes.

Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica Portuguesa, afirma que a perda de autoridade dos professores é um dos efeitos perversos da sua sindicalização.

Acho redutora a forma como Paul Pastorek apresenta as reformas desenvolvidas no Louisiana no sentido de melhorar os resultados escolares. E acho muito, muito difícil, prová-lo do ponto de vista estatístico de um modo sério.

Na peça seguinte do I sou citado como estando de acordo com parte das ideias de Pastorek. Certamente não é com a teoria unívoca da culpa do professor. É, isso sim, com a necessidade de erguer uma política de rigor na avaliação de todos os intervenientes no processo educativo e na forma continuada de implementar essa política.

Quanto ao mais, e para não me demorar muito no que ontem disse à jornalista Kátia Catulo, não basta comparar resultados de alunos pobres. É necessário refinar a malha da análise e não ceder à tentação do modelo de professor eficaz único.

Porque não é só o nível de rendimento que define a atitude de um aluno perante a escola ou as suas capacidades. Desde logo há uma diferença enorme no perfil e contexto de escolas rurais e suburbanas. E, da mesma forma, há perfis diversos de professores eficazes na obtenção de resultados – numa perspectiva de valor acrescentado e não meramente de valores absolutos – que não devem ser homogeneizados num padrão único.

Não ouvi a conferência de Pastorek, mas pelo relato que me foi feito, ele caricaturou e exacerbou desmesuradamente a responsabilidade do professor, desvalorizando o empenho dos alunos, o contexto familiar e outras variáveis relevantes.

Insucesso escolar. A culpa é do professor

As reformas nas escolas no Estado do Luisiana dividem os especialistas na área do ensino.

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.

Esta é a convicção de Paul Pastorek, superintendente para a Educação no estado de Luisiana nos EUA. Mais do que uma crença é uma teoria que o responsável máximo pela educação em Luisiana diz poder comprovar com dados estatísticos

Talvez pelo contexto específico da conferência, tenha optado pelo traço grosso da caracterização do que se passa efectivamente no Louisiana.

Porque em outras declarações se percebe que o modelo não é assim tão unívoco e a responsabilização vai bem mais acima dos professores:

Quem quer bons professores, tem de dar boa formação. A receita não é secreta e, no estado Louisiana, ao qual pertence Pastorek, é levada a sério: as universidades que não formam bons professores não têm apoios financeiros.

Mais importante do que saber o que se passa dentro da sala de aula, defende o político, é ter a certeza de que os alunos aprendem e a aprendizagem é atestada pelos resultados de exames estatais, iguais para todos.

Os professores são depois avaliados, de acordo com estes resultados, sendo levadas em consideração as diferenças sociais, económicas e familiares dos alunos.

Quem é bom professor tem recompensas monetárias, quem é mau é convidado a encontrar novo emprego.

Não sou detentor da verdade; sou um ‘zeco’. Mas isso não impede que tenha espírito crítico, pensamento reflexivo e convicções fundamentadas. Por isso, a quem interessar, envio informações obtidas numa reunião sindical.

Foi realizada uma reunião sindical dirigida por um delegado da Fenprof, onde basicamente se obtiveram os seguintes esclarecimentos:

- o delegado começou por afirmar que o objectivo principal era esclarecer os aspectos do acordo e não justificá-lo.

- foi fornecido um panfleto onde estavam evidenciadas as vantagens obtidas; descontextualizado, estava um quadro comparativo entre aquilo que os profs obtiveram em relação aos restantes trabalhadores da AP. Também existia uma tabela comparativa entre os estatutos de 1998 (carreira 312/99), 2007 e actual acordo.

Depois da explanação sindical ficou retido o seguinte:

- não foi obtido o melhor acordo mas o acordo possível. Numa perspectiva profissional, os sindicatos reconhecem aspectos perversos e negativos no acordo mas numa perspectiva politica seria a única solução no actual contexto político. Foi colocada a incógnita por parte do delegado se os profs aceitariam a não assinatura do acordo. Foram enfatizadas as conquistas em relação ao ECD actual: a possibilidade de todos chegarem ao topo da carreira, alterações no modelo de avaliação. Foi feita a observação por alguns profs, da negociação ter sido baseada num ECD que foi um erro e daí não ser possível criar um acordo mais correcto e justo.

- o acordo celebrado está em vigor até 2012. Depois dessa data será outra vez uma incógnita. O delegado admite que o actual governo assina um acordo como uma possivel estratégia politica em contexto de maioria relativa, com o intuito de até 2012 ocorrerem hipotéticas eleições que poderão abrir a possibilidade a nova maioria absoluta. Nessa hipótese, seria feito um ‘ajuste de contas’ que poderia regredir tudo o que foi acordado. Assim, será premente cada um verificar se tem condições de progredir até 2012; a partir daí, pode-se fechar a porta outra vez.

- foi admitido que a carreira docente piorou ao longo dos anos. Analisando a tabela observada, vários índices progressivamente foi recuando na carreira, obrigando à prestação de mais anos de serviço.

- a carreira está construída com base nos índices e não com base nos anos de serviço prestados. Isto implica, que muitos profs estão colocados em momentos da carreira muitos anos antes do que deveriam estar.

- os contratados são o elo mais fraco neste acordo: muitos, independentemente dos anos de serviço, podem estar sujeitos a- se tiverem a sorte de entrar na carreira- começar no índice 167, devido aos regimes de transição.

- vários profs manifestaram que se sentem ludibriados com este acordo, e acreditam que é um sentimento generalizado pelo país.

- o delegado concorda que a carreira piorou, mas explica que a estratégia passa por não valer a pena ficar retido no passado. Deve-se regulamentar o acordo, e posteriormente continuar a luta nos aspectos que continuam a gerar injustiça.

- foi revelado pelo delegado que vivemos momentos políticos novos: o que é negociado agora não está garantido que não seja destruído por uma nova equipa governativa a curto-médio prazo. A tendência é no sentido da punição e da perda progressiva de direitos.

E nada mais havendo a tratar, dou por encerrado este telegráfico relato.

Mário Silva

Júlio Resende (2000)

All Saints, Black Coffee

Embora já seja de 1998, sempre é da Harvard Business Review:

Six dangerous myths about pay

(…)
Many organizations devote enormous amounts of time and energy to their pay systems, but people, from senior managers to hourly workers, remain unhappy with them.
Organizations are trapped in unproductive ways of approaching pay, which they find difficult to escape. The reason, I would suggest, is that people are afraid to challenge the myths about compensation. It’s easier and less controversial to see what everyone else is doing and then to do the same. In fact, when I talk to executives at companies about installing pay systems that actually work, I usually hear, “But that’s different from what most other companies are saying and doing.”
It must certainly be the case that a company cannot earn “abnormal” returns by following the crowd. That’s true about marketplace strategies, and it’s true about compensation. Companies that are truly exceptional are not trapped by convention but instead see and pursue a better business model.
Companies that have successfully transcended the myths about pay know that pay cannot substitute for a working environment high on trust, fun, and meaningful work. They also know that it is more important to worry about what people do than what they cost, and that zero-sum pay plans can set off internal competition that makes learning from others, teamwork, and cross-functional cooperation a dream rather than the way the place works on an everyday basis.
There is an interesting paradox in achieving high organizational performance through innovative pay practices–if it were easy to do, it wouldn’t provide as much competitive leverage as it actually does. So while I can review the logic and evidence and offer some alternative ways of thinking about pay, it is the job of leaders to exercise both the judgment and the courage necessary to break with common practice. Those who do will develop organizations in which pay practices actually contribute rather than detract from building high-performance management systems. Those who are stuck in the past are probably doomed to endless tinkering with pay; at the end of the day, they won’t have accomplished much, but they will have expended a lot of time and money doing it.

Ainda do mesmo relatório citando abaixo, os resultados comparativos entre as charter schools e a rede pública tradicional em termos de leitura e cálculo.

Como já também escrevi, isto não é um ataque ou uma defesa, é uma mera apresentação de factos apurados na terra mãe de todo o liberalismo educativo que indicam que as soluções mágicas não existem.

O que muitas vezes acontece é uma apresentação parcial desses mesmos factos.

Em termos particulares há experiências boas e experiências más. Em termos globais a variação é quase nula, para não se dizer que é residualmente negativa.

Em termos práticos e em terminologia técnica isto designa-se por TANTO FAZ.

Um relatório recente, de uma organização favorável à solução, revela algo que não deixa de ser curioso: se é verdade que as melhores experiências são boas, não é menos verdade que, globalmente, as charter schools não revelam ganhos significativos em relação à rede escolar pública tradicional, estando mesmo os resultados abaixo da média.

A score of “0” means there is no difference between the charter school performance and that of their TPS comparison group. More positive values indicate increasingly better performance of charters relative to traditional public school effects and negative values indicate that charter school effects are worse than what was observed for the traditional public school effects.

Esteve hoje de manhã na Gulbenkian, a apresentar uma conferência com tema apelativo, Paul Pastorek, o superintendente do Louisiana para a Educação que tem tentado implementar um programa ambicioso e a longo prazo de reforma do sistema educativo estadual.

É um programa que, goste-se ou não, tem princípios coerentes e está ser desenvolvido numa perspectiva de médio-longo prazo, com todo um aparato de ferramentas e materiais que revelam uma adequada preparação e implementação. Claro que se baseia na definição de objectivos claros para o que se pretende dos alunos no final dos ciclos de estudos e do que se quer dos professores (que os alunos a seu cargo melhorem os resultados), tudo envolvido num sistema de aferição e exames que está a léguas-luz das nossas práticas ditadas por modas e calendários eleitorais.

O problema é que há quem por cá não tenha percebido que este é um programa público para melhorar o desempenho do sistema público de ensino, mesmo se numa perspectiva americana do que é público (rede tradicional e rede de charter schools).

O que é algo que merece a nossa atenção e, no mínimo, uma análise atenta.

Não é esse o caso de quem afirma, como estandarte da acção de Pastorek, que «o Estado da Louisiana (EUA), onde existe liberdade de educação, tem investido em sistemas de formação de professores e de avaliação dos seus docentes».

O que está em causa não é a liberdade – no sentido de liberalização ou privatização – da Educação. O que está em causa é a qualidade do sistema educativo, com base numa estrutura coerente de aferição e testagem desse mesmo sistema, que responsabiliza todos os intervenientes, com ênfase nos professores.

O curioso é que há quem, em nome da liberdade da Educação, no sentido da liberalização e aligeiramento do papel do Estado, aponte como farol, alguém que actua de forma bastante assertiva a partir de um cargo público, visando explicitamente as crianças entregues ao sistema público de ensino, como o próprio afirma:

As I tend to the complex issues related to public education, I am guided by one key focus — the 650,000 children enrolled in our public schools and our responsibility to provide them with an educational experience that allows them to thrive throughout their lives.

O que está em causa é a qualidade e como a alcançar, neste caso numa perspectiva até bastante centralista.

Que a solução encontrada para uma melhoria mais rápida dos resultados sejam as charter schools e não os cheques-ensino é um detalhe que muitos por cá tendem a ignorar.

Mas quantos contratos de autonomia estão assinados? Quantos estão em preparação? Em que moldes? Que grau de efectiva autonomia existe, sem ser a que deriva de uma certa modalidade de caciquismo?

Porque a autonomia das escolas é um caminho, mas nem sempre pode ser o único caminho e nada disto pode acontecer sem que existam regras claras e transparentes de funcionamento.

Nada disto pode funcionar aos sacões, com contratos assinados em lotes para efeitos mediáticos. É preciso ter alicerces sólidos e uma cultura de rigor na extensão da autonomia financeira e pedagógica ao maior número possível de agrupamentos e escolas.

E é essencial a tal monitorização – diferente de controle à distância – dos resultados dessa autonomia. Porque, caso contrário, caímos naquela situação dos hospitais com gestão privada, em que não se percebe se a experiência valeu a penas ou não, de tão confusos que são os diagnósticos.

Isabel Alçada assegura que processo de autonomia das escolas continua

Isabel Alçada garantiu-o esta manhã, na Maia, no decorrer do Conselho de Escolas, depois do ex-ministro da Educação o ter pedido durante este fim-de-semana numa conferência na Universidade Católica. Marçal Grilo aludiu à necessidade dos estabelecimentos poderem adoptar o seu próprio projecto educativo sendo, ao mesmo tempo, autónomos da subsidiação estatal.

A ministra fala dum processo que está no caminho certo: “Um processo em que se reforça também a autonomia financeira, administrativa e pedagógica para que haja um maior autocontrolo da produtividade. Há um processo de abertura de novas candidaturas – para celebração de contratos de autonomia – mas, em simultâneo o Conselho de Escolas em colaborarão coma tutela está a organizar formação específica sobre vários domínios relacionados com as diferentes dimensões do trabalho de gestão da direcção das escolas”.

A governante defendeu também a criação de mecanismos de monitorização nas escolas para que seja possível obter melhores resultados de aprendizagem dos alunos. “Os resultados de aprendizagem dos alunos são o essencial da actividade educativa. É indispensável criar mecanismos de monitorização na gestão da aprendizagem dos alunos”.

Na sua opinião é preciso uma escola mais eficaz, com melhores resultados pedagógicos, sendo para isso necessário que se faça uma avaliação de todas as iniciativas e dos esforços realizados.

Não é para tomar partido por nenhum dos lados que se degladiam de forma mais aberta ou dissimulada na praça pública sobre a gravidade da chamada gripe A.

É apenas uma espécie de ponto prévio a qualquer discussão que se queira racional.

Se a real gravidade de uma pandemia se mede pelo número de mortos, como se mede a qualidade da reacção e prevenção contra essa pandemia?

Repito: não tenho conhecimentos para aferir da real gravidade da ameaça que constitui(u) o vírus H1N1 e se essa gravidade foi empolada por laboratórios e grupos económicos para proveito próprio. É óbvio que sei que existem formas diversas para manipular medos e pânicos de massas (lembram-se de uma outra crise mais específica entre nós, há não muito tempo, em torno de uma mão-cheia de casos de morte por meningite?) e que neste mundo muitas coisas acontecem porque as fazem acontecer.

Mas também confesso que prefiro que uma pandemia seja prevenida por excesso do que tenham de morrer muitos milhares de pessoas para se provar da sua efectiva gravidade.

Para equilibrar tudo, até deixo aqui um cartoon sobre o assunto:

Saiba o que vai mudar na vida dos funcionários públicos

(…)

8 – O que acontece às carreiras especiais?
O Governo compromete-se a rever até ao final deste ano as carreiras especiais em falta. Aqui se incluem as carreiras tributárias, de informática, oficiais de justiça ou diplomatas. Também os médicos e enfermeiros não concluíram a revisão no que respeita a aspectos de cariz remuneratório. Por outro lado, também introduz uma norma que trava tentativas de revalorização salarial quando estas carreiras forem revistas.

Hoje, fora do meu horário lectivo, tentei aceder ao painel de controlo do Umbigo para postar qualquer coisita no final do período de almoço, para o que tentei entrar no site do WordPress.com a partir de um computador instalado na minha escola e dependente da rede do ME e não da conta geral da Telepac.

Qual não foi o meu espanto quando fui redireccionado, recebendo a seguinte mensagem:

“Esta página existe por omissão em resposta a endereços inexistentes (“Not Found”) na plataforma de serviços central da Rede Escolar (Edu.PT).”

Seguindo-se um número de contacto para resolução de problemas.

Testei em seguida várias outras hipóteses e percebi que o WordPress estava bloqueado, mas o Blogger não, assim como outros serviços que alojam blogues. Algo que na semana passada não acontecia quando no mesmo horário tinha feito o mesmo.

O Facebook está bloqueado, mas outros sites bem menos inocentes não estão.

Internamente disseram-me que este tipo de restrições é exterior aos meios da escola.

Não vou entrar em teorias da conspiração, de pura incompetência técnica ou de censuras selectivas.

Apenas fiquei a saber que aquela rede de blogues dos grupos disciplinares de que se falou numa reunião recente de delegados terá de precisar – ao que parece – de salvo-conduto de alguém para poder alojar-se no WordPress.

Estranho

Espero que tenha sido passageiro.

Espero mesmo.

Blur, Parklife

Know what I mean
I get up when I want except on Wednesdays when I get rudely awakened by the dustmen
(Parklife)
I put my trousers on, have a cup of tea and I think about leaving the house (parklife)
I feed the pigeons I sometimes feed the sparrows too it gives me a sense of enormous well
Being (parklife)
And then I’m happy for the rest of the day safe in the knowledge there will always be a bit
Of my heart devoted to it (parklife)

Kokoschka, Paisagem de Montana (1947)

Julian Casablancas, 11th Dimension

Ali a partir dos 46 segundos há uma linha de baixo que eu juro que já ouvi num disco dos New Order…

Alunos da orquestra juvenil de Vialonga têm aulas em casas de banho

A falta de espaço no Centro Comunitário de Vialonga obriga os professores a aproveitar todos os cantinhos para dar aulas individuais aos alunos da orquestra juvenil. Inclusivamente as casas de banho. A câmara diz que estão reunidas as condições mínimas e prevê apenas obras de manutenção.

Há alunos da Orquestra Juvenil de Vialonga a ter aulas em casas de banho. O aumento do número de jovens – de 120 para 160 no presente ano lectivo – levou à ruptura do Centro Comunitário de Vialonga (CCV), local onde diariamente os jovens recebem a instrução musical.

“Os professores já utilizam todo o espaço disponível e cada cantinho existente por aqui. Neste momento há aulas individuais a serem dadas em casas de banho. É uma situação de ruptura e este é um problema sério”, revelou a presidente do Agrupamento de Escolas de Vialonga a O MIRANTE, poucos momentos depois do vereador da educação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ter entregue novos instrumentos no valor de 10 mil euros à orquestra.

Para Armandina Soares, que é também a grande impulsionadora do projecto da orquestra iniciado em 2004, o centro comunitário precisa de uma intervenção que “o requalifique e reorganize, criando-se espaços mais pequenos, para que todos os alunos possam ter aulas individuais”.

No espaço sobre Educação do jornal The Guardian.

At five, a third of poor boys cannot write their names, report says

Almost three-quarters of boys on free school meals are failing to keep pace with their peers, official figures show

Estou a fazer os possíveis por resistir a escrever que pelas nossas bandas nem aos 10… e não é preciso vir só falar dos carenciados…

É com base nestes quadros dos Orçamentos de Estado para 2009 e 2010 que é possível analisar dois factos interessantes: por um lado as despesas com pessoal sobem, em termos absolutos, 8,1% mas, por outro, o peso dessa rubrica no total do orçamento para o ME desce de 72,6% (não está no quadro de 2009 mas a conta faz-se facilmente) para 72,3%.

O que significa que mesmo em ano de progressão na carreira para muitos milhares de professores congelados desde 2005 e de extensão da escolaridade obrigatória para doze anos, há uma redução das despesas com o pessoal.

O que não deixa de ser curioso, em especial se os analistas não-egoístas conseguissem atingir mais do que a superfície das coisas.

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