16 mil alunos fora da educação especial
A polémica classificação que determina quem precisa de apoio fez baixar de 50 para 34 mil o número dos alunos abrangidos.
Em ano e meio, quase 16 mil alunos saíram da educação especial nas escolas públicas, que prevê um acompanhamento específico dos professores. Um dado que resulta do balanço “Escola Inclusiva”, do Ministério da Educação (ME), que reacende o debate sobre a forma como se identificam os alunos com necessidades educativas especiais (NEE).
A descida coincide com a controversa aplicação às escolas da Classificação Internacional de Funcionalidade para Crianças e Jovens (CIF-CJ) – um instrumento de sinalização de deficiências físicas e cognitivas (ver P&R).
Em Junho de 2008, estavam na educação especial 49 877 alunos do básico, 3,9% de um universo de 1,28 milhões. O balanço mais recente aponta pa- ra apenas 33 891 (2,85%) entre 1,24 milhões. Destes, 31 776 estão integrados em escolas normais e 2115 são estudantes de estabelecimentos públicos especializados. E as projecções, com base na CIF-CJ, são de existirem apenas 23 mil alunos com necessidades especiais (1,8%), pelo que a descida pode continuar.
Os críticos deste sistema avisam que há milhares de miúdos com necessidades, como os que têm dislexia, que segundo os médicos atinge 12% das crianças, que estão abandonados nas escolas (ver texto secundário). Isto porque, alertam, aquela forma de classificar as necessidades é confusa, deixando alunos que precisam de acompanhamento fora do ensino especial.
De acordo com os críticos, Portugal só dá apoio a 2% dos alunos, quando as médias internacionais apontam para 8% a 12%. “É impossível que o nosso país só tenha 2,6% de alunos com necessidades educativas especiais”, afirma Miranda Correia, do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. “E são contas com consequências: nos EUA, os governos federais dão 15% a 18% das verbas do ensino para a educação especial. Nós damos 3,4%.”
Para ilustrar a sua convicção de que a CIF-CJ, sobretudo aplicada pelos professores, é inadequada, o investigador cita um estudo da sua autoria: “Peguei num exemplo de aluno, criado pelo próprio ME para testar a CIF, e enviei-o a várias escolas”, conta. “Os diagnósticos variavam entre o caso ser ‘muito grave’ e ‘não elegível’ para apoio.”
E eu concordo com esta opinião porque a grelha de classificação da CIF procura ser tão detalhada e objectiva que acaba por ter o efeito exactamente contrário porque a sua aplicação acaba por assentar no acho que… visto não existirem ferramentas complementares para quem a aplica poder analisar com verdadeiro rigor cada caso.
Janeiro 31, 2010 at 10:28 pm
Só 2% de alunos têm NEE em Portugal??
Espantoso!!
Qtos havia antes desta idiotice da CIF??
Janeiro 31, 2010 at 10:31 pm
Claro que os disléxicos e outros ficam de fora.
Aqueles pormenores das “funções do corpo”, “da mente” e mais não sei o quê, são lá possíveis de aplicar.
Era preciso fazer um chek up completo ( por dentro e por fora) a cada aluno.
Felizmente, alguns médicos têm colaborado com as escolas e preenchem aqueles itens todos.
Janeiro 31, 2010 at 10:32 pm
Vale a pena ler acreditem:
http://livresco.wordpress.com/2008/06/12/necessidades-educativas-especiais-entrevista-com-luis-de-miranda-correia/
Janeiro 31, 2010 at 10:33 pm
Aposto que a variação depende das escolas “adesivas”, daquelas com cerol.
Em tempo, idiotas acham normal.
Janeiro 31, 2010 at 10:33 pm
Quanto aos comentários por hoje, deixei alguns ao José Sócrates em:
http://educar.wordpress.com/2010/01/31/o-que-faz-falta-nas-escolas-nao-sao-planos-de-recuperacao/
Janeiro 31, 2010 at 10:34 pm
Até amanhã…
Janeiro 31, 2010 at 10:35 pm
Outra coisa importante: ultimamente, as colegas do especial “recusam-se” a definir para os casos mais graves a medida mais restritiva ” currículo alternativo” ( agora chama-se de outra maneira), pq dizem que, findo o 2º ciclo, com esse currículo ficam com um certificado que não dá equivalência ao 6º ano. Desta forma, não os podem incluir em cursos profissionais de nível II, ou mesmo em CEF.
Este ano tenho um aluno com deficiência mental moderada ( QI 50) que precisava mesmo de um currículo aadaptado ao que consegue fazer. A professora do especial opôs-se, por essas razões.
O miúdo está na sala de aula, não percebe nadinha de nada do que lá ouve, só aprende alguma coisita nos apoios individualizados.
A mim, mete-me uma pena incrível.
Tenho raiva que a escola nada possa fazer por ele!
Janeiro 31, 2010 at 10:38 pm
No final do ano lectivo 2007/2008, quando o CIF começou a ser implementado nas escolas por iniciativa do “genial” Valter Lemos, tive de colaborar com a colega da EE para a elaboração dos “PEI’s” de dois alunos da minha DT. Logo nos apercebemos o quão inadequada era transposição para o ensino deste modelo e os problemas que iriam começar a suceder-se da aplicação das grelhas (como eu detesto grelhas…) de classificação!
Janeiro 31, 2010 at 10:48 pm
Há um enorme mito relativamente à CIF(cj). A CIF não é um instrumento de avaliação. Os técnicos e os docentes envolvidos na avaliação de crianças referenciadas podem e devem usar os meios de diagnóstico que entenderem deverem ser utilizados.
Reb, e se em vez de só teres pena fizesses qualquer coisinha? Talvez o rapaz perceba essa parte em que só tens pena. E é pena…
Janeiro 31, 2010 at 10:49 pm
Necessidades especiais têm todos, ou não fossem indivíduos singulares. Há é uns gajos que não comem como deve ser e nasceram no local errado.
Com os avanços da medicina nascem cada vez mais deficientes e aumentam as necessidades especiais.
Ou será que o que está errado é a definição de normalidade?
Janeiro 31, 2010 at 10:54 pm
«“Peguei num exemplo de aluno, criado pelo próprio ME para testar a CIF, e enviei-o a várias escolas”»
Tché!, daqueles de “casting”, que aplaudem ministros aos sábados? Foi?
Janeiro 31, 2010 at 10:54 pm
#9, esse teu comentário foi taõ infeliz.
Achas que não faço nada por ele. Não disse que ele aprendia algumas coisas, em apoio individualizado??
O que digo é que é insuficiente.
A medida a aplicar deveria ser CURRÍCULO ESPECÍFICO, o que não está a ser feito, pelas razões apontadas.
E olha, enqto DT, consegui que o professor de ensino especial esteja presente 2 vezes por semana, nas aulas de inglês e matemática, sentado ao lado dele, para o ajudar.
Ainda assim, é insuficiente.
Trata-se de uma deficiência mental moderada ( não é leve).
Janeiro 31, 2010 at 10:56 pm
Que não digam que os Sincatos não se mexeram…
Congresso Internacional sobre Ensino Especial
Realiza-se hoje, por iniciativa do Ministério da Educação, um Congresso Internacional sobre Ensino Especial.
No congresso será abordada a reforma que o Governo quer aplicar já no próximo ano.
Entre as várias ideias do Executivo, a de identificar os alunos com necessidades especiais através da classificação que é feita pelas regras da Organização Mundial de Saúde tem sido particularmente polémica.
O Governo diz que já seria um avanço face ao actual sistema, mas os críticos alegam que esse critério deixará muitas crianças de fora.
Hoje mesmo, á porta do Congresso a FENPROF distribuiu panfletos com criticas á reforma.
Segundo Mário Nogueira, as medidas do Ministério contrariam as indicações da UNESCO sobre este assunto.
“Objectivamente ao que nós hoje assistimos é ao Estado Português, isto é, o Ministério da Educação e o Governo, a tomarem medidas que contrariam essas convenções, nomeadamente quando deixam de fora milhares e milhares de alunos que, não tendo deficiência, mas tendo necessidades educativas especiais, deixam de estar integrados por esta classificação. Ou seja deixam de ser elegíveis para efeito de apoios, e isso significa uma grave ruptura com aquilo que são princípios fundamentais da escola pública”, considera o dirigente da FENPROF.
http://livresco.wordpress.com/2008/06/07/congresso-internacional-sobre-ensino-especial/
Janeiro 31, 2010 at 10:58 pm
11. Fafe essa foi genial…
Janeiro 31, 2010 at 10:58 pm
E Secundárias que ficaram sem professor do especial? Hum?
Janeiro 31, 2010 at 10:58 pm
Estou em contacto com um caso.
Não interessam mesmo os detalhes.
Tenho ido lá pelo (sor)riso, demonstrando que quem cresceu com amigos punks e metaleiros aguenta qualquer mutilação ou moda gótica ou outra.
Vai chegando.
Janeiro 31, 2010 at 11:01 pm
Vale a pena a leitura:
Educação Especial: a CIF – desaparece lá com eles…
(…)
http://livresco.wordpress.com/2008/06/26/educacao-especial-a-cif-desaparece-la-com-eles-2/
Janeiro 31, 2010 at 11:03 pm
#2:
Não sei bem como, mas a verdade é que na minha escola os disléxicos “entram”. E pelo menos num caso até deu para turma reduzida.
Janeiro 31, 2010 at 11:04 pm
#15. Fala com o José Sócrates e diz-lhe que as Escolas Secundárias também precisam de Professor de Educação Especial…então com o alargamento até ao 12.ano: espera para veres…
Janeiro 31, 2010 at 11:07 pm
#18, na minha tb tenho uma que entrou.
O PEI já vinha do 1º ciclo.
Tenho uma sem PEI, tentei que entrasse, mas não consegui…
Como estão na mesma turma, aplico testes iguais às duas..( mais pequenos que os dos outros, pq têm ritmo mais lento a escrever e mesmo a ler…)
Janeiro 31, 2010 at 11:07 pm
Agora poupem os vossos neurónios:
http://www.consumer.es: Vitaminas para frenar enfermedades neurodegenerativas
El déficit crónico de vitaminas del grupo B puede conducir a hiperhomocisteinemia, asociada a diversas enfermedades neurodegenerativas como el Parkinson
CONTINUA: LINK
http://livresco.wordpress.com/2008/10/10/wwwconsumeres-vitaminas-para-frenar-enfermedades-neurodegenerativas/
Janeiro 31, 2010 at 11:08 pm
Brinquem brinquem…:
http://livresco.wordpress.com/2008/08/08/ansiedade-causa-cada-vez-mais-perdas-de-memoria/
Janeiro 31, 2010 at 11:09 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/07/22/nao-se-esquecam-das-vitaminas-alimentar-o-cerebro/
Janeiro 31, 2010 at 11:09 pm
http://livresco.wordpress.com/2009/04/03/do-portugal-diario-%c2%abaprendizagem-aumenta-a-necessidade-de-dormir%c2%bb-investigadores-norte-americanos-revelam-que-a-funcao-principal-do-sono-e-libertar-o-cerebro-de-informacoes-irrelevantes/
Janeiro 31, 2010 at 11:21 pm
Os putos não dormem e depois fala-se de deficit de atenção, dificuldades de aprendizagem e depressão.
não têm uma porcaria de um quintal para espairecer ou de uma rua onde os pais considerem ser seguro andarem à solta, passam o fim-d-semana a jogar jogos com estimulação multisensorial e depois fala-se de hiperactividade e dislexia.
Janeiro 31, 2010 at 11:26 pm
Numa população de 1,24 milhões de alunos, 18% são quantos alunos?
Resposta: 223000 alunos.
Quando as estatísticas do ME apontam para 34 mil o número dos alunos abrangidos significa que são alunos SINALIZADOS, o que não significa APOIADOS!!!
Claro.
Janeiro 31, 2010 at 11:29 pm
Da “CIF” nem me apetece falar …
Imaginem a azia que a coisa me provoca …
Janeiro 31, 2010 at 11:53 pm
Vamos acabar com essa mentira?
Artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 3/2008
de 7 de Janeiro
Objecto e âmbito
1 — O presente decreto -lei define os apoios especializados
a prestar na educação pré -escolar e nos ensinos básico
e secundário dos sectores público, particular e cooperativo,
visando a criação de condições para a adequação do processo
educativo às necessidades educativas especiais dos
alunos com limitações significativas ao nível da actividade
e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes
de alterações funcionais e estruturais, de carácter
permanente,
resultando em dificuldades continuadas ao
nível da comunicação,
da aprendizagem,
da mobilidade,
da autonomia,
do relacionamento interpessoal
e da participação social.
Palavras chave: Dificuldades da comunicação —-autonomia—- relacionamento—–participaçã social—
Onde está ecsrito que a dislexia está afastada do 3/2008?
Mais?
http://www.min-edu.pt/outerFrame.jsp?link=http%3A//www.dgidc.min-edu.pt/
Questão 3
Os alunos com dislexia são abrangidos pelo Decreto-Lei n.º3/2008? E os alunos com hiperactividade?
Resposta 3
Os serviços responsáveis pelo processo de avaliação devem certificar-se, relativamente a cada aluno, se existe de facto uma situação de verdadeira dislexia ou se as dificuldades do aluno decorrem de outros factores, nomeadamente de natureza sociocultural. Confirmada a existência de alterações funcionais de carácter permanente, inerentes à dislexia, caso os alunos apresentem limitações significativas ao nível da actividade e da participação, nomeadamente na comunicação ou na aprendizagem, enquadram-se no grupo-alvo do Decreto-Lei n.º3.
O mesmo procedimento deverá ser desencadeado no que se refere aos alunos com hiperactividade.
Mais:
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/especial/DocumentsEduc_inclusiva_resultados_2009_2010.pdf
in “Educação Inclusiva: da retórica à prática ”
” O DL 3/2008 aplica-se aos alunos com NEE decorrentes de problemas de funções ou estruturas do corpo, incluindo portanto problemas como a dislexia e a deficiência mental”
O que acontece é que muitos colegas que estão na E.E. nunca leram ou nunca perceberam o artigo 1 do dl 3/2008. Como 80% deste dl fala em autismo e cegueira desataram a divulgar que apenas estes alunos, com estes problemas é que teriam lugar no 3/2008.
Não entendo como Miranda Correia entra nesta conversinha.
Assim, com mentiras, NÂO
Fevereiro 1, 2010 at 12:00 am
reb Diz:
“”Janeiro 31, 2010 at 10:35 pm
Outra coisa importante: ultimamente, as colegas do especial “recusam-se” a definir para os casos mais graves a medida mais restritiva ” currículo alternativo” ( agora chama-se de outra maneira), pq dizem que, findo o 2º ciclo, com esse currículo ficam com um certificado que não dá equivalência ao 6º ano. Desta forma, não os podem incluir em cursos profissionais de nível II, ou mesmo em CEF.
Este ano tenho um aluno com deficiência mental moderada ( QI 50) que precisava mesmo de um currículo aadaptado ao que consegue fazer. A professora do especial opôs-se, por essas razões.
O miúdo está na sala de aula, não percebe nadinha de nada do que lá ouve, só aprende alguma coisita nos apoios individualizados.
A mim, mete-me uma pena incrível.
Tenho raiva que a escola nada possa fazer por ele”"
Acho que existe confusão. Essa questões colocam-se no fim da escolaridade obrigatório, portanto no 9º ano.
Mais outro exemplo da falta de leitura e/ou de percepção da legislação. TRistezaaaaaa.
Fevereiro 1, 2010 at 12:02 am
# 28
Está a querer desconversar ou quê?
A realidade. O número de professores de Educação Especial colocados por Escola/Agrupamento respeita a percentagem de 1,8% da população total de cada Escola, com raríssimas excepções.
Sabia?
Fevereiro 1, 2010 at 12:08 am
Antes fossem 1,8%… seriam 20 numa que cá conheço onde há apenas 4!
Mas que o Miranda Correia precisa de evoluir nas NEE, precisa…
Fevereiro 1, 2010 at 12:08 am
“Para ilustrar a sua convicção de que a CIF-CJ, sobretudo aplicada pelos professores, é inadequada, o investigador cita um estudo da sua autoria: “Peguei num exemplo de aluno, criado pelo próprio ME para testar a CIF, e enviei-o a várias escolas”, conta. “Os diagnósticos variavam entre o caso ser ‘muito grave’ e ‘não elegível’ para apoio.””
Dois grupos de factores explicativos:
- A avaliação diagnóstica com base na CIF é anedótica (É!);
- A cota de alunos com NEE daquela escola já foi atingida e as DRE/s mandam «cortar».
Fevereiro 1, 2010 at 12:12 am
Os anglo saxónicos são todos muito arrumadinhos, tudo com números e nomes.
Daí a compilação de dados desses sistemas de Ensino realizada pelo Miranda Correia ser muito importante, especialmente para contrapor a estes tipos do governo que só falam de números e estatísticas (…)
Fevereiro 1, 2010 at 12:25 am
#32. Ana acertaste em cheio as ordens encapotadas são que o racio:
Alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente a dividir pela número de alunos da escola não pode ultrapassar os 3%.
O ano passado as equipas de apoio às escolas recebiam as listas dos NEE e depois tinham ordem para proceder ao corte e em muito casos foi a escandaleira total, a questão é quando interessa a alguns professores de EE que os alunos diminuam…, pois…soltei a Franga…
Fevereiro 1, 2010 at 12:44 am
“Outra coisa importante: ultimamente, as colegas do especial “recusam-se” a definir para os casos mais graves a medida mais restritiva ” currículo alternativo” ( agora chama-se de outra maneira), pq dizem que, findo o 2º ciclo, com esse currículo ficam com um certificado que não dá equivalência ao 6º ano. Desta forma, não os podem incluir em cursos profissionais de nível II, ou mesmo em CEF.” – 7
Claro, bom senso. Cortam-se literalmente “as pernas” aos alunos.
Fevereiro 1, 2010 at 12:50 am
# 34
Por mim podes soltar a franga à vontade.
A culpa não é de muitos prof/s de EE mas do seu recrutamento, formação, da gestão das escolas e DRE/s e SERVIÇOS CENTRAIS DO ME …
Eu soltei-a na 1ª reunião com o actual DRELISBOA vão para uns anitos. Delicamente convidou-me a sair da sala de reuniões. Eu não saí. Continuei a falar.
Prontes.
Fevereiro 1, 2010 at 12:58 am
# 34
Um dos problemas com que me deparo constantemente é que cada conselho de turma imagina que um professor de EE só trabalha com aquele(s) alunos. São várias turmas, vários conselhos de turma e vários alunos. Percebes? Por outro lado, não raras vezes, os professores delegam por assim dizer aquele(s) alunos no prof. EE. Ora não é isso que se pretende. Claro.
Mas o mais básico e importante a assinalar são os números, a % de alunos.
Chamem-lhe NEE ou outro termo qualquer.
Fevereiro 1, 2010 at 1:07 am
Não se esqueçam que por vezes não são os prof de EE que não querem pôr os alunos…por um lado “a CIF não deixa”…e a equipa de apoio às escolas anda sempre em cima…marcação cerrada…questionam por tudo e por nada…por vezes é preciso contornar…
Na nossa escola todos os alunos de dislexia estão abrangidos…ou não me chame eu Ana…
Fevereiro 1, 2010 at 1:09 am
Não se esqueçam que os alunos nns não são só do prof de EE…são de todos os prof da turma…por vezes alguns não entendem isso…
Fevereiro 1, 2010 at 1:16 am
As escolas têm poucas ofertas para estes alunos…
O pior é para os da alínea e) os alternativos…aqui é que não há quase nada ou por vezes mesmo nada de oferta…por isso os alunos têm que estar nas aulas todas…que não lhe dizem nada…
As nossas escolas não estão preparadas (a maior parte) para estes alunos, e este número está a crescer por não poderem ir para uma escola especial…
Temos falta de tecnicos…de espaço…de material…por vezes só temos boa vontade mais nada…
Mas a boa vontade por si só não ajuda os alunos…
Fevereiro 1, 2010 at 1:24 am
É mesmo verdade!
Os alunos das escolas secundárias com deficiências, mesmo que de carácter permanente, não têm direito a professores especializados do quadro da escola, porque o ministério deve achar que o ensino básico já é bastante para eles! O prof. especializado está “emprestado” numa escola de referência de alunos surdos, desde que essa equipa iluminada se lembrou de cortar os apoios e desprezar os alunos das escolas secundárias. No presente ano lectivo, a escola que apoio, tem a frequentar 18 alunos surdos, é escola de referência e não tem um único intérprete ou professor no quadro. Alguém percebe isto? As aulas começam em Setembro e não há recursos. Os surdos andam todos “malucos” à procura de quem os entenda para resolverem os problemas na secretaria, sase… e nas primeiras aulas anda o profesor especializado (ainda sem autorização para ser emprestado)a saltar de sala em sala a fazer de intérprete…palhaçada!
O episódio repete-se na mesma escola com os cegos…
O que vale é que os alunos são fantáticos e merecem o nosso esforço, senão já tinha optado por ficar na escola a cujo quadro pertenço a olhar só para o meu umbiguito.Vamos ver até onde chega tanta “lata”
Fevereiro 1, 2010 at 4:26 am
Redução de custos
” (Diferente de complementaridade que todas são)

+
maximização dos recursos
+
“poli /multi e transvalências” dos professores
+
professores “generalistas”
+
formações pseudo-psicopedagógicas
+
estatuto (in)disciplinar dos alunos
+
empobrecimento do núcleo “duro” das disciplinas (Ciências Naturais, Geografia, CFQ, História,…)
+
perda da especificidade disciplinar e “arranjinhos” artificiais de “articulação horizontal”/”oblíqua e até perpendicular
+
competências essenciais de final de ciclo
+
competências transversais
+
avaliação das aprendizagens sem comprometer o percurso escolar (sem retenções)com predominância das socializações/ comportamentos e atitudes e coisinhas afins
+
escola a tempo inteiro
+
inclusão (abrangente, de qualquer forma e feitio, tipologias n+1, dificuldades n+2, carências n+3 e todos os praticantes de reiteradas violações dos estatutos e de crimes com idade inferior aos 18 anos
+
igual direito ao sucesso (independentemente do cumprimento dos deveres)
+
estratégias diversificadas de encontro às necessidades e interesses de cada um
+
metodologias diversificadas, com recursos e instrumentos diversificados, estímulos diferenciados e muitas TIC_TIC, com recolha e registo de muitas informações, com feedback´s em todas as direcções e de diferentes naturezas, com auto/hetero e inter avaliações em… 90 minutos de aula
+
n+1 planos disto e daquilo/ actividades de recuperação e compensação/ provas e coisas afins/ avaliações de e por n+2 alunos/docentes/serviços variados/ entidades/ protocolos/… somos mesmo muito bons
+
magalhães e afins,
+
entropia/entropia/entropia
…
a lista é interminável… mas o objectivo é apenas um e tudo se conjuga para o mesmo: sabendo ou não que todos sejam apressados a sair do sistema de ensino (as estatísticas exigem-no e as retenções custam dinheiro… e eu diria mais: custam ainda mais dinheiro (a curto prazo) a qualidade e a eficácia!
Opções de orçamento… como as outras também estas se pagarão caras – Nada é mais caro e dramático para uma nação que a ignorância.
Fevereiro 1, 2010 at 10:37 am
Curiosamente ninguém fala das “dislexias” provocadas pelos professores que ensinam pelo método global.
Aqui já não existem responsáveis, nem modas, apenas falta de recursos…
Fevereiro 1, 2010 at 3:39 pm
# 43
Ao contrário do que se pensa sabe-se muito pouco sobre dislexia. A sua afirmação vem de facto na linha do que “no meu tempo” era tido como um factor de risco potencial.
O método global é de todo não aconselhável na iniciação à leitura e escrita de alunos com um nível intelectual de inferior a muito inferior à média esperada para o grupo etário; não existe uma relação causal entre esta variável e a predominância da dislexia, bem pelo contrário como é do conhecimento geral.
Contudo, nos casos de dislexia o método global nunca deve/pode ser utilizado pelas razões óbvias (…)
Fevereiro 1, 2010 at 5:02 pm
1. A CIF é uma embrulhada. Perguntem a um médico acabado de formar se estudou isso durante o seu percurso académico.
2. Nas escolas, devido à complexidade do documento, a CIF é um autêntico tiro ao alvo: “Parece-me aqui”, “eu acho que é acolá”.
3. A formação dos professores de EE, certificada palo ME, é uma fraude. A maior parte dos professores que fazem especialização nunca lidaram com alguém portador de deficiência. Fazem ums trabalhos sobre autismo, sobre politicas de inclusão e toma lá! A culpa não é deles, claro. Muito fazem eles.
Fevereiro 1, 2010 at 6:02 pm
Também acho que o único problema da CIF é haver deficientes de carne e osso, para além dos estereótipos usados nos congressos e seminários…
Fevereiro 1, 2010 at 6:13 pm
Como contei no meu blog, na altura em~que aconteceu, a minha filha com Trissomia 21 só teve direito a PEI (ou lá como se chama agora) e turma reduzida, porque pedi ao médico que fizesse o favor de exagerar um bocadito, porque com o primeiro relatório disseram-me na escola que a criança não teria direito a qualquer medida especial.
E com os meus (poucos) alunos que nativeram o estatudo das NEE, nunca podemos escrever que progrediram ou que acompanham os colegas em determinada matéria, porque a colega dos apoios avisa-nos logo que é o suficiente para o estatuto lhes ser retirado.
Fevereiro 1, 2010 at 6:15 pm
#47, é inacreditável!!
Fevereiro 1, 2010 at 6:20 pm
#29, Manuel Figueiredo, esta sua afirmação pouco informada:
“Acho que existe confusão. Essa questões colocam-se no fim da escolaridade obrigatório, portanto no 9º ano.
Mais outro exemplo da falta de leitura e/ou de percepção da legislação. TRistezaaaaaa.”
…foi respondida pela Ana Henriques em #35.
Eu confirmo!!! Por experiência própria!!