Não vale a pena entrar em detalhes muito específicos nesta matéria mas, para além destas ideias serem muito habituais no processo de crescimento a caminho da idade adulta, muito próprio ao desenvolvimento de sensações de inadequação ao mundo envolvente, há ainda os fenómenos miméticos em relação a certas modas.
Muitas das considerações sobre estes fenómenos, que não devem ser menorizados, acentuam por vezes um certo dramatismo que nem sempre corresponde a uma realidade mais fluída do que os estereótipos – quantas vezes com chancela científica – tendem a cristalizar no imaginário comum.
Tal como em muitas outras situações, o essencial é o despiste precoce destas situações e o seu acompanhamento por quem tenha a formação e o bom senso indispensáveis para o fazer.
Automutilação cresce entre os mais jovens
Janeiro 31, 2010 at 10:35 pm
Não me parece automutilação, avento desconhecimento.
Janeiro 31, 2010 at 10:37 pm
Não são todos donos do corpo? Aí têm como viver em sociedade.
Não refiro o resto, é demasiado tarde.
Janeiro 31, 2010 at 10:41 pm
É preciso estar perto deles.
Se estivermos, notamos…
É o que eu penso…
Janeiro 31, 2010 at 10:43 pm
E fazes o quê?
Janeiro 31, 2010 at 10:45 pm
A automutilação é ir à escola?
Janeiro 31, 2010 at 10:47 pm
#5
Não, de todo. É ler comentários idiotas.
Janeiro 31, 2010 at 10:48 pm
Primeiro falo com ele.
Se me parecer grave ( e for da minha D.T) chamo os pais. Aconselho logo um psicólogo.
Na escola anterior, cheguei a levá-los à consulta de psicologia no centro de saúde.
Tento manter-me em contacto com os técnicos de saúde mental que os acompanham.
Olha, na próxima 4º feira à tarde vou ao consultório do pedo-psiquiatra de uma aluno meu deste ano. Liguei-lhe e pedi-lhe para conversarmos. Acedeu.
Só em equipa poderemos ajudá-los.
Janeiro 31, 2010 at 10:50 pm
#6, Fafe, ao contrário de ti e de muitos, não subestimo as depressões de alguns jovens.
Já vi algumas…disfarçadas de vários sintomas.
Qdo o caso me transcende, encaminho para quem de direito e espero que colabore connosco, professores.
Nem tudo são depressões, pero que las hay, las hay.
Janeiro 31, 2010 at 10:56 pm
se fossem menos à escola e emigrassem andavam menos deprimidos. É do conhecimento universal que os portugueses são depressivos. Uma noitada em Barcelona e até os mudos começam a falar. As idas ao psi só os afundam ainda mais.
Janeiro 31, 2010 at 10:58 pm
Porém, segundo diversos especialistas de renome mundial, não existe tal coisa como a depressão.
Janeiro 31, 2010 at 10:59 pm
#10, mencione um só.
Janeiro 31, 2010 at 11:00 pm
Para as pessoas inteligentes não existem comentários idiotas. É como a beleza: está mais nos olhos de quem vê.
Janeiro 31, 2010 at 11:02 pm
Há imensos psiquiatras que comunicam nos congressos e são contra esta recente moda. Há até um livro que está traduzido para português segundo creio … vou procurar e depois lhe digo.
Janeiro 31, 2010 at 11:04 pm
loll
Janeiro 31, 2010 at 11:04 pm
#7
Nem mais.
Janeiro 31, 2010 at 11:07 pm
Que anda muita gente, miúdos e graúdos, deprimida, isso parece-me evidente nos tempos que correm.
A minha dúvida é se as terapêuticas estão a ser as adequadas. Se encher as pessoas de comprimidos para dormir e outras drogas é a solução.
Se isto não será o reflexo de uma doença muito mais profunda que contamina toda a sociedade e que se relaciona com o modo como, cada vez mais, vivemos…
Janeiro 31, 2010 at 11:08 pm
#16, os psicólogos não receitam medicamentos.
Às vezes, basta sentirem-se compreendidos e aceites por alguém ( sem aquela pressão da escola) que começam a descomprimir…
Janeiro 31, 2010 at 11:11 pm
e era mesmo com o psicólogo que eles iam por-se à vontade. mais eficaz seria o padre. O que resulta são coisas simples como levar os meninos à análise hormonal, à depilação ou ao ginásio. isso e passeios à beira mar. para além de espaço e tempo para namorar.
Janeiro 31, 2010 at 11:12 pm
#8
E o governo não tem um cheque para as depressões?
Para os dentistas tinha, só que sem cobertura.
Acho engraçado chamar depressões à preguiça, por um lado, e depressões ao que quer que seja, temos cá um “fax” que sabe como se resolve.
Essa, comigo, não pega: não há depressões, há é demasiados idiotas que ganham com isso, a pandemia das depressões.
Em tempo, se isso se pegasse – já eu tinha.
Janeiro 31, 2010 at 11:14 pm
Já chegámos aos psicólogos, nem digo.
Vou psicologar com o travesseiro, nada dessas mariquices de almofadas.
Isto sou eu a ir.
Janeiro 31, 2010 at 11:18 pm
Vejam pelos próprios olhos..
Janeiro 31, 2010 at 11:19 pm
«A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais [1]: humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.
O estado depressivo diferencia-se do comportamento “triste” ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento [2].
Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, rejeição e principalmente Bullying. A ocorrência em mulheres é o dobro da ocorrência em homens.
As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, separação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença. A Mania corresponde ao oposto da depressão.»
http://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosa
Janeiro 31, 2010 at 11:20 pm
Meus caros com uma vida estereotipada, robotizada, hedonista , consumista.etc..do que é que estavam á espera…?
Janeiro 31, 2010 at 11:25 pm
A depressão vai ser sem dúvida a grande doença do século XXI…e com causas cada vez mais exógenas….Não tenhamos dúvidas..a pressão de vencer, de produzir..de ganhar a todo o custo..a de não ser um looser…tudo isso faz o chamado burnout…Só os fortes e insensíveis resistem..e esses criam um tal escudo que se tornma mais robots do que pessoas…acreditem que só quem nunca teve alguém na familía com depressão é que pode falar de cor..eu tive ..e saiu de lá mas não foi fácil…
A ler..
http://bulimunda.wordpress.com/2010/01/31/um-suicidio-no-trabalho-e-uma-mensagem-brutal-uma-entrevista-a-ler-por-todos-os-many-deste-mundo-e-outros/
Janeiro 31, 2010 at 11:30 pm
#24
De acordo!
Janeiro 31, 2010 at 11:43 pm
Não me parece que a relação entre “automutilação” e “depressão” seja absolutamente directa, e linear, como alguns comentários parecem fazer crer…
o porquê da automutilação desdobra-se numa multiplicidade de razões (que ora se conjungam, ora se excluem, fazendo de cada caso um caso) que vão desde o mau estar perante si, ou perante o que os cerca… e/ou a afirmação de um poder… até à simples coesão grupal, ou à necessidade de impressionar os outros e marcar a diferença… blá blá
muitos terão aversão aos “coitadinhos”, outros serão mesmo os “coitadinhos”…
a depressão resulta, do way of life dos nossos tempos. A nossa geração não era muito propensa a depressões… porquê?
não ter objectivos, ter sempre quem escolha por eles, ter quem esteja lá a cada momento a amparar a queda, desculpar-se a cada momento com as asneiras, e voltar a repeti-las infinitamente porque nada acontece…
quem não ficaria deprimido…
que m*rda de vida
Janeiro 31, 2010 at 11:52 pm
Animais enjaulados, submetidos a enorme stresse fisiológico/psíquico e isolamento também se automutilam.
Veja-se casos de algumas araras que, muitas vezes ao mudarem de dono, e de local onde se encontram manifestam este tipo de comportamento.
DEIXEM OS/AS MENINOS(AS) SEREM FELIZES!
Fevereiro 1, 2010 at 12:26 am
A depressão não é uma doença
Carlos M. Lopes Pires
Encadernação
Brochado (Capa Mole)
Editora
Editorial Diferença
Idioma
Português
Fevereiro 1, 2010 at 12:39 am
Flipswitch
Brought to you by depressedteens.com, our show is a fast-paced weekly 30 minute program on teens with mood disorders. Talking directly to teens, we’ll hit on almost every issue on mood disorders.
Argument Number 2 of Antipsychiatry/Antipsychology:
There Is No Such Thing As Mental Illness
Aug 6th, 2009 by depressedteens
Popularized by a slew of old school psychiatrists, most notably, Thomas Szasz, this is another oldie but goodie from the supporters of anti-psychology: there is no such thing as mental illness.
As the argument goes, illness is a medical concept based on the biology as used in medical practices, practices that have the ability to confirm and deny the existence of illness based on very strict physical scientific tests. Yet, psychology can identify conclusively no causative origin of “mental” illness in the body. Psychologists can’t look at the brain and say, “that’s where the depression comes from. take that part away and people will go back to a nice happy state of being.” Nope, it’s a sham!
Instead, say the anti-psychology crowd, what they’re doing is suggesting that “acceptable” behavior is what the body must be like when it’s working, and if someone misbehaves, it must be because their body is out of whack. So, to the anti-psychologist crowd, what we’re talking about is not “illness” in the traditional sense, but “behavior” and the ordinary natural problems of life that occur. And this goes all the way to even the most extreme of cases. The mania of bipolar disorder? Not an illness but an expressed choice. The disorganization of word salad versions of schizophrenia? Not a an illness but a bad way of dealing with the world.
So, to these people, there is no reason to stigmatize people as somehow “disordered” or “mentally ill” if their grief over the loss of a loved one lasts a long long time. Grieving is normal even if it takes a long time. There is no such thing as a mentally ill slave that want to escape the slave master. And there is no such thing as depression clinically. It’s just people understandably getting upset about natural life problems, even if they have a hard time expressing it. Unfortunately, they say, we’ve chosen to use medical metaphors to describe behavior, metaphors that we have come to believe are real; falling for our own hype about being psychologically scientific with diagnosis.
Fevereiro 1, 2010 at 1:12 am
Mas aos adultos tem acontecido o mesmo… têm votado PS…
Fevereiro 1, 2010 at 6:58 am
Deprimida ando eu…
Idéias de auto-mutilação?? Não. São mais de mutilação própriamente dita…
Fevereiro 1, 2010 at 10:25 am
Se um problema grave como este é encarado desta maneira pelos professores que frequentam este sítio, cuspindo interpretações avulsas, como é que poderão agir enquanto pedagogos e modelos de referência para os jovens?
É de facto muito grave o sintoma da auto-mutilação, geralmente exibido pelos jovens mais sensíveis e desintegrados do main stream.
Não se trata verdadeiramente de depressão, mas de um conjunto de sentimentos ambíguos e desestruturantes de quem anda à procura de algo mais seguro e acolhedor, mas sem o vislumbramento de uma saída ou de um qualquer alívio emocional para os conflitos interiores.
A dor pungente que os faz sentir enquanto seres físicos reais e as drogas (lícitas e ilícitas) estão aí à mão para os acalmar e fazer retornar a si-mesmos, à falta de melhor enquadramento e compreensão dos pais e da comunidade.
É a relação com os outros que se encontra em fase de ruptura e de crise, e a auto-mutilação opera o curto-circuito necessário ao sentimento de si-mesmo-completo-fechado-na-dor.
Mas é sempre tranquilizante pensar que se trata de uma moda ou de uma cabala, principalmente se só afectar os mais afastados.
Fevereiro 1, 2010 at 11:00 am
Está a ver mal a coisa. É um sintoma. quanto mais dinheiro e tempo gastarem a tratá-lo mais longe ficam de resolver o problema. Ninguém disse que não se deve dar atenção. o que se disse é que não é essa a atenção que se deve dar. Todos nós já lidámos de uma maneira ou de outra com problemas mais ou menos graves nos alunos. É preciso proporcionar uma vida saudável ao ser humano e dar-lhe oportunidade de se realizar. Se isso não for feito continuaremos a descobrir “doenças mentais” e remédios cada vez mais caros, bem como métodos de tratamento sem fim à vista.
Fevereiro 1, 2010 at 12:53 pm
Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition, Text Revision
Mood Disorders
Sections: Introduction, Mood Episodes, Major Depressive Episode, Manic Episode, Mixed Episode, Hypomanic Episode, Depressive Disorders,Major Depressive Disorder, 300.4 Dysthymic Disorder, 311 Depressive Disorder Not Otherwise Specified, Bipolar Disorders, Bipolar I Disorder, 296.89 Bipolar II Disorder (Recurrent Major Depressive Episodes With Hypomanic Episodes), 301.13 Cyclothymic Disorder, 296.80 Bipolar Disorder Not Otherwise Specified, Other Mood Disorders, 293.83 Mood Disorder Due to a General Medical Condition, Substance-Induced Mood Disorder, 296.90 Mood Disorder Not Otherwise Specified, Specifiers Describing Current or Most Recent Episode, Severity/Psychotic/Remission Specifiers for Major Depressive Episode, Severity/Psychotic/Remission Specifiers for Manic Episode, Severity/Psychotic/Remission Specifiers for Mixed Episode, Chronic Specifier for a Major Depressive Episode, Catatonic Features Specifier, Melancholic Features Specifier, Atypical Features Specifier, Postpartum Onset Specifier, Specifiers Describing Course of Recurrent Episodes, Longitudinal Course Specifiers (With and Without Full Interepisode Recovery), Seasonal Pattern Specifier, Rapid-Cycling Specifier.
Topics Discussed: mood disorder.
Excerpt: “The Mood Disorders section includes disorders that have a disturbance in mood as the predominant feature. The section is divided into three parts. The first part describes mood episodes (Major Depressive Episode, Manic Episode, Mixed Episode, and Hypomanic Episode) that have been included separately at the beginning of this section for convenience in diagnosing the various Mood Disorders. These episodes do not have their own diagnostic codes and cannot be diagnosed as separate entities; however, they serve as the building blocks for the disorder diagnoses. The second part describes the Mood Disorders (e.g., Major Depressive Disorder, Dysthymic Disorder, Bipolar I Disorder). The criteria sets for most of the Mood Disorders require the presence or absence of the mood episodes described in the first part of the section. The third part includes the specifiers that describe either the most recent mood episode or the course of recurrent episodes.The Mood Disorders are divided into the Depressive Disorders (“unipolar depression”), the Bipolar Disorders, and two disorders based…”
http://www.psychiatryonline.com/content.aspx?aID=2016