Já o escrevi algures neste blogue: acho Rui Ramos um historiador muito bom, sendo que é raro usar este tipo de apreciação para aqueles que exercem de um ofício em que eu sou mero biscateiro.
Enquanto analista político e social acho-o mediano-quase-bom, mais um fruto da moda do momento do que de outra coisa. Atira assim uns laivos de direita inteligente, que é coisa que nem é assim tão rara como dizem.
O problema é quando ele próprio se acha giro, aí é que borra a pintura toda. Qual MST em início de carreira, Rui Ramos elege como pior momento da governação deste mandato (cf. Visão de hoje, p. 38), o acordo entre o ME e os sindicatos de professores. As opiniões são livres, pelo que respeito a de Rui Ramos. Assim como acho que ele compreende que eu ache que tal opinião é uma parvoíce, em especial a da intransigência egoísta.

Janeiro 28, 2010 at 8:41 pm
Escolheria a palavra estupidez, porém, como não considero estúpido, só pode ter algum interesse qualquer associado que, obviamente, eu ignoro qual seja…
Janeiro 28, 2010 at 8:42 pm
Acho triste…
Janeiro 28, 2010 at 8:43 pm
Tem de pensar nas obras que pode publicar em favor do regime…curioso…o que achará ele do ensino na Universidade?….
Janeiro 28, 2010 at 8:44 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/01/28/socrates-sei-como-reduzir-o-defice-ja-o-fiz-pois-nos-ja-sabemos-como-o-faz/
Janeiro 28, 2010 at 8:46 pm
Como historiador, tenho cada vez mais dúvidas sobre Rui Ramos. A biografia de D. Carlos escrita por ele é de uma cabotinice sem nome. Como comentador, é de uma ligeireza confrangedora. Mas lá tem o VPV a dar-lhe cobertura… tanto nos media como no ICS.
Janeiro 28, 2010 at 8:51 pm
Onde é que joga este gajo? Será no Socras Futebol Clube?
Janeiro 28, 2010 at 8:51 pm
#5,
Ele tem aquele fôlego de querer tudo abarcar (o que é interessante)como no volume que fez sobre a República para a História do Matoso. Mas falha – rai’s parta – nas minhas áreas mais predilectas, que certamente ele considera menores.
O termo cabotinice tem o seu cabimento, sim senhor, sendo pena em pessoa ainda bem jovem para estas andanças.
Janeiro 28, 2010 at 8:52 pm
Onde é que o tipo tirou o curso de analista? É profissionalizado? Qual a classificação obtida nos testes de início de carreira? Solicitou análises assistidas? Está em regime de exclusividade? Entregou os OI? Obteve o lugar por concurso?
Mais haveria a questionar.
Janeiro 28, 2010 at 8:57 pm
#8,
É cepra lá da quinta da Nova por onde também andei quando ele estava quase de saída.
Tinha aura.
Anda em busca de gravitas, mas falta-lhe peso.
Eu tenho 20 quilitos que lhe poderia dispensar, mas ficaria menos giraço.
Janeiro 28, 2010 at 8:57 pm
Rui Ramos um conselho de amigo para eu não chocar de cabeça (não queiras…) contigo:
consulta esta espécie de blog que reune todos os artigos de educação que juntei desde que comecei nesta andanças, como se diz nos USA:
Dig my friend
http://www.scribd.com/liberdade
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Janeiro 28, 2010 at 8:59 pm
Sabes Rui Ramos fica para a posteridade…da História da Educação:
Dig!
Janeiro 28, 2010 at 9:00 pm
Cuidado com os historiadores.
A HISTÓRIA DE PORTUGAL É UMA FRAUDE!…
Janeiro 28, 2010 at 9:02 pm
Mais um cronista do reino e da simpatia do rei?
Janeiro 28, 2010 at 9:02 pm
Rui e para não dizeres que eu não te leio:
http://livresco.wordpress.com/2009/05/25/rui-ramos-historiador-que-e-isto-a-que-chamamos-estado/
http://livresco.wordpress.com/2009/04/10/rui-ramos-historiador-o-combate-a-corrupcao/
Rui Ramos um Historiador não pode abarcar tudo e muito menos escrever sobre o que não sabe meu caro:
Dig!
Janeiro 28, 2010 at 9:04 pm
Qual história.? Tirando a do Afonso ,do D.João I e do Marquês de Pombal são apenas historietas…vá lá ,de permeio existem alguma personalidades que têm consistência nada mais…É mais o género: Era uma vez…
Janeiro 28, 2010 at 9:07 pm
Rui Ramos vê se percebes:
Tradução de Inglês para PortuguêsMostrar romanização
cavar
Dicionário – Ver dicionário detalhado
substantivo
1. escavação
2. ironia
3. pequeno encontrão
4. tentativa
5. piada
verbo
1. cavar
2. escavar
3. desenterrar
4. trabalhar a terra
5. estudar intensamente
6. trabalhar
Janeiro 28, 2010 at 9:10 pm
Se sou um digger?
Sim…
Janeiro 28, 2010 at 9:10 pm
Vale a pena espreitar…
http://www.theauteurs.com/films?viewable=1
Janeiro 28, 2010 at 9:19 pm
É uma personagem onde é por demais visível aquela afectação “I’ve just got back from Oxford, you know!
Se fosse assim tão bom, por certo que lá teria ficado.
Janeiro 28, 2010 at 9:23 pm
#19
Demais!
Janeiro 28, 2010 at 9:31 pm
Embirrento!
Janeiro 28, 2010 at 9:34 pm
Um gajo historiador que que vê como o pior momento do governo essa porcariazita de acordo, é um historiador de … .
Janeiro 28, 2010 at 9:35 pm
DEVIA BEBER MAIS ÁLCOOL..
http://bulimunda.wordpress.com/2010/01/27/alcool-bem-estou-a-precisar-depois-de-5-horas-de-pedagogico/
Janeiro 28, 2010 at 9:51 pm
Nunca considerei o Rui Ramos um bom historiador. É demasiado panfletário e não demarca as suas ideias políticas da análise histórica. Parece um daqueles “historiadores” de regime. Anda à procura de protagonismo. É um peso-pluma, mas tem patrocinadores de peso.
Janeiro 28, 2010 at 9:53 pm
Para mim, tem um lado positivo: é mais um que acha que nós ganhámos e o socras e a sinistra perderam. No contexto que vivemos nestes últimos anos, esta “vitória” não é de deitar fora..
Janeiro 28, 2010 at 9:57 pm
Um historiador que não viu o “serviço” de um tal ministro da Justiça que até anda meio desaparecido… e de vários outros…
Daqui a 100 anos, manuais de História, primeira década, séc. XXI:
- Qual o pior acontecimento?
- Um coisa parecida com um acordo entre os professores e o ME.
Estamos bem entregues!
Janeiro 28, 2010 at 10:00 pm
E eu que tinha pensado comprar a nova História de Portugal que ele lançou agora!
Obrigada por me teres travado a tempo, Paulo!
Janeiro 28, 2010 at 10:10 pm
Por acaso acho que ele é um cabotino…e não é por ser monárquico.
Janeiro 28, 2010 at 10:12 pm
Estás bem, ajudaram-me nas palavras… Quer ser o cronista do reino…
Janeiro 28, 2010 at 10:13 pm
Palhaço!
Janeiro 28, 2010 at 10:13 pm
O quê? É monárquico? O homem tem um desencontro de 100 anos com a História?
Ah! Compreendi-te!
Janeiro 28, 2010 at 10:20 pm
Informação do Público sobre este senhor:
http://educar.wordpress.com/2010/01/28/o-analista-nao-egoista/
Janeiro 28, 2010 at 10:37 pm
Tem cara de roberto.
Janeiro 28, 2010 at 10:43 pm
nada como lançar atoardas que dominamos para a esplanada dos amiguitos… sem saberem nem imeginarem o que estão a debitar, enchem-nos o ego de ego. ui!
Janeiro 28, 2010 at 10:54 pm
Doeu?
Janeiro 28, 2010 at 11:17 pm
Felizmente que há tanta gente inteligente aqui (Portugal) – e, com certeza por (mero) acaso, são todos professores…
Este (Rui Ramos) já está desmascarado… Os outros que se cuidem… aqui não se perdoa…
Janeiro 28, 2010 at 11:17 pm
O rapaz é historiador, mas as duas respostas são antes típicas de um analista (vulgo politólogo) com cartão de militante do PS ou de candidato a um ramo do poleiro.
Janeiro 28, 2010 at 11:23 pm
tanta inveja por aqui à solta
Janeiro 28, 2010 at 11:37 pm
Inveja de quê?
Janeiro 28, 2010 at 11:55 pm
#19
Tive o grande privilégio de ser colega de turma, no básico,do Rui Ramos. Nunca foi um “I´ve just come from Oxford”, sempre teve um percurso escolar e pessoal brilhante. Era o colega que tudo sabia, quem ajudava os outros, tirava dúvidas, amigo do seu amigo e muito tímido e reservado. No secundário chegamos a fazer um jornal juntos, com os colegas de turma, no antigo Liceu Nacional de Setúbal. Estudámos na Nova, eu nas Línguas e Literaturas Modernas, ele em História.
Gosto muito dele por isso não posso deixar de tomar público o meu testemunho.
Quanto à sua infeliz resposta, concordo plenamente. Há que lhe puxar as orelhas
Janeiro 29, 2010 at 12:32 am
Leiam a entrevista que deu ao “Público” de segunda passada.
Correndo o risco de, sapateiro, querer pegar no rabecão, ousaria reparar que a quebra dos nossos mitos hitóricos só parece bem-vinda quando oriunda da lavra da historiografia parente dos esquemas teóricos do velho Karl.
Janeiro 29, 2010 at 1:09 am
#41,
O mais engraçado é que o velho Karl é estudado, sem qualquer preconceito, em inúmeras universidades de topo por esse mundo ocidental.
Sabem que lá está muito para aprender e para o sistema se renovar.
Janeiro 29, 2010 at 1:12 am
Às vezes esquecem-se e depois temos crise.
Aposto que andam outra vez a fazer revisões de ” O Capital”.
Janeiro 29, 2010 at 8:54 am
#42
Como, aliás, deveria acontecer em todo o lado – e não apenas com as obras do judeu barbudo (não, não é preconceito). O que, em todo o caso, em nada contraria a minha observação supra.
Bom dia.
Janeiro 29, 2010 at 10:14 am
Só hoje descobri a discussão interessante q
Janeiro 29, 2010 at 10:19 am
…que este post suscitou.
Do que conheço da escrita do Rui Ramos, parece-me mais um destes modernos que descobriram a simplicidade redutora da vulgata neoliberal e não saem dali.
Eu sempre gostei mais de dialécticas do que de pensamento linear, e por isso corroboro as opiniões dos que defendem que o velho Marx nos ajuda muito mais a compreender o mundo em que vivemos dos que as visões do capitalismo do séc. XVIII que tanto entusiasmam os neoliberais.
Janeiro 29, 2010 at 11:50 am
O Rui Ramos tem várias virtudes. Para além de ser um historiador absolutamente genial ele tem outra grande virtude: é liberal!
… e já se sabe, o passatempo preferido dos liberais é mandar alfinetadas nas corporações. Afinal porque raio ando eu aqui hein ?…
Só pela História de Portugal que escreveu já mereceria todas as vénias.
Janeiro 29, 2010 at 12:03 pm
#47:
Então se gosta de História e de liberalismo, sugiro-lhe que leia qualquer coisinha sobre a história das corporações.
Talvez descubra que as ditas corporações acabaram justamente no tempo das revoluções liberais.
Invente outro nome para a coisa…
Janeiro 29, 2010 at 2:37 pm
Ou seja, o relevante nem é a qualidade e rigor da descrição do devir histórico (tanto quanto ela é possível), mas antes a apreciação do posicionamento do historiador.
Pois…, a chatice do preconceito ” e tal” (Paulo, desculpe o pilhanço).
Janeiro 29, 2010 at 2:47 pm
#49
Estou em crer que há métodos para distanciar o observador-historiador do objecto-realidade-histórica que se pretende descrever. Mais, que o conhecimento de tais métodos integra a formação de qualquer profissional desta ciência. Paulo Guinote poderá confirmar ou desmentir.
Janeiro 29, 2010 at 3:16 pm
Mas ainda voltando ao liberalismo de Rui Ramos:
É ou não é verdade que pertence à elite dos “investigadores”, ou seja, os académicos dispensados de dar aulas, privilégio que na área das ciências sociais e humanas pouquíssimos alcançam? Eu pelo menos só conheço os do ICS…
É ou não é verdade que de há uns anos a esta parte Rui Ramos escreve essencialmente divulgação histórica e artigos de opinião para a imprensa generalista, estando por isso distante do papel do investigador tradicional de História?
Ou seja, o “liberal” Rui Ramos é pago pelo contribuinte para “investigar” de acordo com os seus interesses e perspectivas ideológicas, para publicar a esmo tudo o que quiser e para cobrar, com é óbvio, os devidos direitos de autor.
Estes liberais de meia-tigela, para terem o meu respeito, só no dia em que fizerem uma coisa muito simples: demitirem-se dos seus empregos públicos e venderem no mercado o seu mérito, o seu trabalho, enfim, aquilo que quiserem. Mas deixarem de nos pesar no bolso, como mandam os bons princípios do liberalismo!
Janeiro 29, 2010 at 3:48 pm
# 47
As corporações das profissões são a própria sociedade civil.
As profissões são corporizadas pelo sistema “natural” social de construção da identidade individual, inerente à espécie humana, de pertença a um grupo com o qual nos identificamos. Um desses grupos de pertença é o profissional.
Os sistemas de pertença a grupos é tão natural no ser humano como beber água ou respirar.
Não percebo a conotação negativa que lhe associa(m).
A menos que se considere que determinada corporação é boa e outra corporação é má. Bem, mas nesta perspectiva (que parece ser a sua) entram em jogo factores de apreciação característicos da dimensão poder.