A  ACTRIZ-DEPUTADA

Consta que a descendente – júnior de um famoso músico da nossa praça teve de sacrificar a sua vida pessoal e familiar para poder fazer um grande “favor” ao país: Ser deputada.

Questiona-se:

Terá sido por não haver em Portugal gente capaz de desempenhar cargo tão absorvente e difícil, só ao alcance de super-humanos?

O problema é que a jovem senhora reside em Paris. De onde, e para onde, tem de se deslocar  todos os fins de semana, com os inevitáveis e adjacentes transtornos: a despesa diária em Lisboa que , segundo parece, ronda os quinhentos  e vinte e oito euros por dia, mais o que tem de desembolsar semanalmente para o avião.

Alguns não entendem porque é que os socialistas foram tão longe desinquietar alguém para ser deputada. São dois mil quilómetros de distância, não são dois mil metros!…

Mas Descartes ensinou-me a cogitar… e …

Descobri duas razões ( podendo haver mais, mas por estas me fico…):

Primeira: a deputada é muito bonita. E, sabe-se como a beleza feminina pode provocar comichão àquela Assembleia maioritariamente masculina, despertando-a do bocejo e do tédio que sente e nos faz sentir a nós próprios.

Segunda: a deputada é actriz. Ora, todos nós percebemos a dificuldade do “novo” P.S. em ter no parlamento alguém que saiba representar tão bem como certos “actores” que saíram de palco ( como Augusto Santos Silva).. Acresce que uma deputada que saiba representar reaviva, um pouco que seja,  aquele grupo  de ventríloquos abandonados que compõem o cenário burlesco da maior parte daquela bancada.

Cunha Ribeiro