Eis, ao fim de mais um episódio de ópera bufa (mas o que esperar de quem enviava trabalhos académicos por fax?), o Orçamento de Estado, praticamente todo negociado à direita do PS.
Opções são opções e o Governo decidiu dar o casamento entre pessoas do mesmo sexo à Esquerda e negociar as grandes opções da governação à Direita.
Se a uns as migalhas deixam satisfeitos, enquanto outros preferem partilhar as fatias do pão, quem sou eu para contestar?
Janeiro 27, 2010 at 10:01 am
Isso para um liberal na economia e nos costumes seria quase um mundo perfeito. Infelizmente negócio à direita não significa politica económica e de estado à direita. É só negociata de circustância.
Janeiro 27, 2010 at 10:23 am
De cada vez que a oposição esquerda-direita é deslocada das questões económicas, entramos no domínio dos estados de alma… Dão para entretar o pagode.
Janeiro 27, 2010 at 10:26 am
sobre o orçamento sublinho a opinião:
“Ideia três, travar salários e admissões na função pública: esta fobia de congelar os salários da função pública – que levará sindicatos para a rua – não deveria ser usada apenas em momentos de grande aflição. O que afecta as contas públicas é a existência de funcionários que não trabalham – não a existência de salários ou dos próprios funcionários. Olhar remunerações de pessoas como um problema é supor que uma dieta começa pela comida – e não pelo gordo. Seja como for, a ideia é fácil e penaliza os mesmos – ainda que se saiba que fazer crescer estes salários é impossível para um país que quase não tem dinheiro para existir.”
Sublinho:
“…um país que quase não tem dinheiro para existir”
… esta parece-me a ideia do dia. Para pensar e depois ter pesadelos de noite.
Daqui:
http://www.ionline.pt/conteudo/43959-um-orcamento-que-nao-se-le
Janeiro 27, 2010 at 10:30 am
#3,
Mas então regulem-se as admissões na FP.
Avaliem-se as efectivas necessidades e etc.
Ao menos os professores estão nas aulas, mal ou bem, ainda trabalham, não se limitam a estar.
E há 30.000 contratados a provar que os quadros não estão sobredimensionados.
Janeiro 27, 2010 at 10:32 am
Diálogos imaginários
– Senhor ministro, não haverá aumentos na função pública em 2010?
Teixeira dos Santos:
– Aumentos na função pública? Ó p’ra mim, acaso estamos em ano de eleições? Exceptuando essa fatal circunstância, o nosso regime é contenção no défice (o que não impede de continuarmos a ser generosos com os nossos amigos consultores e construtores).
Janeiro 27, 2010 at 10:46 am
PIMBA…orçamento Pimba…. Madeira pimba caruncho Pimba… e a esquerda é uma M.E.R.da.. se há-de apoiar o ps vai permitir que se atulhe à direita…
Janeiro 27, 2010 at 10:50 am
Os gordos não querem dieta, querem é comer mais e mais, e mais até rebentarem de cheios e os outros rebentarem de fome. Eu ponha este país direito quem nem um fuso em pouco tempo e não sou político nem especialista. Os gordos passavam a viver a água e pão e os magros passava a ter uma alimentação equilibrada. O que quer dizer: os gestores, políticos, administradores e gulões semelhantes passava a viver do ordenado mínimo ou iam para a prisa a a trabalhar para comerem, os trabalhadores passavam a ter um ordenado decente, os corruptos eram fuzilados e os seus bens passavam para o poder do estado, os criminosos uns pena de morte e outros na prisa a trabalhar para comerem. Isto em pouco tempo era um paraíso para a gente honesta e trabalhadora.
Janeiro 27, 2010 at 10:56 am
Todas as condições para um país perfeito, portanto.
…ainda que o aumento de despesa imposto pela necessidade de abrir muito mais cartórios notariais e contratar novos funcionários para responder a tanto pedido de casamento por parte de indivíduos do mesmo sexo, vá dar novo rombo no orçamento.
Pois, não se pode ter tudo.
Janeiro 27, 2010 at 11:05 am
#7:
Se a política se pudesse fazer assim, era simples.
Já houve épocas em que mandava podia fazer essa parte da “prisa”, do trabalho forçado e dos fuzilamentos.
Não se conseguiam era livrar dos “gordos”…
Janeiro 27, 2010 at 11:11 am
#7 Caro Vieira, essa receita já foi experimentada em inumeros Paises… Por cá não de uma forma tão radical mas vontade não faltou… parece que continua a não faltar…
Janeiro 27, 2010 at 11:56 am
Bom dia
Alguém sabe dizer-me se os professores têm de se inscrever no centro de formação da área a que pertence a escola, mesmo que este não forneça acções de formação para o grupo de um professor? É obrigatória a inscrição no centro?
Obrigada
Janeiro 27, 2010 at 12:17 pm
E não haverá aumentos para as nomeações pela porta do cavalo?
Janeiro 27, 2010 at 12:36 pm
50.000euros de estimulo para os jogadores pontuarem na luz…hummmm!
Janeiro 27, 2010 at 12:39 pm
…e mesmo assim não pontuaram, levaram 5 a 0 Já imaginaram se nos dessem uns milhares de euros para levarmos os alunos a aprender????Bem…o q eu não faria…persegui-los-ia com matéria até ao limite…
Janeiro 27, 2010 at 12:40 pm
Sim, porque cada caneta tem o seu preço…
Janeiro 27, 2010 at 1:16 pm
O grande problema é que tristezas não pagam dívidas! E o orçamento foi negociado com as agências de rating, não foi negociado com partido nenhum.
Janeiro 27, 2010 at 2:39 pm
# 5 e #6
Os professores são função pública ou não?
Não me parece que na FP tenha havido congelamento de tempo para progressão na carreira entre outros…
Janeiro 27, 2010 at 2:40 pm
#16
Agências de Rating ou agências de Marketing?
Janeiro 27, 2010 at 3:04 pm
Mais uma vez a função pública com os ordenados congelados…um espectáculo!!Mas para certas pessoas há dinheiro de sobra e nem sombra de crise…eis um mail que recebi há dias com um relato, como tantos outros, que este lindo país de brandos costumes já nos vem habituando:
“Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês – ou seja, 2.400 contos – durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é – e para que serve – a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
O Presidente da ARTN
Professor Doutor A. Araújo”
Janeiro 27, 2010 at 3:08 pm
A única semelhança que este PS tem com a esquerda é em “questões de cama”.
Qto ao resto é muito mais parecido com a ala direita.
Como dizia o Sarkozy ( mto mais sincero que o Socas): ” Ele (Sócrates) diz que é socialista, mas pensa exactamente como eu. Eu não sou socialista.”
Até na “estranja” o acham aldrabão.
Janeiro 27, 2010 at 3:09 pm
Qto ao tema, pergunto: há professores a mais para as necessidades??
Janeiro 27, 2010 at 3:19 pm
Portugal empresta 500 milhões de euros a Angola
O acordo agora aprovado foi assinado durante a recente visita de José Eduardo dos Santos a Portugal.
Portugal concedeu um empréstimo de 500 milhões de euros a Angola para financiar projectos de infra-estruturas, avança a rádio angolana RNA.
O Governo de Angola aprovou ontem a revisão do Orçamento Geral do Estado para 2009 e um acordo de financiamento no valor de 500 milhões de euros celebrado entre os ministérios das Finanças de Angola e de Portugal, informa a rádio estatal.
O montante disponibilizado por Portugal vai financiar projectos de investimento público e de infra-estruturas a serem executados em Angola.
Este acordo foi assinado, em Lisboa, durante a visita do Presidente da República angolano, José Eduardo dos Santos.
A mesma fonte revela que antes disso, o Conselho de Ministros angolano aprovou a proposta de revisão do Orçamento Geral do Estado, estimado em 2,6 triliões de kuanzas (24,9 mil milhões de euros), tendo como base o preço de 37 dólares do barril de petróleo.
O Executivo também aprovou o terceiro aditamento à convenção relativa à cobertura de riscos de crédito à exportação de bens e serviços de origem portuguesa para Angola.
http://www.economico.sapo.pt/noticias/portugal-empresta-500-milhoes-de-euros-a-angola_12574.html
Janeiro 27, 2010 at 3:21 pm
Há é dinheiro a mais para alguns “pobrezinhos”:
“Portugal vai emprestar a Angola cerca de 140 milhões de euros já em 2010.No início de Dezembro passado relatei aqui a o facto de o Banco de Portugal emprestar 1,06 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano em que nos lamentamos da crise internacional. Ontem o Ministério das Finanças recusou comentar um empréstimo de 140 milhões de euros a Angola no mesmo dia em que o Ministro desfiou o rosário do orçamento que impõe mais penitências e sacrifícios a quem menos tem. Não há dinheiro para minimizar a vida de quem caiu no desespero do desemprego e da sobrevivência, mas há para emprestar aos “democráticos” José Eduardo dos Santos e família para que possam continuar, na sua ostentação de riqueza, a comprar o nosso país. Temos de apertar o cinto para que outros possam alargar o deles. Será que não há aqui algo de muito errado?”http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2010/01/sao-milhoes-senhor-sao-milhoes.html
Janeiro 27, 2010 at 3:26 pm
Portugal vai emprestar até 140 milhões a Angola
Portugal comprometeu-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a emprestar a Angola até 200 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de euros) já em 2010, ao abrigo do megaempréstimo no valor de 2,35 mil milhões de euros organizado pelo Fundo à ex-colónia portuguesa e a entrar nos cofres de Luanda já em Março próximo. (…) O crédito obrigará Portugal a endividar-se ainda mais no exterior, num contexto de aumento das taxas de juro, para, por sua vez, emprestar ao Governo de Eduardo dos Santos. (…)
O crédito a Angola destina-se a fazer face ao elevado défice externo do país, neste momento com uma grave crise na balança de pagamentos, provocada por uma forte queda nas exportações de ramas petrolíferas e dos respectivos preços em finais de 2008 e 2009. Uma crise na balança de pagamento que já estava, desde o ano passado, a causar problemas financeiros a algumas empresas que realizam negócios com angolanos.”
http://www.dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1478700
OE 2010: reformas antecipadas com penalização agravada
Corte passa dos anteriores 4,5% para 6%, o que representa 0,5% a cada mês
O Governo vai agravar significativamente as penalizações sofridas pelos funcionários
públicos que decidam aposentar-se antecipadamente já a partir de 2010. Esta é outra das medidas apresentadas no Orçamento de Estado para este ano.
Note-se que, com estas duas novas alterações o Estado prevê poupar 28 milhões de euros este ano (…)
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-governo-orcamento-cga-reformas/1134630-1730.html
Janeiro 27, 2010 at 3:50 pm
#21
“Qto ao tema, pergunto: há professores a mais para as necessidades?”
Resposta: Poderá haver professores a mais (ou até a menos). Agora, o que há, de certeza, é que alguns têm muitos alunos e outros muito poucos.
Estas e outras questões semelhantes é que deveriam ser revistas junto da Sr.ª Ministra, em vez de andarem a negociar lana caprina.
Janeiro 27, 2010 at 3:52 pm
#24 Angola?!
Esses pretos estão cheios de dinheiro.Vêm cá todos assoprados e compram os carros mais caros e outras coisas mais de luxo. É preciso ter mesmo falta de vergonha na cara!
Janeiro 27, 2010 at 4:00 pm
Ui,
quer dizer q os pretos de Angola estão todos ricos? Era bom era mas só alguns é q estão, exactamente como os brancos…ele há de tudo, quer com os pretos, quer com os brancos…
Janeiro 27, 2010 at 4:11 pm
Relativamente ao post e a alguns comentários: como diz o luís #21, existe grande heterogeneidade na distribuição de alunos por professor. Ao comentário de Manyfaces #3 e do Paulo, acrescento que “um país que quase não tem dinheiro para existir” e que não seja de 3º Mundo, não coloca profissionais altamente especializados, como os seus professores, a executar tarefas que qualquer escriturário com o 12º ano faria de forma mais eficaz e a menor custo. Sou de opinião que as próprias equipas de direcção das escolas deveriam ter menos professores (o local destes é na sala de aula) e um ou dois funcionários administrativos para apoio nesta área à execução de uma liderança prioritariamente pedagógica.
Janeiro 27, 2010 at 4:18 pm
“Portugal comprometeu-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a dar a Angola até 200 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de euros) já em 2010, ao abrigo do megaempréstimo no valor de 2,35 mil milhões de euros organizado pelo Fundo à ex-colónia portuguesa e a entrar nos cofres de Luanda já em Março próximo.”
“OE 2010: reformas antecipadas com penalização agravada
Corte passa dos anteriores 4,5% para 6%
O Governo vai agravar significativamente as penalizações sofridas pelos funcionários
públicos que decidam aposentar-se antecipadamente já a partir de 2010. Esta é outra das medidas apresentadas no Orçamento de Estado para este ano.
Note-se que, com estas duas novas alterações o Estado prevê poupar 28 milhões de euros este ano (…)”
VERDADEIRAMENTE INACREDITÁVELLLLLLLLLL!!!
Cerca de 140 milhões de euros (28 milhões de contos) dados ao “pobre” do José Eduardo dos Santos de Angola, até Março de 2010 … pelos trabalhadores portugueses que este ano são roubados em 28 milhões de euros (5 milhões de contos) do seu trabalho honesto !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Janeiro 27, 2010 at 4:23 pm
O problema de Portugal está EFECTIVAMENTE na gestão do País.
Não existem palavras apropriadas para descrever o que se está a passar no âmbito da total incompetência, corrupção total, falta de visão e de estratégia. Nada escapa.
Janeiro 27, 2010 at 4:33 pm
Extinção imediata do ministério das finanças, simultânea como o início do PREC 2, já!
Janeiro 27, 2010 at 4:38 pm
Os que ficam com tudo, não são de esquerda, nem de direita.
Janeiro 27, 2010 at 4:45 pm
#27
Eles que lá se abanhem (expressão da minha região), porque nós por cá temos problemas de sobra.
Janeiro 27, 2010 at 5:18 pm
Bem, acredito que aconteça realmente alguma coisa que se veja quando nos retirarem o direito ao 13º e 14º mês e cortarem os vencimentos em 10% (no mínimo). Até lá bláblábláblá muito regateio, um dia de greve e tal, e siga o andor que a opinião pública assim e assado.
O dinheiro emprestado a Angola (a JES, melhor dizendo)é a cereja que faltava para nos igualarmos,na gestão dos dinheiros públicos, aos países do 3º mundo.
Deixem estar que em 2011 ainda há-de ser pior. Oxalá seja.
Janeiro 27, 2010 at 5:28 pm
Não era para os contribuintes portugueses pagarem, mas 2250 ricos sempre são 2250 ricos!2250 x250 000€ dá…é fazer as contas…
«Medida prevista no Orçamento de Estado
Governo paga até 250 mil euros a clientes do BPP
O Governo vai pagar aos clientes do retorno absoluto do Banco Privado Português (BPP) até 250 mil euros. A medida está prevista numa versão do Orçamento de Estado (OE) para 2010, a que a agência Lusa teve acesso.»
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=2B2C9439-C6A6-47F2-AD15-B76F1DB831E3&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011
Janeiro 27, 2010 at 5:31 pm
Siga a marinha!
Para a educação são mais 0,8 por cento…
«Orçamento de Estado 2010
Comunicação social recebe mais 2,3%»
Janeiro 27, 2010 at 5:32 pm
“A esquerda fica com os costumes, a direita com o orçamento”…alguns com a riqueza e a generalidade dos portugueses (desempregados e empregados do público e do privado)com os sacrifícios!!!
Janeiro 27, 2010 at 5:35 pm
Pois, mas não é pelo PS e pelo PM, então… nem pensar…
«Cerimónia de Abertura do Ano Judicial
Marinho Pinto: “Há sinais de que a Justiça está politizada”»
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=0B371846-5837-4A75-81D4-EE0B57F76EB2&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021
Janeiro 27, 2010 at 5:35 pm
#28
Não esquecer os dos sindicatos.
Com essa medida o ensino afundava-se de vez.
Janeiro 27, 2010 at 5:40 pm
36:
A generalidade da comunicação social tem feito um excelente trabalho político-partidário – tem que ser premiada! E, tudo continuará serviçal, submisso, na fila à espera das mais-valias.
Janeiro 27, 2010 at 5:56 pm
O Marinho Pinto está no lugar errado, é o advogado dos advogados. Aquilo como Procurador Geral…
Janeiro 27, 2010 at 6:05 pm
A diferença entre o PS e o esgoto é uma mera coincidência.
Janeiro 27, 2010 at 6:08 pm
Os funcionários públicos – menos alguns, é evidente – já estão congelados há mais de sete anos. Esperemos que a água das barragens não congele. Com o arrefecimento global, nunca se sabe o que vai acontecer, até o crude pode congelar. É tempo de parar com esta farsa global.
Janeiro 27, 2010 at 6:19 pm
Não nos preocupemos, o Sr. PM declarou q sabia como reduzir o défice.
Isto é para quem, ainda, acredite nele…
Janeiro 27, 2010 at 6:24 pm
O pior Ministro das Finanças da UE será candidato a Prémio Nobel do combate ao défice.
Janeiro 27, 2010 at 6:24 pm
#44
Já apareceu, o gajo? Já estava com saudades.
Por onde terá andado?
É que, depois do seu casamento gay, não foi mais visto.
Janeiro 27, 2010 at 6:28 pm
Numa reacção ao novo alerta da Fitch, José Sócrates garante que as medidas previstas no Orçamento são as mais adequadas para fazer face à crise e que sabe como fazer descer o défice.
“Já o consegui fazer [descer o défice], sei como fazê-lo e estou empenhado em consegui-lo”, afirmou hoje o primeiro-ministro português em declarações aos jornalistas em Lisboa, citado pela Bloomberg.
José Sócrates recordou que em 2005, quando chegou ao Governo, o défice estava em 6,1% do PIB, e o seu Governo conseguiu descê-lo até aos 2,6% em 2007.
Janeiro 27, 2010 at 6:28 pm
14% em 2 anos. Foi quanto subiu a despesa com pessoal do ME entre 2008 e 2010 (comparação directa do valor mostrado nos orçamentos)…
Quanto mais olho para o orçamento de 2010 mais acho que a Moodys e a Fitch até estão a ser brandas… Isto é uma palhaçada.
Na industria as despesas com pessoal no mesmo periodo devem ter aumentado uns 0%…
E ainda se diz por aí que as agência de rating devem estar caladas…
Janeiro 27, 2010 at 6:31 pm
“Já o consegui fazer [descer o défice], sei como fazê-lo e estou empenhado em consegui-lo”, afirmou hoje o primeiro-ministro português em declarações aos jornalistas em Lisboa, citado pela Bloomberg.”
“sei como fazê-lo” é uma ameaça.
Fujamos que vêm lá mais impostos…
Janeiro 27, 2010 at 6:32 pm
E os ordenados dos políticos tb serão congelados?
Janeiro 27, 2010 at 6:35 pm
#49
Não senhor, ele vai é anular a construção do TGV e do aeroporto e reduzir os ordenados dos políticos sem mérito…
Janeiro 27, 2010 at 6:42 pm
Tudo indica que o frio vai ser considerável: congelamento das pás dos geradores eólicos, congelamento das cancelas das portagens, das turbinas das centrais, etc. Mas as obras públicas, atribuídas sem concurso, não congelam nunca. Prémio Nobel garantido.
Janeiro 27, 2010 at 6:46 pm
O Futuro já aqui:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/bairro-da-boavista-tvi24-ensino-educacao-escola-professores/1134818-4071.html
Janeiro 27, 2010 at 6:55 pm
#53

´
O segredo do “sucesso” são as adjudicações directas do estado e do sr. director (fiz uma vénia até ao chão)
Janeiro 27, 2010 at 6:57 pm
É chamar a tropa.
Às vezes acho que os nossos colegas homens são desertores do ex-serviço militar, ou ficaram livres, sei lá.
Janeiro 27, 2010 at 7:02 pm
Na tropa não é fácil chegar a engenheiro.
Janeiro 27, 2010 at 7:09 pm
#48
E ainda se diz por aí que as agência de rating devem estar caladas…
Os clientes dos bancos falidos no outro lado do Atlântico andam com vontade que lhes apareçam pela frente esses senhores das agencias de rating que lhes garantiam bons dividendos nas vésperas dos grandes estrondos. Como parece que já ninguém lhes liga peva por lá, tentam vender aqui a sua banha da cobra. E ainda conseguem encontrar quem acredite nela.
Como diria o Pessa: E esta, hein?
Janeiro 27, 2010 at 7:23 pm
Janeiro 27, 2010 at 7:27 pm
Podiam ter entregue o OE via net, era excusado o espectáculo das tvs.
Janeiro 27, 2010 at 7:28 pm
Podiam ter entregue o OE via net, era escusado o espectáculo das tvs.
Janeiro 27, 2010 at 7:53 pm
“A Esquerda Fica Com Os Costumes, A Direita Com O Orçamento”
Por outras palavras, à esquerda satisfazem os maricas e à direita os banqueiros; o mexilhão continua a ser fustigado pela maré.
Janeiro 27, 2010 at 8:13 pm
“14% em 2 anos?! Foi quanto subiu a despesa com pessoal do ME entre 2008 e 2010″
Como é possível se eles gritaram aos 4 ventos que tinham reduzido o número de professores, que tinham feito muito mais com menos professores?
Como é possível se durante esse tempo congelámos totalmente e isso, somado com a redução de professores, nomeadamente os quase 8000 que se reformaram reduziu enormemente o efectivo do pessoal nas escolas?
Será que por acaso (que nem nos passe pelas cabeça) todos os pedidos de pareceres foram incluidos em despesas com o pessoal? Ou não terão ido só ao ASE buscar verbas para projectos megalómanos como “tostadeiras” e outras brincadeiras semelhetantes?
Janeiro 27, 2010 at 8:24 pm
Os pareceres das agências de rating internacionais, de pouco esclarecem. Ainda agora, num supermercado da zona, o tomate espanhol estava a 1,4 euros e o marroquino a 0,80. De tomate Português, nada!
Janeiro 27, 2010 at 8:35 pm
É um orçamento nazi, no dia em que fazem 65 anos da libertação de Auschwitz!
Janeiro 27, 2010 at 8:35 pm
# 62
“(…)A resposta dos governos portugueses nos anos recentes parece ter sido a de poupar nas despesas com os professores (…) Nos mesmos anos de 2007 e 2008, o Estado poupou, relativamente a 2006 (também a preços constantes), cerca de 1099 Milhões de euros em pessoal. (…)” PP 77
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n13/13a04.pdf
Janeiro 27, 2010 at 8:37 pm
#63
Ainda há tomates em Portugal?
Janeiro 27, 2010 at 8:39 pm
…o maior défice da era Democracia…é obra…feita ou desfeita…sei lá …escolham…
Janeiro 27, 2010 at 9:00 pm
O ensino afundava-se de vez.
Janeiro 27, 2010 at 9:07 pm
#66
Não parece…não parece…
Janeiro 27, 2010 at 9:14 pm
Os professores com tomates são nomeados pelo director, nomeadamente para dar as aulas de substituição do último tempo da tarde.
Janeiro 27, 2010 at 9:27 pm
#61 gostei
Janeiro 27, 2010 at 9:32 pm
#70 A certos professores, quando há visitas, são-lhes alterados os horários para estarem a dar aulas, de porta aberta, para, quando as visitas passam verem o que querem ver… Depois, esquecem-se do que pediram, pois quem sabe manter o respeito com os alunos… Fui claro?
Janeiro 27, 2010 at 9:43 pm
Por mim já escolhi:
Abaixo o regimen!
Fora com estas trapalhadas!
Eleções já!
Não há dinheiro….
Mas emprestam-se 500 milhões a Angola!
É só rir!
PORTUGAL ESTÁ A SAQUE…
Janeiro 27, 2010 at 9:45 pm
#48,
Argumento malandro.
Pois, é que estivemos sem progressões durante anos a fio.
Agora tiveram de pagar o atrasado, correcto?
Ou ficávamos indefinidamente sem progredir?
E já agora, o 12º ano obrigatório paga-se directamente do ar?
Janeiro 27, 2010 at 9:58 pm
Por falar em Orçamento, ainda se lembram?:
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do CM: E agora. José?
(…)
Agora, com dados das receitas fiscais de dez meses, já assume um descalabro de 8%, muito acima da polémica herança de 6,83% de Santana Lopes. É caso para citar Cardoso Pires e perguntar: “E agora. José?” (…)
http://livresco.wordpress.com/2009/11/22/armando-esteves-pereira-director-adjunto-do-cm-e-agora-jose/
Janeiro 27, 2010 at 10:02 pm
Quanto à merd* do TGV, garanto que vale a leitura:
terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Mas afinal como é?
(…)
http://alvarez-sud-express.blogspot.com/2010/01/mas-afinal-como-e.html
Janeiro 27, 2010 at 10:03 pm
#45
Não sejam maldosos ele sabe como reduzir o déficit.
http://economico.sapo.pt/noticias/sei-como-reduzir-o-defice-ja-o-fiz_79961.html
Janeiro 27, 2010 at 10:22 pm
# 76
Outro cartel …
A investigação em directo
Ontem, foi chumbada no Conselho Europeu a proposta para discutir a questão do conflito de interesses de membros da Organização Mundial de Saúde, em concreto a proximidade que alguns têm à indústria farmacêutica que lucrou com a declaração de pandemia da gripe A. Julgo que não se ficará por aqui o esforço dos parlamentares que querem saber as razões que levaram a que dezenas de países gastassem milhões em vacinas e medicamentos anti-virais (em tempos de crise) que acabaram por não ser utilizados.
Mas a questão que temos de colocar é esta: abrirão um dia os telejornais com a notícia da investigação à actuação da OMS neste caso da pseudo-pandemia? Dormiremos mais descansados, então?
(Já agora, será que é possível algum órgão de informação investigar e divulgar o número de pessoas que morreram em Portugal em consequência da gripe sazonal, a partir do momento em que foi declarada a pandemia de gripe A? Não é para isso que também serve o jornalismo?)
http://www.arrastao.org/televisao/a-investigacao-em-directo
Janeiro 27, 2010 at 10:24 pm
Recomendo este vídeo (sobre a não-pandemia)
http://www.joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/274406.html
Janeiro 27, 2010 at 11:04 pm
O iscte provavelmente fez estudos sobre a …
Janeiro 27, 2010 at 11:27 pm
#48 Manyfaces
Se mal lhe pergunto, já que não foi suficientemente amável para referenciar as fontes de informação de modo a facilitar aos seus leitores a consulta dos documentos originais: nas despesas que menciona estão as comparticipações do Ministério da Educação com as parcerias público-privadas?
Janeiro 27, 2010 at 11:55 pm
#81
limitei-me a comparar a rubrica de “despesas com o pessoal” do ME no orçamento de 2008 e de 2010 (quadros de despesa consolidada).
Janeiro 28, 2010 at 12:02 am
#48
Orçamento 2010, Ministério da Educação, Despesas
€ 7 259 106 304 = TOTAL
€ 3 505 000 = GABINETES DOS MEMBROS DO GOVERNO
€ 1 064 175 064 = SERVIÇOS GERAIS DE APOIO, ESTUDOS, COORDENAÇÃO E COOPERAÇÃO
€ 5 895 910 000 = ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO E ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO
€ 295 516 240 = INVESTIMENTOS DO PLANO
NB: estabelecimentos de educação sem discriminação de sector público/privado)
Confirmar na página 3, aqui.
Comparar com as despesas estimadas no orçamento de 2007 (todas as rubricas incluindo sector privado e escolas no estrangeiro, exclui investimentos e funcionamento geral)
€ 6028,1 (milhões)
Confirmar aqui, página 261.
Onde raio foi tirar Manyfaces os números que lançou à discussão?
Janeiro 28, 2010 at 1:04 pm
#83
caro António, tenho todo o prazer em enviar-lhe a documentação comprovativa por mail. Basta enviar-me um mail para manyfaces@sapo.pt, que eu respondo de volta.
Janeiro 28, 2010 at 1:25 pm
# 83
Seria muito interessante saber exactamente a que correspondem as verbas gastas e consolidadas nos orçamentos anteriores e as orçamentadas para este ano.
Por exemplo. A Parque Escolar funciona na base de criar emprego, certo?
Qual o orçamento de que ministério arca com essas verbas de “incentivo” à economia e suposta “baixa” de desemprego?
€ 5 895 910 000 = ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO E ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO
Esta verba corresponde exactamente a quê???
Janeiro 28, 2010 at 2:07 pm
Creio ser um exercício MUITO estimulante elencarmos TODAS AS DESPESAS afectas aos orçamentos do Ministério da Educação …
Todas.
E depois publicitarmos (abundantemente) as conclusões a que chegámos!!!
Muito interessante e estimulante.
Janeiro 28, 2010 at 11:26 pm
Especialistas
Apresentar orçamento por programas é quase impossível até 2013
19.01.2010 – 08:58 Por Lusa
Mais de 20 anos após entrar na Constituição e décadas de avanços e recuos, a orçamentação por programas dificilmente será implementada na totalidade nesta legislatura, apesar de ser uma das grandes bandeiras de José Sócrates desde 2005.
O Orçamento por programas foi apresentado como objectivo do Governo PS logo em 2005, e foi sublinhado no programa deste Governo mas, de acordo com o especialista indicado por Teixeira dos Santos para estudar esta matéria, para além de serem precisos vários anos para implementar a estrutura, o essencial ainda está por fazer.
“O modelo que propomos, para poder ser posto em prática, terá que ter uma revisão da Lei de Enquadramento Orçamental (LEO) porque, legalmente, [este ano] o Governo é obrigado a fazer a orçamentação pelo modelo tradicional”, afirmou João Loureiro, Professor da Universidade do Porto, que liderou a comissão para a orçamentação por programas.
O economista explicou à Agência Lusa que, para além desta alteração fundamental, “a implementação deverá ser feita de forma gradual”, como recomendam as experiências de outros países, apontando como “razoável” um prazo de cinco anos para o processo estar completo.
O ex-director-adjunto do Orçamento dos Estados Unidos, Richard Emery, que esteve em Portugal (como consultor independente) para a avaliação da OCDE sobre o processo orçamental português, explicou à Lusa que “a maioria dos países demora quatro a cinco anos para implementar a orçamentação por programas, mas continuam a reforçar o sistema daí em diante”.
“Não acredito que seja realista implementar orçamentos por programas em menos de quatro anos”, considerou.
O antigo responsável do Orçamento dos EUA dá como exemplo a França, que reviu a sua lei orgânica do Orçamento em 2001 e apontou para 2006 o final deste processo, mas ainda hoje continua a consolidar o processo, e também os EUA, que aprovaram a legislação em 1993 e cujo processo de implementação ainda decorre.
“Os países que alcançaram maiores progressos ainda estão a meio do processo”, explicou Richard Emery.
O Governo de José Sócrates havia assumido até 2010 a implementação desta reforma, e Teixeira dos Santos prometeu uma revisão da LEO para consagrar esta forma de realizar o orçamento. A Lusa questionou as Finanças sobre este tema, mas o gabinete do ministro recusou comentar.
A orçamentação por programas foi contemplada na Constituição em 1989, e transformada em lei em 2001, com Manuela Ferreira Leite, em 2003, a dotar a lei das “normas necessárias”.
Já depois de assumir esta forma como instrumento de elaboração do OE, o ministro das Finanças, em 2007, afirmava que o Governo estava “empenhado em aprofundar e, em grande medida, efectivar finalmente no processo de elaboração da proposta de Orçamento do Estado, bem como no posterior acompanhamento da respectiva execução, um modelo de orçamentação por programas”.
O Executivo comprometeu-se, no preâmbulo que cria a constituição da Comissão para a Orçamentação por Programas, a elaborar, até 2010, “um sistema jurídico e operacional coerente na área da orçamentação por programas”.
Novo sistema identificaria onde há desperdício
Um Orçamento do Estado por programas permite uma “avaliação criteriosa dos benefícios que resultam da despesa pública, identificando onde há desperdício”, o que aumenta o controlo dos dinheiros públicos, explica o economista João Loureiro.
O professor indicado pelo ministro das Finanças para estudar esta forma de fazer o Orçamento do Estado explicou à Agência Lusa que uma das vantagens que o modelo permite é “cortar a despesa de forma criteriosa”.
As mudanças surgem, desde logo, na sua orientação: o enfoque passa a ser nos resultados do dinheiro gasto, no planeamento em vez da execução desses fundos e as despesas passam a ser programadas de forma plurianual (o limite de despesa para a duração da legislatura é, aliás, uma das propostas da comissão).
Outra das vantagens é a simplificação, explica o ex-director-adjunto do Orçamento dos Estados Unidos, Richard Emery, que esteve em Portugal como consultor a participar na avaliação da OCDE sobre o processo orçamental português.
“O orçamento tradicional envolve frequentemente milhares de rubricas que apenas os mais especialistas conseguem entender. Ao agrupar as rubricas de despesa em programas, o número de unidades de decisão é reduzido em agrupamentos, perceptíveis para os políticos e para o público”, afirmou o economista à Agência Lusa.
O especialista deu ainda o exemplo de França, onde “existem 158 programas, em contraste com os milhares de rubricas” típicos da forma tradicional.
“A orçamentação muda de uma função contabilística para uma função de gestão, onde a questão central é ‘como usar os recursos de forma mais eficaz’”, disse.
Com esta metodologia, o dinheiro disponível passa a ser limitado para vários anos (fixando-se posteriormente as metas), a programação é feita cruzando vários ministérios, e não ministério a ministério. A responsabilização é também maior e os gestores têm maior margem de manobra para decidir.
Com a fixação de tectos para a despesa, torna-se necessário estabelecer regras para a sua utilização, o que melhora a utilização dos recursos públicos e a disciplina orçamental.
Outra das vantagens passa por exigir um planeamento financeiro a vários anos, reduzindo a discricionariedade do lado dos gastos, e por definir, à partida, quais os indicadores que vão ser usados para avaliar o impacto e a concretização de um programa.
Esta reforma foi integrada pelo Governo num conjunto de reformas da Administração Pública onde se inclui o SIADAP (avaliação de desempenho na administração pública), PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado), reforma do processo orçamental e generalização da contabilidade patrimonial através da tecnologia SAP, numa lógica de Serviços Partilhados.
A nova metodologia é consensual, há vários anos, mas até agora, a orçamentação por programas ficou-se por três pilotos, uma comissão de estudo e um grupo de trabalho para a implementação do piloto.
Falta a consagração na Lei de Enquadramento Orçamental, prometida pelo PS no programa de Governo da actual legislatura.
http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtica/apresentar-orcamento-por-programas-e-quase-impossivel-ate-2013_1418534
Maio 21, 2011 at 10:14 am
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Maio 21, 2011 at 10:30 am
Empréstimos? estava memo a precisar!!!!