Ficam aqui os elementos oficiais mais recentes da agência europeia para a análise dos sistemas educativos:
Como é fácil constatar, os professores portugueses estão longe de ser os que têm horários mais leves. Aliás, no caso desta tabela, falta para o caso português o cálculo das horas gastas em trabalho extra, pois apenas surgem números para o horário de trabalho legislado e aquele que deve ser passado efectivamente na escola, sendo que neste caso o númro apresentado (22 horas) está abaixo do que efectivamente acontece (26-27 horas).


Janeiro 22, 2010 at 3:52 pm
E, acrescento eu, noutros países, aplica-se técnicas de medida do trabalho, para realmente se saber quanto é o nº de horas de trabalho real.
Para os leigos, medida de trabalho pode encontrar-se em http://www.ims-productivity.com/page.cfm/content/Work-Measurement/
Isto para começar, que quem quiser saber bem mais do que generalidades vai ter que comprar um livrinho:)
Janeiro 22, 2010 at 5:29 pm
Se as técnicas de medida do trabalho real ajudarem ao aumento de produtividades…! De qualquer modo, “técnico de medidas do trabalho” daria um bom curso profissional.
Janeiro 22, 2010 at 6:46 pm
#2
A Medida do Trabalho ajuda sempre ao aumento da produtividade. Mas não da produtividade que 90% dos comentadores fala (E espero que não pense em produtividade como o zé povinho comentadeiro elitista costuma opinar).
Quanto ao curso, obviamente que não daria…é preciso saber estatística não paramétrica e correlação de multivariáveis. Para além de uma boa dose de fluxogramas e de conceitos de lógica.
Ou então, Portugal teria os melhores cursos profissionais do mundo! Técnicos com o 12º Ano a saberem modelar dados com estatística avançada!
Janeiro 22, 2010 at 8:26 pm
Com o devido respeito a quem trabalha, e avançando para a certificação e para a qualidade, para não falar em traficantes de CO2 de gabinete, cabe aqui dizer que há quem trabalhe para nada produzir. Inglória tarefa.
Janeiro 22, 2010 at 9:26 pm
Encontrei em:
1 – http://www.fe.up.pt/si/Disciplinas_geral.FormView?P_ANO_LECTIVO=2007/2008&P_CAD_CODIGO=EA0021&P_PERIODO=2S
Métodos Estatísticos, FEUP
5. Estatística não paramétrica. 5.1 – Testes não paramétricos. Aplicabilidade. 5.2 – Teste de sequências. 5.3 – Teste de ajustamento QuiQuadrado e Kolmogorov-Smirnov. 5.4 – Teste de Wilcoxon-Mann-Whitney. 5.5 – Coeficientes de associação de Spearman e Kendall. 5.6 – Análise uni-direccional da variância de Kruskall-Wallis.
e em
2 – http://www.pos.arquitetura.ufba.br/estruturacurric.htm
ARQ. 516 – Análise de Dados
A análise quantitativa, necessidade e importância. Escalas de mensuração e representação de dados. Medidas de Tendência Central e Dispersão. A curva normal de distribuição de frequências, características e aplicação. Análise de Regressão e Correlação: conceitos, tipos e limitações. Coeficientes de Correlação. Correlação multivariável. Amostragem: conceito e tipos principais. Exemplos de aplicação de técnicas quantitativas em trabalhos realizados.
Janeiro 22, 2010 at 9:29 pm
Só para dizer que não entrou o meu último comentário, que repeti, sem sucesso.
Janeiro 22, 2010 at 9:30 pm
#6,
Já entrou.
Janeiro 22, 2010 at 9:31 pm
Encontrei em:
1 – Métodos Estatísticos, FEUP
5. Estatística não paramétrica. 5.1 – Testes não paramétricos. Aplicabilidade. 5.2 – Teste de sequências. 5.3 – Teste de ajustamento QuiQuadrado e Kolmogorov-Smirnov. 5.4 – Teste de Wilcoxon-Mann-Whitney. 5.5 – Coeficientes de associação de Spearman e Kendall. 5.6 – Análise uni-direccional da variância de Kruskall-Wallis.
e em
2 – ARQ. 516 – Análise de Dados
A análise quantitativa, necessidade e importância. Escalas de mensuração e representação de dados. Medidas de Tendência Central e Dispersão. A curva normal de distribuição de frequências, características e aplicação. Análise de Regressão e Correlação: conceitos, tipos e limitações. Coeficientes de Correlação. Correlação multivariável. Amostragem: conceito e tipos principais. Exemplos de aplicação de técnicas quantitativas em trabalhos realizados.
Nota: não incluí links, por poder ser esse o motivo para o(s) meu(s) comentário(s) anteriores não terem entrado.
Janeiro 22, 2010 at 9:32 pm
#7
Verifico que sim. Obrigado.
Janeiro 22, 2010 at 10:28 pm
35 na escola.
ponto picado à saída e à entrada.
Ponto final.
quem tem medo? arranjem-me armários para os materiais que já não me cabem na sala. estou farto de carregar livros como um burro todos os dias
Janeiro 22, 2010 at 10:59 pm
O sistema está saturado de intelectuais e de estudiosos que não dão aulas, e que certamente contam para efeitos estatísticos.
Janeiro 23, 2010 at 10:28 am
#11
Quais intelectuais? Qual sistema?
Bufe lá alguns nomes , homem!Queremos saber!
#8
Caro Américo, quando um aluno do 12º ano de um curso profissional souber aplicar um ou dois métodos não paramétricos para análise de dados, já poderei dizer que somos a melhor PISA Cheesybites da Europa:).
Na verdade, felizmente que não lecciono nenhuma dessa cadeiras, eu é mais Modelação e Simulação, e só retiro a parte mais aplicável. Que confesso que tenho enorme alergia pelo ensino do Teorema 23, do Corolário 52 e ainda do Axioma 12…
Ainda ontem a minha esposa mostrou-me o programa de Higiene Qualidade e Ambiente de um curso profissional na escola dela. Mostrou-me os módulos da Qualidade. Quem fez aquele programa deve ser algum energúmeno que leu uns suplementos do Expresso, arranjou um livro na Bertrand e nunca pôs os pés numa fábrica nem lidou com operários. Eis um típico exemplo de um intelectual em quadratura de fase com a norma.
Janeiro 23, 2010 at 12:08 pm
Caro Alt, verifico que o estudo das Probabilidades e Estatística inicia-se agora mais cedo do que na altura em que eu andava no liceu (década de 1960). O primeiro contacto que tive com ambas foi no meu 2.º ano do Técnico, numa semestral, Probabilidades e Estatística. Era muito teórica. Por exemplo, foi aí que vi pela primeira vez o integral de Stieltjes, para uniformizar o tratamento das variáveis discretas e contínuas.
Quanto à Qualidade, profissionalmente pouco tempo me responsabilizei por ela directamente, mas quase sempre tive ligações indirectas, nos projectos em que estive envolvido. Para mim foi uma pena verificar que era dada uma importância desmedida à forma em detrimento do conteúdo, isto na minha opinião.
Janeiro 23, 2010 at 2:41 pm
Sem dúvida que o problema do ensino da Qualidade em cursos profissionais é mesmo esse. Demasiada forma para futuros técnicos que precisam de conteúdos mais funcionais(detesto este termo, mas é o mais adequado).
Recordo-me bem quando leccionei Gestão da Qualidade, que muitos alunos no superior tinham uma enorme dificuldade em distinguir visualmente duas distribuiçoes com diferentes desvios-padrão. Tinham logo que fazer umas contas ou ir à maquina de calcular, para poder responder qual delas tinha maior desvio-padrão…se estes já têm dificuldades, então como será um técnico com o ensino secundário?
Janeiro 24, 2010 at 6:05 pm
Como referimos em http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/27718.html em portugal impera a Mentira repetida á espera de que, um dia, se transforme em verdade pela simples repetição. mas isso, só no tempo de Hitler era possível. Não admira que “A mentira repetida transforma-se numa verdade” fosse o lema do ministro da Propaganda de Hitler. Agora que no século XXI aidna haja quem acredite nisto… É pena. Pobre povo que usa a mentira para insultar e maltratar os seus professores.