Vi de passagem a entrevista de Pedro Passos Coelho na RTP – acho que foi o pretexto próximo – a propósito do lançamento do seu livro Mudar.
Ouvi muito sobre tricas e lutas de poder no PSD mas praticamente nada sobre o país.
Mas parece que no livro estão sistematizadas as suas ideias para as várias áreas da governação do país como é o caso da Educação.
Tendo saído hoje o livro, suponho que no dia 13, 4ª feira da semana passada, já estivesse impresso ou quase. Pelo menos acho que a versão final já deveria estar escrita, aquela que plasma (gosto da palavra…) as ideias do candidato a líder do PSD e, indirectamente a primeiro-ministro deste país.
Ora eu tinha sido convidado para participar num encontro entre PPC e bloggers nesse dia, no Spazio Buondi, a partir das 13 horas, com o objectivo de se trocarem ideias sobre diversas matérias, entre as quais a dita Educação. Constava que era para PPC recolher ideias junto deste estrato novo da sociedade civil activa que é a blogosfera.
Não fui, desmarcando a minha presença já durante a manhã, não por qualquer desafeição para com PPC, mas porque afazeres pessoais e aquela chuva brutal me baralharam o dia todo.
Fiquei com pena porque gostaria de confrontar e debater algumas ideias em torno da questão da liberalização de alguns sectores de actividade do Estado, como a Educação e a Saúde, de que PPC parece ser apoiante. Assim como dos cheques-ensino e dessa quimera que é a liberdade de escolha das escolas pelas famílias.
Mas agora percebo que de nada serviria, porque PPC já teria as suas ideias definidas e, no mínimo, em pré-impressão nesse momento. A menos que o repasto fosse aceitável, eu só teria ido gastar tempo e paciências, para além de estragar o cenário com a minha melena revolta e desgrenhada em dia de chuva e vento.
Um relato, muito vago, do encontro está no Aventar. Pelo que percebi nada haveria verdadeiramente a debater e muito menos a alterar nas ideias de PPC.
O que é pena.
Janeiro 21, 2010 at 10:20 pm
Mas PPC tem ideias?
Janeiro 21, 2010 at 10:28 pm
As ideias definidas são um grande perigo. A regra/lei da paridade deveria ser também aplicada às ideias.
Janeiro 21, 2010 at 10:29 pm
Claro que o relato é vago. Para resumir mais de três horas de conversa não se pode ser muito longo (nem eu levei gravador). Mas foi, confesso, um almoço interessante. Principalmente, se tivermos em linha de conta que o homem foi interrogado por todos os presentes e sem rede, ou seja, sem apoios de assessores, papéis ou outros artefactos.
Um abraço.
Janeiro 21, 2010 at 10:47 pm
….
…em tudo parecido com JS…mesmo,mesmo muito…eu diria mais, até…uma perfeita fotocópia…
Janeiro 21, 2010 at 10:49 pm
«Pelo que percebi nada haveria verdadeiramente a debater e muito menos a alterar nas ideias de PPC.»
Os grandes dirigentes querem-se de ideias fixas. Como os burros. Está bem assim.
Janeiro 21, 2010 at 10:54 pm
Eu gosto do PPC, desde a mais tenra infância que fico divertido com os palhaços do natal dos hospitais.
Diria para não confundir com “clowns”, que esses têm uma profissão. Ou seja, amadores – NÃO! Seja, o franjas não me convence, sóscratas só há um, o alegado e mais os da turma.
Janeiro 21, 2010 at 10:58 pm
#5
Elogio ao Comité Central: “Os grandes dirigentes querem-se de ideias fixas. Como os burros. Está bem assim.”
Curiosa aquela ideia fixa da descentralização.
Janeiro 21, 2010 at 11:02 pm
25, já foste ver o convite que o Fafe te fez para a desbunda nas Areeiras
Janeiro 21, 2010 at 11:08 pm
O PPC é um zèzito renovado.
Janeiro 21, 2010 at 11:18 pm
Não sei se é renovado ou renomeado! Mas é outro Sócrates, lá isso é.
Janeiro 21, 2010 at 11:23 pm
E os PRÉMIOS que a defunta milú criou para os professores ? Não há nada este ano ? Acabou-se o $ ?
Janeiro 21, 2010 at 11:29 pm
De como sóscratas ajudou milú a pagar o apartamento ao lado?
Suspeito.
Janeiro 22, 2010 at 12:19 am
PPC leu umas fotocópias de sebentas sobre o Liberalismo. Gostou. E agora regurgita o suco destas apressadas leituras.
Conviria era não se parecer com uma bata com olhos.
Caso contrário perceberia que foi esse mesmo Liberalismo, que para ele é a solução, a principal causa da situação em que o País está.
Os Chineses nem precisam de vender sebentas do Liberalismo nas Lojas dos 300.
Esta pobre gente engoliu a paparoca toda.
E agora são os Chineses que se divertem, a crescer 10% enquanto aqui está tudo a falir.
Não tarda os Chineses deslocalizam para aqui umas fábricas. Não faltará quem queira trabalhar na Europa em troca de meia malga de arroz…
Não redescubram o nacionalismo económico e vão ver onde isto vai parar!…
Janeiro 22, 2010 at 12:22 am
Caro Fafe
A Milu, se ainda não pagou o apartamento com alguma gorjeta do Padrinho, em libras esterlinas…, tem agora um emprego na FLAD que lhe dá para cobrir as prestações, se entretanto os americanos não se chatearem com a antiga esquerdista anarquista que agora é pró-americana.
Há cada cambalhota!…
Janeiro 22, 2010 at 12:51 am
Pedro Passos Coelho = Sócrates em versão 2, talvez com passado menos “acidentado”.
Janeiro 22, 2010 at 12:58 am
PPC, presidente do construir ideias. O alegre do PSD.
Janeiro 22, 2010 at 12:59 am
# 13
Mário
)$123,000,000,000,000*
*China’s estimated economy by the year 2040. Be warned.
2) In 2040 China’s per capita income will hit $85,000, more than double the forecast for the European Union, and also much higher than that of India and Japan.
3) China’s share of global GDP — 40 percent — will dwarf that of the United States (14 percent) and the European Union (5 percent) 30 years from now. This is what economic hegemony will look like.
4) The first essential factor that is often overlooked: the enormous investment China is making in education. More educated workers are much more productive workers. (As I have reported elsewhere, U.S. data indicate that college-educated workers are three times as productive, and a high school graduate is 1.8 times as productive, as a worker with less than a ninth-grade education.) In China, high school and college enrollments are rising steeply due to significant state investment. In 1998, then-President Jiang Zemin called for a massive increase in enrollment in higher education. At the time, just 3.4 million students were enrolled in China’s colleges and universities. The response was swift: Over the next four years, enrollment in higher education increased 165 percent, and the number of Chinese studying abroad rose 152 percent. Between 2000 and 2004, university enrollment continued to rise steeply, by about 50 percent. I forecast that China will be able to increase its high school enrollment rate to the neighborhood of 100 percent and the college rate to about 50 percent over the next generation, which would by itself add more than 6 percentage points to the country’s annual economic growth rate. These targets for higher education are not out of reach. It should be remembered that several Western European countries saw college enrollment rates climb from about 25 to 50 percent in just the last two decades of the 20th century.
5)Demography is the first key issue. The population of Western European countries has been aging rapidly, and that is likely to continue over the next several decades. The basic reason: European couples aren’t producing enough babies. Europe’s total fertility rate has been below the level needed to replace the population for about 34 years, according to a 2005 Rand Corp. study. As a result, the percentage of women of childbearing age will decline, in the earliest 15 EU countries, from about 50 percent in 2000 (it was also about 50 percent in 1950) to the U.N. projection of about 35 percent in 2040. So we have a double whammy: Not only will reproductive-age women have sharply reduced fertility rates, but the proportion of women who are in their childbearing years will also have declined sharply. By 2040, almost a third of Western Europe’s population may be over age 65.
6) So what if Europeans have a little fun now and then? Well, fun has consequences. Declining fertility pushes up the age of the citizenry and shrinks the percentage of people in the workforce, and so impedes growth. Demographic changes also shape the hiring and promotion structures of individual companies, and not necessarily for the better; if the elderly cling to the best jobs well past retirement age, younger workers may have to wait an extra decade, perhaps longer, to get their turn. And because younger workers are a major source of new ideas, slowing down the ascendancy of the next generation may retard the pace of technological change. (If fertility rates remain as low as they have been, Italy’s population will fall by half in 50 years. Naturally, politicians are doing everything they can. They are joining with the Holy See and telling young women: Please procreate.)
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http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/01/04/123000000000000?page=0,0
Janeiro 22, 2010 at 12:59 am
Hum!, gay está a dar em todos os quadrantes.
Janeiro 22, 2010 at 1:02 am
“The political decision to downgrade our intelligence collection efforts against China is not motivated by a decreasing China threat (remember all those claims in the Bush years of “politicizing intelligence”). Quite the contrary, earlier in the year Director of National Intelligence Blair called China one of the foremost threats to the United States. And, as the article points out, upon assuming command of the Pacific Command Admiral Robert Willard noted that China’s military capabilities consistently exceed our intelligence estimates. The appropriate response to a growing military threat is to assign that threat a higher priority in intelligence collection. The President’s National Security Council did the opposite.”
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http://shadow.foreignpolicy.com/posts/2010/01/21/appeasement_watch
Janeiro 22, 2010 at 2:02 am
«25, já foste ver o convite que o Fafe te fez para a desbunda nas Areeiras»
Tenho estado a usufruir das 9 horas de trabalho individual que a senhora ministra faz o favor de nos conceder, enquanto o rangel está na SIC N a ganhar dinheiro em troca de uns grunhidos.
Passou-me o convite do Fafe, de facto. Mas amanhã vou procurar.
Janeiro 22, 2010 at 10:20 am
«younger workers are a major source of new ideas»!