Para quem se lembra o título é a evocação de um dos primeiros hinos dos Stranglers, banda que apanhei no declinar da adolescência.
No presente, serve para dizer que um erro recorrente, mas desnecessário, em muita gente é o de procurar ídolos a que seguir, faróis que iluminem o caminho, sempre firmes nas convicções e certeiros nas opções.
Isso é coisa que não existe.
Claro que cada um de nós julga ter razão nos juízos que faz e atitudes que toma, caso contrário faria diferente. Não é muito comum ver alguém a fazer algo que ache ser o pior para si ou mesmo algo menos bom.
Por isso mesmo, acho deliciosa esta declaração em que ainda não tinha reparado, na barra lateral do blogue do Octávio:
Não vale a pena o Octávio chatear-se. Apenas percebi que ele fez o mesmo que eu. Dou-lhe os meus parabéns. Ao contrário dele, eu não adjectivo com muita facilidade, nem me auto-designo isto ou aquilo. Eu sei que ele também só declarou, em devido tempo, que não entregava a FAA. E foi o que fez. Só que eu é que de vez em quando ainda levo umas pedradas e remoques em cima da parte de quem acha que é culpa minha não ter sido avaliado(a).
Disclaimer: Pensei muito antes de escrever este post, para não ser acusado disto ou daquilo. Só que ando com a corda solta e com pouca vontade de conter o que me apetece.

Janeiro 20, 2010 at 10:29 pm
upsss…
Janeiro 20, 2010 at 10:33 pm
Eco.
Lamentável para assumidos profes.
Eu considero o seguinte, lá por ter tido uma namorada que me ofereceu um vinil dos cujos e de eu ter sido culpado, ets…
Recrimino-me, vocês não sabem o quanto eu me arrependo. Havia outra, também de nome Maria, a João de Coimbra, nunca fui capaz de lhe dizer que gostava mesmo dela.
Digam-me, 270 ou 320?
Janeiro 20, 2010 at 10:36 pm
#2,
33 rpm.
Com furo no meio.
Janeiro 20, 2010 at 10:37 pm
upsss… também digo.
Hummmm terá sido apenas a Reb?
Janeiro 20, 2010 at 10:38 pm
45 rpm.
Com furo no meio também dá.
Janeiro 20, 2010 at 10:38 pm
78 é que já não é desse tempo, mas eu tenho.
Janeiro 20, 2010 at 10:45 pm
#4,
Há mais e são motivo de preocupação, que justifica alguns cuidados.
Ao contrário de quem gosta de desembestar e quem fica pelo caminho que se desenrasque, desde que eu seja o primeiro a gritar Aqui d’el-Rei.
Janeiro 20, 2010 at 11:01 pm
#4, tenho uma amiga aqui em Lx na mesma situação que eu…
Não conheço mais ninguém…
Todos os outros acabaram por ser avaliados…
Janeiro 20, 2010 at 11:25 pm
Na Escola Sec. de Casquilhos, no Barreiro, fomos 4!!!
Não entregámos NADA e não fomos avaliados!
E não, penso que nenhum de nós está arrependido!!!
Janeiro 20, 2010 at 11:29 pm
#9
E gabo-lhes a coerência.
Muito.
E como sabes, não sou dado a elogios vãos.
Janeiro 20, 2010 at 11:34 pm
Façam o favor de não mudar de assunto, eu estou muito preocupado com um 320 virado a 128. Se eu apanhar o gaijo, vai a 92.
Janeiro 20, 2010 at 11:38 pm
Merecem o meu respeito porque pessoalmente não conheço ninguém. Os que inicialmente o fizeram entregaram agora na recta final.
Janeiro 20, 2010 at 11:51 pm
#7
Suponho que haja a quem sirva a carapuça.
Na verdade sou pouco dada a cangas.
E assobiar para o lado também não é o meu forte.
Janeiro 20, 2010 at 11:52 pm
Assobia aqui, o maior evento de profes:
http://educar.wordpress.com/2010/01/20/areeiras-2010-pascoa
Janeiro 20, 2010 at 11:58 pm
Caro Paulo,
Agradeço o destaque, que não mereço, pois limitei-me a fazer o que sempre reafirmei publicamente nos meus textos. Aliás, correspondendo à decisão tomada pelos movimentos, em Leiria, no dia 14 de Março de 2009.
O que é facto é que eu, por minha iniciativa, não participei em nada relacionado com o modelo de avaliação e à época não era líquido que fosse avaliado, embora longe de mim armar-me em herói, porque os heróis são, obviamente, aqueles que conseguem defender hoje algo e amanhã o seu contrário e, desta forma, desencadearem reacções “extraordinárias” entre os professores.
Eu limito-me a defender aquilo em que acredito com mais ou menos adjectivações. Acho que não é proibido e como as críticas, os remoques ou as intimidações não me tiram um segundo que seja de sono, vou-me estando nas tintas para o foguetório retórico.
E até confesso que, ultimamente, me venho divertindo com certas reacções e incomodidades alheias.
Abraço
Janeiro 21, 2010 at 12:01 am
#15,
Não incomodas nada, em especial quando escreves em nome próprio e te diriges às pessoas frontalmente.
Como eu tento fazer, sem nicks armados em não sei quê.
Mas quanto a incomodidades alheias, olha que basta ler os teus posts, todos enfileirados e…
Janeiro 21, 2010 at 12:10 am
Ó Reb, eu cá também não fui avaliada. Fiz o trabalho que tinha para fazer (excluindo, naturalmente, tudo o que tinha a ver com a avaliacão). A senhora diretora entregou-me os objetivos que tinha para mim. Depois esqueceu-se de verificar se eu os cumprira. Devia estar à espera que eu lhe dissesse que cumprira tudo excelentemente. Devia estar à espera que eu lhe tirasse o trabalhinho de verificar. Como não lhe tirei o trabalho, ela não conseguiu avaliar-me. Incompetência.
Janeiro 21, 2010 at 12:11 am
#15
Mau. Pelo que percebi fez exactamente o mesmo que o Paulo e o Maurício. Se a memória não me falha não era isso que apregoava. Autoavaliou-se sim. Independentemente do suporte que tenha utilizado.
Janeiro 21, 2010 at 12:15 am
Demasiada susceptibilidade a tua, porque consideras-te alvo do que não és. Problema teu…
Em relação a “nicks armados…” isso é uma referência de mau gosto, pois limitei-me a achar piada a um epíteto que me foi dirigido nestas caixas de comentários pelo Lúcio Peixe. Não foi invenção minha “o malandro de além-marão” e, obviamente, não passava de uma resposta bem-humorada ao Lúcio. Mas, enfim…
Agora que enfileiro as críticas e as dirijo a quem as devo dirigir, seja a quem for… agora, desde há várias luas que não estás nessa mira, quer por falta de razões, quer por deficiente acompanhamento do teu blogue (limitação minha).
Janeiro 21, 2010 at 12:22 am
Ou seja: há por aqui muitos artistas que não entregavam, não entregavam, mas no fim lá entregaram.
Ah, mas não foi bem a ficha tal, foi mais uma coisa assim a modos que como se fazia antigamente e não sei quê…
Eu entreguei o modelito oficial, como fizeram quase todos, e escrevi lá tudo o que me apeteceu.
Entre uns e outros, qual é a diferença significativa?
Tirando a conversa da treta sobre a coerência e a atitude e a consciência e coiso e tal…
Janeiro 21, 2010 at 12:22 am
#18
Por favor, haja rigor, cara colega.
Deixo-lhe aqui um excerto da minha tomada de posição (que corresponde exactamente ao que fiz) e o endereço do texto que divulguei, onde a pode confirmar:
“Tal não significa que me recuse a ver avaliada a minha prática profissional, uma vez que vou ter disponível, para o caso de alguém me querer avaliar, um relatório bem mais exigente, sério e circunstanciado da minha actividade docente.”
http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2009/06/nao-estou-disponivel-para-colaborar-na.html
Janeiro 21, 2010 at 12:24 am
#18
#20
Persiste alguma dúvida?
Janeiro 21, 2010 at 12:32 am
#21
Lido e retiro a ideia com que tinha ficado.
Janeiro 21, 2010 at 12:32 am
Será feio eu perguntar ao Octávio se quer que eu lhe mostre a minha?
Ficha de auto-avaliação, claro!
Janeiro 21, 2010 at 12:33 am
#19,
Percebo a limitação.
Afinal há que alinhavar ali o currículo todo na badana, mais os títalos e os narizes vermelhos, depois das passadeiras vermelhas.
Haja decoro.
Um mínimo.
Janeiro 21, 2010 at 12:41 am
#25 Haja de quê?
Janeiro 21, 2010 at 12:42 am
Essa agora, caro Guinote…
Nesses incómodos já não te acompanho, pois isso já me parece conversa de “peixeiras” e de “gajas”. Tem paciência, pois isso está muito abaixo do que eu pensava ser o teu nível!
Arriverdecci…
Janeiro 21, 2010 at 1:12 am
#27,
Tenho coisa de 1,70m.
O nível não é muito alto.
Só que quem acusa os outros de algumas maleitas, espelho meu, espelho meu.
Confesso que não estou mais para contemplações, minhas ou alheias quando se armam em não sei quê.
Quanto a “peixeiras”, seguirás doutrina Louçã.
Quanto a gajas, discordo da atitude misógino-marialva.
Nada tenho contra o belo sexo, antes pelo contrário.
Tenho contra, isso sim, quem se eleva muito a si mesmo, levando-se demasiado a sério em seu castelo.
Já agora, também gosto de espreitar revistas cor-de-rosa e leio A Bola quando tenho tempo.
Não é só literatura acima de Nobel e ensaios hermenêuticos.
E fui.
Janeiro 21, 2010 at 2:36 am
peixeiras e gajas?!?
ó, ó, ó, mas que coisa.
não há necessidade…….