Público, 20 de Janeiro de 2010

Discordo de parte deste artigo, em especial da parte em que afirma que os professores mais ousados foram abandonados na sequência do acordo ME/sindicatos Esta questão, para mim muito sensível por variadíssimas razões, merece um comentário adicional perfeitamente contrário à posição de Santana Castilho: sem o acordo é que esses professores não teriam qualquer hipótese de serem recuperados para o grosso do exército.

Porquê? Muito simples – e espero que percebam o que estou a escrever tal como o escrevo e não como algumas cabeças o queiram ler -: porque a não entrga de qualquer documento de autoavaliação carece de qualquer suporte jurídico para ser defendido (contraria, aliás, o ECD que estava em vigor antes de 2007 e que a generalidade desses colegas sempre cumpriu) e entra na esfera do debate político.

Sendo uma questão política, só algo como o acordo conseguido pode abrir vias negociais para resolver a situação dessas centenas ou milhares de colegas (não sei exactamente quantos, embora conheça vários).

Por isso mesmo é que pessoalmente acho que o acordo – com todas as imperfeições e defeitos – foi a solução mais adequada para conseguir aquela ideia minha do No Teacher Left Behind.

Que eu tenha de explicar isto desta forma, em detalhe, aqui, preto no branco, é algo que sempre achei desnecessário e até contraproducente. Mas, pelos dias que correm, tanto o agudizar de certos receios como o aproveitamernto demagógico desta questão exigem que algo se diga de forma menos críptica.