O Ramiro foi mais colorido na imagética, eu terei sido mais duro em algumas passagens que nem foram transcritas.
Bloguista prevê “uma guerra civil de baixa intensidade”
Ramiro Marques, promotor de um dos blogues com mais participação de professores (http://www.profblog.org), reagiu ontem à proposta do Ministério da Educação prevendo que “a guerra civil entre professores e Governo” se vai transformar, agora, “numa guerra civil entre professores”, “de baixa intensidade, mas infinita”.
“Os sindicatos estão centrados na progressão na carreira e os professores demasiado preocupados com a situação ruinosa do país para saírem à rua em número expressivo. As consequências serão terríveis”, analisou Ramiro Marques, em declarações ao PÚBLICO.
Ramiro Marques acredita, em concreto, que, a ser aplicado, o modelo de avaliação proposto pela ministra Isabel Alçada criará “um mal-estar corrosivo da relação entre professores”.
“Com ciclos de avaliação de dois anos, aulas observadas todos os anos, relatores e júris de avaliação em regime de funções permanentes e progressão garantida apenas para os “Muito Bom” e “Excelente” as escolas centrar-se-ão na burocracia da avaliação e na competição”, escreveu Ramiro Marques no seu blogue.
Paulo Guinote, cujas opiniões são seguidas por milhares de professores através do blogue Educação do meu Umbigo (http://educar.wordpress.com), manifestou igualmente a sua “enorme desilusão” e registou o “retrocesso evidente” em relação “às expectativas” criadas em relação a Isabel Alçada.
“Acabou a divisão entre professores e professores titulares, mas docentes na mesma situação progridem na carreira de forma diferente”, lamentou, num comentário às vagas para a subida aos 3.º, 5.º e 7.º escalões.
No seu blogue, Paulo Guinote acrescentou que não lhe parece que “exista negociação adicional que permita ultrapassar o fosso existente entre a tutela e os docentes”. “Em termos práticos, isto apenas agrava a crise de confiança já existente, o sentimento de revolta e a percepção de que a 5 de Outubro é um departamento do Ministério das Finanças”, escreveu.
Dezembro 29, 2009 at 11:51 am
Já se sentiu este ano quando foram entregues as avaliações aos professores.
Os sentimentos oscilaram entre a indignação,a incredulidade e a vontade de rir pelo ridículo de algumas situações.
Vai ser um espectáculo triste ver os colegas a “vigiarem-se” uns aos outros sob pretexto de trabalho colaborativo e a desdobrarem-se em projectos e mais projectos sendo que poucas vezes o critério será o benefício efectivo que os alunos tirarão deles.
É fácil antecipar as consequências da “corrida ao mérito”. Imaginemos um permanente início de maratona com a confusão e empurrões que a caracterizam para obter o melhor lugar.
Dezembro 29, 2009 at 11:55 am
É a isto que querem reduzir a classe Docente?
São os tempos mais tristes da minha carreira de 3 décadas. Conseguiram acabar de uma vez por todas com o prazer de ir para a escola trabalhar.
Dezembro 29, 2009 at 12:07 pm
“Isto”, a aberração germinada neste mês, não é só um insulto, É UM ACTO DE AGRESSÃO!
Não há acordo, não existem princípios!
MENTIROSOS!
Esta “gente” tem que ser punida!
E não me digam que não há dinheiro! Todos os dias se assiste na televisão e jornais a casos de dinheiro malbaratado, desviado, desaparecido!
Dinheiro há, mas não é para investir na Educação!
Não é não!…
Cortem na Educação e vão ver um país a desmoronar-se (como, aliás, já se começa a constatar…)! Cortem também na Saúde e Justiça! Vá, assumam de uma vez o que pretendem!
CORRUPTOS! BANDALHOS!
SÃO OS NOSSOS FILHOS QUE VÃO PAGAR! SÃO OS NOSSOS FILHOS QUE ANDAM NA ESCOLA! É O FUTURO DELES QUE ESTÃO A COMPROMETER!
Dezembro 29, 2009 at 12:13 pm
“-2 e 3 :Não se esqueçam que estamos a lidar com gangsters!
Dezembro 29, 2009 at 12:25 pm
Pior…
Estamos a lidar com um CANCRO!
Dezembro 29, 2009 at 12:27 pm
Como tal, quanto mais tempo deixarmos passar, pior…
Dezembro 29, 2009 at 12:27 pm
Mas quer-me parecer que a questão das quotas foi ultrapassada com este Modelo de Aavaliação que findou.
Se houve quem tivesse Bom 10, sem ter tido aulas assistidas, e se o que conta é o número e não a menção, então as quotas não tiveram qualquer efeito na progressão.
Estou convencido que bastará aplicar o mesmo princípio, para se contornar esse obstaculo.
Dezembro 29, 2009 at 12:36 pm
«“Os sindicatos estão centrados na progressão na carreira e os professores demasiado preocupados com a situação ruinosa do país para saírem à rua em número expressivo.»
RM
O senhor Zandinga não faria melhor…