Terça-feira, 8 de Dezembro, 2009


Garbage, Push It

Continua um ambiente que me parece irrespirável em algumas escolas e agrupamentos. Na sequência da recepção de diversos testemunhos sobre a situação da avaliação do desempenho, o mais habitual é que seja pedido para não divulgar no blogue a identidade da escola, do remetente ou mesmo de qualquer detalhe sobre a situação descrita. O receio é que se descubra que alguém falou, que se saiba, que as pessoas sejam objecto de retaliações.

E têm razão em parte.

Há um caso, que soube em off, de alguém que foi ou vai ser proximamente chamado à pedra – acho que pelo Conselho Geral do seu  conturbado agrupamento – por causa de um texto num blogue pessoal, que ele assinou de cara aberta.

Este tipo de ambiente é inadmissível.

E – repito-o – a equipa actual do ME ainda não fez grande coisa para alterá-lo. E há os tais antecedentes das declarações de um dos secretários de Estado sobre o ruído provocado pela liberdade de expressão dos professores nos blogues e na comunicação social, o que é sempre…

Conflict without Borders

Human Rights, Corporate Accountability, and Multinationals in the Democratic Republic of Congo

Europe’s Left: Not Dead Yet

A escolha é sempre polémica…

The FP Top 100 Global Thinkers

From the brains behind Iran’s Green Revolution to the economic Cassandra who actually did have a crystal ball, they had the big ideas that shaped our world in 2009. Read on to see the 100 minds that mattered most in the year that was.

Copenhagen’s Inconvenient Truth

The Copenhagen conference won’t solve the problem of climate change once and for all. Rather than aiming for a broad international treaty, negotiators should strengthen existing national policies and seek targeted emissions cuts in both rich nations and the developing world.

What to Read on Oil

Ainda há dias eu tentava dizer que uma das formas mais adequadas para recompensar o desempenho de algumas funções específicas na escola é a compensação pecuniária transitória por esse exercício. O mesmo se aplica a desempenhos claramente meritórios.

Errado é instituir sistemas rígidos baseados em contingentações ou quotas que permitem diferenciações de tipo permanente e injusto, pois quem não progride num dado momento pode ficar estacionado na carreira por razões puramente administrativas, enquanto quem ultrapassou esse(s) obstáculo(s) deixa de ter um estímulo concreto a melhorar o seu desempenho.

Há quem se sinta um pouco repugnado por este tipo de prémios – que deveriam ter critérios claros, públicos e comprováveis – mas eu nem por isso. É a minha faceta lioberal a vir ao de cima.

OCDE diz que prémios associados à avaliação motivam professores

Organização internacional comparou sistemas de vários países e considera que atribuição de recompensas, nomeadamente de natureza pecuniária, é uma forma eficaz de motivar os professores e melhorar a qualidade do ensino em geral

Formas “eficazes de avaliar e recompensar os professores”, nomeadamente através de prémios monetários, “podem ajudar a atrair e conservar pessoal docente de alta qualidade”.

A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não deixa de avisar que “nenhum modelo se aplica a todos os países”, e que o sucesso destes programas depende sempre da consulta adequada dos parceiros, incluindo os professores e os sindicatos.

A publicação, intitulada Avaliando e recompensando a qualidade dos professores, foi produzida ao abrigo de um protocolo entre a OCDE e o México para melhorar a qualidade do ensino neste país. Inclui referências a cerca de duas dezenas de países, dando ênfase aos que implementaram sistemas baseados na recompensa dos melhores desempenhos, regra geral envolvendo prémios financeiros(ver caixa em baixo).

Défice da CP já ultrapassa os três mil milhões de euros

Depois do pedido que aqui fiz ontem recebi por mail o ponto da situação em diversas escolas do país (entre duas e três dezenas) em relação à avaliação do desempenho.

Apesar de já saber de casos próximos de mim, começo a ficar espantado com o número de situações em que os órgãos de gestão se encontram há meses sem divulgar as avaliações ou em que o fazem na base dos casos particulares (este sabe, aquele não, uns são chamados pata conversas, outros mantidos à distância).

Há de tudo um pouco, num mosaico incoerente de decisões autónomas. Quem tenha avaliado toda a gente, com ou sem OI, com ou sem AA (sim! há quem tenha sido avaliado sem entregar nada, pois quem quer avaliar o desempenho de um docente tem o seu processo disponível para o fazer), quem continue a reservar todos os dados sobre a avaliação, de modo a encurtar artificialmente os prazos de recurso, passando por aqueles que deram Bom a toda a gente ou que só divulgaram algumas das classificações de mérito.

O mais pasmoso é que em diversos casos, a alegação para o incumprimento dos deveres por parte de muito bom director adesivado ou simplesmente amedrontado é a da falta e directrizes claras da 5 de Outubro ou das DRE acerca desta matéria. Pelos vistos, o medo de muitos deles em relação à sua própria avaliação é o valor mais forte que os faz esperar até às vésperas de Natal para assumirem as suas decisões. O que também fez com que a entrega dos OI fosse renovada. E que, apesar das declarações públicas da tutela a esse respeito, se preparem para fazer como no ano lectivo passado, ou seja, fazerem o que bem entendem nas suas coutadas, desde que sintam as costas aquecidas.

EB 2/3 da zona da Grande Lisboa, onde parece que há quem não saiba o que é um calendário, enquanto cada um vai pensando na sua vida e no que realmente mais importa na vida da escola: dar as aulas o melhor possível:

Boa noite

Na escola, ainda não há resultados da avaliação. Nem dos que entregaram nem dos que não entregaram nem dos que pediram  aulas assistidas. Ninguém sabe o resultado da avaliação e ninguém fala do assunto.
Está marcada (ou esteve para dia 2 deste mês) uma reunião da Comissão de avaliação. Resultados? Nada.

Quanto ao próximo ciclo de avaliação, não se fala de nada. O pessoal vai fazendo umas acções de formação na sua área e ponto final.

O ambiente é bom e sereno. Ninguém comenta as notícias dos sindicatos nem do Ministério. O pessoal quer dar aulas e preparar as “coisas” para as reuniões de avaliação. As conversas andam sempre à roda do trabalho no terreno ou de coisas de carácter geral (política, preços, impostos, futebol, comidinha…).

J.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 836 outros seguidores