Suede, Saturday Night
Novembro 21, 2009
Suede, Saturday Night
Novembro 21, 2009
Este post é sintomático. Tanto de azedume, quanto de alguma confusão. Alega ele que os professores estão a perder porque marcharam para Lisboa contra o modelo de ADD e ele não foi suspenso.
Eu pensava que a grande prioridade era a revisão do ECD e a eliminação da divisão da carreira.
Devo ter sido eu que marchei enganado nos objectivos.
Depois, anoto um certo aborrecimento pelo facto de eu ter antecipado – em um mês – o que se passou nos últimos dias.
Lamento, mas andei na mesma escola que o oráculo de Belline e na minha vilória suburbo-rural temos uma quantidade imensa de cromos futurólogos. Sou apenas mais um, fruto – quiçá – dos gases que até meados dos anos 80 por ali poisaram enquanto não destruíram a CUF/Quimigal.
Foi nessa altura que eu ganhei os super-poderes da adivinhação que eu disfarcei há uns tempos com a aquela coisa do agir sobre o futuro.
(eu, com uniforme de super-herói)
Acusa-me ainda de demagogia bacoca porque eu assinalo que, na situação actual, todos os professores poderão progredir. Incomodado, diz que vai ser como nos Açores e Madeira.
E isso é mau? Defende o Reitor um país, três sistemas?
Mas o que mais me espanta é que o Reitor, outrora cerebral, cortês e polido no tratamento, considero mesmo que do mais sofisticado e informado que já existiu no universo blogosférico educacional, tenha passado para um registo claramente acre.
Nesse aspecto, penso que há uma confluência objectiva entre um certo sector de direita desorientada com o PSD e uma esquerda cripto-revolucionária que defende qualquer coisa desde que seja a que não existe.
Só não percebi uma coisa: acusa-me o Reitor de ser a eminência parda do PSD nesta matéria (desculpe-me se retirei essa função a alguém), se sou um submarino do Governo (2ª feira espero estar no lançamento do livro da Ops, em Lisboa), se sou apenas um tipo que procura pensar pela sua cabeça, antecipando bloqueios e até procura a melhor solução para os problemas.
Novembro 21, 2009
Novembro 21, 2009
Observo com o cinismo indispensável, no telejornal da RTP1, a declaração de Cavaco Silva sobre a sua impossibilidade para comentar em público as actuais questões pendentes na Justiça, nomeadamente o caso Face Oculta.
Sibilino, esqueceu-se apenas de referir se não poderá, falando em privado, ser escutado.
Novembro 21, 2009
Juiz de Aveiro contesta ordem para destruir escutas
António Costa Gomes, juiz de instrução do caso Face Oculta, recusa-se a cumprir a ordem de destruição das escutas às conversas entre José Sócrates e Armando Vara. Este sábado o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, vai anunciar qual vai ser o destino de mais cinco certidões deste processo.
Novembro 21, 2009
Novembro 21, 2009
Novembro 21, 2009
É motivo de peças interessantes de Isabel Leiria no Expresso (sem link e eu com preguiça de digitalizar…) e de Pedro Sousa Tavares no DN o efeito do fim do ciclo de avaliação dos docentes na progressão na carreira e respectivos ajustamentos de escalões e salários.
Não esqueçamos que durante todo o último mandato praticamente ninguém progrediu em virtude do congelamento, em primeiro lugar, e em seguida pelo facto de só ser possível progredir depois de concluir o ciclo de avaliação com classificação de Bom ou superior.
Isto correspondeu a 5 anos completos de quase total imobilidade, a acrescer aos anos que já antes tinham estado em cada escalão os professores. Em termos práticos – e para não estar a falar em termos hipotéticos – eu não tenho qualquer progressão na carreira ou salarial desde 2003, embora tenha concluído neste período um doutoramento iniciado em 2001, mas que de nada serviu porque decidiram aplicar medidas transitórias retroactivamente que, em termos práticos, tornaram irrelevante essa minha formação exactamente na área da Educação.
Mas como eu muitos outros.
Remontando pelo menos a 2003 ou 2002 estão muitas dezenas de milhar de professores sem qualquer progressão, em nome de uma contenção salarial que pagou o BPN e contratos sucateiros, para não falar em outras obscuridades que por aí andam.
Por isso, acho particularmente ridículo que uma mão cheia de heróicos resistentes do absurdo, surjam agora a clamar contra quem se lembrou que uma suspensão mal legislada da avaliação poderia prolongar este congelamento forçado ainda mais.
Em circunstâncias anteriores à última revisão do ECD eu teria progredido de escalão em Abril passado. Quando não entreguei OI e depois a ficha de auto-avaliação (ninguém me prometeu avaliar o documento que disse que entregaria, ao contrário daquelas insinuações que transparecem em alguns comentários…) arrisquei mais 2 anos de não progressão. E se isso acontecesse, tudo bem, não choraria sobre o leite derramado, nem gritaria contra ninguém. Tomei decisões de modo informado e sempre transmiti essa informação de modo claro e detalhado.
E antes de berrar, tentaria perceber se a minha situação não estaria a tentar ser acautelada por todos os meios possíveis. Ninguém se esqueceu de ninguém.
Neste momento, a questão dos OI está ultrapassada, legitimando (in)directamente o tal parecer elaborado pelo doutor Garcia Pereira, e garantida a avaliação de todos – ou praticamente todos, acreditando eu que a curto ou médio prazo serão mesmo todos – os docentes que, desta forma, poderão progredir ao fim de 6 ou 7 anos. Ao mesmo tempo o modelo integral de ADD do anterior Governo nunca foi aplicado e será substituído.
Há quem ache que o copo não está cheio.
Eu acho que está 3/4 cheio nesta matéria (que não em relação ao ECD).
E acho que é altura de todos inquirirmos os serviços de administração escolar sobre o momento em que temos direito a que nos paguem de volta uma pequena parte do que nos foi indevidamente retirado, retroactivos incluídos desde a data de efectiva mudança de escalão.
Materialismo?
Talvez. Chamem-lhe dialético se preferirem e se ficar melhor no currículo.
Calculismo?
Só se for de tudo o que ficou por pagar.
Incoerência, por termos sido avaliados?
Mas afinal quando se lutou contra os OI, foi em nome da não-avaliação?
Mas é assim, se alguém se incomoda muito pelo facto de se ter conseguido vencer a batalha dos OI e achar que não deveríamos ter direito a – por fim – progredir, eu dispenso-lhe a minha avaliação, que tive graças a uma directora consciente e justa, que teve a coragem de avaliar a ovelha tresmalhada que não entregou a FAA em todo o agrupamento.
Há quem pareça viver num mundo de faz de conta, regado a cantores de intervenção dos anos 70 e poesia mal repassada. Há que saber como se ganha uma guerra. E esta – claro que com as baixas de quem se aposentou de forma quase compulsiva – até deve terminar com o exército todo compacto. A menos que comecem agora a atirar uns sobre os outros, na falta de entretenimento mais consequente.
Olhem, façam mesmo amor e não a guerra.
Estou farto de pacifistas-guerreiros.
Novembro 21, 2009
Não me entendam mal. Eu não sou ingrato. Todos sabem que gosto de protagonismo, em especial se servido na base da foto com camisada amarrotada e obesidade evidente.
Portanto, telefonem-me sempre, convidem-me para falar, que ainda por cima só me faço rogado se não me deixarem dizer o que entendo ou se o adulterarem de modo que eu ache voluntário.
Nunca foi o caso. E com quem tenho falado, tenho tido sempre sorte.Tenho, pelo contacto directo, a melhor impressão da classe dos jornalistas, ao contrário de muita gente.
Mas é óbvio que anoto com a boa disposição residente o facto de nos últimos tempos ter tido a benção de ser procurado mais por uns certos órgãos de comunicação social do que por outros.
Não deixa de ser engraçado como, subitamente, de um lado seca a necessidade de informação ou esclarecimento e do outro se abrem portas.
Sou apenas moderadamente distraído. Sei que há marés, ventos e contextos.
Mas desde que a relação tenha dois sentidos, seja equilibrada e fiquemos todos satisfeitos, mesmo se eu não fumo um cigarrinho no fim, por mim está óptimo.
Duas notas mentais finais:
Novembro 21, 2009
Diário de Notícias, 21 de Novembro de 2009
Apenas um reparo:
Onde se lê, ali na passagem da 2ª para a 3ª coluna «Na prática, corresponde a uma suspensão de facto e não uma suspensão de mérito», leia-se «Na prática, corresponde a uma suspensão de facto e não uma suspensão de Direito».
Foi o que disse, mas eu falo depressa e estou nasalado devido ao aumento da humidade e a sinusite e tal. Não é que o que está impresso seja assim uma coisa que desvirtue muito o pensamento, pois é apenas esquisito. Mas é só para repor aqui mesmo o que disse naquele ponto.
Novembro 21, 2009
Jornal de Notícias, 21 de Novembro de 2009
Apenas dois reparos, mínimos, porque a conversa até foi longa e despreocupada.
Novembro 21, 2009
Novembro 21, 2009
Novembro 21, 2009
Novembro 20, 2009
U2, Even Better Than The Real Thing
Novembro 20, 2009
Eu de quando em vez a cedo a discos pedidos e cá está. Mas festejem com calma e sem muito ruído, que ainda o adro está meio cheio e a missa por começar.
Novembro 20, 2009
O Ricardo explica com mais profundidade a questão que eu aflorei a meio da tarde. Parece que muita gente andou distraída com uns detalhe, nomeadamente o artigo 37º do ECD.
Sei que esta abordagem não é cómoda para alguns, mas é bom que seja analisada.
Suspensão ou substituição?
(…)
Não, não estou a compactuar com ninguém e desde sempre tenho mantido um ponto de vista profundamente legal, sobre toda esta temática da avaliação. Assim, se a suspensão fosse adiante, os colegas que (ainda) não foram avaliados poderiam vir a ter problemas sérios (leiam o ponto 2, do artigo 37.º do ECD). Para existir progressão teria de existir avaliação. A avaliação seria suspensa (recordo que estamos a falar de um Decreto Regulamentar) e o ECD continuaria activo (Decreto-Lei), provocando efeitos perversos em termos de progressão.
Por aquilo que li, as propostas de suspensão do modelo de avaliação, que os partidos da oposição apresentaram (creio que à excepção da proposta do CDS) não acautelavam convenientemente esta situação… Daí que a proposta do PSD faça algum sentido nesta altura, embora seja um tremendo recuo àquilo com que se comprometeu em plena campanha eleitoral (algo que não me agradou particularmente até verificar que poderia servir os interesses dos professores). Obviamente que o PSD não recuou para agradar os professores ou acautelar os seus interesses, mas que poderá ter dado algum jeito…
Novembro 20, 2009
Do lado de quem olha de fora dos compromissos feitos com o PSD em período pré-eleitoral, eu diria que:
Isto é o que eu acho e são opiniões que não tenho problemas em assumir publicamente. Agora que o deputado Aguiar Branco não tem razão, lá isso não tem quando diz que não cedeu. Sem sequer entrar pela questão de ser uma boa ou má solução, a quebra do compromisso com a verdade é evidente.
Basta ouvir e ver o que o próprio Aguiar Branco disse nesta ocasião ou o que foi dito por Santana Castilho como orador convidado pelo PSD numa recente iniciativa realizada no Parlamento.
Desafiar o Governo para suspender e depois não propor a suspensão ou apadrinhar quem acha que o modelo deve ir para o lixo e depois não abrir o caixote é, visto de onde for, uma total incoerência.
Novembro 20, 2009
Desculpem o acesso periódico de auto-convencimento. Mas um blogue sobre Educação e mais umas coisas continuar a andar por estes topos é algo que me espanta todos os dias. Não estou a ser falsamente humilde porque não sou eu que fabrico os números. É porque me espanta mesmo. E hoje lembei-me mais porque me telefonaram do JN para falar do blogue e assuntos conexos.
Pronto, ok, também não é estranho a este post o facto de ter ouvido certas e determinadas críticas (e não só de antagonistas) sobre o declínio do blogue e etc…
Eu sei que a quantidade não é critério, mas também só exalta apenas a técnica quem…
E serve sempre para não nos sentirmos sós…
Novembro 20, 2009
Autor: O povo português
Réu: O Governo
Local arrendado: Palácio de S. Bento
Começaríamos por concordar que o “inquilino”( ou Réu) tem um contrato renovado, válido por quatro anos.
Mas vamos lá ver:
O Senhorio ( ou Autor) não terá fundamento ou razões pra lhe mover uma acção de despejo?
Salvo melhor e mais esclarecida opinião, julgo que sim.
Senão vejamos:
Primeiro:
O arrendatário não paga correcta e pontualmente ao senhorio. ( Na verdade, os atrasos no reembolso do IVA repetem-se sem cessar; assim como a redução progressiva e unilateral da renda devida. Há muita gente a queixar-se que o poder de compra baixou drasticamente. E de quem é a culpa? De quem não paga o que deve. Ou seja, do governo).
Segundo:
O locatário tem infringido sistematicamente a cláusula que o obrigava a não usar o locado pra fins contrários à lei e aos bons costumes. E o que é que acontece?
- Por um lado não tem respeitado a Constituição da república ao violar direitos fundamentais dos cidadãos, como a liberdade de expressão. ( Veja-se o caso expressivo e sintomático da TVI).
- Por outro lado, o seu completo desprezo pela observância e acatamento dos bons costumes tem sido confrangedor. ( Veja-se a firmeza com que se aprontam para dar cobertura legal aos casamentos gay, e, em consequência, à adopção com o mesmo nome).
Por isso, pede-se o máximo possível de subscritores, a fim de tornar possível o cumprimento da lei da nação, isto é, despejar licitamente o Governo da posse de um bem que não lhe pertence e do qual goza de forma abusiva e ilegal.
Subscrições: Cunha Ribeiro