Novembro 2009


No lançamento do livro da Ops, a que assisti estoicamente atrás de um pilar de uma sala apinhada e com as televisões todas apontadas para Alegre, mal ele começasse a falar.

Manuel Alegre afirmou hoje que é preciso “repor a decência”, dizendo que justiça e política não podem misturar-se e que a corrupção tem de ser combatida com as regras de um Estado de Direito. (Público)

Vi de longe a transmissão num dos canais televisivos, ficando sem saber a parte em que ele acusou a comunicação social de estar mais interessada em pequenas tricas partidárias do que em divulgar os debates de ideias.

OS ÓDIOS PARTICULARES DO SENHOR RANGEL LEVAM-NO À BARRA DOS TRIBUNAIS

Há mais alunos a pedir apoio social nas escolas

Famílias com descida de rendimentos procuram ajuda para refeições e material das crianças.

São vários os municípios que registam um aumento dos apoios da Acção Social Escolar (ASE), sobretudo, junto dos alunos dos escalões A e B. Subida do desemprego e descida de rendimentos estarão na origem da alteração.

Mesmo “não tendo dados compilados”, a “percepção” do vice–presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, António José Ganhão, é de que “há um aumento”. O responsável considera que “esta extrapolação é uma consequência natural da crise” e explica que, “perante o aumento do desemprego e a falta de rendimentos, todas as câmaras municipais tomaram medidas sociais de apoio às famílias afectadas pela crise”.

Já Gonçalo Rocha, da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), ressalva que “o balanço ainda não foi feito”. Os dados de que a DREN dispõe não abrangem ainda todas as escolas.

Isto valia o actual canal Disney elevado à enésima potência. E eram apenas uns minutinhos por semana…

Estou a ficar nostálgico. Do fim de semana mal aproveitado, principalmente…

Wild Beasts, Brave Bulging Buoyant Clairvoyants

O falsetto é só para o Fafe elaborar antes de se ir deitar…

Porque será que me lembrei disto esta noite?

Jazus!!!

Eu acho que isto foi tudo inventado para travar a Grande Revolução Social(ista).

Não me tenho dedicado muito a mandar corações porque me fazem falta.

Já a petiza está totalmente alienada.

Isto aqui é um espaço plural à brava e todos também sabem que também tenho uma faceta MRPP, apesar dos meus crimes de lesa-revolução em 74-75 quando abati muitos cartazes lá  pela minha paróquia, digo, freguesia.

Como o texto é longo, fica aqui o ficheiro: PCTProf.

Este caso tem a sua graça, porque tem bastantes pontos de contacto com o que se passou comigo, só que eu acabei por não dar seguimento à queixa apresentada na Provedoria de Justiça, nem contestei dois despachos contraditórios, no espaço de poucos dias, da DRELVT. Caso o tivesse feito, ainda acabava em titular. Assim há uma vaga em aberto no meu Departamento e eu – apesar de 200 euros a menos ao fim do mês – ando mais descansado.
Em Julho de 2007, defendi dissertação de mestrado em Educação (Supervisão Pedagógica). Foi um processo muito complicado e que motivou mesmo, da minha parte, uma queixa ao Provedor de Justiça pelo facto de ser obrigado a abdicar de um semestre a que tinha direito (e que paguei) para concluir a dissertação; no entanto, como sabemos, o ainda em vigor maldito estatuto retirava dois anos de progressão a quem não defendesse a tese até final daquele ano lectivo (ou seja, 31 de Julho). Lembro-me de os professores da universidade comentarem que, naquele período, andavam a arguir teses em catadupa…
A minha queixa ao provedor, que infelizmente rasguei, prendia-se com isso mesmo: não era justo que, tendo começado o curso de mestrado com regras anteriores ao estatuto, viesse a ser penalizado em dois anos de progressão na carreira por, entretanto, um novo estatuto ter sido aprovado. Ele respondeu-me, dizendo que compreendia os meus argumentos e que os considerava justos, mas nada havia a fazer, uma vez que, para todos os efeitos, o esatuto Sócrates & MLR contemplava um período de transição…
Com a raiva, acabei por deitar fora a minha queixa contra o ME e a resposta do Provedor. Mas adiante na história. Consegui acabar a coisa a tempo e, mesmo no final do mês, defendi a tese. Entrego o diploma na escola, que, depois, é enviado à Direcção Regional de Educação do Alentejo. Recebo então, do Director Regional, um ofício em que se dá a indicação à escola para que me mude de escalão (estava congelado no 7.º e, em 01/09/2007, passei para o 8.º) e acrescenta-se o seguinte (esta é a parte melhor): os restantes 3 anos de progressão a que tinha direito por ter completado o curso ser-me-iam atribuídos apenas e se eu concorresse à carreira de professor titular.
Que te parece esta história? Isto sempre me cheirou muito mal e sempre achei que isto devia ser ilegal, mas nunca procurei fundamentar as minhas suspeitas, pois vários colegas me diziam que tal decisão era possível, visto que, ao passar para o 8.º escalão, eu atingira o topo da carreira de professor e que, por isso, só poderia progredir mais, transitando para titular. Quero então ver agora como é que isto tudo se vai desenrolar.

Paulo T.

Há a minha faceta bloquista, a minha faceta laranja e a minha faceta rosa-avermelhado. Que diabo, ninguém me associa ao CDS? Do PC tenho herança genética, já se sabe.

Só um detalhe: há outro Guinote na obra, mas não o conheço, nem sei se será – algures na árvore genealógica – meu parente, desconhecimento que é habitual numa família escassa de membros, mas pouco gregária.


Lançamento do Livro da Revista ops!
Ideias para Grandes Decisões
23 de Novembro, 18h30, livraria Círculo das Letras
Apresentação crítica por Ricardo Costa, com presenças de Manuel Alegre, Nuno David, Henrique Neto, Henrique Melo
No culminar de uma legislatura agitada, e após a eleição de uma maioria simples que não parece vir a ser menos conturbada, a revista ops! lança em livro os cadernos temáticos deste último ano, incluindo dois textos inéditos de Manuel Alegre e Henrique Neto.

Com apresentação crítica de Ricardo Costa (jornalista SIC/SIC notícias), e as presenças de Manuel Alegre, Henrique Neto, Nuno David e Henrique Melo, o lançamento decorre nesta segunda feira, dia 23 de Novembro, Livraria Círculo das Letras, 18h30 (Rua Augusto Gil 15B, à Av. Roma).
A Revista ops! é uma das iniciativas editoriais que mais teve impacto político na última legislatura. Desde o Código do Trabalho à questão dos professores, passando pelo tema da Corrupção e Urbanismo, a revista afirmou-se como um dos veículos mais politicamente inovadores e consequentes no último ano, fazendo-o num registo online e sem os meios de que dispõem os partidos ou as suas fundações.
Com apresentação crítica de Ricardo Costa, o lançamento decorrerá no próximo dia 23 de Novembro, na livraria Círculo das Letras, às 18h30. Com a presença de Manuel Alegre, Henrique Neto, Nuno David, Henrique Melo e outros membros do corpo editorial, esta será porventura uma das melhores oportunidades para reflectir e debater a agenda política que marcou a anterior legislatura, bem como as grandes decisões que marcarão a próxima.
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O livro, que inclui igualmente um CD anexo, inclui os textos, depoimentos, reportagens e entrevistas de: Alberto Amaral, Alfredo Bruto da Costa, Almerindo Janela Afonso, Ana Benavente, Ana Cardoso, Ana Maria Vilhena, Ana Paula Marques, André Freire, António M. Magalhães, Carlos Afonso, Catarina Frade, Eduardo de Oliveira Fernandes, Elísio Estanque, Ernesto Silva, Eugénio Menezes Sequeira, Fernando Seabra Santos, Francisco Alegre Duarte, Guilherme d’Oliveira Martins, Helena Roseta, Henrique de Melo, Hermes Augusto Costa, Hugo Dias, João Correia, João Ferreira do Amaral, Jorge Bateira, Jorge Martins, José Carlos Guinote, José Castro Caldas, José Reis, Leonor Janeiro, Licínio Lima, Luciano Rodrigues de Almeida, Luís Novaes Tito, Manuel Alegre, Manuel Carvalho da Silva, Manuela Neto, Maria Clara Murteira, Maria José Gama, Maria José Morgado, Nuno David, Patrícia Jerónimo, Paulo Guinote, Paulo Peixoto, Pedro Bingre, Pedro Tito de Morais, Ricardo Paes Mamede, Rosário Gama, Sérgio Pessoa, Teresa Carla Oliveira e Teresa Portugal.


Toda a informação sobre o lançamento actualizada em:
http://www.opiniaosocialista.org/lancamento_livro.htm
Contando com a vossa presença, despedimo-nos cordialmente
Editores ops!
http://www.opiniaosocialista.org

Mais elementos no Topo de Carreira.

Com a curiosidade de serem três árvores da mesma espécie quase lado a lado, no passeio defronte da minha casa. Fotografadas de raspão com o telemóvel só para mostrar que, apesar de proximidade, todos podemos ser diferentes.

Por vezes basta mais um pouco de sol, um pouco mais de água a passar.

A evolução faz-se a partir da diversidade, não da uniformidade.

A crónica de ontem de Emídio Rangel no Correio da Manhã, com todo o fel á flor das letrinhas talvez tenha uma explicação. Eu tenho a sensação que a ausência online da crónica feita a propósito da manifestação de Março de 2008 – e que me recusei sequer a comentar de tão ofensiva que era – não será estranha a tamanha azia.

Say no more… by now.

A minha análise do Umbigo

Não sou suspeita porque conheci o Paulo e o Umbigo há, apenas, um ano.
Desde então, estive pessoalmente com alguns “umbiguistas” meia dúzia de vezes. O maior envolvimento tem sido virtual, como para a maior parte de nós.

Não vou repetir-me em agradecimentos ou exaltações. Digo, apenas, que o Umbigo tem sido muito importante para mim.

O que mais me tem surpreendido neste “fenómeno” é a capacidade de um blogue se manter no topo das audiências e sem ter moderação de comentários.
Todos conhecemos outros blogues que fizeram essa tentativa e acabaram por fechar ou moderar as intervenções. De facto, é preciso “estômago” para ler insultos de “anónimos” que descarregam online tudo o que os enfurece na vida real.

Como tem o Umbigo sobrevivido?
Por que razão é tão frequentado por tantos, uns assíduos ( os “Umbigo-dependetnes, como eu :) ), outros esporadicamente, e outros, ainda, que se limitam a ler sem opinar?
Em 1º lugar, penso que se deve à personalidade/postura na vida do autor, o Paulo.
Em 2º, às pessoas que se identificam com a abertura-de-pensamento dele e encontram um espaço de debate, sem preconceitos.

Demorei alguns meses a perceber que o Paulo não é um político. Não se enquadra numa “linha dura” ou sequer “pura”.
O Paulo é um livre-pensador, pouco pressionável, pouco influenciável, algo teimoso. :)
Julgo que não tem um passado de luta política.
Vejo-o como um homem de letras, um homem da análise, da crítica. Poderia ter, por exemplo, uma coluna semanal num jornal. Não consigo imaginá-lo deputado, por exemplo.
O que o move? Um inquietação intelectual, a necessidade de pôr o dedo nas feridas do sistema.

O resto, a luta política, nasceu das circunstâncias e dos Umbiguistas, também.

Serve isto de preâmbulo a uma questão que, há tempos, surgiu num mail de alguém que se interrgogava: “O que é o Umbiguismo? O que são vocês? De esquerda? De direita?”.

Pois é, o Umbiguismo enquanto corrente política não existe!
Talvez possamos enquadrar este “ismo” numa corrente inédita em Portugal: é um grupo de pessoas, de várias tendências políticas, ou sem tendência nenhuma, que debatem, diariamente, questões ligadas com a Educação e, dada a conjuntura, com as políticas Educativas.

Exigir que o Paulo seja absolutamente “coerente” é querer que siga uma determinada “linha”, é querer atribuir-lhe a responsabilidade de um líder político.
Nada disto tem a ver com “dobrar a espinha” como às vezes parece subentender-se de alguns comentários.

Há aspectos que são inquestionáveis ( todos estamos de acordo), há outros que são laterais e onde podemos divergir sem acusar ninguém.

Terei sido clara?

Reb

A Tale of Two Kitties (1942), quando nasce o Tweety…

Chegámos a um ponto em que uma conclusão destas é quase um anátema.

Warning: studying can seriously affect your grades

A report by two professors provides proof that the number of hours you spend studying has an effect on your grades.

White boys from poor families do worst in tests

Boys from poor, white families performed worse in primary school tests than those from ethnic minorities for the first time this summer, government figures revealed today.

Until now, black boys from poor families have fared worst in the tests, known as Sats, which are taken at the age of 11 in England.

But now white boys on free school meals – the key indicator of deprivation – perform the worst, the statistics from the Department for Children, Schools and Families show.

Just 47.9% of white boys on free school meals managed the standard expected of them in the tests (level 4), compared to 51.6% of black boys on free school meals.

The proportion of Chinese, mixed race or Asian boys on free school meals who achieved level 4 was 77.6%, 54.2% and 58.7% respectively.

PGR arquiva escutas de Sócrates sem ouvir Noronha

CGTP considera que atenção dos sindicatos será “determinante” para Educação

Cavaco destaca Educação como ferramenta para “subir a escada da vida”

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