Novembro 2009


Funcionário do Ministério da Educação gravou conversa informal entre jornalistas sem autorização

E já agora porque foi a Bruxelas dizer isto?

Professores: Alçada quer recompensar esforço

Médicos recebem mais 750 euros se forem para o interior

Agora imaginem que os professores eram mesmo um grupo com forte poder reivindicativo e de pressão e não um um estrato profissional a quem tentam proletarizar a todo o custo.

Não me entendam mal. Eu acho correctos estes incentivos. Só gostava era de ouvir os anti-corporativos a levantarem-se sem ser apenas contra os professores.

Onde andam as brigadas anti-encostanço dos Manyfaces quando precisamos delas?

A FNE anunciou que também apresentará proposta.

A minha recomendação é que todos leiam e se informem, recolham as opiniões sobre o assunto e formem a vossa. Depois é importante debater argumentos. E não esperar que os outros façam um trabalho que é de todos.

Desta vez são duas folhas A4, de cada um dos lados.

Oliveira Costa teve um ganho ilícito de 19,8 milhões no BPN

Acordo na avaliação custa pelo menos 20 milhões

Vá, chamem-me demagógico, chamem…

Mas números são números, dizem os economistas.

José Penedos foi suspenso pelo juiz e perdeu por momentos o sorriso

E ao terceiro dia, José Penedos falou. Mesmo que tenha sido para dizer que não vai falar. “Só falo no fim do processo. É só o que tenho a dizer”. Assim – seco e com um semblante tenso que nunca antes se lhe tinha vislumbrado nas passagens anteriores pelo Juízo de Instrução Criminal de Aveiro. Mas ontem, e ao contrário das duas vezes anteriores em que foi ouvido, o presidente da REN tinha motivos para estar apreensivo.

Num post mais abaixo, acerca do texto de Santana Castilho desta semana no Público, aflorou entre o Mário Machaqueiro e o Kafkazul um debate recorrente na blogosfera, que é despertado sempre que alguém vê os fundilhos a arder, coisa que já me aconteceu.

Dizia o Mário que se devem debater ideias e argumentos, sendo de evitar o ataque ao homem (ou mulher, evidentemente).

Eu concordo, porque é impossível não concordar.

Não sei se é tão fácil concordar com outra posição que eu tenho que é a de que mais vale um ataque ao homem, chamando os bois pelos nomes, do que tentar pegá-los de cernelha, acenando com a capa vermelha, mas fingindo que nada se está a fazer.

Eu cá tenho a minha dose das duas abordagens.

Ataques aos argumentos, às ideias, à pessoa, de caras, e à pessoa, de viés.

Como são a mim, nem sempre gosto e tenho esta forma estranha de me defender quanto me atacam.

Sou pouco cristão e só tenho duas faces, onde pontificam uns óculos e lentes que me custaram uns 30% de um ordenado mensal.

Portanto, estou numa de devolver, seja ao homem, à mulher, ao fantasminha brincalhão, ao gato, ao rato ou à tartaruga. Aprendi – e por vezes esqueço-me de praticar nos períodos em que fico com punhos de renda – que a melhor forma de não levar mais tabefes injustos é mostrar a mão aberta. Nunca agredir sem razão e só por bullying, mas mostrar que quem vem pode levar pela mesma medida, se não vem por bem, mas só por desforço ou cotovelite.

E claro que prefiro acusações claras feitas ao meu nome do que elocubrações difusas, daquelas no plural mas só com um destinatário ou atiurando barretes à espera que os outros apanhem.

Também faço isso, de quando em vez, por isso conheço a técnica.

Vai daí…

CONFERÊNCIA “DESAFIOS SOCIAIS E POLÍTICOS À INVESTIGAÇÃO EDUCACIONAL”

No próximo dia 2 de Dezembro, às 18 horas, José Alberto Correia vai proferir a conferência “Desafios Sociais e Políticos à Investigação Educacional”, realizada no âmbito da UC “Questões Aprofundadas de Metodologias de Investigação em Ciências da Educação” do segundo ciclo em Ciências da Educação.

A sessão – que terá lugar no auditório 2B da FPCEUP – é organizada pelo Serviço de Pós-Graduações em Ciências da Educação.

INFORMAÇÕES
Serviço de Pós-Graduações em Ciências da Educação
TEL. | 226079739
E-MAIL | gpg@fpce.up.pt

Vou tentar participar. Se possível com comunicação.

Tudo o que vai sendo conhecido da interferência e promiscuidade entre poder político, poder judicial, poder económico e comunicação social (as denúncias do director do Sol são gravíssimas, assim como a análise dos fluxos de publicidade, em especial da banca e empresas com dinheiro públicos), indicam que o plano inclinado para a italianização da nossa vida política está bem inclinado.

E relembremos que por lá o processo Mãos Limpas teve um efeito muito localizado, antes de surgir Berlusconi com as suas peculiaridades muito próprias, desde logo as leis feitas em proveito próprio que agora entre nós se começam a notar.

E foi comovente ver ontem o presidente da Mota-Engil dizer que se não deixarem a sua empresa fazer o terminal de contentores que quer, o Estado terá de o indemnizar.

Ou seja, indemnizar para não fazer.

Perante isso, e os milhões associados, é patético continuar a ler os apelos lancinantes de alguns contra a avaliação dos professores. O editorial do DN de hoje é apenas mais uma pedrada, não no charco, mas de lama a sair do charco, a tentar esconder que os problemas do país não passam pela progressão dos professores, mas pela progressão dos polvos que se escondem atrás de varas e penedos.

Portanto, é bem possível que o pior ainda nos aguarde.

 

Ministério garante que não haverá “aspectos inconciliáveis” com sindicatos

(c) Vandinha

R.E.M., Nightswimming

… mas já volto.

Pode ser?

Portanto, em matéria de carreira existem dois problemas maiores nas propostas do ME:

  • Manutenção da prova de ingresso, que não faz grande sentido a menos que mantenham a desconfiança nos cursos validados e certificados pelo ministro Gago.
  • Quotas encapotadas no acesso aos 3º, 5º e 7º escalões, o que é um evidente retrocesso em relação à situação actual e contém, como é óbvio, a casaca de banana para os incautos.

O que deve querer o ME?

  • Manter a prova de ingresso.
  • Manter a quota encapotada no acesso ao 5º ou 7º escalão.

O que deve ser contraproposto:

  • Pedir para ser feita uma avaliação aos cursos de formação inicial de professores, em vez de licenciarem (mestrarem à bolonhesa) pessoas para o vazio profissional. Ou então contingentarem o acesso a esses cursos (mas depois isso ia chocar com alguns feudos, não é verdade?).
  • Recusar qualquer contingentação na progressão com base em abertura de vagas pelo Governo. Quanto muito aceitar uma prova complementar à avaliação normal, na metade alta da carreira, para passagem ao 5º ou 7º escalão.

Há certamente outros detalhes a considerar, mas está de chuva e não me apetece pensar muito.

Retirado do Portugal Diário:

Grupo de trabalho vai acompanhar

A Comissão de Educação do Parlamento aprovou a proposta do PSD de criação de um grupo de trabalho para acompanhar as alterações legislativas relativas à avaliação e ao estatuto da carreira dos professores.

A proposta de criação de um grupo de trabalho foi aprovada com os votos favoráveis do PSD e do PCP e com a abstenção do PS, CDS-PP e BE, disse à agência Lusa o deputado social-democrata Emídio Guerreiro.

A primeira reunião do grupo de trabalho ficou marcada para esta quinta-feira, adiantou Emídio Guerreiro, que é o coordenador do PSD na Comissão de Educação.

Eleições do Conselho Geral – A saga do poder

Por terras de D. Dinis

Amanhã na minha escola vão-se realizar as eleições para o Conselho Geral.

Surgiram como era de esperar duas listas. Uma controlada pelo adesivo – mor da minha escola que nomeou um dos seus lacaios como cabeça de lista e outra a que chamo de oposição responsável, que quer sobretudo mudar alguns aspectos de funcionamento deste agrupamento negativos.

As eleições que deveriam ter um espírito democrático pois penso que ainda vivemos numa democracia não estão a transpirar esse sentimento.

O clima que transpira neste momento é de puro Salazarismo e de ditadoria, o Chavismo instalou-se neste agrupamento. O adesivo-mor com a sua sede de poder está a intimidar alguns professores da lista opositora. Uma subscrição da lista que deveria ser pública, está a ser feita no seu gabinete, onde principalmente os “pobres” dos professores contratados são chamados para votar na sua lista. Usa-se de todo o tipo de mesquinhices para obter votos.

A “Pide” está instalada na sala dos professores, onde qualquer conversa é vista e escutada por “agentes infiltrados”.

Organizam-se almocinhos e lanchinhos arranjados. Diz-se de tudo da lista opositora, chegam ao cúmulo de dizer que é uma lista do PS……Enfim…… é esta a democracia da nossa escola.

Remetente devidamente identificado que solicitou anonimato

Acho meritório assegurar os depósitos de quem foi enganado, mas também reconhecer que a nacionalização do BPN nos vai sair muito cara e sem retorno à vista.

Antigos dirigentes desviaram 9700 milhões do BPN

Portugal abaixo da média europeia no cumprimento da Estratégia de Lisboa

A Comissão Europeia concluiu que a maior parte das metas traçadas na Estratégia de Lisboa para a educação e para a formação não vão ser cumpridas até ao próximo ano como estava previsto. Num relatório divulgado esta quarta-feira, o executivo comunitário assinala vários pontos negativos em Portugal.
(…)
Portugal regista taxas abaixo da média dos 27 no que respeita à aprendizagem ao longo da vida. Apesar do programa Novas Oportunidades, tido em conta no estudo, apenas cinco por cento dos portugueses regressou à escola para completar o ensino secundário, quando a média ideal seria de 15 por cento.

Charlotte Gainsbourg e Beck, Heaven Can Wait

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