Interessante artigo de Santana Castilho hoje no Público (agora já tenho cópia graças à la Salette) a invectivar quem aceita a não suspensão do 1º ciclo de avaliação.
Tem razão. Foi ele que esteve ao lado de Aguiar Branco naquela iniciativa parlamentar em que o modelo de ADD foi adjectivado de forma soberba.
Percebe-se agora que em vão.
Entendo a desilusão.

Novembro 25, 2009 at 11:04 am
Eu também entendo. Só não entendo que quem decide sejam AGUIARES BRANCOS que não percebem nada de ENSINO… E fingem ouvir QUEM ENTENDE!
Novembro 25, 2009 at 11:06 am
E SANTANA CASTILHO, mesmo destemperado, é mais TEMPERADO que os do governo…
Novembro 25, 2009 at 1:33 pm
Mas alguma vez o Dr. Santana Castilho não foi destemperado?
P.S.Renovo o convite para me dizerem qual a formação de base do Dr. Santana Castilho que o habilita a tecer análises tão profundas sobre o nosso sistema educativo e qual o púlpito onde apregoa tão sagradas opiniões.
Novembro 25, 2009 at 2:19 pm
Já me cheirava a Bloco Central, e desde que o Aguiar Branco colocou o tapete nos pézinhos da Alçada, as minhas suspeitas vão se confirmando lentamente. E digo mais, caso o Passos Coelho chegue a Presidente do PSD, em nome da salvação nacional, teremos o Bloco Central renascido. Leram aqui primeiro, por isso lembrem-se de que referiu isto pela primeira vez
Novembro 25, 2009 at 2:20 pm
# 3 – respondo com outra questão: qual a formação da D. Lurdes Rodrigues para ter sido ministra da educação? E qual a formação do Sócratas para opinar sobre educação como o fez durante os últimos anos?
Novembro 25, 2009 at 2:43 pm
Santana Castilho sabe o que diz!
Grande parte da luta dos professores também teve, através das suas crónicas uma imensa visibilidade!
Aplausos!!!!!
Novembro 25, 2009 at 2:55 pm
Um agradecimento especial ao Prof. Doutor Santana Castilho pelo inequívoco e desprendido apoio que sempre deu á luta dos professores.
A integridade de carácter é coisa já rara mas que, felizmente, ainda se vai vendo.
Como eu o compreendo, Professor.
Mas…é momento de negociação. E temos que acreditar que nas questões essenciais os Sindicatos saberão interpretar os fortes sinais que os professores deram e não irão ceder. Até porque a grande mole de professores não deixará.
Continuem a “limpar as armas” porque podem ser necessárias.
Novembro 25, 2009 at 3:12 pm
Santana Castilho
tem razão, afinal o ilustre convidado foi ele, Aguiar Branco arranjou uma desculpa esfarrapada, muito esfarrapada, tratam os professores como diminuidos de inteligência!
Quando se deixam estes senhores de rodear os problemas e passam à frontalidade. Decidimos isto, por isto e aquilo, bolas pedir desculpa só doi uma vez, e não é vergonho, é coragem é frontalidade! Faria a diferença num país onde todos fazem de conta!
Grande Santana Castilho, mesmo muito “xatiadu”
Novembro 25, 2009 at 3:45 pm
Quanto ao artigo de S. Castilho, aplaudo forte e com as duas mãos.
Ele foi um dos que aguentou firme quando a avalache de lama sobre nós parecia imparável.Levantou o moral e deu alento a muitos. Desagrada-me algum cinismo de uns tantos… e não estou a julgar intenções.
Não gosto e discordo do título do post.
O artigo de S.C. não só tem tempero como é bem temperado.
Vêem-se já por aqui uns tantos a largarem uns arrotos de satisfação enquanto recordam a multidão que passou.
#5, bem respondido ao #3.
Novembro 25, 2009 at 3:45 pm
#3
Não pode questionar sobre a formação de base de alguém quem dela nenhuma tem.
Seja bem educado, meu caro kafkazul, verifique primeiro a formação de base do sr. inginhero e também a sua.
Novembro 25, 2009 at 3:57 pm
Kafka,
Formação de Base: Educação Física.
O que faz: Professor Coordenador na ESE de Santarém (“colega” do Ramiro).
Novembro 25, 2009 at 4:05 pm
Formação de base: Engenheiro de Produção Industrial
O que faz: Professor Auxiliar na Univ…opsss esse sou eu!
Santana Castilho já tem alguma obra publicada e verdade se diga, é uma voz que argumenta com pés e cabeça tudo o que diz. O que é uma grande diferença para a grande maioria dos eduqueses e educondes deste país.
Não sei qual a sua capacidade pedagógica, mas em termos de ciências de educação, ele até aparece no science direct…nada mau!
Novembro 25, 2009 at 4:38 pm
Ao prof. Santana Castilho o meu agradecimento pelo que fez em prol da classe.
Infelizmente, o PSD, por interesses particulares abdicou do seu compromisso com os professores e ajudou Sócrates.
Novembro 25, 2009 at 4:57 pm
«Destemperado» ou simplesmente desassombrado e, já agora, lúcido?
Paulo, acho que não andas a acertar nos adjectivos.
Novembro 25, 2009 at 5:03 pm
#14,
Guardo para ti a clarividência (que não é um adjectivo).
Aparece sem ser apenas nestas ocasiões…
Novembro 25, 2009 at 5:16 pm
DA disse
“Kafka,
Formação de Base: Educação Física.
O que faz: Professor Coordenador na ESE de Santarém (“colega” do Ramiro).”
E acertou, ganhando um prémio de 500 Euros!
Agora num registo mais sério. Santana Castilho é licenciado em Educação Física, Professor Coordenador na ESE de Santarém e costuma assinar os seus artigos como Professor do Ensino Superior. O primeiro registo digno de nota é que o cavalheiro tem somente uma licenciatura como formação académica. Daqui não viria nenhum mal ao mundo. O caso muda completamente de figura quando ele é Professor Coordenador na ESE de Santarém. Ele é professor numa das escolas que mais tem sido atacada pela generalidade dos comentadores deste blogue: uma Escola Superior de Educação, o ninho onde o “eduquês” prolifera e se reproduz sem controlo. Em segundo lugar, ele é professor coordenador, o que quer dizer que é inamovível, apesar de, estou disposto a apostar forte, ter colegas em situações contratuais precárias alguns dos quais com qualificações académicas superiores às suas (mestrado e doutoramento). Por fim, acho um pouco estranho que assine as suas crónicas como docente do ensino superior tentando mascarar a sua filiação no ensino superior politécnico e não universitário.
Não se pode retirar das minhas palavras mais daquilo que elas veiculam. Eu nunca critiquei “por atacado” o ensino superior politécnico, em particular as Escolas Superiores de Educação. Nem tampouco os formados por essas escolas. Existirão excelentes escolas do ensino superior politécnico e menos boas, à semelhança do que sucede com o ensino superior universitário. O mesmo vale para os professores formados por ambos os subsistemas.
O que pretendo somente realçar é que uma figura que tem sido tão colocada nos píncaros pelo desassombro das suas opiniões sobre educação e sobre política em geral, pertença, afinal, a uma instituição que, ao nível dos comentadores deste blogue, tem sido tão violentamente zurzida.
E aqui entre nós que ninguém nos ouve, comparar as opiniões sobre educação entre, por exemplo, Santana Castilho e Paulo Guinote, por exemplo, é comparar o pechisbeque com a pedra preciosa. Além de que o último tem a honestidade de assinar sempre os seus artigos identificando-se como Professor do 2º Ciclo do Ensino Básico, apesar de ter um currículo académico e uma obra infinitamente superiores. Os professores que têm vergonha do nível ou da disciplina que ensinam, por complexos de inferioridade, não merecem muito o meu respeito. Algumas das melhores professoras que conheci na minha vida trabalhavam no ensino pré-escolar e no 1º ciclo. Alguns dos piores professores que tive, a nível científico, pedagógico, relacional e moral encontrei-os no ensino superior.
Novembro 25, 2009 at 5:18 pm
#16
Novembro 25, 2009 at 7:44 pm
#16
“Alguns dos piores professores que tive, a nível científico, pedagógico, relacional e moral encontrei-os no ensino superior.”
Apenas acresço ao tive, tenho.
E agora que há uns largos anos estou no papel de professora, mais tenho noção dessa triste realidade.
Novembro 25, 2009 at 8:54 pm
É repetido mas quem quiser que se queixe que eu não estou nem ai…
Paulo Ferreira – O PSD guerreiro e o PSD manso
O projecto de resolução do PSD sobre a avaliação de professores e sobre o estatuto da carreira docente foi, como se previa, ontem viabilizado no Parlamento: bastou para isso a abstenção do PS. Os diplomas da restante Oposição foram obviamente chumbados. O que deseja o PSD? Que o Governo acabe com a divisão da carreira em duas categorias e que crie um novo modelo de avaliação no curto prazo de 30 dias. Mais: os sociais-democratas reclamam que, no primeiro ciclo avaliativo, prestes a terminar, não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira.
É preciso pensar muitas vezes antes de perceber o alcance da estratégia escolhida pelo PSD: o principal partido da Oposição resolveu um dos mais sérios problemas que o Executivo tinha pela frente. Em troca recebeu uma mão cheia de nada. Claro que pode sempre dizer-se que o PSD teve sentido de Estado e pôs os interesses do País à frente dos seus próprios interesses. Sucede que isso não corresponde à verdade. Por isto: se o Governo – como, aliás, é previsível – não conseguir responder no espaço de um mês às exigências definidas pelos sociais-democratas, acontece o quê? Acontece que o PSD averba uma derrota política.
O novo líder parlamentar social-democrata não vê a coisa assim. Argumenta Aguiar-Branco: se isso acontecer, o PSD terá ainda mais legitimidade para apresentar “um projecto alternativo de avaliação”. Quer dizer: Aguiar-Branco está convencido de que o “projecto alternativo” terá margem para vingar no Parlamento. Há uma triste ingenuidade neste solene pensamento: os restantes partidos da Oposição não estarão obviamente interessados em aprovar o que quer que venha do PSD, depois do “frete” feito ao Governo. Nem o PS estará obviamente interessado em voltar um mês atrás e esquecer todo o trabalho entretanto feito.
Pacheco Pereira, o grande pensador social-democrata, percebeu bem o problema. E já foi avisando que o partido terá um problema, se os 30 dias não trouxerem o que o PSD quer… Se Pacheco Pereira o diz, Manuela Ferreira Leite devia ouvi-lo. Ou talvez não, dados os resultados recentemente obtidos pelo partido sempre que a líder social-democrata seguiu os conselhos daquela proeminente figura da democracia nacional…
A atitude do PSD nesta matéria da Educação revela ainda um outro facto de enorme importância. A ideia que dá é que o PSD não está disposto a esticar já a corda, de modo a evitar que o Governo se possa vitimizar perante o País. Esta estratégia traz um risco associado: a incoerência. É que a mansidão e o alegado sentido de Estado agora defendidos contrastam bastante com o estilo “guerreiro” e destrutivo (por vezes exageradamente destrutivo) que Ferreira Leite, provavelmente aconselhada por Pacheco Pereira, escolheu como marca da sua liderança.
Bem sei que a ex-ministra das Finanças começou por ser acusada de nada dizer ao país, de se manter quieta e calada na São Caetano à Lapa (terá também sido Pacheco o teorizador desta estranha postura?). Mas não esqueçamos que, a seguir, o rumo mudou radicalmente. Ferreira Leite passou – e várias vezes bem – ao ataque directo ao primeiro-ministro. O espaço de tempo, apesar de tudo curto, em que tudo isto aconteceu deve trazer muitos sociais-democratas um pouquinho atarantados. Eu só vejo uma possibilidade de análise a tudo isto: Ferreira Leite passou a ouvir mais Aguiar-Branco do que Pacheco Pereira.
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1426489&opiniao=Paulo%20Ferreira
Novembro 25, 2009 at 8:56 pm
Constança Cunha e Sá, Jornalista
24 Novembro 2009 – 09h00
Causas e Consequências
E mesmo assim
O PSD é hoje uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades.
De repente, quando o partido repousava em sossego, entregue à sua doce inutilidade, o PSD decidiu voltar, mais uma vez, às primeiras páginas dos jornais. Para falar do buraco orçamental apresentado pelo Governo? Do aumento de impostos sugerido pelo dr. Constâncio? Dos níveis históricos do desemprego? Ou mesmo da dívida pública que se revelou, mais uma vez, em todo o seu esplendor? Não, em vez destes temas que poderiam maçar os portugueses, o PSD preferiu patrioticamente dar a mão ao Governo na avaliação dos professores. A táctica, de uma opacidade a toda a prova, teve os efeitos que se advinham. Numa só penada, o partido não só mandou às ortigas uma das suas principais promessas eleitorais (suspender o actual modelo) como ficou cúmplice do PS numa dos seus mais intrincados imbróglios políticos.
Ciente de que poderia haver algumas dúvidas no ar, o dr. Aguiar Branco, que ameaça candidatar-se à liderança do partido, ofereceu-nos generosamente a sua criativa visão dos factos. Antes de mais, ficámos a saber que o PSD, depois de se ter comprometido com os portugueses durante meses a fio, percebeu, há meia dúzia de dias, que “as circunstâncias” tinham mudado. Que circunstâncias são essas que mudam num tão curto espaço de tempo é, como se imagina, um mistério difícil de destrinçar. Segue-se que toda esta questão, como o líder parlamentar do partido salientou, é uma questão meramente “semântica”, que não afecta o essencial. Infelizmente, não é. Tendo em conta o estado em que se encontra o PSD, admito que não tenha ocorrido ao dr. Aguiar Branco que qualquer acordo entre o Governo e o principal partido da oposição é um acto político que não se compadece com interpretações subtis de natureza gramatical. E este acordo em concreto, quer se queira quer não, é politicamente desastroso para o PSD: para além de quebrar o isolamento do PS no Parlamento, os sociais-democratas ficam a partir de agora irremediavelmente associados ao Governo num problema para o qual este não tinha saída.
Se alguma dúvida houvesse, este caso, por si só, confirmaria o caos que se instalou no PSD – um partido sem liderança efectiva, movido por pequenos ódios e enrodilhado nas mais inverosímeis intrigas, que parece ter como principal objectivo transformar-se naquilo que já é: uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades. Encontrar um chefe, no meio desta balbúrdia institucionalizada, é naturalmente um feito impossível de concretizar. Só por milagre. E mesmo assim!
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=39CC7866-4227-4CC2-B4FF-60782A384694&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093
Novembro 25, 2009 at 8:57 pm
kafkazul deves ser “muita” bom:
De presunção e água benta está o inferno cheio querido!
Novembro 25, 2009 at 9:56 pm
Eu venho cá diversas vezes e até vou deixando longos comentários.
Hoje só me apetece dizer:
Caro Santana Castilho,
Fazem muita falta, neste país, mais homens como o meu amigo. Tenho dito.
Abraço forte.
Bem haja.
Novembro 25, 2009 at 10:16 pm
Volta e meia a malta descobre cada génio!
Enfim, já que o queriam mandar a Ministro da Educação…
Estava a falar do SC, claro.
Novembro 25, 2009 at 10:56 pm
Este texto do SC deu-me ânimo. We’re not alone…
Novembro 25, 2009 at 11:40 pm
Soberbo é este artigo.
Novembro 25, 2009 at 11:47 pm
O comentário #16 é, de facto, uma peça de escrita lamentável. Esta gente até se dá ao luxo de cuspir nos poucos (pouquíssimos) aliados genuínos que os professores tiveram nas páginas dos jornais. Pelos vistos, já se esqueceram do tempo em que o Santana Castilho era uma voz isolada num deserto em que pontificavam os Sousa Tavares, os Rangéis, os Henriques Monteiros, os Marcelinos, os Vitais Moreiras, os Madrinhas e tantos outros.
Mas o mais agoniativo é a velha tendência de se substituir a discussão das ideias pelo mero ataque “ad hominem”. É tão fácil não é? Basta esconder-se cobardemente atrás de um nickname qualquer e é só deixar o fel correr à vontade. Que tristeza…
Novembro 26, 2009 at 12:59 am
#16 Obrigada por pela primeira vez, ver por aqui pelo blogue uma defesa tão explicita aos docentes do pré escolar e do 1.º ciclo. É que nós também existimos e também estamos nas lutas, sejam elas quais forem.
Novembro 26, 2009 at 1:07 am
Meu caro Mário Machaqueiro:
Está no seu direito de considerar lamentável a minha prosa sobre Santana Castilho (SC). Todavia, as informações que prestei sobre SC são absolutamente correctas. No seu comentário não coloca em causa nada do que eu disse.
Por outro lado, passou-lhe ao lado o facto de a minha crítica se ter dirigido não tanto a SC, que, de facto, considero um comentador menor sobre educação, mas mais à incongruência de muitos comentadores deste blogue que criticam o tipo de instituição e a suposta ideologia educativa que ele veicula.
Só considero censurável o anonimato quando ele serve para insultar, achincalhar ou lançar acusações infundadas sobre pessoas ou instituições. Neste blogue nunca fiz nada disso. Pelo contrário: eu próprio fui fortemente insultado por comentadores que também recorrem ao anonimato. Nessa altura nunca o vi por estas bandas a criticar essa postura. Estava distraído?
Novembro 26, 2009 at 9:02 am
#28
O problema não está na veracidade ou na falsidade das suas “informações” sobre o Santana Castilho, mas no facto de elas se destinarem a atacar o homem e não os seus argumentos. E você acha francamente “menor” um comentador que foi dos poucos que defendeu os professores nas páginas dos jornais, ainda por cima com argumentos em que a maioria dos professores se reconhece? Não acha que há alvos, bem mais poderosos e certamente indignos, que merecem a sua ira?
Novembro 26, 2009 at 10:44 am
Vai um copo de laranjada?
Giro, os nossos argumentos não serem universais, para situações idênticas. Ou seja, há concepções que, aprioristicamente, os determinam.
Coerências…
Novembro 26, 2009 at 12:06 pm
Caro Mário Machaqueiro,
Declarando, desde logo, que entendo que tem toda a razão quando afirma que são os argumentos que devemos “atacar” e não as pessoas que os propõem (a argumentação ad hominem revela a inexistência de pensamento ou, quanto muito de um pensamento preguiçoso!), não posso deixar de lhe perguntar se, reconhecida a inexistência de condições práticas para a discussão argumentativa razoável, faz sentido adoptar essa postura?
Revia ontem a película recente sobre o movimento Baader Meinhof e não pude deixar de ficar impressionado com o percurso intelectual que os levou à acção armada: a incapacidade dos opositores para entrar numa discussão de boa fé, com um mínimo de ética dialógica.
Podemos tentar adoptar uma posição de superioridade moral, mas, no fim do dia, pergunto-me: onde é que isso nos conduz? Faz sentido lutar com palavras contra quem nos opõe a força bruta, mascarada, por enquanto, de violência simbólica?
Com amizade,
JRM
Novembro 26, 2009 at 2:34 pm
http://topodacarreira.wordpress.com/2009/11/26/mario-nogueira-em-resposta-a-santana-castilho/
Novembro 26, 2009 at 3:42 pm
Caro João,
Agradeço as suas observações, e até partilho uma parte do seu ponto de vista (embora não creie que os Baader Meinhof sejam um bom exemplo de postura alternativa ao exercício de uma razão argumentativa, por razões que nos levariam muito longe e que não cabem nesta caixinha de comentários). Mas há que colocar as minhas objecções ao ataque “ad hominem” no seu devido contexto: eu estava a criticar a postura do kafkazul (#16) no que respeita aos maus argumentos que ele utilizou para denegrir o Santana Castilho. Primeiro, porque nada do que ele diz no comentário #16 belisca minimamente a justeza da argumentação de Santana Castilho. Segundo, porque nada do que aí é referido põe em causa a idoneidade do homem (põe em causa, quando muito, o quadro legal em que evoluem certas carreiras do ensino superior, politécnico ou outro). E, terceiro, porque não vi ainda nada no percurso recente de Santana Castilho que justifique haver professores empenhados em atacá-lo. A razoabilidade de um tal ataque escapa-me por completo.
As suas observações, João, estão obviamente noutro patamar.
Abraço
Novembro 26, 2009 at 5:14 pm
(desabafo aos últimos tempos)
Ainda não ganhámos nada de concreto e alguns começam já a comparar a genitália, quem tem maior, quem fez mais, quem fez melhor. Muitos olham com inveja para o lado, outros com admiração. Alguns com um suspiro.
Falta de classe, como diz e bem o colega Castilho.
Onde uns vêm derrotas outros vêm vitórias. Pouco importa, digo eu, umas ou outras são ainda apenas morais. Por isso, optimista, mantenho o pessimismo.
Preservem-se rapazes. Armas lubrificadas, olho vivo e camaradagem nas costas. Ou nem será preciso dividir-nos com um sorriso para nos f….
Novembro 26, 2009 at 5:16 pm
(continuação) … enquanto olhamos para o umbigo ou mais abaixo; ou para o lado.
Novembro 26, 2009 at 5:21 pm
Mário,
E há o ataque ad hominem e há o ataque enviesado, que finge esconder o visado, deixando-o à vista.
Qual dele preferes?
Novembro 26, 2009 at 6:23 pm
[...] Posted by Paulo Guinote under BenzósDeus, Bílis Pura Leave a Comment Num post mais abaixo, acerca do texto de Santana Castilho desta semana no Público, aflorou entre o Mário Machaqueiro e o Kafkazul um debate recorrente na blogosfera, [...]