Ao longo dos anos instalaram-se diversos mitos sobre a formação contínua de professores. Má qualidade, temas desajustados, irrelevância para a prática pedagógica, etc, etc.
E vão-se buscar uns casos anedóticos para demonstrar que a formação de professores foi uma rebaldaria.
Até foi. Em alguns casos. Mas sempre creditados pelo Ministério da Educação. Ninguém frequentou acções de formação clandestinas, organizadas às escondidas por núcleos de professores malandros, mais interessados em tapetes de Arraiolos e danças de salão do que em formação em áreas nucleares da sua actividade.
Claro que houve negociatas, nepotismo nas escolha de formadores, esquemas esquisitos, acções de formação que não correspondiam ao anunciado e muito mais. Tudo com o beneplácito do ME e das suas estruturas, que muitos formadores forneceu e aos quais muito jeito deu os generosos pagamentos via PRODEP.
A minha experiência está longe de ser essa, porque sempre tive cuidados higiénicos em evitar formação marada. Frequentei formação em TIC, em Educação Especial, fiz duas vezes a formação para correcção de provas de aferição e fui creditado pela participação com comunicação num congresso internacional de História.
Agora frequento uma acção na Área da História e Património Local que fiz pressão para que existisse junto do meu Centro de Foirmação, onde está grande parte do meu Departamento, exactamente pela falta de formação especializada na nossa área disciplinar.
Espero em breve que se inicie uma formação em torno dos novos programas de Língua Portuguesa, a nível de escola e agrupamento, como consequência da formação que está a ser dada a dois colegas pela DGIDC.
Portanto, não enfio o barrete das bocas da formação feita a metro.
Pelo contrário, compreendo o que um estudo recente declara, acerca da necessidade que os professores portugueses sentem de mais e melhor formação, pois essa é a minha experiência. A de querer formação relevante e só apanhar com aquilo que o ME acha prioritário, deixando para trás a formação em muitas áreas científicas.
Estudo da OCDE e Comissão Europeia em 23 países
Professores portugueses querem mais formação
Novembro 24, 2009 at 10:44 pm
Sempre achei piada à teoria dos andaimes; mas isso é outra estória…
O problema, no entanto, forma-se na auto formação, aquela mais importante e não certificada.
E eu sei porquê.
Novembro 24, 2009 at 10:51 pm
A minha experiência na observação deste assunto diz-me que os professores (já se sabe que “os professores” quer dizer a minha impressão e não estatística ou teoria científica) entram com altas expectativas e saem quase sempre frustrados.
Ou porque a temática anunciada não correspondeu à apresentada; ou porque a profundidade da apresentação não foi suficiente; ou…
Mas o que mais desilude os formandos é a certeza de que as acções se centram quase todas na matéria teórica, e apenas uma ínfima (às vezes nem isso) parte do tempo é dedicado a aspectos de natureza prática. Aos casos de estudo, se quisermos chamar-lhe. No fim das 50 horas, há sempre muito quem diga “Inscrevi-me para aprender alguma coisa e saio daqui ainda com mais dúvidas”.
Novembro 24, 2009 at 10:57 pm
Nem mais, nunca tão de acordo; é como ir e vir do comité central.
Só não se pode é sair com dúvidas.
Novembro 24, 2009 at 11:03 pm
Olha que danças de salão é matéria curricular da minha área!
Novembro 24, 2009 at 11:03 pm
Curioso que os Gedões e outros que tais nunca precisaram de formação contínua…isto agora é tão fraquinho na montante que é sempre necessário formação..a mim ninguém me tira da cabeça que grande parte da mesma é uma negociata e mais nada..realmente é precisa muita formação para ensinar mongos…desculpem o meu azedume mas hoje e apesar dos motivos para sorrir neste plano estou muito céptico…Bem fui…Carpe Diem…
Novembro 24, 2009 at 11:05 pm
… ou seja, o paradigma de alunos já chegou aos professores.
Novembro 24, 2009 at 11:05 pm
Também sempre fui muito selectiva na escolha das acções de formação que frequentei. Não me apetece levar secas só para ter créditos. Agora o cenário é o de venda das prioridades do ME, sem terem ouvido os professores. Como sempre temos um ME onisciente e omnipresente, mas que não se cansa de apregoar a autonomia dos agrupamentos. Não ouvem, mas mandam que se fartam…Se queremos relevância pagamos, que eles só financiam as que entendem.
Novembro 24, 2009 at 11:06 pm
Opus 4:
Are you talkin’ to me?
Hope not.
Novembro 24, 2009 at 11:06 pm
Olha a Maria Lisboa
Então também estás triste por deixares a titularidade?
Novembro 24, 2009 at 11:10 pm
Se forem precisos lenços cá do Minho para limparem as lágrimas da titularidade avisem:)
Novembro 24, 2009 at 11:11 pm
Aqui é que eu gostava de aplicar aquela teoria do cheque-ensino, de que os neo-liberais tanto gostam. Aliás, no liberalismo à portuguesa gostam sempre quando é o Estado a pagar e os chicos-espertos a receber. Mas adiante.
Neste caso seria mais um cheque-formação. O Estado, que quer que os seus professores tenham formação contínua, atribui uma verba a cada um (sim, porque isto custa dinheiro) e cada um frequentava as formações de que necessitasse. Com as devidas acreditações, certificações, comprovativos, e demais burocracia que se entendesse necessária.
Porque o sistema actual, sem acções adequadas às necessidades e interesses da maioria dos professores, ou meramente orientada segundo as bandeiras políticas do momento – o Moodle, as bibliotecas escolares, o Plano da Matemática, a Tlebs, etc. – ou as disponibilidades de fundos comunitários, que nuns anos há, noutros não, este sistema, dizia, não serve o sistema de ensino nem os professores.
Novembro 24, 2009 at 11:11 pm
#4 Maria Lisboa
Privilégios de quem escolhe uma área com verdadeiro interesse
Novembro 24, 2009 at 11:16 pm
“Os Mitos Da Formação”
Não há. Mitos na formação existem aos “moitões”.
Novembro 24, 2009 at 11:23 pm
Outra alternativa é deixarmo-nos de tretas e de novo-riquismos culturais, e assumirmos que a formação contínua é uma necessidade artificial que foi criada apenas porque havia fundos comunitários disponíveis e foi possível inventar uma engenharia financeira para que aqueles fundos, ao contrário do que é habitual, a financiem na totalidade, sem necessidade de comparticipações do OGE. Porque se não fosse assim já tinha acabado.
Eu na verdade já pago do meu bolso a formação que verdadeiramente me interessa: os livros que compro, os museus, monumentos ou estações arqueológicas que visito, por exemplo.
Ou será melhor formação contínua para um professor de História ir de novo à faculdade ouvir os mesmos bonzos de há 20 e tal anos recitar mais umas vez as mesmas sebentas?
Novembro 24, 2009 at 11:24 pm
#9, Olinda
já por aqui disse que não vejo a hora de devolver o brasão que nunca me enviaram. Só recebi um feudo cheio de recantos que nada têm a ver comigo e do qual me impuseram a administração sem qualquer auxílio. Esta também é uma das reivindicações a fazer, se percebem do que estou a falar. Com a brincadeira da misturada de grupos, nos departamentos, o trabalho pedagógico específico de cada um foi completamente “pelo cano”. Mas que importância tem isso para esta gente? É preciso é poupar!
Novembro 24, 2009 at 11:25 pm
#12, António
é isso mesmo, embora muita gente a considere uma área de 2ª!
Novembro 24, 2009 at 11:31 pm
Gostei da maior parte das acções que frequentei. Mas tive a sorte de o meu grupo disciplinar escolher a área de formação e os formadores. No entanto, estou farta das formações. Posso afirmar que a maior parte é , de facto, uma “necessidade artificial”como diz o António Duarte. Também não sou o tipo de professor que me adapto, com facilidade, a qualquer situação. A tolerância causa-me arrepios, quando é forçada. Acho que me faço entender. Por outro lado, agora que a formação tem uma classificação, ainda não entendi como se distinguem alguns professores de outros. Na maior parte das acções, tentem distinguir formadores de formandos.
Novembro 24, 2009 at 11:31 pm
Eu sei, por isso te fiz a pergunta na brincadeira
Novembro 24, 2009 at 11:38 pm
Formação – Se muitos de nós fizemos pós-graduações, mestrados e doutoramentos …. não somos competentes para escolher a melhor forma de nos actualizar-mos ? Porq ue diabo andei eu a fazer formação até às 21H00 depois de um dia de aulas com início ao 1º tempo e ainda com reuniºoes intercalares pelo meio? A busca do créditooooo, claro está …. Por melhor que a formação tivesse sido, na verdade foi prejudicial para o meu desempenho profissional. Porque escolhiiiiiiiii esta? Porque não estou na capital e há um ano que não aparecia nada … Defendo que a maioria dos profs só necessitava de condições, (tempo/dinheiro)e nenhuma imposição. Claro que ninguém vai nessa conversa porque o negócio é de monta.
Novembro 24, 2009 at 11:41 pm
A formação de qualidade nos meios mais afastados dos grandes centros é ainda uma miragem. Só ocasionalmente e com grande pressão das partes interessadas. Além do mais, abundam formações para educação física e trabalhos manuais, mas escasseiam a sde áreas científicas com conteúdos específicos. E escasseia massa crítica para as dar.
Novembro 24, 2009 at 11:47 pm
Opus 20:
Em desacordo. É como os meus alunos, de certeza os vossos, só não faz quem espera que lhe caia em cima; “e amanhã não será a véspera desse dia”.
Novembro 24, 2009 at 11:50 pm
#16-Realmente, nós dos grupos das expressões,eu sou do 5º grupo, somos tidos como marginais…
Pela minha parte faço o possível por isso…
É claro que a verdadeira condição aristocrática nunca a perderemos!
Até à guilhotina!
Novembro 24, 2009 at 11:53 pm
Impressão minha ou à medida que os fundos vão terminando, vão lançando a escada para que sejamos nós, em larga medida, a pagar a formação?… Aliás, os sindicatos entraram no esquema há muito! Fartinha de pagar para trabalhar!
Novembro 24, 2009 at 11:54 pm
Opus 22:
De Expressões sou, sem nós nem a guilhotina funciona. E, mal comparado, não sabem o que é – porque não experimentaram!
Novembro 24, 2009 at 11:54 pm
«Nem mais, nunca tão de acordo; é como ir e vir do comité central.
Só não se pode é sair com dúvidas.»
Fafe
hoje não acordaste com o cu virado para a lua no comité não há dúvidas porque não tem dúvidas quem sabe tudo ou quem não sabe nada o secretário geral sabe tudo os mais abaixo assentados não sabem nada sai tudo esclarecido até à próxima
Novembro 25, 2009 at 12:04 am
Opus 23:
A formação de qualidade paga-se, não estou para ter a mesma classificação (ah!, a avaliação!) que um idiota que não sabia o que estava lá a fazer.
A questão é como se paga.
Em tempo, há muita formação NO por aí, obter o papel e enformar p’rá parede: “Está muito calor, deixa-me lá abanar c’o diploma; está frio, ainda queimo quem não tem”.
Novembro 25, 2009 at 12:05 am
#25
febre sara mago cu ra te
Novembro 25, 2009 at 12:14 am
“Professores portugueses querem mais formação”
Porque não a fazem? Ou não são reconhecidos como “formadores”?
Novembro 25, 2009 at 12:15 am
Mas, caro Paulo, a componente científica foi sempre o parente da formação de professores. Quantos projectos de mestrados e doutoramentos foram preteridos (em sede de bolsa, por exemplo) em relação a propostas ligeiras e redundantes nos domínios pedagógico ou didáctico?
Pois, o principal mito – perverso, ainda por cima – foi o que fez crer que o bom professor é, sobretudo, o bom pedagogo. Se-lo-á, desde que não ignorante. E a ignorância (em muitos casos traduzida em décadas de docência sem qualquer actualização científica)fez escola no nosso ensino.
Novembro 25, 2009 at 12:22 am
Espreitem:
http://picasaweb.google.com/carlos.portela.1/EscSecAureliaDeSousa#
Novembro 25, 2009 at 12:30 am
Nas universidades há uns tipos que ensinam coisas a outros tipos; estes a outros e, assim sucessivamente, tudo em casulo. Os melhores educandos, os mais ovelhas, fazem trabalhos de investigação sobre os seus mestres – e os mestres publicam para serem bibliografados. Não admira que, os que não são ovelhas, mandem pastar todos esses camelos.
E o gago dá tiros de contente, tem lá um rebanho. Há, até, quem tenha uma vara.
E assim vamos. Vão vocês!
Novembro 25, 2009 at 12:35 am
A formação do tipo formal não devia contar para a progressão na carreira. A apetência por conhecimentos é uma constante na vida das pessoas. Havia que fomentar formação em e-learning em que cada um adquire a formação ao ritmo que mais lhe convém. Era uma boa ideia o ME, através de uma entidade apropriada, talvez uma universidade, Aberta, por exemplo, proporcionar estas acções de formação de maneira sistemática. Os professores podiam pedir ao ministério este tipo de actualização de conhecimentos.
Novembro 25, 2009 at 12:36 am
Assim vai a Pátria!
“O paraíso socrático na bancarrota
Colocado por Luís Moreira em 24 de Novembro de 2009
Os sinais começam, ainda envergonhados, a vir à luz do dia.
Hoje no (i) Martim Avilez Figueiredo já lhe coloca o ferro a arder. “…é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na bancarrota e ninguem parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática”
Ontem já Vítor Constâncio, a “caixa de ressonância do governo” veio anunciar, como quem não quer a coisa, que o aumento de impostos é inevitável.
A propaganda do governo, está a passar à segunda fase da sua política de gerir as expectativas. Face à verdade, nua e crua, põe os segundos tenentes a anunciar a má nova, enquanto Sócrates e o Teixeira dos Santos vão mudando o vocabulário.
Aumentar os impostos eis a solução inovadora proposta por Sócrates, quando se sabe que já são os portugueses os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal.
O país está a chegar a uma situação onde nunca chegou, e não culpem só a crise. O PS está no governo desde 1996 (com a ausência de 2,5 anos).
O buraco são sete mil milhões. Faltam milhões de euros para as despesas do Estado e faltam ideias para resolver os 8% do défice. O desemprego não pára de subir, como se vê, diariamente, com as falências das empresas e já vai em 10%, se é que não ultrapassou (basta contar com quem não tem emprego mas não conta para o desemprego).
A dívida pública é de tal maneira monstruosa que o governo nunca fala dela, mas é tão real como Sócrates perder grande parte da credibilidade, com as trapalhadas em que se envolve (ou em que se deixa envolver).
O governo jura que não vão subir impostos mas o governador do Banco de Portugal dá uma ajuda : não há alternativa. É ultrajante. Sócrates não encontra solução para Portugal. Mas se Sócrates não encontra solução para o país e é primeiro-ministro, quem encontra?
Na Europa discute-se relançar a economia com uma poderosa reforma fiscal – pôr tudo em causa. E há mais alternativas que na Europa se discutem, mas que não passam pelos TGVs e por mais autoestradas. Nenhuma fará milagres, mas é criminoso ver o país à beira da bancarrota e fingir que não se passa nada!”
http://aventar.eu/983656.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Se calhar ainda emigro!
Novembro 25, 2009 at 12:41 am
“Se calhar ainda emigro!”
Não, colocar patins.
Novembro 25, 2009 at 12:50 am
Pedro Castro,
Mas que assunto intempestivo! Esta discussão, a formação é bem mais necessária! A bancarrota era previsível e foi acelerada pela crise, mas com o alargamento da UE a leste, a deslocalização do investimento estrangeiro era mais que esperada e ela só acarreta pobreza para o país. A Alemanha é o motor da UE e profere investir nos países-fronteira pois poupa em custos de transporte e encurta os prazos de entrega dos produtos. Foi a Qimonda e a Rhode, inevitavelmente mais à frente será a AutoEuropa. Remédio? É aguentar e cara alegre e apostar na formação. Estas coisas só se resolvem a prazo e quer queira quer não queira não é o Sócrates o culpado disto. Somos todos e sobretudo, os governos do sec. XX, em especial os da ditadura que nos puseram onde estamos. Seja sério e intelectualmente honesto! Não se deixe guiar pela partidarite aguda!
Novembro 25, 2009 at 12:52 am
Uma Sanfona de Contradanças, em forma de “Aventalinho”
Vêm-me sempre lágrimas aos olhos, sempre que soa Música em Portugal. Sou um melómano. Quando a Sanfona tocou, eu chorei: ela é lindíssima, sobretudo quando branqueou o BPN, e vinha, ao mesmo tempo, vender rifas do “Águias”, de Alpiarça. Tantas que eu comprei…
Nem Dante se atreveria a tanto.
O segundo naipe é o António Contradanças, porque imagino a Sónia Sanfona a tocar flauta de papos, com o António Contradanças todo agarrada à Vara, a esfregar a rata e a fazer o número da Viuvinha do “Freeport”, enquanto lhe metem “luvas” nos silicones, e o Godinho faz um “rap”, bué ritmado, nas Sucatas.
Eu sei que tudo isto cheira a “Passerelle”, e que já estamos a imaginar uns gajos camorrianos, um dia, a dispararem, e a deixarem os passeios cheios de sangue, com mulheres de bigode a fugir, desesperadas e aos gritos, como aquelas Palestinianas, que fazem ULULULULULULU com a língua, sempre que se livram de mais um filho drogado, desempregado e repetente, em forma de cinto-bomba.
Falta a Isabel Alçada, para escrever umas Aventuras no Banco Central Europeu, com o Vítor Constâncio, vestido de Heidi, a ir ocupar, pelo Princípio de Peter, uma vice presidência do Banco de Calotes de Bilderberg.
Eu sei que até aqui tudo isto já metia nojo, sobretudo, se pensarmos que o gajo que queria, e vai, queimar as escutas de Sócrates/Vara, foi reeleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou lá que nome é que essa m**** tem. O tipo tem um ar sinistro, e tem tudo escrito na cara, pelo que acho que não necessito de gastar mais palavras para o caracterizar, pelo que regressei ao Constâncio, e pensei: “se esta azémola já tinha chegado à Presidência do Banco de Portugal pelo Princípio de Peter, que outro Princípio, mais alto, o teria levado a ser promovido ainda mais acima?…”
E foi aí que, sendo hoje dia 13, a Senhora me apareceu a dançar, toda na descontra, de braço dado com o Solzinho, e se me fez luz, nesta pequena cova de iria que transporto no meu coração: quer Constâncio, quer Noronha do Nascimento estavam a erguer-se aos Céus movidos pela única indústria que continua florescente em Portugal, a Indústria do “Aventalinho” – Arrebenta
Novembro 25, 2009 at 12:53 am
Uma Sanfona de Contradanças, em forma de “Aventalinho”
Vêm-me sempre lágrimas aos olhos, sempre que soa Música em Portugal. Sou um melómano. Quando a Sanfona tocou, eu chorei: ela é lindíssima, sobretudo quando branqueou o BPN, e vinha, ao mesmo tempo, vender rifas do “Águias”, de Alpiarça. Tantas que eu comprei…
Nem Dante se atreveria a tanto.
O segundo naipe é o António Contradanças, porque imagino a Sónia Sanfona a tocar flauta de papos, com o António Contradanças todo agarrada à Vara, a esfregar a rata e a fazer o número da Viuvinha do “Freeport”, enquanto lhe metem “luvas” nos silicones, e o Godinho faz um “rap”, bué ritmado, nas Sucatas.
Eu sei que tudo isto cheira a “Passerelle”, e que já estamos a imaginar uns gajos camorrianos, um dia, a dispararem, e a deixarem os passeios cheios de sangue, com mulheres de bigode a fugir, desesperadas e aos gritos, como aquelas Palestinianas, que fazem ULULULULULULU com a língua, sempre que se livram de mais um filho drogado, desempregado e repetente, em forma de cinto-bomba.
Falta a Isabel Alçada, para escrever umas Aventuras no Banco Central Europeu, com o Vítor Constâncio, vestido de Heidi, a ir ocupar, pelo Princípio de Peter, uma vice presidência do Banco de Calotes de Bilderberg.
Eu sei que até aqui tudo isto já metia nojo, sobretudo, se pensarmos que o gajo que queria, e vai, queimar as escutas de Sócrates/Vara, foi reeleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou lá que nome é que essa m**** tem. O tipo tem um ar sinistro, e tem tudo escrito na cara, pelo que acho que não necessito de gastar mais palavras para o caracterizar, pelo que regressei ao Constâncio, e pensei: “se esta azémola já tinha chegado à Presidência do Banco de Portugal pelo Princípio de Peter, que outro Princípio, mais alto, o teria levado a ser promovido ainda mais acima?…”
E foi aí que, sendo hoje dia 13, a Senhora me apareceu a dançar, toda na descontra, de braço dado com o Solzinho, e se me fez luz, nesta pequena cova de iria que transporto no meu coração: quer Constâncio, quer Noronha do Nascimento estavam a erguer-se aos Céus movidos pela única indústria que continua florescente em Portugal, a Indústria do “Aventalinho” Arrebenta
Novembro 25, 2009 at 1:03 am
Agora o Anónimo inventa (já estava escrita!) uma rábula e nada sai de compreensível! Quanto mais falas menos acertas!
Novembro 25, 2009 at 1:07 am
Adoro quando os anónimos produzem de outros.
Ah!, estivesse aqui o ‘democrático’ do 25 ou o António Duarte em cima do escadote e isto era logo outra loiça, a burra nas couves, o caldo entornado, a linha branca, o choro do crocodilo – com lágrimas tantas que afogava tudo e tinha que haver, não um, mas uma turma de noés, daqueles aos domingos.
Como estes não nos defendem desses mares da liberdade de lermos o que quisermos, resta-me ir-me jeter, fechando as janelas contra… isso. Um muro!
Hehe!
Novembro 25, 2009 at 1:08 am
22 Setembro 2009 – 00h30
Défice: Diferença entre receitas e despesas sobe a 8,712 mil milhões de euros
Buraco do Estado de 36 milhões/dia
O défice do Estado regista uma média diária próxima de 36 milhões de euros, o que significa que em cada hora que passa o buraco entre as receitas e as despesas é de 1,5 milhões de euros. O ritmo do défice aumentou este ano 153% face aos primeiros oito meses de 2008. No ano passado o saldo negativo do Estado registava 3,436 mil milhões, este ano já ascende a 8,712 mil milhões.
A culpa é da abrupta quebra de receitas de 15,4%. A recessão económica tem efeitos devastadores nos cofres fiscais, com o IVA, o imposto que mais reflecte o andamento da economia real, a perder 23,6%.
A redução de receitas do IVA é dramática. De Janeiro a Agosto tinha rendido 9,28 mil milhões, enquanto em igual período de 2009 só gera receitas de 7,09 mil milhões. O imposto sobre veículos também sofre uma quebra de 28,1%.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=464F8F12-07FE-46A5-AB93-DA13E39F5AEB&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011
Novembro 25, 2009 at 1:12 am
#40
Já sabia, também sei, quando me apetece, ler o correio da manhã.
Talvez consideres que haja quem não saiba, mas não será aqui.
Novembro 25, 2009 at 1:29 am
# 41
Tenho observado que a agência tem paleio para pessoal (bem) avisado.
Novembro 25, 2009 at 1:52 am
O de Fafe hoje está com a corda toda.
Que se divirta com os seus estribilhos, faça a festa deite os foguetes e apanhe as canas que para certas coisas já me falta a paciência.
Novembro 25, 2009 at 2:05 am
# 35 Ó Francisco Tavares
Por quem me toma? Por algum PSD? Por um comuna que come criancinhas? Ou por alguma força obscura como lhe chama o seu dono?
O mais cego é aquele que não quer ver.
A seriedade para si é a ocultação da verdade?
Dói não dói…
vai cair a todos nós meu caro!
Novembro 25, 2009 at 2:12 am
Francisco Tavares o embaixador do homem guerreiro chegou ao “umbigo” e ficou incomodado pela verdade.
Andam a enganar quem? O Zé Povinho… Quão desespero?
QUAL A SOLUÇÃO DE SÓCRATES PARA ISTO?
Novembro 25, 2009 at 2:28 am
“A carta de uma turma do último ano do secundário, no liceu Jean-Lurçat, de Paris, à respectiva professora de Inglês provocou uma mini-revolução: Os alunos contestaram a autoridade da mestre que proibia telemóveis na aula e o corpo docente reagiu em bloco e recusa dar aulas à turma rebelde. O ministro da Educação, Luc Chatel, mandou inspectores ao liceu averiguar e castigar os alunos indisciplinados. Quando eles quiseram ter palavra no caso, recusou: “De modo nenhum, não são os alunos que dão as aulas.” João Vaz, Redactor Principal, C.M. on-line
Novembro 25, 2009 at 7:43 am
Independentemente de termos escolhido temas que terão ou não a ver com os respectivos grupos disciplinares, o problema encontra-se na chamada ‘formação normalizada’, isto é, igual para todos sem que para tal se tenha sido ouvido ou haja interesse na oferta.
Com a contenção financeira, alguns centros de formação ditam as ofertas (mesmo que as escolas se pronunciem sobre as necessidades faz-se um ‘delete’)e lá se frequenta o que há…
Houve alguém que, criticando a medida, se referiu a uma formação ‘sentada’ na escola e não ‘centrada’ na escola, como deveria ser, já não me lembro onde colhi tal referência.
Por outro lado, há escolas que saem desse fatalismo – não percebi como, mas ainda bem que o fazem – e conseguem formação solicitada pelos seus professores e de acordo com os interesses/necessidades sentidos.
Há escolhas formativas que nos dignificam enquanto professores e outras de que temos conhecimento tão absurdas como o tal mestrado em ‘manutenção de campos de golfe’, lembro uma acção sobre ‘pintura em azulejo’, realizada em escola próxima há alguns anos e destinada a todos os grupos disciplinares (eu teria preferido aprender a fazer um bom bolo de chocolate).
Novembro 25, 2009 at 8:57 am
#23, Ana p.
Há sindicatos e sindicatos.
Quando atirar lama, faça pontaria para não atingir quem não deve e não merece.
E se não sabe, informe-se.
Da Resolução do Conselho Nacional da Fenprof, de 7 de Novembro:
- Revisão dos actuais regimes de formação de professores e educadores – inicial, contínua e especializada – no sentido da sua requalificação.
Novembro 25, 2009 at 9:40 am
Mas houve realmente acções de formação em que se falou de auras e energias positivas e negativas. O facto de o ME lhes ter dado o ámen não isenta os professores que bovinamente lá andaram.
Mas o problema principal não é esse, como é óbvio. O problema é que muitas das acções mais sérias estavam repletas do “eduquês”. Acções de qualidade baseadas nos conteúdos científicos de cada disciplina e não nessas tretas houve poucas.
Por isso, é verdade que a formação contínua tem deixado muito a desejar.
Novembro 25, 2009 at 10:16 am
# 48
Sou uma pessoa bastante informada, acredite!
De resto, há mais verdade nas minhas palavras do aquilo que transparece do seu comentário.
Novembro 25, 2009 at 10:20 am
Aliás a formação contínua de professores tem sido um grande negócio e promete continuar a ser.
Quanto à resolução da Fenprof, só lhe fica bem! Como se não soubéssemos!
Novembro 25, 2009 at 12:03 pm
#51
Se interpretei mal o seu comentário, peço desculpa. Considerei ofensiva, injusta e menos verdadeira a frase “os sindicatos entraram no esquema”.
Novembro 25, 2009 at 12:42 pm
Mas os «colegas» que estão a receber formação da DGID C ainda não começaram a formação na escola???? EXTRAORDINARIO!!!! Na minha estive hoje na quarta sess\ao e j]aa come;amos atrasados!
Novembro 25, 2009 at 3:46 pm
Tb acho estranho essa “formação” ainda não ter começado na escola, pelo menos uma reunião de sensibilização à leitura do novo PPEB…as aspas justificam-se, pq não se trata de uma real formação.O papel dos “coordenadores para a implementação do novo PP”, assim se chamam, é colocar os colegas a trabalhar aspectos práticos do novo programa, de acordo com os guiões que lhes estão a ser fornecidos sobre as diferentes competências específicas. Dito de outra forma, deverão sensibilizar o grupo/agrupamento para a leitura atenta do programa e para outras formas de trabalhar, com ou sem horas previstas para esse trabalho conjunto e sem qualquer crédito. Por isso, nunca pode ser considerada “formação”.Tendo em conta que se trata de uma “formação” a nível nacional, é natural (pq estamos em Portugal) que os timings (itálico) e as interpretações do que deve ser feito sejam diferentes…
Novembro 25, 2009 at 7:49 pm
Gundisalbus,
Pode exprimir livremente o seu desacordo, claro! Mas considerei pouco cortês o tom do seu primeiro comentário.
Penso, no entanto, que defendemos o mesmo.
O que eu digo é que, se o ME considera a nossa formação contínua obrigatória e, inclusive, condição essencial para a progressão na carreira, então deveria proporcioná-la. Já “subsidiamos” demasiado o nosso trabalho. Aliás, na maioria das empresas privadas, com quem gostam tanto de nos comparar, a formação é facultada pelo empregador.
Ora, se uma entidade que representa os interesses dos professores defende o mesmo que eu, julgo que não deve ela própria a facultar acções de formação a pagar por nós, sejam a 10 euros, 100 euros ou o que for. Para mim, é uma questão de princípio!
Novembro 25, 2009 at 10:16 pm
Tinha há muitos anos atrás a formação que eu pretendia em Línguas .Escolhia eu ,na minha área:nos Institutos,através do programa Comenius (antigo Socrates )…Já há uns anos que não consigo ter formação de qualidade porque os créditos são dados pelos Centros de Formação e essas acções nada têm a ver com a minha àrea cientifica.
Muitos formadores sabem menos do que nós…Por vezes torna-se tão ridiculo que acabamos por desistir.