No lançamento do livro da Ops, a que assisti estoicamente atrás de um pilar de uma sala apinhada e com as televisões todas apontadas para Alegre, mal ele começasse a falar.
Manuel Alegre afirmou hoje que é preciso “repor a decência”, dizendo que justiça e política não podem misturar-se e que a corrupção tem de ser combatida com as regras de um Estado de Direito. (Público)
Vi de longe a transmissão num dos canais televisivos, ficando sem saber a parte em que ele acusou a comunicação social de estar mais interessada em pequenas tricas partidárias do que em divulgar os debates de ideias.
Novembro 23, 2009 at 9:59 pm
Perguntas bem, Paulo:
E ainda sabem o que isso é?
Novembro 23, 2009 at 10:07 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/23/un-piede-di-roman-polanski-porque-por-vezes-tudo-isto-nao-tem-pes-nem-cabeca/
Novembro 23, 2009 at 10:08 pm
Quem?
Aquele que só diz: “agarrem-me senão vou-me a ele!”
Manuel O Tangas Alegre
Manuel O Poeta Faz de Conta que Sou Uma Espécie de Democrata
Esta é para o Poeta Faz de Conta que Sou uma Espécie de Homem:
João Miguel Tavares: PODE O GRILO FALANTE ALGUM DIA SER PINÓQUIO?
Se Manuel Alegre conseguisse pôr a render o seu dinheiro como tem posto a render os votos das últimas presidenciais, por esta altura seria multimilionário. Aquele famoso milhão de votos de 2006 tem estado a ser pago a juros elevadíssimos pelo PS, e Alegre acredita, do fundo da sua alma, ser não só a verdadeira consciência da esquerda como o homem por quem Portugal intimamente suspira – e é sempre um problema quando alguém carismático está mesmo convencido daquilo que está a dizer. Contudo, o já baptizado “problema Alegre” tem sido colocado apenas num sentido: que males se abaterão sobre o Partido Socialista se o bardo do Mondego virar as costas ao Largo do Rato? Ora, talvez valha a pena pôr também a questão ao contrário: que ganha Manuel Alegre em arregaçar as mangas, sair do PS, e fundar o seu próprio movimento, o seu próprio partido, ou seja lá o que for?
Escrevi isto há um ano: até pode ser que José Sócrates seja o Pinóquio e Manuel Alegre o seu Grilo Falante, mas o Grilo Falante nunca protagonizou nenhum filme da Disney. Como personagem secundária, ele é supimpa, mas terá discurso e arcaboiço para um papel principal? Tenho as minhas dúvidas. E digo-vos porquê. Há dez dias, Manuel Alegre produziu um dos seus poemas de intervenção, intitulado Fado dos Contentores, onde clamava contra o terminal de Alcântara em versos de sete sílabas métricas: “Por isso vamos cantar/ O fado das nossas dores/ E com ele derrubar/ O muro dos contentores.” Questionado sobre o tema, ele afirmou: “Acho mesmo que este fado pode acabar com os contentores no terminal de Alcântara.” Apenas cinco dias depois, o mesmo Manuel Alegre estava a louvar a visita de José Eduardo dos Santos a Portugal. Desta vez, disse: “Afonso Henriques também não era um democrata exemplar.” Ora, não se pode em simultâneo acreditar que versos épicos desmoronam um megaprojecto de engenharia e achar que a realpolitik é a atitude mais acertada para ter em relação a Angola. Ninguém consegue ser, ao mesmo tempo, poeta e político. São actividades incompatíveis.
Este é o dilema de Manuel Alegre, e se ele o tivesse resolvido não andaria há tanto tempo a fazer perigosos equilibrismos em cima do arame. Alegre não está hesitante em bater com a porta por amor ao PS. Ele está hesitante por amor a si próprio. No Parlamento, Alegre é efectivamente um desagradável espinho cravado no pé autoritário de José Sócrates. Abandonando a cadeira de São Bento, isso não só lhe afecta a vaidade como lhe diminui o poder. O PS mostrou claramente que não o quer nas listas. É Alegre quem insiste nas piruetas quando o arame já lá não está.
http://livresco.wordpress.com/2009/03/19/joao-miguel-tavares-pode-o-grilo-falante-algum-dia-ser-pinoquio/
Novembro 23, 2009 at 10:10 pm
#2, no vídeo há mais pés que cabeças.
Novembro 23, 2009 at 10:12 pm
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=397489
Novembro 23, 2009 at 10:14 pm
Já agora:
Quem é o Manuel Alegre? É alguém?
Um Político com P grande é aquele que marca a diferença, poucos são os que têm estrutura e arcaboiço para serem grandes Estadistas:
Manuel O Pequeno não o tem, foi e é conivente com a máfia que nos governa, nunca ousou enfrentar o menino de latão, não devo respeito a cobardes e a pseudo lutadores anti fascistas com reformas douradas. PIM
Novembro 23, 2009 at 10:16 pm
Pois… nos dias que correm pensar com a cabeça dos pés tem mais sentido do que com a outra cabeça…a que está em cima dos ombros claro…não vá alguém pensar que estou a querer insinuar algo com as cabeças…é pensar com o pé que se tem mais à mão…
Novembro 23, 2009 at 10:18 pm
Dedicado ao Manuel O Cobarde:
Baptista-Bastos Escritor e jornalista – b.bastos@netcabo.pt: HOMENS SEM REINO
A governação está em banho-maria e José Sócrates anda pelo País a promover a moção que vai apresentar ao congresso do seu partido. No intervalo inaugura isto e aquilo, sempre coisas sem importância, e avisa que, futuramente, vêm aí toneladas de realizações destinadas à felicidade dos portugueses. Claro que quase ninguém acredita na suave bondade das promessas. Aliás, já quase ninguém acredita em nada. Mas aprendeu que a cupidez tem dado cobertura à mais ignara mediocridade. O panorama parece mavioso. O caso Freeport e as peripécias que envolvem o assunto Casa Pia transformaram as angústias quotidianas em factos desprezíveis. A verdade é que o Governo paralisou e os portugueses são homens sem reino. Despedidos aos milhares, tratados como subalternos, humilhados na mais rudimentar dignidade – sem que os seus gritos de desespero, as suas lágrimas excruciantes consigam congregar um feixe de energias.
Vemo-los e escutamo-los nas televisões, os retábulos modernos que condenam os homens e as mulheres a admitir o mundo tal como ele lhes é apresentado, e aprendemos que o medo impede tomadas de consciência e sufoca as manifestações da razão. Nada tem sido feito para inverter a tendência de uma crise nascida de um sistema em declínio. O Governo obedece, cegamente, às regras que tentam inserir-se no real, a fim de salvar o que sobra dos escombros. Cede à facilidade, e legitima decisões as mais asquerosas e danosas para a generalidade dos portugueses, apoiado numa maioria que, demonstradamente, não merece. Para que o embaraço continue, o ministro Santos Silva desencadeia novo alvoroço no partido, já de si tão ausente de convicções quanto repleto de oportunistas. Lembremo-nos de que o PS não pertence, apenas, ao “arco do poder”: é uma agência de empregos, tal como o PSD. O conflito com Manuel Alegre resulta de um acto de má educação, infelizmente comum ao ministro dos Assuntos Parlamentares. Porém, a peça mais relevante deste berbicacho é um artigo do eng. Henrique Neto, publicado no Jornal de Leiria. O conhecido empresário socialista reafirma, claramente, que vivemos na indiferença porque o medo está presente e a presença do medo dá azo à resignação. Mas se o PS não serve, o PSD serve ainda menos. É o nosso drama, porque nos inculcaram a ideia de que não há alternativa. Claro que há. Mas será que isso nos tem sido explicado? A comunicação social, no seu todo, tem cumprido, de facto, as funções para as quais está destinada? Penso o contrário. Todavia, as derivas, os compromissos e as malfeitorias daqueles dois partidos não justificam a nossa atonia cívica, a nossa falta de comparência política e moral, a abjecção da nossa passividade.
http://livresco.wordpress.com/2009/02/11/baptista-bastos-escritor-e-jornalista-bbastosnetcabopt-homens-sem-reino/
Novembro 23, 2009 at 10:22 pm
Aconselho a leitura, dedico também ao Manuel Fui Sempre um Reformado Virado de Costas para a Democracia:
Somos especialistas em fazer as melhores leis do mundo e em arranjar maneira de nunca serem aplicadas
Porque é que a “ética republicana” é muito mais do que a lei
José Pacheco Pereira
http://livresco.wordpress.com/2008/10/04/somos-especialistas-em-fazer-as-melhores-leis-do-mundo-e-em-arranjar-maneira-de-nunca-serem-aplicadas/
Novembro 23, 2009 at 10:23 pm
Manuel Alegre sabes o que é a honra?
http://livresco.wordpress.com/2008/09/17/baptista-bastos-o-argumento-da-honra/
Novembro 23, 2009 at 10:24 pm
E chega:
Já agora?
Quem é o Manuel Alegre?
O reformado?
Novembro 23, 2009 at 10:32 pm
Eu não consigo gostar nem um bocadinho do Alegre. Nunca gostei. Os colegas adeptos que me desculpem. O homem devia dedicar-se apenas à escrita de ficção e de poesia. Nisso ele é bom. Poeta e ponto final.
Novembro 23, 2009 at 10:34 pm
Enquanto isso rapa-se o tacho:
23-11-2009 – 21:31h
PS e PSD entendem-se em nomeações
Em causa eleição pelo Parlamento de representantes nos Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público
(…)
http://diario.iol.pt/politica/ps-psd-tvi24/1105354-4072.html
Novembro 23, 2009 at 10:39 pm
Enquanto isso toca a abafar tudo que o povinho é burro e tem a memória curta:
3-11-2009 – 17:37h
REN: auditoria externa não encontra sinais de crime público
Delloite revela, toavia, que foram assinaladas insuficiências dos procedimentos de contratação
(…)
http://diario.iol.pt/economia/portugal-delloite-energia-ren-face-oculta-jose-penedos/1105304-4058.html
Novembro 23, 2009 at 10:48 pm
O que é que tem feito a oposição política em relação aos constantes episódios de trafulhice e desonestidade de Sócrates?
Do BE ao CDS, passando pelo PSD e PCP, rigorosamente nada!
A começar na fax-licenciatura e no encerramento rocambolesco da UI, em que ninguém assumiu o ataque a um homenzinho que fazia da mentira o seu principal trunfo de afirmação política.
A partir desse momento, em que todos os partidos e forças políticas se calaram e consideraram normal um primeiro-ministro mentir e seguir em frente, Sócrates soube que tinha perante si um exército de soldadinhos de chumbo, um teatro de marionetas, sem qualquer sentido da dignidade, da honra e da ética que deve presidir às acções dos principais agentes do Estado.
O poeta alegre é outra aberração, ele próprio uma fraca obra de ficção narrativa, um aristocrata “socialista” e calculista que teve o desplante de comparar a libertação do pedófilo de estimação do PS, a um “novo 25 Abril”.
Neste caldo pantanoso e fétido, os mafiosos do PS prosperam como as ratazanas, infectanto todo o tecido social por onde passam.
Mas os portugueses convivem bem com a estupidez e não se incomodam que pedófilos façam leis sobre pedofilia, corruptos legislem sobre corrupção e mafiosos controlem os media.
A resistência é por isso um dever de consciência ética, uma vez que os partidos e sindicatos, acorrentados como estão ao Estado, nada fazem para alterar o actual estado de calamidade moral.
Novembro 23, 2009 at 10:53 pm
15. h5n1: Amém!
Novembro 23, 2009 at 10:54 pm
Assino por baixo.
Novembro 24, 2009 at 1:00 am
«REN: auditoria externa não encontra sinais de crime público…»
Óbvio. A REN contratou a Delloite, pagou-lhe muiiito bem; é mais do que normal que não tenham sido encontrados sinais de crime público. E privado?
Novembro 24, 2009 at 1:06 am
Fica sempre bem ao allegre dizer umas banalidades disfarçadas de preocupação. Um gajo que está metido no PS até ao pescoço, desde há meio século, deveria era ter vergonha de ainda lá estar. Nem falando das leis que ele ajudou a elaborar e a aprovar; e dos projectos contra os quais ele votou, incluíndo os do combate ao enriquecimento ilícito e corrupção.