Observo com o cinismo indispensável, no telejornal da RTP1, a declaração de Cavaco Silva sobre a sua impossibilidade para comentar em público as actuais questões pendentes na Justiça, nomeadamente o caso Face Oculta.
Sibilino, esqueceu-se apenas de referir se não poderá, falando em privado, ser escutado.
Novembro 21, 2009 at 10:29 pm
Tché!, também tem escutas na “privada”?
Cruzes, não dá para imaginar a ‘cacafonia’…
Novembro 21, 2009 at 10:34 pm
Enfim, devo confessar que hoje não espero pela música. Estou cansado de semear landes.
Novembro 21, 2009 at 10:36 pm
Mais cansado do que pensava, não era aqui e as landes nem precisam de adubo desse. Vou fazer copiar/colar para outro lado.
Novembro 21, 2009 at 10:40 pm
O que são landes?
Novembro 21, 2009 at 10:40 pm
São sementes de carrascos.
Novembro 21, 2009 at 10:42 pm
#5,
Novembro 21, 2009 at 10:42 pm
Carrascos, vulgo azinheiras bravas. Coloquei-as em terrenos não acessíveis por maquinaria agrícola.
Novembro 21, 2009 at 10:47 pm
Julguei que eram mesmo carrascos, sucateiros.
Novembro 21, 2009 at 10:56 pm
Até amanhã.
Novembro 21, 2009 at 10:58 pm
Até amanhã, Fafe!
Novembro 21, 2009 at 11:40 pm
O Cavaco não dá cavaco!!!
Nunca pode falar… então para que pagamos todos aquele imenso sorvedouro de dinheiros públicos, a Presidência da República?
Haja paciência e cidadãos para aturar esta comandita!
O melhor mesmo é não nascerem crianças…fica-se o país sem gente,só com sucata!
Siga a marinha!
Novembro 22, 2009 at 1:04 am
O sujeito está a ficar senil… Ou tem de pactuar com estado de nublosa democracia para receber uma choruda reforma!
E quem manda é a sopeira…
Novembro 22, 2009 at 1:23 am
Sementes de carrascos?
Não seria melhor plantares alfaces?
Plantas cada coisa
Novembro 22, 2009 at 2:18 am
Não lhes bastou terem viciado as eleições, viciaram também a investigação.
O vício é viciante, daí ser um vício.
A única coisa que sabemos de ciência segura é que o PGR sabe de tudo isto desde Julho. E em Setembro houve eleições.
Novembro 22, 2009 at 2:20 am
O Cavaco está de férias, mais a Maria, no estrangeiro.
Novembro 22, 2009 at 9:19 pm
HOMENS SEM QUALIDADES
O dr. Cavaco, verdadeiramente, nunca foi bem um político ou estadista convincente e providencial. Um chefe que inspirasse confiança. Um espírito à altura do seu papel. Para tal era preciso carácter, integridade, autoridade pessoal, lucidez, vigor, cultura. Não era necessário ser intelectualmente grande, bastava prudência e sinceridade pela “coisa” pública. No invés, o dr. Cavaco apenas quis sobreviver para a sua viagem pessoal, mesmo quanto sugeria estar a tutelar os desígnios pátrios. Sorte grande a sua, desilusão a de todos nós.
As vagas teorias sobre a Democracia, Portugal ou a Europa desse filho pródigo de alguma direita saudosa (o novo Messias) morreram logo na razão dos curiosos desmandos que a sua governação divulgou. A felicidade pública do nativo, artificialmente excitada, expirou mesmo antes de se avistar a “aritmética economista” do seu vindouro “oásis”. Como diria Ramalho Ortigão: “os deuses eram de palha”.
O dr. Cavaco não nos salvou da ruína, da decadência, não modificou o regime ou o sistema político, não soube construiu uma Res Publica, uma democracia. Apenas se rodeou no poder (sem que qualquer indignação se lhe visse) de um sem número de “adesivos” ou curiosos “senadores” que, mesmo aparentemente servis, astutamente o utilizaram para despojarem o orçamento do Estado. Os seus “procuradores do povo” arrumaram, antes de tudo, a sua própria clientela e souberam bem representar os seus interesses pessoais.
O dr. Cavaco, no meio do seu azedume contra a canalha, só conduziu o país para a confusão e abuso de uma “rede clientelar” de consequências absolutamente desastrosas. A política pós-Cavaco passou a ser uma “questão de compadres”, de intrigas e as “avenidas do futuro” construídas, herança da sua obra financeira, foram um inegável “brinde” aos novos caudilhos. A trágica destruição das instituições, o desamparo à sociedade civil, o cansaço e a desmoralização a que hoje assistimos (e a que estamos condenados) venceram-nos definitivamente. Não por acaso estes dias irae da desvairada governação do regedor Sócrates são consequência funesta disso tudo. A lista dos Dias Loureiros, Oliveira e Costa, os prebentados de Macau, os melífluos Constâncios, o Lopes da Mota e os Freeport intermináveis que lentamente surgem, não têm fim à vista. A degeneração é total. Não há que estranhar!
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