Recebido por reencaminhamento de alguns colegas:
Caro/a Professor/a,
O retomar dos trabalhos parlamentares nesta nova legislatura foi feito em torno do debate sobre Educação e Carreira Docente.
Para que o trabalho político do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na área da educação tenha a qualidade que nos é exigida, e para que esse trabalho seja também participado e avaliado por todos os envolvidos e interessados no debate sobre política educativa, retomamos por este meio o contacto e o diálogo com todos os professores e educadores que a nós se dirigiram na anterior legislatura.
A Assembleia da República votou hoje os projectos apresentados pelos diferentes partidos da oposição relativos ao fim da divisão da carreira e ao actual modelo de avaliação.
O resultado da votação será hoje divulgado pela comunicação social – os projectos apresentados pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que previam quer o fim da divisão da carreira de professor, quer a suspensão do actual modelo de avaliação (o que implicaria a não penalização de qualquer professor ao abrigo deste modelo, ou a contagem das classificações para os efeitos de concurso ou progressão) foram chumbados.
Os restantes projectos que também previam a suspensão, designadamente do PCP e do CDS, foram também chumbados.
As intervenções do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda no debate dessas propostas, de Francisco Louçã, Ana Drago, José Manuel Pureza e Cecília Honório podem ser visualizadas nas respectivas hiperligações.
Da votação de hoje resultou apenas a aprovação do projecto de resolução do PSD. Porque muita desinformação e confusão se tem instalado sobre o que significa esta iniciativa, e muitas dúvidas se criaram sobre as implicações desta votação, aproveitamos para fazer alguns esclarecimentos.
1 . A proposta pelo PSD não define a suspensão do actual modelo de avaliação. Defende sim a substituição no futuro por um outro modelo, mas sem o balizar (ou seja, não acautela a não introdução de quotas, ou dos resultados escolares dos alunos num futuro modelo), e sem acautelar os efeitos das classificações do actual modelo nos futuros concursos ou na progressão na carreira.
O que significa que o modelo de avaliação ainda está em vigor, e que só o Governo pode agora definir o que vai acontecer. Ou seja, o acordo do PS e do PSD vai no sentido de passar um “cheque em branco” ao Governo.
2. A proposta do PSD que foi hoje aprovada é uma recomendação ao Governo. Isto é, não tem carácter vinculativo. O Governo pode ou não cumprir essa recomendação.
Se tivessem sido aprovado projecto de lei do Bloco de Esquerda significaria que a suspensão da avaliação era uma lei da República – logo, imperativa e vinculativa.
3 . Deste debate fica, portanto, muito em aberto. Contudo, se algo aprendemos com este debate na AR foi que ele forçou o Governo a recuar e a mostrar disponibilidade negocial . O que significa que a pressão tem que ser mantida, para que essa negociação tenha resultados reais.
Nesse sentido, acompanharemos com atenção o processo negocial que agora decorre entre Ministério da Educação e os representantes sindicais, e tudo faremos para que este tenha resultados positivos que permitam colocar um ponto final neste lastimável processo.
Contamos, para tal, com a sua participação, crítica ou sugestão – para que possamos cumprir o nosso compromisso político: trabalhar para construir e reforçar uma escola pública democrática e de qualidade.
Com os melhores cumprimentos,
Ana Drago
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
Novembro 20, 2009 at 4:02 pm
É melhor guardarem o champanhe, até porque ele é caro, se for mesmo da região demarcada lá do norte de França.
Novembro 20, 2009 at 4:48 pm
Hoje muitos compreenderão o que ainda ontem não compreendiam.
Tem-se revelado muito mais fácil lutar contra os próprios colegas. Opções.
Novembro 20, 2009 at 5:22 pm
#2- Claro!
Novembro 20, 2009 at 5:26 pm
Gostei da posição do Bloco, na AR, votou a favor de todas as propostas para acabar com o desastre. Sem sectarismos. São estes gestos raros que nos dizem alguma coisa sobre os seus autores…
Novembro 20, 2009 at 5:47 pm
Novembro 20, 2009 at 5:49 pm
É tudo malandro. Estes republicanos andam a roubar tudo e são os maiores vigaristas.
Isto deve-se tudo a um acordo de “cavalheiros” da Cosa Nostra.
Está tudo com medo da justiça e da “face oculta”. Fizeram este acordo de não agressão, porque todos eles têm a perder e assim escondem os podres e distribuem o poder.
Bandalhos: (PS e PSD)
Novembro 20, 2009 at 5:50 pm
Novembro 20, 2009 at 5:51 pm
Novembro 20, 2009 at 5:52 pm
Novembro 20, 2009 at 6:01 pm
A drago??!!! Fogo!!! Haja paciência….
Novembro 20, 2009 at 6:03 pm
Fogo…!!!!
Novembro 20, 2009 at 6:20 pm
A modéstia da Ana Drago e do BE sensibilizam qualquer um. Na AR não aconteceu mais nada. Só a estratégia do cuco.
Novembro 20, 2009 at 6:36 pm
admiro uma mulher que luta
seja a causa justa ou injusta
mesmo que não concorde
com nada da sua luta
fica linda quando mostra garra
e esgrime argumentos
em vez de lamentos
Novembro 20, 2009 at 7:35 pm
“A Posição Do Bloco”
Bloco que ladra não morde.
Em tempo, gosto de os ouvir ladrar. Melhor do que um inflamado trotkista só um comunista democrata.
Novembro 20, 2009 at 7:39 pm
#12
É verdade, eu até costumo chorar, fico muito sensível à cebola.
Vejo aquilo, altero-me e tenho logo a vizinhança a reclamar pelo berreiro.
Novembro 20, 2009 at 7:41 pm
Trotkista de Trotky, claro está!
Hehe.
Novembro 20, 2009 at 8:06 pm
Este Calhau de Esquerda, perdão, Bloco de Esquerda já não é o que era. Então não é que a Ana Drago conseguiu falar quase 10 minuntos sem insistir na dobragem do género (“professoras e professores”; “deputadas e deputados”; “portugueses e portuguesas”; “alunos e alunas”; “cadeiras e cadeiros”; “blocos e blocas”)?
Felizmente, temos o Pureza a Honório e o Louçã e lembrar que essa coisa politicamente incorrecta de falar apenas em “professores”, “portugueses”, “cidadões”, “pais” etc., não passará!
Novembro 20, 2009 at 8:12 pm
O dispositivo mias usado pelos nossos deputados…daí a bosta que vão fazendo..embora disfarçada..
Novembro 20, 2009 at 8:13 pm
Vou ao jantar volto logo…retratos de uma ministra..
Novembro 20, 2009 at 8:15 pm
#17
Está mal, deveria dizer: professores, professoras, terceiros…
Melhor: profes gays, profes fufas, ambiprofes, pluriprofes, hallahprofes, …, professoras e professores, deputados gay, deputadas fufas, deputadas gay, deputados fufas, …
Haja coerência, louçã fufa, louçã gay, …
Novembro 20, 2009 at 9:56 pm
#20,
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLL
Novembro 20, 2009 at 9:57 pm
Muito trotskistas estes blocos… Pois, pois.
Novembro 20, 2009 at 9:57 pm
#21, Gatta, o que estás a fazer aqui??
Sobe uns degraus, bitte!
Novembro 21, 2009 at 6:36 am
Esteve bem o bloco assim como PC e PP mantiveram o seu programa eleitoral no que se refere à docência. Esteve muito mal o PSD pois concorrendo em nome da verdade e do rigor falhou na 1ª oportunidade.
O resto da discussão que vejo aqui não vale nada.