Sempre que as circunstâncias propiciam a existência de mais de um caminho para o rumo da luta dos professores, há quem saque do prontuário e desate a adjectivar valentemente. É verdade que eu também padeço do mal, mesmo se peco mais pelos advérbios.
Mas não tenho tendência para evitar discordâncias, assumo-as, assim como não sou menos frontal, apenas porque não quero rapar o escalpe a ninguém.
E acho – e repito-o ad nauseum se for necessário – que é da discussão que nasce a luz e não da imposição de soluções únicas
Por isso vou dizer com clareza que compreendo mas não concordo muito com este texto do Octávio Gonçalves dedicado ao Mário Nogueira por causa daquele artigo de ontem no Público que era quase uma espécie de declaração apaixonada pela harmonia e paz a todos os bem-aventurados no reino da Educação, a começar pela nova ministra. Achei delicioso o texto, mas nem tive tempo de comentar.
Mas se comentassse não seria no tom usado pelo Octávio, que se acantonou do lado dos que têm razão sempre e estão do lado da verdade sempre. E nunca falham e acham que é no desentendimento que está a virtude.
Discordo, mas discordo em modo suave.
Já discordo mais é do mail (recebido em duplicado e acredito que dentro de horas em decuplicado) que acompanha a promoção do texto e que surge com indicação de divulgação pelos contactos dos destinatários. Como os meus contactos são todos vós, aqui fica um mail que já mereceu apressada e gralhada resposta minha, mesmo se o Octávio até hoje nunca se dignou responder a unzinha mensagem que eu lhe tenha enviado.
Caros colegas e demais,
Tem-se levantado por aí muito dedo acusatório (inquietos com a dormência prolongada do mesmo) contra a circunstância, que eu próprio, o PROmova, o Ricardo Silva, o Mário Machaqueiro e a APEDE (vantagem de não termos amarras partidárias de qualquer espécie) reputamos de grave e incompreensível, de o PSD ter abdicado da exigência de suspensão deste modelo de avaliação – uns acusando-nos de estarmos mal informados e a distorcer os compromissos e outros a mimarem-nos com a diatribe da “ingenuidade” incauta.
Convém não ignorar que, para já, aqueles que renegaram os seus compromissos de suspensão deste modelo e, consequentemente, do processo de avaliação suportado no mesmo são, não apenas o PSD, mas também a FENPROF e a FNE.
É, aliás, neste pressuposto que divulgo a leitura, sob a forma de questões, feita do artigo de opinião do colega Mário Nogueira.
Mais logo, divulgarei um texto pessoal enquadrando melhor o que me move nesta contestação e a minha visão do Compromisso Educação, de forma a responder, em registo informado e afinado (face à acusação de desconhecedor e de “distorcionista”), às inversões de posição do PSD, da FENPROF e da FNE, assim como a refrear, tanto a excitação dos mestres da perspicácia que logo tiraram conclusões precipitadas de “ingenuidade” e “logro” na relação dos movimentos independentes com o PSD, como os disparates que me vão chegando da parte de alguns versados em estratégia.
Aquele abraço,
Octávio V Gonçalves
(NEP e NBlogger)
A linguagem num estilo algo desabrido contrasta com a incapacidade para nomear os acusadores dos putativos acusados. Eu como não sou para deixar passar as coisas, fingindo que é só fumaça, assumo aqui a minha discordância com esta forma de tratar os assuntos.
Porque das duas uma:
- Ou o Octávio tem falta de alguma informação útil e compreende-se esta forma epidérmica de reagir.
- Ou tem a informação em causa e prefere mesmo este registo de lançar gasolina, agora que o fogo está a abrandar.
Novembro 17, 2009 at 9:46 pm
E esta? Hum?
http://aventar.eu/954410.html
Novembro 17, 2009 at 9:46 pm
O Octávio Gonçalves vai provavelmente reler o que Mário Nogueira escreveu e vai refazer o seu comentário injusto e desapropriado. E, acredito, até pedir desculpa. A grandeza das pessoas também se mede pelo reconhecimento dos próprios erros.
Novembro 17, 2009 at 9:49 pm
o que é um NEP?
Bater no MN?
O Octávio é porreiro, pá.
Novembro 17, 2009 at 9:49 pm
Olhá publicidade a despropósito antes deste artigo!! Desta vez é acerca da disfunção eréctil, lol!!!
Novembro 17, 2009 at 9:51 pm
Olha, já desapareceu, isto é magia!! Assim desaparecessem ADDs e ECDs, isso é que era bom!
Novembro 17, 2009 at 9:51 pm
#4,
Eu tenho de comunicar com o WordPress acerca disto.
#3,
Eu sei que é porreiro, mas há umas ventoínhas para refrigerar o disco quando aquece demais.
Eu sei, preciso de meia dúzia nos dias bons.
Novembro 17, 2009 at 9:57 pm
E ninguém, por aqui, levanta o “segredo de justiça” relativo a essa tal”informação útil”?
A modos que para descansar as tropas…
Novembro 17, 2009 at 9:57 pm
Pois é.
Esta tramóia está a mexer com os vários movimentos. O seu espaço está a ficar esvaziado, daí esta perturbação toda.
Novembro 17, 2009 at 9:57 pm
…mesmo se peco mais pelos advérbios.
Complete a parte em falta.
Os adjectivos qualificam os substantivos.
Os advérbios qualificam …
Novembro 17, 2009 at 9:59 pm
#9,
Os verbos.
Eu colocaria mais as coisas assim: o adjectivo exprime uma opinião, o verbo uma acção.
Novembro 17, 2009 at 10:01 pm
#7,
Não é que sirva para descansar, mas pelo menos para não andar tudo excitado a reagir a toda a mais pequena notícia.
E há coisas que não se podem mesmo andar por aí a gritar aos quatro ventos.
Por vezes ainda me agarro ao tm e mando uns sms, mas sai caro.
Novembro 17, 2009 at 10:03 pm
Infelizmente parece haver alguns com uma enorme vontade de dar nas vistas. Não me deixo enganar nem confundir por aqueles que, para se manterem vivos, atiram em todos os sentidos.
Presumo que para alguns seja extremamente difícil aceitar que as organizações sindicais (representativas) podem conseguir algo positivo.
Nota: Ao dizer algo positivo, refiro-me não a todas as justas reivindicações dos professores, mas sim a uma grande parte delas.
Novembro 17, 2009 at 10:22 pm
Mário Nogueira é um querido e a vendedora de tupperwares agradece a confiança nela depositada.
Na verdade ambos têm horror ao vazio, ou seja, ambos temem que os professores consigam pensar e agir à margem dos aparelhos do Estado.
Ministério e sindicatos comungam do mesmo ideal: a transformação de todos os trabalhadores, neste caso os professores, em perfeitos funcionários públicos, standartizados e resignados ao pastoreio, em nome da mudança de paradigma da educação e do interesse (inter)nacional-mafioso.
Novembro 17, 2009 at 11:05 pm
«Como os meus contactos são todos vós, aqui fica um mail que já mereceu apressada e gralhada resposta minha, mesmo se o Octávio até hoje nunca se dignou responder a unzinha mensagem que eu lhe tenha enviado.»
PG
Será legítimo inferir que o diapasão da unidade tem andado desafinado?
Novembro 17, 2009 at 11:08 pm
[...] Uma Certa Falta De Hábito [...]
Novembro 17, 2009 at 11:39 pm
#14,
A mim é que dizem que sou não sei o quê.
Ao menos confesso que sou uma unidade feita com um e mesmo assim nem sempre.
Amuam se não linko os textos, nunca se dignam descer às planuras, cala-te boca que eu estou com mau feitio.
Novembro 17, 2009 at 11:46 pm
Ora bem:
Eu gosto( mas não sou gay…) do OCTÁVIO, mas também aprecio e muito o PAULO GUINOTE.
Por isso, e n~´ao apenas por isso, a minha sentença é esta:
- Os dois têm razão.
- Os dois não a têm.
- Um tem um pedaço dessa razão; e outro , o outro pedaço.
Há que unir os dois pedaços… ( digo eu… que percebo pouco destas coisas…)
Novembro 18, 2009 at 12:11 am
Caro Paulo,
Agradeço a divulgação que empreende da minha posição, que de outra forma ficaria restringida a pouco mais de 20 professores e 30 núcleos (na melhor das hipóteses), embora tivesse alguma curiosidade em ver aqui contraditados os meus argumentos com razões substantivas.
Pelos vistos é mais excitante e mais sublimador enveredar por juízos de intenção e por argumentos “ad hominem”.
Nestas coisas, é mesmo assim, só esperneia quem se sente picado, vá lá saber-se porquê, no seu caso. Acredite que ninguém, e muito menos um “zeco” como eu, lhe disputa o papado.
Todavia, como não estou disponível nem tenho qualquer réstia de interesse para combates de “wrestling” consigo, ficar-me-ei pela dedicatória de um provérbio índio que, no que me diz respeito, serve para lhe transmitir que daqui não leva nada: “pensa o que quiseres, pois estás condenado a viver com os teus próprios pensamentos”.
Novembro 18, 2009 at 12:22 am
#18,
O Octávio escreve um post ad hominem contra o Mário Nogueira e manda um mail – para mim mais de uma vez – envolto em estranhas nebulosidades.
Ao menos eu não finjo que.
Zeco por zeco, zeco fico eu, que para papa só se fosse daqueles do Renascimentos, algo debochados.
Novembro 18, 2009 at 12:22 am
Não encontro correlação lógica e fundamentada (em factos) entre a opinião de Octávio Gonçalves e o texto de Mário Nogueira, publicado no «Público». Seria interessante que OG divulgasse as suas fontes para percebermos de onde surgem tamanhas «certezas»!
O último ponto do seu discurso nem sequer tem nada a ver com a dita entrevista. «Vai à boleia» da entrevista para disparar sobre «outros alvos». E isso parece-me tão despropositado, quanto infantil! Birrinhas?! Acho que não estamos em maré disso! Do que precisamos é de serenidade, unidade e bom-senso!
Lamento que estas «picardias» ponham em causa a justa credibilidade que os movimentos independentes conquistaram até à data. Mas já começa a maçar a sobranceria com que certos «revolucionários» arrancam as pedras da calçada e as atiram por cima da barricada sem perceberem bem onde acertam e o dano que causam. Com azar ainda marcam golos na própria baliza!
Novembro 18, 2009 at 12:23 am
Eu sempre disse que o defeito deles é não se entenderem bem nem consigo próprios.
E o Paulo é que tem Umbigo?
Novembro 18, 2009 at 12:26 am
E EU VOLTO À CARGA PARA DIZER ISTO:
Como queremos nós que estamos do mesmo lado, mas nos deixamos cair na balcanização das disputas, ter autoridade moral perante aqueles que se deixaram cair na tentação da avaliação?!
Novembro 18, 2009 at 12:28 am
#22,
Mas há que discutir posições.
O problema não é esse.
O problema é que eu e o Ricardo Silva sabemos abrir hostilidades e fechá-las em campo aberto.
Só para dar um exemplo.
E eu nunca tentei obrigar ninguém a nada.
Novembro 18, 2009 at 12:31 am
Paulo
…venho aqui ,ao fim do dia,super cansada,sossegar um pouco antes d adormecer…hoje…bem,hoje há nuvens n horizonte…
Novembro 18, 2009 at 12:32 am
O OCTÁVIO tem lutado tenazmente por aquilo que todos nós ( penso eu) andamos a lutar.
O PAULO também, de outra maneira.
Os dois são seres humanos e pecam.
MAS AGORA QUE SE CONFESSARAM, porque não vão os DOIS à comunhão?!
Novembro 18, 2009 at 12:34 am
Escolheram bem a altura para vos dar a filoxera miudinha. É só coçar que isso passa ou se calhar não… do comer e do coçar tudo vai…
Novembro 18, 2009 at 12:35 am
#24,
Nem tanto assim…
#25,
Eu cá sou mais a atirar para a refeição.
É que a mim isto passa-me.
Até levar disfarçadamente, que há quem goste de dar, armado em subtilezas várias.
E depois os outros é que são “mestres”.
Novembro 18, 2009 at 12:36 am
Outra sugestão ide ouvir a Liga dos últimos. Rir alivia a vesícula.
Novembro 18, 2009 at 12:36 am
#26,
Discordo que se ocultem artificialmente discordâncias, andando a mandar mails a picar o vizinho.
Alguém que me demonstre quando é que eu mandei mails para divulgar nos contactos a atacar seja quem for.
O que escrevo, escrevo aqui, não mando dizer.
Novembro 18, 2009 at 12:37 am
A mim custa-me muito que isto aconteça… Até porque gostava que gente deste calibre ( falo do PAULO e do OCTÁVIO, mas tb de todos os que os que aqui e ali andam)se juntasse deveras e fizessemos alguma coisa de mais útil ainda que os comentários do dia a dia… QUE O SÃO!!!
Novembro 18, 2009 at 12:40 am
…d qq forma n temos q ter todos a mesma opinião sobre as mesmas coisas…o Paulo e outros têm feito um trabalho notável em prol d todos os professores…e é absolutamente normal q haja divergências…
…
Novembro 18, 2009 at 12:41 am
E me vou a vale de lençóis.
Bjs e abraços… a todo(a)s.
Novembro 18, 2009 at 12:42 am
Ou então deixemos a porcaria estar como está, e continuemos a queixar-nos…
Novembro 18, 2009 at 12:42 am
O bisconde a falar de monarquia.
-Gosto de ler. De ler um bom livro.
-O que está a ler.
-Neste momento não estou a ler nada, não, não.
Eis os treinadores de calidade.
Até o sportem leva. Ora pois.
Novembro 18, 2009 at 12:43 am
EMARIA:
E o que o regime quer é divergências não é?
Novembro 18, 2009 at 12:44 am
Estes movimentos de professores são como as bicicletas. Precisam de movimento e entram em desequilíbrio se tiverem de parar.
E depois ainda não se inventaram negociações e entendimentos com movimentos, o que limita sobremaneira as coisas…
Novembro 18, 2009 at 12:58 am
…#35
pois é CR
…mas nós n lhes daremos esse prazer!!!
Novembro 18, 2009 at 5:19 pm
Para o António Duarte e o arlindovsky:
Não vos mando para um certo sítio, porque sou educado.
Convém ainda assim que quando quiserem criticar o façam nomeando factos e pessoas.
Chamem os bois pelos nomes e não atirem bocas para o ar, generalizando. Quando falam dos movimentos nunca se esqueçam que estão a falar de professores. Apenas e só professores. Se quisessemos ser sindicato já o seríamos. Até já nos ofereceram um, de portas abertas. E lugares noutros. E mais não digo. A tudo dissemos não!
Porque não é essa a natureza da nossa intervenção, portanto, quanto a protagonismos estamos conversados.
Na APEDE, trabalhamos por amor à camisola e com uma enorme dedicação. Com reuniões até à meia noite, e mais tarde, muitos dias, muitos dias mesmo. Quando estes problemas estiverem resolvidos, e tivermos apresentado a nossa proposta global quanto à carreira, organização curricular e modelo de avaliação, que ninguém se preocupe com o protagonismo pontual que temos tido. Ele desaparecerá naturalmente com o tempo. Eu continuo sem me sindicalizar ou me filiar em algum partido. Se quisesse “conversa” já o teria feito, não acham? Ainda ontem, no Parlamento, demos mais uma contributo para esta luta. Os deputados do PCP, os dirigentes sindicais e os professores presentes saberão reconhecer isso. É quanto nos basta. Temos a intervenção cívica que temos porque não havia outro caminho, esta é uma luta justíssima e entrámos nela como professores, com a revolta que sentíamos no nosso dia a dia. Sentimos também que podíamos e devíamos dar um contributo para que a luta fosse ganha. Sem esquecer o mérito e a importância de tantos outros, de que o autor deste blogue é um exemplo, e o Mário Nogueira é outro. Mas nem sempre acertam. Nós também não. Por isso aceitamos as críticas. Não aceitamos é a OFENSA e MÁ LINGUA mais desavergonhada e infame. Para cima de mim, não!!! E desafio-os, aos dois, para discutirem comigo, cara a cara, a minha dignidade e carácter, interesses e motivações. Sejam homens e não meninos.
São capazes? Ou preferem estas críticas e juízos de intenção, mal intencionados e totalmente desprovidas de verdade?
Respeito, o que vos exijo é MUITO RESPEITO!
E se querem criticar alguém directamente, façam-no, têm todo o direito. Não se atrevam é a dizer “os movimentos” lançando o odioso para cima de tudo! É de muito baixo nível esse tipo de atitudes!
E sim, estou cansado, estou cansado de sentir, em certos momentos, depois de tantas horas dadas a esta luta, tantas reuniões, tantos kms, tantas posições escritas, tantas intervenções feitas, tantos tickets de estacionamento, tantas facturas de tlm, tanto e tanto tempo de descanso roubado, tanto e tanto empenho, sentir, dizia eu, a total incompreensão e a BRUTAL INJUSTIÇA que relevam de certos comentários rasteiros. Como tenho coração só posso acabar como comecei: não vos mando para um certo sítio porque sou educado. E porque sei que, quando falo ou escrevo, represento uma Associação de Professores, com registo notarial e essas coisas todas, o que me acarreta especiais responsabilidades e que exige calma e ponderação. Só por isso procuro respirar fundo e seguir em frente.