Nasceu como comentário, mas merece post:

Como sabem eu não entreguei os OI nem a FAA logo, em princípio, estou em situação de não ser avaliado.

Também, para já, estão no mesmo saco os colegas da minha escola que não entregaram os OI mas entregaram a FAA.

No entanto, com alguma sabedoria, a minha Directora só avaliará os professores no mês de Dezembro.

Serve esta pequena introdução, para alertar todos os colegas para as seguintes premissas algo pragmáticas:

1) Não é com vinagre que se apanham moscas.

2)Ostracizando professores que entregaram os OI, ostracizando professores titulares e ainda ostracizando professores que pediram Muito Bom e/ou Excelente PERDEREMOS ALIADOS IMPORTANTES PARA O NOSSO COMBATE.

EXISTEM AQUI COLEGAS QUE RESPEITO MUITO PELO SEU PASSADO DE RESISTÊNCIA, MAS QUE A NÍVEL DE ESTRATÉGIA NÃO OS QUERIA PARA GENERAIS.

Vejamos os factos:

a) A maior parte dos colegas, que conheço, e que pediram Muito Bom e Excelente, não estão de acordo com a divisão da carreira nem com esta avaliação. A nível das ideias, embora com algum peso da consciência, estão do nosso lado, mas ouvindo todos os dias os impropérios do nosso lado não me admira que se passem para o “outro lado”.

2 – O mesmo acontece com aqueles que entregaram os OI. Embora estejam em total desacordo com o governo, não duvido, que se continuamos a ostracizá-los, os perderemos indubitavelmente.

3 – O mesmo se passa com muitos professores titulares, muitas vezes dinamizadores das lutas nas suas escolas, mas que começam a sentir as suas “orelhas” quentes de tantas “varadas” que vão ouvindo nas escolas e nos blogues.

Isto das generalizações é muito perigoso. Se permanecermos hostis a muitas destas pessoas, não tenhamos dúvidas que ficaremos em minoria, logo mais frágeis na luta contra esta governo.

Logo é hora de cativarmos todos os colegas para o nosso lado.

A diferença entre os bons e os maus líderes da luta está na capacidade de reunir o maior número de soldados.

Deixem-se de idealismos puros e passemos a ter algum pragmatismo e uma certa dose de diplomacia!

Pedro Castro