Nasceu como comentário, mas merece post:
Como sabem eu não entreguei os OI nem a FAA logo, em princípio, estou em situação de não ser avaliado.
Também, para já, estão no mesmo saco os colegas da minha escola que não entregaram os OI mas entregaram a FAA.
No entanto, com alguma sabedoria, a minha Directora só avaliará os professores no mês de Dezembro.
Serve esta pequena introdução, para alertar todos os colegas para as seguintes premissas algo pragmáticas:
1) Não é com vinagre que se apanham moscas.
2)Ostracizando professores que entregaram os OI, ostracizando professores titulares e ainda ostracizando professores que pediram Muito Bom e/ou Excelente PERDEREMOS ALIADOS IMPORTANTES PARA O NOSSO COMBATE.
EXISTEM AQUI COLEGAS QUE RESPEITO MUITO PELO SEU PASSADO DE RESISTÊNCIA, MAS QUE A NÍVEL DE ESTRATÉGIA NÃO OS QUERIA PARA GENERAIS.
Vejamos os factos:
a) A maior parte dos colegas, que conheço, e que pediram Muito Bom e Excelente, não estão de acordo com a divisão da carreira nem com esta avaliação. A nível das ideias, embora com algum peso da consciência, estão do nosso lado, mas ouvindo todos os dias os impropérios do nosso lado não me admira que se passem para o “outro lado”.
2 – O mesmo acontece com aqueles que entregaram os OI. Embora estejam em total desacordo com o governo, não duvido, que se continuamos a ostracizá-los, os perderemos indubitavelmente.
3 – O mesmo se passa com muitos professores titulares, muitas vezes dinamizadores das lutas nas suas escolas, mas que começam a sentir as suas “orelhas” quentes de tantas “varadas” que vão ouvindo nas escolas e nos blogues.
Isto das generalizações é muito perigoso. Se permanecermos hostis a muitas destas pessoas, não tenhamos dúvidas que ficaremos em minoria, logo mais frágeis na luta contra esta governo.
Logo é hora de cativarmos todos os colegas para o nosso lado.
A diferença entre os bons e os maus líderes da luta está na capacidade de reunir o maior número de soldados.
Deixem-se de idealismos puros e passemos a ter algum pragmatismo e uma certa dose de diplomacia!
Pedro Castro
Novembro 17, 2009 at 9:16 pm
… e eu!
Novembro 17, 2009 at 9:23 pm
…mais eu..ou és mais do que eu:? Eu sou eu e mais ninguém do que eu sabe que o meu eu sou só eu e mais eu e ninguém mais ..só eu…
Novembro 17, 2009 at 9:27 pm
Pedro Castro
Já desabafámos tudo, não desabafámos? Há sapos e sapos. Tens quase 100% razão ( se bem que compreenda muito bem os colegas que não ta dão).
Já chega. Só estando juntos poderemos fazer frente ao verdadeiro inimigo, que joga com a nossa ética na mesma proporção em que a ética lhe falha.
Novembro 17, 2009 at 9:29 pm
O nosso maior inimigo somos nós próprios… farto de ver colegas a tentar pisar outros…
Cumps.
Novembro 17, 2009 at 9:31 pm
Pessoalmente não concordo que quem “pediu” avaliação científico-pedagógica para poder aceder a Muito Bom ou Excelente o tenham feito com a melhor das intenções.
Fizeram-no com sentido de oportunismo sabendo que, como a maioria se manteve firme, eram poucos e, por conseguinte, haveria quotas para todos.
Incendeiam as escolas se não lhes foi atribuído excelente em todos os parâmetros, com uma superioridade que mete dó.
Chico espertismo à boa maneira portuguesa…
Novembro 17, 2009 at 9:36 pm
“Fizeram-no com sentido de oportunismo sabendo que, como a maioria se manteve firme, eram poucos e, por conseguinte, haveria quotas para todos.”
É bem verdade, um colega por quem eu tinha algum respeito disse-me exactamente isso….
Novembro 17, 2009 at 9:40 pm
Dos casos que conheço, não há um único candidato a Excelente que não esteja disposto a dispensar as benesses e os “direitos adquiridos”. Os “direitos adquiridos” é uma invenção de Sócrates para baralhar a negociação.
Quando defendo que estes Excelentes não devem passar à frente de ninguém, espero não estar a hostilizar ninguém (nem a mim próprio, que também sou candidato sem me ter candidatado).
Novembro 17, 2009 at 9:50 pm
É importante dar passos no sentido da unidade dos professores e da defesa da escola pública. Depois há aspectos, nomeadamente na avaliação, que têm de ser corrigidos. Não faz nenhum sentido haver colegas que se queiram destacar através de um modelo falido. Se for verdade que são bons e excelentes, não o deverão mostrar com um modelo injusto e com a data do funeral marcada! Ainda com a agravante de ser à custa de vítimas que estiveram na primeira linha, na defesa da dignidade docente e dos valores da educação.
Novembro 17, 2009 at 10:04 pm
Muito bem Pedro!
Novembro 17, 2009 at 10:06 pm
Novembro 17, 2009 at 10:11 pm
Já andamos a falar sozinhos há muito tempo…
Novembro 17, 2009 at 10:35 pm
Pois é …
Não considero é que seja justo colegas que à boleia da o outro modelo, pediram tudo e mais alguma coisa para atingirem o muito bom e o excelente e agora pretendam usufruir disso para ultrapassar de uma forma ou de outra colegas que arriscaram e que estiveram na luta. os que estiveram presentes nas maiores manifs de sempre dos profs não podem ter duas caras. Coerência, acima de tudo. Ou se concorda com o anterior modelo (estão no seu direito )ou não se concorda e continua-se na luta sempre solidários com os colegas que não entregaram os OIs nem a FAA. O modelo está moribundo e quem acreditou que singraria falhou, ponto final.
Novembro 17, 2009 at 10:53 pm
Tens toda a razão, Pedro.
Sabes, acho que a grande maioria dos “estrategas” de que falas – apesar do enorme contributo nesta nossa luta e que eu faço questão de aplaudir -, ainda não entendeu que o coração não deve falar mais alto… pelo menos em certos momentos.
- A razão e a emoção não podem andar sempre de mãos dadas, meus caros!
As paixões e os idealismos extremados fazem, muitas vezes, com que deixemos de ver as coisas como elas são… ou como deveriam ser.
Eu espero que o “Tudo ou Nada – Eis A Nossa Divisa” não leve a um caminho em que muitos acabem por “desertar”…
…
…
…
Novembro 17, 2009 at 11:12 pm
De acordo com Pedro Castro. Claro que custa muito engolir alguns “atropelos”. Já há dias que ando a pensar que o mais importante é saúde. Será que estou a ficar maluca de ler tanto comentário? É que estas disputas e querelas nunca mais acabam. Já é altura de termos algum sossego.
Novembro 17, 2009 at 11:22 pm
Confesso a minha dificuldade em ultrapassar os acontecimentos do ano passado.
Quando era necessária a unidade na luta, foram os colegas que não entregaram OI acusados de pressionar os coitados que os decidiram entregar. Coitados sim, foi o que ouvi chamar, sem apoio de ninguém…
Hoje não posso ouvir nenhuma conversa sobre a avaliação sem sentir algo de muito negativo acerca da nossa “espécie” de classe. E agora como é que posso eu ser chamado à pacificação quando sei que foi a “adesão” ao modelo anterior a desbaratar o potencial de luta e a dar o excelente argumento político utilizado ad nauseum pelos nosso governantes?
Tenham paciência, há limites para a incoerência.
Claro que nada do que eu disse se aplica aos colegas que, com todo o respeito, concordam com o modelo ou foram obrigados (muitos foram, como no caso dos contratados) a participar em todas as fases.
Novembro 18, 2009 at 1:09 am
Maria 5#
“Pessoalmente não concordo que quem “pediu” avaliação científico-pedagógica para poder aceder a Muito Bom ou Excelente o tenham feito com a melhor das intenções.”
Quem lhe disse que as pessoas pediram avaliação científico-pedagógica SÓ para poderem aceder às classificações de mérito? Esta avaliação era obrigatória, no início, para avaliar o professor nas várias vertentes do seu trabalho e sempre houve quem a considerasse central. Quando passou a ser facultativa, muitos passaram a pensar que esta só faria sentido, para obter as classificações mais altas. Nem todos pensaram assim.
Ninguém tinha as classificações mais altas garantidas, à partida, ou tinha? Se eu entrar para uma turma com poucos alunos, tenho garantia de ter muitos níveis 5???
“Fizeram-no com sentido de oportunismo sabendo que, como a maioria se manteve firme, eram poucos e, por conseguinte, haveria quotas para todos.”
Acha que todos os que pediram esta avaliação, o bradaram aos 4 ventos, para que toda a gente soubesse? Terão posto anúncio na sala dos professores? Acha que era possível que cada um soubesse, ao certo, quantos eram no total, em cada Agrupamento? Acha que foram sempre poucos a pedir, em todo o país? Desconhece a realidade. Acha que os Conselhos Executivos mais adesivos se mantiveram impassíveis, à espera de receberem “inscrições”? “É já a seguir…”
Não sabe que as quotas só foram dadas a conhecer no final do ano? Como podiam todos saber se as quotas chegavam, ou não? Não sabe de casos em que as quotas tenham sido ultrapassadas? Não sabe que, nalgumas escolas, as aulas assitidas já tinham começado, quando apareceu o Simplex?
A Maria parte do princípio de que, quem teve avaliação científico-pedagógica, obteve automaticamente uma menção de mérito e até parece que não teve de se esforçar por isso. Não é verdade. Para muitos colegas, essa avaliação representou um trabalho acrescido, a todos os níveis. Estamos a falar de mais de uma dezena extra de parâmetros avaliados.
Claro que houve notas injustas, aliás, como sempre! Claro que houve pessoas que pensavam que o Complex teria um rigor que, na prática, não teve (eu fui uma das desenganadas)! Claro que houve quem distribuísse as menções de acordo com critérios pouco claros, não duvido!
Mas, por favor, não generalize. Esqueça isso. Estas menções não vão servir para nada. Quem as obteve de forma merecida, é porque fez um bom trabalho e isso basta-lhe. Quem as obteve através de algum esquema, não terá grandes hipóteses de voltar a fazê-lo (Oiks Alá).
Novembro 18, 2009 at 1:51 am
Pedro,
Confesso que depois de ler o teu comentário-post… só posso dizer isto: tens paletes de razão.
Abraço (de um soldado)
Novembro 18, 2009 at 2:59 am
“Para muitos colegas, essa avaliação representou um trabalho acrescido, a todos os níveis. Estamos a falar de mais de uma dezena extra de parâmetros avaliados.”
Temos pena:)
Claro que houve pessoas que pensavam que o Complex teria um rigor que, na prática, não teve (eu fui uma das desenganadas)!
Temos muita pena:)
Novembro 18, 2009 at 7:39 am
#7,
“Dos casos que conheço, não há um único candidato a Excelente que não esteja disposto a dispensar as benesses e os “direitos adquiridos”.”
Tens cá uma sorte, pá!
Já pensaste em jogar no euromilhões?
Novembro 18, 2009 at 8:16 am
Bom dia!
Eu já tinha comentado esta opinião do Pedro Castro e concordado com ela.
Valorizo o facto de ele nem uma única vez tentar atacar, criticar e julgar os colegas que pediram a avaliação em toda a extensão
Noto frequentemente que há quem pretenda ser o guardião da moral e da justiça e facilmente condena os que não agem como eles como pessoas execráveis, injustas,traidoras oportunistas e outros qualificativos.
Ao fazê-lo, esquecem-se que estão a dividir a classe em grupos, e a enfraquecê-la.
Depois ainda não compreenderam que bom ou mau,concorde-se ou não, há um quadro legal que enquadra o comportamento desses colegas que apresentaram os OI, pediram aulas assistidas e apresentaram a FAA !
Convençam-se que não haverá suspensão do modelo, ele será substituído por outro e haverá um modelo aceite por sindicatos e haverá os sindicatos do costume contra o novo modelo que ai vem.
Novembro 18, 2009 at 3:32 pm
Olá, Pedro!
Só agora vi este teu post. Conheci-te como PE da Escola Sec da Maia, simpatizei contigo e, à medida que te fui conhecendo, a minha admiração foi crescendo(vá…não te convenças… ainda não és o meu ídolo lolol). Palavras simples as que escreves neste post, mas muito acertadas! Espero que se alistem muitos “soldados” nesta tua “missão”.
Novembro 18, 2009 at 3:35 pm
Maria Campos
“Convençam-se que não haverá suspensão do modelo, ele será substituído por outro e haverá um modelo aceite por sindicatos e haverá os sindicatos do costume contra o novo modelo que ai vem.”
Não há nada para suspender! É um nado-morto!
Novembro 18, 2009 at 4:15 pm
Pedro Castro,
Bem-hajas.
#19
O Pedro pode acrescentar-me ao grupo de conhecidos que refere. Já o disse várias vezes.
#18
A vida é uma aprendizagem constante.
Novembro 18, 2009 at 10:34 pm
Comentário muito sensato (não acrescentaria nada) e muito oportuna a “elevação” a post.
Novembro 19, 2009 at 10:18 pm
Sensato até é… mas uma coisa sei… não conheço nenhum caso de um colega que não tendo entregue os OI (ou a FAA) anuncie, em público, que o tenha feito…