Ex-ministros criticam a insistência na suspensão
Roberto Carneiro e Júlio Pedrosa defendem que o verbo “suspender” deve ser alterado por “substituir” ou “construir” nas negociações sobre a avaliação dos professores. Ministra reúne-se hoje com as estruturas sindicais, que não abdicam da suspensão do actual modelo e do fim da divisão nas carreiras como pontos de partida para um entendimento futuro.
Dois ex-ministros da Educação, de áreas políticas diferentes, têm o mesmo ponto de vista face às negociações que arrancam esta manhã: resolver o conflito na Educação é urgente para o País. Mas para o fazer é preciso retirar a tónica do discurso da “suspensão” do actual modelo – princípio defendido pela generalidade dos sindicatos e partidos da oposição – e começar a conjugar o verbo “construir”.
Novembro 10, 2009
Novembro 10, 2009 at 8:48 am
Será que estão bem informados?
Como se pode construir um novo modelo sem suspender a divisão da carreira, prevista no ECD?
Não percebem que o cancro está aí?
Não percebem que nunca poderemos aceitar que uns colegas avaliem outros sem que haja diferenciação entre ambas as partes?
É que o essencial, ao contrário do que diz o Albino ( ao querer colar-se à “nova vaga” ministerial), não é a burocracia. Essa pode simplificar-se até uma folha de A4.
Novembro 10, 2009 at 8:57 am
Olha dois jeitosos.Também a ambos devemos muitas malfeitorias!
Novembro 10, 2009 at 9:44 am
Em minha opinião, não tivemos um MINISTRO que fosse na EDUCAÇÃO que se pudesse qualificar com BOM.
Do SUFICIENTE pra baixo sim…
Novembro 10, 2009 at 9:44 am
CLASSIFICAR, queria eu dizer.
Novembro 10, 2009 at 9:59 am
E qualificar de também, diria eu. Nós tivemos a mesma sorte que vós.
Novembro 10, 2009 at 10:23 am
E…
Novembro 10, 2009 at 10:47 am
Não é uma questão semântica mas uma questão substantiva. Se o ME suspender o modelo entra-se num vazio. O que não impede que a ME dê um sinal de boa-fé negocial e adie, desde já, os procedimentos relacionados com a ADD que deveriam arrancar já.
Neste aspecto Marcelo Rebelo de Sousa teve sentido de Estado ao recusar a suspensão do modelo de avaliação pela AR.
Novembro 10, 2009 at 11:40 am
Paroles, paroles…
Tanto me dá que suspendam, substituam, construam ou o raio que os parta, desde que acabem com esta m…. que já cheira muito mal!
Novembro 10, 2009 at 12:12 pm
O horror vacui, referido por alguns canastrões da nossa pequena e ridícula farsa política, é apenas mais uma “boutade” sem sentido, uma vez que se aplica a algo que não passa de um embuste cénico.
A avaliação até agora “implementada”, decorreu num clima de intimidação, conspiração e aldrabice, e o seu resultado será o equivalente ao das eleições no Afganistão: uma tragédia anunciada, ou melhor, neste caso uma tragi-comédia em versão Hollypimba!
E como de costume quem se vai lixar é o mexilhão-aluno embora a rocha-professor comece a apresentar algumas fissuras.
Novembro 10, 2009 at 12:13 pm
Deviam ter pensado assim quando foi a descolonizacao.
Tao preocupados que eles estao com o vazio…
Novembro 10, 2009 at 12:37 pm
Aí estão dois “independentes” para todo o serviço.
Daqueles que sabem bem “construir” a respectiva carreira…
Novembro 10, 2009 at 12:39 pm
Para memória futura:
http://apede.blogspot.com/2009/11/e-fundamental-que-nao-fiquem-nodoas-ou.html
O oportunismo não pode dar lucro!
Novembro 10, 2009 at 1:26 pm
— A Ministra da Educação no DR,
Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar. Onde está a Alçada?
Novembro 10, 2009 at 1:49 pm
Não gosto do Socrates, nem deste modelo se for aplicado na globalidade, mas Suspender já não é o termo correcto…
1º Nenhum modelo de avaliação será perfeito á partida. Logo se a Ministra estiver aberta a ngociações e a alterar o que for necessário, já era muito bom.
2º Já há demasiados efeitos retroactivos.
por exemplo, no final do ano 07/08 – foram avaliados contratados e vários professores que precisavam de progredir. Essa avaliação teve efeitos imediatos. Esses professores mudaram de escalão e de vencimento. Anulando esses efeitos, os professores terão que descer novamente de escalão e repor a diferença no vencimento que auferiram durante 1 ano e tal. Mesmo sendo 2 ou 3 mil já são muitos.
Novembro 10, 2009 at 1:49 pm
Chamem-lhe o que quiserem, deste que isto ande depressa e não nos dêm mais do mesmo!
Novembro 10, 2009 at 1:52 pm
Elimine-se e substitua-se, lá por causa disso.
Verbos de encher, estes gajos!
Novembro 10, 2009 at 1:55 pm
http://economico.sapo.pt/noticias/fenprof-esta-tudo-em-aberto_74068.html
Novembro 10, 2009 at 1:57 pm
# 14
Há demasiados efeitos retroativos, há!
Sem falar dos que não se veem nem dos que não se podem provar… falemos, por exemplo do caso dos professores que não foram avaliados por não terem entregado OIs, falemos de cargos atribuídos, falemos…
Novembro 10, 2009 at 1:59 pm
Ora construam uma casa e uma das paredes sobre um velho muro em ruínas…
Mesmo no mundo da reciclgem, há produtos que para serem reciclados têm de mudar radicalmente de estrutura, de função e … é verdade que também de aspecto.
Então, não se suspenda, recicle-se!
Novembro 10, 2009 at 2:04 pm
“Está tudo em aberto” diz Mário Nogueira.
Era o que faltava, que não estivesse!
E no concreto? Isto, assim, diz-me muito pouco.
Novembro 10, 2009 at 2:04 pm
A central de propaganda e manipulação (via o Jaquim da Oliveirinha) a funcionar a todo o vapor.
É preciso (muita) lata.
Muit(a) lata.
Assim vai o despaís.
Novembro 10, 2009 at 2:06 pm
Há porcarias que nem para reciclar servem.
Só contaminam…
Novembro 10, 2009 at 2:09 pm
# 14 sdsd
o que vé pedido é que os efeitos previstos para as avaliações ditas de mérito não seja contabilizado. E o que é isso? É poder passar à frente de outros para efeitos de concurso, é poder progredir mais rapidamente se tiver nova avaliação com o mesmo mérito.
E porque se pede isso? Porque as avaliações (que foram feitas, mesmo as que foram feitas com alguma seriedade, não foram feitas colocando todos no mesmo pé de igualdade. As avaliações foram feitas, fazendo ajustes e de acordo com uma parametrização feita on line, (após conclusão de todo o processo interno sem que os avaliados saibam que parametrização foi feita), para que as pessoas fossem cabendo nas quotas e não pelo “valor facial” do seu desempenho o que inviabiliza a igualdade de oportunidades, por exemplo nos concursos.
Claro que quem foi avaliado e mudou de escalão, mudou bem. O problema está na preversidade dos outros efeitos.
Novembro 10, 2009 at 2:11 pm
O ME e a Avaliação do Desempenho Docente: Má-Fé, Brejeirice e Mentira Pública!
O ME e o Governo que o tutela insistem em veicular para a opinião pública a falsa ideia de que em Portugal, antes da “geração Sócrates”, os professores não estavam sujeitos legalmente à avaliação do seu desempenho profissional.
Com efeito, muitas têm sido as inoportunas ocasiões em que, publicamente, a ministra da educação e até mesmo o primeiro ministro, têm ardilosa e falsamente invocado, em seu benefício, aquele argumento.
Perguntemo-nos: É ou não verdade que os docentes portugueses não eram (não são) avaliados?
Resposta possível número 1: SIM, os professores em Portugal são avaliados!
Na óptica oficial da União Europeia e dos governos que em Portugal antecederam o do
amnésico Governo do Engº Sócrates, no sistema educativo nacional vigorava um sistema de avaliação do desempenho docente, fazendo-se Portugal integrar no restrito grupo de países europeus em cujo sistema educativo se reconhecia oficialmente a existência e funcionamento de um efectivo sistema de avaliação dos seus professores.
Perguntar-se-á como é que isto se prova(?). É fácil, basta consultar a base de dados
oficial da UE (Eurydice) e verificar-se-á que nela se reconhece o óbvio: em Portugal, ao contrário de muitos outros países europeus, os professores eram efectivamente avaliados!
(crf:
http://www.eurydice.org/portal/page/portal/Eurydice/EuryPage?country=PT〈=PT&fragment=248
).
Eu sei que a Ministra MLR sabe disto e também sei que ela simula não o saber. Logo, das duas uma, ou ela assume publicamente a sua indecorosa mentira ou…
…ou então a ministra não é nem portuguesa nem europeia mas, quiçá, chilena.
É claro que este facto não a desculpabiliza de tanta insensatez e malfeitoria, mas num
País “democrático e moderno” como o nosso(?) esta reiterada brejeirice e mentira
políticas deveria conduzir natural e necessariamente à sua demissão. (Obs.: A este propósito recordo-me do episódio triste do ex-ministro do ambiente António Borrego, o qual, por publicamente, algures no interior do norte de Portugal, ter contado uma anedota de mau gosto, foi de imediato demitido por Cavaco Silva… Imaginem o que não teria já acontecido a Maria de Lurdes Rodrigues se o decoro democrático e a decência política fossem outros no Governo do Engº Sócrates);
Resposta Possível nº2: Para a União Europeia, o governo nacional diz que “sim, está instituído em Portugal um sistema de avaliação do desempenho dos docentes”; para os portugueses, o mesmo governo, diz que “não”. Conclusão: “NIM!”
Resposta e conclusão finais:
Os sindicatos dos professores devem exigir ao governo da nação que este preste
institucionalmente contas da sua pública, declarada e repetida MENTIRA, porquanto, tal como a UE está oficialmente informada, existe em Portugal um real e oficial modelo de avaliação do desempenho dos docentes. (Obs: Eu sei que é politicamente correcto e vulgar mentir aos órgãos institucionais da União Europeia, coisa que o ME faz reiterada e abusivamente com as medidas por si tomadas tendentes a mascarar as estatísticas do abandono e do insucesso escolares, mas, convenhamos, que fazê-lo tão descarada e displicentemente aos portugueses e aos professores, já ultrapassa a garantia ética minimamente exigida para que possamos continuar a ser cidadãos, não tanto da Europa, mas, ainda assim, do tal Portugal “democrático e moderno”);
Face ao exposto (comprovada que está a descarada mentira do governo da nação), entendo que os sindicatos dos professores estão legitimados para exigir:
a) Que o ME proceda à avaliação do modelo de avaliação do desempenho docente que vigorava em Portugal antes do seu desvario legislativo e, reposta a verdade, disso informe as instâncias supra-nacionais da UE;
b) Que se proceda à sua reformulação tendo por referência quer os resultados da avaliação referidos anteriormente quer os modelos de avaliação do desempenho docente em vigor na União Europeia, o que, a ocorrer, talvez conduza o ME à brilhante conclusão de que nos países mais evoluídos, “democráticos e modernos” da União Europeia, ou não existe qualquer modelo de avaliação do desempenho docente formalmente institucionalizado ou, como maioritariamente acontece, este faz-se depender dos resultados da avaliação
institucional (interna e externa) das escolas;
c) Que encarecidamente façam requerer ao Engº Sócrates e à sua ministra da educação um pouco mais de decoro político e de respeito cívico e institucional para com os
professores e para com os portugueses.
Fernando Cortes Leal
14 de Abril de 2008
Novembro 10, 2009 at 2:17 pm
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Desde a tomada de posse do actual Governo, que questiono, como é possível os anteriores responsáveis pela política educativa dos sucessivos governos, não virem defender-se dos golpes proferidos pelos actuais responsáveis políticos, sobre a incompetência de que deram provas durante os respectivos mandatos.
Se o sistema nacional de ensino foi e é hiper centrado na 5 de Outubro. Se cada nova equipa governativa escolheu e escolhe todos os responsáveis dos serviços centrais e regionais, que ordenam toda a política educativa às escolas e aos professores, desde as habilitações para a docência até aos procedimentos em face de comportamentos de indisciplina dos alunos, sendo os professores meros executores dessas políticas. Se em 34 anos de Democracia, não existe um único professor chamado à responsabilidade pelo sector…
Seria de esperar que o actual primeiro ministro e a actual ministra da Educação fizessem pesar sobre os responsáveis dessas políticas aquilo que designaram e designam de “maus resultados” do sistema e que os motivou a uma reforma. Puro engano. Os responsáveis, afinal, que impuseram às escolas e aos professores os seus normativos, regulamentos e programas (as “suas” reformas) não são responsáveis por, segundo os actuais governantes, os tais “maus resultados”. São os executores, os professores, os que não foram tidos nem achados no assunto! Paradoxal!
Vários dos anteriores governantes aplaudiram, na praça pública, o embuste, participando na farsa nacional dos actuais. Fazem parte do museu da 5 de Outubro! Duplo paradoxo!
Os opinadores, jornalistas, comentadores e todas as “espécies” que pululam pelos órgãos de comunicação social , seria suposto levantarem a questão básica da responsabilidade. Puro engano. Triplo paradoxo!
Os anteriores responsáveis pela política educativa nacional foram exaltados pelos feitos, reconhecidos publicamente pelos actuais governantes, ocupam lugares de destaque no actual governo pátrio, em empresas, instituições e programas e até são conselheiros do actual Presidente da República. Quarto paradoxo!
Afinal, o Sistema Nacional de Ensino era bom ou muito bom.
Infere-se que os actuais governantes, incluindo o actual presidente da República, assim o consideram.
Interessa mentir publicamente à população portuguesa.
Resta saber: com que objectivos?
Lista dos responsáveis pela política educativa durante 35 anos
http://www.debatereducacao.blogspot.com/2009/01/afinal-conclui-se-que-o-sistema.html
Novembro 10, 2009 at 2:17 pm
Maria Lisboa olá
É isso mesmo que dizes e está correctíssimo. Não se pede que ninguém regrida na carreira, reponha vencimentos, etc. O que se EXIGE é que os Mbons e Excelentes derivados da farsa que foi esta pseudo-avaliação não prevaleçam para efeitos de bonificação a concurso e aceleração de carreiras. Todos sabemos em que circunstâncias foram obtidos.
Novembro 10, 2009 at 2:33 pm
Anda muita gente e de qualidade a dar razão à Maria Campos!
Novembro 10, 2009 at 2:51 pm
Lindos. “Ambos os dois”.
Novembro 10, 2009 at 2:57 pm
Novembro 10, 2009 at 3:01 pm
Novembro 10, 2009 at 3:17 pm
Claro que Sócrates não irá cometer esse disparate político. Se quiserem suspender a avaliação, ou acabar com a divisão da Carreira, que o façam no Parlamento. Nem vale a pena ter ilusões sobre isso. Os custos dessa decisão serão para quem tiver a ousadia.
Novembro 10, 2009 at 4:04 pm
Um tal Fernando Cortes Leal, citado atrás, pergunta:
“É ou não verdade que os docentes portugueses não eram (…) avaliados? Resposta possível número 1: SIM, os professores em Portugal são avaliados!”
Esta resposta está absolutamente correcta. No plano formal. Mas como por aqui já disse muitas vezes a avaliação vigente antes do actual ECD era uma farsa (e por favor não me atirem que a actual também é muito má, que era inexequível, o que se demonstra pelos sucessivos remendos que foi sofrendo, etc., etc., concordo com tudo isso). Era uma farsa pela simples razão de que cumpridas determinadas obrigações TODOS os professores (com raríssimas excepções, das quais não conheço pessoalmente nenhuma) obtinham a classificação de Satisfaz, tornando a carreira docente, NA PRÁTICA, uma carreira cuja progressão dependia do tempo de serviço.
O que se deve é regulamentar, de uma forma séria e exigente, o estipulado no ponto 2 do Art.º 39º da Lei de Bases do Sistema Educativo que cito:
“A progressão na carreira deve estar ligada à avaliação de toda a actividade desenvolvida, individualmente ou em grupo, na instituição educativa, no plano da educação e do ensino e da prestação de outros serviços à comunidade, bem como às qualificações profissionais, pedagógicas e científicas.”
Novembro 10, 2009 at 4:35 pm
Sinceramente não sei se o ME quer sinceramente negociar ou, pelo contrário, quer protelar.
Lembremos que se o ME quiser protelar e prolongar estas negociações até Dezembro sem suspender o modelo de avaliação em vigor, vamos ter até final de Dezembro cerca de 80% a 90% avaliados. Neste foram avaliados cerca 50000 professores de um universo de cerca de 140000, ou seja uma minoria. Arrastando e protelando no tempo o governo vai conseguir que a maioria dos professores sejam classificados até Dezembro e terá margem de manobra política para dizer que a maioria dos professores foram avaliados lançando uma nova onda de propaganda. Conseguido esse objectivo, teremos os professores novamente divididos e o governo poderá adiar para as calendas gregas a revisão do ECD.
Espero que os sindicatos e os movimentos não sejam ingénuos.
Sou sempre daqueles que afirmo que José Sócrates é um homem que joga ao ataque.
Estejam atentos!
OS sindicatos, movimentos e de uma forma geral os professores devem jogar sempre em antecipação e não voltar a cometer os mesmos erros do passado.
Novembro 10, 2009 at 4:35 pm
#33 Neste momento foram avaliados….
Novembro 10, 2009 at 4:40 pm
# 32
Kafka coloco-lhe a seguinte questão:
Que sistema de avaliação de professores preconiza dentro do espaço da União Europeia?
Ou será que prefere o modelo de grelhas americano?
Novembro 10, 2009 at 4:42 pm
#32:
“…regulamentar, de uma forma séria e exigente…”
Eis uma conversa que não me convence. Seriedade e exigência são a última coisa que os actuais governantes podem exigir aos governados em geral e aos professores em particular.
Nós bem vemos como eles ascendem a cargos públicos ou semi-públicos, como compram habilitações, como enriquecem sem causa e sem esforço.
Desde o primeiro-fax das aldrabices e dos esquemas até à ministra da qual nem o sorriso nem o próprio nome que usa são verdadeiros.
Se insistem muito nesta tecla, acaba toda a gente a rir-se-lhes na cara!
Novembro 10, 2009 at 4:47 pm
Pedro Castro disse:
“Kafka coloco-lhe a seguinte questão:
Que sistema de avaliação de professores preconiza dentro do espaço da União Europeia?”
A proposta da FNE de ADD constituia um bom ponto de partida.
Já agora: relativamente à anterior ADD estou a dizer alguma “inverdade”, com o agora se costuma dizer?
Novembro 10, 2009 at 4:49 pm
FAÇO UM AVISO:
ALGUÉM ME SEGREDOU QUE O GOVERNO VAI PROTELAR AS NEGOCIAÇÕES ATÉ CONSEGUIR LANÇAR A CONFUSÃO.
ESSE ALGUÉM ESTÁ BEM LÁ POR DENTRO…
SOLICITO AOS SINDICATOS E MOVIMENTOS QUE NÃO SE DEIXEM CAIR NO ENGODO.
EXIJAM UM PRAZO CURTO AO GOVERNO PARA SUSPENDER O SIMPLEX 3 E ARRANJAR UMA SOLUÇÃO RÁPIDA PARA O SIMPLEX 2. FINDO ESSE PRAZO VOLTEM-SE PARA A ASSEMBLEIA.
QUEM AVISA, AMIGO É…
Novembro 10, 2009 at 4:57 pm
#38, Pedro, já vi que tens notícias mais recentes.
Se assim for, acho que tens toda a razão: há um prazo para estas negociações.
Devemos fazer essa exigência, até pq as escolas têm de saber se podem, realmente, retirar o calendário do 2º ciclo avaliativo.
Novembro 10, 2009 at 5:00 pm
#33, Pedro, qdo dizes:
“Arrastando e protelando no tempo o governo vai conseguir que a maioria dos professores sejam classificados até Dezembro e terá margem de manobra política para dizer que a maioria dos professores foram avaliados lançando uma nova onda de propaganda. Conseguido esse objectivo, teremos os professores novamente divididos e o governo poderá adiar para as calendas gregas a revisão do ECD.”
…que diferença há entre isso e a situação actual. A única coisa que falta é saírem as notas da 1ª avaliação, certo?
Se decidirem que essas notas não serão suspensas, tanto faz que seja agora como em finais de dezembro, certo?
Novembro 10, 2009 at 5:00 pm
#32:
“Era uma farsa pela simples razão de que cumpridas determinadas obrigações TODOS os professores (com raríssimas excepções, das quais não conheço pessoalmente nenhuma) obtinham a classificação de Satisfaz, tornando a carreira docente, NA PRÁTICA, uma carreira cuja progressão dependia do tempo de serviço.”
E quem é que lhe diz que com o modelo actual não se passaria o mesmo, apenas substituindo o “Satisfaz” pelo “Bom”?
Só um Director estúpido ou completamente ignorante em matéria de gestão de recursos humanos iria atribuir menos do que Bom na avaliação dos professores. Só cretinos como alguns que passaram nos últimos anos pelo ME podem achar que se motiva trabalhadores qualificados castigando-os com más avaliações.
Se duvida, vá verificar o que se passa nos outros serviços públicos: as chefias que dão más notas aos funcionários acabam por ficar com os piores, porque os outros, mais empenhados e qualificados, acabam por concorrer para outras repartições ou serviços com melhor ambiente, onde o seu trabalho seja mais valorizado e as perspectivas de carreira não lhes sejam cortadas.
A realidade não é tão simples como nos manuais de sociologia para totós do ISCZÉ. Nem tudo o que parece, é!
Novembro 10, 2009 at 5:02 pm
#23, Maria Lisboa, tu tens toda a razão, bem como as outras pessoas que aqui se têm manifestado contra essa injustiça.
Eu só temo que seja impossível sair desta situação se houver uma “guerra entre professores”.
Novembro 10, 2009 at 5:04 pm
Os sindicatos mais não fazem que tentar elevar a moral das tropas. Na realidade a avaliação continuará. No horizonte de médio prazo os avaliadores poderão estar no pedagógico e o processo poderá vir a ser reduzido à auto-avaliação. Para além disso é a ilusão da propaganda. Reparem, se Sócrates tem isso garantido através do Parlamento, para quê promover o Nogueira?
Novembro 10, 2009 at 5:06 pm
#43, Sócrates tem isso garantido através do Parlamento??
Isso o quê??
Novembro 10, 2009 at 5:06 pm
#37
“Já agora: relativamente à anterior ADD estou a dizer alguma “inverdade”, com o agora se costuma dizer?”
1- Tem alguma razão. Algumas escolas nem se liam os relatórios fazendo-se somente a confirmação dos créditos das acções frequentadas. Mas ao menos os professores tinham o trabalho de fazer um relatório.
2- Mas com este simplex e com os modelos grelhados ainda foi pior. Na maior parte das escolas quem entregou os OI e preencheu FAA fez somente “copy e past” adaptando a grelha ao seu caso particular. A maioria dos directores, que já classificou colocou o carimbo de BOM, não tendo sequer dado ao trabalho de ler as grelhas.
3- Para quem pediu o complex assisti de tudo. Até houve classificação de aulas assistidas que não ocorreram…, para não falar de classificações combinadas entre o professor avaliador e o professor avaliado.
Logo Kafka está a ver que isto vai ser muito complicado.
A mim não me choca o modelo implementado no sistema privado de ensino.
Novembro 10, 2009 at 5:11 pm
#23 e #42- A perversidade deste processo Kafkiano, se calhar em Blue, foi, para além do insulto, a aleivosia, a de ter facilitado, direi mesmo, provocado, a desigualdade dos professores perante a avaliação. Desde pessoas que não entregaram OI e FAA, até as que tivessem requerido aulas assistidas, tudo foi possível.
Anarquia, sim,mas não tanta!
Novembro 10, 2009 at 5:14 pm
REB
NÃO DEIXEM PROTELAR, PLEASE…
ACHO QUE OS SINDICATOS DEVEM PARTIR PARA A PRÓXIMA REUNIÃO COM EXIGÊNCIAS IMEDIATAS.
OU O GOVERNO DIZ SIM OU NIM!
SE DISSER NIM VIREMOS AS ANTENAS PARA A ASSEMBLEIA.
A ASSEMBLEIA REVOGA e O GOVERNO QUE FAÇA DEPOIS AS SUAS PROPOSTAS PARA A MESA DAS NEGOCIAÇÕES.
NÃO DESPERDICEMOS UM MOMENTO ÚNICO! OS PARTIDOS DA OPOSIÇÃO ESTÃO DISPONÍVEIS PARA REVOGAR.
O GOVERNO QUER PROTELAR PARA DIVIDIR.
Novembro 10, 2009 at 5:21 pm
Pedro Castro, a intervenção da AR é suposto prosseguir. Ainda hoje o Mário Nogueira explicou que é preferível que a oposição suspenda a ADD no Parlamento, pois é evidente que isso é uma coisa que o governo se recusará a fazer.
Os socratinos dar-se bem com canudos comprados e a assinar com nome falso, mas em certas coisas são muito orgulhosos…
Novembro 10, 2009 at 5:22 pm
#47-Absolutamente de acordo. Uma semana para fazer uma agenda? Estas escreventes, são lerdas…
Novembro 10, 2009 at 5:23 pm
lá foi uma virgula amais…
Novembro 10, 2009 at 5:40 pm
Já estamos informados quem é o ME – Sócrates.
Alguém (no seu juízo perfeito) acredita em negociações com um ME destesssssssssssssssssssssssssssssssssssss?!
Novembro 10, 2009 at 5:55 pm
António Duarte disse:
“E quem é que lhe diz que com o modelo actual não se passaria o mesmo, apenas substituindo o “Satisfaz” pelo “Bom”?”
Eu não estou a falar do modelo actual PORRA! Estou a falar do antigo ECD que vigorou quase 17 anos. 17 anos… Deixemos de pensar em termos dicotómicos. Tive o cuidado de deixar claro que não estou a favor da actual ADD.
Pedro Castro disse:
“Tem alguma razão. Algumas escolas nem se liam os relatórios fazendo-se somente a confirmação dos créditos das acções frequentadas. Mas ao menos os professores tinham o trabalho de fazer um relatório.”
Meu caro deixe-me agradecer-lhe do fundo do meu coração. É primeira vez que alguém neste blogue e noutros reconhece que, de facto, a anterior ADD era uma farsa. Quanto ao facto de anteriormente os docentes terem de escrever um relatório que quer eu lhe diga? Se em alguns casos esse relatório nem era lido que bem é esse facto trouxe ao mundo? Nenhum! Que melhoria pessoal e organizacional o modelo implicava: zero ou próximo disso.
Os colegas com uma carreira razoavelmente longa e com um perfil de profissionalismo docente pensaram, seguramente, ao longo do seu percurso profissional, qualquer coisa como: “Por que carga de água me ando a matar a trabalhar e um caramelo que faz os mínimos ganha o mesmo salário do que eu?” Nunca encontraram colegas profissionalizados que vos disseram na cara que a sua verdadeira profissão não era ser professor mas antes uma outra que desempenhavam nos tempos livres deixados pela docência? Eu tive vários! Até encontrei uma colega, há mais de uma década, que conseguiu ser eleita para o Conselho Pedagógico porque queria usar a redução de tempo lectivo para se dedicar a uma empresa que tinha aberto com o marido…Serão casos extremos e raros. Seguramente. Mas são em número suficiente para nos fazer pensar que antiga ADD não premiava o mérito e o profissionalismo.
Espero que os sindicatos e ME cheguem a um entendimento aceitável e justo. Para mim uma coisa é clara: o tempo da avaliação da treta acabou.
Novembro 10, 2009 at 6:03 pm
#33/#38
Pedro Castro,
qualquer dia reformo-me e dedico-me à “vidência”
comentário # 150 em:
http://educar.wordpress.com/2009/11/05/para-memoria-futura-2-2/
Novembro 10, 2009 at 6:08 pm
Parlamento debate avaliação dos professores na próxima semana
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1416445
Novembro 10, 2009 at 6:10 pm
É só um problema semântico. Penso que suspender significa “deitar ao lixo”;
SUSPENDER DEVERÁ AINDA SIGNIFICAR:
TERMINAR
PARAR
CESSAR
ACABAR
FINDAR
MUDAR
ESQUECER
DEITAR AO LIXO
SUSTER NO AR ETERNAMENTE (MÍNIMO 800 KM)
IMPEDIR
PROIBIR
VETAR
Novembro 10, 2009 at 6:29 pm
# 53
” (…) ao afirmarem que o dossier vai ser negociado com os sindicatos, retiram à AR a sua atenção deste problema porque os partidos vão ficar na expectativa e vão embrenhar-se moutros assuntos enquanto esperam pelos resultados da negociação, quebrando-lhes, desta forma, o ímpeto com que chegaram à nova legislatura. As negociações vão recomeçar, mas já todos conhecemos como são feitas as negociações dum governo sob a alçada deste sr e quais as instruções com que a srª vai: dar uma corzinha (assim a tender para o rosa, de preferência), mas não mudar muito o que está feito. E enquanto se negoceia faz-se por cansar o pessoal com um sorriso…” ML
Eu sempre afirmei que os sindicatos dos professores trairam os professores.
Vão continuar? Esta é a minha única dúvida.
Parece que sim.
Novembro 10, 2009 at 6:32 pm
“Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de avaliação do desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos!
Fonte: Público de 28/10/09
Santana Castilho
Novembro 10, 2009 at 6:33 pm
Todo o artigo referido em # 57
Aqui me têm como sou, dizendo aos que têm a generosidade de me ler o que me vai na alma. Não sou hipócrita nem cultivo falsos respeitos. Se vejo claro o que aí vem, por que insípida postura me iria escudar em convenientes benefícios de dúvida? Qual benefício para quem afirmou, com sorriso de leste a oeste, à espera dos aplausos da plateia, dar o seu “inteiro apoio à política educativa que tem vindo a ser seguida” e considerar “que é importante a prossecução e aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado”?
Esta é a segunda referência escrita que faço à actual ministra da Educação. A anterior já me valeu 3 mimos: inconveniente, radical e extremista. Assim seja. Sou inconveniente para os dissimulados e radical para os que se especializaram em protelar. Aceito o extremismo. Mas mais extremistas que eu são os que atacaram extremamente os professores, a escola pública e o ensino sério. E esses vão continuar, enquanto não se lhes responder de forma extremamente resoluta.
De Isabel Alçada conheciam-se meia centena de livros de fantasias para crianças. Mas nenhuma ideia expressa sobre Educação, para adulto ler. Hoje já temos 3 discursos políticos, bem recentes, e um quadro de comunicação não verbal, que só escapa aos incautos. Tudo visto, são discursos que revelaram uma organização de ideias confrangedora, recheados dos clichés repetidos ad nauseam durante os últimos 4 anos, medíocres do ponto de vista da semântica e da construção frásica, onde os erros de concordância surpreendem.
Ficou-lhe mal elogiar tanto o seu Plano Nacional de Leitura. Esse e o da Matemática. Os planos nacionais são expedientes a que se recorre quando as primeiras instâncias falham e não se sabe corrigir o que está mal. Custam muito dinheiro, jogado em cima do que já existe para obter os mesmos resultados. No caso da leitura, o plano sucedeu a anos a menosprezar o ensino do Português, a substituir os clássicos por panfletos de cordel e a tornar a gramática para crianças numa charada de linguistas. No que toca à Matemática, entregou-se a concepção e a execução do plano aos que tinham sido apontados como responsáveis pela situação que o mesmo se propunha corrigir. Sem mais! Esta é a sinopse do verdadeiro contexto de elogios ocos.
Ficou-lhe mal dizer que o Magalhães e o plano tecnológico nos tinham colocado na primeira linha do desenvolvimento. São tiques de deslumbramento terceiro-mundista, sem credibilidade, que minam o desejável recato de qualquer começo. Ficou-lhe mal a alusão encomiástica às novas oportunidades e ao ensino profissional. Os professores sabem que, descontadas poucas situações de funcionamento sério, uma e outra iniciativa são farsas e manipulações grosseiras das pessoas e das instituições. Ficou-lhe muito mal a protecção que deu à clausura das crianças na escola, de sol a sol, e a cobertura que não regateou à moderna escravização administrativa dos docentes. Foi-lhe desfavorável a versão, inverosímil, segundo a qual o convite e a aceitação surgiram momentos após a sua declaração pública em contrário e escassas horas antes do anúncio oficial. Aceitaram os que acreditam no Pai Natal. Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil.
Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela. Lurdes Rodrigues já pensou por ela. Aliás, no fim da cerimónia de remodelação governamental, a agora ex-ministra foi profética quando sublinhou, repetidas vezes, com o cinismo que a caracteriza, a sua muita confiança no novo governo. Os mais atentos sabem que tem razão, porque Isabel Alçada não tem identidade política. Melosa e sorridente, foi alistada para continuar a contar histórias, agora aos professores. Da política tratará Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva e Francisco Assis.
Fala-se muito no poder da Assembleia da República para corrigir os erros de política educativa da anterior legislatura. Mas desvaloriza-se, nessa fé, a circunstância de Sócrates não os reconhecer. Desvaloriza-se, nessa compreensível ânsia de sacudir um jugo de 4 anos, que uma coisa é a cavalgada fácil do descontentamento generalizado, para colher votos, outra é entender a importância estratégica da Educação. Como tal, a realidade mostra que os partidos, todos os partidos, a ignoram.
Imediatamente após ter sido indigitado primeiro-ministro, Sócrates assumiu, para espanto dos sensatos, que tanto lhe dava uma coligação com o PSD, como com o PCP, CDS ou BE. Revelou assim, sem delongas, a ideologia do PS que lidera e a manhosice que porá na navegação táctica que se segue. Na peugada, aliás, recordo-o para os de memória curta, de Soares e Guterres: o primeiro meteu rapidamente o socialismo na gaveta, para governar com o CDS; o segundo trocou sem rebuços a coerência política por umas fatias de queijo Limiano.
Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de avaliação do desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos!
Fonte: Público de 28/10/09
Santana Castilho
Novembro 10, 2009 at 6:50 pm
#56
Ana Henriques,
O que escrevi não tem a ver com os sindicatos mas com as intenções do governo.
Talvez o resultado tenha sido sentido pelos professores como uma traição dos sindicatos, mas não creio que tenha sido essa a intenção de MN quiando assinou o memorando. Parece-me que esse memorando resultou de uma tentativa de manter a plataforma junta. Não concordei com ele e “talvez” tenha sido um erro. No entanto, não sei até que ponto se conseguiria manter a classe unida e com peso reivindicativo se a plataforma tivesse “estourado”. Não sei se apenas com os movimentos e um ou outro sindicato, mostrando quebras na nossa força, teria sido possível congregarmos o apoio de todos os partidos e conseguido uma alteração do sentir da opinião pública. Talvez… não sei.
O que sei é que assim que saíu o último simplex e deixou de haver a pressão das aulas assistidas e de outras burocracias, a maioria dos professores desmobilizou e passou, novamente, ao “logo se vê”, ao isto há-de resolver-se.
Não me senti traída, senti-me magoada por haver sindicatos dispostos a aceitar migalhas, a demarcar-se em troca de uma qualquer miragem e a obrigar a que outros empreendam acções que os coloquem em situação de risco perante os professores, em geral, e os seus sócios, em particular. O problema é que são sempre os mesmos. E de má memória recordo-me de um outro tempo, de uma outra mobilização, quase total, dos professores, desmarcada à meia-noite e traída por uma assinatura à 1 da manhã.
Penso que o memorando teve como finalidade evitar uma situação semelhante. Atrasou o processo, a maioria de nós sentiu-se traído, mas uma assinatura/aceitação de uns teria-nos colocado o jugo para mais uma vintena de anos.
Novembro 10, 2009 at 7:03 pm
# 59
“O que escrevi não tem a ver com os sindicatos mas com as intenções do governo.”
Maria Lisboa,
E os sindicatos de professores são (assim) tão ingénuos que se vão enfiar novamente na boquita do lobo.
Essa nunca pegou comigo, quanto mais agora (…)
A tal ladainha da “esquerda” e da “direita” & tal. E o kerido e amado líder a jogar com a vida de todos.
Essa já não pega comigo, Maria Lisboa. Aliás, nunca pegou.
Novembro 10, 2009 at 7:05 pm
#53
“Pedro Castro,
qualquer dia reformo-me e dedico-me à “vidência” ”
Maria Lisboa começam a surgir sinais de dentro do PS que começam a discordar da esquizofrenia de JS.
Quem me avisou é um desses que somente agora entendeu que o seu senhor está a conduzir o País para o abismo.
Sinto que JS quer manter-se no poder a qualquer preço porque, para já, esse poder o está a defender de alguma coisa…
Vamos ter nos próximos dias a manobras muito perigosas com o intuito de distrair os incautos.
Novembro 10, 2009 at 7:06 pm
# 61 Ler
Vamos assistir nos próximos dias a …….
Novembro 10, 2009 at 7:09 pm
MÃOZINHAS!
É a velha história das “mãozinhas”. Ou melhor, ter ou não ter. No bridge, curioso jogo perfeito, o sábio jogador, inebriado pelo carteio, busca as “mãozinhas” miraculosas. A estatística é para tais artistas, assunto sagrado e memorável. O que lhes interessa é, afinal, o prémio do jogo – honestíssimo e reparador. Mas o jogador não deve ser impetuoso. Audaz, talvez. Iluminado, decerto. Nunca fogoso nas vozes ou carteio. As “mãozinhas” são quase sempre cumpridoras.
Ora acontece que estes nossos dias-ligados-a-dias têm sido obscuros e inconsistentes. Estranhos! E não se fala aqui desse palavreado que é vertido nas caçoulas perfumadas dos jornais ou do que por aí é vibrantemente (re)dito, aliás muito bem joeirado pela turba dos Marcelinos, sobre a etérea governação do próximo governo do sr. engenheiro. É que entre o idiotismo do grupo do sr. Sócrates e o folhetinismo sobre a D. Manuela, a nossa educação política carece de sentimento e de decoro.
Tal como no carteio do bridge se trabalha para fazer as “passagens” de mão, também o sr. Sócrates se encontra viciado desse espírito assombroso. Festejar as “mãozinhas”, não delapidar o pecúlio do grupo de interesses, fazer as passagens certas (à esquerda ou à direita) será o espectáculo vulgar com que o sr. Sócrates se banqueteará. Os Marcelinos não irão faltar nessa saloiice de ameaçar com a trova de novas eleições e a vinhaça (já velha) de maioria absoluta.
Porém não basta tal carteio deslumbrado. É que, e antes do mais, é preciso ter jogo para jogar e ir a jogo. No bridge, como na palestra política, o bluff é puro disparate.
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Governo
” Porém não basta tal carteio deslumbrado. É que, e antes do mais, é preciso ter jogo para jogar e ir a jogo. No bridge, como na palestra política, o bluff é puro disparate.”
Com a central de propaganda, ou maioria absoluta total na comunicação social logo totalmente controlada será que é possível as pessoas darem-se conta de …
“Porém não basta tal carteio deslumbrado. É que, e antes do mais, é preciso ter jogo para jogar e ir a jogo. No bridge, como na palestra política, o bluff é puro disparate.”
Novembro 10, 2009 at 7:12 pm
Dúvida que se coloca
Quem pode autorizar escutas sobre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça?
(no blasfémias)
Novembro 10, 2009 at 7:13 pm
“Vamos ter nos próximos dias a manobras muito perigosas com o intuito de distrair os incautos.” – 61
Já deram um “ar da sua graça” …
Estou atenta.
Novembro 10, 2009 at 7:20 pm
“O Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo da magistratura judicial em Portugal, já decidiu decretar a nulidade das certidões envolvendo escutas em que aparece o primeiro-ministro José Sócrates.
Segundo apurou o Expresso, a decisão do STJ, presidido por Noronha do Nascimento, baseou-se no facto de escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior.”
Tem piada. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça tem feito um conjunto de declarações POLÍTICAS (sendo ó representante do Poder Judicial!!!) totalmente de cariz partidário.
Assim vai o despaís.
Novembro 10, 2009 at 7:21 pm
# 61
“Apanha”
… pr.
Novembro 10, 2009 at 7:27 pm
Artigo no CM (de ontem, creio) Juíza pede todos documentos com carimbo de “assuntos sobre segredo de justiça” ao chefe máximo das secretas na dependência do sokas a propósito do julgamento do jornalista da Visão que foi processado e despedido por ter escrito um artigo sobre um poder paralelo, sobre a alçada do sokras, sem qualquer tipo de controlo e totalmente “fora da lei”.
Novembro 10, 2009 at 7:39 pm
Não se encostem à parede…não!
Novembro 10, 2009 at 7:55 pm
Correcção ao meu comentário # 68
Queria dizer “assuntos sobre segredo de ESTADO”
Novembro 10, 2009 at 8:00 pm
O tempo da “avaliação da treta” acabou, diz a criatura que tem horror ao vazio.
Como se a sua substituição por uma treta de avaliação tornasse a educação mais séria ou mais eficaz.
Mas sem mais nem menos, na base da submissão dos sindicatos, da propaganda e da lavagem cerebral, praticamente toda a gente aceita aquilo que mais não serve do que a domesticação da espécie docente.
O problema central reside na formação e na habilitação dos docentes, na ideologia destilada e difundida nas escolas, e a simples avaliação dos docentes em funções, em nada irá modificar o clima de melancolia e de caos organizado que se vive actualmente no sistema educativo.
Enquanto os sindicatos, as contadoras de histórias para crianças e os imbecis dominarem a educação, nada de significativo irá mudar, com tendência para se agravarem ainda mais os problemas, a partir do momento em que os alunos permanecerem prisioneiros nas escolas até aos 18 anos de idade.
Novembro 10, 2009 at 8:18 pm
alunos permanecerem prisioneiros nas escolas até aos 18 anos de idade.
18?
Penso que será mais até fazerem os 19 anos.
Acordão de um tribunal constitucional.
Novembro 10, 2009 at 8:25 pm
E ninguém sente necessidade de avaliar esta gente??!!Estamos a servir de entertainers do Pís, é o que é!!
Só falta andarem todos à chapada a ver quem melhor limpa o c* ao líder sem ficar também borrado!
«Presidente do STJ não confirma (nem desmente) nulidade das escutas
Noronha de Nascimento remete esclarecimentos para o PGR, que está à espera de uma resposta de Coimbra
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O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não confirma que despacho lhe mereceram as duas certidões do processo «Face oculta» enviadas pela Procuradoria-Geral da República em Julho deste ano.
Refira-se que a edição online do jornal Expresso avança que o STJ considerou nulas as escutas das conversas telefónicas entre Armando Vara e José Sócrates, justificando esta decisão com o facto de as escutas que envolvem o primeiro-ministro não terem sido previamente validadas por um tribunal superior.
Em entrevista à TVI, Noronha do Nascimento não confirma esta notícia, dizendo apenas que as certidões já não se encontram nas suas mãos e que quem tem de dar esclarecimentos sobre isso é a Procuradoria Geral da República, que tutela o inquérito.
Noronha do nascimento diz ainda que não há mais certidões em análise porque faltam elementos que há muito foram pedidos. «Hoje de manhã encontrei-me com o senhor Procurador-Geral. Ele já disse à comunicação social que está à espera de algumas certidões que pediu há uns dias e que curiosamente ainda não chegaram – sei de que certidões se tratam -, para tomar uma decisão final», referiu.
Quanto questionado sobre as escutas a José Sócrates e o que lhes aconteceu, foi peremptório: «Perguntem-lhe [ndr: ao PGR], porque já cá não estão. Não sou eu, que estou sujeito ao segredo de justiça, que vai agora dizer o que se passou ou que não se passou».
Questionado sobre esta posição do Supremo Tribunal, Pinto Monteiro afirmou que está à espera das informações que pediu ao Procurador de Coimbra. E mais não disse»
Novembro 10, 2009 at 8:35 pm
Expliquem-me esta notícia sobre o CDS:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1416439
Novembro 10, 2009 at 9:40 pm
Reb (74)
Notícia …?
?
O ‘amigo Joaquim’
O universo da Comunicação Social esteve sempre presente nas dezenas de conversas entre Armando Vara e José Sócrates, escutadas pela Polícia Judiciária de Aveiro e anexas a certidões que se encontram desde Julho passado na Procuradoria Geral da República. O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias – que detém títulos como o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF –, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim*’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências.
Correio da Manhã
*Não esquecer que o ‘amigo Joaquim’ é o patrão do ‘amigo Marcelino’.
http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/3420004.html
Não esquecer que o ‘amigo Joaquim’ é o patrão do ‘amigo Baldaia’ (TSF)
Novembro 10, 2009 at 9:44 pm
Face Oculta: CDS desconhece donativos de Godinho
Secretário-geral do CDS, João Almeida, afirma que cheques não constam das contas centrais do partido. «Não se distraiam atenções», diz Portas.
O secretário-geral do CDS/PP, João Almeida, afirmou esta madrugada que o seu partido não tem conhecimento de qualquer donativo recebido de Manuel Godinho, o principal suspeito na investigação Face Oculta.
«Não consta das contas de 2001, e não consta das contas centrais nenhuma transferência, nenhum cheque, em nome da pessoa em causa. Portanto, não aconteceu para as contas centrais do partido», afirmou o dirigente, esta madrugada, em Coimbra, no termo de uma reunião do Conselho Nacional do CDS/PP.
No entendimento de João Almeida, «a única hipótese, a ter existido esse donativo, é de ele ter sido feito para alguma campanha ao nível local», em virtude de 2001 ter sido um ano de eleições autárquicas.
«Mesmo isso não tenho qualquer informação que o possa confirmar», sublinhou o dirigente.
Embora escusando-se a comentar a notícia de donativos pelo suspeito principal da «Face Oculta», o líder do CDS, Paulo Portas, observou: «Não se distraiam atenções.»
O empresário de Ovar, principal arguido do processo «Face Oculta» terá doado, segundo o «Jornal de Notícias», 20 mil euros aos populares em dois cheques, nas vésperas das autárquicas de 2001.
http://www.tvi24.iol.pt/politica/cds-pp-portas-cds-pp-face-oculta-tvi24/1102036-4072.html
Novembro 10, 2009 at 10:31 pm
# 74
Bem me parecia que era a “central” a funcionar (…)
Afinal, o ‘amigo Joaquim’ é o patrão do ‘amigo Baldaia’ (TSF)
Desafio ao Governo
CDS-PP entrega pedidos de suspensão da avaliação e propõe modelo simplificado
10.11.2009 – 16:53 Por Maria Lopes
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O CDS-PP entregou hoje no Parlamento três diplomas, dois deles de resolução, pedindo a suspensão do actual modelo de avaliação de professores e a alteração do Estatuto da Carreira Docente e pediu o seu agendamento urgente.Carlos Lopes (arquivo)
Paulo Portas realçou o carácter “pacificador e consistente” da proposta centrista
Ao mesmo tempo que pede a suspensão do modelo de avaliação até que seja aprovado um novo regime avaliador, o CDS-PP propõe a criação de uma “comissão jurídica” que “acompanhe as negociações entre o Governo e os sindicatos, para verificar as questões dos direitos adquiridos e em formação” dos professores que já foram avaliados.
“Queremos suspender um modelo de avaliação que é fonte de conflito nas escolas, que é burocrático e que avalia os professores numa lógica tarefista”, disse Paulo Portas na conferência de imprensa de apresentação das propostas centristas. Ao apresentar um projecto de resolução, que é de tramitação muito ais rápida que o projecto de lei, Paulo Portas espera que dentro de duas a três semanas este possa ser aprovado no Parlamento.
Em traços gerais, o CDS-PP propõe que o modelo de avaliação seja feito num único documento, preenchido apenas pelo próprio professor avaliado e entregue no final do ano lectivo. A avaliação deixa de ser feita por outros professores e passa para a responsabilidade do conselho pedagógico, e refere-se exclusivamente às competências pedagógicas e científicas do docente.
Quanto ao estatuto da carreira docente, o CDS-PP propõe que passe a existir “uma carreira única e a faculdade de, a certo passo da sua carreira, o professor poder optar pela via docente no sentido mais clássico ou por umavia de supervisão”, mas sem a divisão actual de professor titular e não titular, descreveu Paulo Portas, que garantiu ir conversar com todos os grupos parlamentares sobre estas matérias.
Estes projectos do CDS-PP, tal como as propostas dos outros partidos da oposição sobre a Educação – e eventualmente algum que o Governo apresente entretanto – serão discutidos no Parlamento no próximo dia 19.
http://www.publico.clix.pt/Política/cdspp-entrega-pedidos-de-suspensao-da-avaliacao-e-propoe-modelo-simplificado_1409250