E foi uma coisa boa, muito boa, daquelas que fazem mesmo história. Falo do muro de Berlim, é óbvio.
Mas teve dois efeitos problemáticos, a médio-longo prazo.
- A música Winds of Change dos Scorpions, que eu considero um dos sinais do Apocalipse.
- Uma série de artigos a comemorar a queda, 20 anos depois, da autoria de muita gente que apoiou a sua construção e manutenção nos 30 anos anteriores.

Novembro 9, 2009 at 9:08 am
«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.»
Editorial do Avante, jornal oficial do Partido Comunista Português, 5 de Novembro de 2009
Novembro 9, 2009 at 9:10 am
Efeitos problemáticos a médio-prazo:
# Após a reunificação da Alemanha Ocidental com a Alemanha Oriental foi dito aos cidadãos alemães e à comunidade internacional que, conforme o Acordo dos 2 mais as 4 potências vitoriosas, que estas abdicavam dos direitos e das responsabilidades sobre as quatro zonas de ocupação no território alemão e respectivos sectores na Grande Berlim. Isto não foi feito!
As quatro potências terminaram as actividades em território alemão, porém não abdicaram dos seus direitos.
O documento oficialmente publicado do acordo dos 2+4 é muito claro a este respeito. O facto, porém, é que a maior parte dos direitos de ocupação dos aliados – EUA, RU e a França – sobre a Alemanha foram transferidos ou incorporados no assim chamado Estatuto das Tropas da NATO. Foi assim declarado forçosamente que os direitos dos Aliados da Guerra e do pós-Guerra sobre a derrotada Alemanha se mantinham e não foram abolidos.
# Os quatro pontos anteriores culminam com o dossier Kanzlerakte da Chancelaria. O governo da Alemanha Ocidental sob o Chanceler Konrad Adenauer, perante os altos comissários de três potências das forças acupantes, o EUA, o RU e a França, estabeleceram um tratado secreto datado de 21 de Maio de 1949, que foi assinado em 23 de Maio de 1949 pelo Chanceler Konrad Adenauer, o Presidente do Parlamento Alemão, Adolf Schönfeller e o vice-Presidente do Parlamento Alemão, Herman Schäfer. O ponto principal deste acordo secreto é o chamado Veto Aliado, que surge como consequência da cláusula que atribui o estatuto de inimigo à Alemanha e ao Japão pela Carta das Nações Unidas. Lá está dito:
1. Que a imprensa alemã será controlada pelas potências ocupantes até 2099.
2. Que as reservas de ouro da Alemanha são confiscadas como compensação.
3. Que o assim designado Veto Aliado respeitante à derrotada Alemanha inclui qualquer decisão interna ou externa do Governo Alemão, tornando-se efectivo mediante o consenso dos três altos comissários militares ocidentais.
# O Major General Gerd Helmut Komossa, chefe do serviço de espionagem militar – Militarischer Abschirm Dienst (MAD) – desde 1977 até 1980, confirma este acordo top secret entre o governo alemão sob o Chanceler Adenauer e os aliados ocidentais no seu livro: Die Deutsche Karte – a Carta Alemã, Graz, 2007, ISBN: 978-3-902475-34-3, a páginas 21. Segundo o Major General Komossa, cada novo Chanceler Alemão fica obrigado a assinar o acordo secreto, o chamado Kanzlerakte, antes de tomar posse como Chanceler perante o Parlamento Alemão.
David Brockschmidt – A Alemanha é soberana?
Novembro 9, 2009 at 9:10 am
Dados relativos ao muro: “66,5 Km de comprimento, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda”.
Como é que alguém pode concordar com a construção e manutenção deste muro?
Novembro 9, 2009 at 9:14 am
…comemorar a queda, 20 anos depois, da autoria de muita gente que apoiou a sua construção…
Ensaio sobre a autofobia
No rescaldo de uma grande derrota mundial na luta pelo Socialismo, Losurdo desenvolve observações muito acutilantes, cuja pertinência é facilmente reconhecida por inúmeros episódios dos dias que vivemos.
A condenação da violência em absoluto é uma posição política ou pertence ao foro religioso?
Qual o significado de se enaltecer apenas os mártires?
Que valor tem tentar eclipsar uma parte da experiência histórica?
Novembro 9, 2009 at 9:15 am
“Walesa: The communists always beat back such attempts with their superior power. And they also staged demonstrations aimed at showing their support among the population as a way of establishing legitimacy. In 1980 in the shipyards, we tried to use the communists’ strategy against them. We organized the people — including workers outside of the shipyards — and we received support from people from other countries. The Pope, who played the most important role, arranged a collective prayer, not just in Poland but also elsewhere. We found that there were millions of us. For the first time, the communists were not able to stage a demonstration that was larger than ours. As a result, they felt weak, and this was an important element in their ultimate defeat”.
http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,659752,00.html
Novembro 9, 2009 at 9:20 am
#3 Olinda
1- O ocidente estava a prejudicar o Leste com uma vigorosa campanha de recrutamento de profissionais e trabalhadores especializados da Alemanha de Leste, que tinham sido educados à custa do governo comunista. Isto acabou por levar a uma grave crise de mão-de-obra e de produção no Leste. Referindo-se claramente a isto, o New York Times noticiou em 1963: “Berlim Oeste ressentiu-se economicamente do muro com a perda de cerca de 60 mil trabalhadores especializados que saíam diariamente das suas casas em Berlim Leste para os seus locais de trabalho em Berlim Oeste”. [9]
2- Durante os anos 50, os guerreiros-frios americanos na Alemanha Ocidental instituíram uma campanha feroz de sabotagem e subversão contra a Alemanha de Leste destinada a fazer descarrilar a maquinaria económica e administrativa deste país. A CIA e outros serviços americanos de informações e militares recrutaram, equiparam, treinaram e financiaram grupos e indivíduos activistas alemães, do ocidente e do leste, para efectuarem acções que percorressem o espectro desde o terrorismo até à delinquência juvenil, tudo o que tornasse difícil a vida do povo da Alemanha de Leste e enfraquecesse o seu apoio ao governo, tudo o que denegrisse os comunas.
Foi um empreendimento fantástico. Os Estados Unidos e os seus agentes utilizaram explosivos, incêndios, curto-circuitos, e outros métodos para danificar centrais eléctricas, estaleiros, canais, docas, edifícios públicos, bombas de gasolina, transportes públicos, pontes, etc, fizeram descarrilar comboios de carga, ferindo gravemente trabalhadores; queimaram 12 carruagens de um comboio de carga e destruíram tubagem de ar comprimido de outros; utilizaram ácidos para danificar maquinaria fabril vital; puseram areia na turbina duma fábrica, fazendo-a paralisar; deitaram fogo a uma fábrica de telhas; promoveram greves de zelo em fábricas; mataram 7 000 vacas duma fábrica cooperativa de lacticínios através de envenenamento; acrescentaram sabão ao leite em pó destinado às escolas da Alemanha de Leste; estavam na posse, quando foram presos, duma grande quantidade do veneno cantárida [NT1] que se destinava à produção de cigarros envenenados para matar importantes alemães de Leste; lançaram bombas de mau cheiro para interromper reuniões políticas; tentaram interromper o Festival Mundial da Juventude em Berlim Leste enviando convites falsificados, promessas falsas de alojamento e pensão grátis, notícias falsas de cancelamento, etc; efectuaram ataques aos participantes com explosivos, bombas incendiárias e equipamento de furar pneus; forjaram e distribuíram grande quantidade de senhas alimentares falsas para provocar a confusão, a escassez e a revolta, enviaram falsos avisos de impostos e outras orientações do governo e documentos para provocar a desorganização e a ineficácia na indústria e nos sindicatos… tudo isto e muito mais.
William Blum
Novembro 9, 2009 at 9:25 am
António Ferrão
Foi o fim da Ordem Bipolar;
Foi o fim da Guerra Fria.
Há outros muros por esse mundo fora que é preciso derrubar.
Novembro 9, 2009 at 9:27 am
“Cerca de 7 milhões de ucranianos foram dizimados através da utilização da fome – acompanhada de uma repressão policial – como instrumento para punir os camponeses reticentes à colectivização agrícola e para esmagar o “nacionalismo ucraniano”, visto como um obstáculo ao projecto de construção de um Estado soviético centralizado e ditatorial”.
http://www.ukremigrantpt.ipsys.net/index_files/Golodomor_video_pt.htm
Novembro 9, 2009 at 9:30 am
“O comunismo distingue-se fundamentalmente do fascismo porque foi o primeiro”
Vergílio Ferreira
Novembro 9, 2009 at 9:40 am
#7 Olinda
É muito mais difícil remover os muros que não são feitos de tijolos. Frequentei uma escola alemã no centro de Angola na instrução primária. A questão alemã sempre me interessou. Se perderes algum tempo a ler os documentos que referenciei, penso que poderás considerar factos pouco conhecidos mas que ajudam a compreender a situação em que a Alemanha se encontra hoje, as suas perspectivas para o futuro e, já agora, porque a Alemanha é o país mais forte da Europa, também a nossa situação. Boa sorte.
Novembro 9, 2009 at 9:46 am
Não estou a perceber o António.
Defendias a manutenção do muro de Berlim?
Novembro 9, 2009 at 9:55 am
Olinda
No post sobre a música de ontem, referenciei dois artigos escritos por alemães, com interesse muito especial para os que se dedicam à História (tu e o Paulo).
Sobre o muro de Berlim, os episódios referidos em #6 não devem ser escamoteados.
Acho ridículo um país que ficou reduzido ao estatuto de semi-colónia comemorar qualquer coisa que não seja a sua própria libertação do jugo estrangeiro. Quem compara a queda do muro de Berlim ao 25 de Abril em Portugal, só pode estar na categoria daqueles que nada fizeram para que esse dia histórico acontecesse. Demonstra não saber de o que está a falar.
Novembro 9, 2009 at 9:57 am
António
O mais demolidor retrato do comunismo soviético imposto pela força bruta em Berlim durante 44 anos é o daquele soldado que também participava na construção do Muro e que no último instante escapa à barreira – e ao possível disparo das armas dos camaradas – para escapar ele próprio rumo ao Ocidente, imortalizado pela objectiva de Peter Leibing. Eis um daqueles casos em que uma imagem falou mais e melhor que mil palavras.
Novembro 9, 2009 at 10:03 am
É espantoso verificar como para alguns o muro caiu por todas as razões excepto as relacionadas com a essência do sistema político que o sustentava. Para esses poderia sugerir três toneladas de livros, mas aconselho um filme que é fácil de encontrar: A Vida dos Outros de Florian Henckel. Mais cru e realista do que o interessante Good Bye, Lenin! de Wolfgang Becker.
P.S. De facto, ao ouvir o Winds of Change dos Scorpions quase dá vontade de pegar no balde, na argamassa e nos tijolos e reconstruir o muro outra vez…just a joke.
Novembro 9, 2009 at 10:05 am
Olinda
Não vás por aí. Lembra-te que nasci e vivi muitos anos em Angola, onde a morte de conhecidos foi uma realidade familiar a todos. O carrocel da violência não é estancado isolando episódios, porque serão sempre milhentos mais os que ficam esquecidos que aqueles que conseguimos realçar. Na Europa Ocidental, a Alemanha foi o país com mais mortes (dezenas d milhões). Cada um deles teria uma história para contar, mas é óbvio que quase todas elas ficaram por cantar. Como concebes que se possa parar a violência?
Novembro 9, 2009 at 10:06 am
…ficaram por contar…
Novembro 9, 2009 at 10:09 am
Deixo aqui o meu contributo para a História:
http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2009/11/09/Foi-h_E100_-20-anos-_2E002E002E00_-A-Queda-do-Muro-de-Berlim.aspx
Novembro 9, 2009 at 10:15 am
Olinda perguntou:
“Não estou a perceber o António.
Defendias a manutenção do muro de Berlim?”
António Ferrão respondeu:
“Não vás por aí.”
É preciso dizer mais alguma coisa?
Novembro 9, 2009 at 10:16 am
Também aconselho o filme “A vida dos Outros”.
Situando-se em 1984, cinco anos antes da queda do muro de Berlim, na parte oriental da cidade o socialismo continua a ser preservado através de uma força invisível, a Stasi (policia secreta), cujos métodos são escutas nas residências dos suspeitos e posteriores interrogatórios ininterruptos. Um desses interrogadores, professor universitário e inspector da polícia secreta, pessoa desconfiada por natureza, tem a missão de supervisionar a vigilância a um dramaturgo aparentemente fiel ao Partido.
O filme interessa-se mais pelos aspectos sentimentais e sociais do que propriamente pela questão política, que fica apenas subentendida.
Novembro 9, 2009 at 10:16 am
Olinda
Sei que és de Moçambique. Conheces o que é a pobreza e a falta de escolaridade numa escala que quem não vem de África desconhece em absoluto. Além disso, como professora de História, estás mais capacitada para captar os movimentos. O tempo da exploração desenfreada das matérias primas, garantindo algum desafogo ao Ocidente enquanto pelo Terceiro Mundo se espalhava a miséria acabou. Hoje uma fracção importante dos países antes do Terceiro Mundo já disputam um lugar à mesa da abastança e para a larga maioria dos norte-americanos e europeus ocidentais o futuro é incerto. Os episódios comemorativos da queda do muro de Berlim escondem mais do que revelam. Principalmente escondem a feroz subserviência de um estado semi-colonial que prefere jogar na alienação da sua juventude quanto à História do seu país. Um acto de não-inscrição, como diria José Gil, mas em dimensões cósmicas, se comparado com o que se passa em Portugal.
Novembro 9, 2009 at 10:19 am
#18 kafkazul
Não consigo concentrar-me nas respostas a Olinda e satisfazer a sua curiosidade ao mesmo tempo. Retirar palavras do contexto é artifício velho de duvidoso mérito.
Se tem questões, faça o favor…
Novembro 9, 2009 at 10:37 am
António Ferrão disse:
“Se tem questões, faça o favor.”
A minha questão é muito simples: condena ou não, sem reservas de qualquer espécie, os sistemas políticos que existiam nos antigos países de Leste?
P.S. Antes de responder sugiro que leia a entrada sobre a queda do muro de Berlim escrita pelo Daniel Oliveira no Arrastão (http://arrastao.org/sem-categoria/um-dia-feliz/).
Novembro 9, 2009 at 10:51 am
Pois kafka eram subjugados sim senhor mantiveram cultura e educação..coisa QUE NA NOSSA DITADURA NEM EXISTIU..EM TROCO LEVAMOS COM FUTEBOL FADO E FÁTIMA..NADA MAIS…NÃO PONHO EM CAUSA QUE TENHA EXISTIDO UMA DITADURA, LONGE DISSO, TODAVIA e esses alicerces da educação são hoje a alavanca para uma profunda transformação democrática dos chamados países da cortina de ferro…daí eles exportarem emigrantes médicos engenheiros enfermeiros para trabalharem nas obras como trolhas e nós exportarmos trolhas semianalfabetos para trabalharem mesmo naquilo para que realmente tiveram formação..ou seja nenhuma…talvez o seu nick indique a sua verdadeira natureza de amanuense de um qualquer estado totalitário…
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/09/o-mro-caiu-vai-para-30-anos-muitos-outros-muros-perduram-vai-para-milenios-esses-estao-na-nossa-cabeca-e-mais-facil-derrubar-um-muro-do-que-mudar-uma-mentalidade/
Novembro 9, 2009 at 10:52 am
digo: subjugados sim senhor mas…
Novembro 9, 2009 at 10:52 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/09/a-arte-de-viver/
Novembro 9, 2009 at 11:18 am
A verdadeira diplomacia dos Estados Unidos da América:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:US_military_bases_in_the_world-1.svg
#22 Caro kafkazul
Procure tirar uma foto a preto e branco, depois force com o photoshop todos os tons de cinzento a converterem-se em preto ou branco. No final, pergunte a outra pessoas para identificar os todos objectos da cena original.
É isto que me propõe. Desculpe lá, mas seria difícil melhor profissão de fé no maniqueismo.
O mesmo que levou dirigentes comunistas italianos, franceses e até portugueses a aderirem à autofobia.
Porém, o tema foi o muro de Berlim. Já indiquei acima alguns factos que pouca gente está interessada em considerar por estes dias. Também é adepto da não-inscrição?
Os meus cumprimentos ao Daniel Oliveira.
Novembro 9, 2009 at 11:39 am
Viver atrás de um muro é sempre mau, quer sejam os que nos são impostos quer sejam os que construímos à nossa volta.
Abaixo todos os muros!
Novembro 9, 2009 at 11:44 am
É sempre bom tentar sair do “mainstream” e procurar encontrar outras respostas, outras perspectivas.
Por exemplo:
http://avante.pt/noticia.asp?id=31177&area=8
No Arrastão, nas caixas de comentários, há escritos interessantes. Já o Daniel Oliveira não me parece a pessoa mais equilibrada para falar do muro.
Novembro 9, 2009 at 11:56 am
Angola e a sua actual cleptocracia bestial é um bom exemplo das “mudanças” operadas nos países do 3.º mundo.
Confundir uma oligarquia com o “país” é o princípio da mistificação!
Shame on you, Mr Ferrão!
Novembro 9, 2009 at 11:56 am
#1
«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.»
Alguma mentira, aqui?
Não discutindo aqui bondades e maldades do sistema que acabou, considero que a existência do estado social no ocidente só foi possível por que existia o “lado de lá”. Nível de vida, direitos dos trabalhadores, etc. têm vindo a desaparecer porque o capitalismo agora não precisa de mostrar a sua superioridade em relação ao socialismo, agora tem rédea solta e pode mostrar a sua verdadeira face.
Novembro 9, 2009 at 11:57 am
Também há os muros capitalistas que se erguem para comemorar o derrube do muro “comunista”…
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=1D8BD6FC-36AD-4B16-8A18-9010F16C60F7
Novembro 9, 2009 at 11:57 am
A Alemanha é um estado vassalo dos EUA. Qualquer acto do governo alemão pode ser revogado por uma junta de representantes estrangeiros onde pontificam os EUA. É um país desprovido de soberania.
Sendo a Alemanha hegemónica na União Europeia, estamos todos reduzidos à condição de berlinenses.
Wir sind alle Berliner. Actualização da famosa frase de Kenedy, mas agora sem qualquer demagogia.
Novembro 9, 2009 at 11:58 am
#30
porque
Novembro 9, 2009 at 12:00 pm
Tanto espalhafato por causa de um muro que já não existe.
Eu gostava era de ver outros muros derrubados.
Estes, por exemplo:
http://diario.iol.pt/internacional/cisjordania-israel-palestina-muro-tvi24/1101787-4073.html
Novembro 9, 2009 at 12:00 pm
#28
Salazar também ganhou uma votação de popularidade em Portugal, ainda há pouco tempo!
A demagogia tem muitos métodos de fazer passar o que interessa e ocultar o que não convém.
Mas querer passar por cima do Gulag e de milhões de vítimas do estalinismo, é equivalente, em termos político e morais, à negação do Holocausto nazi.
Novembro 9, 2009 at 12:01 pm
#30:
Plenamente de acordo.
Novembro 9, 2009 at 12:08 pm
#30
Então não era o comunismo que era moral e economicamente superior ao capitalismo?
Então o capitalismo não é uma máquina cega de exploração e destruição do ser humano.
Agora descobrimos que a “face humana” do capitalismo, é (foi?) a contrapartida da barbárie estalinista.
Que raio de argumentação mais bizarra!!!???
É como a Igreja a apresentar e a justificar o Inferno como forma de evitar o Mal e o Pecado entre os homens!
Brrrr
Novembro 9, 2009 at 12:12 pm
Este post é para falarem do muro de Berlim. Não se afastem do problema.
Novembro 9, 2009 at 12:14 pm
#32
Ferrão ainda acredita que a Alemanha é um “estado vassalo” dos EUA!
Vê-se com a situação da Opel-GM!!!!!
Novembro 9, 2009 at 12:25 pm
#29 h5n1
Confundir uma oligarquia com o “país” é o princípio da mistificação!
Meu caríssimo Amigo
Repare, por obséquio, que não afirmei que a pobreza desapareceu em Angola. Registei o facto de hoje haver um número de países substancialmente maior com poderosos oligarquias que, essas si, disputam o seu lugar à mesa dos ricos. Mas, se não for pedir demais a Sua Reverendíssima Excelência, seria capaz de me elucidar porque intrincado exercício hermenêutico retirou esse sentido das minhas palavras?
Novembro 9, 2009 at 12:26 pm
O Muro de Berlim foi um instrumento do estalinismo, tal como a polícia política, os bufos do partido, o Gulag e o genocídio pela fome!
Quem não incluir o Muro na política soviética de “aniquilação” da liberdade está a ser estúpido ou amnésico.
O editorial do Avante é uma provocação e uma prova de que o PCP é um partido dominado por seres perigosos que acreditam em Estaline-Pai-todo-poderoso.
Novembro 9, 2009 at 12:30 pm
Por acaso, tenho dúvidas quanto à autoria da ideia de construir o muro, quando do desmembramento do III Reich e consequente divisão de Berlim.
[Curioso é que o imperador Hiroito não foi julgado como criminoso de guerra...]
Caiu o muro há 20 anos. Hoje há outra realidade. Contudo, a selvajaria yanke não pára.
Outros muros vão sendo erguidos. Um, na Palestina.
Talvez,um dia digam que foram os Palestianos que o ergueram…
Novembro 9, 2009 at 12:31 pm
#40
Pois, mas também não disse que a fome aumentou e que a riqueza da oligarquia angolana é obscena face à miséria da esmagadora maioria da população que é tratada da mesma forma (ou pior) que no colonialismo…
Novembro 9, 2009 at 12:32 pm
#41
Como o outro, presidente da câmara de Sines (creio eu) que, depois de quarenta anos de militância no PCP fugiu aos gritos: cuidado que são estalinistas.
Novembro 9, 2009 at 12:35 pm
#43
Logo vi que seria pretensão demasiada da minha parte, dirigir uma pergunta a alguém cujos neurónios funcionam como uma chip ROM (Read-Only-Memory).
Obrigado, de qualquer forma, pela tentativa.
Novembro 9, 2009 at 1:01 pm
Epá mas se os States são assim tão maus porque carga de água não se optou por viver num regime Estalinista..?
O comunismo construiu-se sempre à volta de um erro crasso: diluir o indivíduo no colectivo..robotizar a sociedade…e isso vai contra o espírito livre do próprio homem….imaginam um equipa de futebol sem a magia do Pelé, Eusébio, Beckenbauer.e outros..tudo diluído no colectivo cinzento e monocórdico…? Eu não…e por muito qe ache que na teoria o comunismo tem alguns aspectos interessantes e que mudaram o conceito do trabalho e da própria vida em sociedade é como o capitalismo uma ideologia com p+és de barro…olhem para os paises nórdicos e copiem esses regimes…social democracia a sério..uma mistura de capimunismo…Até logo…
Novembro 9, 2009 at 1:05 pm
Novembro 9, 2009 at 1:44 pm
Ferrão
Tenha dó.
A referência às “oligarquias” só aparecem, da sua parte, depois de ser chamado à razão em relação à situação dos países do 3.º mundo, concretamente em Angola.
A falsificação da história, mesmo que seja muito pequenina, na sua forma de iludir o tempo e o modo da narrativa pessoal, são sempre um sinal de fraqueza moral e de oportunismo político…
Novembro 9, 2009 at 2:07 pm
#46
Buli, exactamente. E não era nada complicado. Quando entra o factor “dinheiro/riqueza” os políticos e certas pessoas perdem a cabeça…
Novembro 9, 2009 at 2:12 pm
“Uma série de artigos a comemorar a queda, 20 anos depois, da autoria de muita gente que apoiou a sua construção e manutenção nos 30 anos anteriores.”
Sic transit gloria mundi, amigo Paulo…
Novembro 9, 2009 at 2:12 pm
Todos os regimes políticos autoritários representam o horrendo da natureza humana. O mais baixo. O anti humano.
A escravidão. O escuro. O negro.
Constroem muros entre os homens na base do medo. E o medo é justamente o oposto do amor. Da Vida. Da Alegria. Da Felicidade.
Preto e o Branco. O Bem e o Mal. A Luz e a Escuridão.
Sou epidermicamente contra toda e qualquer forma de escravidão humana ou de maldade humana.
Sou contra todos e quaisquer muros sobe que forma se apresentem.
Neste momento, na sociedade portuguesa, há muros que uns tentam erguer e outros derrubar. Sei de que lado estou da barricada.
Disse.
Novembro 9, 2009 at 2:14 pm
# 50
Ou, eis a razão por que os cépticos estão sempre um passo à frente dos demais…
Novembro 9, 2009 at 2:32 pm
A queda do muro de Berlim foi um acontecimento que mudou todo o rumo da história.
Encarar esse facto levianamente, apontando apenas as consequências no mundo capitalista, é menosprezar o bem mais precioso da humanidade: a LIBERDADE!
Muito lamento que os israelitas se tenham lembrado do mesmo quase 20 anos depois e que pouco se fale disso!!
Os países de leste viveram ditaduras mais repressivas que a nossa.
Oiçam-nos. Leiam-nos.
Não há ditaduras de “esquerda” ou de “direita”. Há usurpação de direitos humanos. Há a proibição de PENSAR.
E não me venham dizer que só de pão vive o Homem!
Novembro 9, 2009 at 2:37 pm
Pelo menos o hino era bonito. Um dos mais bonitos que já ouvi…
Tudo o resto é desperdicio e claro os senhores PCPs deveriam ter tido agora uma boa oportunidade para estarem calados e irem “lavar a cabeça”. Cadé também o “mestre Saramago”?
Eu por mim até parece mentira que já vivi noutro século…
Novembro 9, 2009 at 3:00 pm
António Ferrão disse:
” Desculpe lá, mas seria difícil melhor profissão de fé no maniqueismo.”
Peço desculpa pelo meu maniqueísmo. Realmente tem inteira razão. Devemos ler a realidade com toda a sua paleta de cores a não vê-la a preto e branco. E realmente constatar que, por exemplo, Salazar equilibrou as finanças públicas, Hitler construiu as primeiras auto-estradas do mundo e, ao que parece, Mussolini até fazia os comboios andar a horas…
Novembro 9, 2009 at 3:08 pm
Genocídio, escravidão … não há dúvida que a história é feita pelos vencedores e as palavras entranham-se. Já agora, também acreditam que na Coreia do Norte são tão pobrezinhos que só comem raízes como se espalhou para aí? Só para saber.
Novembro 9, 2009 at 3:11 pm
E o muro do México?
Novembro 9, 2009 at 3:12 pm
Não tem nada a ver…Outra queda da grande ex-dirigente europeia dos sindicatos amarelos.
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=1101095&div_id=4072
Novembro 9, 2009 at 3:55 pm
Muros
Há muros e muros. Bons e maus.
Os muros físicos que nos dão privacidade, nos prendem, separam oprimem…
Há os muros mentais que nos impedem de soltar as ideias, nos obrigam a cumprir com a linha pré-determinada, a ser alinhados.
Veremos se amanhã, na reunião ME-Fenprof quem é capaz de saltar os muros.
Novembro 9, 2009 at 3:57 pm
Muros 2
As pedras que fazem os muros que separam, podem ser as mesmas que constroem pontes que unem as duas margens.
Veremos amanhã, na reunião ME-Fenprof quem é capaz de com essas pedras fazer as pontes.
Novembro 9, 2009 at 4:03 pm
Muros 3
Os construtores podem fazer muros e pontes.
Do lado do ME a construtora MLR ficou com o ónus de ter construido um muro com os professores e saiu.
Deu lugar a Isabel Alçada, nova cnstrutora disposta a fazer uma ponte.
Do lado da FENPROF os construtores são os mesmos que se oposeram com um forte muro contra o ME.
Veremos se saberão construir também pontes. Aguardemos.
Novembro 9, 2009 at 4:14 pm
#55
É verdade o que diz.
Quando nos referimos à Alemanha, convém lembrar que foi a humilhação a que foi sujeita depois da I Granda Guerra Mundial que foi a causa do ascenso do Partido Nacional Socialista. A “comunidade internacional” – ou seja, os EUA – aprenderam a História e, depois da derrota na Segunda Guerra Mundial, trataram de impor condições por baixo da mesa. Que não continuarão lá por muito mais tempo, uma vez que os documentos já foram tornados públicos (para grande descontentamento de h5n1). Quando for claro para todos os alemães a sua situação, pode temer-se o ressurgimento da xenofobia em grau extremo.
Novembro 9, 2009 at 4:28 pm
Continuo preocupado com os muros actuais, como o que Israel continua a construir na Palestina ocupada.
Os muros entretanto derrubados, esses fazem já parte da História, têm um significado importante, mas obviamente já não determinam nada, no presente.
Mas os que mais me revoltam são os opressores do presente que invocam os oprimidos do passado. Como os sionistas de Israel, com a cumplicidade do Ocidente.
Novembro 9, 2009 at 4:57 pm
De vez em quando descobrimos que estamos no interior do muro, quando pensavamos estar do lado de fora.
O mundo e esferico, pode acontecer.
Novembro 9, 2009 at 4:57 pm
#48
Presunção e água benta…
Novembro 9, 2009 at 5:05 pm
#63, só o passado nos pode ajudar a compreender o presente…e o futuro…
Novembro 9, 2009 at 5:10 pm
#59, 60 e 61, saúdo a recente veia poética do nosso Maria Campos.
A nova equipa ministerial tem-lhe feito muito bem.
A apontar, apenas um erro pequenito: “oposeram”.
Deverá escrever: “opuseram”.
Mas…vejo que continua a defender as grandes “obras públicas”.
Novembro 9, 2009 at 5:14 pm
Obrigada Reb pela correcção.
Novembro 9, 2009 at 5:20 pm
#51 Ana Henriques
Willy Wimmer não é comunista, é cristão-democrata. Teria, por hipótese, menos razão para ser crítico dos EUA que os social-democratas. Vejamos como ele qualifica a actual situação do seu país.
Retirado daqui
Eis o que, a este respeito, escreveu Harold Pinter, um escritor inglês, no discurso de recepção do Prémio Nobel em 2005:
“Já afirmei que os EUA foram de uma franqueza absoluta ao colocarem as cartas sobre a mesa. Tal foi o caso. A sua política oficial é agora definida como o «full spectrum dominance». Não são palavras inventadas por mim, são as suas próprias palavras. «Full spectrum dominance» significa controlo de todos os recursos existentes por terra, mar, ar ou espaço”.
A visão, sem precedente histórico, subjacente a este documento é a de que os EUA não apenas conseguiriam usufruir por tempo indefinido dessa posição hegemónica, como desencadear uma dinâmica parcial para conter o crescimento dos outros centros. Nitidamente, o estado do Direito Internacional em vigor na altura constituía um obstáculo a semelhante projecto e os fóruns de concertação internacional para resolução de conflitos só serão permitidos enquanto servirem os interesses dos EUA; depreende-se logicamente.
Este desígnio é, além do mais, reivindicado sem subterfúgios, como ilustram os temas tratados numa conferência que decorreu em fins de Abril de 2000, diante de representantes de alto nível dos governos da Europa de Leste, em Bratislava, capital da Eslováquia. A conferência foi organizada pelo Departamento de Estado e pela «New Atlantic Initiative», uma emanação de um instituto republicano para as relações internacionais, concretamente o «American Enterprise Institute». O único político alemão convidado foi o deputado cristão-democrata Willy Wimmer, membro da Comissão do Negócios Estrangeiros do parlamento federal alemão (Bundestag) e ex-Secretário de Estado da Defesa (1987-1992). Regressado à Alemanha, redigiu um relatório síntese das conclusões, que apresentou ao Chanceler. Eis o que se pode ler lá:
“Do lado americano, parece estar decidido, no contexto mundial e para que os seus fins sejam alcançados, colocar fora de cena a ordem jurídica internacional estabalecida no século passado na sequência de duas guerras mundiais. A força deve prevalecer sobre o direito. Assim que o Direito Internacional surja como obstáculo, ignora-se. Já a Sociedade das Nações em tempos enveredou por esta via, de que resultou a Segunda Guerra Mundial. Um pensamento que absolutiza os seus próprios interesses não merece outra qualificação que totalitário”.
Novembro 9, 2009 at 5:55 pm
Apresentam-se aqui bons argumentos pró e contra ex-muro. Cada um saberá de si. E os alemães (concretamente os “de lá”)também sabem umas quantas coisas sobre o assunto. E o que dizem eles, hoje, quando o dito Ocidente parece delirar com uma coisa que, aparentemente, os devia preocupar muito a eles? 90% concordam com o desaparecimento do muro; mais de 50% consideram que as actuais condições de vida são incomparavelmente piores do que eram, 10% consideram que o muro devia ser reconstruído.
Isto é que nos deve fazer pensar.
Novembro 9, 2009 at 6:09 pm
Tretas, sondagens e uma pergunta!
Quando deitaram abaixo o muro foram os da RDA que passarama pé para a RFA õu o contrário?
Resposta. 2 milhoes de habitantes da RDA passarama´imediatamente o muro para a Alemanha Ocidental, o que é esclarecedor!
O resto são expectativas, sondagens e tretas.
Novembro 9, 2009 at 6:29 pm
#70
O cinismo e o relativismo moral ficam sempre bem quando se trata de defender o genocídio e o crime organizado pelo Estado:
«A burguesia do imperialismo internacional exterminou 10 milhões de homens, mutilou 20 milhões na “sua” guerra (…) Se a nossa guerra, a guerra dos oprimidos e dos explorados contra os opressores e explorados, custar meio milhão ou um milhão de vítimas em todos os países, a burguesia dirá que as primeiras vítimas são legítimas, e as segundas criminosas.»
Lenine
citado no Jornal Avante
Nº 1875 05.Novembro.2009
Novembro 9, 2009 at 7:06 pm
#66:
Reb, tentar compreender o presente a partir do passado é o que eu faço diariamente, no meu ofício de professor e eterno estudante de História.
Mas uma coisa é compreender o passado, outra são as manipulações que dele se fazem para condicionar o presente ou arranjar alibis morais para situações intoleráveis que se perpetuam no tempo.
Novembro 9, 2009 at 7:10 pm
#72
Cita Lenine, sem indicar a data da citação, para provocar uma leitura analógica com os crimes de Staline que o movimento comunista denunciou e rejeitou.
Refere o Avante para tentar ligar o PCP aos erros do socialismo nos países de Leste, quando sabe que o XIII Congresso do PCP fez a crítica desses erros.
Está excitadíssimo na sua auto-estimulação e tem passado a dia a colocar comentários, cada um mais indigente que o anterior.
Um escroque intelectual este h5n1.
Novembro 9, 2009 at 7:12 pm
Não encontremos desculpas para regimes totalitários tanto à esquerda como à direita!
Vi in loco alguns desses regimes e não me venham justificar que os alemães de Leste eram felizes com a Stasi, ou que os cubanos são felizes com a sua polícia política.
Quando me dizem que algumas pessoas têm saudades de antes do 25 de Abril, gostaria de ver se essas estariam dispostas a regressar aos tempos da falta de liberdade de expressão e a um estado policial totalitário?
Também gostaria de ver se alguns alemães de leste, que agora se lamentam com a integração na RFA, gostariam de voltar a viver com a Stasi, uma das polícias políticas mais repressoras e organizadas que encontrei ao visitar a então Europa de Leste?
Haja paciência!
Novembro 9, 2009 at 7:15 pm
Bela discussão por aqui.
Eu gostava mesmo era de ver alguns historiadores da nossa praça a dizerem publicamente o que lhes ouvi em privado acerca de algumas destas matérias, desde logo sobre a tipologia das ditaduras, dos regimes autoritários e totalitários.
Novembro 9, 2009 at 7:15 pm
E rio-me quando algumas pessoas de esquerda (eu sou de esquerda) me dizem que o Estaline era melhor que o Hitler!
Santa Paciência! Não tenho pachorra!
Novembro 9, 2009 at 7:19 pm
Ou que o Troski matou uns milhares (coisa pouca)…
ou o Lenine…. nem quero falar!
Ou como o PCP no seu último comunicado afirma que a queda do muro representou um grande retrocesso na luta dos povos. Tché!
Novembro 9, 2009 at 7:26 pm
Novembro 9, 2009 at 7:27 pm
Novembro 9, 2009 at 7:30 pm
Olinda esta é para ti…
Novembro 9, 2009 at 7:37 pm
# 66 reb
só o passado nos pode ajudar a compreender o presente…e o futuro…
A minha tese é a de que o presente está sempre implícito, condiciona sempre de maneira determinante, qualquer discussão, ainda que ela verse o passado ou o futuro. Se isto é verdade numa conversa a dois, mais ainda em cerimónias oficiais. Acontece que nem sempre os meandros do presente são bem compreendidos pelos participantes. Pode mesmo acontecer, e certamente acontece numerosas vezes, que os factores que condicionam o presente estejam a ser camuflados pela espectacularidade das cerimónias. Isto é, as cerimónias contrariam o presente mais significativo e transformam-se em peças de alienação.
Novembro 9, 2009 at 7:40 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/09/the-wall-1962-berlin-wall-documentary-film-video-execelente-documentario-sobre-o-muro/
Novembro 9, 2009 at 7:40 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/09/somos-todos-corruptiveis/
Novembro 9, 2009 at 7:40 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/09/cartoon-sobre-o-crescimento-economico-justo/
Novembro 9, 2009 at 7:40 pm
#74
Deixa-me rir!
1. “Cita Lenine, sem indicar a data da citação”
Está lá sem margem para dúvida: “Lenine
citado no Jornal Avante
Nº 1875 05.Novembro.2009″
A menos que alguém pense que Lenine é o cantor brasileiro…
2. “crimes de Staline que o movimento comunista denunciou e rejeitou”
Falso! Quanto muito falam em “excessos” e “erros” mas nunca em crimes e em genocídio.
3. O PCP chora a queda do Muro, ou seja, lamenta a destruição e a derrota do ideal totalitário estalinista:
“Alemães de Leste preferem socialismo
20 anos de retrocesso”
Avante Nº 1875.
05.Novembro.2009
E depois ainda tem a lata de dizer que sou um “escroque(?!) intelectual”, o que certamente é considerado duplamente ofensivo segundo a óptica proletária em vigor no rebanho estalinista.
Primeiro porque qualquer “intelectual” é sinónimo de merdoso para os crentes do PCP.
Segundo porque “escroque” soa a qualquer coisa de aberrante, embora certamente o Gundilsabus não saiba muito bem o que quer dizer…
Deixa-me rir porque a impotência do PCP não se cura com Viagra…
Novembro 9, 2009 at 7:44 pm
Uma pergunta me apraz fazer: no regime Estalinista esta conversa teria lugar aqui e agora..:? Este blog existiria…
Novembro 9, 2009 at 7:46 pm
Se Hilary Clinton não primasse pela falta de escrúpulos e fosse realmente amiga dos alemães, diria hoje que tinha vergonha de fazer parte de um governo que não tem a coragem de publicitar as razões que levaram Angela Merkel a viajar aos EUA recentemente. Teria vergonha de se rir na cara de um povo que vive subjugado. Teria até vergonha de vir à Europa falar em liberdade.
Novembro 9, 2009 at 7:47 pm
# 87 Buli
eu e tu estaríamos a beber um “vodka” siberiano!
Novembro 9, 2009 at 7:48 pm
Sou visceralmente contra toda e qualquer forma de opressão, venha de onde vier e não me venham com justificações que legitimem o terror e a falta de liberdade.
Novembro 9, 2009 at 7:58 pm
#88 António Ferrão
Claro que os Estados Unidos não são santinhos.
Gostam do direito internacional quando lhes interessa, quando não lhes interessa deita-o para o caixote do lixo.
No entanto a Europa tem culpas no cartório pois gostam de viver debaixo do guarda-chuva musculado dos Estados Unidos, ou seja muitas vezes utilizam os americanos como mercenários para a sua política externa.
Vejamos o caso de Timor Leste. Após o massacre que sucedeu ao referendo, a quem pediu ajuda Guterres? Aos europeus? Ou ao amigo Clinton?
Bastou o amigo Clinton dar um “espirro” para que a Indonésia começasse a retirada.
Novembro 9, 2009 at 7:59 pm
Tchi, cheguei agora das intercalares e vejo que isto esteve animado.
Brindemos à queda do muro, com vodka!
Novembro 9, 2009 at 8:04 pm
#87 bulimunda
Aprecio o facto de muitos comunistas portugueses, incluindo o pai de Paulo Guinote, se terem esforçado durante muitos anos, no meio de perseguições, incompreensões, actos de vandalismo caucionados pelo Estado, etc, não especificamente para que este blog existisse, mas para que a liberdade fosse uma realidade em Portugal. Que sacrifícios tamanhos, que atingiram muitas famílias, fossem consentidos em nome de qualquer realidade distante, e não ditadas pelas condições de vida que vigoravam em Portugal, é algo tão aberrante, tão contra-natura, que apenas compreendo de alguém capaz de afirmar tal coisa que, ou não sabe do que fala ou, pior, sabe e actua de má fé.
Novembro 9, 2009 at 8:06 pm
Pois é Pedro… António acho que existe algum exagero na tua análise..estive na Alemanha entre 91 e 93 fiz amigos alemães…e não notei falta alguma de liberdade…existia sim uma desconfiança sobre os do outro lado…penso aliás que era mútua…na altura deram-se os tristes acontecimentos de Dresden..revoltas contra o desemprego e a falta de expectativas que se deram nessa cidade e que correram mundo… os alemães de leste deixaram de ter o grande pai e mãe que os amparou em grande parte da sua vida a agora tinham de caminhar sozinhos .. o choque de dois mundos…trouxe um muro mental..esse sim bem difícil de sarar…
Novembro 9, 2009 at 8:07 pm
#92 Olinda
Não te esqueças dos dois textos de História que referenciei para ti nos últimos comentários do post da música de ontem. Boa leitura.
Novembro 9, 2009 at 8:17 pm
António tive um professor na Universidade filho de um comunista de Tondela..de seu nome Cláudio torres..contou-nos histórias incríveis..tirou o curso de história na Roménia…ele próprio era na altura comunista…deixou a Roménia quando o seu filho que vivia com ele e a mulher lá, chego a casa e lhe disse que o seu pai era o Ceauscescu..fez as malas e veio embora…ninguém aqui nega o grande trabalho dos comunistas no caminho para a liberdade em Portugal..o meu pai é alentejano..eu sei o que era viver naqueles tempos da Ditadura..quantas histórias..agora daí a pensar que se o partido comunista chegasse ao poder fizesse diferente..tenho dúvidas..muitas dúvidas..para se simpático..a experiência fala por si…mas o facto de estarmos aqui a conversar já é por si só uma vitória sobre qualquer muro..um filme inteirinho para ti…Abraço ferrão..
Novembro 9, 2009 at 8:22 pm
Novembro 9, 2009 at 9:21 pm
#93
O PCP corrige a tese do Ferrão e :
“O aparecimento do PCP não é separável deste feito histórico da classe operária russa”.
“Assente na sua identidade e natureza de classe, nas suas características e objectivos programáticos, na sua ideologia – o marxismo-leninismo”.
In Viva a Revolução Socialista de Outubro
João Dias Coelho
Membro da Comissão Política
Jornal avante 5 Nov. 2009
Novembro 9, 2009 at 9:22 pm
#86
Pior ainda do que se supunha.
Sofre também de iliteracia.
Lenine não fez a afirmação citada em 2009.
A data e o contexto em que a fez, justificam-na. O h5n1 não indica a data, para manipular, falsear, proceder como escroque intelectual que é e se apressou a confirmar.
Novembro 9, 2009 at 9:26 pm
Bansky Muro PalestinaView more presentations from mdoloresal.
Novembro 9, 2009 at 9:30 pm
Não sabia que esta plataforma não aceitava embed doutras origens.
Novembro 9, 2009 at 9:34 pm
Novembro 9, 2009 at 9:37 pm
O Gun… deve ser aluno do 3/2008…
Quanto à tese do Ferrão (#93) vejamos: fala dos militantes anónimos ou dos dirigentes do PCP ????
Para que não restem dúvidas sobre o combustível que movia Cunhal:
“Os marxista-leninistas…sabem que toda a evolução social progressista do século actual se deu e continua a dar-se no seguimento de um processo histórico em que a Revolução de Outubro e a construção do País dos Sovietes se mantém num papel propulsor”.
intervenção de Álvaro Cunhal na Conferência Científica Internacional, Berlim (RDA), 13 de Abril de 1983
in “Revista O Militante” de 28-Mai-2008
Novembro 9, 2009 at 9:37 pm
# 69
No meu comentário 51 afirmo que sou contra todos os muros.
Novembro 9, 2009 at 9:43 pm
#96 Bulimunda
Creio ter sido Cláudio Torres ou o seu pai o autor de uma História de Portugal que li na juventude.
Enquanto vivi em Angola pós-independência pude assistir a verdadeiras barbaridades. Era inevitável refazer ideias. Deixo-te aqui algumas meditações que me ocorreram. Todos temos o dever de transformar a confiança no futuro, mal compreendida durante a juventude, em algo mais sólido. No dia em que perder toda a confiança nas capacidades de os homens resolverem os seus problemas, serem capazes de conviver pacificamente, desfrutarem o que a vida tem de bom apesar de todas as dificuldades, considerar-me-ei indigno dela e não tentarei partilhar tal sentimento com os demais.
Um abraço para ti também.
Novembro 9, 2009 at 9:48 pm
Ferrão, tudo o que dizes da ditadura é verdade.
Mas não te esqueças que, nos países de leste, tb houve muitos que lutaram pela liberdade e morreram por ela…para que as novas gerações pudessem respirar.
Viste quem deu o 1º empurrão no puzzle gigante de Berlim, hoje?
Abaixo todas as formas de ditadura!
O Homem nasceu para ser livre!
Novembro 9, 2009 at 9:52 pm
O difícil, depois de se ter iniciado a espiral da violência, é pará-la, pois esta é auto-realimentada. Foi essa a questão que coloquei à reb. É essa a questão que todos temos o dever de nos colocar a nós próprios. Falar das barbaridades do século XX à distância, de cátedra, é fácil. Menos fácil era agir naqueles anos loucos. Não gosto de muros, não gosto de ver famílias divididas pela guerra, não gosto de limitações à liberdade. Mas que fazer no xadrez monstruoso de milhões de soldados em moimento por toda a Europa? Que fazer quando se descobre que a elite dirigente de Angola tinha contas internas por ajustar? Explicar-lhes os meus gostos? Trazê-los à razão? Sozinho contra todos?
Novembro 9, 2009 at 9:58 pm
#106 reb
Os acontecimentos em outras latitudes não me toldarão a vista para o que se passa em Portugal. Pois é deste país que gosto acima de todos os restantes, é aqui que eu me sinto bem. Não sei se reparaste, reb, o 25 de Abril antecedeu por pouco a paz no Vietname (antecedeu por um ano). Demos a nossa contribuição para o fim da maior matança do século XX (houve mais mortos no Vietname que durante toda a II Guerra Mundial). Quem é Lech Valessa? Um protegido do Papa? E todos aqueles que em Portugal morreram na prisão, alguma vez mereceram alguma consideração do Papa ou de outros governos da Europa civilizada?
Novembro 9, 2009 at 10:13 pm
“Contra todos os muros”…
Que bem!
Novembro 9, 2009 at 10:15 pm
#104
A Evelyne é uma mulher do sexo feminino bem real que nada, mas absolutamente nada, tem que ver com o MC.
Nada de confusões, por favor!
Novembro 9, 2009 at 10:19 pm
Não e travesti, é mesmo uma mulher…
Novembro 9, 2009 at 10:19 pm
*Não é
Novembro 9, 2009 at 10:25 pm
Ferrão não me digas que morreram mais de 55 milhões de pessoas no Vietname…?
Novembro 9, 2009 at 10:56 pm
#103
A cada novo comentário, evidencia-se a pobreza da argumentação do gripe aviária. Citações não contextualizadas, dificuldades de interpretação do que leu.
Para ser abrangido pelo 319/91, tem que ser já sinalizado. Mas valerá a pena?
Novembro 9, 2009 at 10:58 pm
Eu sabia que o 25 (vide #70) seria atirado para cá do muro do comité central com o objectivo de nos fazer pensar, que ele nunca fez nada de si. Também eles sabem que voltará devido às suas qualificações.
Novembro 9, 2009 at 11:01 pm
Bulimunda
Tens razão. 3 a 4 milhões segundo a wikipedia. Retiro essa parte.
Novembro 9, 2009 at 11:14 pm
“Caiu Há 20 Anos”, titula o Guinote.
É bem, mas foi feito cair, quase lembrando aquela coisa do “They Shoot Horses” do Horace Mccoy.
Em tempo, certos idiotas, diria assassinos, são apenas contra muros que dificultem, quer bombistas, quer a própria idiotice.
Aí aparece o primeiro “fax” publicitário, acho bem chegá-lo ao muro esboroado, esquecer o local e construir noutro lado.
Novembro 10, 2009 at 2:14 am
Novembro 10, 2009 at 8:39 am
À falta de argumentos racionais e morais, o Ferrão mete os pés pelos números, o Gun recita os versos escroquicos do Al-Estalinismo.
Pobres criaturas a quem o muro ideológico desaba, mas são sempre os últimos a se aperceberem, aqueles a quem o destino prega partidas trágicas.
Novembro 10, 2009 at 3:00 pm
#119
Falou o moralómetro que nunca se engana. Espero um dia ter o prazer de me referir a ele tal como ele se refere a mim: pelo nome próprio.