O que se percebe é que neste momento o modelo de avaliação do desempenho dos docentes deixou de ser um problema político para se transformar numa questão de ordem pessoal do primeiro-ministro, incapaz de antever a sua derrota nesta matéria. O que se passa é que um problema de interesse nacional se tornou o subproduto de uma birra particular de José Sócrates. E os outros que aturem o seu espernear. Patético. Infantil.
Governo prevê bloqueio na avaliação de docentes
José Sócrates já traçou a sua linha vermelha: não pactuará com qualquer suspensão do regime de avaliação dos professores. Ontem, foi Jorge Lacão a avisar que o Governo se recusa a fazer “tábua rasa de tudo o que foi alcançado”. Os sindicatos pedem negociações urgentes e avisam que nas escolas a impaciência aumenta. Hoje, na Assembleia, Sócrates tem a palavra
Mais do que um impasse, o Governo antevê já um bloqueio dos partidos da oposição na avaliação de professores e na revisão do estatuto da carreira docente.
Com a pressão a subir para que os socialistas reabram os dois dossiês, foi a iniciativa de ontem do PSD que mais irritou o núcleo duro socialista. Quando se pedia “responsabilidade” e “abertura” do maior partido da oposição, os socialistas viram na discussão pública com sindicalistas e críticos da actual legislação uma “mera intenção de suspender o processo” – arriscando pôr em causa a existência da própria avaliação dos docentes.
E essa é a linha vermelha para José Sócrates: se o primeiro-ministro admite uma revisão da lei, não aceita que o processo pare. Sobretudo porque a crença num acordo com os sindicatos (sobretudo com a Fenprof) é quase inexistente. Ontem à noite, foi Jorge Lacão quem o deixou claro: “não podemos fazer fazer tábua rasa de tudo o que já foi feito”, disse na SIC-Notícias.
Novembro 6, 2009 at 9:19 am
Sócrates e, ao que parece, a senhora ministra insistem na ideia, aparentemente, legítima, não fora inquinada de falsidade, que o modelo de avaliação não pode ser suspenso, porque “milhares de professores foram avaliados”.
Porém, ao que o senhor ministro chama “avaliação” é um caldo putrefacto de milhares de variantes que a sua incompetência e prepotência cozinharam, e, assim sendo, nenhum professor foi avaliado. Não suspender, portanto, esta “avaliação” e os seus efeitos é uma forma de corrupção.
Por isso, não acredito que o primeiro ministro de Portugal subscreva tal acto, pois, o mínimo que os portugueses exigem do seu primeiro ministro é a honestidade e lealdade.
Novembro 6, 2009 at 9:43 am
Curioso como a Ministra da Educação se mantém ainda à margem de toda a encenação já criada.
Certamente ainda estará a pensar no guião para a sua nova narrativa ministerial.
Não é credível que uma senhora habituada a pensar no âmbito de um universo de fantasia infantilóide, consiga agora desencantar algumas ideias ou perspectivas sérias para o mundo real da Educação.
As orientações estão traçadas, quer pela CE quer por Sócrates, o terreno está minado e não vai haver qualquer espaço de autonomia para uma contadora de histórias para crianças.
A menos que seja possível incluir os factos numa nova dimensão pueril e romântica de ficção, tipo “Memorando de Entendimento, Parte II: O Sonho do Sr. Engenheiro”, não vejo nenhuma hipótese de se chegar a um consenso.
Tanto mais que o PS sabe que ainda pode colher dividendos com a teimosia em relação aos docentes. Porquê? Porque persiste a ideia (fundamentada) na opinião pública de que existe muita resistência dos docentes em relação a uma hetero-avaliação (embora ninguém o admita francamente) e muita hipocrisia da parte de todos os actores políticos que se colaram às manifestações de descontentamento, a começar pela FENPROF que assinou o Acordo com o governo aceitando a Avaliação.
Dizendo isto, acho um disparate aceitar a avaliação instrumental como uma inevitabilidade.
Novembro 6, 2009 at 9:51 am
sócrates sobe nas sondagens ver sapo.pt hoje on o tipo vai por este caminho novas eleições quando lhe parecer que pode ter maioria de novo não duvidem e com a crise até é capaz mais a oposição cretina e suicida que temos principalmente sse tal psd
valter lemos no governo não é um sinal deste tipo? ninguém viu?
Novembro 6, 2009 at 9:58 am
È verdade que isto se tornou uma questão pessoal e neste momento todos os imensos problemas que temos no ensino se resumem, a nível da CS e da OP, a uma birra dum rapazinho mimado e cuja teimosia se transformou numa imensa estupidez.
E quando os meninos são assim, temos que os ensinar a crescer. Porque o que se está a passar no EP é demasiado grave e qualquer dia atingimos o ponto de não retorno.
Antes que… há que avançar. Ou a oposição… ou nós. Mas assim isto não pode continuar.
Novembro 6, 2009 at 10:00 am
Num país de brandos costumes e baixa política… quem quer vai, quem não quer manda.
(Olha, estou a ficar fafe)
Novembro 6, 2009 at 10:05 am
Continuo a achar que muita da culpa claro que é nossa!
Quantos não andam a afazer horas e horas em cima dos horários lectivos e nem lhes passa pela cabeça recusar ou pedir compensação monetária?
Quantos não andam a fazer formação paga aos FDS e nem sequer descontam as horas na componente não lectiva?
Quantos não andam a leccionar conteúdos nas horas não lectivas e na actividades de substituição?
And so on…
Sinceramente, não há pachorra para esta “classe”…
Novembro 6, 2009 at 10:16 am
Se o PM entende que não se pode pôr em causa as avaliações atribuídas, fazendo tábua rasa do que se passou nos últimos meses (por conta de 2 anos de suposta avaliação), então só há uma coisa a fazer: mostrarmos ao homem que não nos importamos nada que os excelentes e muito bons vão para o “galheiro”. atribua-se bom a toda a gente para que se possa progredir e o resto não interessa. Falo por mim, que até fui uma das contempladas!
Poder-se-ia organizar novamente abaixo assinados nas escolas a exigir a suspensão da avaliação nos moldes em que se processou (seria apenas uma avaliação administrativa para permitir as transições de escalão, porque já fomos muito prejudicados!)e dizer que não nos ralamos mesmo nada de não termos Ex. ou MB)
Novembro 6, 2009 at 10:30 am
Há esperança…
“Oposição tem entendimento… parcial
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1411034
Novembro 6, 2009 at 10:32 am
Assino por baixo do seu post, e o mais incrível é que a birra está a servir de “desculpa” para o PM tratar de assuntos muito importantes para o país ( it’s the economy stupid e claro, os estúpidos somos todos nós).
É que este PM ainda não percebeu que deixar cair este modelo de avaliação execrável e mudar as estapafurdices que puseram ECD lhe derá um muito menor legado para o futuro, do que resolver o problema do desempregados e melhorar a economia do país. É um falta enorme de sentido de estado ou então anda cego como nunca esteve ( ou como nunca deixou de estar).
Novembro 6, 2009 at 10:33 am
Correcção:
“…birra está a servir de “desculpa” para o PM DEIXAR de tratar de assuntos muito importantes…”
Novembro 6, 2009 at 10:41 am
Paulo Guinote disse:
“O que se passa é que um problema de interesse nacional se tornou o subproduto de uma birra particular de José Sócrates. E os outros que aturem o seu espernear. Patético. Infantil.”
Ontem na AR ficaram claras duas coisas. A primeira é que o governo não aceitará com suspensões do modelo de ADD. A segunda é que, pela voz da ministra da educação, o governo aceita negociar com os sindicatos esta matéria. A AR poderá desempenhar um papel importante neste processo.
O que alguns defendem é uma capitulação total do governo. Não se contentam com menos do que isso. Para esses recomendo uma leitura do clássico A Arte da Guerra, de Sun Tzu, em particular duas frases que merecem alguma reflexão:
“Quando cercar o inimigo, deixe-lhe uma saída. Caso contrário, ele lutará até à morte.”
“O principal objectivo da guerra é a paz.”
Novembro 6, 2009 at 10:51 am
Na mente de Sócrates e do seu novel porta-voz Jorge Lacão, os professores são aqueles que não conseguem defender-se. Faz recair sobre eles toda a artilharia pesada. Nem se dando conta de que, mesmo com maioria absoluta, estiveram a um voto de averbarem uma humilhação pública.
O respeito que esta gente tem pela autonomia administrativa é nulo. Basta olhar para o ar desconfortável da nova ministra face aos constantes e desesperados atropelos de Jorge Lacão. Já nem falo nas interferências directas das DRE’s na vida das escolas, nas instruções dadas pelos gabinetes ministeriais individualmente aos profesores. Um espectáculo degradante a que urge pôr cobro.
Novembro 6, 2009 at 11:05 am
#11- “O problema Nacional”- Questão Freudiana, Édipo Pinoquiano de Prisunic.
Estou farto de filmes da série B!
Novembro 6, 2009 at 11:08 am
#11
A primeira é que o governo não aceitará com suspensões do modelo de ADD.
O desenlace das guerras tem também a ver com sagacidade política e sentido das oportunidade. Quando se desperdiçam sistematicamente estas, as saídas airosas vão-se afunilando cada vez mais.
A segunda é que, pela voz da ministra da educação, o governo aceita negociar com os sindicatos esta matéria.
O bom senso não aguarda pelo esgotamento de todas as alternativas para se manifestar. Esta nova orientação é um resultado directo das iniciativas parlamentares de todas as restantes bancadas.
Novembro 6, 2009 at 11:10 am
“Quando cercar o inimigo, deixe-lhe uma saída. Caso contrário, ele lutará até à morte.”
Depende do inimigo. JS já deu mostras suficientes de ser um inimigo sem os valores dos grandes guerreiros. Aproveitará a saída para dar meia volta e espetar uma faca nas costas do vencedor.
“O principal objectivo da guerra é a paz.”
É isso que pretendemos, mas não fomos nós que a começámos. Quem perde mostra a bandeira branca.O contrário seria simplesmente estúpido. Estamos à espera.
O principal objectivo desta guerra é a vitória da justiça e da verdade.
Novembro 6, 2009 at 11:11 am
#11
Qual cerco ao governo? Só se for cerco à ignorância e à imbecilidade.
O governo que seja inteligente e que governe naquilo que realmente interessa para o país no estado em que está. O governo que se deixe de teimar com obsessões burocrático-eduquesas e com erros de concepção legislativa e administrativa. Qual é o problema se o ECD ou modelo de avaliação actual for à viola? É por isso que este governo fica na história?
Consegue lembrar-se de alguma coisa importante da paixão de Guterres pela Educação que tenha feito impacto na sociedade? Ou de alguma medida do DAvid Justino?
Quem julga que os problemas da Educação são o centro dos problemas deste país está enganado. E está enganado quem acredita que seja a idiotice pegada deste ECD e deste modelo, que vai resolver os problemas deste país.
Novembro 6, 2009 at 11:55 am
Sócrates, o omnipresente…
06 Novembro 2009 – 08h14
Elementos estão com Pinto Monteiro
Escutas telefónicas envolvem Sócrates e Vara
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=0BC43773-51A4-4498-A220-99F23D60470F
Novembro 6, 2009 at 11:57 am
Razões tem ele (mais que muitas) para distrair o País com o tema “avaliação de professores”…
Novembro 6, 2009 at 12:11 pm
«Não é credível que uma senhora habituada a pensar no âmbito de um universo de fantasia infantilóide, consiga agora desencantar algumas ideias ou perspectivas sérias para o mundo real da Educação.»
h5n1
Aqui está um acordo com o vírus. Poderia nem ter saído de onde para onde irá voltar mais cedo que tarde.
Isto da política de vómito não é para “frágeis avezinhas matinais” que escrevem livros para adormecerem meninos.
Novembro 6, 2009 at 12:17 pm
#19
“Aqui está um acordo com o vírus”
Faz parte da tática do h5n1. Insinuar-se junto dos professores com algo consensual e simpático, para desferir no final o ataque à Fenprof ou ao Mário Nogueira.
In cauda venenum.
O lacrauzito é tão previsível que já enjoa.
Novembro 6, 2009 at 12:26 pm
Ó vírus,
Confiando n@ Gundisalbus, vamos ter que te cotar o rabo (nos lacraus, a cauda) para deixares de picar a malta.
Novembro 6, 2009 at 12:27 pm
“cortar o rabo”
Novembro 6, 2009 at 12:31 pm
Mas será que esta novela não vai ter fim???
Novembro 6, 2009 at 1:11 pm
É verdade que nada há de novo no discurso do inginheiro…agora secundado por outros sequazes do seu regime.
O inginheiro não quer saber do novo, daquilo que é novo – a não ser um fato, ou coisas assim, de grande relevo…
O senhor inginheiro, de facto, nestas coisas de educação, o melhor que tem a fazer é estar calado…e deixar que sejam outras caras, agora, que nunca vergonha tiveram, se exponham e se “queimem”.
A esmagadora maioria dos professores que entregou objectivos e se “entregou ao sacrífício” da socretina avaliação foi manipulado, ludibriado e enganado.(E, em muitos casos, foi muito bem feito!)
Os analistas lambe-botas, logo a seguir às eleições, iniciaram (mais) uma campanha de manipulação : …”A opinião pública não vai perceber nem aceitar o recuo do governo em matéria de avaliação dos professores…é preciso acabar com a bandalheira em que as escolas vivem”.
Todo o discurso oficial do PS e do governo tem este traço.
É claro que é uma chantagem com o PSD, pois, para além do parlamento, é uma partido com influência nos sindicatos de professores – coisa em que o PS é um zero – e que visa obrigá-lo a aceitar acordos de bastidores para conterem os seus sindicalistas.
O inginheiro e seus sequazes necessitam, já em Janeiro, de uma manif em Lisboa.
O inginheiro tem que, duma vez por todoas, perceber que já ninguém acredita nele nem nos seus sequazes.
O país não precisa do inginheiro para nada.
O inginheiro é que precisa do cargo de primeiro ministro.
Ele, e muitosmais, saberão porquê!
Novembro 6, 2009 at 1:15 pm
Qualquer estratega militar mediano sabe que uma guerra tem vários combates e uma vitória táctica num dos combates pode ditar a orientação do desfecho final da guerra.
Como com JS só existem duas possibilidades – vencer ou ser vencido – é fácil retirar conclusões. A vitória ou derrota no combate “Ensino” das partes “Socas v.s. Oposição” vai determinar em grande medida a orientação do desfecho da guerra (todos os dossiers nacionais).
Novembro 6, 2009 at 1:28 pm
A questão do Ensino não é uma questão partidária, de um governo.
É uma questão de Estado.
Nas sociedades democráticas e civilizadas é A QUESTÃO DE ESTADO ou A QUESTÃO DA SOCIEDADE CIVIL.
Infelizmente, a sociedade portuguesa encontra-se a anos-luz das sociedades civis de outros povos. Nesses países seria a sociedade civil a defender a Escola, o Ensino e nunca os professores.
É com este incivismo “endémico” e com o controlo quase total dos poderes judicial e da comunicação social que este “S” conta.
Por Belém? Temos o “Américo Tomaz” ressuscitado.
Novembro 6, 2009 at 1:31 pm
O horror à avaliação
Desde que se começou a discutir a avaliação dos professores, a seguir às eleições de 2005, há três tendências: o Governo, que quer avaliar de qualquer maneira; os professores, que não querem ser avaliados de uma maneira qualquer; e alguns políticos, que não querem a avaliação de maneira nenhuma. Entre a proposta e arrogância da ministra, não foi fácil perceber a divisão entre quem esteve contra este modelo de avaliação. Mas, agora que o PS perdeu a maioria absoluta e os partidos da oposição podem decidir o que fazer, começa a perceber-se um pouco melhor.
Esta lei do PS entrou em vgor a 11 de Janeiro de 2008. De lá para passaram 664 dias, centenas de protestos e dezenas de debates públicos. Houve tempo mais que suficiente para ouvir os argumentos do Governo, escutar as queixas dos sindicatos e perguntar a opinião aos professores. Houve tempo para estudar modelos internacionais, questionar especialistas estrangeiros e analisar hipóteses testadas. Houve tempo para largar o discurso da contestação e apresentar alternativas. Houve tempo para fazer o trabalho que um partido político deve fazer.
Ou, no caso do PSD e PCP, deveriam fazer. Passados mais de 4 anos do primeiro programa de Governo do PS e quase dois da entrada em vigor da lei, o PSD e o PCP não têm uma proposta alternativa concreta à avaliação dos professores. A única coisa que defendem é a suspensão da actual lei e a abertura de uma “negociação” com os sindicatos; que é como quem diz, suspender a actual lei e entrar num processo interminável que leva evidentemente a uma carreira sem avaliação-ou, pelo menos, sem uma avaliação real.
Novembro 6, 2009 at 2:05 pm
#27
PSD: Portugueses deram maioria absoluta ao Parlamento
12h52m
«Líder parlamentar do PSD defendeu que nas eleições legislativas os portugueses tiraram a maioria absoluta ao PS e deram-na ao Parlamento, que deixou de estar a mando do Governo.
Na sua intervenção no encerramento do debate do Programa do Governo, no Parlamento, Aguiar Branco afirmou que o PSD quer que o primeiro-ministro, José Sócrates, “tenha a oportunidade de governar nos próximos quatro anos” e não pretende “servir de desculpa para que não governe”.
“Mas, por muito que não goste, por muito que se queixe, é bom não esquecer: a maioria absoluta é deste Parlamento. Esse foi o resultado das últimas eleições legislativas. Os portugueses assim o decidiram”, acrescentou o líder parlamentar do PSD.
Segundo Aguiar Branco, com o PS em maioria relativa, José Sócrates “deixou de ter um Governo que mandava no Parlamento para passar a ter um Parlamento que irá fiscalizar, efectivamente, o seu Governo” e “esta é uma verdade constitucional”.
“Não pode continuar a ignorar as perguntas desta Assembleia. Não pode continuar a ignorar os requerimentos desta Assembleia. Não pode continuar a vetar a vinda dos membros do seu Governo a esta Assembleia”, apontou o líder parlamentar do PSD.
“Acabaram as ordens para aprovar esta ou aquela iniciativa. Os deputados não estão aqui para lhe fazer as vontades ou cumprir os seus caprichos. Os portugueses querem que vossa excelência dê explicações, que preste contas”, prosseguiu.»
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1412488
Novembro 6, 2009 at 2:11 pm
# 27
Achei graça a essa afirmação do PSD !
É o reconhecimento da grande tareia que levou ontem no debate do Programa do Governo.
Vimos uma oposição com gripe A, débil, a jogar na defensiva e sem argumentos!
Novembro 6, 2009 at 2:16 pm
Uma (muito) boa sugestão …
Não esperem milagres do moço
O PM afirmou ontem, sem se engasgar, que a oposição é má, feia e sobretudo rghahagarh. O pobre homem, que mostrou vontade para nacionalizar a EDP com BE na segunda-feira, de braço dado com o PSD acabar com as SCUTS na terça-feira, participar em votações de braço no ar do PC na quarta e defender a lavoura e as patilhas na quinta com o CDS, estava siderado com a falta de vergonha desta oposição ingrata.
Em face disto, a oposição perdeu tempo a discutir coisas transcendentes: quem ganhou e quem perdeu eleições, quem tinha ou não tinha maioria absoluta, quem respondia ou não respondia às perguntas e outras coisas de complicadas.
Não ocorreu a nenhuma daquelas cabeças que o PS ganhou as eleições e os restantes partidos perderam, ninguém tem maioria absoluta e Sócrates é que tem que responder à oposição e nunca o fez, nem o fará.
O melhor que as oposições podem fazer é dizer o que acharem necessário e conveniente, não esperar milagres dali, fazer perguntas como quem afirma e já agora que ele não responde, responder por ele. José Sócrates que corra atrás.
http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/3414665.html
Novembro 6, 2009 at 2:17 pm
MC, não olhe para quem disse. Olhe para O QUE DISSE!
Enfie a viola no saco.
Quanto a tareias, não sabia que a AR servia para ver quem dá tareia a quem. É assim que vê a casa de que representa todos os Portugueses? Pobreza de espírito.
Novembro 6, 2009 at 2:21 pm
Bem diz José Eduardo Bettencourt, Portugal já não está habituado a ver Homens com Valores!
Novembro 6, 2009 at 2:23 pm
#20
Eu não tenho “táctica” porque não sirvo nenhum Estado, partido, sindicato ou igreja.
Mas curiosamente os mais “esclarecidos” e os mais crentes precisam sempre de algum bigode ideológico ou de alguma religião que os estimule e os conduza ao reino da felicidade.
À falta de melhor, excitam-se com a FENPROF e usam o vibrador Nogueira…
Novembro 6, 2009 at 2:24 pm
Pipa
Pudera!
Eles vão ter que governar contra o governo anterior (ihihihihihhhhhhhhh)
A ameaça do monstro
As previsões económicas divulgadas ontem por Bruxelas indiciam que o pior da crise já terá passado. A Europa não caiu no abismo e agora recuperará em ritmo lento.
Mas há uma pesada herança que será paga duramente nos próximos anos: os défices orçamentais excessivos. No caso português, o estado das finanças públicas é calamitoso e, mais tarde ou mais cedo, haverá pesados aumentos de impostos. O défice está ao nível da primeira metade da década de 80 quando Portugal era objecto dos draconianos planos do FMI (Fundo Monetário Internacional). Bruxelas aponta para que o défice luso em 2011 atinja 8,7%, o que significa o pior registo da democracia.
A acumulação de défices irá traduzir-se nos próximos dois anos na elevação da dívida pública para o patamar dos 100% do PIB. Esta é a dívida conhecida, porque a dívida real é superior por causa dos empréstimos de empresas públicas com aval do Estado e das parcerias público-privadas com passivo público.
Os desequilíbrios da década de 80 foram absorvidos por um bom ritmo de crescimento do PIB e pelas privatizações, mas o País está longe do dinamismo os anos 80 e 90 e já não tem muitos anéis para vender. Portugal arrisca a tornar-se um Estado inviável e a nossa qualidade de vida nas próximas décadas está ameaçada.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=B5C847CF-B812-4D55-9367-74EF5D6E18BF&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093
Novembro 6, 2009 at 2:24 pm
Pipa
Veja com atenção o que diz a oposição.
Estão mesmo abalados com o debate.
Se fosse um ringue tinham levado KO.
Essa afirmação e o reconhecimento de que não tiveram argumentação.
Novembro 6, 2009 at 2:25 pm
# 32
Pipa,
Esse é do mais pindérico e miserável que existe no portugalmente!!!
Novembro 6, 2009 at 2:27 pm
MC acha graça quando ouve dizer que um Governo deve governar em Democracia (segundo as leis emanadas pela AR e permitindo que a mesma AR fiscalize a actuação do Governo no cumprimento das Leis).
Sério é quem desrespeita sistematicamente o Parlamento e a Constituição.
E diz esta coisa que é professora?
Porque é que não vais rezar a tua doutrina para o Jugular? Tens lá muitos adeptos do Partido Único e da Merdocracia.
Novembro 6, 2009 at 2:28 pm
E porque é que os Profs. não querem ser avaliados ?
Têm medo de quê ?
Porque é que há 9.850.000 portugueses que são avaliados e 150.000 não o querem ser ?
Novembro 6, 2009 at 2:29 pm
O miguelinho também já percebeu que o “vento mudou” … Oportunista?
AGUENTEM-NAS
Nas semanas que antecederam o “ciclo eleitoral”, luminárias comentadeiras como Miguel Sousa Tavares dedicaram-se penhoradamente a zurzir, em artigos e nas televisões, Manuela Ferreira Leite. Há instantes, porém, o mesmo MST explicou com mediana clareza que a mesma Ferreira Leite, afinal, tinha razão depois da sessão das “novas fronteiras” que decorreu hoje na A.R. E teve razão porque fez a pergunta nuclear (que ficou naturalmente sem resposta) sobre o endividamento externo desta choldra irreal. MST e os “seus, “a partir dos respectivos cantinhos opinatórios, fizeram tudo para que as “novas fronteiras” continuassem. Agora aguentem-nas.
http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/11/aguentem-nas.html
Novembro 6, 2009 at 2:30 pm
Sem reparar no que faz, MC demonstra ser a primeira a duvidar dos grandes êxitos do seu muito querido li’der. Estivesse MC descansada que tudo seri’a um passeio sobre a passadeira, nem por aqui passaria.
Novembro 6, 2009 at 2:31 pm
# 40
Infere-se que estão “aflitinhos” …
Novembro 6, 2009 at 2:31 pm
Boa Martins !
Novembro 6, 2009 at 2:32 pm
#35
É inútil argumentar com ignorantes, mentes deturpadas, tendenciosas e merdocráticas.
A verdade é só uma e tu sabes bem qual é.
Agora copia e cola mais este #, para o trabalhinho sujo que andas a fazer.
Novembro 6, 2009 at 2:34 pm
Quando os bufos da central estão de serviço, os tipos estão pró borrado.
É um sinal óbvio.
Novembro 6, 2009 at 2:35 pm
Credibilidade
Teixeira dos Santos passou este ano a garantir que o défice não ultrapassaria os 5,9%, apesar de todos os números conhecidos indicarem o contrário. Ontem, depois da União Europeia apresentar uma previsão de 3 anos consecutivos de défice acima dos 8%, Teixeira dos Santos apareceu a dizer que afinal um défice bastante superior a 5,9% era expectável desde o início:
“Estamos perante a crise mais grave que tem afectado as nossas economias nos últimos oitenta anos. É uma crise histórica e portanto não é de admirar que o valor do défice registado nos variados países europeus, incluindo em Portugal, seja também um valor histórico, porque a crise que enfrentamos é infelizmente uma crise histórica, de que não há memória”
Ora se a crise internacional já permitia prever um défice de proporções históricas porque é que o ministro das finanças português não avisou antes? Quem o levará a sério no futuro?
http://www.blasfemias.net/2009/11/04/credibilidade-11/
Novembro 6, 2009 at 2:36 pm
#38
Martins
A julgar pelas falências diárias, presumo quee poucos tenham levado Muito Bom…
Muito Bom só na fuga ao fisco.
Novembro 6, 2009 at 2:37 pm
# 38
Eu escolho o modelo de avaliação dos médicos portugueses (ihihihihih)
Novembro 6, 2009 at 2:38 pm
#36
Quem? O Paulo Bento?
Tomaramos nós um PM com metade das qualidades desse homem.
Novembro 6, 2009 at 2:38 pm
44
après tout, um bom sinal
Novembro 6, 2009 at 2:40 pm
# 38
Aprecio também o modelo de avaliação dos professores dos ensinos politécnico e universitário.
Nota: Para quem não saiba, esclareço que esses (outros) professores não têm sistema de avaliação de desempenho.
As provas académicas são outra “coisa”. Nada de confusões.
Novembro 6, 2009 at 2:42 pm
#49
O Jugular está completamente ao abandono…
Carroça que puxa muitos burros…
Novembro 6, 2009 at 2:42 pm
Está preocupado e triste! Tenham dó!
- O nosso soquinhas está preocupado (tal qual o nosso Maria C. das “boas intenções”)!
– Com quê?
– Pois,…com “3% de cerca de 48000″ no seus próprios números (não me obriguem a acreditar neles…Pinóquio!). Não atinge 1% de 150.000!
– Qu´é isso? São os MB e Excelsos?
– Yes! Os professores que, aproveitando a nova oportunidade, género socas, mergulharam de cabeça na chafurdice desta moribunda espécie de avaliação!É gente fraca, indigna, oportunista, sem princípios morais. Com excepções que se podem atribuir a uma autopercepção de necessidade imperiosa, deficiente informação, medos doentios…
Mas o nosso 1º também está triste!
“Estou triste… o meu amigo Vara está metido nisso. É meu amigo há muitos anos…”. Citado de cor.
Triste, tristinho. Mais um amigo… que se vai.
Diz-me com quem andas, maroto, e dir-te-ei…
Novembro 6, 2009 at 2:43 pm
A avaliação dos magistrados judiciais deve estar parecida à nossa – o caso do juiz Rui Teixeira do processo Casa Pia é um mero exemplo.
Quem se mete bom o PS leva!
Novembro 6, 2009 at 2:43 pm
Correcção
Quem se mete com o PS leva!
Novembro 6, 2009 at 2:46 pm
E a avaliação dos inspectores da PJ com a área de investigação dos crimes de colarinho branco?
Com as piores classificações de serviço …?
Quem se mete com o PS leva!
Novembro 6, 2009 at 2:48 pm
A Máxima das provocações …
- SS ministro da Defesa!
- VL secretário de estado do Trabalho!
Novembro 6, 2009 at 3:08 pm
Uns problemitas … nada que não se resolva com o dinheiro do PS – Elisa Ferreira, ex-candidata à CMP, referindo ao dinheiro dos portugueses, mais conhecida com a tipa da “gamela”.
Mota-Engil, Estradas de Portugal, Governo PS e aneop
http://www.ionline.pt/conteudo/31540-chumbo-das-novas-estradas-ameaca-criacao-36-mil-empregos
Novembro 6, 2009 at 3:42 pm
Hmmm 36 mil? E quantos se conseguem criar retirando esse dinheiro para outras actividades economicas ou diminuir os impostos para muitas PMEs com a corda na garganta?
Estas contas de merceeiro são muito vagas. Dá jeito que seja assim.
Novembro 6, 2009 at 3:44 pm
Aliás fazendo mesmo umas contas de merceeiro, se o dinheiro para essas obras públicas fosse usando para diminuir o IRC 5% por cento, decerto que 20 a 30 % das PMEs se aguentariam e aguentariam os seus postos de trabalho.
Ainda mais certo é que 20% do emprego em PMEs é bem mais do dobro dos 36 mil…
Novembro 6, 2009 at 3:47 pm
Ontem o Socas felicitou o Portas por ter apresentado um modelo de avaliação e não ter usado a palavra “suspensão”.
E disse tb: “Faltam 2 meses para finalizar o 1º ciclo avaliativo”.
Daqui, eu infiro que o Socas quer esperar até Dezembro para sairem as notas da 1ª avaliação e, depois, vai aceitar “negociar” com o CDS o novo modelo ( o tal do privado).
Não vos parece que é isto que ele quer?
Novembro 6, 2009 at 4:39 pm
#48- Boa Pipa…Mas não fales aqui de religião!
Novembro 6, 2009 at 5:30 pm
Anahenriques disse:
“Aprecio também o modelo de avaliação dos professores dos ensinos politécnico e universitário.
Nota: Para quem não saiba, esclareço que esses (outros) professores não têm sistema de avaliação de desempenho. As provas académicas são outra “coisa”. Nada de confusões.”
Na sequência deste comentário enviei um email a uma amiga minha que é professora universitária, perguntando-lhe se tinha ou não avaliação de desempenho. A resposta dela foi a seguinte:
“Diz aos professores desse blogue que quotas existem desde sempre no ensino superior. Só abre concurso numa faculdade ou departamento quando um professor se reforma. E nem todos os professores se reformam como professores catedráticos, o topo da carreira. Quanto à avaliação de desempenho sugere que se informem antes de emitirem opiniões.”
Anexou a legislação em vigor que aqui reproduzo no que respeita à avaliação de desempenho. O que mais me chamou a atenção foi o facto de avaliação de desempenho se realizar de acordo com regras estabelecidas por CADA INSTITUIÇÃO.
Artigo 74.º -A
Avaliação do desempenho
1 — Os docentes estão sujeitos a um regime de avaliação do desempenho constante de regulamento a aprovar por cada instituição de ensino superior, ouvidas as organizações sindicais.
2 — A avaliação do desempenho constante do regulamento a que se refere o número anterior subordina-se aos seguintes princípios:
a) Orientação, visando a melhoria da qualidade do desempenho dos docentes;
b) Consideração de todas as vertentes da actividade dos docentes enunciadas no artigo 4.º;
c) Consideração da especificidade de cada área disciplinar;
d) Consideração dos processos de avaliação conducentes à obtenção pelos docentes de graus e títulos académicos no período em apreciação;
e) Consideração dos relatórios produzidos no período em apreciação no cumprimento de obrigações do estatuto da carreira e a sua avaliação;
f) Responsabilização pelo processo de avaliação do dirigente máximo da instituição de ensino superior;
g) Realização da avaliação pelos órgãos científicos da instituição de ensino superior, através dos meios considerados mais adequados, podendo recorrer à colaboração de peritos externos;
h) Participação dos órgãos pedagógicos da instituição de ensino superior;
i) Realização periódica, pelo menos de três em três anos;
j) Resultados da avaliação do desempenho expressa numa menção reportada a uma escala não inferior a quatro posições que claramente evidencie o mérito demonstrado;
l) Homologação dos resultados da avaliação do desempenho pelo dirigente máximo da instituição de ensino superior, assegurando um justo equilíbrio da distribuição
desses resultados, em obediência ao princípio da diferenciação do desempenho;
m) Previsão da audiência prévia dos interessados;
n) Previsão da possibilidade de os interessados impugnarem judicialmente, nos termos gerais, o acto de homologação e a decisão sobre a reclamação.
Artigo 74.º -B
Efeitos da avaliação do desempenho
1 — A avaliação do desempenho positiva é uma das condições que deve ser satisfeita para a:
a) Contratação por tempo indeterminado dos professores auxiliares;
b) Renovação dos contratos a termo certo dos docentes não integrados na carreira.
2 — A avaliação do desempenho tem ainda efeitos na alteração de posicionamento remuneratório na categoria do docente, nos termos previstos no artigo seguinte.
3 — Em caso de avaliação do desempenho negativa durante o período de seis anos, é aplicável o regime geral fixado na lei para o efeito.
Artigo 74.º -C
Alteração do posicionamento remuneratório
1 — A alteração do posicionamento remuneratório tem lugar nos termos regulados por cada instituição de
ensino superior e realiza -se em função da avaliação do desempenho.
2 — O montante máximo dos encargos financeiros que em cada ano pode ser afectado à alteração do posicionamento remuneratório é fixado, anualmente,
por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e do ensino superior, publicado no Diário da
República, em percentagem da massa salarial total do pessoal docente da instituição.
3 — Na elaboração dos seus orçamentos anuais, as instituições de ensino superior devem contemplar dotações previsionais adequadas às eventuais alterações
do posicionamento remuneratório dos seus docentes no limite fixado nos termos do número anterior e das suas
disponibilidades orçamentais.
4 — O regulamento a que se refere o n.º 1 deve prever a obrigatoriedade de alteração do posicionamento remuneratório sempre que um docente, no processo de avaliação de desempenho, tenha obtido, durante um
período de seis anos consecutivos, a menção máxima.
Novembro 6, 2009 at 5:40 pm
#60
Reb
Concordo contigo!
Novembro 6, 2009 at 5:43 pm
Eu sabia, o cacazul é pilamanuense.
Novembro 6, 2009 at 6:24 pm
# 62
Você não é idiota, É ESTÚPIDO!!!!
Novembro 6, 2009 at 6:29 pm
# 62
Quando se coloca um Artº deve-se sempre nomear a legislação de onde foi retirado. Não sabe?
Novembro 6, 2009 at 6:33 pm
#65
Vá lá, não compares a hipótese de proto coisa ao facto do primeiro “fax”, pedaço de papel fripótese.
Novembro 6, 2009 at 6:36 pm
#18- Tive de sair e escapou-se-me essa:
“Depende do inimigo. JS já deu mostras suficientes de ser um inimigo sem os valores dos grandes guerreiros. Aproveitará a saída para dar meia volta e espetar uma faca nas costas do vencedor.”
Se até ao mário soares ele fez isso!
Não passa dum Brutus pós-moderno, redneck enfarpelado na 5ª Avenida.
Novembro 6, 2009 at 6:41 pm
““Diz aos professores desse blogue que quotas existem desde sempre no ensino superior. Só abre concurso numa faculdade ou departamento quando um professor se reforma. E nem todos os professores se reformam como professores catedráticos, o topo da carreira.” – 62
Responda à sua amiga que no sector da Educação também existem quotas. Os/As chefes de divisão, directores de serviços e directores regionais da Educação, no caso de chefias intermédias da Educação, têm um sistema de quotas tão ou mais apertado que qualquer instituição dos ensinos politécnicos ou universitário.
“Quanto à avaliação de desempenho sugere que se informem antes de emitirem opiniões.”” – 62
Gostaria de ter acesso à legislação´para tirar umas dúvidas.
Novembro 6, 2009 at 6:42 pm
Esta médica é admirável chega a ser patética a defesa do indefensável:
Um dia como os outros (4)
Armando Vara suspendeu o mandato de Vice-Presidente do BCP, atitude que só o dignifica. Outros, noutras empresas, poderiam seguir-lhe o exemplo.
(Também aqui)
tags: um dia como os outros
publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:33
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Novembro 6, 2009 at 6:43 pm
atitude que só o dignifica
E ando eu a pagar para a menina andar a brincar aos Blogues no Hospital Amadora Sintra
Novembro 6, 2009 at 6:44 pm
“O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices. ” Rui Barbosa
Novembro 6, 2009 at 6:45 pm
Falta de seriedade
A proposta do CDS/PP sobre a avaliação do desempenho dos professores contém:
A enumeração de objectivos por parte dos avaliados, que têm que estar em consonância com os objectivos enunciados pela própria escola
A entrega, no fim de cada ano, por parte dos avaliados, de um relatório, portfolio de auto-avaliação, onde estarão discriminados os objectivos atingidos, as acções de formação organizadas/participadas, trabalhos efectuados, dentro do espírito da formação contínua.
Os avaliadores são o conselho pedagógico e o presidente do conselho executivo (que pode delegar noutras pessoas/docentes) e deve avaliar (entre outros):
O relatório da auto-avaliação, avaliando o seu acordo/desacordo com ele, com recurso a entrevistas individuais
O nível de assiduidade dos docentes
O grau de cumprimento dos serviços distribuídos (componente lectiva e não lectiva), avaliando prazos e objectivos alcançados
Participação do avaliado na comunidade escolar
Acções de formação frequentadas
Participação em projectos (investigação/desenvolvimento educativo)
Grau de cumprimento dos objectivos fixados
As classificações são de 1 a 10, divididas em insuficiente, regular, bom, muito bom e excelente.
A diferença entre esta proposta e a que está em vigor é que não inclui a avaliação da componente científico pedagógica, com assistência pelos avaliadores às aulas dos avaliados.
Falta muita seriedade na discussão deste tema. O oportunismo e a demagogia do CDS e de Mário Nogueira são, de facto, notáveis.
(Também aqui)
Novembro 6, 2009 at 6:46 pm
http://defenderoquadrado.blogs.sapo.pt/
Gentinha má
Novembro 6, 2009 at 6:54 pm
Eu sou professora do Ensino Básico / Secundário, porém, já fui professora do Ensino Superior e por lá não continuei porque não quis! Não quis perpetuar o meu estatuto de professora equiparada a… Durante os anos que por lá andei fartei-me de trabalhar: leccionava, em média, 12 h semanais. Anos lectivos houve eu que ora leccionava 9 h/semana num semestre ora lecciona 14 h/semama no outro semestre. Já repararam como trabalhei? Trabalhava tanto para os alunos que não sei como tinha horas a fio por minha conta, isto é, para investir na minha formação. Devo ter sido uma excepção! Vejam bem que não tinha um dia livre por semana: às vezes tinha 2 outras vezes tinha 3 dias! Aquela gente era muito má a fazer horários, não acham? Afinal eu até estava lá na faculdade todos os dias!!! Pois é, mas a trabalhar para a minha valorização profissional. Foram anos mesmo estranhos: diria que de luxo…tinha um gabinete, ainda que partilhado, computador, material de escritório, telefone… Faltar às aulas? Faltava quando precisava, como agora faço, mas com umas diferenças: não tinha falta, não se “metia” o artigo x, y, ou z…simplesmente se avisavam os alunos de que a aula não seria dada e que posteriormente seria compensada em data e horário a definir. Voltando atrás…dediquei tantas horas de trabalho à componente lectiva que até tive tempo de me dedicar a um Mestrado e, seguidamente, a iniciar um Doutoramento. E, repare-se bem, a faculdade até me pagava as despesas de investigação, incluindo propinas… Estive presente em conferências nacioanais e internacionais e, não obstante as despesas a meu cargo, havia sempre uns tostões vindos da FCT e da própria faculdade para que os gastos por minha conta fossem minimizados. Quem será que contribuiu para tudo isto? talvez os desgraçados dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, digo eu!
http://www.educar.wordpress.com/2008/04/12/pela-blogosfera-causa-nossa/#comments
Novembro 6, 2009 at 7:03 pm
O Sócrates está com medo de pagar o que ganhou (desviou para outros fins no OGE) com o congelamento; ele sabe que se começar a ceder é o fim. Arranjou a galinha dos ovos de ouro com os professores.
Novembro 6, 2009 at 7:06 pm
Anónima: quem contribuiu para isto tudo foi a maioria absoluta.
Novembro 6, 2009 at 7:09 pm
Entrei e vou sair! Isto aqui é mesmo bafiento
Novembro 6, 2009 at 7:10 pm
#73
aliás mário nogueira e cds tem tudo a ver; penso que até o Mario se caracteriza mesmo por ser oportunista. e os sindicatos não prestam e por aí fora…..principalmente a fenprof que é dos tais… dos …co…esses malandros.
Novembro 6, 2009 at 7:12 pm
# 75
Todas as profissões têm aspectos, digamos, mais simpáticos e outros menos simpáticos.
Está um caos o ensino universitário. Um caos.
Novembro 6, 2009 at 7:14 pm
# 78
De facto, o personagem do post cheira a mofo até pela letra do início do sobrenome – “S”.
Novembro 6, 2009 at 7:17 pm
O Bosta azul esqueceu-se de referir que essas DITAS PROVAS ACADÉMICAS NA GRANDE MAIORIA DOS CASOS SÃO FEITAS POR AMIGOS DOS AMIGOS DOS AMIGOS DO ARGUENTE…Pois É …Raramente ou quase nunca alguém leva o número de bolas pretas suficiente para chumbar…quanto ao resto até é verdade..e por causa dessa estúpida medida as universidades estão a definhar ..os mais velhos reforma-se aos 70 e não abrem vagas de quadro..logo não existe grande motivação para a carreira…Bosta azul vá beber cicuta +é um favor que faz ao seu marido…
Novembro 6, 2009 at 7:26 pm
#78
isto é virtual; aonde é que vais buscar o cheiro?
Novembro 6, 2009 at 10:57 pm
anahenriques disse:
“Responda à sua amiga que no sector da Educação também existem quotas. Os/As chefes de divisão, directores de serviços e directores regionais da Educação, no caso de chefias intermédias da Educação, têm um sistema de quotas tão ou mais apertado que qualquer instituição dos ensinos politécnicos ou universitário.”
Eu acho que está a fazer uma confusão dos diabos. Os directores regionais, os directores de serviço e os chefes de divisão são cargos de nomeação. Não são categorias profissionais. Existem no ME, nas estruturas centrais e regionais, pessoas que pertencem a outras carreiras da administração pública, nomeadamente à carreira técnica superior. Estas estão sujeitas a quotas para progressão na carreira. E só progridem quando o poder político decide abrir concursos. Estes concursos abrem, por norma, um número inferior de vagas do que os potenciais candidatos. Nalguns casos os concursos exigem a prestação de provas, para além da parte documental que é aferida.
Perante isto, que é a situação normal na administração pública, pergunto-lhe: porque é que a carreira docente deve ser a excepção? Apresente-me um argumento, UM SÓ, que não seja de natureza corporativa. Todas as carreiras na administração pública gostariam de não ter quotas. Na carreira diplomática todos gostariam de chegar a embaixadores. Todos os juízes gostariam de chegar ao Supremo Tribunal. E todos os técnicos superiores gostariam de chegar ao topo da carreira: assessor principal.
“Gostaria de ter acesso à legislação´para tirar umas dúvidas.”
A legislação em causa é o Decreto-Lei n.º 205/2009 de 31 de Agosto. Divirta-se.
Novembro 6, 2009 at 11:07 pm
Irra que o amanuense é mesmo mentecapto…bem vou à deita que de baratas já basta…Carpe Diem…
Novembro 7, 2009 at 12:59 am
“A legislação em causa é o Decreto-Lei n.º 205/2009 de 31 de Agosto.”
AH! Bem me parecia que essa da avaliação dos professores do politecnico e universitário seria de …
TRINTA E UM DE AGOSTO DE DOIS MIL E NOVE!
Muito bem, legislação acabada de sair do forno.
… E são as INSTITUIÇÕES que determinam & tal. Estou a ver, a imaginar a coisa (…)
Novembro 7, 2009 at 1:57 am
“Perante isto, que é a situação normal na administração pública, pergunto-lhe: porque é que a carreira docente deve ser a excepção? Blá, blá, blá, blá, blá” – 84
1- Ainda não se deu ao trabalho de pensar/ investigar por que razão TODAS as carreiras dos docentes, de todos os sistemas de ensino, são similares á que existia em Portugal?
2- A carreira docente não é nenhuma excepção. Basta pensar na carreira médica, a título de exemplo.
Do seu comentário, infiro que tem pretensões a discutir matérias de Organização do Trabalho mas é um completo leigo na matéria. Profere uns lugares comuns da “moda” da mais pura falta de bom senso.
Uma pequena ajuda.
Aconselho-o a começar por ler uma primeira obra de autor sobre o assunto – “Estrutura e Funcionamento das Organizações” de Mintzberg. Um clássico da Psicossociologia das Organizações, obra de base. No final do livro o autor descreve os modelos organizacionais-tipo. Para lhe facilitar a tarefa leia os textos sobre dois Modelos de Estrutura Organizacional Burocráticos (o piramidal e o horizontal). Modelo da Burocracia Mecanicista e o Modelo da Burocracia Profissional.
Após leitura destas vinte páginas (pelo que comentar tirarei as minhas conclusões) prometo que lhe indico outras obras e autores sobre temas que decerto o fascinarão: Satisfação no Trabalho, Motivação, o Poder, a Liderança, Patologia e Comportamento Organizacional, o Conflito, Teoria de Jogos, etc.
Até lá terá de se aplicar e de estudar.
Novembro 7, 2009 at 11:30 am
“A carreira docente não é nenhuma excepção. Basta pensar na carreira médica, a título de exemplo.”
Quer dizer então que na carreira médica todos os médicos progridem até topo sem grandes exigências? Você vive em Marte? Se os professores portugueses tivessem uma carreira tão exigente quanto as carreiras médicas actualmente em vigor ninguém em seu perfeito juízo ousaria mudar o ECD e a ADD.
“Do seu comentário, infiro que tem pretensões a discutir matérias de Organização do Trabalho mas é um completo leigo na matéria. Profere uns lugares comuns da “moda” da mais pura falta de bom senso.”
Posso ser um leigo na matéria mas não cometo erros grosseiros como a anahenriques quando confundiu lugares de nomeação com categorias profissionais.
Constato que prefere a arrogância à discussão substantiva dos assuntos. Pede-me o diploma onde se se refere a avaliação de desempenho dos professores universitários e depois não o estuda nem tira conclusões. Fala como uma professora arrogante que critica os seus alunos quando eles lhes colocam perguntas embaraçosas. Eu não sou seu aluno nem você é minha professora. Graças a Deus…
Novembro 7, 2009 at 11:33 am
Kafka suck a banana…
Novembro 7, 2009 at 11:39 am
Porque no fim o que este kafka cor de rosa quer é que nós um dia destes cheguemos a este estado…
Novembro 7, 2009 at 12:44 pm
# 88
Dou explicações mas aviso-o que são pagas a peso de ouro. Pergunte aos grandes empresários quanto pagam por hora a um Consultor de Recursos Humanos de topo.
A Empresa de Consultores de Recursos Humanos onde me encontrava a trabalhar na qualidade de especialista de Organização do Trabalho foi a empresa consultora do ministério da Saúde que efectuou as estruturações e reestruturações das carreiras em grande número dos Hospitais Centrais, após a trapalhada deixada por Leonor Beleza.
Retire as conclusões sobre o meu e o seu conhecimento sobre o assunto. E os respectivos comentários.
Claro que Director Regional é um lugar de nomeação política (daí toda a trapalhada no sector). Está na dependência hierárquica directa de um dos secretário de estado da Educação.
Com excepção destes tenebrosos quatro anos e tal, vivi por dentro todas as reestruturações dos serviços centrais e depois regionais do ME desde 1982, se a memória não me falha.
Retire as conclusões sobre o meu e o seu conhecimento sobre o assunto. E os respectivos comentários.
Informo-o que o meu tempo é precioso e não o vou esbanjar mais a aturar desaforos de idiotas.
Não se queixe.
Está avisado.
Por mim.
Fui
Novembro 7, 2009 at 3:31 pm
anahenriques disse:
“Não se queixe.Está avisado.Por mim.”
Ó mãe, mãe…o bicho mau está debaixo da minha cama!!