Pois eu estou farta de frases feitas!
Não acredito em (falsas) negociações!
Detesto sorrisos de circunstância!
Não espero nada de quem aceita “convites de fax”!
Vou meter licença sem vencimento.
Pobre país entregue a estes governantes medíocres…é confrangedor ouvir esta gentinha. Será que não temos direito a melhor? Direito a políticos de melhor qualidade, como têm os espanhóis ou os alemães, ou os americanos? Políticos com quem se possa discordar, mas que se possam ouvir sem sentirmos vergonha de os ter como concidadãos?
Quantos jovens qualificados estão a abandonar o país, por mês, e a procurar emprego lá fora? (vinha nos jornais há dias)
“A Educação vai trazer uma marca política ao governo”?
Penso que não, mas será a forma de marcar a agenda politica, escondendo outros problemas graves de que o País padece.
Pois é. Ela própria ainda não percebeu bem o que é que querem que ela diga. Pelo sim pelo não, vai-se ficando por platitudes. Tudo é negociável, mas nuns termos que a capacidade literária dela ainda não conseguiu abarcar. Aguarda ordens até ao momento. Veremos como se adapta a esta ausência de script.
Ela ainda não percebeu que é uma espécie de ministra.Só tem que fazer o papel de hospedeira: sorrir e ser simpática. As decisões serão tomadas por outros e ela vai assinar de cruzinha. Não sei se é ingénua ou burra mesmo!
Estes comentários pouco polidos dos professores que não querem ser avaliados(basta ler o que escrevem e percebe-se logo porquê)são um obstáculo às presumíveis intenções(ser secretário de estado) do P.G. Quem seria capaz de escolher para tal função alguém que coordena um blog com tais comentadores?
“…O ministro da Educação da Finlândia – um país que para nós funciona como referência – deu uma entrevista a um órgão de comunicação social e a palavra que mais vezes repetia era a confiança que tem na escola, na capacidade profissional dos professores.”
de facto tem razão, a ministra pelo modo de falar e de olhar denota muito pouco à vontade. Nesse aspecto (e noutros) a nossa MLR vai deixar saudades. Porém a falta de traquejo pode não querer dizer nada…
Como tenho sempre dito as coisas vão mudar, apesar de não ser como alguns gostariam. A grande verdade é que quem está entrincheirado são aqueles que só ficariam satisfeitos com uma suspensão desta avaliação… Não tenhamos dúvidas de uma coisa, este conflito interessa mais aos sindicatos e às oposições do que ao governo. Mais, o governo está desejoso de arranjar uma solução para esta situação…
Por isso, estou certo que este modelo vai ser alterado e melhorado respondendo a um conjunto de questões colocadas pela experimentação do modelo em vigor (divisão da carreira, periodicidade e simplificação). Será certamente uma evolução do modelo em vigor, pois seria muito estranho começar do zero outra vez, quando já se perdeu tantas horas a trabalhar sobre isto.
Tenho porém muitas dúvidas que os sindicatos contribuam com alguma coisa de positivo para este processo. Aliás, parece-me mais provável que, pelo menos, a FENPROF rejeite qualquer entendimento. Qualquer proposta que seja feita nunca será suficiente. Aliás, os sindicatos, infelizmente, pouco ou nada têm contribuído para a solução dos problemas da escola pública. Muito pelo contrário, são parte do problema. E continuarão a sê-lo enquanto não se libertarem das suas motivações partidárias.
“Tanto no sistema de avaliação como no estatuto… não há pontos que não se possam mudar.”
“Nós vamos chegar a uma solução em breve… em que o estatuto e a avaliação possam ser melhorados.”
“A suspensão iria criar uma agitação ainda maior”.
………………..
Eu entendo essa de “uma no cravo e outra na ferradura”.
A sério que entendo.
Como, posso estar enganado, também acho que já entendi que NINGUÉM será prejudicado neste biénio de avalição por não ter entregue OIs e FAA.
Por isso, se o problema é a palavra SUSPENSÃO – que eu também nunca gostei muito de ouvir no meio desta triste história (preferia antes MUDANÇA ou SUBSTITUIÇÃO) -, pois então não “SUSPENDAM” nada.
Mas MUDEM tudo:
-Mantenham “a” avaliação mudando “todos” os pontos que precisam de ser alterados e “melhorem” lá o estatuto, terminando com a divisão na carreira e com as QUOTAS.
Mas consigam essa tal “solução” em breve.
- Se é que realmente não querem uma agitação ainda maior que a destes dois últimos anos.
Eu, pelo menos, já estou farto deste “chove e não molha”.
se há alguém que sempre tem dito a mesma coisa sou eu… Sabe bem disso, ou precisa que o recorde?
Mesmo ontem, qd todos falavam do fincapé do governo e dos silêncios ensurdecedores escrevi:
Em primeiro lugar, o governo não está a embarcar em nenhuma estratégia de confronto que prolongue o conflito com os professores. Mais, este silêncio do ME, é o sinal evidente de que está a ser preparada uma solução para esta situação que, de repente, parece a situação mais importante do país!
Em segundo lugar, a proposta que será feita não será um prolongamento do modelo “simplex”, mas sim uma evolução deste modelo. Evolução no sentido em que não se pode deitar fora um modelo que já foi experimentado e que funcionou na maior parte das escolas, apesar do boicote de boa parte dos professores. Claro que há muitas coisas para corrigir mas seria muito estranho começar do zero outra vez, quando já se perdeu tantas horas a trabalhar sobre isto. Por isso, estou certo que este modelo pode ser alterado e melhorado respondendo a um conjunto de questões colocadas pela experimentação do modelo em vigor (divisão da carreira, periodicidade e simplificação). Aguardemos com paciência as novidades.
Em terceiro lugar, o que o Ministro dos assuntos parlamentares disse é que o governo não defenderá nunca uma suspensão da avaliação, sem alternativa, só para cair nas boas graças dos professores. A avaliação dos professores é irreversível e um ganho que este governo pretende capitalizar, mesmo que altere este modelo de avaliação. O imbróglio júridico/político existe nem que seja pelo facto de o governo ter a legitimidade de pretender governar de acordo com o seu programa eleitoral e não com o programa das oposições…
Em último lugar, espanta-me que os professores tenham perdido todo o sentido crítico que conquistaram nestes últimos tempos, “comendo” tudo o que lhe entregam e lhe fazem passar como a “solução”. No fundo todos já perceberam que não há modelos perfeitos e a ter que haver algum tipo de avaliação que seja numa forma “fraquinha” e “inconsequente”, isto é, que não se note, que não altere as suas rotinas e não afecte a sua progressão… A verdade é que a maior parte dos professores foi avaliado de uma forma natural e sem grandes dramas. Aliás, por muito que se grite o contrário, esta avaliação, apesar de tudo e contra todos, já produziu consequências directas (efeitos na progressão na carreira) e indirectas (baixou o nível de absentismo, a prática lectiva melhorou, o insucesso foi reduzido).
…shiiii…cm isto tá divertido!!!
…ouviram o discurso d 1º ministro?
…bem…eu xou muita bom(pensa ele)…
…e olhem q até poderia ser…s n fosse tão narcísico,o homem…
…mais seguro d q nunca…e tão demagógico cm habitualmente…
…nós poderemos sempre dizer Não!!!
#69
Entricheirado está Sócrates. Sem maioria absoluta de votos (mas isso ele nunca teve) e agora sem com a maioria absoluta de deputados. Mas aprecio os cuidados de MAT na formulação das ideias. Apresenta os que não estão satisfeitos com a ADD da ministra erradicada como, cito, aqueles que só ficariam satisfeitos com a suspensão desta avaliação (fim de citação). Técnicas clássicas de reducionismo. Já para responder a questões ou dúvidas que lhe são apresentadas, MAT pouco se distancia de Maria Cam,pos. Mas também ninguém espera que apareça aqui para exibir um nível de diálogo muito diferente da clique que defende.
Este #77 deve regular pouco, não estou aqui para ler diarréias, faço adivinhações com chumbo nos idiotas. É tempo perdido os parvos escreverem-me a pedir namoro.
PARA O MAT LER E PRENDER ALGO…
Avaliação de Professores em Portugal
Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao orgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças tem com o português é o chileno, embora este último seja incomparavelmente menos burocrático.
Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade de modelos e de critérios de avaliação no país. Consultar
Avaliação de Professores na Alemanha*
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22
Avaliação de Professores na Suíça*
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.
Avaliação de Professores na Bélgica
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.
Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales**
1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os “avaliadores de “perfomance”.
Avaliação de Professores na França
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professsor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.
Avaliação dos Professores em Espanha
1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada “Comunidade Autonómica” estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
2. Categorias: Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
3. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.
Avaliação dos Professores em Itália
1. Categorias: Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Avaliação. A avaliação dos professores é feita em duas situações particulares: a) Na sequência de queixas ou maus resultados sistemáticos dos professores; b) quando o professor pede uma avaliação para efeitos de progressão na carreira. Na sua escola é nomeada uma comissão de avaliação presidida pelo director da escola.
Avaliação dos Professores na Islândia, Dinamarca, Finlândia e Luxemburgo
Não existe qualquer modelo de avaliação dos professores, nem de divisão das suas carreiras profissionais. No caso da Islândia, as escolas por vezes organizam grupos de reflexão para avaliarem as práticas que estão a ser seguidas tendo em vista a sua melhoria.
Avaliação de Professores nos EUA**
1. Descentralização. . Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.
“…já produziu consequências directas (efeitos na progressão na carreira) e indirectas (baixou o nível de absentismo, a prática lectiva melhorou, o insucesso foi reduzido).”
-o que o leva a dizer que a prática lectiva melhorou?
- o insucesso foi reduzido. Graças a esta avaliação? Até lhe dou razão. Um dos itens que ficou foi ligar a redução do insucesso e abandono escolar à avaliação dos professores.Apesar dos simplexes.
#86-Buli: Até houve expressões e chavões que foram copiados integralmente do site do ministério chileno.
è o que dá terem entregue o ministério a mestres de Bosta em cursos de Verão.
Há um fenómeno muito curioso na linguística que eu gostava de ver tratado pelos especialistas. Quando as palavras se misturam com poder, adquirem ipso facto um valor fetiche.
A ministra coloca uma folha em branco sobre a mesa e diz: escrevam tudo o que vos apetecer, desde que jurem a pés juntos que não irão lá fora dizer que a ADD da ministra expulsa foi suspenso. Com esta condição, terão o meu apoio. A mim, não me incomoda a ideia e parece que MAT fica imensamente satisfeito.
tudo bem dou esses argumentos de bandeja; aquela parte do fomos roubados (desde 2005 e continua) fica aonde? o que tem de ser tem muita força? Otários? faltosos? não fazem nenhum? ganham muito? há aqui qualquer coisa que não bate certo.
os modelos que apresnta sem sinteses muito convenientes… A verdade é que se conhecesse os modelos de avaliação em concreto dos outros países não os recomendaria assim tanto…
Ou porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, sindicato ou coisa parecida a propô-los?
Pois é..pelo sim pelo não e para calar as bocas deste sabujos aqui vai…
Avaliação de Professores no Chile
O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) . Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças. Este quadro mostra claramente que o modelo português é muitíssimo mais complexo e burocrático que o chileno, onde o governo se terá inspirado.
Comparação***
Modelo de Avaliação Português **** Modelo de Avaliação Chileno
Periodicidade
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, o qual pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação do objectivos individuais do professor;
3. Portefólio do professor
4. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
5. Entrevista pelo professor avaliador.Implica o preenchimento de ficha de avaliação.
6. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular.Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
7. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.
1.Fichas de Auto-avaliação;
2.Entrevista pelo professor avaliador;
3.Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em video de uma aula, de 4 em quatro anos.
Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2.Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado e deixa de dar aulas, duarante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa sai da carreira, mas recbe um abono.
Nota: O Modelo aprovado pelo governo português é muito mais complexo do que esta síntese comparativa pode levar a concluir. Estamos perante uma verdadeira aberração jurídica.
Março de 2008
Carlos Fontes
* Informação de Teresa Soares, docente nestes países. ** Expresso.*** Correio da Manhã,31/3/2008
**** A burocracia que implica este sistema de avaliação, levou o próprio ME a apelar à sua simplicação.
.
A operacionalização do modelo a seguir apresentado, implica que cada escola produza uma inacreditável quantidade de instrumentos de medida normalizados, o que torna ainda mais complexo e burocrático o modelo imposto pelo governo às escolas.
MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES EM PORTUGAL *
AVALIADORES
Presidente do Conselho Executivo
Avalia:
- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola
- Esta avaliação equivale a 50% da nota final
Coordenador do Departamento Curricular:
Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos
- Esta avaliação equivale a 50% da nota final
FASES DA AVALIAÇÃO
1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.
2.ª fase
Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores
3.ª fase
Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas
4.ª fase
Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)
5.ª fase
Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.
6.ª fase
Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.
7.ª fase
Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.
8.ª fase
Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
- Excelente, de 9 a 10 valores
- Muito Bom, de 8 a 8,9
- Bom, de 6,5 a 7,9
- Regular, de 5 a 6,4
- Insuficiente, de 1 a 4,9
EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.
os modelos que apresenta são sínteses muito convenientes… A verdade é que se conhecesse os modelos de avaliação em concreto dos outros países não os recomendaria assim tanto…
Ou porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, sindicato ou coisa parecida a propô-los?
Nunca fez essa pergunta a si própria? Se são assim tão bons porque não há ninguém a propô-los?
Mat não me lixe com considerações evasivas..posso ser por vezes desbragada nos comentários mas isso não quer dizer que seja amputada de sinapses…os modelos apresentados têm as suas virtudes e não complicam nem burocratizam ..o nosso se vir é o modelo mais kafkiano que se possa imaginar…e é decalcado do Chileno…brincamos…?
Não há argumentos que bastem para a segurança de uma adesão. O último argumento somos nós. E esse é que é decisivo
Ferreira , Vergílio
Esta Isabel alçada a ministra para já não me convence. Aquele ar a meio sonsa, meio barata-tonta, como se fosse uma paraquedista que para ali caiu, sugere que ainda lhe estão a preparar o guião.
Aliás é o problema dos ministros ditos independentes. Como não têm peso político próprio, acabam por ser os mais fiéis executantes da política definida pelo PM.
PCT
PAP
PEI
PLNM
APAs
Tutorias
Substituições
Preenchimento de fichas para os ee
Reuniões
Grelhas de operacionalização das competências do 2º, 3º ciclos e secundário
Operacionalização das TIC (!)
Grelhas/gráficos de resultados da avaliação diagnóstica
Reuniões de articulação curricular
Operacionalização de estratégias
CAF
PE (de escola)
Operacionalização de mais não sei quê.
Pergunto: isto contribui assim tanto para a melhoria da prática lectiva?
A sério.
É que tudo isto é feito para inspecção/director ver.
Supostamente, tudo isto seria em benefício dos alunos e do seu sucesso.
Mas é?
Os EEs nas reuniões até ficam com os olhos em bico…….e olham para o relógio. Pudera!
Maria Campos anda consternada com a benesses de alguns administradores de empresas públicas. Já lhe ocorreu dirigir os seus protestos para o governo que permite que sejam esses gestores a fixar os seus próprios salários e prémios? É que, neste caso, bastava mesmo um decretozeco regulamentar do ministro das Finanças, impondo limites legais. Ao invés, vai-se desculpando que não quer interferir na gestão.
Por exemplo: Estudos provam que os professores avaliados com muito bom ou excelente reduzem a quantidade de pêlos, se forem peludos, ou cresce-lhes mais o cabelo, se forem carecas.
O preenchimento regular de fichas destinadas à ADD actua como um poderoso regulador intestinal, melhorando a digestão e as funções orgânicas que lhe estão associadas.
PORQUE MAT A INTELIGÊNCIA NÃO ABUNDA PELOS LADOS DOS POLÍTICOS..E PORQUE EM NENHUM DESSES PAÍSES EXISTE A CARREIRA DE TITULAR E COTAS ..LOGO SE SE ADOPTASSE QUALQUER UM DESSES SISTEMAS NÃO SE POUPARIA DINHEIRO…
BEM CARPE DIEM..VOU PARA O VALE DOS LENÇÓIS…porra para as maísculas….!
Muito pouco confiante..discurso de papagaio..foi a 1ª vez que tive pachorra para a ouvir …e NÃO gostei..olhos esbugalhados, …sorriso falso..sim, mas também…nem sim , nem sopas…. decepção!!!!
Merecíamos melhor….
Mas, sinceramente, colegas..estou cansada da palavra “suspensão”. Há mais de 2 anos que ouvimos diariamente…suspende, não suspende… suspensão já..suspensão depois…votem na suspensão….pedem a suspensão…suspensão não…suspensão…será que isto acaba um dia???? Realmente estou exausta desta tecla.
Não suspendam, mas MUDEM tudo! E deixem-nos em paz! Merecemos alguma paz! Não suporto mais este palavreado e este “faz-de-conta”
Campos conheçom bem o Luxemburgo e a formação de professores é em grande parte feita fora do pais em França sai mais BARATO..NÓS PODÍAMOS FAZER O MESMO CÁ……e como já lhe disse você só refere esse exemplo nada mais …irra que além de feia é inapata de sinapses…Curiosamente os piores alunos do Luxemburgo são portugueses…porque será…?Responda se souber…
Fernanda, combater o abandono escolar e o insucesso, era dois dos objectivos obrigatórios do complex, que foram retirados com o simplex. Ficaram: a assiduídade, formação contínua e serviço distribuido.
#77
Como é que sabe que a prática lectiva melhorou, se a grande maioria dos professores que foram avaliados, não pediram aulas assistidas????
pois… pois… são todos masoquistas! Há açi modelos tão bons e tão fáceis de aplicar e aanda aqui o pessoal todo a discutir o sexo dos anjos… Não acha isso estranho? Nem os sindicatos, nem as associações de professores, nem nenhum académico, nem nenhum partido? Não há ninguém a propô-los? Porque será?
sÓ PARA VOCÊ cAMPOS ..
Avaliação dos professores é simples
Para Carlos Raminhos, vão longe as primeiras impressões estranhas do Luxemburgo – as lojas que fecham às cinco da tarde e o clima cinzento. Nada que um bom salário não pague (o ordenado mínimo neste país é de 1500 euros, pelo que se poderá imaginar quanto não ganhará um professor da Escola Europeia), assim como as condições em que se vive e se trabalha. Ainda por cima, no supermercado, há produtos ao mesmo preço de Portugal.
Este professor admite também que escapa incólume às dificuldades que os seus colegas portugueses estão a atravessar e ao clima de crispação e de revolta que se vive na escolas lusas. No Luxemburgo, a avaliação, por exemplo, não tem nada de burocrática. É feita pela direcção da escola e inclui duas aulas assistidas por um inspector. Os professores têm autonomia dentro da sala de aulas e a retenção de alunos não é tarefa impossível.
“O aluno que chegar ao final do ano sem atingir os objectivos determinados ficará retido”, conta Carlos Raminhos. Mas perante esse risco, o professor deve o mais cedo possível elaborar um plano individual e aplicá-lo para evitar o chumbo. No caso de uma segunda língua, poderá haver aulas suplementares depois do horário escolar.
Este professor sublinha ainda a interculturalidade que existe entre professores e alunos de várias nacionalidades como um dos pontos fortes da escola. Por exemplo, no dia de cada país, os docentes oferecem um lanche aos colegas. No 10 de Junho, Raminhos e os seus colegas portugueses prepararam um evento, passaram um filme sobre Portugal e música de Carlos Paredes, Marisa, Maria João e Mário Laginha. “Há aqui um ambiente engraçado de partilha e isso é uma das coisas que mais gosto nesta escola”, diz.
“Somos vistos como profissionais e pessoas honestas”
Apesar do rigor e do escrutínio a que está sujeita, esta escola de élite funciona sem burocracias, centrando a sua actividade naquilo para a qual foi criada – leccionar.
Os professores não passam a vida em reuniões, excepto as de avaliação no fim de cada período – que decorrem durante o período lectivo – ou se houver situações excepcionais que as justifiquem.
No princípio do ano entregam uma planificação, mas não têm livros de ponto para assinar sumários e as faltas e atrasos dos alunos são registadas num papelinho que é entregue a um “conselheiro de educação”, responsável pelos aspectos administrativos dos alunos, como as faltas, aplicação de sanções disciplinares, envio de correspondência aos pais, etc. No entanto, há também um “director de turma”, só que mais aliviado das tarefas burocráticas.
As aulas de substituição existem quando o professor avisa atempadamente que vai faltar. Perante uma falta imprevista, os alunos mais novos vão para junto do “conselheiro de educação” e os do secundário vão para o recreio durante o tempo da aula.
A avaliação dos professores não é novidade e está implementada há muitos anos, mas é extremamente simples – consta de três aulas assistidas por um inspector e de um relatório da directora da escola. Os docentes dizem que este sistema não é confuso nem se presta a conflitos e, regra geral, é bem aceite.
As aulas começam a 1 de Setembro e terminam no início de Julho. Mas há cinco dias úteis de férias em cada cinco semanas de aulas. Não se lhes chama, eufemísticamente, “interrupções lectivas”, mas sim “férias”. Durante esse tempo, e durante as férias de Verão, a escola fecha.
Só em caso de doença, os professores terão de justificar as suas faltas. Se acontecer um imprevisto ou se tiver uma indisposição súbita, o docente avisa que não pode comparecer e aparece no dia seguinte ou mais tarde no próprio dia.
“Isso acontece poucas vezes. Não há abusos. Somos vistos como profissionais e pessoas honestas e estamos aqui para dar o nosso melhor. É assim que nos vêem”, diz um professor francês, que já lecciona naquela escola há cinco anos.
Esses modelos não são adoptados/adaptados por uma questão de finanças e por uma questão primordial: a confiança nas escolas e no trabalho dos professores, tudo o que durante estes últimos 4 anos (essencialmente) foi destruído, rasgado e espezinhado.
“Como é que sabe que a prática lectiva melhorou, se a grande maioria dos professores que foram avaliados, não pediram aulas assistidas????”
Bem, na minha escola, e apesar de muitos não terem requerido aulas assistidas, notei que, mesmo assim, andava tudo muito preocupado com a prática lectiva, o sucesso dos alunos, as aulas de apoio, o ensino diferenciado, as faltas, o cumprimento dos programas, os instrumentos, e.t.c.
E COM TODA ESSA AVALIAÇÃO E COISA E TAL E OLHE OS RESULTADOS DO PISA..
gumas das consequências das dificuldades sentidas pelos portugueses nesta área são já possíveis de traçar. Os estudantes com menos competências literárias são os mais vulneráveis ao insucesso escolar, alerta a OCDE num relatório elaborado a partir dos dados do PISA (Programme for International Student Assessment) de 2000, um estudo internacional sobre as competências dos jovens de 15 anos.
E o problema está longe de ser só esse: estes jovens terão, no futuro, maiores dificuldades em encontrar um emprego. Isto porque a iliteracia tem implicações a todos os níveis, sublinha o mesmo trabalho. O estudo revela ainda que dez por cento dos jovens portugueses que participaram no inquérito não conseguem atingir o valor mínimo de literacia em leitura. No “ranking” dos países, abaixo de Portugal ficam apenas o México e o Luxemburgo.
#114
mas quais finanças quais quê!! muito pelo contrário, nesses países a forma de progressão na carreira é muito mais díficil…
A verdade é que os tais modelos tão bons dos países vizinhos, a serem aplicados na sua plenitude, seriam muito mais rapidamente rejeitados do que este.
E para quem diz que antes Socrates não havia avaliação fica esta questão:
Porque há uma colega que não sobe na carreira há muitos anos pq tem 5 crianças pequenas e não consegue fazer formação pq é sozinha e não tem a quem as deixar?
In 2003, a new university was founded: the University of Luxembourg, the first and only university of the Grand-Duchy of Luxembourg, the small state that sits between France, Germany and Belgium. http://wwwen.uni.lu/university
O que é certo é que o partido socialista ganhou inimigos para a vida. Podem-se dar a esse luxo? Querem insistir? Força.
Enganaram-se na persistência dos professores, fomos nós que sempre mantivemos a escola, apesar de toda a incompetência dos que mandam. É por isso que abusam, porque sabem a maior parte dos professores ensina, porque sabem que por mais abusos que façam os professores cumprem e porque, no fundo, não querem saber da qualidade do ensino.
Mas enganaram-se na influência dos professores, esperem, e esperem pelas próximas gerações.
Quando ao PSD lhe interessar o poder, vão ser corridos e não vão ter nada para se agarrar, porque deitaram fora toda a ideologia e tornaram-se apenas uma seita de deslumbrados.
Deslumbrados e chico-espertos.
No ensino, e não só, foram incompetentes, MLR tinha um plano simples para executar e não conseguiu fazer nada de jeito, nem com sindicatos mal organizados.
Enganaram-se, pensaram que eram favas contadas. Os professores são resistentes, é isso que fazemos todos os dias nas escolas ,é esse o nosso treino diário.
#117 É popr isso mesmo que os alunos trabalharam mais; as aulas foram um sucesso; os resultados dos exames os melhores de sempre. Óptimo, agora sabemos como fazer.
E como por cá temos a sensação de andar para trás…bebes voltam a nascer nas estradas, etc…nada como voltar aos regentes…ah…não precisamos teremos as NOs com mão de obra barata e escravatura semelhante à dos profs das AECs.
Hoje estive a trabalhar em continuo, apenas com paragem para alçmoço, das 8h30 às 22h.
Por isso tenho direito a escrever isto: MC sua badalhoca, ainda aqui andas?
«Bem, na minha escola, e apesar de muitos não terem requerido aulas assistidas, notei que, mesmo assim, andava tudo muito preocupado com a prática lectiva, o sucesso dos alunos, as aulas de apoio, o ensino diferenciado, as faltas, o cumprimento dos programas, os instrumentos, e.t.c.
Na sua escola, não viu o mesmo?»
Não. Apesar de tudo, continuo a dar aulas em Portugal, ainda não emigrei. Como está o tempo por aí?
A avaliação é para manter, não é para suspender; a srª ministra vai começar a n egociar com os sindicatos – diz o nosso 1º.
Podemos maquilhar a tal de avaliação, mas não se suspende, porque isso ia causar um mal maior nas escolas e elas não precisam disso – diz a Isabel.
E tudo com base num pseudo trabalho que já foi feito, na maioria dos casos mal equacionado, como tive oportunidade de constatar em diversos casos e no cerca de 1/3 de professores que segundo dizem já foi avaliado e de entre os quais não sei quantos mil são muito bons ou excelentes.
E dito isto consideram que o assunto está arrumado!
Vamos por partes:
1 – ao afirmarem que o dossier vai ser negociado com os sindicatos, retiram à AR a sua atenção deste problema porque os partidos vão ficar na expectativa e vão embrenhar-se moutros assuntos enquanto esperam pelos resultados da negociação, quebrando-lhes, desta forma, o ímpeto com que chegaram à nova legislatura. As negociações vão recomeçar, mas já todos conhecemos como são feitas as negociações dum governo sob a alçada deste sr e quais as instruções com que a srª vai: dar uma corzinha (assim a tender para o rosa, de preferência), mas não mudar muito o que está feito. E enquanto se negoceia faz-se por cansar o pessoal com um sorriso…
2 – já há milhares avaliados! Já, já há muitos avaliados! E há muitos à espera que as escolas libertem a avaliação. Mas como é que foi feita essa avaliação? Como é que apareceram os excelentes e os muito bons?
Quais foram as instruções dadas para que as notações coubessem nas quotas. Eu sei porque estive na acção. Mas será que quem ouve falar das classificações que já existem sabe como se chegou a esses resultados? Será que quem ouve falar dos nilhares de excelentes e muito bons sabe como é que foram distribuídos?
Será que não é mesmo mais justo fazer tábua rasa de tudo o que houve e recomeçar do zero?
Por mim, prefiro deitar fora todo o trabalho a cultivar a injustiça apenas porque perdi tempo com algo que não tinha nem tem futuro e que é injusto para muitos colegas com quem trabalho e outros com quem não trabalho mas de cujo trabalho oiço falar e não couberam nas quotas por várias razões.
Mais uma vez as suas declarações reflectem alguma ignorância daquilo que se passa com os professores em toda a Europa.
Entre os países que não têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se: na Europa Ocidental, a Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido (Escócia) e Suécia; na Europa de Leste, Eslováquia, Hungria e Letónia.
Entre os países que têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se: Alemanha, Eslovénia, Estónia, França, Grécia, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte), República Checa e Roménia.
A generalização de um sistema de avaliação a todos os professores em Espanha é uma questão pendente há mais de uma década nas diferentes administrações educativas.
Nos países onde existe avaliação predominam duas linhas gerais: observações de aulas por um inspector ou pelo director quando se muda de escalão ou relatórios de auto-avaliação.
Não existem professores titulares em toda a Europa.
Não existem promoções da carreira na Europa, mas sim progressões na carreira.
NOS RANKINGS DOS SISTEMAS EDUCATIVOS, PORQUE RAZÃO OS PAÍSES DA EUROPA ONDE NÃO EXISTE UMA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES, QUASE TODOS ESTÃO NO TOP EDUCATIVO MUNDIAL?
EXISTE ALGUMA CORRELAÇÃO LINEAR POSITIVA ENTRE A ADD E A MELHORIA DO SISTEMA EDUCATIVO?
OLHANDO PARA A EUROPA DIR-LHE-EI QUE NÃO…
DE FACTO ACHO QUE AO COLEGA MAT E À MARIA CAMPOS LHES FALTA muito conhecimento do que se passa a nível de conhecimentos das performances dos outros sistemas de ensino a nível mundial.
Estudem e desculpem a petulância…da minha parte.
Irra quando não se quer conhecer mais, ou se persiste na teimosia, então começo a duvidar dos vossos coeficientes de inteligência.
É demais…
Já agora sabem onde existiram na Europa avaliações “à grelha”.
Então eu digo-lhes:
Inglaterra, cuja sistema educativo vem de uma longa decadência ao longo das últimas décadas.
Holanda, nos anos 90, que foi abandonada depois da debandada dos professores do sistema educativo. Agora na Holanda persiste o seguinte princípio: “O PROFESSOR É BOM ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO”
Irra estudem o que se passa lá fora…
Já agora fazia-lhes bem inscreverem-se no programa Coménius na rúbrica “trocas de experiências entre administrações educativas e métodos de avaliação dos diferentes sistemas de ensino”.
e, nas paginas 53(Matemática), 22(Ciências)e 47 (Leitura) pode ver em que lugar está o Luxemburgo. Aproveite e veja em que lugar está a Itália, Grécia, EUA, Espanha…em relação a Portugal. Se estiverem por aqui pais de alunos nossos, aproveitem e vejam também. E tirem as ilacções sobre o papel de Maria Campos neste blog.
vejo que sabe muito do assunto. Por isso +e a pessoa indicada para me esclarecer do seguinte:
Dizem, e o Pedro deve saber melhor do que ninguém, que os modelos existentes por essa europa fora são muito simples, muito justos e perfeitos. A minha questão é simples: Porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, académico, associação, blogue ou coisa parecida a propô-los?
#159
A maioria só conhece esta realidade; se alguma coisita sabem é porque são os próprios professores que prestam esclarecimentos.
Quanto a outros, pensam o segfuinte “vou inventar algo de novo,pode ser que o meu nome apareça”. Só que a invenção, pelo menos a última, veio com a “chancela” do Chile.
Ó MAT pela simples razão de que todos fomos formatadas à necessidade de uma avaliação docente. Nessa armadilha já caíram os sindicatos há muito tempo.
Eu na minha experiência no Projecto Comémius aprendi o seguinte:
O SUCESSO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS DOS PAÍSES A NORTE DA EUROPA BASEIA-SE NO TRABALHO DE EQUIPA E NA TROCA DE EXPERIÊNCIAS.
O INDIVIDUALISMO NA CARREIRA DOCENTE É INIMIGA DA QUALIDADE DE ENSINO por muitas avaliações que existam!
Na Finlândia quando se preparam materiais didácticos e estratégias de ensino fazem-no em equipa. Os professores assistem às aulas dos colegas. As fichas de trabalho para os alunos são feitas em conjunto. Os professores permanecem 25 horas na escola, dando 18 a 22 tempos lectivos no turno da manhã ficando 3 a 4 aulas de tarde a preparar aulas, materiais, estratégias de recuperação, flexibilização de horários, etc. Os alunos só têm aulas no turno da manhã. O mesmo acontece nos países nórdicos e/ou mais a Norte: Noruega, Suécia, Dinamarca, Bélgica e Holanda.
Sabia que os professores dinamarqueses têm menos 3 anos de formação superior para darem aulas? Mas os resultados nos rankings internacionais são elevados.
O segredo está no trabalho de equipa: se eu compartilhar o trabalho com os outros colegas, trocar experiências com os mesmos existirá como que uma espécie de auto-controlo entre pares. É normal nesses países os colegas assistirem as aulas de outros para aprenderem com a experiência.
Concordo consigo os modelos nórdicos são óptimos. Mas para serem implementados por cá, garanto-lhe, era necessário também “importar” os professores, os alunos, a religião, a cultura, a escolaridade, a qualidade de vida, e.t.c.
#162
“O segredo está no trabalho de equipa”
Planamente de acordo. E era por aí que se deveria ter começado. Trabalhar em equipa, criando-se condições nas escolas.
O meu é este que está a ser aplicado mas melhorado, após diálogo com os sindicatos capazes de se sentgarem à mesa e terem um pensamento positivo.
Como os sindicalistas, normalmente nao querem nada, parecem meninos mimados a recusar tudo liminarmente, vejo que s+o +e possível melhorar o modelo a partir do próprio ministério.
Sinceramente, não acredito que do diálogo com estes sindicatos saia algo de construtivo.
Então já agora faço-lhe uma sugestão. Vamos à avaliação existente na Alemanha:
No último ano de cada escalão um inspector vê duas aulas do professor.
Em conjunto o inspector e o Director atribuem uma classificação ao professor, tendo em conta as aulas observadas, assiduidade e acções de formação frequentadas com aproveitamento.
Se quiserem ter o equivalente ao “Muito Bom” fazem um trabalho de investigação em ligação com um estabelecimento de ensino superior.
Simples não?
No final de cada escalão, sem portefólios simplesmente para dar nas vistas,
Já agora o do ensino particular por acaso não me incomoda…
“Ao afirmarem que o dossier vai ser negociado com os sindicatos, retiram à AR a sua atenção deste problema porque os partidos vão ficar na expectativa e vão embrenhar-se moutros assuntos enquanto esperam pelos resultados da negociação, quebrando-lhes, desta forma, o ímpeto com que chegaram à nova legislatura. As negociações vão recomeçar, mas já todos conhecemos como são feitas as negociações dum governo sob a alçada deste sr e quais as instruções com que a srª vai: dar uma corzinha (assim a tender para o rosa, de preferência), mas não mudar muito o que está feito. E enquanto se negoceia faz-se por cansar o pessoal com um sorriso…” – Maria Lisboa
O teatro recomeçou e a actriz foi bem sucedida na pose para quem aprecia “chá” das tias (ler comentário 1 da Olinda).
O Paulo teceu uma subtil crítica à actriz “a avaliar pelo falar pausado e olhar, parece estar muito pouco à vontade…” – Necessita de mais aulas de teatro.
O PSD tomou a iniciativa de convocar todos os partidos … não foi?
Todos os partidos, professores e sindicatos (com excepção de um grupelho de pêsses oportunistas) concordam que a avaliação política de professores e divisão de carreira é para pôr fim. E rapidamente.
A administração pública está praticamente paralisada por causa do SIADAP, o novo regime sino-soviético de “avaliação” dos funcionários públicos. Dirigentes máximos e dirigentes intermédios, passando por batalhões de “especialistas” à força, espremem-se para aplicar a maravilhosa invenção do governo do admirável líder, o mesmo que ainda há dois dias, na televisão e com ar amargurado, se lamentava do torpor burocrático do processo de avaliação dos professores. Mais tarde ou mais cedo estes regimes de avaliação perecerão às mãos da sua própria ineficácia e ineficiência. O texto que se segue foi escrito há mais de três anos. Nada mais há a acrescentar.
«O PS aprovou a proposta de lei do governo que fixa a aplicação do Sistema Integrado da Avaliação de Desempenho na Administração Pública (SIADAP). Entre outras coisas, e com a desculpa de que não se “mexia” nisto há décadas, o governo introduz um regime de quotas onde há lugar para os “menos bons” – por exclusão de partes -, para os “muito bons” – não podem exceder os 20% – e para os “excelentes”, sempre menos de 5%. Só a ingenuidade ou o estado de beatitude é que podem levar alguém a acreditar nisto e a imaginar que tudo irá ser conduzido dentros dos parâmetros da isenção e da boa-fé. Não vai. Em primeiro lugar, este “sistema” é posto em prática, não pela sua validade ou bondade intrínsecas (que não são nenhumas), mas porque é necessário reduzir a despesa em promoções e em progressões “automáticas”. Em segundo lugar, o “sistema” não tem nenhum tipo de coerência interna, nem podia ter, já que, dentro da chamada “função pública”, coexistem vários registos diferenciados que o “sistema” pretende tratar da mesma maneira. Depois, o “sistema” destina-se a facilitar o nepotismo hierárquico e o caprichismo dos dirigentes que, assim, podem à vontade exprimir os seus pequenos ódios e as suas pequenas preferências. Até dispôem de “quotas” para o fazer. Finalmente as próprias “quotas” são um perfeito disparate e um convite à bufaria, à discricionariedade e ao carreirismo mais despudorado. Mesmo que existam mais de cinco por cento de “excelentes” ou de vinte por cento de “muito bons”, o “sistema” obriga a “comprimir” artificialmente a “dotação” para cumprir a regra. Por detrás deste aparente lance de “modernização” e de “moralização” dos costumes administrativos, apenas espreitam o amiguismo e as práticas de “sovietização” dos serviços públicos. Nada mais.» http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/06/um-estado-sino-sovietico-na-west-coast.html
Por vezes, admito-o, gostaria que existisse um tipo desses pelas bandas lusas, com o objectivo de pregar uns valentes “sustos” nos loucos-que-para-aí-existem-fora-de-internamento-psiquiátrico (…)
Freud ex-pi-li-ca este “desejo”, de certo, comum a muito tuga.
Que pena retirar uma pessoa como a Isabel Alçada, que ao que todos dizem está a fazer um grande trabalho no programa do ministério da Educação , o PNL, e colocarem num lugar político sem nenhum poder para mudar nada. Vai ser uma Cara simpática que tem que fazer o que o núcleo duro político do PS quer, eles é que mandam.
Vai estar num lugar em que tem que obedecer aos teoricos liberais socialistas como o Vitorino, o Costa, O ex-secretário estado Pedrosa e o Valter e o Sócrates.
Todos os mesmos.
22-10-2009 – Isabel Alçada deu «inteiro apoio» à política de Lurdes Rodrigues
Posição da nova ministra foi manifestada em Julho deste ano
A nova ministra da Educação, Isabel Alçada, defendeu em Julho a importância da «prossecução e aprofundamento» da política educativa seguida pelo Executivo de José Sócrates, durante a apresentação do programa eleitoral do PS.
Numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém no final do mês de Julho, a comissária do Plano Nacional de Leitura comentou a parte do programa referente a este sector, manifestando o seu «inteiro apoio» à política educativa que tem sido levada a cabo por Maria de Lurdes Rodrigues.
«Dou o meu inteiro apoio à política educativa que tem sido seguida, por vários motivos (…) considero que é importante a prossecução e o aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado», afirmou na altura Isabel Alçada.
Perante José Sócrates, que se encontrava naquele evento como secretário-geral do PS, a escritora enumerou um conjunto de medidas para justificar a sua posição, sublinhando que nenhuma foi «lançada sem ter sido executada e avaliada».
Isabel Alçada começou por referir-se ao Plano Nacional de Leitura, do qual é comissária desde o seu lançamento, em 2006, passando depois pela introdução do Inglês no primeiro ciclo, o Plano de Acção para a Matemática, a escola a atempo inteiro, o Plano Tecnológico da Educação e o computador Magalhães e a requalificação e modernização dos estabelecimentos de ensino.
Prosseguiu com as aulas de substituição, as refeições e o transporte escolar, o alargamento da Acção Social Escolar, a expansão do pré-escolar e do ensino profissional e o programa Novas Oportunidades.
«Estas medidas, que são congruentes e não avulsas, consolidadas, vão permitir formular novos desígnios para a educação que tenho esperança que venham a ser concretizados na próxima legislatura», afirmou.
Isabel Alçada referia-se ao alargamento da escolaridade obrigatória de nove para 12 anos, uma medida que é «possível e exequível» graças a medidas já tomadas.
“(…)É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: “Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os…”
Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo — sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado — e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da “Educação”, se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?… Pois… É…)
A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e “snob” nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como “ideia” própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão…
O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o “tal” diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, “saberem tanto como doutores…”, mas a derradeira informação veio-me da Laura “Bouche”, daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro… É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências.
Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.
Such a wonderful world…
(Escrito com a ligeireza do tédio dos sábados à noite – Arrebenta)
#69 – “Mais, o governo está desejoso de arranjar uma solução para esta situação…” …
pois é, está farto da m… que produziu e não contente, continua a atirá-la para a ventoinha.
Poupe-nos a discursos estafados, de retórica mal amanhada.
E eu que não digo nem penso palavrões!!!!!!!!!
Estão a tirar-me do sério.
Novembro 5, 2009 at 8:53 pm
Gostei do sorriso e da simpatia.
Isso vale por tudo aquilo que nunca vimos na Milú.
Novembro 5, 2009 at 8:53 pm
A lição não foi bem estudada… daí o pouco à vontade!
Novembro 5, 2009 at 8:54 pm
Charme. Muito charme.
Será do chá?
Novembro 5, 2009 at 8:55 pm
#1 Olinda
Tens razão, Olinda.
Mas isso comparado com o que é preciso fazer, pouco me alegra.
Novembro 5, 2009 at 8:57 pm
#4
Aliás, a estratégia deve ser essa. Enfeitiçar-nos com sorrisos.
Novembro 5, 2009 at 9:00 pm
discurso assustador.
de tão pobre.
Novembro 5, 2009 at 9:01 pm
#1-Tu gostaste foi da mantinha da sinhora
#4-O que antes de ser já o era: o canto do cisne.
Novembro 5, 2009 at 9:03 pm
Cá para mim esteve num cofeshoop da assembleia…e não foi café…
Novembro 5, 2009 at 9:04 pm
E por acaso até me enjoam certas pessoas que muito sorriem simpaticamente sem saberem muito bem o que estão a dizer!
Por vezes prefiro um discurso não muito sorridente mas que me alimente a esperança desta m……. explodir!!
Tá dito!
Novembro 5, 2009 at 9:06 pm
A canção que melhor a define…
Novembro 5, 2009 at 9:08 pm
dá impressão que hoje não lavou o cabelo.
Novembro 5, 2009 at 9:10 pm
Prefiro sorrisos que aquela cara sinistra e mal disposta que víamos nos telejornais e nos jornais, ainda estou traumatizada.
Novembro 5, 2009 at 9:10 pm
#5
E nós lá nos enfeitiçamos com sorrisos de muié?
A maioria da classe docente é muié…e hetero…
Ainda se fosse hóme…e dos bons… (o armani não é nem uma coisa nem outra, por isso não conta). Vá…ainda se fosse um sedutor tipo Anthony Hopkins…
Mas não! É uma “gaija”! E eu não gosto de “gaijas”, por muito sorridentes que sejam!
Novembro 5, 2009 at 9:11 pm
#11
É uma gaija amiga do ambiente. Poupa na água.
Novembro 5, 2009 at 9:11 pm
#11-pró casio, também me parece.
Novembro 5, 2009 at 9:11 pm
Pipa, não exageremos
Novembro 5, 2009 at 9:12 pm
#14- fará a mijinha no duche?
Novembro 5, 2009 at 9:14 pm
#12 Olinda
Compreendo-te, Olinda.
Mas é uma mudança muito brusca.
Assim tb traumatiza.
A ignorância é sempre a mesma.
Novembro 5, 2009 at 9:14 pm
Ai, eu estou inKANTada com a mantinha…
Novembro 5, 2009 at 9:15 pm
#17
Aproveitará tb para lavar os dentes no duche?
Novembro 5, 2009 at 9:16 pm
Evolução na continuidade…
Mudam-se as moscas…
Novembro 5, 2009 at 9:17 pm
#13 Pipa
Hoje estás terrível!
Já o/a MC, num post abaixo, disse que os teus comentários não te ficavam bem…
Ó pr’a ti preocupada!
Novembro 5, 2009 at 9:20 pm
#16
Olinda
Anthony Hopkings ou nada! Só voto no PS se o AH for o meu ministro.
Era ouvi-lo e pumba, preenchia as grelhas todas!
(Será este efeito que o meio-soprano JS tem sobre os hermafroditas que nos visitam?)
Novembro 5, 2009 at 9:21 pm
#22
Nem durmo, Alebana…nem durmo…
Novembro 5, 2009 at 9:22 pm
Como é que é mesmo o provérbio?
“Com papas e bolos se enganam os tolos?”
Novembro 5, 2009 at 9:23 pm
# 23, as grelhas, os oi, a auto e tudo o que quisesse inventar.
Novembro 5, 2009 at 9:23 pm
Será que é desta?
Pelo menos em simpatia estamos mais bem servidos:)
Novembro 5, 2009 at 9:24 pm
#17
Acredito que sim. Vais ver o próximo livro :”Uma mijinha no duche”
Novembro 5, 2009 at 9:25 pm
blá blá blá…hheee blá blá hhheeehhee, blá blá blá, blá blá!
(a política educativa desta senhora resume-se a isto)
Novembro 5, 2009 at 9:26 pm
A senhora estava nervosa!
É verdade que sorria, mas a boca secou-se-lhe…não tinha pinga de saliva!
Novembro 5, 2009 at 9:26 pm
Os sindicalistas também parecem sorridentes.
A porção está a fazer efeito.
Novembro 5, 2009 at 9:26 pm
#28 Pipa
“Uma aventura no duche”
Assim, pode incluir outras coisas… ai, valha-me Deus… o que estou pr’áqui a escrever…
Novembro 5, 2009 at 9:30 pm
#23-Tomá lá Sir Hopkins!
Novembro 5, 2009 at 9:31 pm
#23-Meio soprano? Castrati!
Novembro 5, 2009 at 9:41 pm
#33
Quero lá saber que seja canibal…tem uns olhos lindos…
#34
Novembro 5, 2009 at 9:41 pm
Tanto tempo calada e quando abre a boca não diz nada? Não gostei!
Novembro 5, 2009 at 9:42 pm
Isto hoje está agreste, nem o Bulimunda é tão cruel
Novembro 5, 2009 at 9:43 pm
Brincalhões!
Novembro 5, 2009 at 9:44 pm
# 34, Eu também não e fico triste porque tinha algumas expectactivas.
Ainda não consegui comemorar.
Novembro 5, 2009 at 9:50 pm
#32- Uma Aventura no duche:
tipo pesquisa Google: você também pode gostar de Anthony Perkins…
Novembro 5, 2009 at 9:59 pm
Novembro 5, 2009 at 10:00 pm
E, finalmente, falou… para não dizer nada. Aguardemos, agora, pelos outros dois.
Novembro 5, 2009 at 10:00 pm
Pois eu estou farta de frases feitas!
Não acredito em (falsas) negociações!
Detesto sorrisos de circunstância!
Não espero nada de quem aceita “convites de fax”!
Vou meter licença sem vencimento.
Novembro 5, 2009 at 10:02 pm
#40
Vi até ao fim e verifiquei duas coisas:
1º ela não fez nenhuma mijinha no duche
2º confirma-se que o tipo tem problemas com a sua sexualidade, é acinzentado e não tem olhos lindos
Novembro 5, 2009 at 10:03 pm
Estive a ver e lembrei-me logo do cartoon do Antero: isto é para ficar na mesma mas com beijinhos e ternurinhas…
Novembro 5, 2009 at 10:06 pm
Das 2 uma, ou está sem saber o que dizer para não tem nada para dizer, ou faz-se de tontinha.
O que disse ela?
Alguém se lembra?
Eu acabei de a ouvir e não me lembro de nada para além da célebre frase: “Suspender ia criar uma agitação ainda maior.”
Maior???
Novembro 5, 2009 at 10:12 pm
#46- Gostei dessa: As eleições também causaram algum “transtorno”…
Novembro 5, 2009 at 10:13 pm
Pobre país entregue a estes governantes medíocres…é confrangedor ouvir esta gentinha. Será que não temos direito a melhor? Direito a políticos de melhor qualidade, como têm os espanhóis ou os alemães, ou os americanos? Políticos com quem se possa discordar, mas que se possam ouvir sem sentirmos vergonha de os ter como concidadãos?
Quantos jovens qualificados estão a abandonar o país, por mês, e a procurar emprego lá fora? (vinha nos jornais há dias)
Novembro 5, 2009 at 10:14 pm
#46
Terá sonhado com 150 000 a gritar ” queremos ESTA avaliação”?
Acorde, IA, o seu pesadelo não vai ser esse, acredite.
Vai ser: “nem mais Uma Aventura na escola Portuguesa”, se não acabar a palhaçada!
Novembro 5, 2009 at 10:16 pm
46#Sim
Os poucos profs que apoiam o PS (Bons e Ex) ficariam agitados e teriam menos uns votos.
É que já começou a campanha para as próximas eleições…
Novembro 5, 2009 at 10:19 pm
Papagueou. Para a primeira aula vigiada, zero.
Novembro 5, 2009 at 10:19 pm
#44- O Perkins foi um ícone! Curiosamente, a personagem do filme assentava-lhe como uma luva. Ele nunca se conseguiu separar da personagem.
Quanto aos olhos não te esqueças: Olhos azuis são ciúme…
Novembro 5, 2009 at 10:20 pm
Se este discurso não melhorar temos que voltar à rua.
Novembro 5, 2009 at 10:21 pm
“A Educação vai trazer uma marca política ao governo”?
Penso que não, mas será a forma de marcar a agenda politica, escondendo outros problemas graves de que o País padece.
Novembro 5, 2009 at 10:24 pm
Hum!, agora põem sempre lá uma gaja p’ra ministra, pensam que não iremos bater-lhe.
Aquilo, com meia-chapada, acorda logo p’rá vida, nem terá tempo de chiar la cão!
Novembro 5, 2009 at 10:27 pm
Não gostei. Nem um pouco. Não auguro nada de bom. Para o lado dela.
Novembro 5, 2009 at 10:31 pm
Pois é. Ela própria ainda não percebeu bem o que é que querem que ela diga. Pelo sim pelo não, vai-se ficando por platitudes. Tudo é negociável, mas nuns termos que a capacidade literária dela ainda não conseguiu abarcar. Aguarda ordens até ao momento. Veremos como se adapta a esta ausência de script.
Novembro 5, 2009 at 10:35 pm
A senhora estava muito nervosa! O sorriso era forçado! Vamos ver o que os próximos dias nos reservam!
Novembro 5, 2009 at 10:36 pm
Ela ainda não percebeu que é uma espécie de ministra.Só tem que fazer o papel de hospedeira: sorrir e ser simpática. As decisões serão tomadas por outros e ela vai assinar de cruzinha. Não sei se é ingénua ou burra mesmo!
Novembro 5, 2009 at 10:40 pm
Estes comentários pouco polidos dos professores que não querem ser avaliados(basta ler o que escrevem e percebe-se logo porquê)são um obstáculo às presumíveis intenções(ser secretário de estado) do P.G. Quem seria capaz de escolher para tal função alguém que coordena um blog com tais comentadores?
Novembro 5, 2009 at 10:42 pm
Mais ratos na doca seca!
Novembro 5, 2009 at 10:43 pm
#60
Lurdes
LURDES???!!!
Livra!
Novembro 5, 2009 at 10:45 pm
Não está em domingática, como fez o ex-chefe?
Novembro 5, 2009 at 10:45 pm
Perdão, fax-chefe?
Novembro 5, 2009 at 10:46 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/11/05/o-sorrido-alcadiano-o-sorriso-roman-polanski/
Novembro 5, 2009 at 10:47 pm
O PM bem disse que ia “de encontro” o que pensa a oposição ou coisa parecida! E repetiu o “de encontro”!
Ou… não sabe! Ou… sabe! As duas são graves!
Novembro 5, 2009 at 10:47 pm
Contraponto.
Entrevista a Joaquim Azevedo no JN
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1410846
“…O ministro da Educação da Finlândia – um país que para nós funciona como referência – deu uma entrevista a um órgão de comunicação social e a palavra que mais vezes repetia era a confiança que tem na escola, na capacidade profissional dos professores.”
Novembro 5, 2009 at 10:48 pm
#56
Nem para o lado dela nem para o nosso.
Só mudaram as moscas… a m*** é a mesma!
Novembro 5, 2009 at 10:48 pm
Paulo,
de facto tem razão, a ministra pelo modo de falar e de olhar denota muito pouco à vontade. Nesse aspecto (e noutros) a nossa MLR vai deixar saudades. Porém a falta de traquejo pode não querer dizer nada…
Como tenho sempre dito as coisas vão mudar, apesar de não ser como alguns gostariam. A grande verdade é que quem está entrincheirado são aqueles que só ficariam satisfeitos com uma suspensão desta avaliação… Não tenhamos dúvidas de uma coisa, este conflito interessa mais aos sindicatos e às oposições do que ao governo. Mais, o governo está desejoso de arranjar uma solução para esta situação…
Por isso, estou certo que este modelo vai ser alterado e melhorado respondendo a um conjunto de questões colocadas pela experimentação do modelo em vigor (divisão da carreira, periodicidade e simplificação). Será certamente uma evolução do modelo em vigor, pois seria muito estranho começar do zero outra vez, quando já se perdeu tantas horas a trabalhar sobre isto.
Tenho porém muitas dúvidas que os sindicatos contribuam com alguma coisa de positivo para este processo. Aliás, parece-me mais provável que, pelo menos, a FENPROF rejeite qualquer entendimento. Qualquer proposta que seja feita nunca será suficiente. Aliás, os sindicatos, infelizmente, pouco ou nada têm contribuído para a solução dos problemas da escola pública. Muito pelo contrário, são parte do problema. E continuarão a sê-lo enquanto não se libertarem das suas motivações partidárias.
Novembro 5, 2009 at 10:50 pm
# vade retro!
Novembro 5, 2009 at 10:51 pm
Citando:
“Tanto no sistema de avaliação como no estatuto… não há pontos que não se possam mudar.”
“Nós vamos chegar a uma solução em breve… em que o estatuto e a avaliação possam ser melhorados.”
“A suspensão iria criar uma agitação ainda maior”.
………………..
Eu entendo essa de “uma no cravo e outra na ferradura”.
A sério que entendo.
Como, posso estar enganado, também acho que já entendi que NINGUÉM será prejudicado neste biénio de avalição por não ter entregue OIs e FAA.
Por isso, se o problema é a palavra SUSPENSÃO – que eu também nunca gostei muito de ouvir no meio desta triste história (preferia antes MUDANÇA ou SUBSTITUIÇÃO) -, pois então não “SUSPENDAM” nada.
Mas MUDEM tudo:
-Mantenham “a” avaliação mudando “todos” os pontos que precisam de ser alterados e “melhorem” lá o estatuto, terminando com a divisão na carreira e com as QUOTAS.
Mas consigam essa tal “solução” em breve.
- Se é que realmente não querem uma agitação ainda maior que a destes dois últimos anos.
Eu, pelo menos, já estou farto deste “chove e não molha”.
- DEVOLVAM A PAZ ÀS ESCOLAS!
E deixem-nos trabalhar.
Novembro 5, 2009 at 10:52 pm
Já previa o 69, estes tipóides gostam de ir “de encontro” às arrecuas.
Novembro 5, 2009 at 10:54 pm
As iludências aparudem!
Novembro 5, 2009 at 10:55 pm
#12
também prefiro ser roubado com um sorriso….sempre é melhor um ladrão simpático e doce
Novembro 5, 2009 at 10:56 pm
Pareceu-me ouvir falar numa avaliação Formativa e em Formação.
Gosto desta ideia.
A avaliação deve ser formativa e as últimas propostas da CCAP apontavam nesse sentido.
O problema é sempre o mesmo: uma enorme desconfiança. O que quererá IA dizer com avaliação formativa?
E formação? Onde está ela? Como a frequentar com a escola a tempo inteiro?
Outra desconfiança minha: Os Centros de Formação!
Quem me fez assim tão desconfiada?
Não gosto. É esgotante.
Novembro 5, 2009 at 10:56 pm
O melhor desta imagem é a nota do rodapé. treinador do Everton elogia qualidade do Benfica.
Novembro 5, 2009 at 10:58 pm
#72
Meu caro,
se há alguém que sempre tem dito a mesma coisa sou eu… Sabe bem disso, ou precisa que o recorde?
Mesmo ontem, qd todos falavam do fincapé do governo e dos silêncios ensurdecedores escrevi:
Em primeiro lugar, o governo não está a embarcar em nenhuma estratégia de confronto que prolongue o conflito com os professores. Mais, este silêncio do ME, é o sinal evidente de que está a ser preparada uma solução para esta situação que, de repente, parece a situação mais importante do país!
Em segundo lugar, a proposta que será feita não será um prolongamento do modelo “simplex”, mas sim uma evolução deste modelo. Evolução no sentido em que não se pode deitar fora um modelo que já foi experimentado e que funcionou na maior parte das escolas, apesar do boicote de boa parte dos professores. Claro que há muitas coisas para corrigir mas seria muito estranho começar do zero outra vez, quando já se perdeu tantas horas a trabalhar sobre isto. Por isso, estou certo que este modelo pode ser alterado e melhorado respondendo a um conjunto de questões colocadas pela experimentação do modelo em vigor (divisão da carreira, periodicidade e simplificação). Aguardemos com paciência as novidades.
Em terceiro lugar, o que o Ministro dos assuntos parlamentares disse é que o governo não defenderá nunca uma suspensão da avaliação, sem alternativa, só para cair nas boas graças dos professores. A avaliação dos professores é irreversível e um ganho que este governo pretende capitalizar, mesmo que altere este modelo de avaliação. O imbróglio júridico/político existe nem que seja pelo facto de o governo ter a legitimidade de pretender governar de acordo com o seu programa eleitoral e não com o programa das oposições…
Em último lugar, espanta-me que os professores tenham perdido todo o sentido crítico que conquistaram nestes últimos tempos, “comendo” tudo o que lhe entregam e lhe fazem passar como a “solução”. No fundo todos já perceberam que não há modelos perfeitos e a ter que haver algum tipo de avaliação que seja numa forma “fraquinha” e “inconsequente”, isto é, que não se note, que não altere as suas rotinas e não afecte a sua progressão… A verdade é que a maior parte dos professores foi avaliado de uma forma natural e sem grandes dramas. Aliás, por muito que se grite o contrário, esta avaliação, apesar de tudo e contra todos, já produziu consequências directas (efeitos na progressão na carreira) e indirectas (baixou o nível de absentismo, a prática lectiva melhorou, o insucesso foi reduzido).
Novembro 5, 2009 at 10:59 pm
…shiiii…cm isto tá divertido!!!
…ouviram o discurso d 1º ministro?
…bem…eu xou muita bom(pensa ele)…
…e olhem q até poderia ser…s n fosse tão narcísico,o homem…
…mais seguro d q nunca…e tão demagógico cm habitualmente…
…nós poderemos sempre dizer Não!!!
Novembro 5, 2009 at 11:00 pm
Bolas!!! Será que a Milú fez uma plástica!!!
Novembro 5, 2009 at 11:00 pm
#76
Sempre era melhor que o treinador da ministra elogiasse a qualidade dos professores e não apenas cerca de um por cento dos la cães.
Novembro 5, 2009 at 11:01 pm
Um por cento em extrapolação.
Novembro 5, 2009 at 11:01 pm
#69
Entricheirado está Sócrates. Sem maioria absoluta de votos (mas isso ele nunca teve) e agora sem com a maioria absoluta de deputados. Mas aprecio os cuidados de MAT na formulação das ideias. Apresenta os que não estão satisfeitos com a ADD da ministra erradicada como, cito, aqueles que só ficariam satisfeitos com a suspensão desta avaliação (fim de citação). Técnicas clássicas de reducionismo. Já para responder a questões ou dúvidas que lhe são apresentadas, MAT pouco se distancia de Maria Cam,pos. Mas também ninguém espera que apareça aqui para exibir um nível de diálogo muito diferente da clique que defende.
Novembro 5, 2009 at 11:05 pm
…#69 Mat
…a “nossa”?? MLR vai deixar saudades…
…grande “lata” minha(meu) amiga(o)…
Novembro 5, 2009 at 11:05 pm
Este #77 deve regular pouco, não estou aqui para ler diarréias, faço adivinhações com chumbo nos idiotas. É tempo perdido os parvos escreverem-me a pedir namoro.
Novembro 5, 2009 at 11:06 pm
#82
mas que questões ou dúvidas?
Novembro 5, 2009 at 11:07 pm
PARA O MAT LER E PRENDER ALGO…
Avaliação de Professores em Portugal
Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao orgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças tem com o português é o chileno, embora este último seja incomparavelmente menos burocrático.
Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade de modelos e de critérios de avaliação no país. Consultar
Avaliação de Professores na Alemanha*
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22
Avaliação de Professores na Suíça*
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.
Avaliação de Professores na Bélgica
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.
Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales**
1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os “avaliadores de “perfomance”.
Avaliação de Professores na França
1. Categorias. Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professsor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.
Avaliação dos Professores em Espanha
1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada “Comunidade Autonómica” estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
2. Categorias: Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
3. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.
Avaliação dos Professores em Itália
1. Categorias: Não existe qualquer qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Avaliação. A avaliação dos professores é feita em duas situações particulares: a) Na sequência de queixas ou maus resultados sistemáticos dos professores; b) quando o professor pede uma avaliação para efeitos de progressão na carreira. Na sua escola é nomeada uma comissão de avaliação presidida pelo director da escola.
Avaliação dos Professores na Islândia, Dinamarca, Finlândia e Luxemburgo
Não existe qualquer modelo de avaliação dos professores, nem de divisão das suas carreiras profissionais. No caso da Islândia, as escolas por vezes organizam grupos de reflexão para avaliarem as práticas que estão a ser seguidas tendo em vista a sua melhoria.
Avaliação de Professores nos EUA**
1. Descentralização. . Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.
Novembro 5, 2009 at 11:09 pm
#77,
“…já produziu consequências directas (efeitos na progressão na carreira) e indirectas (baixou o nível de absentismo, a prática lectiva melhorou, o insucesso foi reduzido).”
-o que o leva a dizer que a prática lectiva melhorou?
- o insucesso foi reduzido. Graças a esta avaliação? Até lhe dou razão. Um dos itens que ficou foi ligar a redução do insucesso e abandono escolar à avaliação dos professores.Apesar dos simplexes.
Novembro 5, 2009 at 11:11 pm
Bem, vou largar o McMat ali na casinha e já volto. Sou capaz de me demorar um bocado, é importante evacuar tudo o que não interessa.
Não é bem assim, as bactérias interessadas já aplaudem.
Novembro 5, 2009 at 11:15 pm
#86-Buli: Até houve expressões e chavões que foram copiados integralmente do site do ministério chileno.
è o que dá terem entregue o ministério a mestres de Bosta em cursos de Verão.
Novembro 5, 2009 at 11:16 pm
#85 MAT
Todas
Há um fenómeno muito curioso na linguística que eu gostava de ver tratado pelos especialistas. Quando as palavras se misturam com poder, adquirem ipso facto um valor fetiche.
A ministra coloca uma folha em branco sobre a mesa e diz: escrevam tudo o que vos apetecer, desde que jurem a pés juntos que não irão lá fora dizer que a ADD da ministra expulsa foi suspenso. Com esta condição, terão o meu apoio. A mim, não me incomoda a ideia e parece que MAT fica imensamente satisfeito.
Novembro 5, 2009 at 11:17 pm
#69
tudo bem dou esses argumentos de bandeja; aquela parte do fomos roubados (desde 2005 e continua) fica aonde? o que tem de ser tem muita força? Otários? faltosos? não fazem nenhum? ganham muito? há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Novembro 5, 2009 at 11:17 pm
#86
Minha cara,
os modelos que apresnta sem sinteses muito convenientes… A verdade é que se conhecesse os modelos de avaliação em concreto dos outros países não os recomendaria assim tanto…
Ou porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, sindicato ou coisa parecida a propô-los?
Novembro 5, 2009 at 11:17 pm
Pois é..pelo sim pelo não e para calar as bocas deste sabujos aqui vai…
Avaliação de Professores no Chile
O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) . Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças. Este quadro mostra claramente que o modelo português é muitíssimo mais complexo e burocrático que o chileno, onde o governo se terá inspirado.
Comparação***
Modelo de Avaliação Português **** Modelo de Avaliação Chileno
Periodicidade
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, o qual pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação do objectivos individuais do professor;
3. Portefólio do professor
4. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
5. Entrevista pelo professor avaliador.Implica o preenchimento de ficha de avaliação.
6. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular.Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
7. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.
1.Fichas de Auto-avaliação;
2.Entrevista pelo professor avaliador;
3.Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em video de uma aula, de 4 em quatro anos.
Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2.Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado e deixa de dar aulas, duarante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa sai da carreira, mas recbe um abono.
Nota: O Modelo aprovado pelo governo português é muito mais complexo do que esta síntese comparativa pode levar a concluir. Estamos perante uma verdadeira aberração jurídica.
Março de 2008
Carlos Fontes
* Informação de Teresa Soares, docente nestes países. ** Expresso.*** Correio da Manhã,31/3/2008
**** A burocracia que implica este sistema de avaliação, levou o próprio ME a apelar à sua simplicação.
.
A operacionalização do modelo a seguir apresentado, implica que cada escola produza uma inacreditável quantidade de instrumentos de medida normalizados, o que torna ainda mais complexo e burocrático o modelo imposto pelo governo às escolas.
MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES EM PORTUGAL *
AVALIADORES
Presidente do Conselho Executivo
Avalia:
- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola
- Esta avaliação equivale a 50% da nota final
Coordenador do Departamento Curricular:
Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos
- Esta avaliação equivale a 50% da nota final
FASES DA AVALIAÇÃO
1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.
2.ª fase
Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores
3.ª fase
Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas
4.ª fase
Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)
5.ª fase
Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.
6.ª fase
Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.
7.ª fase
Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.
8.ª fase
Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
- Excelente, de 9 a 10 valores
- Muito Bom, de 8 a 8,9
- Bom, de 6,5 a 7,9
- Regular, de 5 a 6,4
- Insuficiente, de 1 a 4,9
EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.
Novembro 5, 2009 at 11:19 pm
#92
Correcção:
#86
os modelos que apresenta são sínteses muito convenientes… A verdade é que se conhecesse os modelos de avaliação em concreto dos outros países não os recomendaria assim tanto…
Ou porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, sindicato ou coisa parecida a propô-los?
Nunca fez essa pergunta a si própria? Se são assim tão bons porque não há ninguém a propô-los?
responda lá, s.f.f.
Novembro 5, 2009 at 11:20 pm
o discuros do Matt é o discurso do ladrão e não o do roubado!
Novembro 5, 2009 at 11:22 pm
Mat não me lixe com considerações evasivas..posso ser por vezes desbragada nos comentários mas isso não quer dizer que seja amputada de sinapses…os modelos apresentados têm as suas virtudes e não complicam nem burocratizam ..o nosso se vir é o modelo mais kafkiano que se possa imaginar…e é decalcado do Chileno…brincamos…?
Não há argumentos que bastem para a segurança de uma adesão. O último argumento somos nós. E esse é que é decisivo
Ferreira , Vergílio
Novembro 5, 2009 at 11:22 pm
Ainda falam na avaliaçao?
Que pachorra!
Novembro 5, 2009 at 11:23 pm
Esta Isabel alçada a ministra para já não me convence. Aquele ar a meio sonsa, meio barata-tonta, como se fosse uma paraquedista que para ali caiu, sugere que ainda lhe estão a preparar o guião.
Aliás é o problema dos ministros ditos independentes. Como não têm peso político próprio, acabam por ser os mais fiéis executantes da política definida pelo PM.
Novembro 5, 2009 at 11:25 pm
#96
Nunca fez essa pergunta a si própria? Se são assim tão bons porque não há ninguém a propô-los?
responda lá, se conseguir.
Novembro 5, 2009 at 11:25 pm
A prática lectiva melhorou….
PCT
PAP
PEI
PLNM
APAs
Tutorias
Substituições
Preenchimento de fichas para os ee
Reuniões
Grelhas de operacionalização das competências do 2º, 3º ciclos e secundário
Operacionalização das TIC (!)
Grelhas/gráficos de resultados da avaliação diagnóstica
Reuniões de articulação curricular
Operacionalização de estratégias
CAF
PE (de escola)
Operacionalização de mais não sei quê.
Pergunto: isto contribui assim tanto para a melhoria da prática lectiva?
A sério.
É que tudo isto é feito para inspecção/director ver.
Supostamente, tudo isto seria em benefício dos alunos e do seu sucesso.
Mas é?
Os EEs nas reuniões até ficam com os olhos em bico…….e olham para o relógio. Pudera!
Novembro 5, 2009 at 11:26 pm
Maria Campos anda consternada com a benesses de alguns administradores de empresas públicas. Já lhe ocorreu dirigir os seus protestos para o governo que permite que sejam esses gestores a fixar os seus próprios salários e prémios? É que, neste caso, bastava mesmo um decretozeco regulamentar do ministro das Finanças, impondo limites legais. Ao invés, vai-se desculpando que não quer interferir na gestão.
Novembro 5, 2009 at 11:28 pm
# 86
Além de síntese mal feitas, trazem inverdades.
Por exemplo no Luxemburgo é totalmente falso.
O que acontece lá, e reparem que é fácil é que os inspectores estão permanentemete nas escolas.
Além disso um simples presidente da câmara
é capaz de impedir um professor de dar aula e mandá-lo para casa, apenas com uma queixa de um pai.
O poder dos presidentes de câmara é total no ensino básico.
Falem do que sabem !
Novembro 5, 2009 at 11:29 pm
#97:
CONTE-NOS MENTIRAS NOVAS!
Por exemplo: Estudos provam que os professores avaliados com muito bom ou excelente reduzem a quantidade de pêlos, se forem peludos, ou cresce-lhes mais o cabelo, se forem carecas.
O preenchimento regular de fichas destinadas à ADD actua como um poderoso regulador intestinal, melhorando a digestão e as funções orgânicas que lhe estão associadas.
Por tudo isto, longa vida ao camarada Socas!
Novembro 5, 2009 at 11:29 pm
PORQUE MAT A INTELIGÊNCIA NÃO ABUNDA PELOS LADOS DOS POLÍTICOS..E PORQUE EM NENHUM DESSES PAÍSES EXISTE A CARREIRA DE TITULAR E COTAS ..LOGO SE SE ADOPTASSE QUALQUER UM DESSES SISTEMAS NÃO SE POUPARIA DINHEIRO…
BEM CARPE DIEM..VOU PARA O VALE DOS LENÇÓIS…porra para as maísculas….!
Novembro 5, 2009 at 11:30 pm
António Duarte é um brincalhão!
Novembro 5, 2009 at 11:31 pm
No caso do Luxemburgo, por exemplo, os professores ganham em função da disciplina que leccionam.
Só por curiosidade, os que ganham mais são os de educação religiosa!
Novembro 5, 2009 at 11:32 pm
#102:
Eu para já acho que se enganou no nome do país. Devia ser LUXAMBURGO, como ouço dizer a certos jornalistas ignorantes que o socratinismo promoveu…
Novembro 5, 2009 at 11:33 pm
Muito pouco confiante..discurso de papagaio..foi a 1ª vez que tive pachorra para a ouvir …e NÃO gostei..olhos esbugalhados, …sorriso falso..sim, mas também…nem sim , nem sopas…. decepção!!!!
Merecíamos melhor….
Mas, sinceramente, colegas..estou cansada da palavra “suspensão”. Há mais de 2 anos que ouvimos diariamente…suspende, não suspende… suspensão já..suspensão depois…votem na suspensão….pedem a suspensão…suspensão não…suspensão…será que isto acaba um dia???? Realmente estou exausta desta tecla.
Não suspendam, mas MUDEM tudo! E deixem-nos em paz! Merecemos alguma paz! Não suporto mais este palavreado e este “faz-de-conta”
Serei só eu????
Novembro 5, 2009 at 11:33 pm
Campos conheçom bem o Luxemburgo e a formação de professores é em grande parte feita fora do pais em França sai mais BARATO..NÓS PODÍAMOS FAZER O MESMO CÁ……e como já lhe disse você só refere esse exemplo nada mais …irra que além de feia é inapata de sinapses…Curiosamente os piores alunos do Luxemburgo são portugueses…porque será…?Responda se souber…
Novembro 5, 2009 at 11:34 pm
#106:
A sério?
Eu estava convencido que eram os titulares…
Devo ter-me enganado no país!
Novembro 5, 2009 at 11:34 pm
#87
Fernanda, combater o abandono escolar e o insucesso, era dois dos objectivos obrigatórios do complex, que foram retirados com o simplex. Ficaram: a assiduídade, formação contínua e serviço distribuido.
#77
Como é que sabe que a prática lectiva melhorou, se a grande maioria dos professores que foram avaliados, não pediram aulas assistidas????
Novembro 5, 2009 at 11:34 pm
#104
pois… pois… são todos masoquistas! Há açi modelos tão bons e tão fáceis de aplicar e aanda aqui o pessoal todo a discutir o sexo dos anjos… Não acha isso estranho? Nem os sindicatos, nem as associações de professores, nem nenhum académico, nem nenhum partido? Não há ninguém a propô-los? Porque será?
durma bem e tenha uma boa noite.
Novembro 5, 2009 at 11:35 pm
sÓ PARA VOCÊ cAMPOS ..
Avaliação dos professores é simples
Para Carlos Raminhos, vão longe as primeiras impressões estranhas do Luxemburgo – as lojas que fecham às cinco da tarde e o clima cinzento. Nada que um bom salário não pague (o ordenado mínimo neste país é de 1500 euros, pelo que se poderá imaginar quanto não ganhará um professor da Escola Europeia), assim como as condições em que se vive e se trabalha. Ainda por cima, no supermercado, há produtos ao mesmo preço de Portugal.
Este professor admite também que escapa incólume às dificuldades que os seus colegas portugueses estão a atravessar e ao clima de crispação e de revolta que se vive na escolas lusas. No Luxemburgo, a avaliação, por exemplo, não tem nada de burocrática. É feita pela direcção da escola e inclui duas aulas assistidas por um inspector. Os professores têm autonomia dentro da sala de aulas e a retenção de alunos não é tarefa impossível.
“O aluno que chegar ao final do ano sem atingir os objectivos determinados ficará retido”, conta Carlos Raminhos. Mas perante esse risco, o professor deve o mais cedo possível elaborar um plano individual e aplicá-lo para evitar o chumbo. No caso de uma segunda língua, poderá haver aulas suplementares depois do horário escolar.
Este professor sublinha ainda a interculturalidade que existe entre professores e alunos de várias nacionalidades como um dos pontos fortes da escola. Por exemplo, no dia de cada país, os docentes oferecem um lanche aos colegas. No 10 de Junho, Raminhos e os seus colegas portugueses prepararam um evento, passaram um filme sobre Portugal e música de Carlos Paredes, Marisa, Maria João e Mário Laginha. “Há aqui um ambiente engraçado de partilha e isso é uma das coisas que mais gosto nesta escola”, diz.
“Somos vistos como profissionais e pessoas honestas”
Apesar do rigor e do escrutínio a que está sujeita, esta escola de élite funciona sem burocracias, centrando a sua actividade naquilo para a qual foi criada – leccionar.
Os professores não passam a vida em reuniões, excepto as de avaliação no fim de cada período – que decorrem durante o período lectivo – ou se houver situações excepcionais que as justifiquem.
No princípio do ano entregam uma planificação, mas não têm livros de ponto para assinar sumários e as faltas e atrasos dos alunos são registadas num papelinho que é entregue a um “conselheiro de educação”, responsável pelos aspectos administrativos dos alunos, como as faltas, aplicação de sanções disciplinares, envio de correspondência aos pais, etc. No entanto, há também um “director de turma”, só que mais aliviado das tarefas burocráticas.
As aulas de substituição existem quando o professor avisa atempadamente que vai faltar. Perante uma falta imprevista, os alunos mais novos vão para junto do “conselheiro de educação” e os do secundário vão para o recreio durante o tempo da aula.
A avaliação dos professores não é novidade e está implementada há muitos anos, mas é extremamente simples – consta de três aulas assistidas por um inspector e de um relatório da directora da escola. Os docentes dizem que este sistema não é confuso nem se presta a conflitos e, regra geral, é bem aceite.
As aulas começam a 1 de Setembro e terminam no início de Julho. Mas há cinco dias úteis de férias em cada cinco semanas de aulas. Não se lhes chama, eufemísticamente, “interrupções lectivas”, mas sim “férias”. Durante esse tempo, e durante as férias de Verão, a escola fecha.
Só em caso de doença, os professores terão de justificar as suas faltas. Se acontecer um imprevisto ou se tiver uma indisposição súbita, o docente avisa que não pode comparecer e aparece no dia seguinte ou mais tarde no próprio dia.
“Isso acontece poucas vezes. Não há abusos. Somos vistos como profissionais e pessoas honestas e estamos aqui para dar o nosso melhor. É assim que nos vêem”, diz um professor francês, que já lecciona naquela escola há cinco anos.
Novembro 5, 2009 at 11:36 pm
MAT,
Esses modelos não são adoptados/adaptados por uma questão de finanças e por uma questão primordial: a confiança nas escolas e no trabalho dos professores, tudo o que durante estes últimos 4 anos (essencialmente) foi destruído, rasgado e espezinhado.
Novembro 5, 2009 at 11:37 pm
# 106-Maria Campos :nesse caso a colega ganhava guito á brava , dado ser especialista em Ed. Sexual (trabalha só de noite).
Novembro 5, 2009 at 11:38 pm
#111,
Eu sei.
Mas “entranhou-se”, apesar disso.
Novembro 5, 2009 at 11:39 pm
#111
“Como é que sabe que a prática lectiva melhorou, se a grande maioria dos professores que foram avaliados, não pediram aulas assistidas????”
Bem, na minha escola, e apesar de muitos não terem requerido aulas assistidas, notei que, mesmo assim, andava tudo muito preocupado com a prática lectiva, o sucesso dos alunos, as aulas de apoio, o ensino diferenciado, as faltas, o cumprimento dos programas, os instrumentos, e.t.c.
Na sua escola, não viu o mesmo?
Novembro 5, 2009 at 11:40 pm
Imunda
Engana-se, a formação dos professores no Luxemburgo, onde não é exigida a licenciatura para ensinar é feita em Walferdange.
Os piores alunos não são os portugueses, mas sim aqueles que o sistema n~´ao promove.
Se ler o documeto do próprio Ministério de Educaçao Luxmburguês ” Pour un profil des langues,,” verá as causas da falta de equidade.
Repito, estou farta de ver pessoas falarem (copia e cola) do que se passa noutros países, quando na verdade nada sabem.
Analisem e discutam o que se passa em Portugal.
Novembro 5, 2009 at 11:40 pm
MAT LEIA O COMETÁRIO 113 E REFLICTA..TAL COMO A SUA COLEGA CAMPOS…
Novembro 5, 2009 at 11:40 pm
Ufa!, voltei, já me livrei de mais um mc/mat.
Novembro 5, 2009 at 11:41 pm
#115- Pois , tentou entrar num curso de Engenharia, não conseguiu, ficou à porta. Mas não está arrependida…
Novembro 5, 2009 at 11:41 pm
Que blog deplorável.
Não (totalmente) pelos posts; acima de tudo pelos comentários.
Novembro 5, 2009 at 11:42 pm
#122
Se tu o comentas…
Novembro 5, 2009 at 11:42 pm
Sorriso? Chamais sorriso àquele tique bucal?
Qual ternura qual carapuça!
Bla bla bla e nada mais parecia que estava com prisão de ventre e a tentar controlar a respiração.
E o olhar? Alguém esteve atento àquele pestanejar descontrolado?
O protótipo da lição engolida mas não digerida.
Novembro 5, 2009 at 11:43 pm
ela estava com ar de pré borracho!
Novembro 5, 2009 at 11:43 pm
E COM TODA ESSA AVALIAÇÃO E COISA E TAL E OLHE OS RESULTADOS DO PISA..
gumas das consequências das dificuldades sentidas pelos portugueses nesta área são já possíveis de traçar. Os estudantes com menos competências literárias são os mais vulneráveis ao insucesso escolar, alerta a OCDE num relatório elaborado a partir dos dados do PISA (Programme for International Student Assessment) de 2000, um estudo internacional sobre as competências dos jovens de 15 anos.
E o problema está longe de ser só esse: estes jovens terão, no futuro, maiores dificuldades em encontrar um emprego. Isto porque a iliteracia tem implicações a todos os níveis, sublinha o mesmo trabalho. O estudo revela ainda que dez por cento dos jovens portugueses que participaram no inquérito não conseguem atingir o valor mínimo de literacia em leitura. No “ranking” dos países, abaixo de Portugal ficam apenas o México e o Luxemburgo.
Novembro 5, 2009 at 11:45 pm
#114
mas quais finanças quais quê!! muito pelo contrário, nesses países a forma de progressão na carreira é muito mais díficil…
A verdade é que os tais modelos tão bons dos países vizinhos, a serem aplicados na sua plenitude, seriam muito mais rapidamente rejeitados do que este.
Novembro 5, 2009 at 11:46 pm
De facto o Luxemburgo está bem em baixo nos resultados de Pisa.
(Só para provocar)
Será porque os professores nao têm avaliaçao de desempenho? E andam `à balda?
Novembro 5, 2009 at 11:46 pm
E para quem diz que antes Socrates não havia avaliação fica esta questão:
Porque há uma colega que não sobe na carreira há muitos anos pq tem 5 crianças pequenas e não consegue fazer formação pq é sozinha e não tem a quem as deixar?
Novembro 5, 2009 at 11:46 pm
Luxemburgo já tem universidades?
Novembro 5, 2009 at 11:46 pm
Fafe passo-te o testemunho para arreares nestas gameleiros…farto de intercalares…amanhã é a última…Fui de vez…
Novembro 5, 2009 at 11:47 pm
Mas onde anda o controleiro??!!
Novembro 5, 2009 at 11:49 pm
#127 e 128 Eu quero mesmo é o modelo da Finlândia cujos resultados são excelentes.
Novembro 5, 2009 at 11:49 pm
# 130
Tem há apenas uns anos ( 4/5)
Novembro 5, 2009 at 11:50 pm
EUREKA
In 2003, a new university was founded: the University of Luxembourg, the first and only university of the Grand-Duchy of Luxembourg, the small state that sits between France, Germany and Belgium.
http://wwwen.uni.lu/university
Novembro 5, 2009 at 11:51 pm
Não me enganei….
Novembro 5, 2009 at 11:52 pm
MAT e MC
O que é certo é que o partido socialista ganhou inimigos para a vida. Podem-se dar a esse luxo? Querem insistir? Força.
Enganaram-se na persistência dos professores, fomos nós que sempre mantivemos a escola, apesar de toda a incompetência dos que mandam. É por isso que abusam, porque sabem a maior parte dos professores ensina, porque sabem que por mais abusos que façam os professores cumprem e porque, no fundo, não querem saber da qualidade do ensino.
Mas enganaram-se na influência dos professores, esperem, e esperem pelas próximas gerações.
Quando ao PSD lhe interessar o poder, vão ser corridos e não vão ter nada para se agarrar, porque deitaram fora toda a ideologia e tornaram-se apenas uma seita de deslumbrados.
Deslumbrados e chico-espertos.
No ensino, e não só, foram incompetentes, MLR tinha um plano simples para executar e não conseguiu fazer nada de jeito, nem com sindicatos mal organizados.
Enganaram-se, pensaram que eram favas contadas. Os professores são resistentes, é isso que fazemos todos os dias nas escolas ,é esse o nosso treino diário.
Novembro 5, 2009 at 11:52 pm
#117 É popr isso mesmo que os alunos trabalharam mais; as aulas foram um sucesso; os resultados dos exames os melhores de sempre. Óptimo, agora sabemos como fazer.
Novembro 5, 2009 at 11:52 pm
E não é necesária a licenciatura para leccionar…
Novembro 5, 2009 at 11:54 pm
O ensino diferenciado em turmas de 29/30 alunos?????
MAT!
Claro que o problema de finanças pode ajudar a explicar isso da não adopção/adaptação de alguns modelos europeus.
Esta ADD é disso que se trata/tratou/tratará, sei lá.
Vamos pensar?
Novembro 5, 2009 at 11:54 pm
# 131
Sorte a tua!
Eu ainda tenho que gramar uma reunião amanhã e outra na semana que vem. Bolas, nunca mais acabam!
Novembro 5, 2009 at 11:56 pm
E como por cá temos a sensação de andar para trás…bebes voltam a nascer nas estradas, etc…nada como voltar aos regentes…ah…não precisamos teremos as NOs com mão de obra barata e escravatura semelhante à dos profs das AECs.
Novembro 5, 2009 at 11:57 pm
Hoje estive a trabalhar em continuo, apenas com paragem para alçmoço, das 8h30 às 22h.
Por isso tenho direito a escrever isto: MC sua badalhoca, ainda aqui andas?
Novembro 5, 2009 at 11:59 pm
#117
«Bem, na minha escola, e apesar de muitos não terem requerido aulas assistidas, notei que, mesmo assim, andava tudo muito preocupado com a prática lectiva, o sucesso dos alunos, as aulas de apoio, o ensino diferenciado, as faltas, o cumprimento dos programas, os instrumentos, e.t.c.
Na sua escola, não viu o mesmo?»
Não. Apesar de tudo, continuo a dar aulas em Portugal, ainda não emigrei. Como está o tempo por aí?
Novembro 5, 2009 at 11:59 pm
#137
É isso aí! Maus e incompetentes. Uns incompetentes maus. Um grupo mafioso.
Novembro 5, 2009 at 11:59 pm
Regina
Tenha nível, um dia destes ainda me pede desculpa, quando eu aparecer num jantar do Umbigo.
Novembro 6, 2009 at 12:03 am
#144
reconheço o sentido de humor apurado
Novembro 6, 2009 at 12:03 am
Se repararem bem, a ministra Isabel Alçada tem umas parecenças com a deputada europeia Ilda Figueiredo…..LOl…Lol….
Novembro 6, 2009 at 12:04 am
Pois porque os jantares da casa da Campos devem ser como estes..
Novembro 6, 2009 at 12:05 am
A avaliação é para manter, não é para suspender; a srª ministra vai começar a n egociar com os sindicatos – diz o nosso 1º.
Podemos maquilhar a tal de avaliação, mas não se suspende, porque isso ia causar um mal maior nas escolas e elas não precisam disso – diz a Isabel.
E tudo com base num pseudo trabalho que já foi feito, na maioria dos casos mal equacionado, como tive oportunidade de constatar em diversos casos e no cerca de 1/3 de professores que segundo dizem já foi avaliado e de entre os quais não sei quantos mil são muito bons ou excelentes.
E dito isto consideram que o assunto está arrumado!
Vamos por partes:
1 – ao afirmarem que o dossier vai ser negociado com os sindicatos, retiram à AR a sua atenção deste problema porque os partidos vão ficar na expectativa e vão embrenhar-se moutros assuntos enquanto esperam pelos resultados da negociação, quebrando-lhes, desta forma, o ímpeto com que chegaram à nova legislatura. As negociações vão recomeçar, mas já todos conhecemos como são feitas as negociações dum governo sob a alçada deste sr e quais as instruções com que a srª vai: dar uma corzinha (assim a tender para o rosa, de preferência), mas não mudar muito o que está feito. E enquanto se negoceia faz-se por cansar o pessoal com um sorriso…
2 – já há milhares avaliados! Já, já há muitos avaliados! E há muitos à espera que as escolas libertem a avaliação. Mas como é que foi feita essa avaliação? Como é que apareceram os excelentes e os muito bons?
Quais foram as instruções dadas para que as notações coubessem nas quotas. Eu sei porque estive na acção. Mas será que quem ouve falar das classificações que já existem sabe como se chegou a esses resultados? Será que quem ouve falar dos nilhares de excelentes e muito bons sabe como é que foram distribuídos?
Será que não é mesmo mais justo fazer tábua rasa de tudo o que houve e recomeçar do zero?
Por mim, prefiro deitar fora todo o trabalho a cultivar a injustiça apenas porque perdi tempo com algo que não tinha nem tem futuro e que é injusto para muitos colegas com quem trabalho e outros com quem não trabalho mas de cujo trabalho oiço falar e não couberam nas quotas por várias razões.
Novembro 6, 2009 at 12:08 am
Sobre o video do post:
Nunca se deve interromper uma formatação do disco.
Novembro 6, 2009 at 12:10 am
#150
Bem dito, principalmente o ponto 1, é essa a estratégia, empatar.
Novembro 6, 2009 at 12:11 am
MC, engula a resposta de Buli.
Novembro 6, 2009 at 12:11 am
#150,
Maria Lisboa,
Bem apanhada, essa de desviar a coisa da AR……
Novembro 6, 2009 at 12:16 am
MAT
Mais uma vez as suas declarações reflectem alguma ignorância daquilo que se passa com os professores em toda a Europa.
Entre os países que não têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se: na Europa Ocidental, a Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido (Escócia) e Suécia; na Europa de Leste, Eslováquia, Hungria e Letónia.
Entre os países que têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se: Alemanha, Eslovénia, Estónia, França, Grécia, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte), República Checa e Roménia.
A generalização de um sistema de avaliação a todos os professores em Espanha é uma questão pendente há mais de uma década nas diferentes administrações educativas.
Nos países onde existe avaliação predominam duas linhas gerais: observações de aulas por um inspector ou pelo director quando se muda de escalão ou relatórios de auto-avaliação.
Não existem professores titulares em toda a Europa.
Não existem promoções da carreira na Europa, mas sim progressões na carreira.
NOS RANKINGS DOS SISTEMAS EDUCATIVOS, PORQUE RAZÃO OS PAÍSES DA EUROPA ONDE NÃO EXISTE UMA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES, QUASE TODOS ESTÃO NO TOP EDUCATIVO MUNDIAL?
EXISTE ALGUMA CORRELAÇÃO LINEAR POSITIVA ENTRE A ADD E A MELHORIA DO SISTEMA EDUCATIVO?
OLHANDO PARA A EUROPA DIR-LHE-EI QUE NÃO…
DE FACTO ACHO QUE AO COLEGA MAT E À MARIA CAMPOS LHES FALTA muito conhecimento do que se passa a nível de conhecimentos das performances dos outros sistemas de ensino a nível mundial.
Estudem e desculpem a petulância…da minha parte.
Irra quando não se quer conhecer mais, ou se persiste na teimosia, então começo a duvidar dos vossos coeficientes de inteligência.
É demais…
Já agora sabem onde existiram na Europa avaliações “à grelha”.
Então eu digo-lhes:
Inglaterra, cuja sistema educativo vem de uma longa decadência ao longo das últimas décadas.
Holanda, nos anos 90, que foi abandonada depois da debandada dos professores do sistema educativo. Agora na Holanda persiste o seguinte princípio: “O PROFESSOR É BOM ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO”
Irra estudem o que se passa lá fora…
Já agora fazia-lhes bem inscreverem-se no programa Coménius na rúbrica “trocas de experiências entre administrações educativas e métodos de avaliação dos diferentes sistemas de ensino”.
Novembro 6, 2009 at 12:18 am
ler em #155 “…muito conhecimento do que se passa a nível de das performances dos outros sistemas de ensino a nível mundial.”
Novembro 6, 2009 at 12:21 am
#155 A minha admiração por Pedro Castro. Obrigada por um resumo bastante esclarecedor.
Novembro 6, 2009 at 12:23 am
#128
Só para esclarecer…vá ao site da OCDE Pisa 2006
http://www.oecd.org/dataoecd/15/13/39725224.pdf
e, nas paginas 53(Matemática), 22(Ciências)e 47 (Leitura) pode ver em que lugar está o Luxemburgo. Aproveite e veja em que lugar está a Itália, Grécia, EUA, Espanha…em relação a Portugal. Se estiverem por aqui pais de alunos nossos, aproveitem e vejam também. E tirem as ilacções sobre o papel de Maria Campos neste blog.
Boa noite!
Novembro 6, 2009 at 12:25 am
#155
Caro Pedro,
vejo que sabe muito do assunto. Por isso +e a pessoa indicada para me esclarecer do seguinte:
Dizem, e o Pedro deve saber melhor do que ninguém, que os modelos existentes por essa europa fora são muito simples, muito justos e perfeitos. A minha questão é simples: Porque é que acha que não há nenhum partido da oposição, académico, associação, blogue ou coisa parecida a propô-los?
responda lá, s.f.f.
Novembro 6, 2009 at 12:31 am
#150
Pois. É como se estivesse a torturar alguém, e apercebo-me que isso é mau, mas não páro porque já investi muito no processo.
Ah. E porque já torturei 45 000. Logo, é mais justo coninuar com os restantes 95 000.
Novembro 6, 2009 at 12:32 am
#159
A maioria só conhece esta realidade; se alguma coisita sabem é porque são os próprios professores que prestam esclarecimentos.
Quanto a outros, pensam o segfuinte “vou inventar algo de novo,pode ser que o meu nome apareça”. Só que a invenção, pelo menos a última, veio com a “chancela” do Chile.
Novembro 6, 2009 at 12:44 am
# 159
Ó MAT pela simples razão de que todos fomos formatadas à necessidade de uma avaliação docente. Nessa armadilha já caíram os sindicatos há muito tempo.
Eu na minha experiência no Projecto Comémius aprendi o seguinte:
O SUCESSO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS DOS PAÍSES A NORTE DA EUROPA BASEIA-SE NO TRABALHO DE EQUIPA E NA TROCA DE EXPERIÊNCIAS.
O INDIVIDUALISMO NA CARREIRA DOCENTE É INIMIGA DA QUALIDADE DE ENSINO por muitas avaliações que existam!
Na Finlândia quando se preparam materiais didácticos e estratégias de ensino fazem-no em equipa. Os professores assistem às aulas dos colegas. As fichas de trabalho para os alunos são feitas em conjunto. Os professores permanecem 25 horas na escola, dando 18 a 22 tempos lectivos no turno da manhã ficando 3 a 4 aulas de tarde a preparar aulas, materiais, estratégias de recuperação, flexibilização de horários, etc. Os alunos só têm aulas no turno da manhã. O mesmo acontece nos países nórdicos e/ou mais a Norte: Noruega, Suécia, Dinamarca, Bélgica e Holanda.
Sabia que os professores dinamarqueses têm menos 3 anos de formação superior para darem aulas? Mas os resultados nos rankings internacionais são elevados.
O segredo está no trabalho de equipa: se eu compartilhar o trabalho com os outros colegas, trocar experiências com os mesmos existirá como que uma espécie de auto-controlo entre pares. É normal nesses países os colegas assistirem as aulas de outros para aprenderem com a experiência.
Novembro 6, 2009 at 12:46 am
Isto é uma eterna convera em círculo.
A maior parte das intervenções repetem velhos argumentos contra a avaliação dos professores.
Criticam este modelo e o único argumento que acaba por ficar é que na Fnlândia (Meca da modernidade educativa) não há avaliação!
Logo em Portugal, também não deveria haver avaliação credível!
Tenho de concluir que, perdoem-me as excepções, NÃO QUEREM É SER AVALIADOS !!!
Vou dormir e boa noite!
Novembro 6, 2009 at 12:47 am
conversa
Novembro 6, 2009 at 12:48 am
# 162 corrigir para:
“…ficando 3 a 4 horas de tarde para preparar aulas.”
Novembro 6, 2009 at 12:50 am
#162
Concordo consigo os modelos nórdicos são óptimos. Mas para serem implementados por cá, garanto-lhe, era necessário também “importar” os professores, os alunos, a religião, a cultura, a escolaridade, a qualidade de vida, e.t.c.
Novembro 6, 2009 at 12:52 am
# 163
Desculpe, assim já me dá argumentos para lhe dizer que a sua resposta começa a ser directamente proporcional à sua ignorância.
A Maria Campos também perde o controlo. Desnorteia-se! Prontos!
Novembro 6, 2009 at 12:53 am
#162
“O segredo está no trabalho de equipa”
Planamente de acordo. E era por aí que se deveria ter começado. Trabalhar em equipa, criando-se condições nas escolas.
Novembro 6, 2009 at 12:53 am
#166,
Eu já propus um modelo. Qual o seu Maria Campos?
Novembro 6, 2009 at 12:56 am
#166
Como nada se pode importar dos países nórdicos, importa-se o modelo de avaliação Chileno.
Novembro 6, 2009 at 12:57 am
O meu é este que está a ser aplicado mas melhorado, após diálogo com os sindicatos capazes de se sentgarem à mesa e terem um pensamento positivo.
Como os sindicalistas, normalmente nao querem nada, parecem meninos mimados a recusar tudo liminarmente, vejo que s+o +e possível melhorar o modelo a partir do próprio ministério.
Sinceramente, não acredito que do diálogo com estes sindicatos saia algo de construtivo.
É a vida, como dizia o Guterres.
Novembro 6, 2009 at 12:58 am
MAT
Na Holanda quando se prova que um professor não tem capacidades para ensinar é imediatamente colocado fora do sistema. Pura e simplesmente “fired”.
Novembro 6, 2009 at 1:01 am
#172
Acha isso possível em Portugal?
Novembro 6, 2009 at 1:05 am
# 171
Então já agora faço-lhe uma sugestão. Vamos à avaliação existente na Alemanha:
No último ano de cada escalão um inspector vê duas aulas do professor.
Em conjunto o inspector e o Director atribuem uma classificação ao professor, tendo em conta as aulas observadas, assiduidade e acções de formação frequentadas com aproveitamento.
Se quiserem ter o equivalente ao “Muito Bom” fazem um trabalho de investigação em ligação com um estabelecimento de ensino superior.
Simples não?
No final de cada escalão, sem portefólios simplesmente para dar nas vistas,
Já agora o do ensino particular por acaso não me incomoda…
Novembro 6, 2009 at 1:06 am
boa noite a todos.
Novembro 6, 2009 at 1:07 am
# 174 corrigir para”… a do ensino particular também não me incomoda.”
Novembro 6, 2009 at 1:09 am
# 173 Acho Mat
Pergunte à IGE quantos processos disciplinares foram instaurados a docentes devido à inaptidão para darem aulas?
Novembro 6, 2009 at 1:22 am
“Ao afirmarem que o dossier vai ser negociado com os sindicatos, retiram à AR a sua atenção deste problema porque os partidos vão ficar na expectativa e vão embrenhar-se moutros assuntos enquanto esperam pelos resultados da negociação, quebrando-lhes, desta forma, o ímpeto com que chegaram à nova legislatura. As negociações vão recomeçar, mas já todos conhecemos como são feitas as negociações dum governo sob a alçada deste sr e quais as instruções com que a srª vai: dar uma corzinha (assim a tender para o rosa, de preferência), mas não mudar muito o que está feito. E enquanto se negoceia faz-se por cansar o pessoal com um sorriso…” – Maria Lisboa
Estás a ser muito simpática.
Negociar?
Novembro 6, 2009 at 1:32 am
O teatro recomeçou e a actriz foi bem sucedida na pose para quem aprecia “chá” das tias (ler comentário 1 da Olinda).
O Paulo teceu uma subtil crítica à actriz “a avaliar pelo falar pausado e olhar, parece estar muito pouco à vontade…” – Necessita de mais aulas de teatro.
Novembro 6, 2009 at 1:40 am
O PSD tomou a iniciativa de convocar todos os partidos … não foi?
Todos os partidos, professores e sindicatos (com excepção de um grupelho de pêsses oportunistas) concordam que a avaliação política de professores e divisão de carreira é para pôr fim. E rapidamente.
Novembro 6, 2009 at 1:45 am
Os professores chilenos fizeram um mês de greve. O tal “método” de avaliação foi banido.
Certo?
Novembro 6, 2009 at 1:46 am
Novembro 6, 2009 at 1:47 am
Sugiro que não informem mais mates, campos e outros idiotas. Verifiquem apenas que estes terão que pagar. E expostos.
O lixo exposto, prometo-vos que não será agradável de ver.
Novembro 6, 2009 at 1:51 am
Mais uma campanha negra?
Sócrates escutado em conversas com Vara
http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/3412788.html
Novembro 6, 2009 at 1:59 am
# 154
“Bem apanhada, essa de desviar a coisa da AR……”
Não é óbvio?
Novembro 6, 2009 at 2:13 am
“Bem apanhada, essa de desviar a coisa da AR……”
Se os partidos o permitissem nesta questão do Ensino, estavam completamente “arrumados”.
Novembro 6, 2009 at 4:39 am
Entretanto, chega-nos uma noticia dos EUA,em que um individuo abateu 12 pessoas num “killing spree”.
A sua ocupacao: Psiquiatra .
Novembro 6, 2009 at 8:12 am
Os inspectores da PJ que investigam crimes de colarinho branco tiveram baixas classificações na carreira …
via o SIADAP!!!
Por que terá sido?
IHIHIHIHIHIHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Novembro 6, 2009 at 8:19 am
UM ESTADO SINO-SOVIÉTICO NA WEST COAST
A administração pública está praticamente paralisada por causa do SIADAP, o novo regime sino-soviético de “avaliação” dos funcionários públicos. Dirigentes máximos e dirigentes intermédios, passando por batalhões de “especialistas” à força, espremem-se para aplicar a maravilhosa invenção do governo do admirável líder, o mesmo que ainda há dois dias, na televisão e com ar amargurado, se lamentava do torpor burocrático do processo de avaliação dos professores. Mais tarde ou mais cedo estes regimes de avaliação perecerão às mãos da sua própria ineficácia e ineficiência. O texto que se segue foi escrito há mais de três anos. Nada mais há a acrescentar.
«O PS aprovou a proposta de lei do governo que fixa a aplicação do Sistema Integrado da Avaliação de Desempenho na Administração Pública (SIADAP). Entre outras coisas, e com a desculpa de que não se “mexia” nisto há décadas, o governo introduz um regime de quotas onde há lugar para os “menos bons” – por exclusão de partes -, para os “muito bons” – não podem exceder os 20% – e para os “excelentes”, sempre menos de 5%. Só a ingenuidade ou o estado de beatitude é que podem levar alguém a acreditar nisto e a imaginar que tudo irá ser conduzido dentros dos parâmetros da isenção e da boa-fé. Não vai. Em primeiro lugar, este “sistema” é posto em prática, não pela sua validade ou bondade intrínsecas (que não são nenhumas), mas porque é necessário reduzir a despesa em promoções e em progressões “automáticas”. Em segundo lugar, o “sistema” não tem nenhum tipo de coerência interna, nem podia ter, já que, dentro da chamada “função pública”, coexistem vários registos diferenciados que o “sistema” pretende tratar da mesma maneira. Depois, o “sistema” destina-se a facilitar o nepotismo hierárquico e o caprichismo dos dirigentes que, assim, podem à vontade exprimir os seus pequenos ódios e as suas pequenas preferências. Até dispôem de “quotas” para o fazer. Finalmente as próprias “quotas” são um perfeito disparate e um convite à bufaria, à discricionariedade e ao carreirismo mais despudorado. Mesmo que existam mais de cinco por cento de “excelentes” ou de vinte por cento de “muito bons”, o “sistema” obriga a “comprimir” artificialmente a “dotação” para cumprir a regra. Por detrás deste aparente lance de “modernização” e de “moralização” dos costumes administrativos, apenas espreitam o amiguismo e as práticas de “sovietização” dos serviços públicos. Nada mais.»
http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/06/um-estado-sino-sovietico-na-west-coast.html
Novembro 6, 2009 at 11:17 am
#189
É o “Paraíso Socialista” a renascer, desta vez no Sudoeste Europeu.
Novembro 6, 2009 at 12:26 pm
# 187
Por vezes, admito-o, gostaria que existisse um tipo desses pelas bandas lusas, com o objectivo de pregar uns valentes “sustos” nos loucos-que-para-aí-existem-fora-de-internamento-psiquiátrico (…)
Freud ex-pi-li-ca este “desejo”, de certo, comum a muito tuga.
Novembro 6, 2009 at 12:26 pm
# 187
Vulgo, PORRADA.
Novembro 6, 2009 at 2:03 pm
Que pena retirar uma pessoa como a Isabel Alçada, que ao que todos dizem está a fazer um grande trabalho no programa do ministério da Educação , o PNL, e colocarem num lugar político sem nenhum poder para mudar nada. Vai ser uma Cara simpática que tem que fazer o que o núcleo duro político do PS quer, eles é que mandam.
Vai estar num lugar em que tem que obedecer aos teoricos liberais socialistas como o Vitorino, o Costa, O ex-secretário estado Pedrosa e o Valter e o Sócrates.
Todos os mesmos.
Novembro 6, 2009 at 2:43 pm
Parece a Betty Boop
Novembro 6, 2009 at 2:53 pm
22-10-2009 – Isabel Alçada deu «inteiro apoio» à política de Lurdes Rodrigues
Posição da nova ministra foi manifestada em Julho deste ano
A nova ministra da Educação, Isabel Alçada, defendeu em Julho a importância da «prossecução e aprofundamento» da política educativa seguida pelo Executivo de José Sócrates, durante a apresentação do programa eleitoral do PS.
Numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém no final do mês de Julho, a comissária do Plano Nacional de Leitura comentou a parte do programa referente a este sector, manifestando o seu «inteiro apoio» à política educativa que tem sido levada a cabo por Maria de Lurdes Rodrigues.
«Dou o meu inteiro apoio à política educativa que tem sido seguida, por vários motivos (…) considero que é importante a prossecução e o aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado», afirmou na altura Isabel Alçada.
Perante José Sócrates, que se encontrava naquele evento como secretário-geral do PS, a escritora enumerou um conjunto de medidas para justificar a sua posição, sublinhando que nenhuma foi «lançada sem ter sido executada e avaliada».
Isabel Alçada começou por referir-se ao Plano Nacional de Leitura, do qual é comissária desde o seu lançamento, em 2006, passando depois pela introdução do Inglês no primeiro ciclo, o Plano de Acção para a Matemática, a escola a atempo inteiro, o Plano Tecnológico da Educação e o computador Magalhães e a requalificação e modernização dos estabelecimentos de ensino.
Prosseguiu com as aulas de substituição, as refeições e o transporte escolar, o alargamento da Acção Social Escolar, a expansão do pré-escolar e do ensino profissional e o programa Novas Oportunidades.
«Estas medidas, que são congruentes e não avulsas, consolidadas, vão permitir formular novos desígnios para a educação que tenho esperança que venham a ser concretizados na próxima legislatura», afirmou.
Isabel Alçada referia-se ao alargamento da escolaridade obrigatória de nove para 12 anos, uma medida que é «possível e exequível» graças a medidas já tomadas.
Mas também, por exemplo, a um «novo ciclo» do Programa Novas Oportunidades e «consolidação» da modernização e requalificação dos equipamentos educativos.
http://www.diario.iol.pt/politica/tvi24-educacao-ultimas-isabel-alcada/1097745-4072.html
Novembro 6, 2009 at 2:57 pm
“(…)É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: “Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os…”
Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo — sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado — e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da “Educação”, se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?… Pois… É…)
A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e “snob” nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como “ideia” própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão…
O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o “tal” diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, “saberem tanto como doutores…”, mas a derradeira informação veio-me da Laura “Bouche”, daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro… É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências.
Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.
Such a wonderful world…
(Escrito com a ligeireza do tédio dos sábados à noite – Arrebenta)
Novembro 6, 2009 at 4:11 pm
#69 – “Mais, o governo está desejoso de arranjar uma solução para esta situação…” …
pois é, está farto da m… que produziu e não contente, continua a atirá-la para a ventoinha.
Poupe-nos a discursos estafados, de retórica mal amanhada.
E eu que não digo nem penso palavrões!!!!!!!!!
Estão a tirar-me do sério.
Novembro 6, 2009 at 6:16 pm
Depois de tanto silêncio, abre a boca para dizer esta coisa nenhuma?É melhor começar a arregaçar as mangas…
http://protestografico.wordpress.com/2009/11/06/suspender-revogar-eliminar-enterrar-de-vez-a-avaliacao-milu/