Ouvi há pouco, meio de passagem, na TSF, alguém do PS (Lacão?) dizer acerca da avaliação dos professores, que os eleitores não compreenderiam uma atitude unilateral e de radicalidade da oposição nesta matéria.
Vamos lá a ver se eu percebo:
- A oposição está unida nesta matéria contra a posição isolada do PS.
- A oposição teve, em conjunto, uma larga maioria absoluta dos votos e tem a maioria dos deputados do Parlamento.
- A recusa deste modelo de avaliação do desempenho tem o consenso generalizado da classe docente e a sua suspensão e substituição (juntamente com o retorno a uma carreira sem quotas na progessão) seria uma medida que permitiria pacificar o ambiente nas escolas e eliminar uma carga negativa desnecessária nos docentes).
- A própria opinião pública – não confundir com baldaias, rangéis e tavares – já não entende qual a motivação do governo nesta matéria, pois melhorar o ensino não é e o orçamento vai de queda em queda até aos dois dígtos.
Perante iso é um absoluto disparate e uma desnecessária perda de energias estarmos a batalhar em algo sem qualquer ganho objectivo para ninguém que não o orgulhozinho pessoal do primeiro-ministro.
Do lado dos docentes e de toda a oposição é que existe uma atitude unilateral e radical?
Ou será do PS e mesmo assim apenas de uma parte do PS?
Infelizmente, a presidência da República sobre esta matéria não dá quaisquer sinais, parecendo que lhe dá jeito que outros arquem com o ónus do conflito com o governo, enquanto se lhe vão descansando as costas.
Quanto à ministra da Educação, percebe-se desde já que vai ser politicamente irrelevante. Não é por acaso que no texto original que eu tinha enviado para o I tinha uma frase adicional que foi vítima da ditadura dos 1000 caracteres, onde dizia que qualquer recomendação que lhe seja feita depende do facto de ela ter efectivamente algo a ver com a definição das políticas nesta área.
Por agora, parece claro que lhe estão a servir os dossiês e a formatar o discurso para a primeira aparição pública, que será certamente positiva e completamente ao lado da questão quente do momento.
Novembro 4, 2009 at 9:51 am
É inacreditável que um governo recém indigitado, num país com mais de 500 mil desempregados, com um défice público de 8%, com uma economia débil em regime de pré-explosão social, com uma criminalidade a subir surdamente, ponha esta questão na sua prioridade e continue despudoramente a teimar na asneira e a negar o evidente.
Como dizia hoje no café perto da minha casa, um camionista : ” P…que os pariu!Se não querer governar e resolver os problemas do país, que saiam do governo e vão para casa coçar os t…” . É brejeiro ,mas verdadeiro e com toda a razão!
Novembro 4, 2009 at 9:59 am
“Worldwide Press Release:
„Education is NOT for $A£€!“
Movements for free public education are uniting worldwide!!
(…)
As a reaction to this development various groups and whole movements from all parts of the world are getting together to unite in their struggle for free and emancipatory public education systems.
On November 5th 2009 the „Warm-up Day of United Action“ will kick off internationally co-ordinated protest actions, that will take place as part of the „Education is NOT for $A£€ – Global Week of Action“ [Nov. 9th - 18th]. (…)”
http://emancipating-education-for-all.org/press_release_nov5
Novembro 4, 2009 at 10:03 am
Jorge Lacão tem razão numa coisa: Augusto Santos Silva tinha o trabalho muito mais facilitado.
Novembro 4, 2009 at 10:21 am
E que qualificações tem o la-cão. Não o queria numa obra minha a dar serventia a um pedreiro.
Novembro 4, 2009 at 10:53 am
Derrotar a clase docente é, e sempre foi, objectivo prioritário para o PM e o PS. O primeiro não suporta o facto de ser contrariado por ninguém e os professores foram a classe que mais abertamente ousou, desde o início defrontá-lo, que o vaiou na praça pública e que o impediu, de forma radical e persistente, de levar avante os planos que tinha traçado. Isso ele não perdoa. Não me esqueço do olhar de espanto e ódio com que, no Largo do Rato chamou os jornalistas para protestar contra a manifestação do grupo de professores que aí o esperava.
Novembro 4, 2009 at 10:54 am
lá vai a carneirada dos profs voltar a rua ..
meéhhhhhhhhh
mééhhhh
um bando de carneiros unidos jamais será vencido..
méeh
Novembro 4, 2009 at 11:09 am
E os cães rafeiros não resistem…
Novembro 4, 2009 at 11:13 am
#6-E se fosses para a tua casa, o parque Eduardo VII
Novembro 4, 2009 at 11:18 am
A estratégia do PS passa por distrair a malta com questões laterais, para que o hard core da política não seja questionado.
Enquanto se discute a ADD, os media irão distrair os espectadores com argumentos jurídicos e muitas declarações sérias sobre o superior “interesse nacional”.
A artilharia já foi usada pelo camarada Vital Moreira, com as célebres arremetidas de dialéctica classista contra os interesse corporativos dos docentes e juízes.
Infelizmente este tipo de demagogia, que é recorrente na esquerda e que faz escola no nosso ideário de ressentimento e pobreza intelectual, tem sempre bom acolhimento na opinião pública: basta constatar o sucesso do empreendimento comercial de Saramago contra a “corporação” eclesiástica.
Os estalinistas e os arrivistas mantêm-se firmes neste governo, portanto a estratégia da propaganda, do aviltamento, da intimidação e da mentira, continuarão na ordem do dia.
Novembro 4, 2009 at 11:26 am
A intransigência do PS faz parte da estratégia de vitimização de Pinto de Sousa.
http://fjsantos.wordpress.com/2009/11/04/ps-prisioneiro-da-intansigencia-de-pinto-de-sousa/
Novembro 4, 2009 at 11:38 am
Vamos procurar manter o nível nos comentários. Deixemos nogeira trotski sem resposta. Ele pretende apenas desviar as atenções.
Novembro 4, 2009 at 11:49 am
Post certeiro!
Precisamos mesmo de muita paciência para aturar esta malta.
Novembro 4, 2009 at 11:51 am
Paciência e educação não nos falta.
Novembro 4, 2009 at 11:59 am
vamos la carneiros todos mééééééhhhhhhhhhh
na rua
a nossa vida é mesmo assim
méééééhhhhhhhhhhhhhh
Novembro 4, 2009 at 12:05 pm
Paulo,
ontem o BE, através da muito apreciada Ana Drago, apresentou a sua proposta de avaliação(?) para os professores.
Eu sei que a proposta não é para levar a sério, mas nem uma simples análise ou referência?
Afinal, para onde vamos?
Novembro 4, 2009 at 12:10 pm
Como é que uma ministra que se esconde atrás de um pseudónimo literário, poderá ter alguma opinião ou mandar alguma coisa?
Novembro 4, 2009 at 12:11 pm
Tristemente verdadeiro o que diz o Paulo. Não dá para acreditar no que está a acontecer.
11. Gastão Pinto: concordo inteiramente. Estamos aqui para discutir com seriedade os problemas da educação. Quem quer brincar que brinque. É uma questão de idade mental! Não há nada a fazer. Mas ignoremo-los, pois eles não sabem o que dizem! Colegas, só espero que não cedamos, por nós e pelo futuro da escola pública!
Novembro 4, 2009 at 12:13 pm
Ao reler as notícias ao menos uma boa, a Margarida Moreira já se demitiu
…
Novembro 4, 2009 at 12:25 pm
#15,
tem a noção que há vida para além dos blogues e destas discussões, certo?
Ontem entrei na Escola às 10 e saí às 18.30.
E ainda há a vida pessoal.
Acha que o que aqui faço é pouco?
Acha que eu “estico” para tudo?
Haja caridade!
Novembro 4, 2009 at 12:25 pm
#15 (cont)
aqui fica o link para a proposta do BE para uma nova ADD.
http://www.esquerda.net/media/proj_avaliacao_docente_2009.pdf
Novembro 4, 2009 at 12:26 pm
Público:
«PS a duas vozes sobre mudanças na avaliação dos professores». O ministro Jorge Lacão afasta possibilidade de suspender processo de avaliação, já o líder parlamentar, Francisco Assis, defende um «consenso» e diz haver «abertura de espírito».
DN:
“Avaliação divide Governo e Bancada PS”
Novembro 4, 2009 at 12:27 pm
O que intriga (ou talvez não) é a teimosia daquele gentinha (!).
Percebido que o (bom em si mesmo) fim a alcançar (melhoria da prática lectiva e exibição da excelência docente)não se alcança pela via ensaiada,porquê insistir na mesma?
Lá dizia Deus nos primódios ao animal que se esquecera do nome que Adão lhe atribuira: “Hás-de ser burro até ao fim dos tempos”.
Novembro 4, 2009 at 12:27 pm
#20,
À primeira vista é uma proposta melhor do que a anteriormente apresentada pelo Bloco.
Mais simples e objectiva.
Sem exageradas burrocracias.
Consigo viver bem com ela.
Novembro 4, 2009 at 12:33 pm
#20
Paulo,
o seu problema é que nos habituou mal…
Novembro 4, 2009 at 1:08 pm
A primeira aparição pública da ministra?
Acho que já foi, ontem, embora eu só tenha ouvido na rádio, não vi.
Foi-se encontrar com a outra anajorge e as declarações aos jornalistas foram sobre o grande tema candente do momento:
A GRIPE DOS PORCOS!
Ou estavam à espera que falasse de outra coisa?…
Novembro 4, 2009 at 1:21 pm
Desculpem fugir um pouco ao tema, mas algum dos colegas me sabe dizer se existe, a nível oficial, algum tipo de recomendações para elaboração de horários dos alunos?
Novembro 4, 2009 at 1:26 pm
Já aqui realcei este aspecto e volto a fazê-lo. Se a AR se decidir pela suspensão pura simples da avaliação dos professores sem a substituir por uma outra está a incorrer numa contradição com outra lei emanada do parlamento, a saber, a Lei n.º 66-B/2007 de 28 de Dezembro, que estabelece o sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública, vulgo SIADAP. O Art.º 86.º estabelece, no ponto 4, que se consideram adaptados ao correspondente subsistema do SIADAP, sem prejuízo de eventual revisão, o sistema de avaliação do desempenho do pessoal docente previsto no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 139 -A/90, de 28 de Abril, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 1/98, de 2 de Janeiro, e 15/2007, de 19 de Janeiro.
A AR vai criar uma “no-mans land” em termos jurídicos e isentar um corpo da administração pública de avaliação?
A AR deve suspender a ADD e definir um enquadramento que a futura lei (Decreto-lei, Decreto regulamentador, etc.) deve obedecer. Não me parece razoável que seja a AR a regulamentar a ADD até porque, como já foi aqui dito, essa situação implica a negociação com os sindicatos.
Isto no plano jurídico. No plano político começa a ficar evidente o erro de casting que foi a escolha de Isabel Alçada para ministra da educação. Confesso que não compreendo tanta incompetência e falta de visão estratégica. A ministra não aparece, não fala, não comenta. Esperava-se dela, logo desde o início, um sinal claro do rumo que pretendia seguir. José Sócrates deveria ter escolhido um ministro com peso e experiência política para a pasta, ao invés de uma “rookie” que deverá estar neste momento a roer as unhas. A minha escolha teria sido António José Seguro.
Novembro 4, 2009 at 1:29 pm
PJ disse:
“Desculpem fugir um pouco ao tema, mas algum dos colegas me sabe dizer se existe, a nível oficial, algum tipo de recomendações para elaboração de horários dos alunos?”
Recentemente contactei a DREN sobre esta matéria e foi-me dito que não existia. Gostaria de obter uma confirmação a esta informação.
Novembro 4, 2009 at 1:34 pm
#27-Realmente tu só dizes asneiras
#28-e também não és professor, senão, nem punhas tal questão!
Novembro 4, 2009 at 1:49 pm
#4 Donatien
La-cão
Novembro 4, 2009 at 2:04 pm
#27,
A. J. Seguro quer uma carreira política com mais futuro.
Ser ME nesta altura seria uma espécie de harakiri.
Sobre os horários dos alunos há recomendações bem explícitas, agora não me perguntem exactamente onde, mas posso ir à procura depois.
Novembro 4, 2009 at 2:09 pm
“A recusa deste modelo de avaliação do desempenho tem o consenso generalizado da classe docente e a sua suspensão e substituição (juntamente com o retorno a uma carreira sem quotas na progessão) seria uma medida que permitiria pacificar o ambiente nas escolas e eliminar uma carga negativa desnecessária nos docentes). ”
Paulo, permita-me só alterar o seguinte, acrescentando uma pitada optimista: “será uma medida que permitirá pacificar o ambiente nas escola..”
Novembro 4, 2009 at 2:11 pm
Por falar em tudo isto… nunca mais começa a nova aventura, já alguém lhe ouviu o pio?
Novembro 4, 2009 at 2:13 pm
Paulo & Cia já foram ver esta pérola?
http://www.min-edu.pt/np3/5.html
Novembro 4, 2009 at 2:20 pm
Alguém sabe como correu hoje a sessão plenária sobre educação?
Novembro 4, 2009 at 3:03 pm
#26
http://min-edu.pt/np3content/?newsId=1833&fileName=despacho_14026_2007.pdf
Novembro 4, 2009 at 3:05 pm
#26
pergunta no fórum do educare. a Ana Silva sabe, de certeza…
Novembro 4, 2009 at 3:18 pm
#30-Há lá cão que nos detenha?
cão que ladra não morde! mordem-lhe.
Novembro 4, 2009 at 5:07 pm
Conheçam o trabalho de estudantes de Jornalismo de Belo Horizonte – MG – Brasil
São mais de 2000 acessos nas primeiras semanas de trabalho no blog.
Leiam, por favor opinem, suas conclusões são muito importantes para nós…
Continuem nos acompanhando, a cada dia uma matéria nova…
Gratos,
Estudantes de Jornalismo
Nosso link é http://www.neofranciscanos.wordpress.com
Novembro 4, 2009 at 5:18 pm
“Infelizmente, a presidência da República sobre esta matéria não dá quaisquer sinais, parecendo que lhe dá jeito que outros arquem com o ónus do conflito com o governo, enquanto se lhe vão descansando as costas.”
A múmia?
Novembro 4, 2009 at 5:27 pm
IRRESPONSABILIDADES
http://2.bp.blogspot.com/_OMtWm-MERDM/Srkg3xNfB2I/AAAAAAAABdA/2mMorC7EF58/s1600-h/Idiota.JPG
“Nu, como o discurso de um académico” [Alfred de Musset]
Como era de esperar, a paróquia transformou-se nesta “ingente mercearia” que o encarregado-geral, o dr. Cavaco Silva, caseira & irresponsavelmente faz vivificar. O admirável leader, Cavaco Silva, por amor da colectividade da direita “mais estúpida da Europa”, tem uma coterie de incendiários & abstrusos sujeitos que o cortejam emotivamente, ad usum Patroni.
A agremiação cavaquista, onde pontificam amanuenses criaturas, literatos analfabetos, espíritos desorientados e outras tantas individualidades originais, ainda não compreendeu, que para lá dessas minúcias de intimidade liberal e trabalho cénico de direita, o dr. Cavaco foi (é) o coveiro dessa mesma direita e, em especial, do PSD. Os factos, simplesmente, o demonstram.
Os males são conhecidos. Perante o pior governo (o desastre económico e social, é evidente) destes últimos 35 anos – sempre angelical no cárcere autoritário e pesporrente na propaganda governamental –, o Presidente da República, roído decerto pela voluptuosidade dos seus tiques arrogantes, foi-lhe de uma fidelidade humilhante (outros dirão, esclarecida ou de estado), e desde o início do seu mandato foi grandioso e inesgotável de elogios e prebendas a Sócrates. Onde alguns esperavam ambiciosos contraditórios ou enternecidos gestos de amor democrático e de simples exercício de cidadania (veja-se o código laboral ou o caso paradigmático da educação e dos professores), saiu-lhes um Presidente estimulante de carinho socrático, macilento, escandalosamente apoiante do governo: isto é, um excelente director-geral do reyno. Pior não era possível!(…)
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Cavaco%20Silva
Novembro 4, 2009 at 5:45 pm
Paulo Guinote disse:
“A. J. Seguro quer uma carreira política com mais futuro. Ser ME nesta altura seria uma espécie de harakiri.”
Pois. Admito que sim. Pessoalmente tenho alguns anti-corpos face a políticos que se resguardam para depois emergirem como alternativas. A. J. Seguro desempenhou cargos políticos relevantes (Secretário de Estado da Juventude, membro do Parlamento Europeu) mas de baixa intensidade, digamos assim. Era tempo de enfrentar um cargo difícil como ser ministro da educação. Se tivesse sucesso poderia legitimamente ambicionar suceder a José Sócrates na liderança do PS.
“Sobre os horários dos alunos há recomendações bem explícitas, agora não me perguntem exactamente onde, mas posso ir à procura depois.”
Penso que se estará a referir ao conhecido documento orientador da organização do ano lectivo 2006/2007, datado de Junho de 2006, do Gabinete do Secretário de Estado da Educação datado de Junho de 2006. De facto, este documento é muito explícito, mas é apenas um documento orientador para as escolas. Nele afirma-se, claramente, que compete aos Conselhos Pedagógicos definir os critérios a que deve obedecer a elaboração de horários. O que pretendia saber com o meu contacto com a DREN era se existia um diploma legal de valor superior, tendo-me sido informado que não. O único diploma que existe que as escolas têm que respeitar, desde o ano passado, é o Despacho 19117, de 17 de Julho de 2008 que define as estabelece regras e princípios orientadores a observar, em cada ano lectivo, na elaboração do horário semanal de trabalho do pessoal docente.
Novembro 4, 2009 at 6:20 pm
Novembro 4, 2009 at 7:39 pm
A nossa ministra está MUDA! Ao entrar no ME ficou em estado de choque. Ou porventura encontra-se emparedada entre um sector do PS mais ligado ao governo, que quer manter tudo como está, e por um sector ligado a António José Seguro e Francisco Assis que é a favor do diálogo.
Neste momento o PS anda “varado”, havendo alguns militantes que estão a acordar para a triste realidade “sucateira”.