Esperemos que não.

Mas ontem ouvia António Filipe do PCP e Pedro Mota Soares do CDS na RTPN acerca do processo de suspensão e substituição do actual modelo de ADD (avaliação do desempenho docente) com alguma apreensão.

Parece que todos agora querem ser os paladinos e os cavaleiros andantes da questão.

Não é isso que interessa a 90% dos professores.

Andam por aí algumas pilinhas a quererem mostrar que são mais extensas ou de diâmetro mais aparatoso e isso não interessa muito se souberem o que fazem com elas. Pronto, ninguém tem de ser microscópico, mas deixem-se lá disso.

Não me parece que aos professores interesse muito se a solução vem da esquerda, da direita, de cima, de baixo ou de través. Desde que apareça.

Claro que era bonito que toda a oposição se unisse, sem truques. A coligação pela positiva sugerida pelo Bloco seria encarada por quase toda a classe docente como uma situação especial, confesso. Pelo que a união de toda a oposição nesta questão seria algo que faria melhor pela auto-estima dos professores do que o Lurditas d’Oiro que agora vai ser necessário crismar de outra forma.

Por isso, entendam-se.

Por mim, o modelo transitório pode ser o proposto pelo CDS, enquantgo se busca um melhor que pode ser de consenso entre os que vão aparecer ou um aperfeiçoamento do que está em vigor no ensino privado com a anuência dos sindicatos.

O que não gostaria era de ver calculismos partidários a condicionar a obtenção de uma solução. Aliás, acho que eu e pelo menos mais meia dúzia de professores que certamente não gostariam de ver uma questão de interesse nacional (que só os intelectuais vitais e os articulistas rangéis acham ser meramente corporativo) ser bloqueada por não sei quês.

Porque até pode ser que as eleições não estejam assim tão distantes…