A seguir ao combate à crise e ainda antes da justiça social.
E reparem como no discurso da tomada de posse, só se afloram a consensual questão da extensão da escolaridade obrigatória e o reforço de infratestruturas, omitindo tudo o mais…
O outro exemplo da nossa agenda de modernização é a extensão da escolaridade para todos até ao fim do ensino secundário. Este é um desafio que o País tem de vencer. É para isso que estamos a modernizar o parque escolar; é para isso que estamos a apetrechar tecnologicamente todas as escolas; é também para isso que criámos a nova bolsa de estudos para os alunos do secundário, a partir do 10.º ano. Uma nova geração mais qualificada, que chegue ao mercado de trabalho pelo menos com o 12.º ano, será uma geração mais moderna, mais produtiva, mais empreendedora, mais esclarecida – uma geração com mais oportunidades.
Outubro 26, 2009 at 7:13 pm
Eu já avisei:
” NINGUÉM PODE ENDIREITAR A SOMBRA DA VARA TORTA”
Outubro 26, 2009 at 7:15 pm
Logo, o que é mesmo preciso é uma nova VARA…
( Não o Armando… Esse não!)
Outubro 26, 2009 at 7:21 pm
“omitindo tudo o mais…”
Hum!, o que se pode omitir, se não há nada?
Outubro 26, 2009 at 7:29 pm
Mas a extensão da escolaridade para todos já está em vigor.
A lei 85/2009 de 27 de Agosto já prevê isso mesmo….
Mais uma mentirinha… e logo a começar… Será que ninguém chama a atenção para isto?
Estou farta de tanta mentira….
Outubro 26, 2009 at 7:30 pm
Paulo,
Confesso que o assunto da ADD já me deixa um pouco enjoado. A verdade é que ninguém está disposto a sair da “trincheira”em que se enfiou e a baixar a guarda. Certamente que, neste quadro político, a ADD será suspensa e, julgo, substituída por outra, por muito inconsequente que seja. E talvez seja mesmo o melhor pois a escola pública tem problemas bem mais interessantes e fundamentais para resolver. Aliás, custa-me que ande tanta gente – inclusive eu – a gastar energias e tempo em coisas que, no meu entender, são acessórias. A escola pública não pode estar dependente de uma ADD ou algo que o valha. Há vida para além disto.
Como já aqui escrevi, os tempos que se aproximam vão colocar às escolas novos e importantes desafios, entre os quais a universalização da frequência da educação básica e secundária entre os 5 e os 18 anos de idade. Para cumprir este desafio será necessário dar continuidade e aprofundar – e em alguns casos até alterar – um conjunto de políticas que têm vindo a ser implementadas nas nossas escolas e que, em alguns casos, não têm sido compreendidas nem tido os efeitos esperados.
Neste sentido, e a título de exemplo, gostaria de destacar a urgência de desenvolver novos instrumentos de combate ao insucesso escolar, nomeadamente, na reformulação completa dos planos (e aulas) de apoio e recuperação. Neste campo há muito para fazer e os professores são possuidores de uma experiência única que deve ser aproveitada para achar as melhores soluções, de forma a tornar estes instrumentos mais eficientes e menos burocráticos.
Voltemos ao essencial.
Outubro 26, 2009 at 7:32 pm
Mesmo o nada é tudo quando o que se tem é nada ou nada se espera vir a ter…tudo bem contigo Fafe..?Um abraço de nada cheio de tudo…!
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/26/os-grandes-indiferentes/
Outubro 26, 2009 at 7:33 pm
Olha o Mat já viu a Luz.!.Aleluia senhor..
Outubro 26, 2009 at 7:35 pm
Quanto melhor decorrerem as aulas normais, menos aulas de recuperação ou outros paliativos serão necessários. Que fazer com alunos que não têm a mais pequena intenção de estudar? O que estão estes alunos a fazer na escola? Pode a escola cumprir a sua função com eles?
Outubro 26, 2009 at 7:38 pm
Já uma vez disse aqui que as palavras não me cansam.O que me cansa é certo uso que delas se faz!
Para os que as não sabem usar, uma sugestão: voltem à escola e aprendam!
Outubro 26, 2009 at 7:41 pm
Espero que deixem, finalmente, os professores trabalharem e os alunos aprenderem!!!
O futuro não se compadece com o caos criado pela milú e os seus acólitos!
De novo, ensinar é preciso!
E aprender também!
Outubro 26, 2009 at 7:43 pm
#5
Então, não custava assim tanto, pois não? (ajudar a resolver os problemas das escolas e dos alunos e não da avaliação ou pseudo-avaliação de professores).
Para isso é preciso MOBILIZAR e não dispersar as energias e a capacidade dos professores. Se és prof., deves concordar comigo. Espero que não continues preocupado apenas em mostrar ao mundo a tua excelência e a medicridade alheia…Não é para isso que nos pagam, Mat!
Outubro 26, 2009 at 7:46 pm
#5
Outubro 26, 2009 at 7:50 pm
#5
Somos capazes de fazer tudo isso e muito mais se nos deixarem trabalhar em paz!
Revoguem o decreto da ADD, tirem tudo o que nos penaliza do ECD e canalizaremos as nossas energias para o que importa. Não podem é pretender que trabalhemos mais penalizando-nos. Em nenhum país do mundo alguém se lembraria de exigir mais trabalho a troco de menos.
Outubro 26, 2009 at 7:50 pm
a “agenda da modernização” para “modernizar o parque escolar” produz uma “geração mais moderna”…
O mongo-licenciado que consegue exprimir este singelo pensamento numa passagem do discurso de tomada de posse do governo, revela bem o estado a que chegou a nação.
Não duvido que Saramago tem alguma razão quando reclama que deus é um sádico, uma vez que permite que um país como Portugal tenha destacados prémios nobel que defendem e praticam a lobotomia, quer por via instrumental quer por via literária.
Outubro 26, 2009 at 7:51 pm
#8
A escola tem de arranjar uma “solução” para esses alunos. Não tenho dúvidas disso. Se não for a “escola” qual será a “solução” para estes miúdos? O crime?
Além do mais, até uma certa idade, os alunos não têm querer. Têm de estudar e pronto (aliás sou favorável a um regime de recuperação que seja punitivo… mas, agora, não quero ir por aí…).
A verdade é que a escola já não é como antigamente, isto é, só com alunos com intenções de estudar. A escola tornou-se mais democrática, massificada, e obviamente isso dificultou a vida dos professores… mas… não fiquemos por lamúrias… e aceitemos isso como um desafio a ultrapassar.
“O desafio da qualificação respeita a todos. As famílias não podem naturalizar e desculpar o insucesso escolar, devem ser exigentes e transmitir aos jovens a convicção de que aprender é um tanto um direito como um dever. Os jovens, sobretudo os mais desmotivados, necessitam da confiança dos pais e dos professores para acreditarem em si próprios e ultrapassarem os bloqueios que os impedem de estudar. As escolas e os professores devem, apesar das dificuldades, inscrever na sua missão o princípio de que nenhuma criança pode ser deixada para trás. Por fim, o Estado tem a obrigação de garantir que a escola pública tem e terá todas as condições para cumprir as metas que hoje lhe atribui” MLR
?
Outubro 26, 2009 at 7:53 pm
E paraque servem os reformatórios?…u a escola é lugar para tudo o que seja bicho careta só para não andar aí fora a assaltar o pessoal…?
Outubro 26, 2009 at 7:59 pm
#15
Trata-se de um desafio, de facto. Mas quem deseja ir à Lua tem que fazer mais que tirar o brevet de avioneta. Não venham os generais explicar que as batalhas são perdidas pelos soldados. Que fazer então àqueles alunos que querem estudar, enquanto não se arranja, como ainda não se arranjou, maneira de todos gostarem de estudar? Sacrifica-se a melhor parte? Não basta enunciar intenções. O que tem sido feito é prejudicial, não para aqueles que não querem estudar, mas para aqueles que querem. Não me venha com elitismos. Enquanto professor dei aulas em Angola. Os alunos vinham sem mata-bicho, mas indisciplina não havia.
Outubro 26, 2009 at 8:18 pm
Mas ainda existe alguém no seu perfeito juízo que acredite , mesmo lá no fundo, que a Educação foi uma prioridade deste e de qualquer governo..?
A melhor maneira de controlar a turba a populaça é mantê-la na ignorância…quantos menos souberem menos querem saber e menos questionam…
Podemos ignorar a questão …fazer floreados…botar argumentos muito válidos…acreditar em amnahãs que cantam..todavia isso não faz o problema deixar de existir e desaparecer..ele estará lá quando nós não estivermos cá…só que nessa altura estará solidificado definitivamente…ou quase…A grande diferença entre os de Mio de 68 e os de hoje é esta: é que eles mesmo talvez sabendo que não mudavam nada arriscaram mudar. tudo..nós hoje nem atirar um sapato somos capazes de fazer para mudar algo…só palavras..Curioso Chamberlain também acreditava nisso…nas palavras escritas…viu-se…Inté…
Qualquer coisa de obscuro permanece
No centro do meu ser. Se me conheço,
É até onde, por fim mal, tropeço
No que de mim em mim de si se esquece.
Aranha absurda que uma teia tece
Feita de solidão e de começo
Fruste, meu ser anónimo confesso
Próprio e em mim mesmo a externa treva desce.
Mas, vinda dos vestígios da distância
Ninguém trouxe ao meu pálio por ter gente
Sob ele, um rasgo de saudade ou ânsia.
Remiu-se o pecador impenitente
À sombra e cisma. Teve a eterna infância,
Em que comigo forma um mesmo ente.
Fernando Pessoa
_______________
Outubro 26, 2009 at 8:18 pm
#5,
Concordo.
Enterradas as razões do conflito – sublinho que é principalmente o ECD – é altura de partir para o que interessa mesmo.
Outubro 26, 2009 at 8:18 pm
#17
Eu acho que o António é um saudosista… A escola é apenas o reflexo da sociedade em que vivemos e para a qual contribuimos… os tempos são outros, já reparou?
Mas, também lhe digo,ao nível da indisciplina, pode-se fazer muito mais. Sem dúvida.
Outubro 26, 2009 at 8:23 pm
O grande desafio que o país tem de vencer é aumentar a qualidade de vida das pessoas, para os filhos delas crescerem num ambiente mais sadio e propício ao desenvolvimento. Assim seremos todos mais felizes, produziremos mais. O grande desafio que o país tem de vencer é dizer não à corrupção e isso passa pela transparência, não é verdade?
Outubro 26, 2009 at 8:27 pm
MAT disse:
“os tempos que se aproximam vão colocar às escolas novos e importantes desafios, entre os quais a universalização da frequência da educação básica e secundária entre os 5 e os 18 anos de idade.”
E você concorda com este disparate de proporções bíblicas? Não me diga que também foi contaminado pelo vírus que assolou o parlamento em que todas as forças políticas apoiaram a extensão do ensino obrigatório até ao 12º ano?
Outubro 26, 2009 at 8:28 pm
…logo que fui indigitado para o cargo de Primeiro-Ministro, me dirigi aos principais partidos parlamentares. De todos procurei indagar da disponibilidade de iniciar um diálogo, sem condições prévias, para avaliar da possibilidade de contributos para a estabilidade política. É público o gesto que decidi fazer, é pública a resposta que recebi.
Esta tem de entrar no anedotário político.
Outubro 26, 2009 at 8:30 pm
Olha outro que viu a luz..estão todos iluminados..deve ser o receio da irem para ao limbo …
Outubro 26, 2009 at 8:39 pm
#22
Em primeiro lugar, não sei o que quer dizer com “disparate de proporções biblícas”, mas julgo que está a embarcar no disparate do Saramago… adiante.
Em segundo lugar o ensino não vai ser obrigatório até ao 12º ano mas sim até aos 18 anos, que são coisas completamente diferentes.
Por último, deixe-me dizer-lhe que acho esta medida completamente acertada. Os argumentos são imensos… e, se quiser, mais logo (dps do benfica) poderei os discutir consigo.
Abraço
Outubro 26, 2009 at 8:44 pm
“Poderei os discutir”?
Credo!
MAT, formação em LP já!
Outubro 26, 2009 at 8:48 pm
Pois eu já há meses disse que já me mete nojo falar nisto da ADD.
Se eu fizesse parte deste governo só para chatear os professores, aprovava a proposta de AVALIALÇÃO DO CDS !!!!
Outubro 26, 2009 at 8:49 pm
#26
Tenha lá paciência.
Outubro 26, 2009 at 8:51 pm
MAT disse:
“(…) o ensino não vai ser obrigatório até ao 12º ano mas sim até aos 18 anos, que são coisas completamente diferentes.”
Certo. Obrigado pela correcção. Veja o seu Benfica e depois passe por aqui para apresentar os argumentos (não todos, que, ao que parece são muitos) que sustentam o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.
Outubro 26, 2009 at 8:54 pm
eu tb “poderei os discutir” mas n me apetece.
olinda
Outubro 26, 2009 at 8:59 pm
Fico bem, sabendo que mais jovens terão acesso à Escola, embora não seja por decreto lei que isso se consegue, mas esse é o caminho. Não gosto, porém, de ser enganada nem permito que se engane ninguém. Dizer-se que, com o 12º, os jovens ficam mais preparados para o mercado de trabalho, só pode ser anedota: Qual trabalho? Se nada se produz em Portugal? Os jovens com o 12º tal como os milhares de licenciados vão chegar à mesma conclusão, há um facto objectivo, enquanto são estudantes, não são desempregados e é sempre bom para estatística ver
Outubro 26, 2009 at 9:00 pm
#27,
Mas isso já não ficou acordado no outro dia?
Novidade desde quando?
Outubro 26, 2009 at 9:07 pm
#32
Paulo,
como aqui escrevi ontem não me parece que o PS (ou governo) vá pelo caminho da proposta de ADD apresentada pelo CDS.
Penso que o governo irá apresentar uma proposta de melhoria do modelo em vigor (possivelmente deixando cair a categoria de professor titular…) e deixar a oposição, sindicatos e o que mais se pronunciar. Caso recusem a proposta, coisa mais do que provável,o governo lavará as suas mãos e colocará a responsabilidade de uma solução – e aí veremos que “construir” é bem mais difícil do que “destruir” – nas mãos da oposição. E tudo ficará em paz.
Outubro 26, 2009 at 9:07 pm
#20 julio
Não queria pessoalizar a questão. Sei que as respostas não são fáceis, tal como os desafios.
Mas contornar as questões difíceis não será a melhor maneiras de as deixar por resolver?
Caso prático: turmas CEF’s, com atrasos de compreensão dos programas de, pelo menos três anos. Que fazer? Enganar os miúdos? Eles isso percebem imediatamente. Sem perspectivas a sério, nada mais se consegue fazer deles. Não se trata de saudosismos. São vidas que estão em jogo, por uma política acéfala que insiste em dar nomes às coisas com um valor que ninguém, a não ser os promotores, reconhece.
Outubro 26, 2009 at 9:08 pm
Gostei da atitude do PM. Atão andou 4 anos e meio a brincar…Agora é a sério, não é a fingir…
Outubro 26, 2009 at 9:19 pm
Isabel Alçada “dixit”:”Uma geração com mais oportunidades” sem a adjctivação de novas é de estranhar para quem parece querer seguir a cartilha da sua antecessora. Ou seja, mais do mesmo? Ou menos do mesmo?
Outubro 26, 2009 at 9:20 pm
Surpresa (s)!
“É para isso que estamos a modernizar o parque escolar (…)”
“O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa suspeita que as condições da prorrogação do contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara tenham sido desenhadas à medida das necessidades da Liscont, empresa do Grupo Mota Engil, que é presidido pelo socialista Jorge Coelho desde Maio de 2008.”
Outubro 26, 2009 at 9:27 pm
O último golpe no Ensino está a ser dado com as obras nas escolas.
As inúmeras escolas em obras e o martírio que isso vai representar para toda a população escolar, mormente para os professores a quem continuará a ser exigido ensino de qualidade (ai, ai, e a avaliação?!) mas que dêem as aulas em contentores como se de lixo, perdão,
como lixo que são! Eles e os alunos!
Os professores e alunos deste país são lixo, e como lixo são tratados, está tudo bem!
Porque se os professores e alunos não fossem lixo, recusar-se-iam a ser metidos em contentores. Não só por não serem lixo, mas porque o lixo também adoece, e contentores com ares condicionados manhosos são meio caminho andado para a propagação de doenças, para mais em período de epidemia gripal.
Os porcos da famosa gripe A1N1 vão ser trancados em contentores!
E porquê? Perguntar-se-ão os leitores. Por duas razões:
1.Negociatas, como até os merdia já descobriram
2.Dar o golpe de misericórdia no Ensino
http://www.inerte.horabsurda.org/?p=3568
Outubro 26, 2009 at 9:28 pm
#29 kafkazul
Como sabe, Portugal apresenta níveis de escolaride miseráveis. Ora, a falta de qualificação, quer dos jovens, quer dos adultos, torna a nossa economia menos competitiva e, desta forma, irremediavelmente afastada dos índices de desenvolvimento que ambicionamos. Como podemos (está bem escrito, olinda?) alterar isto, partindo de um patamar tão baixo?
Parece-me que o seu problema assenta na dificuldade de aceitar uma escola para todos, que procure integrar e escolarizar todos os alunos, desenvolvendo ofertas educativas diferenciadas e adequadas. Não acreditar que todos podem aprender é recusar a experiência de outros países que têm melhores índices de escolaridade do que nós.
Eu, continuo a acreditar na escola como o garante de iguais oportunidades para todos e como o principal vector para o desenvolvimento do nosso país.
Outubro 26, 2009 at 9:28 pm
Rectiicação: 1. José Sócrates “dixit”. 2. Adjectivação. 3. A cartilha da antiga ministra da Educação, em vez de “a cartilha da sua antecessora”.
Portanto, as minhas desculpas a Isabel Alçada.
Outubro 26, 2009 at 9:38 pm
“uma geração mais moderna”, assim fico mais descansado, vamos ter certamente um futuro mais moderno.
Desemprego mais moderno.
Corrupção mais moderna.
Assim sim
Outubro 26, 2009 at 9:50 pm
Não esperem muito… para não ficarem desiludidos com o NADA…
Sorry!
Outubro 26, 2009 at 9:51 pm
Pela lógica do Mat: se não se fazem filhos suficientes -baixa natalidade- toca a fazer uma lei que obrigue a procriar até aos 55 anos…bora lá…
Outubro 26, 2009 at 10:12 pm
#43
Qualquer dia… quem sabe…
Outubro 26, 2009 at 10:12 pm
Ó Bulimunda estás fixe? Qd apareces?
Outubro 26, 2009 at 10:13 pm
É isso Buli, toca a procriar
Outubro 26, 2009 at 10:13 pm
Isto vai ser uma quantidade cada vez maior de professores mais velhos, isto é a modernidade modernaça das maisons de azulejos amarelos (ou amarelejos?) pelas encostas de aldeias da Guarda…com velhinhas grávidas, a conversarem sentadas às soleiras das portas, discutindo de magalhães ao colo…que tempos, não o lobo e o cordeiro não beberão da mesma água…
Outubro 26, 2009 at 10:21 pm
“… e como o principal vector para o desenvolvimento do nosso país.” – 39
Mas os ÚNICOS agentes do “principal vector para o desenvolvimento do país” são os PROFESSORES!
Certo?
Outubro 26, 2009 at 10:22 pm
Outubro 26, 2009 at 10:23 pm
#39,
“Não acreditar que todos podem aprender é recusar a experiência de outros países que têm melhores índices de escolaridade do que nós.”.
E o contrário (acreditar que todos podem aprender) é crendice saloia. E apregoá-lo dessa forma é demagogia.
Outubro 26, 2009 at 10:24 pm
«“Paz com professores vai sair muito cara ao país”, Maria de Lurdes Rodrigues, hoje no DE.
E a guerra aos professores e às escolas, quanto custou?
A pagar por quantas gerações?
http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/2996973.html»
Puro bom senso!
Outubro 26, 2009 at 10:30 pm
Os números do PISA. Quem é quem com melhores resultados a Matemática, Ciências e Leitura?
O Estudo Internacional que avalia as competências dos alunos até aos 15 anos, através de exames de matemática, Ciências e Leitura, vulgarmente conhecido por PISA, dá-nos a seguinte resposta:
Finlândia: 1º em Ciências; 2º em Matemática; 2º em Leitura. Canadá: 3º em Ciências; 4º em Leitura; 4º em Matemática. Coreia do Sul: 11º em Ciências; 1º em Leitura; 4º em Matemática. Japão: 6º em Ciências; 15º em Leitura; 10º em Matemática. Noruega: 33º em Ciências; 25º em leitura; 29º em Matemática. Espanha: 31º em Ciências; 35º em Leitura; 32º em Matemática. França: 25º em Ciências; 23º em Leitura; 23º em Matemática.
Portugal está à frente da Espanha, com resultados muito semelhantes aos de França. Os países mediterrânicos, Portugal, Espanha, França, Grécia, Turquia e Itália, têm resultados semelhantes. Encontram-se a meio da tabela ou um pouco mais para trás.
Ao contrário do que o Governo de Sócrates quis fazer crer, os alunos portugueses tiveram, em 2006, um desempenho muito razoável nos testes do PISA.
http://www.profblog.org/2009/02/os-numeros-do-pisa-quem-e-quem-com.html
Outubro 26, 2009 at 10:36 pm
#48
Infelizmente, a julgar pelo que tenho lido por aqui, muitos professores ainda se encontram aprisionados a um corporativismo conservador que os impede de aceitar a mudança como algo de positivo…
Por isso, tenho muitas dúvidas se de facto estamos a fazer tudo o que podemos (está bem assim, Olinda) para contibuir decisivamente para o desenvolvimento do país… ALiás, muitos dos que aqui comentam, fazem-me lembrar o “velho do restelo”´…
como se pode criticar tudo (por exemplo, até as obras nas escolas se criticam…)?
Outubro 26, 2009 at 10:37 pm
#51-Pois…o ps usou a estratégia da terra queimada! A Napalm…Quanto tempo passará até as sementes eclodirem da terra?
Outubro 26, 2009 at 10:48 pm
# 53
O que o sistema educativo português necessitava, como de “pão para a boca”, era de estabilidade, coisa que nunca teve. Cada “doido” que se instala na 5 de Outubro tem a “sua reforma”. Está sempre tudo em “reforma” e tal.
Charadas.
Resta o alto profissionalismo e extrema dedicação profissional da maioria dos professores portugueses.
A sociedade portuguesa somente pode contar com os professores. Mas, também tem que os apoiar.
Outubro 26, 2009 at 10:51 pm
Eles têm interesses, nós temos uma causa
A escola deles destina-se (Maria de Lurdes Rodrigues dixit) a “qualificar”. A escola deles serve para que os jovens das classes baixa e média baixa adquiram as competências instrumentais que o mercado requer para o País ser “competitivo”. Na escola deles, as Ciências, as Artes, as Letras, a Filosofia são luxos para quem os possa pagar. A escola deles é tecno-burocrática, está ao serviço da oligarquia e é, no sentido mais literal do termo, profundamente reaccionária.
A nossa escola destina-se a ensinar e a aprender. A nossa escola é civilizadora. Na nossa escola, todos, mas mesmo todos, têm de ter acesso ao melhor que a nossa civilização tem para dar. Pode ser que a maioria não não queira chegar lá – mas todos têm que ter essa possibilidade. Na nossa escola, as Ciências, as Artes, as Letras, a Filosofia são um património irrenunciável de todos. A nossa escola está ao serviço da República. A nossa escola permite a formação de elites, mas, ao contrário da deles, não aprisiona as pessoas em castas.
Contra as OCDE’s, contra os Sócrates, contra as Marias de Lurdes Rodrigues, contra as burocracias ministeriais, a nossa escola é um ideal pelo qual vale a pena lutar: com sacrifício, com esforço, com perseverança, com inteligência e com coragem. Durante décadas, se for preciso. Recorrendo até à desobediência civil, porque mesmo a legitimidade conferida pelo voto fica invalidada quando a governação se faz, conscientemente e como é actualmente o caso, em detrimento da República.
Muito antes de ser uma organização do Estado, já a Escola era uma instituição da Sociedade. Defendê-la-emos por todos os meios ao nosso alcance, se necessário contra o próprio Estado. E se os inimigos da Escola Pública e Republicana jogarem sujo, também nós seremos capazes de o fazer.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/12/eles-tm-interesses-ns-temos-uma-causa.html
Outubro 26, 2009 at 11:01 pm
Obrigada por me fazerem rir
Outubro 26, 2009 at 11:01 pm
MAT disse:
“Como sabe, Portugal apresenta níveis de escolaridade miseráveis. Ora, a falta de qualificação, quer dos jovens, quer dos adultos, torna a nossa economia menos competitiva e, desta forma, irremediavelmente afastada dos índices de desenvolvimento que ambicionamos. Como podemos (está bem escrito, olinda?) alterar isto, partindo de um patamar tão baixo?
Parece-me que o seu problema assenta na dificuldade de aceitar uma escola para todos, que procure integrar e escolarizar todos os alunos, desenvolvendo ofertas educativas diferenciadas e adequadas. Não acreditar que todos podem aprender é recusar a experiência de outros países que têm melhores índices de escolaridade do que nós.
Eu, continuo a acreditar na escola como o garante de iguais oportunidades para todos e como o principal vector para o desenvolvimento do nosso país.”
Caro Mat:
Antes do mais um pedido. Não se coloque a diagnosticar problemas em mim enveredando por processos de intenção que, no caso em apreço, falham o alvo em toda a linha. Considerei o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos aprovado por todos os partidos na AR um enorme disparate. Em termos sintéticos passo a explicar os meus argumentos:
1. Já por aqui foi dito que outros países europeus bem mais desenvolvidos do que o nosso não têm a escolaridade obrigatória até aos 18 anos.
2. Portugal foi um dos primeiros países do mundo a instaurar um regime de obrigatoriedade de frequência escolar em 1844. Um século depois este objectivo ainda não se encontrava atingido. Em Portugal a escola de massas é, essencialmente, algo que emerge com consistência nos anos 60 do século passado.
3. Mais de 20 anos passados desde a aprovação da LBSE Portugal ainda não conseguiu consolidar o 9º ano de escolaridade como a escolaridade de base para a generalidade da população portuguesa.
4. Os índices de reprovação no ensino secundário, em particular no 10º ano, são muito elevados. Não é a proliferação das vias educacionais/profissionais que vai resolver este problema.
5. Em 2002, o então primeiro-ministro Durão Barroso, anunciou o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano. O anúncio desta medida, que mereceu, na altura, o aplauso acrítico dos diferentes partidos políticos e da generalidade dos parceiros sociais, tal como agora, foi duramente criticado pelo Dr. Joaquim Azevedo, num artigo publicado no jornal Público em 20 de Novembro do mesmo ano. Cito um excerto que me parece perfeitamente actual: “A história repete-se. A norma sempre primeiro e perfeita, a realidade esquecida, os problemas adiados, século após século. Vamos ser um dos primeiros países do mundo a decretar a “escolaridade obrigatória até ao 12º ano”, sendo certo que, para já, somos o país mais atrasado da União Europeia e da OCDE quanto à escolarização da população com o nível secundário (o mesmo 12º ano). Ainda não sabemos como resolver estes dois problemas, que se agudizam continuamente, mas já sabemos que vamos decretar a obrigatoriedade escolar até ao 12º ano.” E mais à frente perguntava: “Com que direito um Estado que não age nem induz os agentes sociais a agir perante esta degradação contínua, vai violentamente obrigar todos os cidadãos a ficarem fechados nestas instituições doentes, até aos 18 e 19 anos?”
Outubro 26, 2009 at 11:07 pm
Era doce, era:
Mudam-se as coisas, mudando os nomes.
Só com uma varinha mágica… que, pelos vistos, existe em Portugal.
Outubro 26, 2009 at 11:18 pm
Ontem lembrei-me desta: Um grupo de empresários e gestores “voluntariosos”, apoiados até, se bem me lembro, pelo sr. Silva, decidiram criar uma organização destinada a combater o abandono e o insucesso escolar.
Portugal recebeu da CEE (UE) rios de dinheiro para se modernizar, que foram “aplicados”, em grande parte, pelos governos do sr. Silva e do PS.
Apesar desse dinheiro todo, continuamos com uma grande percentagem de pobres. Os professores conhecem bem essa realidade, porque recebem todos os dias os filhos desses pobres nas suas salas de aula, muitos condenados ao abandono e ao insucesso ewscolar….
Se alguns empresáriozecos e politicozecos se acham no direito de vir pregar boas práticas aos professores, os professores (de filosofia, economia, história, matemática, etc) deveriam formar uma associação destinada a ensinar as boas práticas aos politicozecos e gestorezecos, para ver se eles aprendiam, de uma vez por todas, a gerir bem os dinheiros públicos. Teria até a vantagem de evitar que alguns fossem parar com os ossos à cadeia. Era só vantagens. Teria de ser uma associação formal, de papel passado, e divulgada com toda a pompa.
Outubro 26, 2009 at 11:23 pm
#58 kafkazul
Não pretendi enveredar por nenhum processo de intenções para consigo. Aliás, até tenho que confessar que é um dos comentadores do umbigo que mais gosto de ler. Adiante.
Portugal apresenta um grande problema com as qualificações e tem de resolvê-lo. Partimos de um patamar tão baixo que para atingirmos níveis aceitáveis temos de ser radicais e audazes. No entanto, esta história da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, como bem diz, não é de agora e não está sendo feita às três pancadas. De facto, ao longo destes últimos anos foram criadas as condições que faltavam para dar este passo gigantesco, com a criação de diferentes percursos educativos, cursos profissionais, cursos CEF, cursos EFA, cursos nocturnos, e.t.c.. Não podemos desprezar isso…
Admito que o que vem aí vai ser um enorme desafio. Mas, isso não é argumento para desistirmos…
Outubro 26, 2009 at 11:36 pm
Olá Paulo estou a fazer testes…Um fim de semana destes diz qualquer coisa…Já cá venho um bocadinho..lá para a meia noite…
Outubro 26, 2009 at 11:47 pm
Hum!, um tipo decide-se a ver xadrez e não funciona, é traições e a culpa é daquele menino alí que é mais parvo do que eu. Já não há exércitos nem heróis. Cobardes, cada vez há mais.
Outubro 26, 2009 at 11:47 pm
Ainda há quem acredite na mística da coisa (a varinha mágica). São da estirpe daqueles que não descobriram o caminho marítimo para a Índia, porque só conheciam a navegação de cabotagem e desconheceram a maneira de evitar as correntes e os ventos desfavoráveis antes que se acabasse a provisão de víveres nas naves.
Com CEF’s, o que desenvolve não é a economia do país, tampouco as competências profissionais dos alunos (tirando uma fracção irrisória), mas a certificação que nem o Ministério da Educação reconhece como equiparável.
Outubro 26, 2009 at 11:53 pm
#64
Equiparável, isso mesmo. É necessária uma bitola num ministério sem nível. Prevejo a aventura dos penicos absorventes, que isso é que é bom.
Outubro 27, 2009 at 12:03 am
Somos os primeiros a contrariar a medida pois estamos há muito no terreno, se lutássemos apenas pelo corporativo estaríamos a defender esta grande medida pois aumenta o número de postos de trabalho.
Outubro 27, 2009 at 12:06 am
Falácias das medidas impopulares, dos tempos difíceis, da necessidade de apertar o cinto, etc, etc, etc.
O que têm todas de comum? O facto de considerarem os eleitores como menores mentais? Não, constituem auto-confissões de nulidade política; falta de um plano convincente, falta de precisão na definição da situação existente, das metas, dos prazos e dos esforços necessários de cada um; apelo à assinatura do cheque em branco, repetida ano após ano, sem fim à vista. Removidos estes obstáculos, tais tempos não seriam difíceis, pois toda a gente partilharia do desejo de que tais metas realistas chegassem, se possível até antes do prazo anunciado.
Outubro 27, 2009 at 12:29 am
“A sociedade portuguesa somente pode contar com os professores. Mas, tem de os apoiar.” (55)
- Santa ingenuidade (ou idiotice), anahenriques!!!
Outubro 27, 2009 at 1:41 am
MAT diz:
“Infelizmente, a julgar pelo que tenho lido por aqui, muitos professores ainda se encontram aprisionados a um corporativismo conservador que os impede de aceitar a mudança como algo de positivo…”
Ó MAT mais valem ficar quietos. Quando mexem a qualidade do ensino piora. Estou cheio da palavra reforma. Desde que sou estudante somente oiço no ensino a palavra reforma.
Tantas reformas se fizeram, sem que nada se avaliasse.
Os políticos estão para a educação como alguns treinadores de bancada estão para o futebol.
Outubro 27, 2009 at 5:18 pm
Eu só vim dizer olá para não deixar este post numa posição de relativa sem vergonhice.