Bom dia.
O bicho está com um ar encrispado. Talvez não esteja habituado a maiorias relativas. Isso passa-lhe. Ou ele passa-se.
MMMMIIIIIAAAAAUUUUUUUU…… FFFSSSSSSSSSSS
Por acaso as aparências iludem.
Estava a miar para lhe fazer festas, mas ficou com ar irritado.
Quanto ao problema técnico passa por eu perceber onde arrumei o ficheiro zipado com as 192 fotos…
como é que está a ser “implementado” o inenarrável diploma da Ed.Sexual-turbo-em-12-horas (ou lá que é), nomeadamente a nível do Secundário, por exemplo, digamos na área de Humanidades….
(serão os Maias “maila” Maria Eduarda e o Carlos chamados à pedra?)
#4
Quanto à educação sexual parece que ainda não está tudo regulamentado (foi a explicação que me deram). A Lei 60 também prevê formação para os professores e ainda não foi feita. Está prevista a participação das Associações de Pais e Estudantes.
Também gostava de saber o que se está a fazer nas escolas.
#11
Um neto e uma neta.
- Vózinha, como nascem os meninos?
- Vêm de Paris pendurados no bico de uma cegonha.
- Explicamos à avó? Ou deixamo-la morrer na ignorância?
PROGRAMA PARA INTEGRAÇÃO DOS ALUNOS QUE NÃO TÊM O PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA conhecem?
O teste diagnostico (3º ao 6ª ano) é em êduques refinado…
Com experiência que tenho não preciso de sacrificar tanta tinta e papel (tempo) para avaliar um aluno na sua proficiência oral e escrita em Português? Estes tipos precisavam de uns tempos em escolas do 1º e 2º ciclo para mudarem um pouco de ideias. Mas disso fogem como o diabo foge da cruz…
estive a ler os seus útimos post’s e já percebi a satisfação generalizada com a iminência da suspensão desta ADD (sem apresentação de uma alternativa).
Afinal, confirma-se o que sempre disse: os professores não querem esta nem nenhuma avaliação. Aliás, querem a que havia, até porque é a única que garante que todos cheguem, sem esforço e sem diferenciação, ao topo da carreira.
Os partidos da oposição tornaram-se reféns das suas promessas eleitoralistas e, na expectativa de ganhar mais uns votos, irão certamente de encontro à vontade da generalidade dos professores e, quem sabe, dos enfermeiros, médicos, masgistrados, juízes, professores universitários, militares,…
Tenho para mim que as medidas populares nunca serão as melhores para o futuro de um país (muito menos quando se pretende agradar a todos…). Mas, a democracia tem destas coisas e, infelizmente, sem se ser popular não se pode ganhar votos…
Por outras longitudes: Reduções salariais da ordem dos 90%.
(A administração Obama) espera ver reduzidos os salários dos 25 executivos mais bem pagos em cada uma das sete companhias beneficiadas com maiores ajudas do Estado, redução essa da ordem dos 90% relativamente ao ano passado.
Percebo agora porque é que já começaram a chamar comunista ao Obama.
Na vizinha Espanha já foi anunciado congelamento/ redução de verbas para a Casa Real e para os cargos políticos. Aqui, “no pasa nada”. Até o nosso PR recusou ir aos Gato Fedorento, não fosse RAP perguntar-lhe quantas reformas acumula ou se pretendia seguir o exemplo de Espanha no que toca às despesas da Casa da Presidência (actualmente superiores aos da Casa Real). Era complicado…
Ó Mat, vê lá é se olhas para o teu futuro e dos teus jovens colegas. Consta que já andam a ser entrevistados em oficinas de automóveis do Porto, pelo menos os que ainda não conseguiram contrato com o ME e andam a recibo verde nas autarquias! Continuem a puxar para baixo, continuem…
Qualquer dia, mesmo os contratados pelo ME vão ser entrevistados em vãos de escadas ou num WC perto de ti!
Entretanto, leio que o BE vai apresentar um projecto lei que, além de propor a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de desempenho, irá revogar as consequências do primeiro ciclo avaliativo. Ora aí está a cereja em cima do bolo – a igualdade entre todos (bons e maus) está garantida (administrativamente, claro)!
Já cá não hei-de estar quando tu e outros como tu tiverem que ir dormir com a patroa (estado)para subirem na carreira.Terás nessa altura menos colegas bloguistas onde te apoiares. E serão talvez os vândalos, que hoje pululam nas escolas públicas, os vossos superiores hierárquicos, os donos da bola, os senhores directores…
Mat, se leres bem (coisa que não te apetece ou não consegues) verás que as consequências a que o BE se refere dizem respeito às listas graduadas de colocação. Parece-te mal? Gostas de trepar por cima dos outros, em circunstâncias desiguais?
E porque cargas de água os Mto Bons ou Excelentes devem ser os primeiros a escolher? Será que vão escolher as piores escolas, onde os melhores professores fazem mais falta? E os alunos das últimas escolas escolhidas, não terão o mesmo direito aos Professores Muito Bons e excelentes?
Os Professores Muito Bons ou Excelentes não deviam concorrer. Deviam ser colocados administrativamente pelo ME nas escolas com mais problemas sociais/ educativos/ disciplinares. Só assim esta ADD, com reflexos na colocação,teria alguma lógica. Melhores Professores para as escolas com mais problemas.E avaliados pelos resultados. Não concordas, Mat?
Só respondes ( e pouco) à parte menos relevante do meu comentário. Ficaste confuso ou não és um jovem professor?
Se não falasses de cor e estivesses bem informado, não repetias parvoíces do género «Afinal, confirma-se o que sempre disse: os professores não querem esta nem nenhuma avaliação». Até porque quem começou por dizer isso não foste tu.
Diz-me, Mat, quantas vezes tiveste na tua sala de aula e sem aviso prévio, a presença do Inspector?
Os Professores Muito Bons ou Excelentes não deviam concorrer. Deviam ser colocados administrativamente pelo ME nas escolas com mais problemas sociais/ educativos/ disciplinares. Só assim esta ADD, com reflexos na colocação E NO VENCIMENTO,teria alguma lógica. Melhores Professores para as escolas com mais problemas.E avaliados pelos resultados. Não concordas, Mat?
Diz-me, Mat, quantas vezes tiveste na tua sala de aula e sem aviso prévio, a presença do Inspector?
Eu tive as vezes suficientes para não temer minimamente a presença de um colega avaliador. Simplesmente não vejo qualquer lógica neste tipo de avaliação. Os Inspectores têm uma preparação e carreira próprias.
Ora bem
Não conheço o Mat mas saúdo-o pois afinal ele acaba por dizer o que eu venho aqui a escrever neste blog há muito tempo.
A oposição pretende ver suspensa (sem ter uma ideia alternativa) a avaliação docente.
Para mim, dou de barato esta questão. O povo português está farto de ouvir estas questões a oposição refém de promessas demagógicas, e isto acaba por valorizar o PS e o Governo.
Venha de lá essa proposta e suspendam a avaliação!
Nao apresentem (oposição) nenhuma proposta !!
Fica evidente que é o PS a única força política com capacidade de colocar este país nos eixos.
E já agora, desejo que o Santos Silva tenha muitos êxitos no seu ministéro!
nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal.
#26
Não concordo com colocações administrativas.
Mas, independentemente de defender que a carreira de professor, nos últimos escalões, deve contemplar duas vias distintas de progressão (uma, sem diferenciação das funções de um professor nos escalões anteriores da carreira e, outra, com diferenciação de funções – por exemplo, exerce também cargos de coordenador e de avaliador), acredito que, em certa medida, deve haver uma relativa diferenciação funcional – e de acrdo com as competências especificas de cada professor – nos diferentes escalões da carreira docente (por exemplo, os professores em escalões mais altos deveriam assegurar as turmas mais difíceis, as direcções de turma, e.t.c.)
As várias camadas docentes:
- recibo verde nas autarquias (AEC’s)
- contratados do ME com horários incompletos (leccionando em mais do que 1 escola)
- contratados com horário completo (safos por este ano)
- quadros de zona sem lugar em escola
- quadros de escola, professores
- quadros de escola, titulares
- directores
já agora, como não-socialista que deve ser, responda-me lá a esta pequena dúvida?
Quando duas pessoas exercem as mesmas funções em determinado estabelecimento, as quais apresentam a mesma escolaridade e produtividade, mas um ganha salário maior* que o outro, será que não há razões para contestar salários iguais?
* Para facilitar a resposta, omiti, propositadamente, o facto de que, ainda por cima, os que ganham mais trabalham menos horas.
«nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal».
Bem se vê que não anda cá há muito tempo. Se andasse saberia que os inspectores (pelo menos no 1º ciclo) visitavam as escolas e as delegações escolares com assiduidade. Todos os anos davam “a voltinha pelas escolas”.Era essa a sua função: avaliar quem estava no terreno e não assustava ninguém que cumprisse as suas obrigações. Actualmente, a Inspecção só aparece a pedido ou quando há queixas. Há 10, 15, 20 anos atrás, era tão comum como hoje é reunir o Conselho Pedagógico.
«Não concordo com colocações administrativas».
Pois, eu também não concordo com muita coisa. Mas para evitar a fuga de situações destas:«os professores em escalões mais altos deveriam assegurar as turmas mais difíceis» talvez a palavra administrativa não seja a mais correcta. Compulsiva talvez. Os melhores e mais caros ao Estado devem ajudar as piores escolas.Querem? Não querem, descem de escalão e vão dar para as melhores (menos difíceis). Ou serão os piores e mais mal pagos a ter que arcar com as maiores responsabilidades? E responsabilidade, neste caso, é melhorar os resultados escolares. Para as outras tarefas burocráticas serve o pessoal administrativo. É assim nos países do top ten educativo.
Para avaliar Professores, venham os Inspectores. Os Professores existem para ensinar.
#21
“as consequências do primeiro ciclo”
Houve um ciclo avaliativo?
O ciclo avaliativo decorreu de forma igual em todas as escolas?
“a igualdade entre todos (bons e maus) está garantida (administrativamente, claro)!”
Acha que a “avaliação”, que decorreu da forma mais caótica possível, permitiu estabelecer alguma diferença entre “bons” e “maus” professores, com os mesmos critérios em todas as escolas?
Se sim, é capaz de explicar como?
O que pretende dizer quando diz “administrativamente, claro”? Será que é administrativamente que se distinguem os professores de “maus” ou “bons”? Se for, o “bom” professor não se distingue do “mau” professor em termos das acividades lectivas?
Os que estão no topo não sei. Com ceteza já terão direito a um certo desccanso…
Agora, os Muito Bons e Excelentes, jovens e cheios de vontade de ver os cotas pelas costas, acho muito bem que fiquem com as turmas mais difíceis. Sem concurso…
E daqui por uns anos vão ver o que andaram a cavar para eles próprios…
O que vale é que, por agora, esta treta que só criou mau ambiente vai para o lixo. E não te preocupes Maria Campos. Em 2005 o magnânimo e inigualável JS também suspendeu o antigo Modelo de Avaliação e demoraram 2 anos a traduzir o extinto modelo chileno para português…
Se o MAT se considerasse bom profissional, nunca aceitaria (como aceita) a diferenciação entre bons e maus professores sem que fossem aseguradas e cumpridas as mesmas regras por todos.
Principalmente a regra das aulas assistidas. Ainda diz ele que é contra avaliações administrativas.
O MAT, bem lá no fundo, é um administrativo que gosta de ser tratado por professor. Só pode.
Mat
“nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal.”
Sinal de laxismo na avaliação dos seus alunos? Será?
Conheci, há uns anos, um colega de Matemática que nunca dava negativas aos alunos. Todos tinham nível três ou mais.
Tendo uma turma em comum com esse colega, e verificando que os alunos não tinham qualquer interesse pela disciplina que eu leccionava (Ciências Naturais), onde tinham péssimos aproveitamentos, resolvi perguntar aos alunos, com quem tinha uma boa relação, qual era a razão para terem tanto sucesso a Matemática ao contrário das Ciências. Desataram todos a rir. Entre o dizemos, não dizemos, que entretanto se estabeleceu entre os eles, lá tomaram a coragem e confessaram que o professor de Matemática só devolvia os testes negativos, e que os encarregados de educação sabiam da situação.
Conclusão: o colega não chegava a corrigir os testes, não tendo assim testes negativos, portanto nunca os entregava. Logo os alunos todos não tinham negativa e os pais andavam todos satisfeitos. Este professor nunca teve uma aula assistida pelos inspectores. Era sem dúvida um excelente professor, ou estarei enganado?
Quero querer que o meu caro Mat não é esse colega!
#33
O que está em jogo em cada aula?
(Passemos à frente dos episódios disciplinares cujo agravamento tanto prazer deu há anterior(?) ministra, senão nem conseguimos falar em aulas).
Procuremos concentrar-nos na multiplicidade de recursos usados pelos bons professores.
1) Conhecimento da matéria
2) Realce dos aspectos essenciais dos conceitos
3) Entrosamento com conceitos colaterais, a montante e a jusante da estrutura de conceitos mesma disciplina
4) Entrosamento com factos e formas de expressão da vida quotidiana
5) Riqueza de exemplos formais
6) Conhecimentos das subtilezas mais complexas, ou onde se manifestam mais frequentemente as dúvidas dos alunos
7) Clareza nas ideias
8) Facilidade de expressão
9) Facilidade de relacionamento
10) Capacidade para avaliar a distância entre o “momento pedagógico” da média dos alunos, plasmado nas dúvidas que apresentam, e as exigências da matéria objecto da aula.
11) Conhecimento de múltiplas formas de ultrapassagem da distância referida em 10)
12) Alteração oportuna do modo condensado ou sintético de expressão para o modo pausado ou analítico, dependendo dos sinais de atenção manifestados
…
Poderíamos tentar completar a lista ad eternum. É uma tarefa bastante inglória, se tentarmos ser exaustivos. A sensação, no final, era de que o principal ficaria sempre de fora. Qualquer bom professor sente isso. Satisfeito consigo próprio, com o seu desempenho nas aulas dadas, absolutamente confiante de que o melhor não poderia ter sido feito, tais coisas só existem em cabeças quentes e bolsos apressados. Não fazem a “praia” de um bom professore em particular, nem de qualquer bom profissional em geral.
MAT acentua a “escolaridade”, como se a primeira aula de um professor fosse igual à última (a escolaridade constante). Creio tratar-se de um professor virgem, que ainda não sabe com quantos paus se faz uma canoa.
Brincalhão, nos primeiros anos de careira apanhei várias escolas unitárias, muitas vezes no mesmo concelho (um só professor para os 4 anos). Nesse tempo não havia telefone nas escolas quanto mais internet. Nunca mais me esqueço que o Inspector que nos “visitava” na altura (as escolas daquela delegação escolar), já com bastante idade e muito afável, me ajudou a experimentar e implementar metodologias que, sozinha e sem calo, dificilmente me atreveria. Hoje temos computadores, net e escolas cheias de cabos, mas dificilmente encontramos alguém com conhecimentos e vontade de nos ajudar a superar dificuldades e melhorar o nosso trabalho. Cada um trabalha nos seus papéis, para a sua nota ou para “tramar” os outros. É triste.
#42-Foi para isso que se fez a Revolução Francesa?… Digo o 25 de Abril…Falta de solidariedade por parte das pessoas!
Na 1ª escola em que trabalhei que, lá não, contava-se a anedota crónica de algumas Escolas e Liceus:
-desculpe, é colega ou provisório»…mas isso foi antes do 25 de Abril
1)Como sabes eu não sou um fanático pela ADD. Eu fiz parte da equipa do Projecto Coménius
da minha escola que trabalhou numa rubrica de intercâmbios de experiências entre órgãos
de gestão entre países da União Europeia.
2) O meu conhecimento sobre a avaliação de desempenho dos professores na Europa decorreu
integrado nesse projecto, durante um período que decorreu entre 1999 a 2008. Mesmo após
ter deixado o cargo de PCE em 2005 continuei a participar nesse projecto.
3)Foram realizados, no âmbito acima referido, intercâmbios entre a minha Escola e escolas
dos seguintes países europeus: Áustria, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Finlândia,
Reino Unido(Inglaterra), Reino Unido (Escácia), Chipre, Luxemburgo, Irlanda, Suécia,
Dinamarca, Noruega, Letónia, Estónia, Lituânia, Eslovénia, Itália, Alemanha, Itália,
Roménia, Malta, Grécia e República Checa, Eslováquia, Polónia e Hungria. (estive a fazer
uma revisão de todos os intercâmbios e parece-me que não me esqueci de nenhum País).
4) Num dos encontros, realizado em 2004 na Holanda, foram convidados directores de duas
Escolas dos Estados Unidos pertencentes aos estados do Kentucky e do Estado do Alabama.
5) Dentro deste projecto os coordenadores dos encontros (meetings), em regime de
rotatividade, foram sempre exercidos por um núcleo de escolas dos seguintes países:
Suécia, Finlândia, Dinamarca, Holanda, Alemanha e Portugal.
6) Em todos esse encontros (headteachers, principals, directors, etc) foram abordados
problemas relacionados com a organização escolar e curricular, avaliação de sistemas de
ensino, avaliação interna e externa de escolas e avaliação de professores.
7) Entre os países que não têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se:
Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos,
Reino Unido (Escócia), Suécia, Eslováquia, Hungria e Letónia. O que existe nestes países
baseia-se praticamente num relatório não formal enviado pelo professor ao Director ou ao
seu imediato responsável onde, relata o trabalho efectuado ao longo do ano, enumera as
dificuldades encontradas, sugere estratégias para o ano lectivo seguinte. No caso
particular da Finlândia cada professor faz um relatório do trabalho desenvolvido durante
o ano ao seu responsável imediato, este, entretanto, realiza uma reunião de trabalho com
os colegas onde faz um balanço do trabalho prestado e elabora de seguida um relatório
síntese da equipa de trabalho. Em seguida esse responsável de departamento (ciclo de
ensino) reúne com outros responsáveis de outros departamentos e com o director onde
realizam uma auto-avaliação. O relatório de auto-avaliação da escola é feito pelo
director coadjuvado por uma equipa e daquilo que me apercebi é um documento que goza de
grande credibilidade por parte da comunidade educativa. A Holanda cometeu, nos anos 90, a
loucura de avaliar professores “à grelha”, mas depressa arrepiou caminho, pois a
debandada dos professores foi enorme e além disso veio a verificar-se que a qualidade de
ensino tinha piorado. Praticamente nesta década a Holanda não tem uma avaliação formal de
docentes. Nestes países a carreira está divida em vários escalões que variavam entre 3 a
5/6 no máximo. No fundo todos progrediam na carreira em resultado da antiguidade. NA
GENERALIDADE DESTES PAÍSES FUNCIONA O SEGUINTE PRINCÍPIO: TODO O PROFESSOR DEPOIS DE
DEVIDAMENTE HABILITADO É CONSIDERADO BOM ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO. Mas atenção, nestes
países, em especial nos países nórdicos, O TRABALHO DE EQUIPA É UMA MARCA FUNDAMENTAL.
Caso curioso a Itália foi onde encontrei um funcionamento mais individualista da classe
docente.
Pelo contrário, foi implementada uma avaliação formal do desempenho docente de nos
seguintes países: Alemanha, Eslovénia, Estónia, França, Grécia, Lituânia, Malta, Polónia,
Portugal, Espanha, Reino Unido (Inglaterra), República Checa e Roménia. No Reino Unido
(Inglaterra) encontrei um sistema de avaliação instável onde durante vários anos
imperaram as grelhas. Em Portugal e em Espanha o relatório crítico de avaliação era a
prática habitual. Nos restantes países a avaliação era exercida pela observação directa
de várias aulas, ou pelo responsável da área disciplinar, ou pelo Director (vi um
Director na área da Literatura a observar uma aula de um professor de Matemática na
Roménia), ou ainda por um avaliador externo (inspector se bem me recordo em quase todos
os países). Na Alemanha achei a avaliação caricata pois disseram-me que a assistência às
aulas do inspector, por vezes, não demorava mais de 15 minutos. Imaginem tamanho
sacrilégio! Se bem me lembro a avaliação era realizada por avaliador externo (sempre
inspectores) em França, na Eslovénia, na Polónia e na Alemanha. Os inspectores
avaliadores em conjunto com os directores eram os responsáveis pela notação da avaliação.
DE FACTO FOI NO REINO UNIDO QUE ENCONTREI NA ESCOLA PÚBLICA UMA POLÍTICA INSTÁVEL EM
RELAÇÃO AOS PROFESSORES.
9) Do Kentucky e do Estado do Alabama foi onde encontrei a avaliação mais grelhada.
Embora a do Estado do Kentucky fosse de simples preenchimento pelo Director da escola,
quando na altura o principal de uma escola de avaliação do Alabama apresentou a sua
grelha de avaliação, TODA A GENTE SE ASSUSTOU. Foi de facto a primeira avaliação idiota
que me apareceu, em tudo muito parecida com a avaliação chilena.
Como podes verificar Reb a avaliação feita por entidades externas são raras na Europa e
segundo me disseram são dispendiosas.
DECLARAÇÃO: Esta minha impressão resulta de conversas que tive com os directores de
escolas que participaram em “trocas de experiências” no âmbito do Coménius. No entanto.
CONCLUSÕES: Daquilo que observei destaco que na avaliação de professores na maioria dos
diferentes países impera essencialmente a confiança do professor até prova em contrário.
APRENDI TAMBÉM QUE O SUCESSO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS DOS PAÍSES MAIS A NORTE BASEIA-SE NO
TRABALHO DE EQUIPA E NA TROCA DE EXPERIÊNCIAS. O INDIVIDUALISMO NA CARREIRA DOCENTE É
INIMIGA DA QUALIDADE DE ENSINO.
Espero que não se esqueçam que há alguns que, contestando desde o princípio este modelo de avaliação fruto de uma ignóbil divisão da carreira, não entregaram OI nem FAA sujeitando-se a não serem avaliados.
A nova ministra da educação entrou, não com o pé direito, mas com os quatro pés.
“A certeza é dada em declarações à Rádio Renascença: «Não tenho convite nenhum». Isabel Alçada responde assim à pergunta sobre se teria recebido um convite de José Sócrates para ser Ministra da Educação.”
Senhor Mat, quer que a oposição “vá de encontro” aos professores? Tenha dó: já chegou MLR que veio de encontro, ou melhor, de encontrão. Será que o senhor Mat queria dizer “ao encontro dos professores”?. Pois é…umas aulitas de português não lhe fariam mal… mas entendo, não precisa de saber português para ser um professor excelente, basta estar com a situação. E o senhor mat é excelente
Outubro 22, 2009 at 10:55 am
Bom dia.
O bicho está com um ar encrispado. Talvez não esteja habituado a maiorias relativas. Isso passa-lhe. Ou ele passa-se.
MMMMIIIIIAAAAAUUUUUUUU…… FFFSSSSSSSSSSS
Outubro 22, 2009 at 11:02 am
Por acaso as aparências iludem.
Estava a miar para lhe fazer festas, mas ficou com ar irritado.
Quanto ao problema técnico passa por eu perceber onde arrumei o ficheiro zipado com as 192 fotos…
Outubro 22, 2009 at 11:15 am
Bom dia! Com este ar deve ser candidato a cumandante da bacorada, perdão bancada Sucialista no Parlamento.
Outubro 22, 2009 at 11:15 am
Curiosidade ( e fico como o gato da foto
como é que está a ser “implementado” o inenarrável diploma da Ed.Sexual-turbo-em-12-horas (ou lá que é), nomeadamente a nível do Secundário, por exemplo, digamos na área de Humanidades….
(serão os Maias “maila” Maria Eduarda e o Carlos chamados à pedra?)
Outubro 22, 2009 at 11:24 am
Bom dia.
A explorar:
Outubro 22, 2009 at 11:53 am
Bom dia.
Os gatitos por vezes exageram…
Outubro 22, 2009 at 12:05 pm
Outubro 22, 2009 at 12:08 pm
Aqui em casa estamos a preparar uma muito curta metragem sobre a vida do terror dos lares e dedicada à minha gatita Tareca: Tubareca.
Outubro 22, 2009 at 12:14 pm
Bom dia!
#4
Quanto à educação sexual parece que ainda não está tudo regulamentado (foi a explicação que me deram). A Lei 60 também prevê formação para os professores e ainda não foi feita. Está prevista a participação das Associações de Pais e Estudantes.
Também gostava de saber o que se está a fazer nas escolas.
Outubro 22, 2009 at 12:40 pm
Aqui há gata……..
Outubro 22, 2009 at 12:41 pm
#9,
Sugeriram -me que passasse filmes. Que me aconselham? A Emanuelle ou a Garganta Funda??
Estes tipos estão doidos!!!
Outubro 22, 2009 at 12:48 pm
#11
Um neto e uma neta.
- Vózinha, como nascem os meninos?
- Vêm de Paris pendurados no bico de uma cegonha.
- Explicamos à avó? Ou deixamo-la morrer na ignorância?
Outubro 22, 2009 at 12:58 pm
PROGRAMA PARA INTEGRAÇÃO DOS ALUNOS QUE NÃO TÊM O PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA conhecem?
O teste diagnostico (3º ao 6ª ano) é em êduques refinado…
Com experiência que tenho não preciso de sacrificar tanta tinta e papel (tempo) para avaliar um aluno na sua proficiência oral e escrita em Português? Estes tipos precisavam de uns tempos em escolas do 1º e 2º ciclo para mudarem um pouco de ideias. Mas disso fogem como o diabo foge da cruz…
Outubro 22, 2009 at 1:01 pm
#11-dada o colidade da película aconselho-te “o último tango em Zagarol” do Franco Frachi e Ciccio Ingrazia.
Outubro 22, 2009 at 1:02 pm
A propósito da gripe dos recos, aqui fica:
Outubro 22, 2009 at 1:33 pm
Boa tarde, Paulo!
estive a ler os seus útimos post’s e já percebi a satisfação generalizada com a iminência da suspensão desta ADD (sem apresentação de uma alternativa).
Afinal, confirma-se o que sempre disse: os professores não querem esta nem nenhuma avaliação. Aliás, querem a que havia, até porque é a única que garante que todos cheguem, sem esforço e sem diferenciação, ao topo da carreira.
Os partidos da oposição tornaram-se reféns das suas promessas eleitoralistas e, na expectativa de ganhar mais uns votos, irão certamente de encontro à vontade da generalidade dos professores e, quem sabe, dos enfermeiros, médicos, masgistrados, juízes, professores universitários, militares,…
Tenho para mim que as medidas populares nunca serão as melhores para o futuro de um país (muito menos quando se pretende agradar a todos…). Mas, a democracia tem destas coisas e, infelizmente, sem se ser popular não se pode ganhar votos…
Outubro 22, 2009 at 1:35 pm
Por outras longitudes: Reduções salariais da ordem dos 90%.
(A administração Obama) espera ver reduzidos os salários dos 25 executivos mais bem pagos em cada uma das sete companhias beneficiadas com maiores ajudas do Estado, redução essa da ordem dos 90% relativamente ao ano passado.
Percebo agora porque é que já começaram a chamar comunista ao Obama.
Notício de abertura, hoje, no New York Times
Outubro 22, 2009 at 1:56 pm
MAT, imberbezinho.
Cresça e apareça.
Guarde os seus comentários. Daqui a uns anos vai ter vergonha do que escreveu.
Outubro 22, 2009 at 2:01 pm
#17
Na vizinha Espanha já foi anunciado congelamento/ redução de verbas para a Casa Real e para os cargos políticos. Aqui, “no pasa nada”. Até o nosso PR recusou ir aos Gato Fedorento, não fosse RAP perguntar-lhe quantas reformas acumula ou se pretendia seguir o exemplo de Espanha no que toca às despesas da Casa da Presidência (actualmente superiores aos da Casa Real). Era complicado…
Socialistas, socialistas, só os nossos.
Outubro 22, 2009 at 2:04 pm
Ó Mat, vê lá é se olhas para o teu futuro e dos teus jovens colegas. Consta que já andam a ser entrevistados em oficinas de automóveis do Porto, pelo menos os que ainda não conseguiram contrato com o ME e andam a recibo verde nas autarquias! Continuem a puxar para baixo, continuem…
Qualquer dia, mesmo os contratados pelo ME vão ser entrevistados em vãos de escadas ou num WC perto de ti!
Puxem mais para baixo que o futuro é vosso!
Outubro 22, 2009 at 2:07 pm
Entretanto, leio que o BE vai apresentar um projecto lei que, além de propor a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de desempenho, irá revogar as consequências do primeiro ciclo avaliativo. Ora aí está a cereja em cima do bolo – a igualdade entre todos (bons e maus) está garantida (administrativamente, claro)!
Afinal a ideologia ainda serve para alguma coisa!
Outubro 22, 2009 at 2:12 pm
Já cá não hei-de estar quando tu e outros como tu tiverem que ir dormir com a patroa (estado)para subirem na carreira.Terás nessa altura menos colegas bloguistas onde te apoiares. E serão talvez os vândalos, que hoje pululam nas escolas públicas, os vossos superiores hierárquicos, os donos da bola, os senhores directores…
Outubro 22, 2009 at 2:22 pm
#21
Mat, se leres bem (coisa que não te apetece ou não consegues) verás que as consequências a que o BE se refere dizem respeito às listas graduadas de colocação. Parece-te mal? Gostas de trepar por cima dos outros, em circunstâncias desiguais?
E porque cargas de água os Mto Bons ou Excelentes devem ser os primeiros a escolher? Será que vão escolher as piores escolas, onde os melhores professores fazem mais falta? E os alunos das últimas escolas escolhidas, não terão o mesmo direito aos Professores Muito Bons e excelentes?
Os Professores Muito Bons ou Excelentes não deviam concorrer. Deviam ser colocados administrativamente pelo ME nas escolas com mais problemas sociais/ educativos/ disciplinares. Só assim esta ADD, com reflexos na colocação,teria alguma lógica. Melhores Professores para as escolas com mais problemas.E avaliados pelos resultados. Não concordas, Mat?
Outubro 22, 2009 at 2:27 pm
#23
Acho que está confusa e pouco informada. E, ao contrário do que pensa, não costumo falar de cor.
Outubro 22, 2009 at 2:35 pm
#24
Só respondes ( e pouco) à parte menos relevante do meu comentário. Ficaste confuso ou não és um jovem professor?
Se não falasses de cor e estivesses bem informado, não repetias parvoíces do género «Afinal, confirma-se o que sempre disse: os professores não querem esta nem nenhuma avaliação». Até porque quem começou por dizer isso não foste tu.
Diz-me, Mat, quantas vezes tiveste na tua sala de aula e sem aviso prévio, a presença do Inspector?
Outubro 22, 2009 at 2:38 pm
#24
Os Professores Muito Bons ou Excelentes não deviam concorrer. Deviam ser colocados administrativamente pelo ME nas escolas com mais problemas sociais/ educativos/ disciplinares. Só assim esta ADD, com reflexos na colocação E NO VENCIMENTO,teria alguma lógica. Melhores Professores para as escolas com mais problemas.E avaliados pelos resultados. Não concordas, Mat?
Outubro 22, 2009 at 2:39 pm
Aposto que serias dos primeiros a desistir da candidatura à “Excelência”…
Outubro 22, 2009 at 2:45 pm
Diz-me, Mat, quantas vezes tiveste na tua sala de aula e sem aviso prévio, a presença do Inspector?
Eu tive as vezes suficientes para não temer minimamente a presença de um colega avaliador. Simplesmente não vejo qualquer lógica neste tipo de avaliação. Os Inspectores têm uma preparação e carreira próprias.
Outubro 22, 2009 at 2:48 pm
Ora bem
Não conheço o Mat mas saúdo-o pois afinal ele acaba por dizer o que eu venho aqui a escrever neste blog há muito tempo.
A oposição pretende ver suspensa (sem ter uma ideia alternativa) a avaliação docente.
Para mim, dou de barato esta questão. O povo português está farto de ouvir estas questões a oposição refém de promessas demagógicas, e isto acaba por valorizar o PS e o Governo.
Venha de lá essa proposta e suspendam a avaliação!
Nao apresentem (oposição) nenhuma proposta !!
Fica evidente que é o PS a única força política com capacidade de colocar este país nos eixos.
E já agora, desejo que o Santos Silva tenha muitos êxitos no seu ministéro!
Outubro 22, 2009 at 2:55 pm
# 25
nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal.
#26
Não concordo com colocações administrativas.
Mas, independentemente de defender que a carreira de professor, nos últimos escalões, deve contemplar duas vias distintas de progressão (uma, sem diferenciação das funções de um professor nos escalões anteriores da carreira e, outra, com diferenciação de funções – por exemplo, exerce também cargos de coordenador e de avaliador), acredito que, em certa medida, deve haver uma relativa diferenciação funcional – e de acrdo com as competências especificas de cada professor – nos diferentes escalões da carreira docente (por exemplo, os professores em escalões mais altos deveriam assegurar as turmas mais difíceis, as direcções de turma, e.t.c.)
Outubro 22, 2009 at 3:00 pm
#30
Lá vem o MAT outra vez com a questão de quem está no escalão mais alto dever ter as turmas mais difíceis.
És mesmo socialista, pá.
Será que um socialista não pode ser inteligente?
Outubro 22, 2009 at 3:06 pm
#20
As várias camadas docentes:
- recibo verde nas autarquias (AEC’s)
- contratados do ME com horários incompletos (leccionando em mais do que 1 escola)
- contratados com horário completo (safos por este ano)
- quadros de zona sem lugar em escola
- quadros de escola, professores
- quadros de escola, titulares
- directores
Outubro 22, 2009 at 3:07 pm
# 31
já agora, como não-socialista que deve ser, responda-me lá a esta pequena dúvida?
Quando duas pessoas exercem as mesmas funções em determinado estabelecimento, as quais apresentam a mesma escolaridade e produtividade, mas um ganha salário maior* que o outro, será que não há razões para contestar salários iguais?
* Para facilitar a resposta, omiti, propositadamente, o facto de que, ainda por cima, os que ganham mais trabalham menos horas.
Outubro 22, 2009 at 3:09 pm
#30
«nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal».
Bem se vê que não anda cá há muito tempo. Se andasse saberia que os inspectores (pelo menos no 1º ciclo) visitavam as escolas e as delegações escolares com assiduidade. Todos os anos davam “a voltinha pelas escolas”.Era essa a sua função: avaliar quem estava no terreno e não assustava ninguém que cumprisse as suas obrigações. Actualmente, a Inspecção só aparece a pedido ou quando há queixas. Há 10, 15, 20 anos atrás, era tão comum como hoje é reunir o Conselho Pedagógico.
«Não concordo com colocações administrativas».
Pois, eu também não concordo com muita coisa. Mas para evitar a fuga de situações destas:«os professores em escalões mais altos deveriam assegurar as turmas mais difíceis» talvez a palavra administrativa não seja a mais correcta. Compulsiva talvez. Os melhores e mais caros ao Estado devem ajudar as piores escolas.Querem? Não querem, descem de escalão e vão dar para as melhores (menos difíceis). Ou serão os piores e mais mal pagos a ter que arcar com as maiores responsabilidades? E responsabilidade, neste caso, é melhorar os resultados escolares. Para as outras tarefas burocráticas serve o pessoal administrativo. É assim nos países do top ten educativo.
Para avaliar Professores, venham os Inspectores. Os Professores existem para ensinar.
Outubro 22, 2009 at 3:12 pm
#21
“as consequências do primeiro ciclo”
Houve um ciclo avaliativo?
O ciclo avaliativo decorreu de forma igual em todas as escolas?
“a igualdade entre todos (bons e maus) está garantida (administrativamente, claro)!”
Acha que a “avaliação”, que decorreu da forma mais caótica possível, permitiu estabelecer alguma diferença entre “bons” e “maus” professores, com os mesmos critérios em todas as escolas?
Se sim, é capaz de explicar como?
O que pretende dizer quando diz “administrativamente, claro”? Será que é administrativamente que se distinguem os professores de “maus” ou “bons”? Se for, o “bom” professor não se distingue do “mau” professor em termos das acividades lectivas?
Outubro 22, 2009 at 3:14 pm
#31
Os que estão no topo não sei. Com ceteza já terão direito a um certo desccanso…
Agora, os Muito Bons e Excelentes, jovens e cheios de vontade de ver os cotas pelas costas, acho muito bem que fiquem com as turmas mais difíceis. Sem concurso…
Outubro 22, 2009 at 3:17 pm
E daqui por uns anos vão ver o que andaram a cavar para eles próprios…
O que vale é que, por agora, esta treta que só criou mau ambiente vai para o lixo. E não te preocupes Maria Campos. Em 2005 o magnânimo e inigualável JS também suspendeu o antigo Modelo de Avaliação e demoraram 2 anos a traduzir o extinto modelo chileno para português…
Só agora é que te preocupas com o vazio, Maria?
Outubro 22, 2009 at 3:25 pm
Se o MAT se considerasse bom profissional, nunca aceitaria (como aceita) a diferenciação entre bons e maus professores sem que fossem aseguradas e cumpridas as mesmas regras por todos.
Principalmente a regra das aulas assistidas. Ainda diz ele que é contra avaliações administrativas.
O MAT, bem lá no fundo, é um administrativo que gosta de ser tratado por professor. Só pode.
Outubro 22, 2009 at 3:26 pm
#33
Acho que já te respondi em post anterior.
Se quiseres faço um desenho.
Outubro 22, 2009 at 3:30 pm
Mat
“nunca tive um inspector nas minhas aulas. acho que é bom sinal.”
Sinal de laxismo na avaliação dos seus alunos? Será?
Conheci, há uns anos, um colega de Matemática que nunca dava negativas aos alunos. Todos tinham nível três ou mais.
Tendo uma turma em comum com esse colega, e verificando que os alunos não tinham qualquer interesse pela disciplina que eu leccionava (Ciências Naturais), onde tinham péssimos aproveitamentos, resolvi perguntar aos alunos, com quem tinha uma boa relação, qual era a razão para terem tanto sucesso a Matemática ao contrário das Ciências. Desataram todos a rir. Entre o dizemos, não dizemos, que entretanto se estabeleceu entre os eles, lá tomaram a coragem e confessaram que o professor de Matemática só devolvia os testes negativos, e que os encarregados de educação sabiam da situação.
Conclusão: o colega não chegava a corrigir os testes, não tendo assim testes negativos, portanto nunca os entregava. Logo os alunos todos não tinham negativa e os pais andavam todos satisfeitos. Este professor nunca teve uma aula assistida pelos inspectores. Era sem dúvida um excelente professor, ou estarei enganado?
Quero querer que o meu caro Mat não é esse colega!
Outubro 22, 2009 at 3:38 pm
#33
O que está em jogo em cada aula?
(Passemos à frente dos episódios disciplinares cujo agravamento tanto prazer deu há anterior(?) ministra, senão nem conseguimos falar em aulas).
Procuremos concentrar-nos na multiplicidade de recursos usados pelos bons professores.
1) Conhecimento da matéria
2) Realce dos aspectos essenciais dos conceitos
3) Entrosamento com conceitos colaterais, a montante e a jusante da estrutura de conceitos mesma disciplina
4) Entrosamento com factos e formas de expressão da vida quotidiana
5) Riqueza de exemplos formais
6) Conhecimentos das subtilezas mais complexas, ou onde se manifestam mais frequentemente as dúvidas dos alunos
7) Clareza nas ideias
8) Facilidade de expressão
9) Facilidade de relacionamento
10) Capacidade para avaliar a distância entre o “momento pedagógico” da média dos alunos, plasmado nas dúvidas que apresentam, e as exigências da matéria objecto da aula.
11) Conhecimento de múltiplas formas de ultrapassagem da distância referida em 10)
12) Alteração oportuna do modo condensado ou sintético de expressão para o modo pausado ou analítico, dependendo dos sinais de atenção manifestados
…
Poderíamos tentar completar a lista ad eternum. É uma tarefa bastante inglória, se tentarmos ser exaustivos. A sensação, no final, era de que o principal ficaria sempre de fora. Qualquer bom professor sente isso. Satisfeito consigo próprio, com o seu desempenho nas aulas dadas, absolutamente confiante de que o melhor não poderia ter sido feito, tais coisas só existem em cabeças quentes e bolsos apressados. Não fazem a “praia” de um bom professore em particular, nem de qualquer bom profissional em geral.
MAT acentua a “escolaridade”, como se a primeira aula de um professor fosse igual à última (a escolaridade constante). Creio tratar-se de um professor virgem, que ainda não sabe com quantos paus se faz uma canoa.
Outubro 22, 2009 at 3:47 pm
#40
Brincalhão, nos primeiros anos de careira apanhei várias escolas unitárias, muitas vezes no mesmo concelho (um só professor para os 4 anos). Nesse tempo não havia telefone nas escolas quanto mais internet. Nunca mais me esqueço que o Inspector que nos “visitava” na altura (as escolas daquela delegação escolar), já com bastante idade e muito afável, me ajudou a experimentar e implementar metodologias que, sozinha e sem calo, dificilmente me atreveria. Hoje temos computadores, net e escolas cheias de cabos, mas dificilmente encontramos alguém com conhecimentos e vontade de nos ajudar a superar dificuldades e melhorar o nosso trabalho. Cada um trabalha nos seus papéis, para a sua nota ou para “tramar” os outros. É triste.
Outubro 22, 2009 at 4:03 pm
#42
Concordo contigo, Pipa.
É muito triste!
Outubro 22, 2009 at 4:24 pm
Boa tarde.
Outubro 22, 2009 at 4:28 pm
#42-Foi para isso que se fez a Revolução Francesa?… Digo o 25 de Abril…Falta de solidariedade por parte das pessoas!
Na 1ª escola em que trabalhei que, lá não, contava-se a anedota crónica de algumas Escolas e Liceus:
-desculpe, é colega ou provisório»…mas isso foi antes do 25 de Abril
Outubro 22, 2009 at 4:33 pm
Saberemos hoje quem será a(o) nova(o) ME.
Sócrates apresenta Governo ao Presidente da República
http://www.tvi24.iol.pt/politica/socrates-cavaco-governo-tvi24/1097628-4072.html
Outubro 22, 2009 at 4:34 pm
Então MAT, como vai a vidita?
Já se inscreveu …?
IHIHIHIHIHIHIHHHHHHHHHHHHH
Na Didáctica da Matemática
DIDÁCTICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA?
http://www.ie.ul.pt/candidaturas2fase
ESTE “instituta”, promete!!!
Outubro 22, 2009 at 4:36 pm
Pedro Castro Says:
Outubro 9, 2009 at 6:58 pm
#122 Reb
1)Como sabes eu não sou um fanático pela ADD. Eu fiz parte da equipa do Projecto Coménius
da minha escola que trabalhou numa rubrica de intercâmbios de experiências entre órgãos
de gestão entre países da União Europeia.
2) O meu conhecimento sobre a avaliação de desempenho dos professores na Europa decorreu
integrado nesse projecto, durante um período que decorreu entre 1999 a 2008. Mesmo após
ter deixado o cargo de PCE em 2005 continuei a participar nesse projecto.
3)Foram realizados, no âmbito acima referido, intercâmbios entre a minha Escola e escolas
dos seguintes países europeus: Áustria, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Finlândia,
Reino Unido(Inglaterra), Reino Unido (Escácia), Chipre, Luxemburgo, Irlanda, Suécia,
Dinamarca, Noruega, Letónia, Estónia, Lituânia, Eslovénia, Itália, Alemanha, Itália,
Roménia, Malta, Grécia e República Checa, Eslováquia, Polónia e Hungria. (estive a fazer
uma revisão de todos os intercâmbios e parece-me que não me esqueci de nenhum País).
4) Num dos encontros, realizado em 2004 na Holanda, foram convidados directores de duas
Escolas dos Estados Unidos pertencentes aos estados do Kentucky e do Estado do Alabama.
5) Dentro deste projecto os coordenadores dos encontros (meetings), em regime de
rotatividade, foram sempre exercidos por um núcleo de escolas dos seguintes países:
Suécia, Finlândia, Dinamarca, Holanda, Alemanha e Portugal.
6) Em todos esse encontros (headteachers, principals, directors, etc) foram abordados
problemas relacionados com a organização escolar e curricular, avaliação de sistemas de
ensino, avaliação interna e externa de escolas e avaliação de professores.
7) Entre os países que não têm um sistema de avaliação de carácter geral contam-se:
Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos,
Reino Unido (Escócia), Suécia, Eslováquia, Hungria e Letónia. O que existe nestes países
baseia-se praticamente num relatório não formal enviado pelo professor ao Director ou ao
seu imediato responsável onde, relata o trabalho efectuado ao longo do ano, enumera as
dificuldades encontradas, sugere estratégias para o ano lectivo seguinte. No caso
particular da Finlândia cada professor faz um relatório do trabalho desenvolvido durante
o ano ao seu responsável imediato, este, entretanto, realiza uma reunião de trabalho com
os colegas onde faz um balanço do trabalho prestado e elabora de seguida um relatório
síntese da equipa de trabalho. Em seguida esse responsável de departamento (ciclo de
ensino) reúne com outros responsáveis de outros departamentos e com o director onde
realizam uma auto-avaliação. O relatório de auto-avaliação da escola é feito pelo
director coadjuvado por uma equipa e daquilo que me apercebi é um documento que goza de
grande credibilidade por parte da comunidade educativa. A Holanda cometeu, nos anos 90, a
loucura de avaliar professores “à grelha”, mas depressa arrepiou caminho, pois a
debandada dos professores foi enorme e além disso veio a verificar-se que a qualidade de
ensino tinha piorado. Praticamente nesta década a Holanda não tem uma avaliação formal de
docentes. Nestes países a carreira está divida em vários escalões que variavam entre 3 a
5/6 no máximo. No fundo todos progrediam na carreira em resultado da antiguidade. NA
GENERALIDADE DESTES PAÍSES FUNCIONA O SEGUINTE PRINCÍPIO: TODO O PROFESSOR DEPOIS DE
DEVIDAMENTE HABILITADO É CONSIDERADO BOM ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO. Mas atenção, nestes
países, em especial nos países nórdicos, O TRABALHO DE EQUIPA É UMA MARCA FUNDAMENTAL.
Caso curioso a Itália foi onde encontrei um funcionamento mais individualista da classe
docente.
Pelo contrário, foi implementada uma avaliação formal do desempenho docente de nos
seguintes países: Alemanha, Eslovénia, Estónia, França, Grécia, Lituânia, Malta, Polónia,
Portugal, Espanha, Reino Unido (Inglaterra), República Checa e Roménia. No Reino Unido
(Inglaterra) encontrei um sistema de avaliação instável onde durante vários anos
imperaram as grelhas. Em Portugal e em Espanha o relatório crítico de avaliação era a
prática habitual. Nos restantes países a avaliação era exercida pela observação directa
de várias aulas, ou pelo responsável da área disciplinar, ou pelo Director (vi um
Director na área da Literatura a observar uma aula de um professor de Matemática na
Roménia), ou ainda por um avaliador externo (inspector se bem me recordo em quase todos
os países). Na Alemanha achei a avaliação caricata pois disseram-me que a assistência às
aulas do inspector, por vezes, não demorava mais de 15 minutos. Imaginem tamanho
sacrilégio! Se bem me lembro a avaliação era realizada por avaliador externo (sempre
inspectores) em França, na Eslovénia, na Polónia e na Alemanha. Os inspectores
avaliadores em conjunto com os directores eram os responsáveis pela notação da avaliação.
DE FACTO FOI NO REINO UNIDO QUE ENCONTREI NA ESCOLA PÚBLICA UMA POLÍTICA INSTÁVEL EM
RELAÇÃO AOS PROFESSORES.
9) Do Kentucky e do Estado do Alabama foi onde encontrei a avaliação mais grelhada.
Embora a do Estado do Kentucky fosse de simples preenchimento pelo Director da escola,
quando na altura o principal de uma escola de avaliação do Alabama apresentou a sua
grelha de avaliação, TODA A GENTE SE ASSUSTOU. Foi de facto a primeira avaliação idiota
que me apareceu, em tudo muito parecida com a avaliação chilena.
Como podes verificar Reb a avaliação feita por entidades externas são raras na Europa e
segundo me disseram são dispendiosas.
DECLARAÇÃO: Esta minha impressão resulta de conversas que tive com os directores de
escolas que participaram em “trocas de experiências” no âmbito do Coménius. No entanto.
CONCLUSÕES: Daquilo que observei destaco que na avaliação de professores na maioria dos
diferentes países impera essencialmente a confiança do professor até prova em contrário.
APRENDI TAMBÉM QUE O SUCESSO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS DOS PAÍSES MAIS A NORTE BASEIA-SE NO
TRABALHO DE EQUIPA E NA TROCA DE EXPERIÊNCIAS. O INDIVIDUALISMO NA CARREIRA DOCENTE É
INIMIGA DA QUALIDADE DE ENSINO.
Outubro 22, 2009 at 4:44 pm
Vocês deculpem o meu irmão é que foi deeopedido na última escola por assédio sexual a um cão do director; anda desesperado. Perdoem-lhe.Obrigado.
Outubro 22, 2009 at 4:48 pm
Grande ministro vamos ter!
Outubro 22, 2009 at 4:49 pm
NOVA ME – ISABEL ALÇADA
http://www.ionline.pt/conteudo/29178-isabel-alcada-e-nova-ministra-da-educacao
Espero que seja boa notícia… ou é mais do mesmo?
Outubro 22, 2009 at 4:54 pm
Maria Campos amanhã no mesmo sitío no mesmo lugar á mesma hora? Leve o condom que eu esgotei o meu stock ontem. Puxa vida estava insaciável!
Outubro 22, 2009 at 4:54 pm
Talvez…
Outubro 22, 2009 at 5:02 pm
Mat Lembebotas
Só lambes botas? Penso que com esse espírito deves lamber outras coisas. Que me desculpe o PG, mas estás a pedi-las.
Outubro 22, 2009 at 5:03 pm
#16 e 21,
Essa não é a minha posição, mas prefiro uma solução insatisfatória sem sacrificados, do que o contrário.
Ao que parece não percebeu ainda que os “maus” não iriam ser penalizados.
Só os “mais que bons” se veriam distinguidos. Se é o seu caso, lamento.
Mas ao que parece esses efeitos são para manter.
Julgo que a proposta é não penalizar quem não entregou OI.
Quanto a isso bato palmas a quatro mãos.
Outubro 22, 2009 at 5:09 pm
Eu tambem concordo que nao se penalize quem nao entregou OI.
Outubro 22, 2009 at 5:45 pm
Espero que não se esqueçam que há alguns que, contestando desde o princípio este modelo de avaliação fruto de uma ignóbil divisão da carreira, não entregaram OI nem FAA sujeitando-se a não serem avaliados.
Penso que não fui a única.
Outubro 22, 2009 at 5:55 pm
Ver em
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/isabel-alcada-ministerio-educacao-professores-tvi24/1097569-4071.html
A nova ministra da educação entrou, não com o pé direito, mas com os quatro pés.
“A certeza é dada em declarações à Rádio Renascença: «Não tenho convite nenhum». Isabel Alçada responde assim à pergunta sobre se teria recebido um convite de José Sócrates para ser Ministra da Educação.”
Isto foi às 13:19H de hoje.
Mais uma aldrabona!
Outubro 22, 2009 at 6:03 pm
#55
“Essa não é a minha posição, mas prefiro uma solução insatisfatória sem sacrificados, do que o contrário.”
Clap, clap, clap. Não tenho dito outra coisa. Qual justiça qual carapuça e esta só a enfia quem quer.
Outubro 22, 2009 at 9:15 pm
Miaouh para o gatito também e depois ronron… É o que os meus lhe enviam…
Outubro 23, 2009 at 11:35 am
Senhor Mat, quer que a oposição “vá de encontro” aos professores? Tenha dó: já chegou MLR que veio de encontro, ou melhor, de encontrão. Será que o senhor Mat queria dizer “ao encontro dos professores”?. Pois é…umas aulitas de português não lhe fariam mal… mas entendo, não precisa de saber português para ser um professor excelente, basta estar com a situação. E o senhor mat é excelente